A Volta do Parafuso

A Volta do Parafuso Henry James




Resenhas - A Volta do Parafuso


84 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6


Ingrid - @ingridysses 02/01/2019

O dia em que conheci a escrita de Henry James
Acredita que mesmo suando nesse calorão do dia 31/12, várias vezes fiquei arrepiada? É um livro que dá até pena de não ter amigos para conversar pessoalmente sobre ele, pois renderia várias interpretações.
Li numa versão bilíngue que tem inglês e português na mesma página, e achei bem bacana porque assim pude comparar as duas línguas de vez em quando. Amei a narrativa!

Ah, não sei ao certo qual era a edição porque já passei o livro adiante, mas pretendo comprar novamente para reler.

site: Se quiser me seguir: https://www.instagram.com/ingridysses/
Thiago 02/01/2019minha estante
Vai assistir o filme?


Ingrid - @ingridysses 02/01/2019minha estante
Vou sim, assim que eu achar haha



Thiago 02/01/2019minha estante
Tem uma versão brasileira, que por sinal, também está muito boa.


Ingrid - @ingridysses 02/01/2019minha estante
Muito obrigada! Vou assistir agora mesmo. Que abertura fantástica!


Thiago 02/01/2019minha estante
A versão brasileira, que eu falei, também tem no youtube. Eles traduziram inclusive a cantilena, pelo menos é o que eu ouvi numa crítica na época. https://www.youtube.com/watch?v=cN0dZc99EQM


Alcione 02/01/2019minha estante
Thiago,essa adaptação seria Os inocentes???


Alcione 02/01/2019minha estante
Ingrid, parabéns. Linda resenha. Vou começar já.


Ingrid - @ingridysses 02/01/2019minha estante
Sim, Alcione. Eu assisti as duas versões (que o Thiago comentou). Subestimei a brasileira, mas no fim acabei gostando das duas!


Thiago 02/01/2019minha estante
Alcione, sim, esse mesmo.
Ingrid, eu achei genial a ideia deles colocarem numa fazenda de café, em plena década de 30, quando o governo mandou queimar toda a safra, para que o preço pudesse subir novamente. O Walter Lima Jr. fez um bom filme, não digo que seja excepcional, mas manteve uma constante, e a locação é muito boa, tem uma ótima fotografia, e os atores, estão bem, principalmente a Virginia Cavendish que está exuberante, e o Domingos Montagner, acaba tendo uma ótima participação, apesar de muito breve.


Ingrid - @ingridysses 02/01/2019minha estante
Sim, Thiago. Não entendo muito dessas coisas, mas acho que a adaptação brasileira poderia ter mais tempo, pois o enredo parece meio confuso. Se fosse uma minissérie, acho que ficaria bem mais atrativo.


Thiago 02/01/2019minha estante
Para ser sincero, eu gosto muito do tom dúbio que ele tem, não sei se foi bem isso que você se referiu como confuso. Mas nota-se que tem muita coisa nas "entrelinhas", que não veem a tona, são apenas levemente mencionadas, como por exemplo; o fato da Laura ter perdido a mãe a pouco, e dela ficar desconfortável na presença de homens, o Walter, disse que fez isso propositalmente.


Ingrid - @ingridysses 02/01/2019minha estante
Entendo, disso eu gostei. Mas vou assistir novamente num dia mais frio, pode ser que não prestei tanta atenção por causa do calor insuportável haha


Thiago 02/01/2019minha estante
Eu nem sei como você teve paciência para assistir em tão pouco tempo dois filmes similares kkkkkkkkk


Ingrid - @ingridysses 02/01/2019minha estante
Nem eu kkkkk




Renata (@renatac.arruda) 21/10/2018

Clássico de Henry James que, apesar de ser uma novela de pouco mais de 100 páginas, foi incluída na coletânea "Contos de Horror do Século XIX", organizada por Alberto Manguel. A história, contada por uma narradora nada confiável, se torna mais sinistra à medida em que se desenrola e o seu brilhantismo está na ambiguidade: é impossível afirmar com certeza se as aparições vistas pela protagonista são fruto de um fenômeno sobrenatural ou da insanidade (inclusive acredita-se que Shirley Jackson tenha se inspirado nessa ambiguidade para escrever "A assombração da Casa da Colina"). O fato é que há pistas no texto que levam a crer que a personagem estava sofrendo de transtornos psicológicos, de forma que essa história é muito estudada à luz da psicanálise, por ter se antecipado a teorias formuladas por Freud. E eu tendo a concordar com este ponto de vista, embora o texto também ofereça argumentos para acreditar em uma influência maligna.

