A Volta do Parafuso

A Volta do Parafuso Henry James




Resenhas - A Volta do Parafuso


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Louryne 19/10/2015

Muito bom. Final surpreendente.
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Milla Carvalho 15/10/2015

"Sim, (...) tudo depende!”
Resenhar este livro não é tarefa fácil. Não por conta das impressões pessoais que cada resenhista carrega. Ou da forma que cada um interpreta as entrelinhas que o autor colocou no texto. A verdade é que Henry James brincou com uma história simples e corriqueira de sua realidade e a transformou em um conto de terror sinistro e dúbio.
Inicialmente, vemos um grupo de pessoas reunidos em uma sala, conversando animosamente entre si, até que alguém sugere que se conte uma história de terror. Douglas, que fica encarregado de narrar, começa a construir a atmosfera ao dizer que o momento não é o propício, uma vez que possui o manuscrito assombroso e precisa dele para contar melhor os fatos. Fatos que causarão grande pavor.

A partir daí, A Volta do Parafuso começa a ser contada. É uma narrativa simples, de uma jovem inglesa, filha de um pároco, contratada para ser preceptora de duas crianças em uma casa de campo, em Bly, interior da Inglaterra. O nome da moça não é citado na obra. É notável como esta senhorita fica deslumbrada com o trabalho e a oportunidade de lecionar essas duas crianças.

Ao chegar à mansão interiorana, a protagonista e narradora da história encontra com a Sra. Grose, governanta da casa, que será seu braço direito durante toda a estadia, e a pequena Flora, uma de suas pupilas e pela qual fica extremamente encantada. O proprietário da casa e tio das crianças fez um único pedido a nova preceptora: que resolvesse todos os assuntos referentes às crianças sem incomodá-lo.

Nos dias seguintes, especialmente com a chegada de Miles, seu outro pupilo, a clima de um lugar diferente e de muitos cômodos fechados se instaura. E o descoberta das mortes de um ex-funcionário da mansão e da última preceptora da criança mexe com nossa protagonista, que começa a vê-los na mansão e ao seu redor.

Neste ponto, o conto começa a se desenvolver, conjuntamente com nossas dúvidas e receios. Isto ocorre, porque apesar de linguagem ser simples (quem tiver a oportunidade de ler esta versão bilíngue, verá que o texto original também levou em conta a simplicidade na escrita inglesa), o autor nos traz muita ambiguidade. E a narração da nova preceptora nos confunde e nos aprisiona durante toda história.

Talvez seja aí que Henry James tenha pecado, visto que, por ser um conto de literatura clássica, se torna cansativo aguardar alguns desdobramentos da ação no livro. Além disso, o repetitivo deslumbramento da protagonista com tudo relacionado às crianças é um exagero a parte. Mas observando o conto em seu conjunto, também é um acerto do autor.

Ambíguo? Sim, meus caros. Não há como fugir. Esta é uma das sensações ao se ler este livro. Com uma narrativa imprecisa, só nos resta pensar ao analisar se os fatos são verossímeis ou ilusórios, vítimas ou não de uma boa contadora de história ou de uma mente perturbada pela sua criação supostamente rígida.

Sobre o livro da Editora Landmark que li, a diagramação é muito boa, simples e de agradável leitura. A tradução é de Francisco Carlos Lopes e revisão de Francisco de Freitas, que fizeram um bom trabalho com um texto de significado tão dúplice. Mas um adendo: cuidado com esta versão da Editora Landmark! O texto inicial chamado de Eficácia do Parafuso (com subtítulos: “Sinistra e Peçonhenta” e “O Principal Suspeito”, de Francisco Lopes), que conta aspectos importantes sobre a obra, deveria ser lido posteriormente à leitura do conto. Isso porque, ao meu ver, trouxe uma visão bem detalhista sobre o que o autor poderia ter dito, influenciando assim a conclusão do leitor.

E eu tenho quase certeza que ao terminar este conto, Henry James encostou-se a sua cadeira, juntou as páginas escritas e sorriu.

#DesafioDeLeitura #Item26 #UmLivroComMaisDe100Anos #Booo #OutubroDoTerror #FantasmasOuLoucura#Recomendo

Para esta e outras resenhas de livros, por favor, visite o Blog Cinco Garotas Exemplares:

site: http://cincogarotasexemplares.com.br/
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Horroshow 15/09/2015

Disputa entre psicologia e existência
Resenha por Renato Fonseca

Henry James, nascido em Nova York em 1843, foi um influente escritor no período denominado realismo na literatura do século XIX. Além de “A Outra Volta do Parafuso”, escreveu outros romances, contos e críticas literárias. É importante ressaltar que Henry James é um autor que consegue tecer tramas psicológicas com uma maestria raríssima e é justamente essa a grande questão de “A Outra Volta do Parafuso”.

