O Mundo se Despedaça

O Mundo se Despedaça Chinua Achebe
Chinua Achebe
Chinua Achebe




Resenhas - O Mundo se Despedaça


95 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7


Gi 22/03/2020

null
"O mundo é infinito, e aquilo que é bom para uma pessoa pode ser abomínavel para outra" pg 161
Este escritor é sensacional, sua escrita tem muita qualidade.
Essa obra é um mergulho na cultura ibo, seu sistema social, religioso, sua coletividade e sua vivência até a chegada da cultura europeia quando realmente o povo mostra sua força.
Recomendo a leitura para ampliar conhecimentos culturais nigerianos.
comentários(0)comente



jota 18/11/2014

Meu mundo caiu...
O Mundo se Despedaça (Things Fall Apart), do nigeriano Chinua Achebe (1930-2013), sempre é citado nas listas de obras em língua inglesa como um dos melhores livros do século XX. Com razão.

Do modo como Achebe nos conta, com sua escrita clara, irrepreensível, é impossível não ficar envolvido com a história do guerreiro Okonkwo (casado com três mulheres e pai de onze filhos), membro da etnia ibo, e de sua aldeia situada às margens do rio Níger, no sudeste da Nigéria.

É ficção, claro, mas está (ou estava, já que o livro foi publicado em 1958) tão profundamente entranhada de realismo que parece que você está lendo um livro de Etnografia, sem a desvantagem de certo academicismo que uma obra desse ramo de conhecimento pode ou deve conter. Mesmo assim cada capítulo vem recheado com inúmeras notas explicativas de rodapé. E também há uma útil Introdução de um especialista brasileiro em cultura e povos africanos, Alberto da Costa e Silva.

Como se sabe, o título original – Things Fall Apart - foi retirado do trecho de um poema de W. B. Yeats, The Second Coming, de 1920, que tratava do fim de uma era da sociedade ocidental, marcado pela Primeira Guerra Mundial. Da mesma forma, o livro de Achebe mostra a decadência da cultura ibo (e por analogia de outras etnias e grupos africanos) com a chegada do colonizador branco no continente, especialmente missionários ingleses.

Os fatos narrados por Achebe se passam durante o período colonial da Nigéria, mais para o final do século XIX, quando reinava a rainha Vitória (de 1837 a 1901). O país somente se tornou independente em 1960. Mas antes que isso acontecesse, antes que a desintegração do mundo ibo começasse, por um número expressivo de páginas seguimos Okonkwo e sua gente praticando suas crenças, rituais, magias etc., talvez a parte mais curiosa da narrativa.

Por exemplo, entre os ibo gerar gêmeos era uma aberração da natureza e então esses recém-nascidos eram abandonados numa floresta para que morressem. Ao mesmo tempo nos familiarizamos com diversos outros aspectos da cultura do grupo, quer dizer, com seus modos de pensar, sentir e agir cotidianos, muitos deles girando em torno da cultura do inhame, principal alimento consumido pela aldeia.

Por tudo isso e muito mais, o Times escreveu que O Mundo se Despedaça é “Um romance que enxerga a vida tribal de um ponto de vista interno, genuíno.” Daí que para um leitor comum, mas ligado no mundo e em suas transformações, naturalmente o livro de Chinua Achebe é muito mais saboroso de se ler do que alguma obra etnográfica sobre determinado agrupamento humano considerado primitivo.

Lido entre 15 e 18/11/2014.
comentários(0)comente



Sah 03/07/2020

Inigualável
Chinua Achebe narra a história de Okonkwo com delicadeza e maestria, nos apresentando uma sociedade cultural distinta, seus costumes e crenças sem julgamentos de valores, numa escrita rica, que deixa a sensação de estar ouvindo uma história em noite de lua cheia de uma anciã. Só depois de uma compreensão um pouco mais profunda desse modo de vida, podemos sentir com mais precisão os impactos da colonização inglesa.
comentários(0)comente



naomi 12/06/2020

terminei de ler e vi uma entrevista que o Chinua comenta que se inspirou depois de ficar irritado lendo um livro de alguém que descrevia a Nigéria e seu povo com nenhum conhecimento sobre os dois. A última passagem exemplifica bem o sentimento dele e o que é ter sua realidade contada por outros, em contraste com todo o resto dos detalhes dessa história (tá tudo ali: sociedade, religião, desmonte e alguns motivos pra ruína)

resumindo: achei tudo
comentários(0)comente



Tamires 27/03/2020

O mundo se despedaça, de Chinua Achebe
O mundo se despedaça, de Chinua Achebe é o romance africano mais lido do mundo. Vendeu milhões de cópias em dezenas de idiomas e é considerado o fundador da literatura nigeriana moderna. Publicado originalmente em 1958, pouco antes da independência da Nigéria, o romance é, de certa forma, uma resposta à representação quase sempre racista dos povos africanos em livros do cânone literário, especialmente de língua inglesa.

