O Rei Lear

O Rei Lear William Shakespeare




Resenhas - O Rei Lear


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Marcia 04/12/2011

Quando eu comecei este desafio, não me pareceu algo difícil, já que eu leio normalmente um número maior de livro por ano. Mas agora vejo que os temas propostos são os verdadeiros desafios. Esse é um estilo que eu não escolheria para ler e, quando comecei a leitura, senti que seria difícil – o sistema de diálogos e descrições de cenários. Mas, como vou perseverar neste desafio, insisti e em algumas páginas e já não senti mais a diferença.

A capa do livro me fez imaginar, talvez, uma imagem de um rei insano, mas nada que me fizesse comprar o livro. Entretanto a história contada realmente valeu a pena. Achei genial a quantidade de sentimentos passados em tão poucos diálogos. A genialidade de Shakespeare, para mim, é a capacidade de ser profundo com poucas palavras.

O enredo mostra a decadência de um rei em sua velhice, suas escolhas equivocadas, talvez em parte pelos anos de poder, e toda a adulação servil que o cerca. Tudo começa quando Rei Lear, já com idade avançada, resolve dividir seu reino e posses entre as três filhas conforme expressarem em palavras o amor que elas tenham por ele. Goneril e Regana têm um ótimo discurso e definem com eloquência seu amor filial de maneira bajuladora. Já Cordélia, filha mais moça, não consegue expressar em palavras sua devoção pelo pai e, assim, é deserdada. A partir daí começa a se formar uma tragédia. Na contra capa tem-se a frase “A tragédia definitiva sobre a velhice”, porém, acho que uma decisão como essa, baseada na vaidade, pode ser desastrosa em qualquer fase de uma vida.

Definitivamente um ótimo livro.


Vitor 29/07/2014minha estante
Excelente resenha!


Marcia 29/07/2014minha estante
Obrigada,Vitor. Pela visita aqui e seu comentário. Boas leituras.




kassya 28/07/2009

Um rei divide suas terras entre suas filhas para se aposentar e acaba descobrindo que o poder mostra a verdadeira face de cada um.

"Como, estás louco? Mesmo sem olhos um homem pode ver como anda o mundo. Olha com as orelhas. Vê como aquele juiz ofende aquele humilde ladrão. Escuta com o ouvido, troca os dois de lugar, como pedras nas mãos; qual o juiz, qual o ladrão?
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Gláucia 01/06/2014

O Rei Lear - William Shakespeare
O Rei Lear tem três filhas e resolve fazer a partilha de seu reino de seus bens. A partir daí passa a conhecer quem são suas filhas e qual delas nutre por ele o verdadeiro sentimento de amor filial.
O livro fala basicamente sobre traição e ingratidão, a trama é excelente, o problema é a forma e o estilo narrativo, muito poético e filosófico, exigiu um grande esforço de minha parte em alguns trechos que precisei ler várias vezes a fim de melhor assimilar a obra. É o tipo de livro que lemos com aquela aura de reverência mas como entretenimento puro não funciona bem.

site: https://www.youtube.com/watch?v=qFZwr5zb4gA
Eudes 02/06/2014minha estante
Foi a mesma impressão que tive quando li a obra.




Robson 03/12/2010

Talvez a melhor e mais complexa obra de Shakespeare!!!
Rei Lear, considerando-se velho e cansado, decide dividir seu reino entre suas três filhas: Regan, Goneril e Cordélia. Pede a cada uma que declare o seu amor pelo pai. As duas primeiras respondem com todo tipo de adulação, dizendo que amam apenas o pai; e Cordélia, apoiando-se numa sinceridade completa, flagra a contradição das irmãs e diz: “Por que se casam as manas se dizem / Que só amam a vós? Quando eu casar-me / O que me tomar a mão há de levar / Consigo meio amor, dever, cuidados; / Não me caso por certo como as manas / Para amar só o pai”. O rei se irrita com a resposta e a renega, tirando dela toda a herança. O conde de Kent fica ao lado da jovem, contra a atitude intempestiva do rei. Ele, que é fiel ao rei, também é expulso do palácio.


Cordélia vai para a França, onde se tornará rainha, mesmo sem ter nenhuma herança, nada. As irmãs também se casam – Regan com o duque de Cornwall e Goneril, com o duque de Albany –, cada uma tendo para si a metade da Inglaterra. Aos poucos, as duas vão se negando a acolher o pai e seus cem cavalheiros. O enredo agrega novos personagens, como o Conde Gloucester e seus dois filhos, Edgar e o bastardo Edmund. Edumund também trama contra seu irmão, para ficar como único herdeiro. E joga o pai contra o filho legítimo.