Embora a narrativa seja arrastada, funciona de forma impressionante, conseguindo a façanha de ser absolutamente terrível sob ambas as perspectivas.

Em: https://www.instagram.com/p/BpN1GaYHHe4/

site: https://www.instagram.com/p/BpN1GaYHHe4/
Ju 23/10/2018minha estante
Eu tremi nas bases com esse livro. Dizem que o filme mais antigo é muito bom, porque os fantasmas só aparecem de longe, deixa o maior clima.
O que você achou do final?


Renata (@renatac.arruda) 28/10/2018minha estante
Vou procurar o filme, me interessa ver essas adaptações. Olha, eu fiquei bem chocada com o final. Você não tem muito como saber se ela foi possuída ou se enlouqueceu, mas no meu ponto de vista, entendi que ela estava fora de si. Vi alguns traços de repressão sexual e projeção, mas, no fim das contas, interpretei aquilo tudo como um surto de esquizofrenia.


Ju 29/10/2018minha estante
Também acho que fica ambíguo entre fantasmas de verdade ou transtorno psicológico. Mas como você entendeu que o menino morreu? Porque eu não entendi.


Renata (@renatac.arruda) 30/10/2018minha estante
Me parece que ela o estrangulou durante o devaneio




Alfer Medeiros 12/12/2010

Deveria ser mais curto...
O livro se arrasta demais, a protagonista é inexpressiva e as coisas acontecem muito devagar.
Tem ideias interessantes e um cenário propício a um bom terror psicológico do século XIX. Funcionaria melhor se fosse um conto ou, no máximo, uma noveleta. Como romance, ficou maçante.
Isso sem citar o clímax, curto e brusco.
Ainda prefiro Poe e Lovecraft.
nowmary 26/08/2011minha estante
Tive essa mesma impressão do livro.


Gláucia 01/03/2012minha estante
Não sei se você sabe mas existe um filme baseado nessa novela, Os Inocentes, com Debora Kerr.


Júliah 11/06/2012minha estante
Ele esta como um conto no livro Contos de horror do século XIX, confesso que tb achei muito chato! Mas nesse livro tem uns contos excelentes!


Victor Tanaka 14/06/2013minha estante
Devagar? Sério?
Eu acho que os acontecimentos se dão em um ritmo perfeito!




cristianepf 29/09/2012

Maravilhoso | http://meioliteral.blogspot.com.br/
A primeira coisa que você precisa saber sobre esse clássico é que trata-se de uma obra ambígua. A intenção do autor é justamente nos deixar em dúvida sobre os relatos. Por isso, não se preocupe em encontrar respostas certas ou erradas.

A grande dúvida será sobre em quem acreditar. Na preceptora que está contando a história, ou nas crianças que dizem não ver assombração nenhuma? Dessa maneira, os leitores irão se dividir em dois grupos: Alguns vão ver o livro como de suspense outros como psicológico e, como eu já disse, nenhum estará errado.

Durante a leitura, descobri dois filmes que foram inspirados no livro e procurei os dois para assistir. Gostei de ambos, mas a grande diferença entre eles o livro é que, ao contrário do livro, os filmes pendem mais para um lado ou para outro, tendo já a sua interpretação bem definida.

O primeiro se chama, Os Inocentes (1961), é um filme em preto e branco que realça a ideia dos fantasmas que perseguem as crianças e estes realmente escondem que mantém contato com eles, enquanto a preceptora tenta de todas as formas salvá-los. Trata-se de uma história paranormal.

No segundo filme, Lugares Escuros (2006), a história é trazida para a atualidade e a babá é claramente mostrada como perturbada e com passado problemático, onde a babá tenta proteger as crianças de um perigo que não existe. Trata-se, então de uma história com fundo psicológico.

Nos filmes também é interessante realçar que, algumas outras informações são acrescentadas que o livro simplesmente não cita, ou apresenta-as de forma evasiva.

No filme de 1961, a explicação da expulsão de Miles da escola fica a cargo da maldade que o menino assume, chegando a afirmar que maltratava animais algumas vezes. Já o filme de 2005, o distúrbio mental da professora é atribuído a abusos que ela sofreu na infância, inclusive é um mal que ela acredita que as crianças também sofreram.

