A Dança da Morte

A Dança da Morte Stephen King




Resenhas - A Dança Da Morte


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Priscilla 09/01/2011

A Resistência
Primeiramente, futuro leitor, ignore o tamanho do livro. Fazer deste um motivo para não lê-lo é uma desculpa pior do que dizer "pra que tomar banho se vamos nos sujar de novo?". Melhor ainda, trate-o como uma trilogia, o que ele realmente é. Se você abri-lo e folhea-lo verá que ele se divide em Livro I, Livro II e Livro III. Finja simplesmente que está lendo três livros separados de uma mesma saga e seja feliz.

Segundamente(?), saiba que você encontrará uma história com todos os altos e baixos, ação, romance, momentos de terror, suspense, cataclismo, épico, choque, repulsa, e uma tonelada de outros fatores. Esta se trata não de uma história comum, mas sim de um relato de um mundo após a destruição de tudo que conhecemos como certo; um mundo onde as pessoas lutarão não somente pelo privilégio de encontrarem umas as outras e expulsarem a solidão, mas também contra algo que não entendem. Contra a presença inescrutável, mas instintiva, do Homem Escuro.

Não é necessário dizer nada além sobre ele. Saiba apenas que ele é o Homem Escuro, o Turista Andarilho, o Homem Sem Face, o Caminhante da Meia Noite. Ele é Randall Flagg.

Terceiramente(?!), prepare-se para se apaixonar. Não somente pela narrativa fugaz e tensa do mestre King, mas também por cada um dos personagens principais desta fantástica trama, que salta das palavras do seu exemplar para se integrar ali, com você, ao seu lado. O que o fará compreender coisas muito simples, mas ao mesmo tempo tremendamente profundas... A vida e a morte não são exatamente o que pensamos, e no fim, ninguém está sozinho.
Rodrigo Ferreira 28/01/2011minha estante
Uaaaau, resenha espetacular...posso dizer q sou PHD nesse livro e vc descreveu o livro muito bem, desde o "primeiramente" até o "terceiramente"(rs)

Os personagens sao de fato o ponto alto desse livro. E pra mim a saga dos personagens tentando reconstruir uma sociedade politicamente correta eh muito mais interessante do q a rivalidade entre o bem e o mal q o livro aborda!

enfim, parabéns pela resenha




Luciano Luíz 09/08/2014

A DANÇA DA MORTE, é considerado o livro mais espetacular de KING, juntamente com A COISA.

E não é para menos, um épico onde 99% da população mundial é extinta por um vírus (gripe) que acidentalmente é solto de um laboratório militar...

Isso desencadeia o Apocalipse, e somente os que restaram, são imunes a doença.
Mas, não é somente isso.

Pois estes últimos seres humanos, ainda tem de conviver com o medo do que o futuro lhes guarda, através de um homem que quer se tornar o dono da Terra.
E mostrar como se governa de verdade.

O livro foi originalmente publicado na década de 1970. Mas, como era grande demais, teve de ter pelo menos 30% do texto cortado, para que o valor final não fosse alto demais aos leitores...

Mas, em 1989, foi lançada a Edição Definitiva. Com novo começo e final. Além de todas as cenas que haviam sido retiradas. E claro teve outras mudanças que deixaram o livro ainda melhor.

Aqui no Brasil, a editora BERTRAND BRASIL lançou a primeira versão no início da década de 1990.

Já a editora Objetiva (hoje, usando somente o selo SUMA DE LETRAS, para os títulos de King), trouxe a fantástica edição completa e sem cortes.

Vale cada centavo.
Procure por este livro enorme e veja como se faz um livro de verdade sobre o Fim dos Tempos!!

Nota: 10

L. L. Santos

site: https://www.facebook.com/pages/L-L-Santos/254579094626804
Cyro 07/06/2015minha estante
Excelente. Esse é meu preferido do King.




