Eu Sou a Lenda

Eu Sou a Lenda Richard Matheson




Resenhas - Eu Sou a Lenda


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Pedro Moreno 25/08/2009

Resenha Eu Sou a Lenda por Pedro Moreno
Eu sou a Lenda é uma idéia genial, e tão boa que já foi copiada para muitos outros filmes. E ,infelizmente, é de um livro que poucas pessoas leram ou sequer ouvriam falar dele.

Richard Matheson é conhecido por ter escritos dezenas de outros livros e ter sido roteirista de séries (Star Trek, The Twilight Zone...). Eu sou a Lenda já foi adaptado três vezes, a primeira com Mortos que matam (The Last Man on Earth, 1964) a segunda com The Omega Man e uma terceira com Will Smith com o nome do filme original a obra.

A história passa em 1967 e é vivida por Robert Neville, que se vê como o único sobrevivente de um planeta infestado por vampiros (troque a palavra "vampiro" por "zumbi" e imagine quantas vezes você já viu um filme assim"). A partir de então é um verdadeiro embate contra os seres das trevas e sua própria consciência.

Neville tem de confrontar os seus pensamentos. E , acreditem, essa é a parte mais difícil no livro. Sozinho há meses, sem qualquer pessoa para conversar e vampiros do lado de fora para deixá-lo sempre no limite a maior luta é interna.

No brasil ,por ocasião do lançamento do terceiro filme com base na obra, a Editora Novo Século relançou o livro. Na capa , para vender mais, foi estampada uma cena do filme ,estrelado por Will Smith, que nada parece com o personagem, loiro de cabelos lisos e olhos azuis, mas marketing é marketing, e nada tira o brilhantismo do livro.
Patrícia 30/03/2012minha estante
Adorei sua resenha, realmente eu assisti o filme e não tinha idéia que tinha o livro Oo esse concerteza vai pra lista do 'Vou ler'.


Lorena 14/05/2013minha estante
Sinceramente, não gostei muito do livro. Penso que o autor desperdiçou uma história fantástica, que prende nossa atencão, para termina-la de forma medíocre e preencher o resto do livro com contos. Ahistória é ótimas, mas o final deixou demais a desejar...na mimha opinião havia ainda muita coisa pra contar!


Lucas 25/08/2014minha estante
Amigão, tu esqueceste do "I Am Omega (Video 2007)" com Mark Dacascos. Acredito que tenham ainda muitos outros filmes, menos 'glamurosos', inspirados no conto original. Tive a oportunidade de ler o texto original há uns anos e lembro que achei demais! Vendo a sua resenha deu vontade de ler novamente, mas só tenho aqui o livro do filme com Will Smith na capa, em inglês. Vale a pena procurar na internet em PDF pessoal! Lorena, a história não termina de maneira medíocre, se tu parar para pensar, ela termina como deveria terminar, nesse trecho pode-se entender a síntese de todo o livro:


"Ainda o olhavam, com suas faces pálidas. E pensou, eu sou oanormal agora.
Normalidade era um conceito da maioria, o padrão de muitos, não de um homem apenas.
Aquela conclusão somou-se ao que viu nas suas faces, medo, pavor, o horror e ele soube que tinham medo dele. Para eles, Neville era algo desconhecido, que jamais haviam visto antes, pior até do que a doença ao qual haviam se habituado a enfrentar. Ele era um espectro invisível que sobrara como prova da existência dos corpos sem sangue de seus entes queridos. E ele entendeu o que sentiam e não os odiou. A mão direita apertava o envelope com pílulas. Ao menos, o fim não viria violentamente, não seria uma carnificina. Robert Neville olhou para o novo povo sobre a Terra. Sabia que não pertencia àquela gente, sabia que, como os vampiros, ele era o anátema, o terror a ser destruído. E abruptamente, outra idéia nascia, divertindo-o, apesar da dor.
Uma gargalhada partiu de sua garganta. Virou-se, apoiando as costas na parede enquanto engolia as pílulas. O circulo se fechava e se reiniciava, pensou sentindo a letargia ?nal tomar conta de seu corpo. Um novo terror nascia com sua morte, uma nova superstição se instalava na fortaleza da eternidade.

Eu sou a lenda."


Will 28/08/2017minha estante
Agora tem a nova capa com a Editora Aleph, ficou muito boa diga-se de passagem.
Vale lembrar que os filmes não tem muita relação com a genuinidade do livro.


