Vida Roubada - Memórias

Vida Roubada - Memórias Jaycee Dugard




Resenhas - Vida Roubada


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Júlia 01/11/2020

Emocionante
Uau, que livro!
Jaycee Dugard foi sequestrada com 11 anos e conseguiu ser solta após 18 anos convivendo com Philip e Nancy (seus sequestradores).
Este livro conta todas as memórias de Jaycee durante esses 18 anos dentro de um cativeiro, todos os abusos que ela passou (mentalmente e fisicamente) e sua superação.
Me emocionei muito quando Jaycee reencontra sua mãe, foi a melhor parte desse livro.
Acho que mesmo lendo o livro, não temos ideia do quanto ela sofreu com tudo isso.
Livro ótimo, recomendo muito.
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Nana 09/12/2011

Impressionante!
Ao terminar esta leitura só posso dizer que admiro e respeito Jaycee Dugard. Com coragem e até mesmo otimismo, ela conseguiu dar a volta por cima depois de ter passado por tanto sofrimento e humilhação durante 18 anos. A história é chocante e assustadora!
Ao tentar me colocar no lugar dela, não consegui me imaginar passando por isso, acho que não suportaria.
O que mais impressiona, é que foi feito uma lavagem cerebral tão forte nesta criança, ela sofreu tanta pressão psicológica, que mesmo quando teve várias oportunidades de fugir, ela não o fez por medo de enfrentar o mundo lá fora, acreditando que ali estava mais segura.
Esta história lembra o enredo do livro "Quarto". Sendo que Quarto é ficção e este infelizmente é a vida real.
O livro é bem escrito e apesar de ser angustiante, chocante e perturbador por nos mostrar o quanto o ser humano pode ser cruel, ainda assim vale a pena a leitura.
Jeanne 30/04/2014minha estante
As suas resenhas são muito boas. Sem muitas delongas, mas que expressam tudo em poucos parágrafos.




CooltureNews 21/12/2011

Publicada no www.CooltureNews.com.br
Por: Junior Nascimento

Não sei se vocês leram a minha resenha do livro Quarto, que trata de uma trama parecida, porém ficcional. Na época esse livro mexeu tanto comigo que após o ler tive que ficar um tempo sem ler nenhum outro livro, pois não tirava a história da cabeça. Tendo isso em vista, vocês devem saber que ler Vida Roubada causou um estrago muito maior. Demorei tanto para ler esse livro, foram mais de uma semana.

A história é tão densa que ao terminar de ler algum capítulo do livro eu cheguei a ficar mais de 2 dias sem conseguir pegar no mesmo novamente. Essa é uma história que deve ser contada, mas sinceramente é uma que eu não gostaria de ouvir. Eu não consigo me colocar no lugar dessas meninas que foram (e infelizmente, ainda são) sequestradas, sofrendo abusos de todos tipos. Porém tenho duas sobrinhas que amo mais do que tudo, e não consigo (e nem quero) imaginar algo assim para elas.


Jaycee foi sequestrada com 11 anos, quando estava a caminho da escola. Passou 18 anos sendo mantida em cativeiro, tanto físico como mental, por um casal. Fica claro a sua prisão mental, quando ela relata suas saídas da casa junto com a Nancy, seja para fazer compras ou a unha, nesses momentos ela vivia um período de pânico, com medo de ser reconhecida, de falar algo que não devia, de nunca mais ver suas filhas.

Ele usava seu poder de persuasão para conquistar minha confiança. Ele virou meu mundo. Eu dependia dele para comer, beber água, ir ao banheiro. Ele era minha única fonte de diversão. Eu queria tanto ter contato humano que acabava ansiosa para vê-lo. Página 40


O que torna o livro muito mais denso é o fato de ser real, estamos lendo o relato de um crime absurdo através das palavras de sua maior vítima. O relato de Jaycee é feito de uma forma que você se vê envolvido com sua história de uma forma que nunca imaginaria. Durante a leitura tive a impressão que ela estava contando sua história diretamente para mim, cara a cara.

