Pássaros Feridos

Pássaros Feridos Colleen McCullough
Collen Mccullough




Resenhas - Pássaros Feridos


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Evelyn Ruani 20/01/2011

Uma história de amor sem igual...
"Existe uma lenda acerca de um pássaro que só canta uma vez na vida, com mais suavidade que qualquer outra criatura sobre a terra. A partir do momento em que deixa o ninho, começa a procurar um espinheiro-alvar e só descansa quando o encontra. Depois, cantando entre os galhos selvagens, empala-se no acúleo mais agudo e mais comprido. E, morrendo, sublima a própria agonia e despede um canto mais belo que o da cotovia e o do rouxinol. Um canto superlativo, cujo preço é a existência. Mas o mundo inteiro pára para ouvi-lo, e Deus sorri no céu. Pois o melhor só se adquire à custa de um grande sofrimento".

Pássaros Feridos é um romance singular. Conta a saga da família Cleary que tem início no começo do século 20, quando Paddy leva a esposa, Fiona, e os sete filhos do casal para Drogheda, uma enorme fazenda de criação de carneiros, de propriedade de sua irmã mais velha, viúva e sem filhos. Entre os 7 filhos de Paddy, encontra-se Maggie, a protagonista deste romance. Sua história é contada desde quando tem apenas 7 anos e se sente excluída pela mãe que dá preferência aos filhos homens, até o final de sua vida como Senhora da enorme fazenda de Drogheda.

Entremeando esses acontecimentos, está o proibido amor de Maggie pelo ambicioso padre Ralph de Bricassart. Uma história de amor fantástica, envolvente, forte e significativa. Quem já teve oportunidade de ler esse livro sabe que o trecho com o qual iniciei a resenha, não poderia ter sido melhor escolhido. Sem dúvida um amor que sobreviveu a distancia, aos sofrimentos, as ambições e tragédias humanas. Um amor verdadeiro, sem igual.

O livro emociona do primeiro ao último capítulo. É impossível não se envolver com a personagem Maggie de forma que você sofra, ri, chore junto com ela em cada fase de sua vida. De criança à senhora. De menina à mãe. Um dos meus livros favoritos sem dúvida.

Leitura recomendadíssima!
Fe Sartori 08/06/2010minha estante
Ah!!!

Agora fiquei com muita vontade de ler,depois dessa resenha, e de todas as outras que vi no skoob...Me pareceu lindo mesmo...

=D


Sandra de Oliveira 21/01/2011minha estante
quero tanto ler esse livro! mas quem disse que eu consigo encontrá-lo!? =/

adorei a resenha! ^^


giosg 17/10/2013minha estante
eu comecei a ler agora, mas sempre tive vontade de le-lo, voce tem razão, é um livro lindo, comovente.. já entrou para um dos meus favoritos!


lilian.souza.33 09/12/2014minha estante
simplesmente maravilhosooooo


tiana.batista1 12/12/2014minha estante
Eu já li esse livro pelo menos quatro vezes,amei demais a estória.


tiana.batista1 06/02/2015minha estante
Comprei e li esse livro em julho de 1986,sempre que da vontade releio,é um romance maravilhoso.


carol 20/02/2015minha estante
Terminei de lê-lo hoje, ele é um livro maravilhoso, você ri, chora e se comove junto com os personagens da história. É um livro tão envolvente que eu senti vontade de lê-lo o tempo todo e não fazer mais nada; me apaixonei por Maggie e Ralph.
Pássaros Feridos é um ótimo livro e agora um dos meus favoritos.


Lane 31/07/2015minha estante
Já li há algum tempo e é um dos meus preferidos!! Lindo!!!
Se não me engano teve uma mini série dele




Dayane 24/10/2011

O pássaro com espinho cravado no peito segue uma lei imutável; impelido por ela, não sabe o que é empalar-se, e morre cantando.
"Eu sei e você sabe, já que a vida quiz assim, que nada nesse mundo, separa você de mim. Eu sei e você, que a distância não existe, que todo grande amor, só é bem grande se for triste..."

Outra releitura! Li com 15 anos e agora com 30, de novo! Nem posso acreditar que minha percepção sobre a história tenha mudado tanto. Uma coisa continua igual, a absoluta certeza de que este livro é lindo, inesquecível, atemporal, uma perfeição.

