O Rei Lear

O Rei Lear William Shakespeare
Gentil Saraiva Junior




Resenhas - O Rei Lear


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André Lisboa 06/10/2020

Intrigas, ingratidão e um amor de pai
Uma tragédia Shakespeareana da mais alta qualidade. Uma peça que une elementos da tragédia, com uma nuance narrativa épica. Eternizada na literatura e na dramaturgia, William Shekeaspeare nos brinda com uma epopeia, um clássico envolvente, instigante, fantástico. Em Rei Lear temos uma clássica tragédia. Originalmente escrita entre 1605 e 1606, baseia-se em um conto popular que se integra à história antiga da Inglaterra desde o século XII.

A peça conta a história do velho rei Lear, que pela sua idade toma a decisão de deixar o trono. Ele convoca as suas três filhas, Goneril, Regan e Cordélia, e os maridos das duas primeiras, os duques de Cornwall e Albany respectivamente, para escolher como sucessora a que mais o amasse ele. Entre louvores e dissimulação, e a mais nova, Cordélia expressa seu amor de forma mais simples, irritando o rei, ela é castigada por ele. Cordélia, a única digna de herdar trono, acaba por se casar com o duque da França. Depois de varias reviravoltas, o rei Lear descobre uma trama para matá-lo, coisa que envolve as suas duas filhas mais velhas. Ele se dá conta do erro que cometeu contra sua filha Cordélia, e entra um estado de uma “quase senilidade”. Entre tragédias e traições, redenções e fatalismos, a peça se encaminha a um desfecho trágico, um amor de um pai ante a cobiça de suas filhas.

Shakespeare confere à história uma visão muito pessoal, e apresenta ao público, cruelmente, uma experiência extrema de sofrimento, loucura e destruição. Rei Lear é uma das obras mais dramáticas de Shakespeare, onde o repertório, tanto de enredo quanto de construção dos diálogos e a estrutura são muito bem trabalhados. Enfatizando a ingratidão diante da ingenuidade, o enredo tem um final trágico. Shakespeare preenche os embates com uma carga dramática excepcional, as relações expostas e uma moralidade dúbia, que coloca a ambição e o amor, uma batalha entre a redenção e a fatalidade que a maldade dos homens imprime aos desejos mais ingênuos e emocionais de um pai. Com um final triste e melancólico, Shakespeare expõe as feridas, faz a crítica, contempla com melancolia as dores de uma história épica e triste. Shakespeare será eterno por eternizar uma análise do homem, trazendo beleza e dor as palavras escreve.
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Marcia 04/12/2011

Quando eu comecei este desafio, não me pareceu algo difícil, já que eu leio normalmente um número maior de livro por ano. Mas agora vejo que os temas propostos são os verdadeiros desafios. Esse é um estilo que eu não escolheria para ler e, quando comecei a leitura, senti que seria difícil – o sistema de diálogos e descrições de cenários. Mas, como vou perseverar neste desafio, insisti e em algumas páginas e já não senti mais a diferença.

A capa do livro me fez imaginar, talvez, uma imagem de um rei insano, mas nada que me fizesse comprar o livro. Entretanto a história contada realmente valeu a pena. Achei genial a quantidade de sentimentos passados em tão poucos diálogos. A genialidade de Shakespeare, para mim, é a capacidade de ser profundo com poucas palavras.

O enredo mostra a decadência de um rei em sua velhice, suas escolhas equivocadas, talvez em parte pelos anos de poder, e toda a adulação servil que o cerca. Tudo começa quando Rei Lear, já com idade avançada, resolve dividir seu reino e posses entre as três filhas conforme expressarem em palavras o amor que elas tenham por ele. Goneril e Regana têm um ótimo discurso e definem com eloquência seu amor filial de maneira bajuladora. Já Cordélia, filha mais moça, não consegue expressar em palavras sua devoção pelo pai e, assim, é deserdada. A partir daí começa a se formar uma tragédia. Na contra capa tem-se a frase “A tragédia definitiva sobre a velhice”, porém, acho que uma decisão como essa, baseada na vaidade, pode ser desastrosa em qualquer fase de uma vida.