Dei poder ao meu sequestrador e o confortava, quando ele era o errado. Onde estava o meu conforto? Onde estava a minha liberdade? Por que eu sentia a necessidade de confortar meu torturador? Violar o meu corpo não foi o bastaste? Precisava violar a minha mente também? Ele tinha a capacidade de modificar qualquer situação para se adaptar às próprias necessidades. O que houve com meu lado teimoso? Eu sabia que tinha que fazer o que ele mandava e não reclamar. Meu medo era fazer algo errado, deixar Phillip com raiva e sabe-se lá o que poderia ter acontecido. Instintivamente eu sabia eu sabia que tinha que cooperar com ele ou sofreria as consequências. Página 174

O livro tem fotografias suas quando criança, de suas filhas ainda pequenas, dos seus gatos e trechos que Jaycee escreveu ainda em cativeiro, como um diário que ela fez para um de seus gatinhos, e um diário próprio feito como uma forma de desabafar seus pensamentos e angustias.

O livro não segue uma linha de tempo fiel, como Jaycee nos alertou no inicio, o que ajudou a passar essa sensação de ser uma conversa informal entre amigos.

Por que sempre tem que ter algo para nos impedir? É como se tivéssemos que lutar a cada passo que damos na vida sem nunca saber exatamente onde isso vai nos levar, mas lutamos mesmo assim! Por que ele [Phillip] faz uma simples frase parecer tão complicada? Quando a vida vai valer a pena? Queria que fosse agora, estou tão casada! Cansada de não estar no controle de minha vida, afinal é a minha VIDA! Por que as pessoas acham que têm direito a minha vida? Página 213

O que realmente quero dizer com essa resenha é que, esse tipo de história deve ser contada para que, quem sabe, assim cause essa revolta que eu senti no maior número possíveis de pessoas. Quem sabe assim algo pode ser feito para que isso nunca mais aconteça. Porém vocês devem ir preparados para a leitura, é o tipo de livro que arranca lagrimas de tristeza, revolta e no final, de felicidade por esse pesadelo finalmente ter terminado, ou parte dele. Afinal isso sempre vai fazer parte da vida dos envolvidos.

Ah, achei interessante que foi retratado um pouco da vida além do cativeiro, o processo de cura que Jaycee teve (e está) que passar. E eu, sinceramente, espero não ler nenhum livro com a mesma temática, pois espero que esse tipo de crime deixe de acontecer.
kellytchya 04/10/2013minha estante
Eu li o livro"Quarto", e me senti exatamente assim, fiquei um bom tempo sem ler outro livro, e no meu caso tenho dois filhos, fiquei muito mais cuidadosa com eles, meu filho menor tem 3 anos e adora o desenho da Dora aventureira, e isso faz eu lembrar do Jack o tempo todo, e com minha filha de 11 anos, comecei a ligar do trabalho todos os dias pra saber se ela chegou bem da escola, é incrível como o livro trabalha no psicológico da gente.




Aline.Rodrigues 09/07/2020

Quando a história é real, é muito mais difícil de se ler
Esse foi um dos mais livros mais desafiador que eu já li em minha vida.Um livro que conta a história verdadeira de Jaycee Lee Dugard.
Nessa biografia conhecemos Jaycee,uma jovem que morava com sua mãe,seu padrasto e sua irmãzinha bebê.Um dia quando tinha 11 anos,indo pra escola sozinha ela é sequestrada por um pedófilo chamado Philippe Garrido.
Nesse livro Jaycee escreve sobre os 28 anos em que ficou pressa nas mãos de um monstro e de sua esposa,que desde o início foi sua cúmplice no sequestro da menina.
Jaycee descreve os seus medos,desejos,a saudade que sente de casa,e por fim as barbaridades que Philippe fazia com ela.
É um livro que conforme eu fui lendo só me causava ódio,nojo,revolta e mais ódio.
Philippe Garrido era um estuprador conhecido da polícia,por casos antigos,então por isso mensalmente a polícia ia na sua casa lhe vigiar,e pasmem nunca viram Joycee nós quartos podres onde Philippe a escondia.
E pensar que ela poderia ter sido liberta bem mais tempo se não fosse a incompetência da polícia.
Joycee ficou presa durante 28 anos,sendo abusada e estuprada,e ainda teve duas filhas com o estuprador.
Não é uma das leituras mais fácil de se ler,nem mais agradável,mas a li por Joycee.
Porque ela precisa que as pessoas saibam o que ela passou,pra ela saber que no final ela saiu vencedora sobre Phillipe.
Se pudesse com certeza abraçaria essa mulher e diria que ela é uma das mais fortes que já li na vida.
Aline.Rodrigues 09/07/2020minha estante
Também acho que ela desenvolveu Síndrome de Estocolmo