A postura adotada por H. James é a de manter o mistério em aberto, desenvolvendo a possibilidade de uma história genuinamente de fantasmas ou de viés psicológico; o grande feito nesta obra é a permanência do suspense e do terror, mantidos independentemente da perspectiva do leitor, que ficará preso as páginas do livro, quer entenda a “Senhorita” como uma transtornada por problemas psicológicos, quer a entenda por assombrada por um fantasma. Essa dualidade de interpretações somente ocorre pela forma inteligente como o autor desenvolve sua escrita: os acontecimentos são narrados pela personagem principal (a Senhorita, sem nome), que afirma ver os fantasmas, sem que ninguém além dela os veja ou endosse suas visões.

(... Leia mais no link abaixo)

site: http://bloghorrorshow.blogspot.com.br/2015/04/a-outra-volta-do-parafuso-henry-james.html
Craotchky 28/09/2015minha estante
Quero muito ler esse livro...




Tatiane Buendía Mantovani 11/05/2015

Levei uma eternidade para ler as míseras 160 páginas.
E não entendi nada do final.
Me recomendaram como se o filme Os outros tivesse sido baseado nele, e talvez eu não tenha gostado porque parti da premissa errada.
Não gostei.
sol 21/06/2015minha estante
na verdade tem um filme sobre ele, antigo, chamado "Inocentes"


Keith 23/07/2015minha estante
Exatamente o mesmo comigo, parti da premissa (porque assim me foi indicado) de Os outros. E né, quebrei a cara, rs.




Weslley Machado 09/05/2015

A novela psicológica de Henry James
“A Volta do Parafuso” é um relato de uma moça cuja função é ser preceptora de uma casa assustadora. Por que assustadora? Bom, digamos que é pelo fato da casa se localizar em um local chamado Bly, uma local enorme, típico casarão clássico de histórias assustadoras. Essa moça (seu nome não é citado) recebe um convite para tomar conta de um casal de crianças órfãs, a entrevista é feita pelo tio das crianças, descrito como um homem bonito e cheio de encantos. Agora é importante citar que esse homem, tio das crianças, impõe uma condição muito estranha para que a moça possa ocupar o cargo de preceptora: ela não pode reclamar de nada, nunca deve entrar em contato com ele, precisa tomar conta de tudo sozinha. Mesmo com toda essa responsabilidade, a moça aceita o trabalho que lhe foi oferecido e se dirige para Bly para começar a prestar seus serviços.

Logo em sua chegada ela conhece a Senhora Grose, uma mulher que já trabalhava na casa. A senhora Grose será de extrema importância para a nova preceptora, é ela que vai explicar como funcionam as coisas em Bly e fará o possível para deixar a nova preceptora confortável. Depois temos o momento onde a preceptora conhece as crianças e fica impressionada com a beleza e inteligência de ambas, são crianças como ela nunca havia visto antes. É claro que isso não é o suficiente para trazer o tom assustador ao livro, portanto, coisas estranhas começam a acontecer.

Vou fazer comentários breves para tentar esclarecer o clima do livro, tudo que for dito a seguir é colocado ao leitor no começo do livro, sem spoilers, claro.

Nossa narradora descobre que anteriormente outra mulher tinha ocupado o cargo de preceptora, era ela responsável pela menina Flora. A Senhora Grose explica que recentemente essa mesma mulher tinha ido embora. Essa mulher morreu. Outra coisa que a nova preceptora vai tomar conhecimento é de um homem que anteriormente cuidava do menino Miles e de algumas coisas do seu patrão. Esse homem também morreu. É dessa forma que a história ganha o seu tom de assustador, a nova preceptora em alguns momentos começa a ver essas duas figuras que anteriormente haviam educado as crianças (educado de forma estranha) e começa a acreditar que eles ainda exercem alguma influência nas crianças. É trabalho da preceptora encontrar uma forma de cuidar das crianças, sempre seguindo a condição que foi estabelecida no começo: não comunicar de forma alguma o tio das crianças.