Pedro 02/01/2013

"Precisamos de ajuda, concluiu o Poeta".
"A Dança da Morte" é o tipo de livro que, no começo, voce almeja termina-lo mas, chegando próximo ao final (pág. 700, por assim dizer) reluta em fazê-lo.
Não recomendo que o leia "antes de dormir", pois a obra te prende de tal forma que seu sono será encurtado e ainda dormirá pensando o que será de Harold Lauder, Stu Redman, Larry Underwood, Tom Cullen, Glen Bateman, Nick Andros, Fran Goldsmith, Kojak e, é claro, o Turista Andarilho (de muitos nomes, o meu favorito para o antagonista)
Além da disputa teológica que envolve o livro, um arsenal de informações que delicia qualquer curioso que alguma vez se perguntou como se formaria uma sociedade pos apocaliptica.
Recomendadíssimo.
P.S.: reafirmo sobre as horas de sono perdidas (ou ganhadas?) por experiencia própria.
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Blog MDL 20/10/2015

Dança da Morte foi o quarto romance do autor Stephen King. Publicado em 1978, a história se passa no final dos anos 80, onde um vírus extremamente contagioso e letal escapa do Centro de Epidemias de Atlanta e, graças a ação inconsequente de um dos seguranças, numa tentativa de salvar a si mesmo e a sua família, acaba por espalhar-se por toda a população mundial, dizimando cerca de 99% da mesma.

Inspirado no livro A Terra Permanece, de George R. Stewart, mas com a pretensão de tornar-se um clássico épico aos moldes de Senhor do Anéis, o livro conta com uma divisão de 3 partes bem definidas, onde vamos acompanhar desde o cataclisma que destruiu o mundo como conhecemos, a tentativa de reestruturar a sociedade, culminando em uma batalha entre forças do bem e do mal.

Na primeira parte do livro temos então a propagação desse vírus. Chamado de Capitão Viajante, esse vírus tem cerca de 95% de risco de contágio e seus sintomas são muito similares a de uma gripe, que vai se agravando em um tempo muito rápido. Aqui conhecemos boa parte da gama de protagonistas de nossa história e segue o padrão Stephen King: Páginas e páginas com ambientação e apresentação dos personagens, até que aconteça algo que mude totalmente a história.

Essa parte do livro é, sem dúvidas, a minha favorita. Aqui o Mestre usa tudo que já vínhamos acompanhando em seus três primeiros romances, como a ambientação, seus personagens incríveis e a conversão de uma coisa relativamente banal em algo macabro e tenebroso (Afinal, quem nunca pegou uma gripe?). Outra qualidade dessa parte é a dinamicidade que ela tem. Com muita coisa acontecendo em diversas partes do país, com um narrador que constantemente muda de Onisciente Seletivo¹ para Onisciente Neutro², ficamos por dentro não apenas do que acontece com os personagens, mas do que ocorre com o país e o mundo, como um todo.

Stephen King aproveita, como sempre, para fazer uma crítica às políticas governamentais e também ao uso do poderio militar como forma de conter a massa. O alto escalão governamental não queria que a informação de que uma praga americana estava matando mais que os Nazistas, na Segunda Guerra Mundial, então a tentativa de alienar a população chega a atingir níveis estúpidos.

Na segunda parte, após toda a catástrofe apocalíptica causada pela deflagração dos vírus, temos então a fase de calmaria. Aqui, aqueles que, por razão desconhecida, ficaram imunes da gripe (todos os protagonistas estão inclusos, vale ressaltar) começam a procurar por demais sobreviventes e se agruparem. Temos aqui também inclusão de elementos fantásticos dentro da história, pois todos então começam a ter dois tipos específicos de sonhos: No primeiro deles temos sempre a ideia de uma sensação de medo e terror, cujo fator em comum em todos é a presença de um homem encapuzado, não sendo possível ver seu rosto, apenas seus olhos vermelhos e medonhos, enquanto no outro sonho temos um humilde e simples casebre no Nebraska, onde uma senhora negra, de idade bastante avançada e aura de pura bondade, convida a todos a visitarem em seu lar.