Edgar, instigando maldosamente pelo irmão, foge. Edmund, ainda não satisfeito, passa a tramar agora contra o próprio pai. “Shakespeare manipula magistralmente os enganos dos dois pais em relação aos seus filhos, o que traz a desgraça para ambos”. O rei perambula ao lado do conde de Kent, que reaparece disfarçado de Bobo (criação magistral do escritor) para poder ajudar Lear, sem que ele saiba, e depois com Edgar, também disfarçada de louco. As cenas dos três são delirantes, com as falas de Edgar, entre o humor e o lirismo.


O destino dos personagens é trágico: Lear enlouquece; Kent é preso; Gloucester, traído pelo filho bastardo, tem os olhos arrancados; Cordélia, que tenta ajudar vindo da França, morre; as duas irmãs se matam mutuamente. “Os abalos da família, que causam tormentos da natureza e do estado, fazem também Rei Lear terminar com a recuperação do equilíbrio do reino pelas mãos de Albany, o genro que se revolta contra a crueldade e a traição da mulher, e de Edgar, que se dedica com imenso amor ao pai, que o repudiou”.


O que impressiona na obra é a transformação dos personagens que perdem tudo que os distinguia na sociedade, como o próprio rei, que termina só e louco. “Agora cada um não é mais que uma sombra de si mesmo. Apenas um homem”.
sonia 05/03/2012minha estante
Amor pelos filhos, patrimônio à parte...




Laine 10/01/2009

Como em todas as histórias de Shakespeare, KING LEAR, tem um misto de emoções e sentimentos, e acaba por nos colocar para refletir em nossos pensamentos e atos. As vezes uma decisão errada, inconsequente, pode nos causar problemas gravíssimos.
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Nati Coelho 09/02/2015

Orgulho e Vaidade
Está na hora do rei se aposentar. E para decidir qual das três filhas herdará a maior parte do trono, ele pede a resposta para uma simples pergunta: "Qual de vocês possui o maior amor?". Insatisfeito com a resposta da filha predileta, Cordélia, que "somente" o ama com o amor de uma filha, o rei a deserda e a entrega para o Rei da França, dividindo assim o reino entre Goneril e Regana. Mas suas decisões o traem quando suas duas filhas discordam com seus termos de 100 cavaleiros e decidem em deixá-lo de fora de todas as decisões tomadas.
Desonrado em desgraça, rei Lear precisa lutar contra a loucura e a decepção enquanto tenta achar um local para se hospedar. No meio tempo, Edgar, filho do Conde de Gloucester luta contra as mentiras que seu irmão bastardo, Edmundo, conta para seu pai, que o deserda, fazendo-o fugir. Enquanto boatos que a França está em meio a decisão de invasão, os seguidores do rei precisarão fazer com que o reino continue de pé e que honre o velho Rei Lear.
Típica estória "shakesperiana", vamos como a vaidade de personagens afetam os relacionamentos e seus destinos, como por exemplo o rei, que deserdou a própria filha por não se sentir amado o suficiente, sempre confundindo amor com admiração. Ou Gloucester, que por orgulho, acredita em pessoas erradas e sofre consequências severas ao final da trama.
Com um final esperançoso e dramático, esperamos que o próximo rei deixe o orgulho e a vaidade de lado e governe com a sabedoria necessária que foi ensinada em toda a estória, ou até em quase todos os livros de Shakespeare.

site: http://leioreleio.blogspot.com.br/2015/02/o-rei-lear-william-shakespeare.html
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Guting 02/08/2012

Isso realmente acontece...
Com certeza, esse é um dos livros com o um dos finais mais trágicos que eu já li, porém, de uma beleza que somente com o final idealizado por Shakespeare poderia ter. Ganância, Loucura, Poder, e quase tudo o mais de podre que rodeia o espírito humano estão aqui presentes neste livro. Leitura recomendadíssima.
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Cavalcante 17/11/2009

Envelhecimento
O texto, dentre outras possibilidades, desperta a sensibilidade para uma fase importante de nosso ciclo de vida: o envelhecimento.
Qual nosso papel ético diante das pessoas idosas? Que responsabilidades temos? Que direitos estas pessoas têm? São perguntas que emergem da leitura de O rei Lear. Esta tragédia sobre o envelhecimento, expõem cruelmente a violação dos direitos do idoso,apesar de não haver qualquer lei na época de Shakespeare. É sobretudo um convite: à reflexão e ao respeito (a nossos amigos e parentes mais velhos e ao nosso futuro).
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Caio 05/01/2019