Quando eu tinha 15 anos minha atenção, frustração, ansiedade ficou totalmente voltada para o amor impossível entre Maggie e o Padre Ralph de Bricassard, e essa fixação no tema era tão grande que passou-me despercebido quantas personagens complexas e maravilhosas foram tema deste livro.

Desta vez, me dei conta do quanto Paddy, o pai de Maggie, amou a mãe dela e que este amor foi rejeitado e colocado de lado por Fee, até o dia em que foi tarde demais para Fee arrepender-se de sua reserva.

Com esta nova chance, eu pude sofrer por Frank, amado irmão mais velho de Maggie, um jovem revoltado, que amava a mãe e a irmã com a mesma intensidade crua que odiava o pai. Este menino atormentado, confuso, capturou meu coração com sua história triste e vibrei quando ele teve uma segunda chance de estar no seio da família, já velho e cansado...

Como eu não pude da primeira vez perceber como Mary Carlson amou Ralph de uma maneira tão destemperada e egoísta que seu último desejo antes do suspiro da morte fosse que ele fizesse uma escolha que o condenaria ao pecado da ambição, do orgulho e que esta mesma escolha traçaria as dores de Maggie até sua velhice?

E Ralph? O homem que há quinze eu considerei uma vítima do destino, por amar Maggie e não poder estar com ela? Desta vez, o que eu vi foi um homem que amou sim Maggie,como um homem ama uma mulher e que colocou este amor acima do amor á Deus, mas ele foi incapaz de colocar este sentimento acima da paixão que ele tinha pela política católica, pela fascinação que sentia ao imaginar-se Cardeal e por tal fascinação ele jogou Maggie nos braços de Luke.

Maggie casa-se, impulsivamente e infantilmente levada pela semelhança física que este pobre diabo tinha com Ralph. Pode imaginar nascer de tal ato alguma afeição? Mas durante este matrimônio nascem Justine e Dane, duas pessoas fascinantes.

Confesso que Justine é para quem vai todas as minhas honras nesta releitura, uma mulher feita de um material único, resistente, diferente.

Confesso também que a história de amor entre Justine e Rainer, o alemão, foi uma grata surpresa, pois não me lembrava dela e ela é linda e comovente, e graças a Deus, feliz! Ela dizia que o nome dele, se pronunciado com o sotaque dela "Rein" siginificava chuva, que era uma das coisas mais valiosas na Austrália, assim como ele era valioso para ela...

Dane foi a inspiração de Maggie, o amor que ela pôde expressar, o filho que ela amou...mas ela foi avisada, que os Deuses às vezes tem inveja...

Uma história de 40 anos de lutas, dores, perdas, ganhos, derrotas e vitórias, mortes e nascimentos. Mas, decididamente, uma história de amor!

VANESSA 02/03/2012minha estante
Esse livro foi o mais lindo que já li...A história é linda e a narrativa é estonteante!! Já li 3 vezes e confesso que estou com vontade de ler novamente!!


jingle jangle 02/07/2012minha estante
Linda sua resenha, me deixou com vontade de ler ainda mais.


Nilda 22/07/2012minha estante
Dayane, também li este livro há aprox. 17 anos atrás e pra mim o que tinha ficado marcado era o amor impossível de Maggie e Ralph. Dedicando especial atenção a estas considerações que vc fez quero fazer esta releitura o mais rápido possível. Este livro é um clássico!!


Monica 07/08/2013minha estante
Tb li esse livro mto cedo, em 1988 aos 12 anos de idade, e ja reli inúmeras vezes, e como você meu foco principal ao ler pela primeira vez era o amor impossível da Maggie pelo padre.
E com o passar dos anos fui relendo e fui vendo os personagens complexos assim como vc, e fui me apaixonando cada vez mais pelo livro
E no final achei Maggie um pouco egoísta até, por ter repetido a mesma história da sua mãe, dando valor exclusivamente para o filho por ser filho de quem era, e pouca atenção a Justine, que eu vejo como uma mulher solitária, sem a atenção da família e mesmo assim com uma capacidade enorme de amar


Anna.Rebeca 03/01/2016minha estante
Eu ,infelizmente , li esse livro quando era muito nova para aproveita-lo como se deve ... Agora estou esperando esquecer mais dele para poder reler e apreciar completamente. Pois mesmo sem ter aproveitado direito, consegui ver sua beleza .