Além dos filmes, o livro "A menina que não sabia ler" de John Harding também lembra muito "A outra volta do parafuso". O livro faz várias referências ao clássico, desde o cenário, a descrição das personagens, o nome dos mesmos e também conta com uma boa pitada de mistério que nos faz até chegar a pensar no início que se trata da mesma história, só que contada por uma das crianças. Depois o livro toma outro rumo, mas o final o autor tenta nos deixar em dúvida da mesma forma que Henry James.

Se eu já recomendava "A menina que não sabia ler" o livro que, sem que eu soubesse, é inspirado em "A outra volta do parafuso", agora recomendo os dois. Se você gosta do estilo, vai achar muito interessante e com certeza vai passar vários dias pensando e repensando as respostas para a história. Minhas únicas recomendações são que você leia o original em inglês ou consiga uma tradução muito boa, já que o livro é cheio de frases de duplo sentido que são essências para o bom entendimento e formulação da sua teoria (eu li a da L&PM e está muito boa) e que você mantenha a mente aberta. Sente e aproveite a viagem maravilhosa que é essa história.

Eu tentei evitar spoilers ao máximo, mas gostaria de falar mais sobre o livro com vocês, por isso criei dois tópicos ali no link de Debates do livro e convido a quem se interessar para participar.

Camis 13/07/2012minha estante
Já assisti Os inocentes muitas vezes, recentemente resolvi pesquisar sobre o diretor e só ai descobri que a história é baseada nesse livro. Vou começar a ler em breve, mas adorei sua resenha pelas indicações. Fiquei doida por "A menina que não sabia ler".


Erica H. 02/02/2016minha estante
Na edição da Penguin tem um posfácio bem interessante sobre se os fantasmas eram reais ou imaginação da governanta. Para tanto, o autor compara o texto com outras obras de Henry James reunidas em diferentes coletâneas. Outro livro inspirado nessa obra é "A casa assombrada" do John Boyne.


Augusto Isaac 01/09/2017minha estante
Não estou gostando. Acho que deve ser problema de tradução.




Vanessa Meiser 09/03/2016

Há muito tempo eu acalentava a vontade de ler este livro e graças ao Clube do Livro do qual participo aqui na minha região, me foi possível finalmente realizar a leitura de A Volta do Parafuso ou A Outra Volta do Parafuso, já que a obra possui estes dois títulos. Vale ressaltar que mesmo com dois títulos, a história é a mesma na íntegra.
Pois bem, o que encontrei neste livro? Encontrei uma obra de terror contada sob o ponto de vista de um narrador que não vivenciou os fatos, mas que dizia estar de posse de um manuscrito detalhado sobre a terrível tragédia que se abateu sob uma família do interior da Inglaterra.
Vamos aos fatos? Aqui temos uma jovem Preceptora sem nome, de origem humilde e recém contratada para cuidar dos pequenos sobrinhos de um abastado senhor rico, solteiro e sem traquejo para a função. Uma das condições imposta por ele era a de que ela nunca lhe importunasse com problemas da mansão e principalmente problemas com as crianças.
Nossa Preceptora, completamente encantada pela beleza do patrão e com o conforto da mansão onde irá morar e trabalhar, aceita o desafio mesmo quando já nos primeiros dias começa a perceber estranhas movimentações nos arredores da casa. Além disto, assim que as crianças chegam do colégio para as férias em casa, ela logo nota que apesar de doces e encantadoras, elas possuem um leve toque de malícia e ironia em suas ações. A Preceptora tenta se enganar de que são crianças puras e inocentes, mas no fundo ela sabe que escondem alguns segredos compartilhados entre os irmãos.
Por outro lado, ela tem conhecimento de uma força oculta presente no lugar, força esta que pode ser o motivo para tais comportamentos inadequados. É fato que algo está errado e que as outras pessoas no local também sabem disto. As aparições que ela presencia (de Peter Quint e Miss Jessel – ex- funcionários já falecidos) não são visíveis só a ela, mesmo que ninguém mais admita. Sua amiga e colega de trabalho, Sra. Grose, por várias vezes compartilha das dúvidas e medos da jovem, mas ao mesmo tempo, nunca admiti abertamente acreditar no que está acontecendo. Sua posição leva a crer que está sempre na defensiva, querendo se proteger de algo ou não querendo admitir a própria loucura.
As coisas chegam a um ponto extremo na mansão e saem totalmente de controle, parece não ser mais possível restaurar a antiga paz do local. Flora e Miles definitivamente não estão agindo como o esperado, enquanto que seus mentores (Peter e Miss Jessel) estão cada vez mais fortes.
O que achei da trama? Na verdade, eu ainda não sei opinar se gostei ou não do livro, claro que me sinto muito satisfeita por ter lido um clássico tão aclamado (assisti ao filme também), mas não acho que ele tenha tido grande influência sob minhas leituras. Ao concluí-lo me peguei pensando nos pontos que fizeram de A Volta do Parafuso esta obra tão famosa e tão apaixonante para a maioria das pessoas que a lêem. Muitos acreditam que é um livro de dupla interpretação. A primeira delas é a de que tudo o que a Preceptora presencia seja mesmo verdade e que existem sim fantasmas na casa dispostos a vingarem-se dos moradores. A segunda interpretação é a de que tudo não passa de uma grande ilusão por parte da moça que, por vir de uma criação religiosa rígida, fantasia que demônios estão atormentando seus anjinhos.
Concordo com esta ambigüidade proposta pelo autor, mas no meu ponto de vista – acredito que cada leitor tenha o seu – tudo o que a Preceptora presenciou estava realmente acontecendo na mansão, não era apenas fruto de sua imaginação, no entanto, as conseqüências dos fatos foram além do entendimento de nossa protagonista e ocasionou cenas tragicamente tristes. O que me impossibilitou uma maior proximidade com a trama foi a narrativa do autor, claro que devo levar em conta a época em que o livro foi escrito, sua publicação original é de 1898, o que incomodou mesmo foram os poucos diálogos e extensas explicações que acabaram deixando a leitura bem pouco dinâmica e arrastada em alguns momentos, mas note-se que este é o único ponto negativo que ressalto, no geral é uma boa trama e o enredo é realmente instigante.


