A fazenda africana

A fazenda africana Karen Blixen




Resenhas - A fazenda africana


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Delirium Nerd 05/10/2019

“A Fazenda Africana” e o perigo da narrativa única
Curiosamente, ao iniciarmos a leitura de “A Fazenda Africana”, da escritora dinamarquesa Karen Blixen, não esperávamos o desconforto tão grande com a visão colonial do continente africano apresentada pela autora. Pela época da primeira edição do livro, 1937, deveríamos ter imaginado que a perspectiva a ser apresentada seria uma que não traz – ou permite – que a história de uma fazenda africana seja contada pelos olhos e palavras de seus nativos negros.

Toda a obra, nessa oportunidade publicada e cedida a nós pela editora SESI-SP, pode ser descrita como um diário de memórias da própria autora, visto que trata-se de relatos não-ficcionais da mesma sobre os 17 anos (1914 – 1931) que viveu no Quênia, no qual nos conta suas experiências como estrangeira em uma terra que foi posta à sua disposição em decorrência da partilha imperialista dos territórios do continente. As aventuras da autora, descritas com entusiasmo e detalhamento, conseguem nos transportar e nos fazer imaginar em vivas cores o que pode ter sido a vivência da época.

O evidente talento de Blixen para contar histórias e para descrever com incrível atenção e precisão as mais diversas situações, resulta na rica e fácil literatura apresentada em “A Fazenda Africana“. Na verdade, parece que a história está sendo passada para nós ao vivo e por uma pessoa conhecida, tamanha é a destreza da autora. A facilidade de compreensão, entretanto, não impede que a narrativa seja percebida por nós como, na falta de palavreado melhor, colonialista.

Como já dissemos, tal característica de “A Fazenda Africana“, tendo em vista a época e por quem foi escrita, não é particularmente surpreendente, mas mesmo assim nos causa um incômodo, já que, com toda a filosofia que carregamos e o período no qual vivemos, é difícil ver uma narrativa claramente unilateral e não sentir nada.

O histórico colonialista sobre o qual a narrativa é relembrada e contada é interessante, é claro, mas ainda é difícil engoli-lo. Acontece que os nativos negros sobre os quais Blixen escreve – e conviveu – são retratados (por óbvio) através de sua percepção branca europeia elitizada e imperialista. Ela mesmo nos descreve, diversas vezes, como o comportamento dos nativos é, para ela, peculiar e misterioso, causando estranheza o modo como eles não se mostram imediatamente abertos a suas tentativas de aproximação.

A percepção da autora sobre os modos nativos demonstra, ainda, o claro descaso europeu para culturas que consideram, por si mesmas, inferiores. Afinal, uma das justificativas e motivações do colonialismo foi a (pseudo) salvação espiritual dos povos estranhos à filosofia cristã, sendo tal motivo utilizado avidamente pelos europeus ao longo dos anos de imperialismo plenamente legal – estando uma forma dele presente até hoje.

É impossível, dessa forma, ler o livro e não lembrar da denúncia feita por Chimamanda Ngozi Adichie sobre os perigos da narrativa única. A questão, conforme evidenciada pela autora nigeriana, se trata de apenas aceitar e buscar narrativas que apresentem sempre um único (e branco, ocidental ou europeu) ponto de vista, o qual muitas vezes exclui e ignora as demais vivência em seu próprio favor.

Não é possível, dessa forma, que nós – como leitoras críticas – ignoremos o fato que a narrativa apresenta uma única visão. O problema não é o fato da autora apresentar a sua visão, mas buscamos aqui chamar a atenção para o fato de que a visão da mesma ainda é reproduzida ao grande público como a única existente e aceitável. Daí que vem o alerta de Chimamanda – e o nosso – sobre o perigo de nos agarrarmos a uma única história e narrativa.

Não podemos esquecer, além do dito acima, que a obra data originalmente de 1937, entretanto sua história se deu entre 1914 e 1931. Durante parte da trama, dessa forma, alguns direitos de cidadania básica ainda eram motivo de luta das mulheres europeias – como o voto -, não causando surpresa o fato da autora ocupar, majoritariamente, o cargo do lar.