Definitivamente um ótimo livro.


Vitor 29/07/2014minha estante
Excelente resenha!


Marcia 29/07/2014minha estante
Obrigada,Vitor. Pela visita aqui e seu comentário. Boas leituras.




Vítor 20/08/2020

A Verdade
Rei Lear é um drama que nos apresenta um rei que deseja passar seus ultimos dias de vida com tranquilidade, longe dos deveres que um rei tem. Então decide dividir suas posses e deveres entre as 3 filhas que tem. Mas acaba sendo enganado por mentiras de duas filhas e cometendo uma injustiça com a filha que mais o ama.

Sentimentos quando são expressos por palavras vazias, por mais belas que sejam, não valem de nada. A não ser para enganar os que já esperam ouvi-las.
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kassya 28/07/2009

Um rei divide suas terras entre suas filhas para se aposentar e acaba descobrindo que o poder mostra a verdadeira face de cada um.

"Como, estás louco? Mesmo sem olhos um homem pode ver como anda o mundo. Olha com as orelhas. Vê como aquele juiz ofende aquele humilde ladrão. Escuta com o ouvido, troca os dois de lugar, como pedras nas mãos; qual o juiz, qual o ladrão?
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carlos 24/01/2020

Os bobos perdem o emprego
Pois os sábios vieram em bando.

Gosto de pensar em Rei Lear como o trabalho de Shakespeare que mais se parece com uma novela das oito. Não em um sentido simplista, mas pelos dramas familiares serem tão atuais que não seria difícil imaginá-lo em um cenário contemporâneo.

Apesar de não ser uma peça com elementos sobrenaturais como o fantasma em Hamlet e as bruxas em Macbeth, acho que essa é uma das histórias com mais reflexões místicas de Shakespeare. Tem muitos trechos bem interessantes sobre elementos abstratos, como a sorte, e metafísicos, como a influência dos astros sobre a humanidade.

Além disso, até onde minha leitura da obra do Bardo vai, Rei Lear tem o Bobo mais interessante. Certamente é o personagem mais perspicaz e verdadeiro de toda a peça.

Releitura em 2020 pela tradução de Millôr Fernandes.
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Gláucia 01/06/2014

O Rei Lear - William Shakespeare
O Rei Lear tem três filhas e resolve fazer a partilha de seu reino de seus bens. A partir daí passa a conhecer quem são suas filhas e qual delas nutre por ele o verdadeiro sentimento de amor filial.
O livro fala basicamente sobre traição e ingratidão, a trama é excelente, o problema é a forma e o estilo narrativo, muito poético e filosófico, exigiu um grande esforço de minha parte em alguns trechos que precisei ler várias vezes a fim de melhor assimilar a obra. É o tipo de livro que lemos com aquela aura de reverência mas como entretenimento puro não funciona bem.

site: https://www.youtube.com/watch?v=qFZwr5zb4gA
Eudes 02/06/2014minha estante
Foi a mesma impressão que tive quando li a obra.




Robson 03/12/2010

Talvez a melhor e mais complexa obra de Shakespeare!!!
Rei Lear, considerando-se velho e cansado, decide dividir seu reino entre suas três filhas: Regan, Goneril e Cordélia. Pede a cada uma que declare o seu amor pelo pai. As duas primeiras respondem com todo tipo de adulação, dizendo que amam apenas o pai; e Cordélia, apoiando-se numa sinceridade completa, flagra a contradição das irmãs e diz: “Por que se casam as manas se dizem / Que só amam a vós? Quando eu casar-me / O que me tomar a mão há de levar / Consigo meio amor, dever, cuidados; / Não me caso por certo como as manas / Para amar só o pai”. O rei se irrita com a resposta e a renega, tirando dela toda a herança. O conde de Kent fica ao lado da jovem, contra a atitude intempestiva do rei. Ele, que é fiel ao rei, também é expulso do palácio.


