Grande Sertão: Veredas

Grande Sertão: Veredas João Guimarães Rosa
Eloar Guazzelli




Resenhas - Grande Sertão: Veredas


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Fran Kotipelto 27/05/2011

"o destino guardou essa maravilha pra você"

Todo mundo costuma se atrasar pelo menos alguns minutos em suas atividades, principalmente quando as mesmas são: trabalho e estudo. E comigo não poderia ser diferente, e exatos "7 minutos" de atraso me fizeram estar aqui, fazendo uma resenha sobre esse livro que pra mim sempre foi um grande clássico que nunca tinha lido,e que provavelmente nunca leria.

Enquanto eu corria mais rápido que o Usain Bolt pra chegar à sala de aula e escolher um bom livro pra apresentar o seminário mensal, ouvi meu professor dizer "sobrou Ensaio Sobre a Cegueira de Saramago e Grande Sertão: Veredas de Guimarães Rosa". Antes que eu pudesse recuperar o fôlego para gritar "Ensaio é meu", o professor já tinha entregue o livro para meu mais novo inimigo mortal, e quando eu me bati com a porta o professor alegremente disse: "bom dia Francyne,o destino guardou essa maravilha pra você" e estendeu para mim um calhamaço chamado "Grande Sertão:Veredas", e eu mentalmente comecei a proferir: "puta que pariu,puta que pariu...", enquanto olhava para as cadeiras procurando uma disponível, vi de relance algumas das obras que haviam sido distribuídas a cada aluno, e foi aí que minha raiva aumentou, pois havia Memórias Póstumas de Brás Cubas,Iracema,Dom Casmurro,A Caverna, Budapeste, As Intermitências da Morte, e outros livros escritos em língua portuguesa. Me arrastei desanimada para o fundo da sala enquanto continuava a praguejar, e o que eu nunca iria imaginar naquela noite, era que 'Grande Sertão: Veredas' pudesse ser tão MA-RA-VI-LHO-SO.

O livro conta a história de dois personagens, Riobaldo e Diadorim(personagem pelo qual Riobaldo mantém um grande amor impossível),amigo de infância de Riobaldo e filho de um chefe de um bando de jagunços.Riobaldo, mora às margens do Rio São Francisco,e narra sua trajetória de vida com uma inusitada invenção de linguagem,a um interlocutor que nunca se pronuncia, a quem ele chama de Senhor ou Moço. Riobaldo tece a história de sua vida um discurso de descoberta e autoconhecimento: revelando o mundo imenso que o sertão é, assim Riobaldo acaba revelando a si próprio, como se o sertão fizesse parte dele,como se fosse seu próprio coração. Nessa perigosa travessia, Riobaldo confronta as forças do bem e do mal, retoma num fluxo de memória o fio de sua vida e narra as grandes lutas dos bandos de jagunços protagonizada pelos líderes Joca Ramiro (pai de Diadorim), Sô Candelário, Titão Passos, João Goanhá, Ricardão e Hermógenes contra Zé Bebelo e os soldados do governo.Descrevendo os feitos e características de diversos personagens revelando os códigos de honra e de procedimentos do sertão.

Em Grande Sertão: Veredas é mais do que evidente a ideia do homem como um reles joguete de seu próprio destino(mais do que comprovado por mim quando meu professor disse "o destino guardou essa maravilha pra você"), e principalmente, da natureza. A trajetória de Riobaldo mostra que, apesar da inteligência, o homem não deve subestimar a força e os sinais da natureza, que só existem para mostrar até onde cada um pode ir. Em inúmeras passagens da obra há sinais que indicam que a natureza, de alguma forma, está tentando alertar sobre os perigos existentes e que não só o sertanejo estava e está sujeito,mas todos nós como seres humanos.