Karen Blixen não contesta em nenhum momento tal questão, mas também não fica silente. Logo de início, a autora tenta explicar as relações entre o gênero masculino e o feminino, deixando claro sua falta de intenção na transgressão, mesmo que mínima. Suas posições, entretanto, demonstram uma aceitação da hétero binariedade social que não temos certeza se por conformismo ou verdadeira adequação (e provavelmente nunca iremos saber).

Não ousamos esperar, é claro, propriamente por uma posição distinta desta pelo lado da autora. Apesar da contemporaneidade a qual nos rodeamos, nossa presunção crítica ainda não é tão extrema para esperar, de autoras de séculos e mentalidades anteriores e retrógradas, a mesma percepção que temos e exigimos hoje.

Por fim, apesar de nos causar uma grande e extensa reflexão, a leitura de “A Fazenda Africana” não é má. É possível perceber dinamismo e verdadeiro fascínio da autora pela situação, seja este último positivo ou não, o que nos motiva a permanecer e descobrir junto com a mesma as particularidades da sociedade queniana da época.

Resenha completa no link abaixo:

site: https://deliriumnerd.com/2019/09/16/a-fazenda-africana-karen-blixen-resenha/
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Nilva 09/02/2018

A Fazenda Africana é uma homenagem à África.

Escrito por Izak Dinesen, pseudônimo da baronesa dinamarquesa Karen Blixen, este livro autobiográfico é um testemunho do grande amor e respeito que essa mulher teve pelo continente africano e seus povos.
A baronesa morou no Quênia, onde teve uma fazenda nas montanhas Ngong por 17 anos. Foi considerada por seus amigos e por seu grande amor, Denis Finch-Hatton, como uma ótima contadora de histórias.
Denis, ao chegar à fazenda, perguntava "-- Você tem uma história?"

Seu olhar para os africanos é despido de preconceito e cheio de compreensão pela diversidade étnica e de costumes. Suas metáforas e descrições são muito poéticas e românticas. Refletem a própria cultura africana, baseada mais em relatos orais do que escritos, como neste trecho:
.
"Se é verdade que conheço uma canção sobre a África -- pensei na girafa e na lua nova africana assentada em suas costas, nos arados dos campos, e nos rostos suados dos colhedores de café --, será que de seu lado a África conhece alguma canção minha? Estremecerá o ar sobre os plainos com uma cor que uma vez usei, ou inventarão as crianças um brinquedo em que meu nome seja mencionado, ou lançará a lua cheia uma sombra sobre o cascalho do caminho, impregnado de mim, ou estarão as águias de Ngong me procurando nas montanhas?"
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Paty 30/06/2016

A narrativa é básica e trivial e a obra se estrutura mais como um grande diário pessoal do que como um livro ou romance. Tipo de livro bom para ler de férias, sem grandes pretensões, com capítulos curtos e sem uma “grande trama”, mas uma série de episódios mais ou menos relacionados.
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Dirce 25/02/2016

