Assim Falou Zaratustra

Assim Falou Zaratustra Friedrich Nietzsche




Resenhas - Assim Falou Zaratustra


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Gley 30/11/2009

Filosofia no sentido mais estrito da palavra
Já li várias vezes, em diversas idades, e cada oportunidade me levou a reflexões completamente diferentes, principalmente sobre a vida em comunidade, o progresso humano e a tentativa eterna de sobrepujar o antecessor e avançar um passo na evolução.

O personagem título representa um tipo de ser humano pouco comum, aquele que está a uma etapa do Übermensch (ou sobre-homem), que acaba de retornar de um período de auto-exílio e planeja transmitir à sociedade da época os seus ensinamentos.

Uma das coisas mais importantes que aprendi, e transponho para toda minha experiência de vida, é a constante necessidade de raciocinar sobre tudo, não deixando o cérebro se acomodar em idéias pré-concebidas; tentar sempre se reinventar e rever os supostos erros do passado.
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JH 09/05/2012

Quando tomei pela primeira vez um exemplar de Nietzsche para ler, acreditava estar embarcando num mundo de profunda depressão, considerando a história do filósofo e também o tema ateísta, que me aspirava à solidão humana. Me surpreendi, contudo, já nas primeiras páginas de Assim Falava Zaratustra (primeiro livro, do autor, que cheguei a concluir), com o otimismo e a positividade de suas palavras.

Não se tratava de um compêndio sombrio de idéias sobre como a vida é, em sua essência, vazia, e que desfiava provas e fatos contra a existência de Deus e do mundo espiritual.
Não.
Assim Falava Zaratustra busca, sim, quicar a espiritualidade e as crenças no além para a parte mais recôndita em que algo que não existe pode ir parar. Mas, ao invés de deixar um buraco de bicho-de-pé no lugar, preenche a falta de Deus não com abandono, mas com a mensagem tão positiva de que o homem está no centro de suas capacidades - e de suas possibilidades.
Vale lembrar ainda, que Deus não está no centro daquilo contra o que Zaratustra/Nietzsche lutava. Seu ranger de dentes é mais vasto que isso: a ideia de Deus apenas faz parte de um jogo moral traçado, através dos tempos, pela própria humanidade, para construir uma imagem de homem a ser seguida que, de tão desconexa de sua natureza, as pessoas nunca podem alcançar, restando-lhes lançar-se em culpas e frustrações.

Zaratustra/Nietzsche vem lançar uma pedra neste espelho retorcido, para estilhaçar todos os preconceitos, falácias e auto-comiserações que impedem a plenitude do animal humano. Inicia por contrastar o servilismo e obediência do camelo (que representa a situação de cada pessoa nascida em uma comunidade pronta e condicionada às regras de convívio e tradição) com a força do leão, retaliador de velhas ideias, afrontador dos ditadores, gerador do pensamento vivo.

E é este apelo à animalidade, ou melhor, à naturalidade do pensamento humano, que torna Assim Falava Zaratustra um livro tão especial para mim.
Pois Nietzsche era um filósofo poeta. Suas obras não são teses científicas, cheias de dados e silogismos. Seus textos são repletos de metáforas e de um ritmo poético, às vezes até satírico. No cerne desta escrita, reside aquele apelo à vida silvestre; a alegoria da montanha nevada, da águia, do leão, da serpente, da caminhada... Daquilo que contrasta com os antros fechados, abafados e escuros que são as casas de oração, os salões dos eruditos, as tumbas dos mortos.

Enfim, através de suas metáforas, é possível aludir os argumentos e críticas racionais ao quadro formado pelas nossas sensações em relação ao mundo que nos cerca.

Pessoalmente, posso afirmar que o livro me foi um preenchedor de conceitos. Durante a leitura (dificultosa, devo confessar), parecia-me libertar aquelas quimeras que se esperneavam em meu interior, aquelas sensações mal articuladas, que então encontravam eco e forma nas palavras do autor. E nada melhor para dominar as feras do que desacorrentá-las primeiro.

Mas Assim Falava Zaratustra é uma obra complexa, alvo de atenção de diversos estudiosos durante todos esses anos. Contém algo que eu não poderia captar com minha primeira impressão. Faltou-me, por exemplo, quase que completamente qualquer entendimento sobre a ideia do Eterno Retorno das coisas. Sendo um conceito cosmogônico, acredito ser esta a parte mais complexa da obra nietzscheana.
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kassya 11/08/2009

Difícil
Difícil, mas eu consegui terminar.