A cada dia que passa vou tecendo a teia que o destino me permite,e cada vez mais fico abismada com sua capacidade de interligar tudo e todos,"o destino guardou essa maravilha pra você", o destino guardou o sertão para o sertanejo que apesar de todo o sofrimento consegue sorrir, e me faz acreditar que é possível ser feliz com o pouco que temos, só precisamos de esperança, só precisamos ser nós mesmos, precisamos de coragem para encarar quem nós somos!
Fabinho 27/05/2011minha estante
Vc escreve muito bem, além de narrar com bom senso de humor... Rs
Gostei da sua maneira de transpor sua idéia do livro, bem como de interligar ela com a sua vida.
Condordo plenamente que precisamos muito de coragem para encararmos quem somos nós e assim tb ousarmos ser nós mesmos!
Parabéns


Luh Costa 28/05/2011minha estante
Belíssimo livro!
Parabéns pela resenha!
"Diadorim é minha neblina."


Jow 09/06/2011minha estante
A resenha mais engraçada e tocante que tive o prazer de ler.
Genial e profunda como sempre, dear Fran!


Alan Ventura 16/06/2011minha estante
"Volta Fran, nóis precisa de Fran, é é sim, nóis precisa da querida Fran". Sméagol


Thiago 19/10/2011minha estante
Ótima resenha! Assim como você, Grande Sertão é um classico que falta coragem para ler. Só de passar o olho na primeira página, a narrativa já cansa. Mas já me recomendaram ler em voz alta, porque o estilo é totalmente verbal. Vou experimentar.


Flora Soares 29/04/2012minha estante
adorei! parabéns! esse livro é genial, amo amo amo..


Gabriel Baldez 02/06/2012minha estante
É muito bom ler uma resenha tão boa de um livro, que além de mostrar como um livro é de verdade, mostra como ele chegou até você, mudou seu modo de pensar e como causou impacto. É muito bom saber as reações que um livro pode causar em uma pessoa. Parabéns!!


Gláucia 13/06/2012minha estante
Ainda vou tentar ler esse livro...


Manuella 21/08/2012minha estante
Como não rir? Adorei, me diverti lendo sua resenha e já me confundia com vc, parece mesmo comigo esse 'surpreender-se'.
Quero ler. Como posso não ter lido?


Luana 25/09/2012minha estante
Estou louca para Lê-lo, apesar do meu prof já ter revelado um ponto crucial da História. :(


Claudia 20/01/2013minha estante
Estou lendo o livro,confesso que está sendo um desafio, por conta das palavras não comuns encontradas na obra. Adorei a resenha, parabéns!


Maíra 06/02/2013minha estante
Estou lendo o livro e confesso q já estava pensando em abandonar esta leitura, mas depois que li a sua resenha fiquei motivada e curiosa...


Valtair 12/06/2013minha estante
Depois de uma resenha dessa , só aumenta o "apetite" para ler o livro ! Parabéns pela resenha , já deu uma base do que se trata a obra !


Flávia Lira 13/10/2013minha estante
Caraca! adorei essa resenha por causa dela comecei a ler...


Bruna 01/12/2013minha estante
Tuas palavras são tão exatas, que parecem ter atravessado o sertão e voltado, trazendo toda a verdade e toda a paixão que a história traz. Estou lendo o livro, e é realmente fantástico. Espero que tuas palavras toquem muita gente =)


Rick Muniz 13/09/2016minha estante
Bela resenha, breve mas emotiva e inteligente!


Sergio 09/11/2017minha estante
Ótima resenha , eu abandonei o livro , não por ele ser ruim , mas é preciso se concentrar nele e no momento ( na época do abandono ) eu não estava conseguindo . O linguajar é rebuscado , porém simplório , interiorano , mas complicado . Pretendo e vou retomar a leitura , que creio , será muito válida .


Jeff 23/12/2018minha estante
Adorei sua resenha


Carlinha 25/07/2020minha estante
Mesmo que "Viver é muito perigoso ", a vida traz muitas surpresas. Assim será viver essa leitura, nas profundezas dos sertões do nosso ser.