O homem encapuzado, mais comumente conhecido como O Homem Escuro, atende pelo nome de Randall Flagg (que viria a se tornar o vilão mais famoso do King, usado em diversas outras histórias), ele é a própria imagem do mal, detendo poderes incríveis que vão desde sua persuasão à controle de animais e até alteração da realidade.

Sua adversária, a doce Mãe Abagail, é uma gentil senhora de 108 anos, que com sua aguda percepção e habilidade sobrenaturais, guia o povo em prol de se unirem contra o mal.

Essa parte começa bastante interessante, pois acabamos nos aprofundando ainda mais nos personagens que já vínhamos acompanhando desde a primeira parte, enquanto encontramos novos e misteriosos personagens, vemos também as consequências de todo o caos de um cenário pós-guerra da primeira parte, bem como a surgimento de um novo tipo de população. Vale ressaltar aqui que um dos melhores personagens desse livro, a meu ver, é o sociólogo Glen Bateman. Esse senhor era um professor universitário antes da praga, e é incrível todas as suas pontuações e previsões sobre como será o comportamento social dessa nova civilização que está surgindo após toda a calamidade. Porém, mesmo com novos personagens interessantes e um começo bem interessante, é nessa parte que eu acho que a história acaba se enrolando.

A medida que a história se desenrola, Stephen King passa a dar uma ênfase gritante na formação de uma nova sociedade, por vezes deixando não apenas o outro lado, mas diversos personagens muito bem trabalhados anteriormente, de fora. Creio que, numa tentativa de tornar a história o mais verossimilhante com o que poderia acontecer, caso uma catástrofe desse nível caísse sobre o mundo, ele acabou se perdendo um pouco na história, tanto que o mesmo, teve problemas em concluir a história, por conta de bloqueios mentais, que fizeram com que na história os seus heróis se tornassem muito complacentes e se tornassem uma caricatura da civilização extinta. Por isso, perto do final dessa parte, temos um plot twist que fez minha mente e meu coração em pedacinhos. Mas acabou sendo extremamente necessário, pois foi o que fez a história retornar ao eixo e dar um seguimento.

Na terceira parte então, temos a “batalha final”, que é quando um grupo de nossos heróis parte para Las Vegas (local em que Randall Flagg e seu grupo estão) para enfrentá-lo. O mais incrível em toda essa parte é acompanharmos a ascensão e queda do poder de Flagg. Chega a ser irônico como são suas próprias escolhas e decisões que acabam por arruinar seu tão incrível poder e império.

A respeito de sua semelhança com Senhor dos Anéis, é bem visível as influências de Sauron na concepção do Flagg, com a presença de um Olho que sempre espiona o mundo, bem como a ideia do herói percorrer sempre grandes distancias para atingirem seus objetivos.

Stephen King consegue cumprir o que prometeu. Esse livro vai além de um terror, contendo vários elementos que um gama ampla de leitores se identificam, como aventura, distopia, fantasia, romance, mas sempre dando espetadas em nosso senso crítico, com doses de realismo incríveis.

No fim de tudo, resta-nos a pergunta: Será que, mesmo após tão calamidade, a sociedade humana consegue aprender com seus erros, para criar um futuro melhor?

site: http://www.mundodoslivros.com/2015/10/resenha-danca-da-morte-por-stephen-king.html
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Voorhees 25/07/2009

Em tempos de Pandemia, a história de A dança da morte é quase profética. Fala de um vírus de gripe, modificado pelos EUA para ser usado como arma biológica, que acaba, acidentalmente, se espalhando pelo mundo, matando mais de 90% da população.

Dica 1 para ler o livro: Você tem que querer muito ler, porque o livro é imenso. A edição que eu tenho tem mais de 900 páginas. Com esse tamanho, o livro sim fica tedioso algumas vezes, principalmente no tomo 2 que mostra os sobreviventes se agrupando ou do lado da Vó Abigail ou do Homem de preto.