Lucas 22/06/2018minha estante
Resenha sensacional! Gostei muito do livro e lamento muito que não tenha tido o impacto que merece nas pessoas, enquanto tantas outras obras (principalmente filmes) se valem dos conceitos dele para fazer sucesso




Daniel Miguel 28/05/2020

Eu sou a Lenda
"O mundo ficou louco, pensou. Os mortos andam por aí e eu acho isso normal."

Uma praga fez com que todas as pessoas do mundo se transformassem em criaturas horripilantes sugadores de sangue, porém no meio disso tudo restou apenas um carinha humano que passa a tentar sobreviver...

Um romance de ficção científica/terror escrito por um autor que inspirou o mestre King não teria como dar errado. História incrível, escrita muito rapidinha de ler e a narrativa nem se fala. Acompanhar o Robert Neville nesse contexto pós-apocalíptico foi surreal, eu literalmente senti empatia por ele, todas as descobertas que o Neville fez eu gritava daqui de alegria, toda vez que ele ficava mal eu ficava mal com ele, não tem como não se envolver com a trama.

Se você gosta desse tipo de história com certeza vai gostar desse livro, e se caso estiver a fim de sair da zona de conforto e ler algo diferente pode ficar a vontade que você não vai se arrepender, no mínimo vai querer mais quando a história acabar, foi isso que eu senti quando acabou.
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Lívia 15/04/2020

Somos todos loucos aqui
Ler um livro na quarentena sobre um cara que está sozinho no mundo traz uma empatia única pelo personagem. Mesmo que não sejamos as únicas pessoas do planeta. A história de Robert é sofrida demais, o livro não tem nenhum alívio cômico, a sensação de melancolia é grande, mas a história flui tão bem e a curiosidade em saber o que acontece é tão grande que não queremos largar. Os pensamentos e comportamentos gerados pela solidão são sensacionais e o final é de tirar o chão. É triste, mas amei!
Wilker.Dantas 15/04/2020minha estante
É sem dúvidas um dos livros que mais se assemelham ao momento atual, eu o li em um dia logo no início do isolamento social kk




Luisa Jordana 04/06/2020

Eu sou a lenda
Robert Neville mora em Los Angeles e ele está sozinho, de certa forma. O país e muito provavelmente o mundo inteiro foi assolado pela pandemia dos "vampiros", mas Robert, de alguma forma, é imune à doença e sobrevive sozinho em meio ao caos e com a convicção de que talvez seja a última pessoa viva que ainda resta no planeta.

O impacto que essa leitura me causou foi muito maior do que eu esperava. Fui sem muitas expectativas devido à algumas resenhas que li e opiniões que ouvi a respeito do livro, confesso que também tinha o filme em mente, pois gostei muito da adaptação com Will Smith e havia sido avisada de que esta divergia muito da obra de origem. Devo dizer que cada um é bom a sua maneira, tanto o filme quanto o livro, pelo menos em minha opinião.

O enredo é focado na solidão de Robert, pois passamos a narrativa inteira enterrados em sua mente cada vez mais desesperada e errática. Os vampiros em si não representam tanto uma ameaça, já que o protagonista é imune à tal doença, de forma que o estrago com relação à pandemia já foi feito. A leitura me trouxe, na maior parte do tempo, uma sensação claustrofóbica e o autor obteve sucesso em me despertar os medos que Robert sentia, suas fases mentais, à medida que se resignava com sua realidade. Richard Matheson realmente entende a natureza humana e sabe que, mais do que o medo de predadores ferozes, o medo do vazio e da morte solitária é o que realmente assombra a maioria.

O final me deixou muda, não foi nada do que eu esperava! Não vou dizer se gostei ou não da conclusão, porque tiraria um pouco do clima de tensão que é a cereja do bolo aqui, mas com certeza me surpreendeu e não me arrependo de ter finalmente criado coragem para ler essa obra prima.
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Léo 12/06/2020

Da série: Livros que quero ler novamente
Esse foi o livro que li mais rápido em minha vida. Comecei ontem a noite e finalizei hoje mesmo. Eu simplesmente não conseguia parar de ler. Só parei pq fui forçado à isso. Durante toda a história, acompanhamos Robert Neville, último homem vivo em um mundo pós-apocalíptico. As coisas que o personagem precisa fazer para sobreviver, os apertos que ele passa quando algo da errado, a busca para entender o que aconteceu com o mundo, o impacto psicológico que tudo isso causa no personagem me fez querer avançar cada vez mais na história. Precisava saber o que aconteceria no final e quando cheguei lá, não consegui acreditar no que estava lendo. Um final totalmente imprevisível, chocante e espetacular. Esse livro certamente entre na lista dos livros que quero ler novamente. E ao lado de O Planeta dos Macacos, foi o livro que mais explodiu minha cabeça quando cheguei ao final.
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Alan Albuquerque 05/04/2020