Cordélia vai para a França, onde se tornará rainha, mesmo sem ter nenhuma herança, nada. As irmãs também se casam – Regan com o duque de Cornwall e Goneril, com o duque de Albany –, cada uma tendo para si a metade da Inglaterra. Aos poucos, as duas vão se negando a acolher o pai e seus cem cavalheiros. O enredo agrega novos personagens, como o Conde Gloucester e seus dois filhos, Edgar e o bastardo Edmund. Edumund também trama contra seu irmão, para ficar como único herdeiro. E joga o pai contra o filho legítimo.


Edgar, instigando maldosamente pelo irmão, foge. Edmund, ainda não satisfeito, passa a tramar agora contra o próprio pai. “Shakespeare manipula magistralmente os enganos dos dois pais em relação aos seus filhos, o que traz a desgraça para ambos”. O rei perambula ao lado do conde de Kent, que reaparece disfarçado de Bobo (criação magistral do escritor) para poder ajudar Lear, sem que ele saiba, e depois com Edgar, também disfarçada de louco. As cenas dos três são delirantes, com as falas de Edgar, entre o humor e o lirismo.


O destino dos personagens é trágico: Lear enlouquece; Kent é preso; Gloucester, traído pelo filho bastardo, tem os olhos arrancados; Cordélia, que tenta ajudar vindo da França, morre; as duas irmãs se matam mutuamente. “Os abalos da família, que causam tormentos da natureza e do estado, fazem também Rei Lear terminar com a recuperação do equilíbrio do reino pelas mãos de Albany, o genro que se revolta contra a crueldade e a traição da mulher, e de Edgar, que se dedica com imenso amor ao pai, que o repudiou”.


O que impressiona na obra é a transformação dos personagens que perdem tudo que os distinguia na sociedade, como o próprio rei, que termina só e louco. “Agora cada um não é mais que uma sombra de si mesmo. Apenas um homem”.
sonia 05/03/2012minha estante
Amor pelos filhos, patrimônio à parte...




Leonardy 06/01/2021

Tragédia com F de Família
Escrita sabe-se por quanto tempo e apresentada pela primeira vez em 26 de dezembro de 1606 (Que Natal deve ter sido esse de Shakespeare hein?). Trata-se de uma tragédia teatral considerada uma das obras mais conhecidas e clássicas do famoso escritor, supostamente baseada em outras histórias inglesas.
O livro traz duas vivências muito complicadas de serem discutidas, o processo de envelhecimento do Rei Lear e o seu relacionamento difícil e trágico com suas filhas, com as quais há embates afetivos monumentais, desprezo, desentendimentos, rejeição e outras situações.
Rei Lear pede garantias de amor às suas três filhas, duas delas são "falsas' e atendem ao seu pedido, a que é "honesta" recebe o seu desprezo (parece até relato de psicoterapia) e sua rejeição.
As reviravoltas demonstram que envelhecer é um processo delicado, que nem sempre terá o amparo e o acolhimento dos familiares, que a opção do Rei Lear estava equivocada, entre outras tragédias.
Novamente o Bobo da Corte é de longe um personagem interessante e admirável pela sua lucidez, um Leandro Karnal, um Clóvis de Barros ou um Cortella muito à frente do tempo da obra. #williamshakespeare #reilear #lerévida #leitura
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Manu 30/05/2020

É uma das melhores obras de Shakespeare, na minha opinião, e tem ensinamentos importantes. Recomendo a leitura a todos pois a história é bem interessante e envolvente.
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Denise 21/11/2020

Não tenho experiência com a leitura de peças, essa foi a primeira obra do gênero que li, entao, especialmente no começo, foi meio confuso. Também foi o primeiro livro que li do autor, e por mais que seja estranho, a única obra dele que eu realmente conhecia bem e lembrava da história até então, mesmo que tendo conhecido por outros meios, era Romeu e Julieta. Gostei da narrativa, quando me acostumei ao gênero ficou fácil de imaginar os cenários e personagens. A história em me pareceu ter muitas reviravoltas. Rei Lear é caduco, não esperava por isso, mas foi a impressão que tive dele da primeira à última página. É um personagem meio instável e muito carente, pelo que me pareceu. A temática da ganância e da traição continuará sempre atual, e o desenrolar da trama tem pontos divertidos em meio ao drama. Não acredito que seja um livro para leitores iniciantes pelo próprio gênero e pela época em que foi escrito, tendo uma linguagem antiga.
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beatriz silvx 03/09/2020

