O Caso dos Exploradores de Cavernas

O Caso dos Exploradores de Cavernas Lon L. Fuller




Resenhas - O Caso dos Exploradores de Cavernas


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Nessa Gagliardi 23/06/2010

Os 'causos' jurídicos sempre despertaram meu interesse. Quando vi esse livro aqui pelo skoob, me bateu a curiosidade de saber qual seria a sentença proferida.
A leitura é bem fácil, já que o livro é indicado para os ingressantes no estudo do Direito. Para os mesmos, o livro deve ser de grande valia ao debater o alcance e aplicação das leis, mas para mim, leiga, chegou a ser revoltante algumas das colocações expostas no tribunal.
É óbvio que julgando estritamente pela letra da lei, os exploradores deveriam ser condenados, mas as posições de algum dos juízes me lembrou bem os casos reais do nosso judiciário, onde os mesmos agem dessa mesma forma fria, inconsequente e desisteressada pela vida humana. A data, como explicada no posfácio, não é mera coincidência. Ao se passar no futuro, apesar de negado pelos autores, temos a nítida sensação de que a (in)justiça não se modifica. Ela se recria e, penosamente, é contínua.
Ao final da leitura, fiquei com a mesma sensação de revolta que tive ao ouvir sentenças absurdas saídas das bocas de alguns juizes meia-bunda.
Ô raça!

PS: Antes que chovam críticas à minha resenha, devo dizer que toda generalização é burra, toda regra tem exceção, blá, blá..., portanto É ÓBVIO que existem algumas (aliás, espero eu que muitas) exceções por aí. Torço é para que elas apareçam mais!
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matlima 07/07/2009

Pequeno lovro; grande estória
O livro conta a estória de um grupo de exploradores que acabam presos dentro de uma caverna. Após dias sem comida, eles chegam a conclusão de que o grupo só consiguirá sobreviver se um de seus membros for assassinado pelos demais, para que sua carne lhes sirva de alimento. Após consumado o crime, os exploradores conseguem se libertar e acabam por ser julgado por seus atos.
O interessante do livro é que o autor consegue demonstrar, sinteticamente, todos os argumentos cabíveis para a absolvição ou para a condenação dos exploradores. Agora, para saber se foram condenados ou não, só lendo o livro.
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iagofelipeh 13/05/2020

Fundamental!
É de amplo conhecimento e fonte tida como quase inesgotável para fins de
discussões no meio jurídico e filosófico, a obra do século XX ?O Caso dos Exploradores
de Caverna? do grande jurista e professor da Universidade de Harvard Lon L. Fuller. Na
maioria dos cursos de Direito do Brasil é leitura garantida para o primeiro semestre,
sendo, desse modo, uma fortíssima ferramenta de caráter fomentador de diversos
debates e temas caros a todos.
Dentre os limites ficcionais e literários da célebre obra, temos uma transposição
para a realidade de um caso considerado extremo, inglório e de difícil digestão para
qualquer sujeito com o mínimo de empatia. Todavia, a história e o próprio momento
presente insistem em evidenciar quão sórdida pode configurar-se a realidade,
surpreendendo, equiparando-se ou até transpondo os absurdos da ficção distópica e/ou
fantasiosa.
Outrossim, é de extrema relevância ressaltar que, sobretudo, o livro em voga está a
disposição para exemplificar igualmente casos considerados pueris e banais em
detrimento ao apresentado, mas que em nenhuma hipótese são menos relevantes para
os indivíduos envolvidos, sendo, inclusive, essenciais para a manutenção da ordem e
segurança jurídica. Nota-se, então, a abrangência colossal do texto que, no uso irrestrito
de sua licença poética, hiperbolicamente traz às luzes a sutil noção da dimensão da
responsabilidade e relevância do agente jurídico em qualquer sociedade, seja no ano
4300 ou no ínterim pandêmico que nos acomete em 2020.
O Direito Penal é um dos pontos mais emergentes de Fuller nesse que inicialmente
foi publicado como artigo interno. Dentre outros potenciais temas dentro dele a serem
abordados, temos sim um caso que se enquadra nos Art. 23 e 24 do Código Penal
de nosso país, sendo o assassinato dentro do contexto específico uma situação que cabe
o Excludente de Ilicitude, uma vez que configura-se Estado de Necessidade

Em suma, é uma pequena obra que, paradoxalmente ao que seu tamanho sugere, é de uma imensidão gigantesca de temas, pautas e, repito, de discussão de alta relevância para todos, especialmente aos que se dedicam à vertente jurídica.
Andreas Chamorro 13/05/2020minha estante
Estava pensando em pegar esse.