Vou ter que voltar a ler mais em um momento que eu esteja mais introspectiva, com mais paciência.
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lorduakiti 30/01/2009

A arte mais bela de Nietzsche
Sim é um livro maçante, com leitura pesada, complexo mas também profundo, verdadeiro e assima de tudo ÚNICO. Como o próprio Nietzsche comenta serão poucos que conseguirão degustar do conhecimento que "Assim falou zaratustra" contem.

Sempre que posso eu volto a esse livro para que da mesma forma que minha mente cresce eu avance na leitura. Para quem não entendeu nada eu recomendo que tente ler outros livros de Nietzsche e depois pegue com gosto para ler novamente o zaratustra!!!
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Emmanuel 09/01/2009

Ainda não terminei de ler, estou perto. Parei e continuei algumas vezes. Mas quando você entende o que ele diz (ou acha que entendeu), pensa: Nossa, é isso mesmo!
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Alexandre 14/08/2014

O Deus morto
Livro difícil de ler, e algumas coisas passaram batido mesmo.

Basicamente o livro fala de uma maneira revoltada e com muitas parábolas da relação do homem com Deus e a busca pelo "homem superior" que seria o próprio homem que encara suas virtudes e fraquezas para vencer e si próprio.

Consegue de forma incrível desmistificar falsas virtudes do homem e da sociedade.

Condena desde o começo os homens que rejeitam a terra como hipócritas, pois tudo que se vive é da terra e nada mais, ficam esperando uma utopia de um paraíso eterno, de felicidade eterna e infinita.

Mostra a vida como uma ponte, um meio, e que o fim é o fim nada alem, que o homem superior pode ser eterno através de suas virtudes e criações.

Acho que é isso, é bom ótimo livro, e que certamente terei que ler de novo.
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Nandearah 07/08/2014

Quem nunca ouviu falar do livro Assim Falou Zaratustra? Quem nunca ouviu falar de Nietzsche? Acho que se você já tem um pouco de convívio com livros - ou um bom professor de filosofia - e uma lista de futuras obras a serem lidas, de certo sabe do que estou falando. Comecei a ler esse livro por obrigação (faculdade, seminário, escolher um filósofo e uma obra, essas coisas todas que vocês acham que terminam no Ensino Médio) e nunca um livro me tirou tanto da zona de conforto quanto esse. Então, antes que prossiga, deixe-me alertá-lo sobre uma coisa: Nietzsche é extremamente contra o cristianismo - apesar de ter sido criado em uma família de protestantes - e não acredita em Deus (não só não acredita como condena quem o faz, o que torna a obra muito agressiva). Sobre a história? Vem comigo.

O livro é dividido em quatro partes: Preâmbulo de Zaratustra e Discursos de Zaratustra (que competem a primeira parte); Segunda Parte; Terceira Parte e Quarta Parte. Apesar de não haver tanta diferença na escrita de uma parte para outra, Nietzsche não as escreveu seguidamente (parte Você Sabia? do post): há intervalo de um seis meses entre a primeira parte e a segunda e de um ano entre a terceira e a quarta parte. E não só isso: a primeira e a segunda parte, por exemplo, foram escritas em apenas dez dias. Tipo... Haja criatividade!

A história começa narrando a ida de Zaratustra para a montanha com o intuito de aproveitar o seu espírito e a sua solidão. E assim o fez durante dez anos. Decorrido esse tempo, porém, o protagonista crê que tem muita sabedoria e que precisa compartilhá-lha com os homens. Para tal, decide voltar à cidade e dividir com os outros tudo o que aprendeu durante os anos em que ficara isolado. Enquanto descia das montanhas, deparou-se com um velho que o interrogou a cerca dos motivos que o levariam a voltar para a cidade. Zaratustra respondeu com uma frase simples: "amo os homens". O sábio diz que ele também amava os homens e que por isso teve de recolher-se em sua solidão; e disse, ainda, que agora amava somente a Deus. Ou seja, o sábio tenta convencê-lo de que ir aos homens levar a tal sabedoria não era o melhor caminho, que ali - na montanhas - ele teria um maior contato com Deus, que os homens pouco valorizavam o que sábios como eles tinham a oferecer. Zaratustra concordou, riu com o velho sábio e seguiu o seu caminho. Quando viu-se sozinho, porém, indagou-se: "Será possível que este santo ancião ainda não tenha ouvido no seu bosque que Deus já morreu?"