Dri Ornellas 25/08/2010

Pássaros feridos é um clássico da escritora australiana Colleen McCullough que narra a história da vida de Meggie Cleary e sua família.

Meggie é apenas uma criança quando sua família se muda para Drogheda, onde mora a irmã de seu pai Paddy, Mary, que está velha e se sente perto da morte. Nessa nova casa, a família Cleary é apresentada a várias mudanças, tanto por passaram a ter melhores condições financeiras graças a fortuna de Mary quanto culturais, por estarem em um novo lugar.

Em Drogheda, a família também conhece o padre Ralph de Bricassart que nutrirá um amor especial por Meggie e estará presente durante toda sua vida.

O romance é longo, bem descritivo e com várias tragédias. A história começa no ano de 1915 e termina em 1969, nesse período acompanhamos toda a vida de Meggie, todas as suas transformações - menina, adolescente, mulher, mãe e idosa - e todas as suas decisões e frustrações.

Esse é um livro muito amado por muitas pessoas. Eu gostei muito da narração e do personagem de Ralph de Bricassart, pois apesar de desejar sacudí-lo durante a maior parte do livro, seus pensamentos e brigas internas foram a história mais interessante no livro para mim.

O livro se inicia e termina com uma alusão ao seu título:

Exite uma lenda acerca de um pássaro que só canta uma vez na vida, com mais suavidade que qualquer outra criatura sobre a terra. A partir do momento em que deixa o ninho, começa a procurar um espinheiro-alvar no acúleo mais agudo e mais comprido. E, morrendo, sublima a própria agonia e despede um canto mais belo que o da cotovia e o do rouxinol. Um canto superlativo, cujo preço é a existência. Mas o mundo inteiro pára para ouvi-lo, e Deus no céu. Pois o melhor só se adquire à custa de um grande sofrimento... Pelo menos é o que diz a lenda. (...)

O pássaro com o espinho cravado no peito segue uma lei imutável, impelido por ela, não sabe o que é empalar-se e morre cantando. No instante em que o espinho penetra não há consciência nele do morrer futuro; limita-se a cantar e canta até que não lhe sobre vida para emitir uma única nota. Mas nós, quando enfiamos os espinhos no peito, bem sabemos. Compreendemos. E assim mesmo o fazemos. Assim mesmo o fazemos.



Kellen 27/09/2010minha estante
Que resenha linda... filosófica... adorei!




Rose 06/11/2010

Triste, mas lindo!
É algo bem diferente de tudo que li, onde se fala de pessoas normais, de uma familia, religiões, amores proibidos. A parte mais linda do livro é entre Meg e Ralph, um lindo padre. Eu nunca tinha lido um livro que conseguisse transcrever tão bem os sentimentos... vc lê, e fica triste junto com o personagens... mostra que nem sem sempre podemos ter tudo que queremos, mas temos que nos alegrar com os momentos de felicidades, e os poucos sucessos que conquistamos, valorizando as pessoas que amamos todos os dias, pois amanhã pode ser tarde demais... há, e fiquei feliz com o final do livro, o final feliz de um dos personagens, mais do que merecido...vou finalizar com um lindo trecho que peguei do livro:
“Cada um de nós tem dentro de si alguma coisa que não pode ser negada, ainda que nos faça gritar, gritar, até o fim. Somos o que somos, e pronto. Como a velha lenda celta do pássaro com espinho no peito que canta até morrer. Porque precisa fazê-lo, porque é levado a isto. Podemos saber que vamos errar antes até de cometer o erro, mas o conhecimento de nós mesmos não afeta nem muda o resultado. Cada qual entoa seu canto, convencido de que é o mais maravilhoso que o mundo já ouviu. Você não vê? Criamos nossos espinhos e nunca nos detemos para avaliar o custo. A única coisa que podemos fazer é sofrer a dor e dizer intimamente que valeu a pena.”
Evelyn Ruani 06/11/2010minha estante
Ficou ótima a resenha Rose!
Esse livro é maravilhoso, vc já assistiu ao filme? Ele passava como minisérie no SBT, mas agora tem em DVD. São 7 horas... mas vale muitooo a pena assistir!
Bjos




Lu 01/04/2010

Resolvi editar a resenha para esse livro porque... é Pássaros Feridos! E ele merece mais do que três palavras.