Rodrigues 24/09/2020

Quando a história é real, é muito mais difícil de se ler
Esse foi um dos livros mais difícil e desafiador que eu já li.Nele temos a história de Jaycce Lee Dugard,uma menina que foi sequestrada quando tinha 11 anos e estava indo para a escola.
Jaycce era uma criança normal,morava com sua mãe,seu padrasto com quem não se dava tão bem e com sua irmã bebê.Ela sempre ia para a escola sozinha e esse fato contribuiu para mudar toda sua vida.
Jaycce na sua biografia relata em detalhes tudo o que aconteceu durante os 28 anos em que ficou presa dentro de um galpão no quintal de seu sequestrador.
Quem a sequestrou foi um pedofiloe estuprador nojento chamado Philippe Garrido e sua mulher.Ele já havia sido condenado por outros estupros e estava em liberdade condicional.Por isso ele sempre recebia visitas de policiais a sua casa e por incrível que pareça nenhum desses policiais pensaram sequer em olhar as tendas que havia no quintal desse canalha.E pensar que Jaycce poderia ter sido salva.
O relato dessa menina é extremamente impressionante.Tudo o que ela sofreu.Aqui ela relata tudo,os estupros,os anos minuciosamente detalhados em que ficou no cativeiro,a descoberta da gravidez,sim ela teve duas filhas no cativeiro.
Eu fiquei extremamente chocada em ler e saber tudo o que essa menina passou.A história dela é de muito sofrimento,dor e resiliência.
Relato realmente impressionante de como o ser humano pode ser ruim,mas ao mesmo tempo bom Pois teve pessoas que ajudaram a Jaycce.Assim como duas polícias desconfiaram de Philippe e 28 anos depois essa menina foi libertada.
Essa biografia foi uma das chocantes que já li.E eu aprendi muito com o relato da Jaycce e nunca vou me esquecer dessa história.
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Mariane 23/08/2020

Um livro bem propício as notícias do nosso momento atual. Uma menina que aos 11 anos é sequestrada por um homem junto com sua esposa. Essa menina logo no primeiro dia é obrigada a fazer todo tipo de vontades/posições sexuais para esse doente. A mulher dele a todo momento diz não ser responsável pelos atos dele, mas em todas as oportunidades surgidas em permitir que a Jayce fugisse, ela não ajuda. 18 anos sendo presa, manipulada, abusada, controlada...Se você é muito sensível para histórias tristes, nem leia. Mas é uma história de superação apesar de tudo. Do poder que uma terapia é capaz, do poder de amar duas filhas frutos de um estupro, do poder da esperança de uma mãe que ainda acreditava após 18 anos que sua filha ia aparecer. Mas também do poder de um homem que conseguiu por 18 anos enganar a polícia, psiquiatra, estando em uma condicional, fazer com que a vítima achasse que a culpa é dela, fingir para todos e para ele mesmo que ele formou na realidade uma família nesse tempo e nada fez de errado. Daquelas leituras que no final você respira fundo de tão pesada.
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Ana Terra | @_anaearth 28/11/2020

Que livro!
Eu sou muito aficionada por histórias reais e essa foi uma que me comoveu muito. Recomendo demais se você tbm gosta de true crime e também, de histórias com finais felizes na vida real :)
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Mima 26/09/2015

Impactante.
Eu já tinha ouvido falar do caso da Jaycee, mas foi por acaso que um dia vi uma entrevista dela para a ABC e ao vê-la falando de sua história sabia que tinha que ler o livro. No mesmo dia baixei o pdf e o li em três dias. Devorei mesmo as páginas, mesmo sendo uma leitura pesada, que te deixa com embrulho no estômago, queria logo terminar-lo. A cada reflexão da Jaycee podemos sentir a dor dela mas também a incrível força que ela tem de superação, de não deixar sentimentos como ódio consumi-la. As palavras dela me fizeram chorar e teve momentos que me fizeram angustiar. Fiquei semanas pensando na história dela, que me fez refletir sobre como eu deveria ser grata pela minha vida, de não reclamar de coisas pequenas.
carol 04/01/2016minha estante
Olá Mima,
Estou com a mesma sensação que você, pois vi a entrevista dela. Estou louca atrás do PDF, onde você baixou? Poderia me disponibilizar o pdf? Meu email é carolgasparin@gmail.com . Ontem vi o filme "o quarto de Jack", história semelhante, vale a pena ver o filme também.