Mas no geral, o livro consegue prender a atenção. A primeira parte mostra a gripe se espalhando pelo mundo, a segunda -como eu já falei - mostra o destino dos sobreviventes e a terceira mostra a iminência do embate entre os dois grupos que se formaram. E no meio disso tem personagens surpreendentes, noções de como reconstruir uma sociedade, debates sobre fé e racionalismo, um olhar nada agradável do futuro...

Enfim, um livro bem bacana.
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Fernando 22/08/2009

INACREDITÁVEL
Simplesmente o melhor livro que eu já li. Vale cada página, que são muitas, cada centavo gasto, que são muitos, cada noite mal dormida, que foram poucas. A história dos grupos se juntando, de cada personagem sendo narrada a cada capítulo, a resistencia se formando, a imagem de uma mulher de 108 anos contra o mal encarnado, faz desse o melhor livro de Stephen King, e, me arrisco a dizer, o melhor livro já escrito
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Alberto 16/12/2010

Difícil ler um livro deste porte e não querer resenhar, como vai ser difícil esquecer Fran, Stu, Tom, Nick, Harold, Glen, Larry, Leo, Abagail e toda a turma. Este foi o maior livro que já li, e possivelmente o mais saboroso!

Primeiro um resumo da trama. Bem... a humanidade conseguiu causar a sua própria destruição (mais uma vez). O vazamento de uma mutação do virus da gripe rapidamente acaba com 99,7% dos humanos. Uma premissa simples com desdobramentos complexos...

Somos gradativamente apresentados aos principais personagens da trama, conhecendo um pouco da rotina de cada um antes da grande catástrofe, acompanhando então suas ações, reações e os caminhos trilhados até que eventualmente suas vidas se cruzam.

Todos os sobreviventes parecem compartilhar de um mesmo sonho, onde uma velha senhora (mãe Abigail) convida os bons e justos para a região de Boulder, enquanto Randall Flagg (o homem escuro) convida os bandidos e corrompidos para os desertos de Las Vegas.

Vemos então duas sociedades paralelas em formação, e enquanto uma se preocupa em reestabelecer a ordem, a outra corre atrás do desenvolvimento tecnológico e do reestabelecimento bélico, até que o inevitável combate se desenrola!

O mais interessante desse tipo de história é que resume a humanidade ao que realmente é! Cruel, insensível, egoísta e mesquinha... durante tempos difíceis, são poucos os que resistem à vontade de "tirar o seu da reta" e realmente agem para um bem maior...

Reflexões filosóficas a parte, este é um livro extremamente inteligente, e realmente viciante, com destaque no aprofundamento sobre a psique humana e principalmente sobre a reconstrução de uma sociedade que foi reduzida a ruínas! Indispensável na formação do caráter de todo leitor!
Fran 06/12/2010minha estante
fiquei com mais vontade ainda de ler!!! =D~




Pappa 06/11/2009

Bom desenvolvimento
Esta é a história dos sobreviventes de um acidente que espalha um virus letal pelo mundo e acaba dizimando 99% da população. Eles começam a ter sonhos, e vão se dividindo entre dois grupos: os que seguem uma senhora de mais de 100 anos que diz receber mensagens de Deus, e os que seguem o homem escuro, ou andarilho, ou diversos outros nomes pelos quais ele é conhecido.

O começo de A Dança da Morte (título que por sinal não acho que tem muito a ver com o livro, poderiam ter pensado um pouco melhor, afinal o título original é The Stand) é bastante lento, chegando a ser burocrático. Todos os inúmeros personagens principais vão sendo apresentados, um a um, com direito a várias restrospectivas e tudo mais.

Até lá pela página 250-300 parece que nada evoluiu. Tá acontecem várias coisas, mas você leu praticamente um livro inteiro (pelo número de páginas) e parece que ainda está no começo, que ainda tem muita coisa por vir. E tem, afinal são mais de 900 páginas, mas isso cansa um pouco. Mas mantendo a esperança, a história começa a pegar rumo e corpo. Os personagens ganham profundidade (fora Fran, que só chora do começo ao fim) e a parte interessante de um filme de apocalipse / fim-dos-tempos / extermínio começa a aparecer.