A escrita de Henry James é simples, os diálogos são prazerosos e as descrições fazem o leitor entender bem o local onde tudo acontece. Confesso que em alguns momentos (lá para a metade) fiquei desanimado com a narrativa do livro, pois algumas situações demoram muito para ser esclarecidas. Mesmo assim foi o tipo de leitura que não me arrependo de ter feito, a história volta a ganhar ritmo quando vai se aproximando do final fazendo o interesse do leitor crescer novamente. Vale a pena conhecer esse clássico do terror psicológico.
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Fabio 24/02/2015

Apenas uma voltinha
Tinha grande interesse neste livro. Eu sabia muito pouco da historia, Sabia que era um livro clássico, uma historia de terror que envolvia crianças, isso me deixou muito entusiasmado, mas minhas expectativas não foram correspondidas.

Primeiro aquele inicio, que para mim quebra totalmente o ritmo da historia. Porque contar a historia principal através de um relato de outra pessoa, e o pior, enrola demais para começar. A única justificativa que vejo para aquele inicio foi encher linguiça.

Achei que somente a personagem principal foi bem desenvolvida. Os demais são bem superficiais. Não consegui perceber a dualidade que existia com os outros personagens na casa. O clima também não me pegou. Acho que o autor entregou rápido demais, de uma forma muito brusca os possíveis eventos sobrenaturais.

Sei que o grande mote do livro e a discussão do que realmente aconteceu em Bly,se a moça realmente via tudo aquilo ou era apenas imaginação. Eu não consegui perceber no texto algo que a contrariava. Nem mesmo o final, que eu achei muito vago e aberto me trouxe estes questionamentos.

Talvez eu tenha que reler novamente, pois li o livro em um período um pouco conturbado, parando muito a leitura, mas achei o livro totalmente aquém de sua fama.
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Blog MDL 03/11/2014

Numa mansão no interior da Inglaterra, uma governanta é encarregada de cuidar de duas crianças órfãs. O tutor das crianças, seu tio, deixa tudo sobre o controle da sua mais nova empregada, com uma única regra máxima: não o perturbar em hipótese alguma.

As crianças se comportam bem. Todavia, existe um desconforto crescente vindo da governanta em relação às crianças e à propriedade. Ainda mais depois que um homem misterioso aparece nos arredores procurando por algo desconhecido e que acaba deixando aflita a jovem moça. No desespero de cuidar e proteger as crianças, ela acaba descobrindo que as coisas são bem diferentes daquilo que imaginava até então e a partir disso precisa travar uma luta cercada pela tragédia e por um final imprevisível.

Apesar de ser uma história curta, em A Volta do Parafuso Henry James abrange todas as características linguísticas da época em que escreveu o conto através de uma escrita fluida e que certamente irá envolver até mesmo aqueles que sentem certo receio de ler algum clássico. Um dos motivos para a leitura ser tão fascinante, está centrado na maneira que ele transformou uma história com características de puro entretenimento em algo mais que até os dias de hoje desperta questionamentos entre os leitores comuns e estudiosos da literatura.

Muito disso se deve aos personagens marcantes e intuitivos de sua obra. Já que com uma das protagonistas mais dúbias que eu já acompanhei, James conseguiu não só tornar a governanta disposta a fazer tudo que fosse possível ser feito para proteger as crianças do mal que ela acredita assombrar a velha mansão, como também, fazer isso de uma maneira que deixa o leitor incerto no que concerne a sanidade da personagem.

Tanto que a dúvida de que ela está imaginando tudo e a crença na existência de fantasmas que representam um perigo real para as crianças, persegue o leitor implacavelmente. Principalmente, porque se torna evidente que a preocupação dela, está se transformando em uma obsessão (que pode ser ainda mais perigosa do que o dito mal que ela teme). No entanto, esses são apenas alguns dos pontos fortes que posso dizer a respeito dessa história que, a bem da verdade, pode ser definida como um grande conto, com desdobramentos imprevisíveis e um final extremamente inquietante.

site: http://www.mundodoslivros.com/2014/10/resenha-especial-volta-do-parafuso-por.html
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Larissa Castro 17/04/2014

O drama psicológico de Henry James
Tensa e sombria, a novela psicológica do norte-americano Henry James, que se passa numa residência no interior da Inglaterra, é narrada em primeira pessoa pela personagem principal, uma governanta contratada pelo tio de dois irmãos órfãos, Flora e Miles, para cuidar dos mesmos, sob ordem de jamais incomodar o misterioso tutor, cabendo somente a ela resolver qualquer problema que possa surgir a respeito das crianças. Logo nos momentos seguintes à chegada da governanta, se iniciam uma série de acontecimentos paranormais que levam o leitor a uma ambiente desconhecido em que ele precisará decidir se tudo se trata de ficção ou realidade.