“A lúgubre descrição dos nativos em ‘Coração das trevas’, de Joseph Conrad, representava o racismo endêmico na literatura sobre a África mostrada pelos escritores europeus.” (Chinua Achebe)

O título do romance é tirado do poema “A segunda vinda”, de Yeats, escrito no final da Primeira Guerra Mundial. O apocalipse imaginado por Yeats em um mundo dominado pela anarquia e a chegada de um messias ambíguo, são um prenúncio da chegada dos colonizadores brancos cristãos que invadiram e destruíram culturas tribais.

(Antes que alguém possa pensar em dizer que eu deveria excluir a qualificação “brancos cristãos” de colonizadores no parágrafo acima, eu afirmo: não quero, nem posso. Leiam o livro e vocês entenderão.)

O mundo se despedaça mostra que a questão cultural de um povo colonizado é muito mais complexa do que afirmações rasas como “eles mesmos quiseram”, “eles deixaram”, “foi bom para eles” e, rebobinando um pouco mais a fita, “os próprios negros tinham escravos”. O livro de Achebe mostra uma sociedade sólida, que funcionava, mas tinha seus problemas — como toda sociedade.

Uma das características mais interessantes deste livro é que ele não é, de forma alguma, maniqueísta. Não tem bem versus mal, colonizador ruim e colonizado vítima. Nós conseguimos ver o todo da situação social por meio de pessoas normais. Um exemplo é o próprio protagonista, Okonkwo, que é um homem de atitudes bastante controversas. Algumas até condenáveis para os nossos padrões. Dentre os colonizadores, havia o Sr. Brown, um homem gentil e que respeitava (de certa forma) o povo da tribo de Okonkwo. Ele era um evangelizador, no conceito mais brando que possa ter esse ato. Ouvia os locais e ensinava seus próprios preceitos.

Chinua Achebe nos mostra lindamente como a cultura oral foi e é muito importante na Nigéria. Em O mundo se despedaça, vemos provérbios interessantíssimos, alguns reproduzo abaixo:

“Os provérbios são o azeite de dendê com o qual as palavras são engolidas” (p. 27)

“Desde que o homem aprendeu a atirar sem errar a pontaria, o pássaro aprendeu a voar sem pousar.” (p. 42)

“Ao se olhar a boca de um rei poderíamos pensar que ele jamais mamou em peito de mãe.” (p. 46)

“Pinto que há de ser galo a gente conhece assim que sai do ovo.” (p. 85)

“Os dedos de uma criança não se queimam com um pedaço de inhame quente que a mãe coloca na palma de sua mão.” (p. 86)

“Se um dedo estiver sujo de óleo, manchará os demais.” (p. 145)

O mundo se despedaça é o primeiro de uma trilogia, que segue com os romances A paz dura pouco e A flecha de Deus. A edição que eu li é da TAG Curadoria, enviada aos assinantes em outubro de 2019, mas o livro pode ser encontrado em sua edição padrão em livrarias e sites na internet (deixei um link abaixo). É uma leitura riquíssima, que muda a nossa visão sobre esse processo muitas vezes exposto de forma tão enviesada, como a colonização de países africanos.

site: https://www.tamiresdecarvalho.com/resenha-o-mundo-se-despedaca-de-chinua-achebe/
comentários(0)comente



Claudia Furtado 09/09/2010

Chocante!
Achebe vai nos levando, numa narrativa sedutora, até chegarmos ao retrato cruel do que foi feito em nome da ¨civilização¨ e nos leva a refletir do que ainda fazemos por conta do que chamamos de ¨inclusão¨. É um livro que merece e deve ser lido.
jkdornelles 09/09/2010minha estante
opa, quero ler! esse é o "Things Falls Apart"?

comecei a ouvir um audiobook que tem disponível na net, gostei.


Helena 13/06/2012minha estante
Imperdível e apaixonante!
Literatura para coração. Uma oportunidade para sentir a história.