Fernanda Sleiman 06/02/2020

Dilema ético
Apesar de ser um livro indicado para estudantes do direito, é um livro para todos. O Dilema ético é a espinha dorsal desse livro. Interessantíssimo. Recomendo
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yara 01/01/2021

"nunca deixo de admirar a habilidade com que meus colegas lançam uma obscura cortina de legalismos sobre qualquer problema que ele seja apresentado para decidir."
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Bruno 15/07/2020

Foi o primeiro livro jurídico que li
E provavelmente o último. Acho que é um assunto complicado demais pra minha cabeça.
De qualquer forma, este livro é bom. A premissa gera várias discussões, debates morais (e jurídicos). Recomendo.
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@magalifbr 11/03/2020

Fiquei esperando pela história... Mas ela é bem superficial... Falta enredo...
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bieel 18/06/2020

INCERTEZAS EM ABUNDÂNCIA
Um livro realmente atemporal como dizem, o livro trás diversos questionamentos, dos quais são: qual a relevância do clamor social num caso em julgamento? O judiciário deve se abster de qualquer sentimento para a composição da pena ou isso se faz necessário no processo? O judiciário está condicionado ao texto legal ou esse é um mero instrumento para o exercício do seu dever jurídico? Cabe interpretação do texto para adequala ao contexto ou se deve aplicá-lo independente disso? Até que ponto as questões que norteiam a tipicidade formal influenciam na exclusão do crime ou da pena?

Tudo isso pode ser abordado e discutido através desse caso, possibilitando amplas discussões e muito aprendizado. Mas além disso muitas incertezas..

Pessoalmente,
Apesar do livro ser passar no período de 4300 é nítido que o sistema jurídico não adota algumas condutas tipificadas no nosso ordenamento jurídico atual, como por exemplo a excludente de ilicitude pelo estado de necessidade, o qual caberia perfeitamente no caso em questão, assim como a ausência de tipicidade material que compõe o princípio da insignificância penal evidenciado no trecho em que o infrator que rouba alimento para saciar a sua própria fome é condenado apesar de se encontrar em estado de inanição... Alguns desses fatores me fizeram questionar se haveria tantas divergências num julgamento no contexto atual...
Ademais a leitura é bem tranquila e uma ótima fonte de discussão para grupos de estudos.
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Paulo.Sakumoto 02/06/2020

Mudando de opinião.
Todo estudante de direito lê no primeiro ano de faculdade e crava uma posição. Lê novamente no final da faculdade e sua opinião já não é mais a mesma sobre o caso. Vira advogado, promotor, juiz e já encara a leitura meio ultrapassada, mas lá está outra opinião. Aí o mundo muda a sua volta, lê novamente, não consegue mais enxergar as coisas como antes, volta à opinião do garoto da faculdade. Talvez não volte a ler esse livro novamente no futuro, mas sabe que opiniões mudam e isso é aceitável e maduro.
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Carlos.Heitor 27/04/2020

Leitura voltada para o pessoal do Direito
Esse livro era sempre comentado pelos professores de Direito penal. A história é boa, coloca alguns questionamentos na mesa. Não acho que empolgue. A leitura é enfadonha.
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Ailla 10/12/2020

Amei. Simples assim.
?Conhecer o direito, portanto, é o caminho para construir uma sociedade melhor.?

O livro considera um caso e discorre a respeito dos votos concedidos de cada ministro na Suprema Corte (imaginária). Mesmo o caso sendo trágico e, de certa forma, repulsivo, o autor explora o tema de forma leve, simples e algumas vezes até cômica. Gostei bastante da leitura, foi agradável, condizente e frutífero para os meus conhecimentos jurídicos.

Sobre a história: Conta-se um caso - fictício - a respeito de cinco exploradores que ficaram presos em uma caverna, depois de certo tempo e de seus suprimentos acabarem eles percebem que a única forma de sobreviver, até que chegue o resgate, é se um deles se sacrificar se tornando alimento para os outros companheiros (sim, isso mesmo que você está pensando - canibalismo).