Já de início, é perceptível a incrível habilidade que o autor possui com a linguagem, apresentando-nos um texto rico em detalhes, mas não exaustivo; por vezes poético e bem articulado, mas sem comprometer a clareza e a objetividade da narrativa. O suspense, peça crucial para essa obra, é mantido até as últimas páginas, porém o mesmo não consiste na retenção exaustiva de informações – como em algumas narrativas que acabam levando o leitor ao desânimo –, mas sim, consiste na confusão gerada sobre o leitor, que se torna o único responsável em decidir o que concluir a partir dos fatos que lhe são apresentados. Trata-se de uma estória sobre fantasmas, ou de uma estória sobre loucura? De perversão e maldade, ou de inocência juvenil? Além disso, as informações são fornecidas estrategicamente, de forma calma e linear, num ritmo proporcional, de modo a manter o interesse e envolvimento do leitor seguindo de forma crescente.

Chegamos ao fim da narrativa como num susto, sem nada nas mãos, e a interpretação dos fatos fica inteiramente por nossa conta. A "última volta do parafuso" fica, novamente, a critério do leitor.
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Na Literatura Selvagem 16/01/2014

Melhor Leitura de Outubro 2013
A volta do parafuso é uma obra escrita por Henry James. Ganhei esse livro no Amiga Secreta do Dose Literária [Mara Vanessa foi minha AS querida] e assim que chegou, terminei uma leitura pra começar a lê-lo. E terminei de ler duas horas depois... O enredo fala sobre uma governanta que cuida de duas crianças órfãs em uma mansão afastada de Londres, onde aparecem os antigos empregados da casa, já mortos, que tomavam conta da educação das crianças antes de morrerem... Quem já assistiu o filme Os Outros, com Nicole Kidman, vai ficar familiarizado com o enredo, que foi baseado na história desse livro. Achei a leitura fantástica. Além desse filme, existem mais dois que são baseados na obra de James, Os inocentes e Os que chegam com a noite.

Leia mais em

site: http://torporniilista.blogspot.com.br/2014/01/resenha-do-mes-outubro-volta-do-parafuso.html
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Dose Literária 07/12/2013

http://www.doseliteraria.com.br/2013/11/a-outra-volta-do-parafuso-henry-james.html
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Fernando Franco 09/05/2013

O parafuso vai apertando e a pressão vai aumentando.
É terror (amo terror!). Apesar de não ser uma história inusitada pros dias de hoje, ainda dá pra sentir um frio na barriga quando se lê esta obra de Henry James (como se um dos fantasmas fossem pular do livro na sua cara a qualquer momento!). O clima de tensão é sensacional, do começo ao fim. Recomendo ler esse livro o mais rápido que puder (é pequeno), pois enquanto não o terminei, fiquei pensando na história (e nos fantasmas) e doido pra voltar (ou seja, desatenção no mundo). Pra nós do século XXI, acostumados com histórias de terror super macabras, e preocupados com outros temores que não envolvem fantasmas, A outra volta do parafuso pode parecer fichinha. Precisaria de um esforço maior de leitores mais "acostumados" com terror pra comprar a história. O melhor do livro mesmo é a polêmica do final, e suas interpretações. Mas pra saber do que se trata, só lendo...
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Vitória 29/04/2013

Trecho inesquecível
"(...)Era o silêncio morto de nossa troca de olhares, a uma distância tão pequena, monstruoso como era, que dava ao horror todo o seu único aspecto sobrenatural. Se eu houvesse topado com um assassino num lugar como esse e numa hora dessas, nós, ao menos, teríamos conversado. Alguma coisa ter-se-ia passado, na vida, entre nós. Se nada houvesse ocorrido, um de nós teria saído do lugar. O momento foi tão prolongado que teria sido necessário apenas um pouco mais para me fazer duvidar até mesmo que eu estava viva."
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Cris 28/04/2013

O primeiro conto, "A Volta do Parafuso", é uma eletrizante mistura de fantasia gótica com thriller psicológico.
Já "Daisy Miller" é um Nelson Rodrigues do século XIX. Que, apesar de subliminar, faz uma crítica tão feroz da sociedade européia de sua época quanto a que o escritor recifense fazia da sociedade brasileira de meados do século XX.
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