Eu sempre fui uma grande fã de romances. Mas esse foi o que verdadeiramente me fez chorar. O que fez com que eu me apaixonasse por sagas familiares. McCullough é uma especialista em histórias épicas sobre paixão, sofrimento, amizades. Sobre famílias. E esse é realmente um livro muito especial. Recomendo!
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Rafael 21/02/2010minha estante
AMO este livro com todas as forças do meu coração de leitor, minha amiga. Eu já o havia lido emprestado de uma biblioteca aqui de Belém, mas ganhei de presente de uma das minhas turmas de Publicidade e Propaganda da faculdade em que trabalho. Eu já o li mais uma vez desde então. É terno, simples e apaixonante! Adoro a McCullough!


Evelyn Ruani 04/07/2010minha estante
Esse livro é realmente maravilhoso! :)




Dirce 02/12/2009

Incomparável
Como eu conhecia a história, pois assisti a mini-série quando foi exibida pelo SBT anos atrás, eu ia protelando a leitura deste livro sem saber que estava me privando de me deliciar com a narrativa de Colleen McCullough. Nossa!!! O curioso é que eu já tinha lido o livro Tim e, nessa ocasião, me passou despercebido que, como contadora de história, Colleen McCullough é incomparável.
Foram 498 páginas de puro encantamento ( meu exemplar tem 528 páginas, mas no finalzinho perde-se um pouco o brilho).Meu encantamento nem foi tanto pela história. Sim, o romance tem uma bonita história : a da família Cleary que deixa Nova Zelândia e parte para a Austrália,passando a viver na fazenda de uma parenta - a manipuladora Mary, ocasião em que conhecem o padre (ou seria o deuso? risos ) Ralph que, a despeito do grande amor que sente pela jovem Meggie, não consegue renunciar suas ambições. O meu encantamento foi decorrente da atmosfera criada, do modo como C. McCullough consegue desnudar a essência de pessoas herméticas, refratárias como a matriarca Fee. E ao descrever a menina Meggie então? Dá vontade de carregá-la no colo.
Teve momentos que me senti solidária com os asmáticos. Isso mesmo e não há nisso exagero algum. Quando Paddy enfrenta a grande tempestade a que se segue o grande incêndio cheguei a sentir o cheiro de queimado. E quando surge o grande porco ferido... tive que encher os pulmões porque me faltou o ar.
Como fui tomada por fortes emoções esse livro passará a fazer parte dos meus favoritos.
Regina 30/08/2011minha estante
O Cardeal Vittório, no final do livro, resume bem o Padre Ralph: "ele foi um dos homens mais atormentados que já conheci."


Magali.Ferreira 27/01/2018minha estante
Comprei hoje no sebo :) vai ser minha próxima leitura :D


Dirce 27/01/2018minha estante
Boa leitura , Magali




Mamy 04/10/2013

Romance.
Apesar de tudo (literariamente falando), a minha síndrome de Cinderela quer sempre finais felizes do tipo "e eles viveram felizes para sempre" (com os personagens ainda jovens) e enredo de comédia romântica.
Mas os bons livros sempre são reflexos da realidade.
Lendo livros ambientados no início do século XX faz a gente pensar por quê ainda há muitas pessoas que acreditam que "antigamente era muuuuuito melhor"? A natureza humana em nada mudou, o que mudou foi como a sociedade encara um determinado fato, mas continua a julgar da mesma forma quem não estiver dentro dos padrões e condenando da mesma forma: a natureza humana não mudou.

sonia 21/06/2014minha estante
Em minha opinião, se tem uma história de fadas escondida no enredo, é a de Fee e Paddy, a princesinha mimada que não percebe que levou para casa o sapo que na realidade era príncipe...


Mariana ... 11/09/2019minha estante
Sonia, preciso concorda com você.