A trama toma um rumo meio religioso, da disputa entre o bem e o mal, beirando o sobrenatural. Quando você acha que ainda há muita coisa por acontecer, chegou lá pela página 800, bem perto do fim do livro. Neste ponto a maioria dos personagens já é bastante cativante, cada qual com suas caracteristicas bem definidas. Algumas reviravoltas ajudam a manter a leitura instigante, coisas que normalmente não aconteceriam em livros comuns, neste livro podem e vão acontecer, e você permanecerá torcendo/angustiado até o fim. Stephen King não poupa ninguém, sejam mocinhos ou bandidos.

Somente as últimas 15-20 páginas são um tanto monótonas e não adicionam muito à trama.

Em resumo, tenha paciência com o começo lento e continue se estiver lendo, e releve o fim, que terá uma experiência muito boa.
Mauro 08/09/2011minha estante
Você tem razão. O começo é meio maçante. Fica melhor no fim da primeira parte e começo da segunda, talvez pelos capítulos, que se tornam bem maiores, e você passa mais tempo com cada personagem, conhecendo-os melhor.




Alessandro 12/12/2013

O mundo apocalíptico de King
"A Dança da Morte" (The Stand)é considerado por muitos leitores o melhor romance de Stephen King. Neste livro, o mestre da literatura fantástica contemporânea parte de uma premissa assustadora e plausível: devido a uma falha no sistema operacional de um laboratório, um vírus letal se espalha pelos Estados Unidos dizimando grande parte de sua população. É a partir desse evento terrível, de proporções catastróficas, que o autor desenvolve sua narrativa. Contudo, King o faz de forma não convencional como tantos outros que exploram anteriormente o mesmo tema; ele não se restringe somente as consequências causadas pela proliferação da epidemia e torna "A Dança da Morte", um épico de horror moderno. Apesar de inicialmente se sobressair as dificuldades dos sobreviventes em lidar com esta terrível situação que muda drasticamente o cotidiano, o romance aos poucos revela ser mais que uma história pós apocalítica como tantas outras escritas anteriormente e assume dimensões de um grande épico, embora plenamente inserido no gênero do horror. Além disso, Em "A Dança da Morte" aparecem de forma destacada as características que definem sua escrita: a construção de inquietante atmosfera sobrenatural que dá origem a impactantes cenas de horror/ terror; o desenvolvimento gradativo das situações, muitas delas muito tensas e, principalmente, a bem construída elaboração de personagens. É neste aspecto que "A Dança da Morte" se configura como a melhor obra dentro da produção literária de King. Apesar da divisão dos dois grupos de sobreviventes que representam o conflito entre as forças opostas, que remonta ao tema clássico da lutra entre o Bem e o Mal, grande parte dos personagens com exceção de seu líderes que configuram entre as melhores criações do autor (Mãe Abgail, que remete a figura dos grandes profetas bíblicos, tais como Moisés e o terrível vilão Randall Flagg, cujos poderes e aparência sinistra o tornam semelhante aos monstros góticos, tais como Drácula, de Bram Stoker), são descritos como seres humanos, que oscilam em suas escolhas e também sofrem por causa delas. Assim, em "A Dança da Morte", King reveste seu romance de uma forte simbologia religiosa, que remete ao tema do livre arbítrio e de escolhas que irão definir o destino de seus protagonistas, além de fazer claras referências a trechos da Bíblia que remetem a episódios descritos em Exodus e, principalmente, no livro de Apocalipse. Envolvente, tenso em muitos momentos, cheio de reviravoltas, algumas surpreendentes, "A Dança da Morte" é o romance mais ousado de King, que demonstra aqui explicitamente ter sido influenciado por outro grande mestre da literatura fantástica: J .J. Tolkien, de modo a promover neste livro um tributo ao escritor inglês, ao mesmo parodiando-o e recriando descrições que aparecem em "O Senhor dos Anéis", sua principal obra. Novamente, por meio deste romance considerado sua obra-prima, King se utiliza da fantasia de contornos assustadores, para discutir o futuro da humanidade que, apesar de parecer sombrio mantém a esperança de dias melhores, embora para isso sejam necessários sacrifícios e boa dose de determinação e coragem por parte de personagens cativantes, que adquirem vida, por meio da fértil imaginação deste notável escritor, um dos melhores e mais criativos da literatura norte-americana.
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Renan 18/08/2009

