O mundo se despedaça

O mundo se despedaça Chinua Achebe
Chinua Achebe
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Resenhas - O Mundo se Despedaça


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Sah 03/07/2020

Inigualável
Chinua Achebe narra a história de Okonkwo com delicadeza e maestria, nos apresentando uma sociedade cultural distinta, seus costumes e crenças sem julgamentos de valores, numa escrita rica, que deixa a sensação de estar ouvindo uma história em noite de lua cheia de uma anciã. Só depois de uma compreensão um pouco mais profunda desse modo de vida, podemos sentir com mais precisão os impactos da colonização inglesa.
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Vicente Moragas 21/06/2020

Em pedaços
Aos poucos. Em pedaços, constrói-se a história da tribo nigeriana e de um dos seus principais líderes. Os reveses da cultura e da chegada do homem branco colocam em cheque o que o chi do protagonista guarda pra si. Livro interessantíssimo!
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Débora 21/06/2020

Livro tão triste que dá vontade de assassinar a raça humana inteira (a raça branca, em especial)
Esse livro serve pra todo mundo que já entendeu sobre a sociologia de que os homens brancos não são capazes de entender ou mesmo conviver minimamente com qualquer tipo de pessoa, cultura e costume que não seja o seu próprio. Mas pra quem não entendeu isso ainda serve também, só talvez não te abale tanto. Talvez essa minha explicação sobre o homem branco ser lixo nuclear absoluto não seja suficiente pra tamanha profundidade do livro, até porque qualquer crítico considera O Mundo se Despedaça uma obra prima, e com razão. Eu só não consigo ainda expressar tudo porque precisaria ler mais coisas sobre, mas na minha opinião esse livro é EXTREMAMENTE necessário. O serviço que ele presta ao entendimento das bases do racismo e de toda fundação de tudo de ruim que conhecemos hoje faz com que ele seja simplesmente fundamental. Apenas leia. Faça esse favor pra você mesmo. Mas lembre-se de ir de coração aberto, porque por mais que seja evidente o ódio ao imperialismo que ele gerará em você, é preciso ter discernimento pra não julgar também a cultura dos Ibos, já que ela pode se apresentar um tanto quanto cruel e misógina (já sendo isso um julgamento de minha parte, sinto muito, não tem como evitar).
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Jivago 21/06/2020

Acerto de contas com a história
Se Chinua Achebe tivesse parado de escrever por volta da página 25 já seria suficiente para que adentrasse o cânone da literatura mundial. O que o autor conquista nessas páginas iniciais e desenvolve em todo o livro é evidente: humaniza seus ancestrais. Tarefa não tão simples vez que para prosperar deveria encarar séculos de uma escrita branca que operou de forma contrária e onde o relato do colonizador tinha precisamente a função oposta. Achebe, com elegância e leveza, faz um relato abrangente da cultura geral dos povos originários daquele continente e, nesse caso, possivelmente valendo-se da história de seu país, Nigéria. Através do personagem Okonkwo é dado ao leitor a oportunidade de descobrir como um povo pode bastar a si mesmo (não confundir aqui com a ideia inócua de nacionalismo exacerbado): testemunhamos a dinâmica de valores, os cultos religiosos, as relações humanas, a sabedoria ancestral através dos ditados, as celebrações, sua forma de se relacionar entre tribos, de fazer comércio, educar e cultivar a terra. Achebe não procede dessa maneira de forma gratuita. Como bem enfatizou Alfredo Bosi a dialética da colonização carrega uma violência intrínseca que incide justamente sobre esses três pilares: o culto (visando apagar a conexão com os antepassados), o cultivo da terra (expropriando o povo de sua relação com o próprio local onde vive) e a cultura (minando as possibilidades de futuro/continuidade desse povo já que passam a ser educados segundo valores do colonizador). Em suma, "Things fall apart" é a um só tempo resgate da cultura e tentativa de humanização, e relato da destruição predatória e da presença destruidora do colonizador; como tal, vale cada homenagem prestada já que constitui talvez as bases de um esforço crítico que mais tarde se irradiaria e daria forças para que novos escritores continuassem o processo.
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naomi 12/06/2020

terminei de ler e vi uma entrevista que o Chinua comenta que se inspirou depois de ficar irritado lendo um livro de alguém que descrevia a Nigéria e seu povo com nenhum conhecimento sobre os dois. A última passagem exemplifica bem o sentimento dele e o que é ter sua realidade contada por outros, em contraste com todo o resto dos detalhes dessa história (tá tudo ali: sociedade, religião, desmonte e alguns motivos pra ruína)

resumindo: achei tudo
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debroua 11/06/2020