Marcia 10/08/2012

Uma verdadeira história de amor...
Esse livro fala de sonhos, lutas,ambição e principalmente de um amor proibido.
Meg é filha única da geração fazendeiros Clearys e quando eles se mudam para casa da irmã mais velha , viúva , autoritária e maquiavélica, Meg não tem ideia que o destino iria lhe pregar uma dolorosa peça.
Meg ainda é criança e sozinha pois os pais sempre atarefados , acaba tendo como melhor amigo padre Ralph que de cara se apegou a menina e nasce aí o amor proibido mas Ralph ambiciona se tornar Cardeal e por causa da igreja acaba sendo preso na "intriga " de Mary , irmã de Paddy pai da Meg , que depois da morte dela passa a ter maiores condições financeiras.
Durante a leitura você vive com Meg sua infância, adolescência e velhice e do Padre também que sempre está com ela nos momentos mais difíceis ... E muita coisa rola nesse meio tempo com os irmãos , Fiona sua mãe, ambas com seus segredos e sofrimentos guardados.
Uma linda e emocionante história de amor que não deu certo por causa de uma paixão, Ralph pôs Meg acima do amor de Deus , mas não conseguiu supera sua ambição e paixão pela igreja, o que a levou casar com outro só pela semelhança física , o que trouxe grandes decepções , desse casamento teve teve dois filhos.
Justine que veio a ser tornar uma mulher extremamente determinada e fascinante , o oposto da mãe, o que gerava alguns conflitos entre as duas e Dane.
Dane era o amor que Meg não podia expressar, o filho não era proibido amar, porém todo pecado é castigado e ela fora avisada...
Uma vida se passou, muitas coisas ficaram só nas lembranças, mas as escolhas e esse amor ficaram para sempre.
Eu tenho que fazer releitura desse livro , muitos fatos da história não lembro, o que ficou marcante mesmo foi o amor dos dois e seus sofrimentos ao longo dos anos , na época foi bem polêmico o fato do amor se dar com um sacerdote.
Agora não se baseiam pela série na TV (não gostei) Não faz jus a grandiosidade do livro.
Da autora eu li Tim uma linda história também.
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Conchego das Letras 16/11/2016

Resenha Completa
Essa não será uma resenha tradicional, sim terá uma análise da obra, mas essa resenha é mais pessoal, então se não gosta de impressões pessoais, siga com cautela.

Fui “apresentada” a trama de Colleen McCullough nos anos 1980, mais precisamente em 1985, e a rejeitei de cara, eu não era romântica na época. Não que seja hoje, mas isso é outra história.

Conheci o seriado antes do livro e lembro que os adultos ao meu redor falavam da beleza do padre e das maldades da bruxa Mary. Assisti dois dos quatro episódios e achei lento, arrastado e chato.

Anos mais tarde, em um sebo, encontrei o livro e resolvi ler. Sorte a minha que quem comprou o seriado foi o SBT, todo ano reprisava e pude assistir uma das reexibições.

Richard Chamberlain e Rachel Ward
Para mim o livro é muito melhor do que a adaptação para tevê, porque Colleen constrói um padre Ralph coerente com a época em que se passa história. Ele conhece Maggie quando ela ainda é uma menina e praticamente a adota como a filha que nunca poderia ter. Nada de interesse sexual, nada de olhares lânguidos. Nada de inapropriado. Ralph cuida dela porque a mãe de Maggie a negligencia.

Conforme a menina vai crescendo o amor que ela sente por Ralph vai se transformando, assim como o dele por ela. O problema é que ele é um padre, voto de celibato. O outro problema é que ele é ambicioso. Claro é um romance dramático, então temos a bruxa Mary, tia de Maggie e apaixonada por Ralph desde sempre, que jura que se ela – Mary – não pode ter Ralph para si, nem que seja por uma vez, ninguém terá. Bruxas transformam a vida das pessoas em um inferno, Mary não é diferente.

Pássaros Feridos é um romance daqueles capazes de arrancar lágrimas dos leitores, de fazer mocinhas suspirar – Bel, você disse que não é romântica...

Não vou tentar minimizar que o enredo é complicado: um padre católico ambicioso que se apaixona perdidamente por uma mulher, e que é correspondido, não é um tema fácil. Porém a maneira que Colleen desenvolve a trama e relata o envolvimento dos dois é tão delicada que ao invés de causar revolta – ok, causou em parte da sociedade e até hoje tem muita gente que detesta o livro – reforça alguns questionamentos que católicos de todo mundo fazem: por que sendo homens, os padres precisam negar uma parte importante de suas vidas que é o amor romântico?

Antes de julgarem a obra aconselho a darem uma chance para ela, mesmo que seja em streaming ou dvd. Além de ser uma aula de história e geografia, o romance é capaz de “amansar” até mesmo corações pouco afeitos ao romantismo exagerado dos dias atuais.

site: http://www.conchegodasletras.com.br/2016/11/resenha-passaros-feridos-colleen.html
Shill 29/11/2016minha estante
Resenha perfeita! "Devorei" esse livro assim que o comprei, em 1980. Já o reli 3 vezes e a última foi há 18 anos. E olha que não sou uma pessoa que possa ser classificada como "romântica"...rs.