Houve sempre uma rixa entre cristãos e o
Nietzsche. [ironia] Algo pouco notável e
sem motivo, não é mesmo? [/ironia]
Essa foi a primeira frase que realmente me chocou. Que Nietzsche não era cristão? Ok, já sabia. Que não acreditava em Deus? Ok, me contaram. Que seria tão direto assim? Ainda no século XIX, período no qual a obra foi escrita e publicada? Pessoas, isso foi um verdadeiro choque pra mim. Mas não parou por aí - ainda bem, porque adoro ser surpreendida. Ao chegar na cidade, Zaratustra vai à praça pública e diz ao povo: "Eu vos anuncio o Super-homem". Explicar o que é Super-homem, juro, não é spoiler: ele é a superação do homem pelo próprio homem, não a superação do homem através de uma criação do homem (aqui, o lindo do Nietzsche se refere a Deus). Agora, sim, o resto é não só difícil de explicar como extremamente desconexo de se falar sem que eu solte um spoiler (e pouco provável que eu vá conseguir falar algo ao ponto de você entender sem ler... Deixemos isso pra lá, né?)

A linguagem de Nietzsche é difícil, sim, mas isso não torna a obra a coisa mais impossível de ser lida de toda a face da Terra. O livro vai dar um nó no seu cérebro e você provavelmente ficará puto da vida - ainda mais se abrir o livro com a mente fechada e deixar que dogmas religiosos interfiram no seu ver sobre a obra -, mas, ao fim da leitura, você verá várias pequenas coisas de formas distintas e quem sabe abraçará ainda mais a sua crença (ou deixará de crer nela, vai saber). O livro traz uma bomba de informações sobre coisas que você provavelmente parou pra analisar, mas não muito: pessoas que desprezam o corpo, castidade e amor ao próximo são exemplos disso. É um livro perfeito pra quem está com vontade de ler algo totalmente novo.

site: ternatormenta.blogspot.com
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24/08/2011

Sem palavras...
Cansativo e difícil de ler.
Desisti.
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Lane Lou Salomé 27/09/2009

É um livro super complexo,já está na lista dos que retornarei a ler.
Porém é bem poético,um livro onde Nietzsche sobrepuja sua insatisfação com a moralidade,às regras que são seguidas meramente e nunca questionadas.Nos aguça o estado reflexivo,no sentido em que realmente nos levam a busca disso que seja o "super homem",o superar de si mesmo.
É um livro altamente alusório e essa é uma das características que o tornam tão complexo,porém não deixa de ter um rico conteúdo.
O título do livro já é uma referência a si próprio(Nietzsche),pois Zaratustra,foi um profeta da Pérsia,fundador do "Zoroatrismo",era altamente questionador,e vivia há procura de respostas para suas indagações.Até que um dia,Zaratustra disse ter tido uma visão de um ser "divino",que o disse que as respostas que tanto procurava,poderiam ser encontradas em si mesmo e que assim como pôde saber as respostas,poderia passar aos outros.Desde então,Zaratustra começou a profetizar,e dar grandes palestras à multidões de pessoas...mas nunca era compreendido por eles...Zaratustra também chegou a isolar-se,vivendo em montanhas,longe da sociedade.E Nieztsche,assim como ele, foi tanto sozinho,quanto mal compreendido,mas a maior semelhança entre eles é a eterna busca de si mesmo e o descontentamento com o moralismo.E é justamente essa,uma das coisas que é passada através de seu livro.
E como disse Nieztzsche:"Nunca nos compreendemos completamente, mas podemos e poderemos fazer muito melhor do que compreendermo-nos."
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Malice 25/01/2009

Um porre!
Leitura tremendamente pesada, eivada de citações complexas à filosofia, complexa e definitivamente para iniciados. Não recomendo a quem, como eu, gostaria de conhecer um pouco sobre o pensamento de Nietzsche.
Dourado 05/05/2013minha estante
Zaratustra é só pra quem já leu outros livros do Nietzsche. Eu pessoalmente recomendo: ''Para além do bem e do mal'' e ''O Crepúsculo dos Ídolos''.


Malice 05/05/2013minha estante
Grato Dourado, deve ser este o caminho para o pensamento de Nietzsche.




Bruno 21/01/2013

"O homem deve ser superado"
Este livro mudou a minha vida.
Num mundo em que a compaixão é supervalorizada, o contentamento e a ignorância são os segredos da felicidade, "bem-aventurados" são "os que choram", os que esperam sentados a ajuda de deus ou do estado, convém ouvir algo diferente. Zaratustra, o ímpio, expõe a hipocrisia do sacerdote, dos falsos intelectuais sem se denominar a salvação desta condição pois não há caminhos fáceis para o super-homem, só com sofrimento e esforço o ser humano pode se superar. Escrito de maneira incrível, por isso espero ler este livro novamente em alemão.
Considero uma leitura obrigatória para todo aquele que não quer pertencer às massas engodadas pela religião e pela "sabedoria" popular considerada tão bonita em nossos dias, em detrimento da ciência e da racionalidade.
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Davisson 08/01/2009