site: http://balaiodelivros.blogspot.com.br/
Craotchky 13/03/2016minha estante
A narração é meio complicada mesmo e prejudica um pouco a leitura. É realmente difícil de dizer se gostei ou não. Posso dizer que esperava mais...


Aline Teodosio @leituras.da.aline 27/08/2016minha estante
Achava que a outra volta do parafuso era a continuação... Hahah bom saber.




spoiler visualizar
Lais.Pedrecal 13/03/2019minha estante
Eu achei até que o meu livro tava faltando páginas, pq DO NADA ele acaba. Tá mais pra um nonsense


Laís 16/03/2019minha estante
Não é??? :s




naniedias 23/06/2012

A Volta do Parafuso, de Henry James
Uma nova governanta é contratada para cuidar dos dois sobrinhos de um atarefado senhor: Miles, de dez anos, e Flora, de oito.
A governanta vai para Bly - a residência onde moram as crianças.
Exceto pelo estranho pedido do tio dos garotos - que requisitara não ser incomodado sob hipótese alguma - tudo poderia ir muito bem. Afinal de contas, as crianças eram extremamente amáveis.
Só que as coisas começam a ficar estranhas. O diretor da escola onde Miles estudou manda uma carta onde afirma que o menino não seria novamente aceito na instituição - mas não explica os motivos.
E a governanta está certa de ter visto dois ex-funcionários - ambos mortos. E ainda mais certa ela está de que estão os dois atrás das crianças.