é o que é o que não significa que seja necessariamente bom ou ruim já li muita coisa pior mas sem duvida ja li muita coisa melhor
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(@jr__barboza) 21/09/2020

115. Rei Lear - William Shakespeare (1606)
História do Rei que cometeu o equívoco de não perceber que as coisas haviam mudado. Assim como em todas tragédias de Shakespeare o enredo fica no climax pouco antes dele matar os principais personagens, a construção e reflexão da tragédia é muito bem realizada.
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Krous 03/09/2020

A peça é uma tragédia e não é à toa...
O começo foi meio lento e eu achei que não daria mais do que 3 estrelas. Tinha mais reclamações do que elogios a fazer.

Rei Lear é uma conhecida peça de William Shakespeare, mas não tão famosa assim. Ainda fica (muito) atrás de Romeu e Julieta, Hamlet, Sonhos de verão, MacBeth e Otello.

Eu pretendia lê-la, mas o que me impulsionou foi estar interessada numa releitura lançada ano passado. Queria entender as referências.

Tenho as outras obras dele numa edição diferente de outra editora. Confesso meu receio em ler a peça numa edição da Martin Claret, visto a fama dela de plágio e péssimas traduções. Mas o trabalho artístico chama a atenção e com Rei Lear não foi diferente.

Não tenho reclamações quanto ao trabalho da editora, tradução, revisão nem a obra em si. Esta edição conta com prefácio; eu geralmente pulo essa parte, mas fico feliz por não ter feito isso já que nele descobri informações interessantes e valiosas para a leitura.
Nunca me preocupei em como antigamente se protegia um trabalho escrito de plágio e como o texto era distribuído aos atores numa época em que não existia máquina para xerox, nem computador, nem nada. Tudo isso contribuiu para a peça quase se perder ao longo dos anos causando um imenso trabalho para os profissionais modernos que quisessem publicar a peça.
As diversas versões, os rascunhos truncados, as anotações que se contradiziam... Senti foi pena dos preparadores e tradutores contratados para essa tarefa. Devem ter arrancados alguns cabelos no processo.

Outro ponto que nunca me chamou atenção e que há explicado no prefácio é a quantidade de palavras e versos que Shakespeare utilizava.

A parte do prefácio também contextualiza o período histórico em que a obra foi escrita. História nunca foi problema pra mim e me lembrava vagamente de tudo que está no texto, mas pode servir de auxílio para outros leitores.

Além do prefácio, há notas do tradutor em diversas páginas e são muito úteis.

O tanto de gente que me falou que acha Shakespeare difícil e não conseguiria ler. É a terceira obra desse autor que leio e gosto muito.
Não acho difícil, só... diferente. O autor não se aprofunda muito nos personagens nem na ambientação. Tudo é nas entrelinhas, há lacunas entre uma cena e outra, um ato e outro que o leitor precisa preencher por si próprio.
É bem diferente de ler texto em prosa.

E não podemos nos esquecer de que é uma tragédia, então esperem traições, dramas e mortes.

Minha nota reflete mais a gratidão pelo tradutor e revisor da peça do que da história em si (achei ok.)
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Lista de Livros 25/10/2015

Lista de Livros: O Rei Lear - William Shakespeare
“– Não devias ter envelhecido antes de ficares sábio.”
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“– Louco é quem se fia na mansidão do lobo, na saúde do cavalo, no amor de um rapaz e no juramento de uma prostituta.”
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“– O que para os garotos são as moscas, nós somos para os deuses: matam-nos por brinquedo.”
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Mais em:


site: http://www.listadelivros-doney.blogspot.com.br/2015/10/rei-lear-william-shakespeare.html
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