Sai, Neville!
Em 1976, Robert Neville é, ao que parece, o último sobrevivente de uma pandemia devastadora vampiresca que também tirou a vida de sua esposa e de sua filha. Imune ao vírus, e preso dentro da barricada que sua casa em Los Angeles se tornou, ele passa os dias matando vampiros que repousam e seres humanos infectados em estado comatoso. Isso, enquanto luta contra seus maiores inimigos: a solidão e a melancolia profunda.

A importância desse livro e do escritor Richard Matheson se dá pela transição da narrativa fantástica no terror, com o gótico e lugares sobrenaturais e distantes (como Drácula de Bram Stoker) para esse terror moderno e urbano. Se hoje temos obras em que o horror se arrasta pelas ruas e becos das grandes cidades, como The Walking Dead de Robert Kirkman, foi Matherson e sua escrita que trouxe esses monstros, literalmente, para nossas casas.

Ler este livro durante uma quarentena foi uma experiência imersiva e marcante na minha vida. Enquanto Neville lutava em condições bem menos favoráveis que a minha para vencer o vírus, eu bebia junto, ouvia música junto, prendia a respiração junto. Outra coisa, há várias maneiras de falar sobre o personagem, mas sem dúvida, o viés psicológico da solidão e o isolamento me parece o mais rico agora. Perceber que o maior predador da nossa humanidade não são "monstros" externos, mas a própria solidão e a busca desesperada por sentir-se parte de algo.

A história do livro é bem improvável: um indivíduo isolado num mundo ameaçador tentando escapar e sobreviver a vírus/bactérias e monstros. É algo do campo do irreal. Vamos torcer pra que continue assim...
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Áquila 20/05/2020

Tome um alho com soda
E se você for o último sobrevivente de uma praga que transformou a humanidade em uma mistura de zumbi+vampiro? Essa é a vida de Robert Neville. Há outros sobreviventes? Essa é uma resposta que vai ser adiada, pois ele precisa sobreviver, se manter são... e desenvolver uma possível cura?!

É difícil falar desse livro, simplesmente me faltam palavras para analisar. Tomei as dores do personagem, incorporei ele, me senti do lado dele. Um bom suspense, muita música, algumas reflexões, ótimo livro.
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Rodrigo Silvestre 30/06/2020

Quanto mais eu penso no livro e no final mais eu gosto dele.
Incrível!!!!
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Alberto 28/04/2010

Obra prima!
A Primeira coisa que tem que ficar clara desde o início é a dissociação da obra literária de Richard Matheson com o filme recentemente estrelado por Will Smith. Esqueça as propostas de cura para câncer, os monstros semi-zumbis e boa parte da história e você tem um bom e velho romance envolvendo solidão e vampiros. Sim, os monstros mostrados no filme são vampiros.

Robert Neville passa por maus bocados em sua existência. Sempre que o sol nasce, ele vai as ruas para matar os vampiros, um de cada vez. Com consciência de que talvez seja o último humano vivo, ele decide fazer o que pode para vencer essa "competição entre espécies", simplesmente matando um vampiro de cada vez.

Já durante a noite, ele faz o que pode para proteger sua casa e impedir que as forças da escuridão o recrutem para seu exército, com armadilhas e esquemas engenhosos. E a cada noite, ele se sente mais sozinho, e mais deprimido, sendo essa a principal diferença entre uma história comum de vampiro e esta obra que possui uma forte crítica social, usando o terror para gerar a pergunta "o que é normal?"

Imagine a seguinte situação. Com a humanidade sendo a raça dominante e os vampiros sendo vistos como uma "praga", o extermínio da raça de vampiros parece ser uma atitude natural e compreensível para a humanidade.

Mas e se o número de vampiros crescer demais, e pouco a pouco superar o número de humanos? Essa carnificina ainda se justifica, ou agora seremos NÓS a praga no mundo DELES?

A trama deste livro realmente te prende do início ao fim, e o fato de que não é um livro muito grande contribui para a fluidez da história.