Palavras do próprio autor: ?Este caso foi idealizado com propósito único de por em foco conjuntamente certas filosofias divergentes do direito e da ciência política.?
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Willian.Lima 03/07/2020

Esta edição tem spoiler já na capa. Dica: Pule a apresentação.
Leia a partir da página 17. A obra prima de Lon L. Fuller foi aqui, nesta edição, vilipendiada pelo Dr. Célio Egídio, quando tenta fazer comparações esdruxulas da ficção com a realidade brasileira. Totalmente dispensável seus comentários. Em sua apresentação da obra, simplesmente ele faz o "grande favor" de contar o livro inteiro (que já é curtíssimo, ao todo 62 páginas) e já conclui o pensamento do leitor, sem que o mesmo faça seu próprio juízo. Ainda bem que eu já li antes, comprei esta edição para ter em minha estante e estou relendo, mas realmente é uma falta de respeito o que esse cidadão faz com o leitor e com o autor, é claro.
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Francini Aguiar EeP 09/07/2013

O livro é uma discussão de juízes acerca de um caso complexo e de grande publicidade. O caso é o seguinte: 5 exploradores foram explorar uma caverna e ficaram presos (pedras deslizaram e obstruíram a única saída). O governo mandou resgate, mas era um caso complicado, morreram 10 homens trabalhando no resgate que durou ao todo 32 dias. Os suprimentos acabaram muito antes e os exploradores acabaram decidindo que um deles morreria para que os outros 4 sobrevivessem comendo a sua carne, o que foi feito, escolheram quem seria morto por meio dos dados. Ao voltarem para a civilização foram indiciados por homicídio e condenados à forca. Mas a parte mais importante é a discussão e exposição de ideias dos juízes acerca de como deveriam julgar o caso.

O julgamento se passa nos Estados Unidos no ano 4300 (sim, é fictício), e sugere que "as questões nele envolvidas estão entre os problemas permanentes da raça humana" (Página 82).

Hoje, pelas leis brasileiras, se eu fosse advogada dos réus, provavelmente alegaria inexigibilidade de conduta diversa e estado de perigo, acredito que apesar de terem, de fato, cometido o crime de homicídio as circunstâncias devem ser levadas em conta, eram desesperadoras. Uma das teses discutidas é a de que por estarem longe da civilização, por sua própria conta, não estariam sujeitos às leis da civilização, mas acho uma tese difícil de ser defendida, não me convenceu muito. Mas também não acho que as leis devem ser aplicadas e ponto, como se o magistrado fosse um computador. Enfim, é difícil por ser um caso único, extremamente chocante (estamos falando de matar para viver, de antropofagia) e também por se passar em outro país com leis totalmente diferentes e com um sistema jurídico totalmente diverso (Nos EUA funciona o common law onde o juiz julga com base no costume, na jurisprudência, assim a lei costuma ser aplicada da mesma maneira sempre, por aquele tribunal, de maneira mecânica, Aqui é o Civil Law, onde a base para aplicação é a lei, que são muitas, somos muito positivistas, e ao juiz cabe interpretar e aplicar a lei a cada caso).

É um livro muito conhecido, tido como base pela maioria dos juristas. Acredito que o que fixou para mim foi a delicadeza de cada situação e a quantidade de interpretações que ela pode gerar, o que é muito importante para qualquer aplicador do direito (ou que pretende um dia ser um [no caso eu]).

A edição (box essencial do direito) é uma graça, dá o ar de um clássico (que é), ao mesmo tempo super moderno, de um azul muito lindo e cheio de pequenos detalhes que encantam.


site: http://espeloteadaepatricinha.blogspot.com.br/2013/05/o-caso-dos-exploradores-de-caverna.html
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Cicero 09/12/2020

Muito bom. Confronta o direito natural e positivo, mostra as nuances das leis e como elas podem condenar ou salvar uma pessoa e, trazendo à prática brasileira, dá pra entender um pouco como funcionam algumas decisões polêmicas que o STF vez ou outra surpreende a sociedade.
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Rael 23/04/2020

Um livro para interessados em Direito.
Terminei de ler este livro e confesso que não estou satisfeito. Isso deve ocorrer porque não tenho interesse pela área jurídica. Mas então qual foi o motivo de ler esta obra? Segui o conselho de uma YouTuber, foi isso. Eu achava que a história iria ficar nos acontecimentos do grupo preso na caverna, o que descobri no decorrer da leitura e não tive coragem de abandonar. Enfim, o livro é importante para alunos de direito e pessoas interessadas nesta área.
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