Assim Falou Zaratustra

Assim Falou Zaratustra Friedrich Nietzsche




Resenhas - Assim Falou Zaratustra


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Gley 30/11/2009

Filosofia no sentido mais estrito da palavra
Já li várias vezes, em diversas idades, e cada oportunidade me levou a reflexões completamente diferentes, principalmente sobre a vida em comunidade, o progresso humano e a tentativa eterna de sobrepujar o antecessor e avançar um passo na evolução.

O personagem título representa um tipo de ser humano pouco comum, aquele que está a uma etapa do Übermensch (ou sobre-homem), que acaba de retornar de um período de auto-exílio e planeja transmitir à sociedade da época os seus ensinamentos.

Uma das coisas mais importantes que aprendi, e transponho para toda minha experiência de vida, é a constante necessidade de raciocinar sobre tudo, não deixando o cérebro se acomodar em idéias pré-concebidas; tentar sempre se reinventar e rever os supostos erros do passado.
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TheBoy 05/10/2020

Essencial para qualquer estudante de filosofia. Palavras provocadoras e trazem reflexão! A moral debatida por Nietzsche é especial, pois é essencialmente corajosa, desafia as hipocrisias da sociedade da época. No inicio a leitura pode ser dificil pra quem n conhece esse autor ou outros do gênero. Vale lembrar que muita coisa aí é metafórica.
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JH 09/05/2012

Quando tomei pela primeira vez um exemplar de Nietzsche para ler, acreditava estar embarcando num mundo de profunda depressão, considerando a história do filósofo e também o tema ateísta, que me aspirava à solidão humana. Me surpreendi, contudo, já nas primeiras páginas de Assim Falava Zaratustra (primeiro livro, do autor, que cheguei a concluir), com o otimismo e a positividade de suas palavras.

Não se tratava de um compêndio sombrio de idéias sobre como a vida é, em sua essência, vazia, e que desfiava provas e fatos contra a existência de Deus e do mundo espiritual.
Não.
Assim Falava Zaratustra busca, sim, quicar a espiritualidade e as crenças no além para a parte mais recôndita em que algo que não existe pode ir parar. Mas, ao invés de deixar um buraco de bicho-de-pé no lugar, preenche a falta de Deus não com abandono, mas com a mensagem tão positiva de que o homem está no centro de suas capacidades - e de suas possibilidades.
Vale lembrar ainda, que Deus não está no centro daquilo contra o que Zaratustra/Nietzsche lutava. Seu ranger de dentes é mais vasto que isso: a ideia de Deus apenas faz parte de um jogo moral traçado, através dos tempos, pela própria humanidade, para construir uma imagem de homem a ser seguida que, de tão desconexa de sua natureza, as pessoas nunca podem alcançar, restando-lhes lançar-se em culpas e frustrações.

Zaratustra/Nietzsche vem lançar uma pedra neste espelho retorcido, para estilhaçar todos os preconceitos, falácias e auto-comiserações que impedem a plenitude do animal humano. Inicia por contrastar o servilismo e obediência do camelo (que representa a situação de cada pessoa nascida em uma comunidade pronta e condicionada às regras de convívio e tradição) com a força do leão, retaliador de velhas ideias, afrontador dos ditadores, gerador do pensamento vivo.

E é este apelo à animalidade, ou melhor, à naturalidade do pensamento humano, que torna Assim Falava Zaratustra um livro tão especial para mim.
Pois Nietzsche era um filósofo poeta. Suas obras não são teses científicas, cheias de dados e silogismos. Seus textos são repletos de metáforas e de um ritmo poético, às vezes até satírico. No cerne desta escrita, reside aquele apelo à vida silvestre; a alegoria da montanha nevada, da águia, do leão, da serpente, da caminhada... Daquilo que contrasta com os antros fechados, abafados e escuros que são as casas de oração, os salões dos eruditos, as tumbas dos mortos.

Enfim, através de suas metáforas, é possível aludir os argumentos e críticas racionais ao quadro formado pelas nossas sensações em relação ao mundo que nos cerca.

Pessoalmente, posso afirmar que o livro me foi um preenchedor de conceitos. Durante a leitura (dificultosa, devo confessar), parecia-me libertar aquelas quimeras que se esperneavam em meu interior, aquelas sensações mal articuladas, que então encontravam eco e forma nas palavras do autor. E nada melhor para dominar as feras do que desacorrentá-las primeiro.