O que eu achei do livro:
Eu adoro um bom clássico. Eu adoro um bom livro de terror. O que esperar então da mistura dos dois? Um clássico de terror? Eu achei que seria bárbaro.
Só que não foi bem assim.
Não sei o quanto se perdeu na tradução, mas a escrita de Henry James é bastante enfadonha e a história parece ser arrastada - isso em um livro que não tem 150 páginas.
Esperava um terror psicológico daqueles que nos fazem ler o livro andando pela casa, de tanto nervoso do que pode acontecer. Infelizmente, entretanto, isso não ocorreu. Henry James não conseguiu despertar essa ansiedade em mim, ou me dar medo. Com a leitura se arrastando, eu demorei mais do que o normal para terminar esse pequeno livro - e não gostei do final com o qual me deparei. Em vários momentos, achei que a leitura iria melhorar até o final, esperei momentos de maior tensão ou até mesmo algum acontecimento para me deixar com medo. Muitos dos livros de terror que já li, alguns psicológicos, outros com monstros ou psicopatas, me deixaram tão aterrorizada que eu não consegui dormir com a luz apagada de noite. Isso para mim é o que um bom livro de terror deve fazer.
A história é narrada em primeira pessoa pela governanta (ao mesmo na maior parte do tempo. Há uma introdução logo no início, que eu achei um tanto quanto desnecessária, que também é narrada em primeira pessoa, porém por um personagem masculino) e isso nos coloca diretamente nos pensamentos da protagonista. Além disso, essa é uma história de fantasmas - mas como estamos ouvindo o relato direto da mulher, como saber realmente se os fantasmas existem ou são apenas delírios da mente da narradora? Essas reflexões são a parte mais interessante do livro - que acabam fazendo com que o leitor tenha que tirar suas próprias conclusões enquanto vai lendo os relatos da governanta. Se essa parte tivesse sido um pouco mais explorada, ao invés do autor querer deixar tantas coisas misteriosas (fazendo com que a narrativa não fluísse), acho que eu teria gostado mais da história.
O livro é bem curtinho, mas a leitura não é rápida. Apesar do sucesso dessa história, não consegui ser cativada nem pela narrativa, nem pelo enredo de A Volta do Parafuso. Uma pena.
A Volta do Parafuso é um clássico de terror psicológico. Mas não é para todos.

PS: Confesso que me senti um pouco burra (e, sim, essa é a palavra. Não há outra que poderia explicar a forma como me senti) por não ter conseguido apreciar da forma como gostaria essa obra.

Nota: 4
Dificuldade de Leitura: 8

Leia mais resenhas em www.naniesworld.com
Luiza Rodrigues 20/01/2015minha estante
Adorei sua resenha! Confesso que o livro também me decepcionou um pouco... vendo as experiências de outros leitores, esperava não conseguir dormir direito haha porém mal cheguei a sentir arrepios. Fora isso gostei muito do livro :)


Fabio 19/02/2015minha estante
Também tive as mesmas impressões que as suas. O livro não fluiu para mim e o autor perdeu boas oportunidades de fazer suspense revelando os personagens obscuros fácil demais. Acho que a grande reviravolta é o que você citou da ambiguidade da situação, mas ainda assim não me senti envolvido o bastante para questionar a situação.




Daniel Pedrosa 16/11/2011

Psicologia Pura
Após ler este romance, ficou claro para mim o conflito psicológico vivido pela personagem de Henry James. Uma mulher obcecada pela responsabilidade atribuida e que foi capaz de colocar de "cabeça pra baixo" uma casa onde vivem duas crianças. Um texto rebuscado e as vezes confuso denota do modelo adotado em primeira pessoa, visto apartir de alguém também confuso e amedrontado. De fato não se trata de um texto que me agrade, mas no que diz respeito a falar sobre sentimento e demonstratar o envolvimento entre personagens em uma estória, esta narrativa é rica e perspicaz. Aconselho a leitura para quem gosta de ler textos com frases complicadas e personagens também complicados.
Rodrigo 07/05/2012minha estante
devia ter lido seu comentario antes, o texto é bem complicado, fico confuso a maior parte do tempo e não sei se sou eu ou a intenção do autor era essa.


Nana 17/08/2015minha estante
tb achei a linguagem um pouco rebuscada, mas qdo fui ver na edição bilíngue eu vi que a tradução é que era horrível!! então ficou muito confuso, não sabia quem estava pirando mais: a protagonista ou eu... rs




Tatiane Buendía Mantovani 11/05/2015

Levei uma eternidade para ler as míseras 160 páginas.
E não entendi nada do final.
Me recomendaram como se o filme Os outros tivesse sido baseado nele, e talvez eu não tenha gostado porque parti da premissa errada.
Não gostei.
sol 21/06/2015minha estante
na verdade tem um filme sobre ele, antigo, chamado "Inocentes"


Keith 23/07/2015minha estante
Exatamente o mesmo comigo, parti da premissa (porque assim me foi indicado) de Os outros. E né, quebrei a cara, rs.




