Genealogia da Moral

Genealogia da Moral Friedrich Nietzsche




Resenhas - Genealogia da Moral


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Cdmm 22/10/2020

Chatíssimo
Apesar de ter avançado no pensamento filosófico a escrita é chatíssima, arrogante, pedante, insuportável. Acho que é o homem mais chato do mundo. Foi um suplício.
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Laís Isabelle 19/09/2020

É abordado nesse livro:o ressentimento, a má consciência, a oposição entre a moral de senhores e moral de escravos, o mundo como hospício. De fato,pode-se dizer que Genealogia da moral é o mais "psicanalítico" dos textos de Nietzsche.
Mas não se contenta em simplesmente diagnosticar, ele pretende ser médico e salvador, e assume esse papel de uma forma que é peculiar.
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Frank 04/09/2020

Minha introdução ao pensamento de Nietzsche. Admito não ter entendido em sua totalidade e devo retornar a este livro de tempos em tempos, principalmente após ler outras de suas obras. Não vou me arriscar a fazer uma resenha da obra sem ter absorvido bem sua essência.
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Palestrinha 01/09/2020

Talvez seja um dos melhores livros que li dele. Este livro é uma forma nova de se ver o que é certo e errado, o que é bom e mau, o que é bem e mal, todas essas questões são esmiuçadas de forma única através de uma escrita um pouco narcisíca, porém certeira. Confesso que após a leitura deste livro a forma como a qual me perguntava sobre as coisas, sejam elas quais fossem, foi levemente modificada para uma posição mais crítica.
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Renata 01/08/2020

Alavanca
Como sempre que adquirimos uma obra desse autor ficam questionamentos difíceis de serem respondidos.
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Micael 13/07/2020

Vale a pena
Vale a pena, obra prima!
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paulosoler56 20/06/2020

Tirou tabus
Li este livro quando era novinho, há uns 17 anos atrás. Lembro que se criava uma imagem de Nietzsche em minha mente de alguém cruel, que não acredita em Deus, sem sentimentos bons. Obs: Nessa época eu lia romances espiritas e livros semelhantes, ou seja, o foco era algo tranquilo naquele mundo fechado. Porém, lembro que me surpreendi com este livro. Ele tratava da moral com seriedade e entrega. O oposto daquela imagem propaga deste filósofo. E aquela leitura, causou naquele jovem uma alegria, pois aquele filósofo tão temido tratava de uma questão tão boa e importante, que é a moral e uma reflexão em torno desta. Recomendo a leitura. Não li outros livros dele de lá pra cá, então não sei se ele depois em outras obras focou em temas que eu consideraria mais radicais quando jovem. Mas este marcou pra mim por este motivo, que pra mim quebrou uma barreira e imagem que o mundo propaga de Nietzsche, e que neste livro não tem nada disso.
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Fabi 24/05/2020

Meu primeiro livro de Nietzsche e também meu primeiro livro sobre filosofia. Gostei das reflexões que o livro traz, apesar de me encontrar em certos momentos um pouco confusa sobre algumas passagens... Mas acho que é assim que um livro de filosofia funciona. Sem mais delongas, é um livro bom, se você curtir esse assunto, acredito que gostará dessa leitura.
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Léo 16/05/2020

A 'Genealogia da Moral' está situada na terceira fase do pensamento nietzscheano - escrito em 1887 -, primeiramente como um complemento e esclarecimento da obra 'Além de bem e mal'.
Dividida em três dissertações, a obra traz algo fundamental para o pensamento nietzscheano: o método genealógico. A partir deste método, Nietzsche não só se propõem a entender o desenvolvimento moral na história, mas também julgar, tendo a vida como parâmetro, o valor dos valores morais.
Obra fundamental para se aprofundar no pensamento de Nietzsche, entender como este vai antecipar algumas discussões freudianas e ver conceitos fundamentais nas percepções morais, como culpa, consciência, responsabilidade e afins.
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Ana Duarte 25/03/2020

Por que fazemos o bem?
Livro absurdamente reflexivo, nada de surpreende se referindo a Nietzsche!

Mas o modo como ele disseca a moral nos trás indagações importantíssimas, e com extrema didática e repleto de referências, o livro é complexo e merece ser lido mais de uma vez para que se consiga compreender todos os pontos e argumentos que ele trás em sua tese.

Leitura fundamental caso você goste de filosofia
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JC_Sevenfold 22/02/2020

O terceiro período da obra de Nietszche denominado 'Transvaloração dos Valores' é marcado por uma crítica dos valores morais, quebrando preconceitos e libertando o homem de princípios vãos. Necessita-se perguntar: em que consistem os valores, como são instituídos, onde se acham fundamentados, que valor têm eles mesmos? Partindo da investigação do conceito dos juízos de "bom" e "mau", o filósofo quer saber como e que momento eles foram criados. Esses juízos aparecem em duas concepções morais opostas: a dos nobres e a dos escravos, que travaram uma batalha milenar pelo predomínio de seis ideais. Priorizando a moral escrava, o livro aprofunda nas três figuras em que essa moral se apoiou para vencer: ressentimento, má-consciência, e ideal ascético.
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Dan 20/02/2020

Um manuscrito infectoso
Nietzsche critica a propagação da autodesvalorização do homem, e de que o nosso lugar como centro do universo é esmagado pela ciência - e eu de fato prefiro enxergar a realidade, eu e vc, materiais orgâncios rastejando sobre a terra.

