O Caderno de Maya

O Caderno de Maya Isabel Allende




Resenhas - O Caderno de Maya


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ThaísLR 08/02/2012

Gosto de ler Isabel Allende porque ela nunca me faz sentir que o meu tempo foi perdido. O melhor de "O caderno de Maya" é com certeza a maneira como ela constrói a personagem principal. Maya está viva, é uma pessoa como eu ou você, com aspirações, fraquezas, desejos... Também achei fantástica a maneira como ela explorou a questão das drogas, tráfico e prostituição: não suavizou a realidade mas também não explorou cruel e inutilmente cada detalhe sordido. Isso fez com que a leitura fosse por vezes tensa, difícil, mas nunca insuportável. Como não poderia deixar de ser, o tema da ditadura chilena aparece novamente nesta obra bem como costumes e a paisagem de Chiloé, uma ilhota remota do país natal da autora. Pode ser que nem todos amem o livro, mas dificilmente alguém se sentirá enganado ou traído por ele. E isso é mais do que a gente pode dizer sobre muitas obras que têm sido lançadas por aí.
Sheila 11/12/2012minha estante
Depois de ler essa resenha, procurei na internet pra baixar. Não achei em português. Só em espanhol. Baixei e li um trechinho do livro no computador. Acabei comprando!




Sandra 28/04/2012

O Caderno de Maya.
Maya conta a história da sua vida. Uma vida triste, sofrida, amarga e desesperadora. Filha de um descendente chileno e uma princesa da Lapônia, mas criada pelos avós Popo e Nini em um casarão em Beckeley.
O livro aborda várias temáticas como dependência de drogas/álcool, máfia, prostituições, violências domésticas, preconceitos de raças, violação e gravidez na adolescência. Assim pareceu-me um livro com pretensões de transmitir algumas lições voltada mais para um público juvenil, mas, com certeza é uma ótima leitura para todas as idades. Recomendo.

O que me prende aos livros de Isabel Allende é a forma como suas personagens são tão reais, a ponto de você não acreditar que seja apenas uma ficção.

"A felicidade é uma espuma, escorre entre os dedos, mas aos problemas a gente pode agarrar; têm alça, são ásperos, duros."

"A vida é uma tapeçaria que a gente tece dia após dia com fios de muitas cores, uns grossos e escuros, outros finos e luminosos: todos os fios servem."
Mel 28/04/2012minha estante
Também gostei muito do livro, li em 3 dias, realmente qdo estamos lendo nem parece ser uma ficçao como vc diz. Excelente.


ritita 29/11/2016minha estante
Justamente! Estou até agora com a nítida ideia que não se trata de ficção, de tão bem elaborado, com detalhes minuciosos, sem mimimis ou artifícios para prender o leitor.




Elpha 24/01/2012

Adorei........
Como tudo que Isabel Allende eescreve, esse livro é maravilhoso...amei..um livro que deu vontade de chorar quando acabei de lê-lo....não queria que acabasse nunca@!!!!!!!!!!!!!!!!
Silvia 31/05/2012minha estante
Nunca li nenhum livro dessa autora, mas um dia vou lê-lo :-)


Silvia 31/05/2012minha estante
Nunca li nenhum livro dessa autora, mas um dia vou lê-lo :-)




Fernanda 25/04/2014

Fazia algum tempo que não lia um livro tão bom, daqueles que quando a gente encosta a cabeça no travesseiro fica tentando rememorar a estória, que dá vontade de dormir agarradinho e torce pra não acabar nunca mais.

O Caderno de Maya foi uma leitura singular, talvez seja pelo momento escolhido ou por outros “enes” motivos. Fato é que me deliciei com cada vírgula, cada palavra. Allende tem um modo tão terno de escrever, que serviu como um agasalho para o coração.

Fiquei encantada pelos personagens, cada um à sua maneira. Pode parecer estranho, mas não costumo me afeiçoar por muitas figuras em uma determinada obra, mas este livro em especial tantos foram os personagens que ganharam o meu amor que seria dificílimo apontar o predileto.

Confesso que essa foi a primeira obra que li da escritora peruana e me bateu uma sensação de arrependimento de não tê-la descoberto antes.
Arsenio Meira 25/04/2014minha estante
Oi Fernanda,
Confesso que jamais reparei nesse romance, mas sua resenha - tão bem escrita e espontânea, um misto de emoção e carinho pela obra - despertou-me o interesse pelo livro. O tema é barra, mas toda a literatura, em seu esplendor, valeu-se mais dos espinhos... Bela resenha. Um abraço
Arsenio


Fernanda 01/05/2014minha estante
Obrigada Arsenio, espero que aproveite a leitura tanto quanto eu! Beijos


Renata CCS 09/09/2014minha estante
Adoro Isabel Allende, mas este ainda não li. Agora fiquei com vontade dessa obra!