Livro 5 estrelas. Já aviso que depois de começar, será impossível largar até que chegue ao fim.
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Lynne 04/05/2010minha estante
boa resenha!!! vi o filme, mas não li o livro...agora fiquei com vontade. bjokas!




@aiinulindale 05/04/2020

O livro necessário.
Está aqui um livro o qual eu tenho minhas dificuldades para resumir. Talvez seja puramente o fato de que ele não se fixou de forma linear em meu cérebro, mas sim em um emaranhado de sentimentos e angústias.

Na trama acompanhamos a história de Robert Neville, o único sobrevivente de uma catástrofe bacteriana que levou ao fim da sociedade humana.
Robert enfrenta inúmeros desafios e dificuldades ao longo da história, e pouco a pouco descobrimos quão fragmentada sua humanidade realmente está. Após perder a mulher e a filha para a contaminação, que transforma as pessoas em um tipo de morto-vivo sedento por sangue, aqui chamado de vampiro, Robert dedica seu tempo a adaptar sua casa para a sobrevivência, prevenindo que os infectados entrem, e, direcionado por instruções recebidas, sabe que há formas de eliminar os vampiros, assim como medidas específicas como alho e crucifixos para os afastar.

"Um homem pode se acostumar a tudo, se não tiver outro jeito"
Ao longo da trama acompanhamos o personagem chegando à conclusões amargas sobre a sociedade, sobre como todos os livros da biblioteca não foram o bastante para salvar a humanidade, ou sobre como todo o conhecimento científico deteriorou-se e deu lugar às velhas superstições, trazendo a tona métodos barbaricos de eliminação, como estacas no coração.
Isso nos traz à uma simples questão: o quanto é necessário expor o homem ao limite para que toda a sua civilidade se esvaia?

A certo ponto Robert questiona se as motivações dos vampiros eram tão ruins a ponto de haver a necessidade de perseguição e eliminação, ele os compara a políticos e fabricantes de bombas contrapondo dois limites de maldade, o direto e o indireto, o cru e o politizado. "Tudo que ele (o vampiro) faz é beber sangue! Então por que condená-lo? Por que ele não pode viver com sua escolha?"

A montanha russa de sentimentos do personagem beira a bipolaridade, onde cada fase de seu amadurecimento pós crise exprime uma nova ideia acerca do que está sendo vivido, tratando os vampiros como vítimas da sociedade, seres que por serem diferentes foram criminalizados e caçados, assim como logo em seguida explodindo em ódio puro e saindo para exterminá-los a sangue frio.

O que a solidão faz com o homem?
Robert após certo tempo desconhece as mecânicas de relações interpessoais, se afasta de sua humanidade, entra em estado quase vegetativo, vivendo seguindo o fluxo dessa nova realidade.
É inevitável não fazer uma comparação com o filme produzido baseado neste livro, e então percebemos o tema distoante entre os dois: enquanto o filme não expõe alguns dos aspectos mais importantes abordados no livro e foca muito mais na ação e nas lutas contra os vampiros, o livro trata da solidão, da mente humana exposta ao extremo, do desespero. Utiliza de personagens como o cachorro que no livro luta e sobrevive sozinho desde o início do apocalipse, porém sucumbe ao contágio quando o personagem (Robert) finalmente quebra a barreira do distanciamento e se deixa apegar ao animal, apenas para perder esse vínculo logo em seguida, o que o quebra mais ainda.
Minha pergunta aqui é: o cachorro era real? ou era simplesmente uma fantasia ilusória que se cristalizou em um fio de esperança do protagonista?

Eu sou a lenda é um livro fluído, porém sem que isso atrapalhe o impacto que suas páginas deixam, trata de temas pesados e mórbidos, e foi difícil de ser lido, principalmente em tempos como estes. A obra te leva para dentro da história fazendo com que você se imagine diversas vezes no lugar do personagem, lidando com situações tão inóspitas e adversas mas que com certeza valem cada sentimento e cada reflexão.
Eu poderia falar sobre tantos aspectos desse livro, tantas camadas e crateras, mas isso provavelmente estragaria a experiência de um novo leitor, e isso eu não faria.

Um livro brilhante, impressionante, que realmente vale o tempo desprendido para a leitura.
Mazza 07/04/2020minha estante
Caramba, excelente resenha, parabens.


@aiinulindale 07/04/2020minha estante
Poxa muito obrigada!!