Claire Scorzi 18/02/2009

A melhor história de fantasmas
Muito se discute se os fantasmas mencionados em A volta do parafuso existem ou se são imaginação da governanta que narra a maior parte da história. Pessoalmente, não creio que ela tenha imaginado como resultado de "repressão sexual" (teoria de Edmund Wilson, numa época em que tornou-se 'perspicaz' explicar tudo com base em sexo, especialmente se a heroína da novela é solteira); acho que os fantasmas são reais, e o que ela narra digno de crédito.
Porém o mais impressionante nessa obra tão debatida é a arte fina de Henry James, que consegue pôr nossos cabelos em pé sem mostrar nada - nossa imaginação preenche as lacunas deixadas pelo escritor. Qualquer coisa imaginada é muito mais apavorante; e James apenas sugere em seu texto - deixando o resto por nossa conta.
Goldenlion85 18/12/2009minha estante
Esse livro é sem dúvida, um peça preciosa, li e meus questionamentos aumentaram

muito..., esse livro deixa muitas questões abertas no ar,

a minha será que a protagonista realmente gostava de seu preceptor?

é muita coisa pra analizar, sua resenha é ótima!!!




Kah Cruz 11/06/2009

Tô até agora tentando entender pq comecei a ler esse livro... e tentando entender o que eu li... é mto confuso!!
Rodrigo 19/05/2012minha estante
o terror do livro é vc não conseguir entender nada, muito confuso, só terminei de ler pra não dizer que gastei dinheiro atoa




Augusto Isaac 09/10/2017

Decepção.
Li a versão da Martin Claret.
O comecinho interessante e o bom final não apagam a má impressão que o desenvolvimento traz, extremamente lento e desinteressante. A visão controversa da governanta excede o suspense, enchendo a paciência do leitor.
A falas do menino de 10 anos no final são tão artificialmente adultas quanto as de algumas novelas da rede Globo, impossível de absorver.
Apesar de ter algumas qualidades e boas sacadas, elas constituem a minoria do livro, não entendo como esse livro pode ser considerado um clássico.
Lydia P. 14/01/2020minha estante
Tô na metade e rezando pra conseguir terminar logo, achei exatamente isso que vc disse, lento e desinteressante, meu Deus, decepcionada. .




Horroshow 15/09/2015

Disputa entre psicologia e existência
Resenha por Renato Fonseca

Henry James, nascido em Nova York em 1843, foi um influente escritor no período denominado realismo na literatura do século XIX. Além de “A Outra Volta do Parafuso”, escreveu outros romances, contos e críticas literárias. É importante ressaltar que Henry James é um autor que consegue tecer tramas psicológicas com uma maestria raríssima e é justamente essa a grande questão de “A Outra Volta do Parafuso”.

A postura adotada por H. James é a de manter o mistério em aberto, desenvolvendo a possibilidade de uma história genuinamente de fantasmas ou de viés psicológico; o grande feito nesta obra é a permanência do suspense e do terror, mantidos independentemente da perspectiva do leitor, que ficará preso as páginas do livro, quer entenda a “Senhorita” como uma transtornada por problemas psicológicos, quer a entenda por assombrada por um fantasma. Essa dualidade de interpretações somente ocorre pela forma inteligente como o autor desenvolve sua escrita: os acontecimentos são narrados pela personagem principal (a Senhorita, sem nome), que afirma ver os fantasmas, sem que ninguém além dela os veja ou endosse suas visões.

(... Leia mais no link abaixo)

site: http://bloghorrorshow.blogspot.com.br/2015/04/a-outra-volta-do-parafuso-henry-james.html
Craotchky 28/09/2015minha estante
Quero muito ler esse livro...




spoiler visualizar
Janine 06/10/2019minha estante
Kkkkkkkkkkkkkkk muito bom




Pedro 26/04/2016

Livro interessante.
Algumas horas dá a sensação que o livro não sai do canto, talvez por causa da linguagem, talvez por se passar muito na cabeça e reflexões da personagem, mas melhora depois. Achei um final muito interessante para a época que foi escrito. Deixou a bomba nas mãos do leitor! Vale a pena.
Gleiciane.Marques 14/01/2017minha estante
Eu adorei este livro. Li na faculdade e fizemos ótimas discussões. E uma das belezas dele é o que vc disse, o final nas nossas mãos e algumas coisas não explicadas, que temos que especular. Já viu o filme de Capote? Vale a pena, apesar das diferenças do livro.




84 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6