Um épico
A Dança da Morte está entre os meus livros favoritos de Stephen King. Para quem gosta do autor certamente esse livro será perfeito! Contando a história de uma gripe (lembrando nos dias atuais) que dizima 99% da população mundial, restando apenas uns poucos que tentam se reestabelecer e reformar suas vidas em meio ao caos e a morte. Um dos vilões principais do livro é Randall Flag, o homem de preto, também presente na Torre Negra. Suas mais de 1000 páginas conseguem prender o leitor até o final e cada capítulo é surpreendente. Um ponto negativo do livro é o preço (em torno de R$90) mas no final vale cada centavo.
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Yago 02/12/2013

Uma história Épica
Todos se assuntam ao ver pela primeira vez ao ver a dança da morte, visualmente falando é um livro gigantesco mas,todo leitor esta disposto a desafios.
Quando li o livro estava entre o terceiro e o quarto volume da série a Torre negra do próprio Stephen King, como a biblioteca não possuía o quarto volume da série eu peguei a Dança da morte, no inicio a introdução do livro te apresenta os personagem como qualquer outro livro, a diferença é que ele te mostra o personagem de maneira tão pessoal que você acaba se envolvendo emocionalmente com cada um deles.
Eu sinto a Dança da morte como uma história totalmente diferente de todas as outras sobre apocalipse,ela não só te mostra a história dos motivos(que por sinal são muito peculiares) como te mostra a evolução clara de cada um dos personagens,a saga de cada um deles lutando não só pra sobreviver, como pra viver de fato; cada um com seus próprios dilemas éticos e morais e tentando fazer florescer algo em meio ao caos total.
A Dança da Morte é uma História épica pra mim, cheia de heróis improváveis,vilões over power e tudo que um bom livro deve ter,são 900 e tantas paginas que acabam rapidinho e quando chega o fim do livro, você senta e pensa, CADE O RESTO!?
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Clayton 29/02/2012

A Dança da Morte
Um vírus letal é criado em um laboratório nos Estados Unidos e se espalha para o mundo graças a um dos funcionários que escapou antes de o local fosse totalmente lacrado. Rumando para o leste o funcionário Charlie Canpion e sua família chega à pequena cidade de Arnette, porém sua mulher e filha de quatro anos já estão mortas no carro. Após bater num posto de gasolina, Campion é retirado em um estágio muito avançado de doença do carro por alguns senhores que estavam no posto no momento da batida.

Começando com Campion e depois nos senhores, o vírus letal começa a se espalhar pela cidade, depois para cidades maiores, para o estado, para vários outros estados, para o país, para o mundo. A humanidade não estava preparada para a epidemia de Supergripe e sem ter o que fazer apenas morrem. Assim a humanidade chega muito perto da extinção sobrando apenas algumas pessoas que, sem saberem o porquê, eram imunes a doença.


Entre os imunes estão nossos principais personagens: Stuart Redman, um homem sem ter mais o que perder no mundo, pois já perdera tudo; Frannie Goldsmith, uma estudante grávida; Larry Underwood; um músico em início de carreira; Nick Andros, um surdo e mudo; Lloyd Henreid, um ladrão que só se envolve em coisas pequenas; O Homem da Lata de Lixo, um rapaz que não regula muito bem da cabeça e fascinado em atear fogo nas coisas; Harold Lauder, um garoto magoado por ter sido menos amado do que sua irmã pelos seus pais; Tom Cullen, um doente mental; entre outros.