Mas Assim Falava Zaratustra é uma obra complexa, alvo de atenção de diversos estudiosos durante todos esses anos. Contém algo que eu não poderia captar com minha primeira impressão. Faltou-me, por exemplo, quase que completamente qualquer entendimento sobre a ideia do Eterno Retorno das coisas. Sendo um conceito cosmogônico, acredito ser esta a parte mais complexa da obra nietzscheana.
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Vini 18/11/2020

Demorei mais de 2 meses para ler. Nunca fiquei tanto tempo com um livro. Extremamente difícil. Algumas coisas eu consegui absorver, outras não. Vale a pena a leitura pelo conhecimento. Quero voltar a ler futuramente quando estiver com a leitura mais madura.
MoreiraBerto 18/11/2020minha estante
N sei se vc leu, mas o recomendado pra quem tá começando nietzsche é ler primeiro o Crepúsculo dos Ídolos, pq é mais tranquilo e é mais fácil de entender o pensamento do autor. O próprio nietzsche descreveu assim. Da uma chance dps, vale a pena!




João Paulo 19/02/2020

Dante Alighieri deve ter se orgulhado
Antes de começar a leitura, li algumas resenhas. Resultado: li com medo, mas um medo que se confirmou. O texto está longe de ser fácil, mas quando as coisas se encaixam há, acreditem, uma explosão no cérebro. É fantástico.

Houve trechos em que me senti intelectualmente diminuído porque nada fazia sentido, mas noutros trechos aquilo que parecia tão difícil fez algum sentido. A conclusão é que cada um traz para si aquilo com que se identifica, sobretudo numa obra filosófica.

De muito longe ?A Divina Comédia? é a obra mais indigesta que já li, apesar do brilhantismo que deixa aquela sensação de continuar vivenciando a obra, mesmo depois de terminar a leitura. E digo, sem medo de errar, que ?Assim Falava Zaratustra? não fica muito atrás em vários trechos.

Como desafio, vale muito a leitura. É um aprendizado.
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kassya 11/08/2009

Difícil
Difícil, mas eu consegui terminar.

Vou ter que voltar a ler mais em um momento que eu esteja mais introspectiva, com mais paciência.
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lorduakiti 30/01/2009

A arte mais bela de Nietzsche
Sim é um livro maçante, com leitura pesada, complexo mas também profundo, verdadeiro e assima de tudo ÚNICO. Como o próprio Nietzsche comenta serão poucos que conseguirão degustar do conhecimento que "Assim falou zaratustra" contem.

Sempre que posso eu volto a esse livro para que da mesma forma que minha mente cresce eu avance na leitura. Para quem não entendeu nada eu recomendo que tente ler outros livros de Nietzsche e depois pegue com gosto para ler novamente o zaratustra!!!
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Emmanuel 09/01/2009

Ainda não terminei de ler, estou perto. Parei e continuei algumas vezes. Mas quando você entende o que ele diz (ou acha que entendeu), pensa: Nossa, é isso mesmo!
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Suzana.Basilio 08/03/2020

Todas as obras do Nietzsche eu fico sem saber oq dizer, Zaratustra um sábio que veio ensinar seus saberes para todos e para ninguém.
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Mily3_3 11/09/2020

Uma grande obra,me levou a refletir sobre muitas coisas enraizadas no meu cotidiano.Não entendi toda a obra,tenho a sensação que deixei muita coisa importante passar por não entender e por isso acho que é um livro que deve ser lido várias vezes ao longo da vida.
No geral,concordo com alguns pontos da filosofia de Nietzsche,porém ainda devo me aprofundar e ler suas obras fundamentais.
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Marina 15/01/2021

Antes de tudo, uma apologia à vida
Peguei esse livro pra ler pela primeira vez há 5 anos, mas foi agora que consegui ler tudo. A linguagem é difícil e é preciso manter o foco pra não se perder nas inúmeras narrativas dentro da história principal. O conteúdo é muito denso, além de ser cheio de metáforas e alegorias.

Zaratustra, o personagem principal, é um homem solitário, que tem poucos amigos e seguidores a quem busca orientar com suas doutrinas. Seus ensinamentos se dividem em 4 eixos:

(1) A crítica à moralidade cristã, considerada repressora e hipócrita. Aqui ele comenta como os homens defendem uma moral que não praticam, e se tornam piores ao tentar fingir ser algo que não são.

(2) O ?espírito senhoril?, com o elogio à virilidade e a coragem do homem que quer ser senhor, mandar, dominar, submeter e criar.