Fernanda 10/09/2014minha estante
Recomendo muito a leitura Renata, este livro me tocou bastante. Já não vejo a hora de devorar outras obras da Isabel Allende rs. Beijos.


Dirce 21/03/2015minha estante
Fernanda, caso não tenha lido, fica uma sugestão: A Casa dos Espíritos. Imperdível.


Fernanda 06/05/2015minha estante
Oi Dirce, ainda não li este. Mas já está anotado, obrigada pela dica!


Aline 26/02/2019minha estante
Olá, Fernada. Sou uma grande fã da Isabel Allende e sinceramente esse não foi um dos meus livros favoritos dela, ainda que, conforme vc escreveu, a leitura seja deliciosa. Recomendo "A Casa dos Espíritos" (clássico absoluto) e "Inês da Minha Alma", livro que guardo no coração.




Te 01/02/2012

Achei incrivelmente real, me impressionou a facilidade de transmitir os acontecimento e a forma sutil de envolver o leitor nas situações fazendo com que este sinta a necessidade de interagir com a personagem.
Vivenciando cada momento frágil e querendo fazer com que ela acorda para a realidade.
Para evitar todo o sofrimento que causou as pessoas que a amam e a ela mesma.

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Flavinha 22/02/2012

Adorei!!!
Me apaixonei por Maya!!!! Que história profunda. Trata de um assunto tão pesado, com uma leveza incrível.
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Jay 14/03/2012

Incrível!
Simplesmente impressionante,Isabel Allende consegue capturar a essência de uma jovem de 19 anos que foi devastada por uma tragédia que mudou sua vida.A vida de Maya daáuma guinada quando ela se vê no meio de um situação que foge de controle e ela acaba passando por expêriencias dolorosas para no fim descobrir que tudo que mais valia a pena estava sempre embaixo de seu nariz.O livro tem uma proposta muito interessante pois você cnsegue enxergar a história não como um terceiro e sim como a própria Maya,que tem uma forma única de contar como a vida foi a levando para um caminho torto de drogas,alcoolismo e prostituição.A única coisa que não gostei foi o fato que algumas horas a história fica meio confusa pois ela vai escrevendo sobre o presente e do nada se apresenta uma situação que remete o passado e as coisas ficam meio misturadas,e o final tbém poderia ter sido mais interessante em minha opinião,mais o livro é bom como um todo.
Beatriz 08/07/2013minha estante
Tenho que discordar de você: o fato de que Maya intercala narrativas presentes com lembranças do passado não foi um erro da escritora, não é um defeito, mas sim um modo de mostrar ao leitor como a mente confusa de Maya coloca sua história no papel.
E o final, não é exatamente o "fim da história", mas um daqueles finais feitos para o leitor refletir sobre qual seria a continuação da trajetória da protagonista.




Mauro.Costa 12/02/2016

Minha bruxa favorita
Como não amar as coisas que a Isabel Allende escreve? Como não se render aos encantos e à magia das tramas sempre vigorosas dessa bruxa, essa alquimista das histórias de amor do mundo real com pitadas espirituais? Estava com saudade das suas personagens, dos seus alter-egos, Isabel! Estou de volta à ficção com vontade!
RafaBritto 12/02/2016minha estante
Entrou pra lista ;)




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28/07/2012

ROMANCE ENCANTADOR
Ler Isabel Allende, em minha opinião, traz um grande problema: a gente não consegue parar! É impressionante como a autora consegue prender a atenção do leitor, numa narrativa contagiante e bela. Maya é uma personagem adorável, através dela podemos conhecer um pouquinho sobre a cultura e história do Chile, especialmente Chiloé, um povoado remoto. Sua culinária, seus costumes, seu povo são nos mostrados de forma quase poética.

Maya foi criada pelos seus avós. Sua avó Nidia (Nini) fugiu do Chile com o filho Andrés (pai de Maya), na época do Golpe Militar, após saber da morte do marido. No Canadá Nidia conheceu Paul Ditson, por quem se apaixonou. Casaram-se e foram viver nos EUA. A mãe de Maya era dinamarquesa, mas o relacionamento com o pai não deu certo e a filha foi entregue aos avós. Andrés quase não via a filha porque é piloto e quase não fica em casa.

Maya teve uma infância feliz. Porém, na adolescência o avô postiço, carinhosamente apelidado por ela de Popo, morre de câncer e Maya se desestrutura. Antes, boa aluna, Maya começa a matar aulas e a fazer amizades com as garotas mais problemáticas da escola. Começa a experimentar drogas e a agir de forma irresponsável. Após um acidente grave, o pai de Maya a colocada numa clínica de reabilitação. A garota foge do lugar e vai parar em Las Vegas. Aqui, Maya conhece Brendan Leeman e se envolve num esquema de distribuição de drogas, num mundo de dependência e depreciação.