Seguindo por caminhos diferentes e enfrentando a gripe de suas maneiras, os imunes do mundo inteiro começam a terem dois tipos de sonhos: o primeiro era terrivelmente pavoroso onde um homem maléfico lhes mostrava seus piores medos e segredos escondidos no mais fundo da alma, e no segundo, o dono do sonho se encontra num milharal onde é guiado por um som calmo de guitarra até uma mulher muito idosa que lhes dizia para seguirem até Nebraska, local aonde, segundo ela, várias outras pessoas também iriam. O homem do primeiro sonho se chama Randall Flagg, mas era também conhecido como “O homem Escuro”, “Turista Andarilho” ou somente por “RF”. Ele é um controlador da magia e também convida as pessoas para irem ao seu encontro. A senhora idosa do segundo se chama Abagail, também conhecida carinhosamente como “Mãe Abagail” e de 108 anos de idade.

As pessoas vão chegando aos poucos e se instalando nos locais indicados nos sonhos e assim O Homem Escuro e Mãe Abagail se tornam líderes entre seus povoados. Flagg, o chefão que seus subordinados não ousam pronunciar o nome, e Mãe Abagail, adorada e amada por todos. A rivalidade entre os dois povos não é escondida por nenhum dos dois líderes e uma batalha esta prestes a acontecer e nossos personagens tem que escolher em que lado ficar ao mesmo tempo em que são atingidos por conflitos pessoais durante o caminho.

A batalha final entre o bem e o mal, entre o amor e o ódio, entre a escuridão e a luz está prestes a acontecer e decidirá o futuro da humanidade e do mundo!

Com base no livro foi feita uma série de mesmo nome e talvez surjam mais novidades no final desse ano ou no começo do próximo. Garanto que não se arrependerão quando lerem a última linha e virarem a última página.
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Sabrina 13/07/2010

O que dizer do Stephen King, não? Hahahaha
A Dança Da Morte é simplesmente um livro que, mesmo com 940 págs, eu quero muito ler de novo. Leitura envolvente, um pouco enrolada no começo, eu diria, mas depois que nos acostumamos, ela flui... História interessantíssima, e aquele toque King que sempre te dão um frio na espinha...

Um dos melhores livros que ja li.
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Daniel Felipe 07/01/2009

Fantástico esse livro.King na sua melhor forma!
É um estilo que eu já adoro desde sempre, uma trama pós-apocaliptica.
Juntando com os ótimos personagens que King cria, faz um livro de 1000 paginas parecer ter apenas 100, de tão rápido que a gente devora o livro todo.
Recomendadísso para quem quer ter alguns dias de diversão.Não se intimide com o tamanho do livro, ele acaba bem rápido...
Valesi 10/01/2009minha estante
Realmente, um dos melhores livros do Stephen King. Terminei recentemente, e as últimas 300 páginas foram numa vez só. Legal conhecer um pouco mais sobre o homem escuro, que desempenha um papel importante também na série A Torre Negra.




TioBriel 02/04/2019

Aquele livro que você precisa ler antes de morrer...
Sabe aquela série que a gente acompanha, que tem aquele personagem cativante que nos pega de jeito e faz a gente torcer por ele? Ou aquele filme que tem três horas de duração, mas passa voando e vc sente um gostinho de quero mais? Basicamente essa história funciona assim... Você vai conhecer vários personagens em seus arcos e se interessar mais por um ou outro e basicamente os capítulos vão funcionar como episódios que as vezes vão fazer vc roer as unhas pra saber o que vai acontecer no próximo ou vão te deixar de queixo caído com suas finalizações.
Apesar das cinco estrelas, algumas coisas não me deixaram satisfeito. Uma delas foi o embate final, não vou entrar em detalhes para não interferir na sua experiência, mas basicamente eu senti que o conflito principal foi um pouco corriqueiro em relação a longa preparação.
Enfim, a escrita é sensacional, e a história consegue a todo momento te prender e fazer vc querer mais, mesmo tendo 1247 páginas. Recomendo de verdade esse maravilhoso deleite do SK.
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