Meus olhos sorriram agradecidos.
Depois de três tentativas –frustradas, evidentemente - , consegui seguir adiante na leitura do “Entre Dois Amores ( A Fazenda Africana)”. Isto porque a lembrança do romance vivenciado pelo casal Denys e Karen retratado no filme homônimo foi para mim um dos pontos alto do filme, e , mesmo tendo eu assistido ao filme há muito tempo - muito tempo mesmo- , ele se tornou um empecilho na leitura. A beleza da escrita, que nos é dado perceber logo na primeira página, somada ao fato de que ambos ( filme e livro) tenham se baseado no período em que a escritora viveu no Quênia era para ser uma forte motivação para a leitura, porém não foi assim que funcionou comigo. Não sei... me pareceu que tinha à frente um apanhado antropológico que descartava qualquer possibilidade de um romance. Porém, contudo, entretanto, todavia, felizmente, mui felizmente, pouco ao pouco, fui me desvencilhando da lembrança do filme e fui envolvida completamente pela narrativa e pela personalidade de Karen. A narrativa...que era aquilo ? Ao mesmo tempo em que eu tinha impressão que estava na fazenda aos pés das montanhas Ngong, tinha vontade de entrar imediatamente em um Boing rumo ao sedutor e misterioso Quênia.
Quanto a mulher Karen, debrucei-me em admiração. É admirável, que uma mulher nascida no século XIX , que viveu nas primeiras décadas do século XX, décadas de Guerras, tenha sido dotada de atributos que envergonharia muitas de nós- mulheres do século XXI. Karen foi uma mulher destemida, sensível, sábia, solidaria, pragmática , amiga fiel e talentosa.
Bem , Denis só apareceu lá pelas tantas, não como o amante apaixonado por Karen, e sim como seu grande amigo. Denis foi sim um apaixonado, porém pelos altos vôos e aventuras, e ao conduzir Karen nas suas paixões, também me levou às mais loucas e prazerosas aventuras: safáris, altos vôos no seu aparelho, Moth ( devia ser algo parecido com um helicóptero) na hora do crepúsculo . Houve um momento que eu levei um grande susto: um velho nativo, ao perceber a altura que ambos tinham voado , lhes pergunta se eles tinham visto Deus, ufa! se a resposta tivesse sido sim, eu também teria visto Deus, tamanha é a capacidade da escritora de nos transportar para o seu mundo e tempo.
Prefiro livros que me permitem lê-los com a alma aos que leio com os olhos. Este é um livro que li com olhos, mas com um grande diferencial: meus olhos sorriram agradecidos e brilharam como as centenas e centenas de vaga-lume que apareciam na mata , quando cessava as chuvas , tamanha a beleza que deles ( dos meus olhos) se ocuparam durante a leitura.
Agradecida também fiquei com o belo aprendizado que me foi dado adquirir pelos pequenos traços que leva ao surpreendente desenho de uma cegonha – significativo, não? Apesar de todos os tropeços , se estivermos atentos, pode ser que nós também possamos nos deparar com ela – a cegonha- , símbolo de promessa de vida.
O filme Entre dois amores continua sendo um dos filmes preferidos. Quanto ao livro, claro, que vai para o meu favorito, mas tenho que reconhecer que mesmo que ambos sejam baseados nas experiências vivenciadas pela autora, me pareceram totalmente distintos.
Atribuo a esse romance, centenas e centenas de estrelas brilhantes, pois ele é mágico, tanto quanto os vaga-lumes que, como um passe de mágica, fizeram com que a mata se enchesse de vida transbordante e frenética.
Nanci 25/02/2016minha estante
Dirce,
Parabéns pela resenha encantadora! Também me deixei levar pelas deslumbrantes descobertas da Karen na África e especialmente por sua paixão pela terra e pelo povo.


Ana 25/02/2016minha estante
Dirce, é isso. O livro é uma viagem! Muita gente que foi nesses pacotes da cvc fazer safari, não conhece tão bem o Quenia como quem embarcou com K. Blixen


Wagner 25/02/2016minha estante
Estou encantado e curioso para ler K. Bliksen e hoje sou um hominídeo em literatura graças a vocês. Muito obrigado.


Renata CCS 26/02/2016minha estante
Que resenha apaixonante, Dirce! Gostei demais do filme, embora o tenha assistido anos atrás. Fiquei com vontade do livro agora.