Jessicandonsf 04/12/2020minha estante
Que resenha divertida! Adorei


Phill 16/06/2021minha estante
Engraçado,minha namorada me deu esse livro no natal! Eu dei um sorriso mas por dentro tive tanta preguiça! Agora estou numa adrenalina com esse livro! Estou adorando! Me vi na sua resenha! Pensei em desistir do livro no início! Mas segui os conselhos da minha namorada!O destino guardou essa maravilha pra mim tbm kkk


Jessi 28/10/2021minha estante
Li grandes sertão veredas esse ano ele é muito louco vai mudar muito coisa na tua mente




Jéssica 10/01/2010

por Afonso Arinos de Melo
Cuidado com este livro, pois 'Grande Sertão: veredas' é como certos casarões velhos, certas igrejas cheias de sombras. No princípio a gente entra e não vê nada. Só contornos difusos, movimentos indecisos, planos atormentados. Mas aos poucos, não é a luz nova que chega; é a visão que se habitua. E, com ela, a compreensão admirativa. O imprudente ou sai logo, e perde o que não viu, ou resmunga contra a escuridão, pragueja, dá rabanadas e pontapés. Então arrisca-se a chocar inadvertidamente contra coisas que, depois, identificará como muito belas.
Quelemem 18/01/2010minha estante
Excelente comparação! E é a pura verdade.


seufeitosa 24/01/2010minha estante
comparação perfeita!


Hélio Rosa 30/03/2010minha estante
Uma ótima lembrança, adequada aos vazios e excessos da obra... Vc leu o discurso dele de recepção ao Rosa na Academia?



Um abraço cordial


Tati Diorio 31/01/2016minha estante
Ohhh, lindo! "Compreensão admirativa" ficou perfeito.


Mamá 20/10/2016minha estante
Acho que sua resenha foi uma das melhores que li por aqui, no geral. Obrigada pela tradução tão literal do que significa esse livro.




Maria Tereza 24/01/2021

Diadorim, o Sertão é do lado de dentro ?
Grande Sertão: Veredas... Metáfora da mente humana, um imenso nada cheio de tudo.
Uma obra arrebatadora, surpreendente e que, apesar de densa, é deliciosa de acompanhar. Riobaldo é nosso ex-jagunço contador de histórias, que nos leva para viajar em suas memórias, seus medos, dúvidas, amores.
E Diadorim, sua neblina.
Essa é uma narração de aventura, amor e questionamentos profundos sobre a dualidade que há em todos os aspectos da vida.
Há tempos um livro não me consumia assim.
Quanta delicadeza e sensibilidade encontrei nas veredas desta perigosa travessia, que se encerra de forma tão dilacerante!
Ouvi dizer por aí que "grande não é o Sertão, grande é o João." Nunca estive tão de acordo. Obrigada, grande João Guimarães Rosa.

Trilhas Sonoras: Diadorim, o sertão é do lado de dentro - Juliana Kehl (SPOILER)
Romance de Riobaldo por Diadorim - Antônio Nóbrega (SPOILER)
Canção de Siruiz - Wilson Dias
Onde estará o meu amor - interpretação de Maria Bethânia.
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haroeira 20/01/2009

Obra-Prima
Agradeço a Deus por falar português e me (des)entender em Grande Sertão.
Amém.
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Bruna Suelen 30/07/2020