Abraço,

Carol


Yasmin 21/02/2018minha estante
Adoraria conseguir por pdf.




Jess Polato 07/12/2011

Resenha publicada no blog Eu li e Divulgo
Um livro que é pura realidade. Quando comecei a ler fiquei com o pé atras, não sabia o que esperar. Eu sabia que seria o relato de Jaycee sobre o seu sequestro. Mas a leitura foi muito diferente de tudo aquilo que eu imaginava.

Eu li em uma noite. Comecei as 23 horas de segunda-feira e terminei as 3 da manhã. E era preciso parar para respirar e dizer: “não acredito” ou “ que cachorro, sem vergonha”.

A história é contada desde o dia que Jaycee é sequestrada, aos 11 anos, à caminho da escola por Phillip e Nancy (sua mulher). A todo momento eu ficava apreensiva. Não sabia o que as proximas páginas me reservavam e por isso não conseguia largar o livro. Jaycee conta tudo: como foi o primeiro contato intimo do sequestrador com ela, até o primeiro estupro. Era impossivel acreditar que tudo aquilo tinha acontecido de verdade.

Foram 18 anos como prisioneira e vitima de maus tratos e muito abuso. Nesse tempo, ela teve duas filhas e foi obrigada a mudar de nome e ser considerada irmã das suas proprias filhas.

“Sigo o homem. Não tenho escolha. Não tenho para onde fugir, nem onde me esconder. Não faço idéia de onde estou. Tudo esta de cabeça para baixo. Tudo o que posso fazer é esperar a mamãe me encontrar” – pág. 29

A narrativa é intercalada com momentos de reflexão da propria Jaycee. Como se fosse uma visão auto-explicativa do que tinha acontecido na época. A linha do tempo não é totalmente perfeita, afinal, é impossivel contar tudo o que aconteceu em detalhes. Jaycee apenas relata o essencial e o que era importante para o entendimendo da historia.

Eu, particurlamente, adorei o livro. Estou até agora pensando nele. E depois que terminei de ler, fui buscar informações e fotos sobre o fato. E ,olha, que quando vi a cara do sequestrador meu ódio aumentou e muito. Vida Roubada é um livro de memórias (como vem escrito na capa), mas acho que é bem mais que isso. É uma historia de uma garotinha que foi privada da infancia, do amor da mãe e teve que aprender a sobreviver. É o relato de que o medo pode fazer com alguém tão indefeso e do que as pessoas são capazes de fazer por amor. Essa ultima parte se refere a Nancy, a esposa de Phillip que aceitou tudo desde o inicio.
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Psychobooks 07/02/2015

Classificado com 3,5 estrelas

Sempre fui muito fã de biografias, um gênero que usualmente não é muito lido. Sou mais fã ainda de autobiografias, pois acho que quando a própria pessoa conta a sua vida, ela conta a sua verdade, com seus sentimentos na escrita. Ao ler a sinopse de Vida Roubada fiquei muito instigado com a história de vida de Jaycee Dugard e não consegui sair da livraria sem o livro em mãos.

Vida pregressa
Jaycee Lee Dugard era uma garota de 11 anos que vivia em Anaheim, Califórnia, com sua mãe, sua irmã mais nova e seu padastro. Ela vivia uma vida normal, tendo muitos animais de estimação e livros, sonhando um dia em ser escritora. Carl, seu padastro, não tinha um bom relacionamento com a enteada, sempre a excluindo de todas as atividades da família e ignorando-a em vários momentos. Por isso, o maior sonho de Jaycee era viver apenas com a sua mãe e sua irmã e fazer com que ele sumisse de sua vida.