Uma grande lição real
Primeira obra do Williaw Shakespeare que li. Achei muito bom. Eu gosto da dramatização, dos fatos narrados pelo inglês, suas peças teatrais. Aqui conta a repartição do reino do rei para suas filhas só que ai está a crítica: Não são todas as merecedoras do Reino do pai, ai vc começa separar Falsidade/Lealdade, Hipocrisia/bondade, Conquista/Usurpação. Aqui mostra os traços da realidade: Injustiça, falta de reconhecimento dos sinceros, a dominância da mesquinhez, e dos interesseiros. Obra muito boa, essa é em linguagem simples, mas a mensagem de W.Shakespeare é latente até os dias de hoje, por isso ele é um dos melhores escritores ingleses de todos os tempos. 4/5.
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Ana 08/12/2011

Talvez tenha sido profundo demais pra minha vã filosofia, mas só sei que li vendo quando chegava o próximo capítulo logo, a fim de iludir-me com um fim iminente!

É bacana essa vertente que Shakespeare tem, onde há toda essa análise sobre o íntimo humano, e tudo o mais. Hamlet, por exemplo, me foi de grande proveito ter lido, visto que eu extraí dali coisas interessantes, conclusões que outrora poderiam ser usadas... Mas em "O Rei Lear" eu achei que toda a ambientação estava muito distante de mim e parece que as ações não eram naturais, não convergiam com as atitudes humanas, de fato. Toda a gana por poder, as tramoias entre a família, a falta de consideração com o próximo... Isso sim era pútrido como só a humanidade sabe ser. Mas os diálogos eram um tanto forçados, cheios de intenções egoístas que soavam "macias" pra quem os lesse. Ou era muita burrice da época - onde até mesmo um amor de pai rompia laços com um simples estalar de dedos - ou eu não soube avaliar direito. Estou aberta a ver a obra de outra forma, apenas não consegui em uma primeira leitura.

Pra resumir: a história (vista como um enredo sem segundas intenções) é muito perspicaz. Já a tal "tragédia definitiva sobre a velhice humana", dita na contracapa do livro, não fluiu, pelo menos em mim.
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Carolina FAAM 01/02/2013

realmente uma tragedia
o livro como outros shakespeares é muito bom, e também como os outros não é um livro tao fácil de ler: é uma peça e traduzido também em versos.
o livro conta a historia de um rei que vai dividir o seu reino para as filhas,e acaba não dando um pedaço do reino para uma porque não gostou de sua resposta. Ela então se casa e vai vier na frança. depois de dividi-lo, ele vai viver com as filhas e encontra dificuldades para isso.
a historia paralela é de um conde com dois filhos, um legitimo e um bastardo, e o filho bastardo tentando conseguir as terras.

do desenrolar da historia, só cabe dizer que realmente é uma tragedia.

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Ulisses 13/12/2016

Excelente tradução de Millôr Fernander.

Quem puder assista ao filme (melhor seria dizer uma peça filmada) com Ian McKellen como o Rei Lear. Uma interpretação mesmerizante.
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Ricardo 20/02/2017

Vergonha, Martin Claret
Tradução/revisão deixa a desejar. Na hora h em uma disputa o conde Gloucester é atingido por um golpe de espada no rosto perdendo o 'ALHO' e o leitor a paciência.
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Caty... 25/01/2009

Shakespeare...
Como tudo q Shakespeare fez é fantástico..triste mas o livro passa todos os tipos de emoçãoo...maravilhoso...
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. 28/03/2014

Palavras e ações contraditórias, ilusão e decepção, arrependimento e reconhecimento da sinceridade nos sentimentos... Esse é o contexto da obra. Uma ilustração daquela frase sobre conhecer uma pessoa dando-se poderes a ela. Foi o que fez o Rei Lear, ao entregar seu reino para as poéticas Regan e Goneril (que exaltaram o amor ao veterano pai) e ao renegar Cordélia (pela inabilidade de levar as palavras do coração à boca, pelo menos na forma como o rei queria ouvir). Destaque também para o bobo, pelo humor crítico e postura desapegada de ilusões, mais sensato que a maioria dos nobres citados nesse reino.
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