A história nos é contada por Maya, que está escondida em Chiloé, um povoado no Chile, na casa de Manoel Arias, um antigo amigo da avó Nini. Muito interessante a forma como a autora constrói a narrativa: de forma não linear, Maya alterna os pontos principais de sua infância com o atual momento em Chiloé e sua adolescência, onde ocorrem os fatos que culminaram a sua fuga para este lugar distante. Em Chiloé Maya acaba criando laços muito fortes, com o seu anfitrião, com Blanca, responsável pela única escola de Chiloé. A garota também acaba tendo uma rotina: treina futebol com as crianças da escola, ajuda Manuel em seu livro e vai nadar perto de uma caverna.

Um fato que me chamou a atenção no romance: a personagem principal, Maya, depois de uma série de decisões erradas, acaba se tornando uma viciada em drogas, mendiga e moradora de rua. Chega a se prostituir para conseguir bebida alcoólica, drogas ou qualquer outra coisa que conseguisse alimentar o seu vício. A autora nos mostra a degradação humana devido ao vício. Por causa do romance, comecei a reparar os mendigos da minha cidade. Fiquei imaginando como foram parar nas ruas de Belo Horizonte, quais eram as suas histórias, por que foram parar ali e se são viciados em drogas. Geralmente, a única coisa que passava pela minha cabeça quando via um deles era o medo de ser assaltada. E a vida é tão corrida, temos tantos afazeres e já temos tantos problemas que nunca reparamos na pessoa que está do nosso lado. O livro me fez refletir um pouco sobre isso.

Isabel Allende é uma de minhas autoras prediletas. Todos os livros que li dela até agora têm uma alma feminina. Parece que a autora se entrega ao romance em que está escrevendo. E cada um tem uma forma peculiar de nos ser contado. Parece que livro tem uma alma feminina, diferente uma da outra. Não encontro em suas obras alguns vícios, expressões ou fórmulas. Cada um é escrito de um jeito, de uma maneira que só Allende consegue.

Os personagens desse livro são encantadores, me apaixonei por vários. Começando pela Maya, passando pela sua Nini e pelo seu Popo, Manuel e Blanca, até Freddy, um garoto que Maya conhece e que mora com Brendan Leeman e acaba se tornando amigo de Maya. Quando cheguei ao final da narrativa fiquei um pouco decepcionada: queria mais... Queria muito saber dos romances de Maya, qual o fim que levou alguns de seus amigos... Queria conhecer um pouco mais daquele Chile tão encantador... Queria saborear aquelas comidinhas que Maya descrevia em seu Caderno... Tudo tão imaginariamente real...
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Laininha 26/08/2016

O melhor livro do mundo!
Não tem nem o que dizer sobre esse livro li ele a 4 anos atrás e até hoje não consigo me esquecer de Maya Vidal.
Simplesmente o melhor livro que eu ja li na minha vida!
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Debieco 20/04/2012

Li em espanhol. A autora aliás me encanta ler em espanhol... é trágico, de tantos livros trágicos de Isabel (leu li quase todos). Porém não é dos melhores... tenho a impressão que a autora fez um esforço muito grande para entrar em um universo que não é o dela, o de uma jovem amalucada e americana, porém mantendo o mesmo tipo de narrativa em primeira pessoa, então em algumas momentos não combina. Mas valeu a tentativa.
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Maria.Jose 28/06/2018

Mais um livro que deixa uma sensação de saudade quando se acaba de ler
Por meio da história de uma garota, vai se passando pela geografia, costumes e história de dois lugares ou mundos diferentes
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Sangelo 22/03/2016

Um livro que todos deveriam ler.
O caderno de Maya é um daqueles livros que todos deveriam ler, ele conta a história de Maya Vidal, uma jovem que nos conta como foi a sua vida no ano anterior ao qual a trama se passa e como ela reconstruiu tudo depois no tempo atual da trama. Ela começa sua história falando de seus antepassados e sua relação com a história do Chile, como eles se conheceram e a importância do amor de seus avós em sua vida. Tal importância é tão grande que a história toda se desenvolve a partir da narração de Maya contando sua chegada à Chiloé, uma pequena cidade do interior do Chile, e ela só vai parar ali graças as suas escolhas mal feitas depois da morte de seu avô. Lá ela conhece alguns personagens que a ajudaram em sua jornada. Manuel Arias, que possui um relação mais íntima do que se pensa com a família de Maya, Blanca que é apaixonada por ele e Juanito Corrales o garotinho que devolve um pouco da infância e inocência perdidas por Maya na sua adolescência. Durante toda a história vamos descobrindo através de lembranças escritas em um caderno como Maya acabou se envolvendo com as drogas, o tráfico, falsificação de dinheiro e uma investigação policial. Neste romance que é também uma lição de vida, aprendemos como escolhas mal feitas podem destruir uma vida, como a ditadura ao longo da história de qualquer país que já a sofreu pode deixar as suas marcas e traumas e como o amor que nutrimos pelos nossos familiares pode nos salvar das desgraças da vida.
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