Nani mota 06/04/2009

Vi este livro a quase dez anos atraz e amei. Jamais vou me esquecer do verso que tem no inicio:
"Existe uma lenda acerca de um pássaro que só canta uma vez na vida, com mais suavidade que qualquer outra criatura sobre a terra. A partir do momento em que deixa o ninho, começa a procurar um espinheiro-alvar e só descansa quando o encontra. Depois, cantando entre os galhos selvagens, empala-se no acúleo mais agudo e mais comprido. E, morrendo, sublima a própria agonia e despede um canto mais belo que o da cotovia e o do rouxinol. Um canto superlativo, cujo preço é a existência. Mas o mundo inteiro pára para ouvi-lo, e Deus sorri no céu. Pois o melhor só se adquire à custa de um grande sofrimento”
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Cris Compagnoni 02/12/2011

Não sei quanto tempo Colleen McCullough levou para escrever esse livro, mas posso afirmar que é um dos maiores que já li, senão o maior; fiquei um bom tempo devorando as páginas, viajando na história, torcendo por Meggie e sofrendo junto com ela; valeu a pena, e muito. PÁSSAROS FERIDOS conta a saga da família Clearys a partir do momento em que Paddy se muda com a esposa Fiona e os sete filhos para a enorme fazenda de criação de carneiros Drogheda, que é propriedade de sua irmã mais velha Mary Carson que é viúva e não tem fihos. Meggie é a caçula e a única filha do casal, ainda criança se apaixona por Ralf de Bricassart, que é padre e muito amigo da sua tia Mary. Ralf se encanta com a menina, mas sua posição impede que ele se envolva com ela; e sua ambição também, pois quando Marry está para morrer ela faz com que Ralf decida se a fazenda ficará de herança a família de Meggie ou a Igreja. Ralf opta por deixar que a fazenda fique com a Igreja, e usa desse poder financeiro que Mary lhe proporciona para deixar a remota paróquia perdida no interior da Austrália para freqüentar os salões do Vaticano. Deixando Meggie e sua família como empregados da fazenda. O livro passa por toda a história da família, desde a infância de Meggie até a morte de um dos seus filhos já adulto, o filho que ela teve com Ralf, e que assim como o pai tornou-se padre. A história é focada no amor entre Meggie e Ralf, que continua existindo, sempre, apesar da tristeza que causa da vida dela.
O livro serviu de inspiração para uma mini-série que foi adaptada pela BBC em 1983, ganhou vários prêmios incluindo nessa lista alguns Emmy. No Brasil a mini-série foi comprada e exibida pelo SBT mais de uma vez, a última delas em 2006.
Como Colleen McCullough explica no início, o livro é inspirado em um pássaro que canta até morrer, e morre de tanto cantar, assim é a vida de Meggie, quem mesmo morrendo por causa do que sente por Ralf, continua a amá-lo.

http://criscompagnoni.blogspot.com/2010/06/passaros-feridos.html
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Aline 03/02/2013

Uma história de amor, inesquecível!
Um dos clássicos que eu jamais esquecerei... Li o livro em 2009, esta semana assisti a minissérie, simplesmente Uma história de amor, sem igual.

O amor proibido de Maggie pelo padre Ralph de Bricassart. Uma história de amor fantástica, envolvente, forte e significativa. Sem dúvida um amor que sobreviveu a distancia, aos sofrimentos, as ambições e tragédias humanas. Um amor verdadeiro.

"Existe uma lenda acerca de um pássaro que só canta uma vez na vida, com mais suavidade que qualquer outra criatura sobre a terra. A partir do momento em que deixa o ninho, começa a procurar um espinheiro-alvar e só descansa quando o encontra. Depois, cantando entre os galhos selvagens, empala-se no acúleo mais agudo e mais comprido. E, morrendo, sublima a própria agonia e despede um canto mais belo que o da cotovia e o do rouxinol. Um canto superlativo, cujo preço é a existência. Mas o mundo inteiro pára para ouvi-lo, e Deus sorri no céu. Pois o melhor só se adquire à custa de um grande sofrimento".
Flávia 02/03/2018minha estante
A minissérie é boa?