Gláucia 13/08/2014

A Fazenda Africana - Karen Blixen
Karen Blixen teve uma vida difícil, sofrida; porém, isso não é percebido de forma tão clara ou ostensiva, dada a forma tão bela e quase poética como ela narra os dezessete que passou vivendo na África cuidando de sua fazenda de café no Quênia no início do século XX.
O livro é uma espécie de relato auto-biográfico onde ela vai registrando suas ímpressões sobre o local onde vive, seus habitantes nativos, os imigrantes europeus, os hábitos e costumes tão diferentes de seu modo de vida. Vai ficando claro, através do deslumbramento com que ela descreve a África, o amor que ela sente por aquele local, extensamente belo e exuberante. É lá seu verdadeiro lar.
Muitas pessoas vão passando pela fazenda e por sua vida e cada uma deixa suas impressões, suas histórias que são registradas de forma quase poética por Karen.
As descrições que ela consegue fazer das belezas naturais é que tornam esse livro tão belo. Ao final da leitura, passei a refletir sobre a efemeridade de tudo, a insignificância do ser humano perante a natureza e a inconstância ilusória do ter.
Assisti ao filme de 1985 Entre Dois Amores que, apesar de muito bonito não reflete o conteúdo do livro. Parece ter sido praticamente todo baseado no apêndice presente ao final e que traz dados biográficos da autora feito por terceiros.

site: https://www.youtube.com/watch?v=KH-PSQShdjA
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Eduarda Sampaio 08/03/2014

Umas das melhores leituras que já fiz
Eu já conhecia Karen Blixen por seu maravilhoso conto "A Festa de Babette", mas A Fazenda Africana mostra outra face da escritora, já que esse livro é uma espécie de diário em que ela conta suas impressões acerca dos 17 anos em que viveu na África, sendo um relato autobiográfico muito sincero, íntimo e sensível de uma importante parte da vida da escritora.

Apesar de as histórias que Blixen conta em A Fazenda Africana nem sempre obedecerem à cronologia, o livro começa com sua chegada na África e termina quando ela retorna para a Dinarmarca, sua terra natal. Durante os anos em que viveu na África, Blixen foi proprietária de uma fazenda de café localizada nas montanhas Ngong, no Quênia, próxima à capital Nairóbi. Os relatos de Blixen são sempre fascinantes, já que incluem curiosidades sobre a cultura africana, descrições de safáris, personagens interessantíssimos e até mesmo descrições de seus contatos com animais exóticos.

Como Karen viveu na África entre 1914 e 1931, tendo inclusive ajudado a transportar materiais para a 1ª Guerra Mundial, o Continente que ele descreve é muito diferente do atual. A África de Blixen ainda não foi assolada pelo vírus da AIDS e pelo Ebola, ainda não enfrentou sangrentas guerras civis e genocídio e ainda não sofria as constantes intervenções humanitárias da ONU e outras organizações. Aqui temos uma África das primeiras fases da colonização europeia e os principais temas do livro são os choques culturais decorrentes da relação entre brancos e nativos, a expulsão dos nativos de suas terras, a proibição de danças típicas e outras expressões da cultura africana e a caça predatória de animais da fauna local.

A Fazenda Africana não é, contudo, um manifesto contra o domínio europeu na África, já que na maior parte do tempo Blixen encara com naturalidade a situação do Continente; suas especulações decorrem muito mais de curiosidade do que de preocupações políticas ou sociais. Ela descreve, por exemplo, que a principal tribo da região quando os europeus chegaram era a Massai. Porém, pelo fato de os massais serem um povo guerreiro, rapidamente diversas de suas práticas foram proibidas pelo governo e eles foram relegados a reservas. Blixen não demonstra, contudo, revolta, limitando-se a descrever a beleza dos massais e a admirar sua força e coragem. Mas não há dúvida de que Blixen amou a África, com todas as suas peculiaridades e diversidades, já que de suas detalhadas descrições transborda sempre admiração, carinho e acima de tudo respeito.

A escrita de Blixen é perfeita e ela conta histórias como ninguém, sendo capaz de transformar até mesmo os fatos mais banais em aventuras. A cada página nos sentimos mais e mais dentro daquele mundo que ela descreve e nos vemos desejando conhecer aqueles personagens, ver aquelas paisagens e respirar aquele ar das montanhas. Até mesmo eu, que nunca tive vontade de conhecer a África, me vi fascinada e curiosa para ver com meus próprios olhos o andar altivo das girafas, a realeza dos leões e as diferenças entre as diversas tribos e etnias da África.