Thamires 19/02/2020

Mergulhar na mente de uma pessoa isolada não é fácil...
Eu iniciei a leitira esperando encontrar a história do filme com o Will Smith mais aprofundada apenas. Mas descobri uma história que apesar de apresentar semelhanças, é muito diferente do filme.
Embora em alguns momentos o livro chega a se arrastar um pouco, a leitura vale a pena, por se tratar de um terror provocado não pelos monstros - presentes durante todo o livro - mas pela força do isolamento compulsório. O tempo todo somos conduzidos pela rotina, pelos pensamentos (principalmente) e ações do protagonista em um enredo praticamente sem diálogos.

A edição da editora Aleph traz, ainda, um excelente texto de apoio que, em hipótese alguma, deve ser pulado, pois enriqueceu absurdamente o romance.

Esse foi meu primeiro contato com Richard Matheson e me deixou com vontade de ler mais do autor. Stephen King estava mais do que certo em seu prefácio para este livro.

Abaixo, uma citação de dois trechos que muito me impactaram:

"Eu ainda estou vivo, pensou; o coração está batendo sem motivo, os ossos, os músculos e os tecidos estão todos vivos e funcionando sem nenhuma razão de ser (...) A despeito da razão, ele se agarrava à esperança de que, algum dia, iria encontrar alguém como ele - um homem, uma mulher, uma criança, não importava. As questões de sexo estavam rapidamente perdendo o sentido sem o estímulo infinito da hipnose coletiva. Mas solidão ele ainda sentia"
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Chanel 28/04/2020

Livro que ocasiona uma sensação claustrofóbica, interessante de ser lido nesta quarentena.
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Arthur 23/04/2020

Eu sou a Lenda
Eu sou a Lenda me impressionou e me cativou por uma penca de coisas, mas a que mais me chamou a atenção foi em como o autor lidou com a construção do mundo pós-apocalíptico.

No livro temos Robert Neville que tudo indica ser o último ser humano vivo do planeta. Uma nova doença surgiu no mundo, uma doença que transforma as pessoas numa espécie de vampiro morto-vivo, que ironicamente segue aos moldes dos nossos clássicos vampiros de cinema (Repulsa a alhos, cruz, espelhos e até o fato de que para mata-los é necessário o uso de estacas de madeira).

Aqui você não vai encontrar ação ou aventuras loucas. Você vai encontrar o último homem do planeta perdendo a sanidade com a loucura que o mundo se tornou. Você irá acompanhar a jornada desse indivíduo na sua luta diária contra vampiros e, principalmente, contra a solidão e a ignorância a respeito dessa doença.

O livro começa no ano de 1976 e vai até o ano de 1979, e é muito interessante acompanhar o amadurecimento do personagem, e a desmitificação da doença. Neste ponto considero o autor um gênio no que faz: ele desconstrói o vampirismo clássico e o traz para um chão racional. E desse jeito, através da ciência, o nosso querido Neville explora as razões que fazem os vampiros morrerem ao entrar em contato com a luz do dia ou sua repulsa por alho, cruzes e espelhos.

No fim, Eu sou a Lenda foi uma surpresa muito bem vinda e recomendo a todos que gostam de uma boa história e de ficção-científica.

"O mundo ficou louco, pensou.
Os mortos andam por aí e eu acho isso normal."
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Tiago 04/07/2020

Não costumo ler muita ficção científica, mas me atraí pela premissa do livro por estar em isolamento social.
Acabei gostando bastante! O sentimento de solidão é bastante abordado e o desejo sexual e de contato sem ter ninguém para conviver também. Me conectei com o personagem nesse sentido, uma vez que estou em casa há mais de cem dias devido à pandemia hahaha

Minha única crítica negativa seria que não consegui me conectar com a pessoa que é o protagonista, uma vez que a narrativa é, basicamente, um recorte da vida dele apenas durante o período apocalíptico, abordando superficialmente o passado dele (a infância, a vida pré-pandemia, etc), o que fez com que fosse difícil conhecer mais dele e de onde ele veio.

Em suma, um clássico que me instigou e me prendeu bastante, mas que poderia ser maior. Acredito que tinha muita coisa pra ser abordada, mas o autor ficou no "básico". Escolha dele, preferência minha. Adorei o final, inclusive!
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Diogo 21/05/2020

Sem surpresas.
Isolamento e ambiente hostil do Apocalipse. Chegar para ler esse livro depois de tudo o que derivou desta obra a torna um marco, no entanto, não surpreende mais.
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