Numa manhã de junho de 1991, quando ia sozinha para a escola, numa rua deserta e rodeada de árvores, um carro preto e com os vidros escuros parou próximo a ela. Dentro havia um casal que fingia pedir uma informação. Ao se aproximar do carro, Jaycee percebeu que o homem estava prestes a lhe sequestrar e, na tentativa de fugir, acabou caindo e esmagando uma pinha com a mão. Foi a última sensação que ela se lembra do mundo real.

O Sequestro
Logo após o sequestro, Jaycee foi dopada, amarrada e colocada embaixo do banco de trás do carro. Ela não sabia quem eram aquelas pessoas nem o que elas queriam. Quando chegaram na propriedade do sequestrador, Jaycee descobriu que seu nome era Philip Garrido. Em seguida, ele a chamou para tomar um banho junto com ele. Foi a partir dali que Philip demonstrou sua verdadeira intenção.

Pelos próximos 18 anos, Jaycee seria vítima de estupros e manipulações constantes. Colocada num estúdio nos fundos da propriedade, onde quase nenhum vizinho conseguia vê-la, ela era constantemente vítima da violência de seus algozes, principalmente de Philip, que a abusava sexualmente enquanto usava drogas e gravava vídeos dessas sessões. Aos poucos, Jaycee foi se conformando com a sua nova vida e morrendo para o mundo. Nunca imaginou que conseguiria voltar a ver a mãe com vida ou de brincar novamente com sua irmã.

O nascimento das filhas e a volta à liberdade
Três anos após ser sequestrada, agora com 14 anos, Jaycee começou a perceber mudanças em seu corpo. Como não sabia muito sobre sua fisiologia, ela logo foi informada por Nancy, auxiliar de enfermagem e esposa de Garrido, que estava grávida. 3 anos após, ela ficaria grávida novamente, de sua segunda filha. Com isso, ela abdicou de seu nome original e passou a ser chamada de Alissa. Já frequentando a vizinhança local e a família de Garrido, seu medo era tamanho que ela não conseguia dizer às pessoas que tinha sido sequestrada e era apresentada como uma filha de outro casamento.

Quando Garrido foi chamado para comparecer á sua audiência de custódia (ele já havia sido preso anteriormente por sequestrar outra jovem) que duas policiais acharam suspeita a situação de Jaycee e suas filhas e a levaram para um questionamento isolado. Ali toda a farsa foi descoberta e ela pode, enfim, se ver livre de todo o sofrimento que passou.

Considerações
Quando terminei de ler Vida Roubada, fiquei um tempo tentando digerir tudo o que tinha acabado de ler. O livro é forte, sem dúvidas. Muitas cenas são difíceis de serem lidas e de se imaginar que alguém passou por todo aquele sofrimento. Mas o que senti no texto foi que existia algo além daquilo. Era como se o livro tivesse limitado algum fato, ou contado por alto algumas situações. Foi quando pesquisei na internet um pouco mais sobre o caso, que descobri algumas coisas sobre a Jaycee e sobre o seu sequestro. É nítido que, em alguns momentos do livro, ela tentou diminuir um pouco o que os sequestradores fizeram com ela, como se tentasse protegê-los. Não julgando sua atitude, uma vez que diante do medo o ser humano tem comportamentos díspares, mas acho que a manipulação em cima de sua mente foi tão forte que ela acabou por criar neles dois um mito e não conseguia superá-los. Suspeita-se, inclusive, que ela desenvolveu a síndrome de Estocolmo, em que o sequestrado acaba se apaixonando pelo sequestrador. No mais é uma leitura forte, daquelas que nos fazem refletir bastante.

"Minha bebezinha veio ao mundo às 4h35 do dia 18 de agosto de 1994. Tenho 14 anos e estou muito, muito assustada."
Página 137

"Tenho 17 anos e estou prestes a ter minha segunda filha."
Página 152

"Quem sou eu? Nesse exato momento eu não sei. Não sei quem eu quero ser. Só sei quem eu era."
Página 196

site: http://www.psychobooks.com.br/2015/01/resenha-vida-roubada.html
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Meninas que Leem 31/12/2016

Blog As meninas que leem livros
Ler sobre um tema tão forte quanto pedofilia nos faz pensar no quanto o ser humano é capaz de fazer coisas repugnantes. Vida Roubada é aquele tipo de livro que......

site: http://www.asmeninasqueleemlivros.com/2011/11/vida-roubada-jaycee-dugard-em-junho-de.html
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Amanda 07/10/2020

Leitura difícil
A história me deixou extremamente sensível, essa leitura foi muito difícil, porém não conseguia largar pois queria saber que a Jaycee ficaria bem.