Maravilhoso!
Precisei ler esse livro para um trabalho da faculdade e, sinceramente, foi maravilhoso.
O livro traz a perspectiva do colonizado. A visão dos aldeões acerca do período pré-colonial no continente africano e depois os desdobramentos do processo colonizador. Okonkwo é um personagem profundo e muito bem construído.
Chinua Achebe foi um autor grandioso!
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Malu 06/06/2020

O livro é uma mistura de ficção com pesquisa antropológica. Quem se interessa em saber valores, comportamentos de outras culturas, se interessará por esse livro.
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Tatiana Patrícia 30/05/2020

Interessante para conhecer uma outra cultura. Coisas que para nós parecem surreais, em outros lugares são normais.
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Val Alves 27/05/2020

"Mas, apesar dessas desvantagens, começara, ainda em vida do pai, a estabelecer a fundações de um futuro próspero. Fora um processo lento e penoso. Okonkwo, porém, se atirara a ele como um possesso. E, na verdade, estava possuído pelo medo da vida desprezível de seu pai e de sua vergonhosa morte."

Okonkwo é o personagem principal de uma tribo africana chamada Umuófia. Na infância ele desenvolveu um completo horror ao pai que, diante dos olhos da aldeia e de acordo com a construção dos papéis sociais dos habitantes daquele povo, era considerado um homem indigno. Sua obsessão era tornar-se o oposto ao que o pai representava para todos. Assim, ele se tornou um dos mais bravos guerreiros; era violento, próspero e influente.
Para quem vem da cultura ocidental muitos dos costumes e crenças do povo africano parecem assustadores, desumanos e pouco civilizados. Mas aí entra o branco colonizador com seus ideais de exploração travestidos pela "missão evangelizadora libertadora" e não se sabe mais quem são os verdadeiros bárbaros...
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Ingrid Bays 21/05/2020

Me senti acolhida por outra cultura. Como é bom ampliar nossos horizontes, nossas concepções! Uma frase define muito a leitura desta obra: "para quem está tudo bem, para quem está tudo bem? não há ninguém para quem tudo esteja bem" (p. 155).
@lendoedestacando
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Pollyana.Martins 15/05/2020

Um maravilhoso romance que retrara uma tribo da Nigéria antes e durante à missionação e a chegada dos portugueses. O livro nos mostra a vida e o dia a dia dos igbos, e se você, assim como eu, gosta de conhecer outras culturas e vivências vai se apaixonar e se revoltar com esta história. Recomendo muito, é um dos meus livros favoritos!
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carolmureb 08/05/2020

A tradição e a modernidade. O equívoco de se absolutizar uma ou outra, ao invés de abrir o diálogo entre elas. A fratura da identidade de um povo é o primeiro passo para sua destruição. Em seguida, fraturam-se as pessoas e a destruição se alastra. Narrativa deliciosa, história bela e comovente. Deu vontade de ler os outros dois da chamada "trilogia da África ".
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Rafa 30/04/2020

Diálogo com a história
? A obra é uma daquelas literaturas autoexplicativas. Seu conteúdo e a narrativa ela mesma (recorrendo aos ditados, interrupções e outras formas de amarrar o texto) ? coisas inseparáveis aqui ? delineiam algo como uma teoria etnográfica: o conteúdo não pode ser descrito a não ser por meio de seus próprios termos. Não recorrerei a nenhuma teoria para explicar o livro, mas gostaria de apontar uma questão a ser pensada futuramente: quanto o mundo apresentado por Chinua Achebe ajuda-nos a pensar nesses outros mundos minoritários e suas ontologias que, até hoje, entram em choque e tencionam com a máquina colonizadora. ?
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Josue.Fagundes 24/04/2020

Chinua Achebe é foda
Primeiro livro que li do autor, o que me levou a ler os demais.
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