Zaratustra
A busca pelo homem perfeito. O ser acima de todos os seres.
Vejo grandes idéias nesse livro que me inspiram de forma positiva.
Nietzsche inspirou muita gente em busca desse ideal, incluindo Hitler na sua obsessão pelo homem perfeito e puro. Após a leitura desse livro é extremamente recomendável assistir o documentário Arquitetura da Destruição que é sobre a construção do III Reich.
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Marceloqa 11/04/2013

Simplesmente o magnum opus d'um dos maiores filósofos dos últimos tempos.
Acho que qualquer apreciador da verdadeira arte é capaz de compreender tamanha magnificência como a deste livro.
Instigador, intrigante, envolvente, polêmico e motivador.
O Magnum Opus de Nietzsche nos faz refletir mais do que em qualquer outra obra dele e, com o personagem Zaratustra (Nietzsche), revela cada pensamento humano, critica friamente diversos aspectos da nossa realidade: desde os mais egoístas até os mais altruístas. Conquanto seja um livro "antigo", me parece que o Nietzsche é um filósofo do século XXI (não é à toa que o mesmo se afirmava como um autor a frente do seu tempo).
Todavia, é uma obra que deve ser lida com cautela; uma vez que pode ofender vários tipos de leitores pois ataca vários costumes e valores. Não concordo com todas as críticas do Nietzsche e acredito que, apesar da argumentação espetacular e persuasiva, ele errou em certas partes do livro; e é por isso mesmo que deve ser lido com cuidado. O elitismo nietzschiano ataca crenças, sistemas políticos, a compaixão para com outrem, a solidariedade, e principalmente a moral. Depois, apostando todas as suas fichas na cultura, apoia o individualismo, buscando a progressão pessoal e o avanço da sociedade como um todo
Após a leitura, cabe à cada um que escolha em que lado deseja ficar, mas, mesmo que não concorde com o Nietzsche, deve-se respeitá-lo devido a esta poética, polêmica e belíssima obra.
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Marselle Urman 02/12/2010

Ainda não
Desde a primeira página percebe-se que não é uma leitura fácil.

Eu, já tendo lido alguns calhamaços filosóficos de peso, tentei prosseguir com este livro por três vezes.

Em nenhuma delas tive êxito em achar o caminho, em começar a ter esse "enlightment" tão proclamado deste livro.

Talvez não seja meu momento; talvez eu precise amadurecer mais antes de encarar este leão de novo, mas por hora esta tarefa é muito hercúlea, não me motiva.
Bruno Oliveira 07/01/2014minha estante
Procure os livros da Scarlett Marton, ela tem umas boas introduções ao Nietzsche. É difícil mesmo e requer um bom tempo de reflexão, mas não é impossível, com um bom guia você consegue acompanhar.


Carlos Patricio 08/11/2015minha estante
q pena, marselle :/ tente de novo!




RobsonGrangeiro 28/06/2017

Recomendo ler novamente!
Se não leu, talvez seja o momento para se pensar se deve realmente lê-lo e se está no seu momento de ler este livro. Muitos o abandonam, talvez por ser o primeiro contato com o autor e Nietzsche não é tão fácil para a grande maioria. Talvez, seguir conhecendo a obra do autor em outras amostras seria o melhor caminho para decidir lê-lo no momento certo.
Se já leu, sabe que o que mencionei o ajudaria na primeira vez que decidiu ler este livro. Embora tenha lido, talvez possa dizer que o compreendeu? Se compreendeu, o fez totalmente? Ainda, seria está a intenção do autor? Incrível como a leitura deste livro nos faz pensar se realmente o lemos. Porque a sensação de ter deixado algo passar te acompanha desde o início até a última parte. Faz de você um visitante recorrente. Já que ler uma vez pode ou é difícil e ler apenas uma vez não é suficiente.
Em uma resenha espera-se a impressão que o leitor teve ao ler a obra. Mas, resenhar este aqui, (me perdoem os demais) seria um exercício de pedantismo. Não há o que dizer, embora você possa contar a pequena história das aventuras e desventuras de Zaratustra. E isso o autor o faz, melhor ou pior, quem sabe. Mas o livro não se trata disso. Trata de questões que apenas ao leitor é possível acompanhar, desde que muito atento. Questões tão particulares que te fazem pensar em que época foi escrito este livro. Resenhar algo que só é possível de se cumprir ao ler, pois o livro só existe se você o leu, é algo que foge as mãos mais hábeis.
Leia e veja o motivo de ter que reler e reler.
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