A Fazenda Africana é sem dúvida uma obra-prima e não causa nenhuma surpresa o fato de Blixen ter sido muitas vezes cogitada para receber o nobel de literatura. Poucos escritores conseguem transmitir tanto sentimento com obras essencialmente descritivas e Blixen é um deles. Esse é um daqueles livros capazes de nos acompanhar para o resto de nossas vidas.

site: http://maquiadanalivraria.blogspot.com.br/2014/03/a-fazenda-africana-karen-blixen.html
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Daniel 28/05/2013

Lembranças da África
O livro é praticamente um diário da escritora dinamarquesa Karen Blixen, mais conhecida pelo pseudônimo Isak Dinesen. Não sei dizer aqui se tudo o que ela descreve foi factual ou se há ficção misturada, mas tenho quase certeza que se trata de um livro de memórias.

A narrativa é centrada nas impressões da autora, que tinha deixado a Europa na segunda década do século XX para morar numa fazenda de café no Quênia, propriedade do seu marido. O que o leitor tem é o olhar bastante particular, perspicaz e sensível, de uma colonizadora europeia num ambiente completamente diferente do qual foi criada. E neste ambiente, a princípio hostil, ela vai ter que se adaptar, e esta adaptação determinará sua própria sobrevivência.

A autora disseca os costumes dos negros nativos e dos europeus colonizadores, traçando impressões sobre a força da natureza versus a persistência humana frente às intempéries, a relação dos homens com os animais selvagens, divagações noturnas, solidão, saudade, etc.
Com o passar do tempo, o sentimento de inadaptação dá lugar ao reconhecimento de que é possível fazer da fazenda o seu novo lar. A convivência com os africanos faz a autora reconhecer nos nativos sentimentos iguais aos dela: amor, perda, doer e resignação.

O livro poderá frustrar quem espera um livro tão romântico quanto o filme “Entre Dois Amores”, a adaptação para o cinema com Meryl Streep e Robert Redford. Mas Isak Dinesen é uma escritora extraordinária, não por acaso uma das favoritas do Truman Capote. Sua prosa faz o leitor viajar e se sentir no mesmo local de observação da autora, constatando suas mesmas percepções e reflexões.

Vale muito a pena ler e se emocionar com esta aventura no continente africano.
jota 28/05/2013minha estante
Quando vi sua resenha fui até a estante conferir se eu ainda tinha meu exemplar. E tinha sim; coloquei para troca diversas vezes aqui no Skoob e nunca foi solicitado: as pessoas não sabem que belo relato estão perdendo, conforme você demonstra nesta resenha.

Tão bom quanto este livro é Anedotas do Destino, onde temos o famoso conto A Festa de Babette, que em 1987 foi levado às telas e depois premiado com o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. A adaptação dinamarquesa para Babette é superior à americana para Entre Dois Amores (1985), mas de todo modo quem nunca leu ou vai ler os livros de Blixen (ou Dinesen) pode ter, através desses dois filmes, uma ideia de como sua grande literatura inspirou importantes cineastas e atores.

Ideal mesmo seria ler os livros e ver os filmes, por aí...


Flávio 25/01/2014minha estante
Resenha no ponto, Daniel. Truman amava Blixen, e com razão. Blixen tem a sensibilidade de um cisne e o olhar de um sol poente. Os nórdicos também amam. (E são lindos.)




Teresa 30/01/2010

Memórias da Baronesa von Blixen quando viveu no Quênia, à frente de uma fazenda de café.
Seu primeiro marido, o Barão von Blixen, era seu primo, já no primeiro ano de casamento, transmitiu-lhe sílilis e continuou com a vida de playboy europeu nos loucos anos do início do século XX.
Além de sua vida amorosa infeliz, Karen faz relatos da vida africana no período de 1914 a 1931, o homem e o meio, seu relacionamento com os nativos, com outros colonos, fala das dificuldades enfrentadas na cultura do café. Este livro é, ao mesmo tempo real e poético, principalmente quando descreve a paisagem africana.
Ela deixou a África quando faliu após a quebra da Bolsa de Nova York.
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Thara 03/03/2010minha estante
... Comme deux sorcières qui font tourner un philtre noir dans un vase profond.




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