O mais ridículo ao meu ver é o impulsionamento do indivíduo a viver empregando unicamente a vontade de potência em todas as esferas
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matlima 29/12/2019

Denso e complexo
Livro pequeno composto de aforismos reunidos em três dissertações interligadas: 1) bom e mau; 2) culpa é má-consciência; 3) ideais ascéticos. O livro é pequeno, mas de leitura pesada, dada a complexidade do pensamento desse culto autor. De um modo geral, a obra tenta descrever que interesses estão por trás da ideia de moralidade. Para o autor, o pecado não seria necessariamente uma ação má em si, pois a própria noção de mau é discutível. Para ele, na concepção católica/cristã dominante no mundo ocidental, a moral foi criada com o objetivo de aprisionar o homem, invertendo a lógica de valores que deveria verdadeiramente imperar.
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Lista de Livros 05/11/2017

Lista de livros: Genealogia da Moral – Friedrich Nietzsche
Parte I:
“A rebelião escrava na moral começa quando o próprio ressentimento se torna criador e gera valores: o ressentimento dos seres aos quais é negada a verdadeira reação, a dos atos, e que apenas por uma vingança imaginária obtêm reparação. Enquanto toda moral nobre nasce de um triunfante Sim a si mesma, já de início a moral escrava diz Não a um “fora”, um “outro”, um “não-eu” — e este Não é seu ato criador. Esta inversão do olhar que estabelece valores — este necessário dirigir-se para fora, em vez de voltar-se para si — é algo próprio do ressentimento: a moral escrava sempre requer, para nascer, um mundo oposto e exterior, para poder agir em absoluto — sua ação é no fundo reação.”
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“O que revolta no sofrimento não é o sofrimento em si, mas a sua falta de sentido: mas nem para o cristão, que interpretou o sofrimento introduzindo-lhe todo um mecanismo secreto de salvação, nem para o ingênuo das eras antigas, que explicava todo sofrimento em consideração a espectadores ou a seus causadores, existia tal sofrimento sem sentido. Para que o sofrimento oculto, não descoberto, não testemunhado, pudesse ser abolido do mundo e honestamente negado, o homem se viu então praticamente obrigado a inventar deuses e seres intermediários para todos os céus e abismos, algo, em suma, que também vagueia no oculto, que também vê no escuro, e que não dispensa facilmente um espetáculo interessante de dor. Foi com ajuda de tais invenções que a vida conseguiu então realizar a arte em que sempre foi mestra: justificar a si mesma, justificar o seu “mal”; agora ela talvez necessite de outros inventos (por exemplo, vida como enigma, vida como problema do conhecimento). “É justificado todo mal cuja visão distrai um deus”: assim falava a primitiva lógica do sentimento — e apenas a primitiva? Os deuses como amigos de espetáculos cruéis — oh, até onde essa antiquíssima ideia ainda hoje não permeia a nossa humanização europeia! Consulte-se Calvino e Lutero, por exemplo. É certo, de todo modo, que tampouco os gregos sabiam de condimento mais agradável para juntar à felicidade dos deuses do que as alegrias da crueldade. Com que olhos pensam vocês que os deuses homéricos olhavam os destinos dos homens? Que sentido tinham no fundo as guerras de Troia e semelhantes trágicos horrores? Não há como duvidar: eram festivais para os deuses; e, na medida em que os poetas sejam nisso mais “divinos” que os outros homens, eram também festivais para os poetas... De igual modo os filósofos morais da Grécia imaginaram depois os olhos do deus a observar a luta moral, o heroísmo e o autossuplício do virtuoso: o “Hércules do dever” estava sobre um palco, e sabia disso; a virtude sem testemunhas era algo impensável para esse povo de atores.”
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Mais em:
http://listadelivros-doney.blogspot.com.br/2017/10/genealogia-da-moral-uma-polemica-parte.html
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Parte II:
“O melhor é certamente separar o artista da obra, a ponto de não tomá-lo tão seriamente como a obra. Afinal, ele é apenas a precondição para a obra, o útero, o chão, o esterco e adubo no qual e do qual ela cresce — e assim, na maioria dos casos algo que é preciso esquecer, querendo-se desfrutar a obra mesma. A inquirição sobre a origem de uma obra concerne aos fisiólogos e vivisseccionistas do espírito: jamais absolutamente aos seres estéticos, aos artistas!”
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“O ideal ascético significa precisamente isto: que algo faltava, que uma monstruosa lacuna circundava o homem — ele não sabia justificar, explicar, afirmar a si mesmo, ele sofria do problema do seu sentido. Ele sofria também de outras coisas, era sobretudo um animal doente: mas seu problema não era o sofrer mesmo, e sim que lhe faltasse a resposta para o clamor da pergunta “para que sofrer?”. O homem, o animal mais corajoso e mais habituado ao sofrimento, não nega em si o sofrer, ele o deseja, ele o procura inclusive, desde que lhe seja mostrado um sentido, um para quê no sofrimento. A falta de sentido do sofrer, não o sofrer, era a maldição que até então se estendia sobre a humanidade — e o ideal ascético lhe ofereceu um sentido! Foi até agora o único sentido; qualquer sentido é melhor que nenhum; o ideal ascético foi até o momento, de toda maneira, o mal menor par excellence. Nele o sofrimento era interpretado; a monstruosa lacuna parecia preenchida; a porta se fechava para todo niilismo suicida. A interpretação — não há dúvida — trouxe consigo novo sofrimento, mais profundo, mais íntimo, mais venenoso e nocivo à vida: colocou todo sofrimento sob a perspectiva da culpa... Mas apesar de tudo — o homem estava salvo, ele possuía um sentido, a partir de então não era mais uma folha ao vento, um brinquedo do absurdo, do sem-sentido, ele podia querer algo — não importando no momento para que direção, com que fim, com que meio ele queria: a vontade mesma estava salva. Não se pode em absoluto esconder o que expressa realmente todo esse querer que do ideal ascético recebe sua orientação: esse ódio ao que é humano, mais ainda ao que é animal, mais ainda ao que é matéria, esse horror aos sentidos, à razão mesma, o medo da felicidade e da beleza, o anseio de afastar-se do que seja aparência, mudança, morte, devir, desejo, anseio — tudo isto significa, ousemos compreendê-lo, uma vontade de nada, uma aversão à vida, uma revolta contra os mais fundamentais pressupostos da vida, mas é e continua sendo uma vontade!... E, para repetir em conclusão o que afirmei no início: o homem preferirá ainda querer o nada a nada querer...”
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Mais em:

site: http://listadelivros-doney.blogspot.com.br/2017/10/genealogia-da-moral-uma-polemica-parte_25.html
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Patrick 24/05/2017

O mundo cinzento do homem lasso
''Estamos cansados do homem...''

Agora começo a entender...

Estamos cansados do homem, segundo Nietzsche, desse homem de quase dois mil anos de idade, o homem derivado da rebelião escrava de uma moral ressentida. Cansamos do homem, mas não do homem como homem, como coisa em si, mas como constituição e ideal formado a partir de uma inversão de valores, cansamos desse homem que veio a ser e que o temperamento niilista e pessimista busca aniquilar em si próprio, aniquilando tudo o mais com ele, porque ele entende o homem em termos fixos, entende o homem como verdade eterna e uma verdade que ele não admite como sua, embora acredite nela arraigada em sua constituição, ao passo que o ''livre-pensador'' democrata que, embora sinta da mesma forma, distrai seu cansaço com discursos enquanto tacitamente propaga aquilo que procura repelir e tratar. Nietzsche fala sobre o ressentimento que se enraizou no homem comum, fazendo-o voltar-se para a inteligência, que ele estabeleceu como característica de primeira grandeza em relação à nobreza de espírito inata do homem ''bem-nascido'', e isso me lembra o camundongo de consciência hipertrofiada de Memórias do Subsolo e de J. F. C. Fuller falando sobre o conhecimento, que ao trespassar os domínios dos poucos sábios e alastrar-se em meio aos ignorantes rompeu um equilíbrio fundamental que garantia aos muitos uma confiança nos símbolos e evitava a total entrega e submissão à realidade fria, que veio a torná-los gananciosos, vazios e inconsequentes quanto ao futuro, para ele, caos; um tanto similar a Nietzsche no que tange ao domínio dos muitos, seja como apropriadores dos segredos místicos, seja como criadores de valores, mas diferente dele que vê o perigo não no caos, mas na passividade, na domesticação do homem como empecilho à sua real potência, no cansaço que o prostra e na sua impressão, já de longa data, de que o homem é inerentemente ''mau'', e se não mau, miserável e humilde, e, justamente, por ser ''bom'', presa para os maus; dando ao mundo um panorama melancólico e triste, pelo menos para aqueles que, como Schopenhauer, cientes das dores do mundo, passam a vê-lo de forma cinzenta, um lugar onde somente o sacrífico do homem lhe dá um mínimo de cor.

É uma perspectiva histórica e filosófica que me deixou um tanto mal, na primeira vez em que me deparei com ela, mas antes de aceitá-la ou rejeitá-la por completo, eu preciso primeiro procurar entende-la correta e completamente. Eu havia me equivocado na primeira leitura desse livro (havia pulado o prólogo!), mas ao relê-lo eu o fiz com a ajuda de outro livro; Humano, Demasiado Humano; que junto ao prólogo me ajudou a compreende-lo melhor, sem ainda formar uma opinião pró ou contra.
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