Esse livro conta a história de uma criança de 11 anos que foi sequestrada por um pedófilo e sua esposa. Ela nos conta sua "vida" no cativeiro com os sequestradores nos mínimos detalhes.

É uma leitura muito importante para compreendermos que pessoas podem ser extremamente más e não sentir nenhuma empatia pelo próximo.
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eu.du 01/03/2021

Emocionante
"Vida roubada" é uma biografia, que conta da história de uma menina que foi sequestrada aos 11 anos de idade e é mantida em cativeiro até os 29 anos. No livro Jaycee relata vários momentos que viveu durante esses 18 anos, desde o sequestro em si até o reencontro com sua família.

Esse livro me fez sentir muitas emoções diferentes, mas também me fez refletir bastante sobre a vida em si. Por conta de eu conhecer alguém que já viveu uma experiência traumática, esse livro me fez entender pelo menos parte do que ela sentiu ao passar por isso.

O capítulo mais difícil de ler para mim, foi ela narrando o primeiro abuso sexual que sofreu, e por conta da sua escrita ser bem "simples" aos meu olhos, tornou aquilo bem mais real do que já era, senti muita angústia lendo e quis chorar por tudo o que aquela garotinha de 11 anos tinha passado, mas saber que ao final do livro ela conta como foi se reencontrar com sua família e conseguir em fim a sua liberdade foi muito gratificante e emocionante, principalmente o reencontro com sua mãe (eu chorei horrores).

Essa sem dúvidas foi uma leitura difícil de se ler, além de ser uma história real, teve muita coisa envolvida com a minha vida pessoal e esse livro com certeza vai ficar marcado na minha memória por muito tempo.


(Essa foi minha primeira resenha e eu não a escrevi de uma forma que ficasse profissional, só quis expressar minha opinião sobre o livro e o que senti lendo-o)
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Camila 03/06/2017

Forte!!!
Esse livro deixa o leitor, se for sensível aquilo que lê, com um sentimento de horror. Como o ser humano pode ser tão maquiavélico a ponto de usar outro ser humano como simples objeto.
Samantha Aníbal ferreira costa 03/12/2018minha estante
Eu pensei a mesma coisa como pode existir ser humano que faça isso fique por dias pensando com a imagem dela na cabeça sofrendo essas coisas esse livro me tirou dou eixo não tenho coragem de reler novamente




S. T. 22/05/2014

Devastador
NADA definiria melhor para mim. Devastador demais! Não sei dizer tudo que sentimos ao ler esse livro, sei que li em um dia porque eu simplesmente precisava que aquela história terminasse! E isso sou eu, na posição de conhecer a história. Não consigo nem imaginar a Jaycee, que viveu nada menos que dezoito anos nesse horror. É muito confuso, chega uma hora que o sequestro, as monstruosidades, passam a parecer rotina, a gente vê eles indo de algozes á família dela. Um misto de sensações terríveis a respeito da podridão do Phillip e da Nancy. Acompanhamos a Jaycee crescer, no início do livro eu inevitavelmente imaginava aquelas palavras com a voz de uma criança, e depois, naturalmente, com as de uma mulher. Não gostaria de acreditar que isso foi real, que isso aconteceu, acontece, que as pessoas fazem isso. Bagunça as nossas emoções, nosso conceito dos seres humanos e dá medo.
Admirei muito a Jaycee e tenho pena das situações que ela vai viver pro resto da vida, especialmente por ter duas filhas que nos primeiros anos da vida nem sabiam que ela era sua mãe. É muita coisa perdida... muita pena da mãe e um ÓDIO pelos sequestradores seguido de um sentimento de inferioridade ao ver que nem ela mesma os odeia.
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