Flávia 02/03/2018minha estante
Já estou sentindo tragédia no ar. Acalma meu coração. Tem um final feliz?




André 25/03/2010

Tenho por hábito ler o livro uma vez por ano.

Encontrei neste algo que sempre queria encontrar em uma leitura, uma história que contasse a vida inteira de uma pessoa.

Com este também descobri Colleen McCullough e sua habilidade em contar suas aventuras.

A cada ano descubro algo que passou despercebido e sempre esteve bem ali na minha frente.

O livro é longo mas cativante. Ao final parece ter sido curto demais.
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Renata 30/06/2014

Romance inesquecível
Apesar de ter lido há mais de 15 anos, lembro como se fosse hoje quando peguei o livro da prateleira da minha avó e ela disse “o começo é cansativo, mas depois você não vai querer parar de ler”. E foi exatamente assim. Pássaros Feridos é um clássico, uma saga que se passa na Austrália, no início do século XX. Como todo romance épico o livro é recheado de descrições e faz cada detalhe parecer muito real, ou seja, o leitor ri, chora, torce e sofre junto.

Pássaros Feridos conta a história de três gerações da família Cleary, que originalmente da Nova Zelândia resolve mudar-se para a Austrália em busca de uma vida menos difícil. Por toda essa mescla de ambientação histórica com abordagem de sentimentos reprimidos, ambição, amor, romance proibido, ódio, bondade, dificuldades e bons momentos, este é o livro número 1 da minha lista.

Li em algum lugar que ele não é recomendado para qualquer pessoa e concordo com isso, especialmente porque ele explora valores religiosos e suas proibições. Para aqueles que como eu conseguem “desprender-se” desses valores, o livro é excelente.

Dizem que o primeiro livro que nos faz chorar verdadeiramente a gente nunca esquece, e acho que é verdade. Li-o há muito e muito tempo (eu tinha 14 anos) e foi ele que realmente iniciou minha paixão por sagas.

Enfim, leitura mais do que recomendada para quem gosta de romances densos e épicos! Ah, mas leia-o com um lencinho por perto...

“Existe uma lenda acerca de um pássaro que só canta uma vez na vida, com mais suavidade que qualquer outra criatura sobre a terra. A partir do momento em que deixa o ninho, começa a procurar um espinheiro-alvar e só descansa quando o encontra. Depois, cantando entre os galhos selvagens, empala-se no acúleo mais agudo e mais comprido. E, morrendo, sublima a própria agonia e despede um canto mais belo que o da cotovia e o do rouxinol. Um canto superlativo, cujo preço é a existência. Mas o mundo inteiro pára para ouvi-lo, e Deus sorri no céu. Pois o melhor só se adquire à custa de um grande sofrimento... Pelo menos é o que diz a lenda.”
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Maria Izabel 06/07/2014minha estante
Querida com certeza vou ter que ler novamente, é um livro onde deve ficar sempre na cabeceira e vou ler novamente, obrigada por compartilhar.




jingle jangle 04/08/2012

Pássaros feridos é o tipo de livro que quando você termina a última página você sente como se estivesse perdendo algo. A leitura te envolve tanto, mas tanto que você se perde nas linhas, se perde na vida daquelas pessoas e nunca mais quer se encontrar.
Colleen McCullough consegue fisgar o leitor desde a primeita página e faz nos apaixonarmos por Meggie naquele momento, a nossa heroína de cabelo ticianesco. Vamos acompanhar a vida de Meggie e sua família por praticamente meio século e vamos sofrer, amar, chorar, rir, se desperar com cada um deles.
Drogheda passa a ser também nossa casa, amamos seus campos, suas rosas e ficamos desperados a cada chuva que não vem. Os acontecimentos que ocorrem ali tomam um lugar especial em nossas vidas, tornando impossível se desfazer daquele pedacinho da austrália tão rebelde e as vezes impiedoso.
Pássaros feridos não é apenas uma história de amor, é uma história de aprendizado, aos poucos cada um dos personagens vão encarando seus medos e com isso se descobrido e tentando entender seus destinos tão sofridos.
Esses pássaros feridos ainda vão viver muito tempo dentro de mim.

Pequeno ps: Pra quem nãos sabe, em 1980 fizeram uma miniserie baseada no livro que pode ser encontrada pela internet, eu indico.
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