(3) O anuncio do ?Super Homem?, como aquele que vai superar o homem como o homem teria superado o macaco. O Super Homem seria esse homem que viveria livre da moralidade do ?rebanho? e faria sua própria felicidade.

(4) A ideia do eterno retorno, ou o tempo circular em que tudo se repete: ?porque toda a alegria quer eternidade?. O sentido da vida tem que ser criado na própria vida, e pra quem ama a vida o eterno retorno seria uma dádiva, não um fardo.

Ao contrário do que se diz sobre Nietzsche, em assim falava Zaratustra ele se mostra tudo menos pessimista. Seu amor pela vida é absoluto, ainda que muitas vezes peque por romantizar excessivamente as ideias de virilidade, masculinidade, nobreza, guerras e poder.

Ele se mostra tão apaixonado por esses ideais masculinos que volta e meia precisamos nos lembrar durante a leitura de que ele, muitas vezes, está errado. E tudo bem, porque ele não se pretende certo o tempo todo.

Se por um lado ele trata de forma agressiva e problemática todos os que fogem desses ideais de virilidade, como as mulheres, os deficientes, os velhos, os feios, por outro lado, quando Zaratustra de fato se encontra com esses suas ações são majoritariamente respeitosas e amigáveis.

Ainda que eu discorde em grande parte dos caminhos apresentados por Zaratustra, ele mesmo afirma que seu objetivo não é apresentar um manual com a forma certa de viver, mas ensinar que se ?quebrem as tábuas? de moralidade e se crie o próprio caminho. É contagiante o amor completo à vida que sentimos em Zaratustra.
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Brito 16/02/2021

Nietzsche - Assim Falou Zarastustra
Nietzsche sempre escreveu a rondar o abismo, os seus livros sempre foram escritos à superfície, no meio, no fundo do abismo, vai, volta e sobrevoa o abismo. Mas com este livro Nietzsche é o abismo, escreve no limite do ser, na maior das radicalidades, em entranhas, entre relâmpagos, trovões e naufrágios. Procura-se habitualmente perceber o significado das ideias e teorias deste livro, mas mais do que significar, este livro é ser, organismo vivo a respirar, está para além da verdade, é mais do que isso, abarca toda uma totalidade de ser, verdadeiro é o que for na linha do ser dessa totalidade; só assim se pode dizer/ser com total veemência e coerência sem cedências, vai às entranhas de si a ser-se no dizer. A sensibilidade e a intuição é que lhe ditam a verdade que apregoa. O que significa que Nietzsche há muito deixou para trás a noção de verdade, e pela radicalidade se percebe não interessa nada sequer se Nietzsche acredita no que escreve, também essa noção há muito ficou para trás e é Nietzsche que é arrastado pelo que escreve. Nietzsche deixa-nos aqui sinalizado um campo do ser, e de possibilidades do ser, e das lutas antagónicas que se travam dentro do campo axiológico da construção do humano. Não é importante estarmos de acordo ou contra o que nos diz Nietzsche, importante é perceber o que está em causa na construção do humano e compreender a palavra de superação e riqueza que perpassa por todo este magnífico livro que, mais do que significar, é.
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Alexandre 14/08/2014

O Deus morto
Livro difícil de ler, e algumas coisas passaram batido mesmo.

Basicamente o livro fala de uma maneira revoltada e com muitas parábolas da relação do homem com Deus e a busca pelo "homem superior" que seria o próprio homem que encara suas virtudes e fraquezas para vencer e si próprio.

Consegue de forma incrível desmistificar falsas virtudes do homem e da sociedade.

Condena desde o começo os homens que rejeitam a terra como hipócritas, pois tudo que se vive é da terra e nada mais, ficam esperando uma utopia de um paraíso eterno, de felicidade eterna e infinita.

Mostra a vida como uma ponte, um meio, e que o fim é o fim nada alem, que o homem superior pode ser eterno através de suas virtudes e criações.

Acho que é isso, é bom ótimo livro, e que certamente terei que ler de novo.
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Luan Takashi 31/08/2020

Transformação vertiginosa
Um livro para todos e para ninguém.
É impossível concluir o livro e permanecer o mesmo, em muito você se distancia daquilo que conhecia e aceitava como padrão, os inúmeros paradoxos que compõem a narrativa de zaratustra formam um desapego mórbido da vida e uma paixão extasiante pela vivência.
Uma leitura obrigatória para aqueles que querem conhecer o filósofo do martelo.
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