O sertão está em toda parte
Que travessia!! Contente por ter chegado ao final dessa obra, apesar da dificuldade com a linguagem principalmente. O início foi bem esquisito, parecia que eu estava aprendendo a ler (isso me incomodou bastante), e depois de umas três vezes lendo as primeiras páginas finalmente eu fui entrando aos poucos na história, ainda aos tropeços é claro, mas contente por estar gostando da leitura. Uma dica é ler em voz alta e não perder tempo caçando o significado de cada palavra.
Aqui, um Riobaldo já idoso vai contar sua estória (contada de maneira não-linear) na jagunçagem a um viajante, chamado somente de Senhor. Vai contar sobre o sertão, suas vitórias e derrotas, seus amores, sua amizade com Diadorim, seus dilemas, seus medos e especialmente suas reflexões sobre a existência de Deus e do Cujo.
Ao fim dessa jornada de praticamente três semanas, fico feliz de ter seguido adiante com a leitura e orgulhosa por ter conseguido seguir o cronograma.
Ah, e o final é bem emocionante, me deu um nó na garganta. E se atente que ?Viver é negócio muito perigoso...?.
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Joel.Martins 25/04/2021

A travessia - "O pacto" - UM AMOR PURO
A beleza da natureza com todas as suas cores e sons.
E o sentimento humano puro e real, envolvendo o amor, vingança e conquista/sobrevivência...

****Iniciei a leitura sabendo da complexidade que envolvia a obra. E realmente vou precisar reler em momento mais calmo...
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Everton Vidal 31/07/2021

Tem muito conto, novela ou romance repleto de poesia, mas aqui, assim como em Clarice, é impossível demarcar uma linha. A sensação é a de que se está lendo um poema gigantesco que fala sobre tudo.

Os neologismos, a extrema oralidade, o linguajar do povo da sua região, o fluxo de consciência que é mais um fluxo de conversa, e o diálogo que não mostra nunca a voz do outro, são características importantes, sempre citadas, mas o que impregna (e até vicia) é a intensa musicalidade, que vem do uso de muitos recursos da expressão poética. Também se destacam, a forte “conotatividade”, pelo uso extraordinário das figuras de linguagem, e a metafísica que está além da narrativa, pois Grande Sertão é uma viagem sobre os grandes temas humanos.

Como se fosse pouco, é um livro de amor, com um final inesperado. Enfim, aquela sensação contraditória de que falar sobre o livro diminui a experiência de tê-lo lido, pois não abarca, não alcança, então.

O livro é incrível gente, e só.
Clio 31/07/2021minha estante
É um dos meus favoritos também.


Carolina.Gomes 31/07/2021minha estante
É incrível mesmo




Fabíola 12/06/2021

Não se trata de uma leitura para entender, mas para sentir.
Uau, que travessia, minha gente!
O início é realmente difícil. Nas primeiras 80 páginas são jogadas várias informações sem linearidade, e tem também o estranhamento com a linguagem peculiar. Mas depois vai ficando mais fácil e vamos nos adaptando... O segredo é persistir. A ausência de capítulos me incomodou um pouco, acredito que foi o que fez eu “demorar” quase 3 meses para ler essa obra.
Porém, que preciosidade! História linda e marcante, é uma poesia do começo ao fim, que exala amor. É o retrato de uma travessia física e sobretudo metafísica que o Riobaldo faz de si mesmo, de seus próprios anseios e conflitos, confessando suas dores, amores, lutas, medos. É sobre a vida no sentido mais profundo.

"O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem."
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Maria.Manuele 24/12/2021

5 ?
Esse livro é daqueles que você demora para ler, não porque é cansativo, mas sim pela magnitude dele que exige momentos de reflexão para sentir a história. Me embrenhei por entre as veredas da história e ainda estou fascinada. Super recomendo! ?
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Diego.Alexandre 15/08/2021

Diadorim ?
Nem sei explicar como amei esse livro! Demorei um tempão pra me adaptar ao estilo da narrativa, mas, cara, valeu cada vírgula.
Pri Garcia 06/09/2021minha estante
O título da sua resenha resume como eu estou me sentindo após acabar a história!