Bruna 09/08/2012minha estante
O livro é realmente lindo. Você vivencia juntamente com os personagens o que acontece, sua alegrias, tristezas,lutas, conquistas.
É muito real e emocionante...




Vicente Moragas 21/06/2020

Em pedaços
Aos poucos. Em pedaços, constrói-se a história da tribo nigeriana e de um dos seus principais líderes. Os reveses da cultura e da chegada do homem branco colocam em cheque o que o chi do protagonista guarda pra si. Livro interessantíssimo!
comentários(0)comente



Laura.Radicchi 06/07/2020

Terminei de ler o livro e só conseguia pensar em dois livros canônes da antropologia ambos escritos pelo antropólogo inglês Evans-pritchard. Os Nuer e Bruxaria,Oráculo e Magia entre os Azande. Em ambos os livros o antropólogo faz uma etnografia de tribos africanas, em uma ele demonstra a importância do gado para os nuer e como a vida tribal gira em torno da criação de gado. E no outro a descrição dos rituais religiosos dos Azande. Bom mas porque o livro do mês de outubro me fez lembrar destes dois livros, por dois motivos: primeiro pelo fato de como se deu o contato entre os homens brancos e as tribos africanas, acredito que Pritchard chegou as tribos quase da mesma maneira como o autor descreve a chegada do homem branco a tribo de Umuófia. E a maneira como o antropologo descreve os costumes, de maneira primitiva assim como o missionário via os personagens do livro como seres tribais e animalescos, vivendo em uma sociedade anarquica e pagã.
Confesso que este livro foi difícil de ler, porque eu sentia que a história nao se desenvolvia, mas a partir da segunda parte, quando o autor começa a construir o terreno para a ruptura dos costumes tribais e a chegada do colonizador branca. Enfim é um livro que me tirou muito da minha zona de conforto.
comentários(0)comente



spoiler visualizar
comentários(0)comente



Ruth Roland 20/02/2020

Uma história muito bem contada
Ressalto antes de tudo nesse livro, a escrita maravilhosa de Achebe. Um exímio contador de histórias. Daquelas que você senta e tem prazer em ouvir. Neste caso, em ler. Não é enfadonho, nem cansativo. A leitura flui a cada página. Um livro que fala sobre os costumes de um povo, que aos poucos começa a se desintegrar com a chegada do homem branco às terras dos Ibo. Sobre um homem forte e corajoso,porém marcado pelo medo de ser como o pai.
Livro excelente!
Vilamarc 20/02/2020minha estante
Eu amei. Favoritei.


Ruth Roland 20/02/2020minha estante
Gostei demais!




Ingrid Bays 21/05/2020

Me senti acolhida por outra cultura. Como é bom ampliar nossos horizontes, nossas concepções! Uma frase define muito a leitura desta obra: "para quem está tudo bem, para quem está tudo bem? não há ninguém para quem tudo esteja bem" (p. 155).
@lendoedestacando
comentários(0)comente



Tatiana Patrícia 30/05/2020

Interessante para conhecer uma outra cultura. Coisas que para nós parecem surreais, em outros lugares são normais.
comentários(0)comente



Matheus.Giovanazzi 25/02/2020

Simplesmente amei essa leitura!
comentários(0)comente



Adriano.Mota 18/02/2020

História cativante
Chinua Achebe recria o ambiente de uma comunidade Igbo de forma tão bem descrita e leve, que é fácil imaginar os cenários em que a história se passa. Os costumes e os ritos são apresentados com naturalidade e a cultura e a sabedoria Igbo são transmitidas de forma genial.
A história é bastante dinâmica e está centrada em um guerreiro Igbo, Okonkwo, que vive para se afastar da imagem nada digna do pai e se tornar um dos líderes da tribo. Várias reviravoltas acontecem na vida cotidiana da comunidade, mas nada se assemelha às fissuras trazidas pela colonização e pela imposição da religião e dos costumes do invasor europeu.
Uma leitura necessária nesta época de mistura entre religião e política e ameaça a populações indígenas no Brasil.
comentários(0)comente



Neliane 20/03/2020

A história do livro se passa na Nigéria, mas antes da colonização. Conta a historia de um guerreiro Igbo, retratando também os costumes desse clã e como foi a entrada do homem branco na vida dessas pessoas. Livro muito interessante! Recomendo.
comentários(0)comente



95 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7