Isadora 09/08/2020

Travessia
Saio dessas páginas com a sensação de que não há uma vírgula desnecessária em Grande Sertão Veredas. A linguagem, que sempre me pareceu um obstáculo intransponível, foi na verdade um elemento essencial pra criar uma atmosfera meio brutal, meio poética, e nos conduzir a um final arrebatador. As reflexões sobre o bem e o mal, Deus e o Diabo, amor e ódio, sempre narradas com uma sensibilidade única, por meio de um narrador cheio de dúvidas e conflitos internos.
Saio dessas páginas e só me resta reforçar a unânime máxima de que Guimarães Rosa foi um gênio, e Grande Sertão Veredas uma verdadeira joia da nossa literatura.
André 09/08/2020minha estante
Vc falando tão bem do livro me deu vontade de ler. ???


Isadora 09/08/2020minha estante
É incrivel, André! Uma experiência bem única mesmo, vale a pena a leitura!


Petros 11/08/2020minha estante
Que lindo. Suas resenhas despertam na gente a vontade de ler e reler. É um tanto poético como o amor proibido e não consumado de Riobaldo e Diadorim se sobressai no solo árido do sertão e no ambiente brutal da guerra travada entre os jagunços. No entanto, Grande Sertão é mais do que uma história de amor, é um ensaio sobre a vida - em toda a sua vastidão.


Isadora 11/08/2020minha estante
Muito obrigada, Petros!
Vc falou tudo! É pura poesia no ambiente cru e brutal da jagunçagem. O livro é bem mais que uma história de amor, mas tem uma das histórias de amor mais bonitas que já li!




Dirce 24/05/2011

Tão, tão, tão..., tão etecetera
Outro dia , aqui no Skoob, me deparei ( não me lembro o nome do skoober e do livro) os seguintes dizeres: " troco minha resenha por 6 estrelas" ( se não for isso é algo parecido).
Bem, sobre Grande Sertão: Veredas, eu gostaria de dizer: troco minha resenha pela Via Láctea todinha, mas não posso me furtar de falar sobre esse livro - falar do obstáculo que tive que enfrentar e do impacto que ele causou em mim.
O interesse pela retomada da leitura surgiu quando ao trocar idéia com o Ricardo sobre o livro Nenhum Olhar ele citou G. Rosa ( G. de GRANDE, ou de Guimarães Rosa , como aprouver , afinal como disse Robaldo: pão ou pães é questão de opiniães...)
Digo retomada porque há muito, muito tempo eu fiz uma tentativa de ler esse livro, mas não fui além das primeiras páginas. Com citação do Ricardo, investi novamente na leitura, mas meu exemplar era um verdadeiro reservatório de ácaro e, de quebra, me deparei com uma linguagem totalmente estranha, mais que isso: me pareceu estrangeira. Hã, Hãn...será que a leitura desse livro só será possível se eu encontrar na net um tradutor do G. Rosa? Será que G. Rosa escrevia de trás para frente? Uma leitura com o livro frente ao espelho me ajudaria? Claro estou brincando, mas apenas para ilustrar minha dificuldade diante dessa obra. Porém, quando cheguei na página 23, diante de: "O senhor...Mire veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas - mas que elas vão sempre mudando(...)"pensei: quero mais G. Rosa. Providências a serem tomadas: substituir meu velho e amarelado exemplar por outro e aguardar um momento que minha concentração não tivesse tão em baixa.
Assim, com um novo exemplar e diante do forte incentivo da minha amiga Vivi ( 5 estrelinhas), retomei a leitura e o que me esperava me proporcionou puro deleite.
Riobaldo é um ótimo contador de história é a história da sua vida que ele fala. Fala sobre seus medos, sobre suas dúvidas, sobre suas dores, sobre suas aventuras e desventuras , sobre suas lutas quando era jagunço e sobre o seu amor impossível e trágico tão impossível e trágico que causaria inveja aos 2 amantes de Verona.
Se Riobaldo pudesse ler o que estou escrevendo diria que estou falando as flautas, por isso, vou me limitar a dizer que de estrangeiro GRANDE SERTÃO: VEREDAS não tem nada, muito pelo contrário, ele é muito nativo, e isso naõ se deve ao fato da história se desenrolar nos Estados de Minas, Goiás e Bahia, mas porque o GRANDE SERTÃO somos nós e Veredas são os caminhos, os atalhos que vamos delineando e percorrendo no decorrer de nossa existência.
Tenho muito receio de recomendar um livro, mas quem quiser ler um livro tão, tão, tão..., tão etecetera, leia GRANDE SERTÃO: VEREDAS, mesmo que para isso várias tentativas tenham que ser feitas. A recompensa será indescritível - a sensação é que a cada frase somos envolvidos por uma espécie de sinfonia ( foi o que aconteceu comigo).
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Ricardo 30/05/2011minha estante
A resenha ficou ótima, Dirce. Estou planejando ler GS:V no final do ano (junto com outros livros do Rosa). Depois podemos trocar algumas figurinhas a respeito.

(Ah... Obrigado pela citação.)


Manuella 18/08/2012minha estante
que delícia de resenha! eu quero sentar com Riobaldo e ouvir suas histórias.


Manuella 10/12/2012minha estante
Dirce, querida, não li esse clássico, mas estou em vias de, por conta de mais uma resenha sua. Espero que minha negociação por ele dê certo.
Preciso contar que preenchi praticamente metade da minha estante de desejados com livros a partir de suas avaliações. Tenho que agradecer por isso!




Luis 01/11/2009

Viver é muito perigoso.
Dizem que nâo há livros difíceis, mas sim, leitores despreparados. Diante disso, Guimarães Rosa expôs todo o meu despreparo como leitor, que frente ao discurso hermético, mas valioso e carregado de subjetividade sertaneja de Riobaldo, se assustou com a profundidade da obra e de suas múltiplas leituras.De fato, "Grande Sertão" não é para principiantes, mas isso não tira o brilho dessa obra, que ano após ano, desde 1956, instiga e encanta o público e a Crítica. Um livro que merece releituras e profundas reflexões.
Fernanda Zimmer 30/12/2009minha estante
Não apenas profundas reflexões. Merece ser cultuado.


Marta Skoober 11/12/2012minha estante
Dizem que não há livros difíceis, mas sim, leitores despreparados. Diante disso, Guimarães Rosa expôs todo o meu despreparo como leitor, é exatamente assim que sinto ao iniciar a leitura de Manuelzão e Miguilim, do mesmo Rosa.




Luan 12/09/2020

Esse livro me marcou muito! A relação entre Riobaldo e Diadorim é linda, complicada, ambígua, é do demo, é de Deus, me faltam adjetivos.
Essa é minha terceira leitura, mas a primeira na qual leio tudo, pois eu havia desistido nas duas primeiras. Cheguei a conclusão de que para ler essa obra é preciso ter maturidade literária, e só uma leitura não é suficiente para todas as nuances ditas por Riobaldo.
Todos deveriam ler!
Ler Grande Sertão: Veredas é como atravessar o Liso do Sussuarão, em analogia a uma parte da narrativa de Riobaldo.
Leonhard 12/09/2020minha estante
Que bom que você gostooou!! Nossa, o final é um soco no estômago, não é?! Vale cada momento de incerteza durante a leitura, cada parada para absorver alguma informação ou tempo passado tentando entender se uma palavra é neologismo ou não, rs.


monalise.ferreira 23/09/2020minha estante
Perfeito!!!




Ricardo 30/07/2020

"Porque aprender-a-viver é que é o viver, mesmo"
Um quebra-cabeça literário. Vai haver muito momentos de desafio na leitura. Um teste de foco. Ainda assim, faça esse favor a sua pessoa, ofereça um tempo para o Sertão. Você vai querer voltar lá depois.
Há muito queria lê-lo, mesmo não sabendo nada sobre o autor (ainda pouco sei) ou da obra. Por ser "um clássico". Por participar do projeto de leitura coletiva do canal ler antes de morrer no YouTube, consegui dar-me esse presente.
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