Amar, Verbo Intransitivo

Amar, Verbo Intransitivo Mário de Andrade




Resenhas - Amar, Verbo Intransitivo


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Anienne 03/12/2019

Amar, Verbo Intransitivo
Esse livro para mim foi muito muito muito mais do que eu estava esperando.

Não estou falando do Conteúdo em si, apesar da história sem pretensões, ser muito interessante e mostrar os hábitos e os rumores de uma época. Algo que para nós pode ser impensável (pelas facilidades de nossa época), questionável e.até criminoso, no que se trata do ritual de passagem do meninO para Homem. A história lhe envolve e abraça mesmo. O leitor chega a concordar com o enredo, com a trama e com as voltas que a personagem dá para encobrir o seu comportamento. Ela busca se convencer de que o seu trabalho é como outro qualquer, colocando-o sob grossas camadas de verniz para lhe dar ares de dignidade para si mesma. Engana-se para não encarar sua culpa e sua dor.

Enfim...

Mais do que o Conteúdo, a Forma me.pega e me.toma com mais vigor. Mário de Andrade conversa com o leitor dentro da obra sobre os personagens, os acontecimentos na história e sobre a própria obra. O autor aparece na obra e com uma personalidade e opiniões bem diferentes da do narrador.Ele se expõe. Ele faz críticas à obra. Ele questiona o comportamento dos personagens. Ele abre, coloca sob a luz o qie ela tenta encobrir.

Sem mais palavras...

Eu fiquei impressionada e apaixonada!!!!!!!!
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Biblioteca Álvaro Guerra 12/09/2019

Mário Raul Moraes De Andrade nasceu em São Paulo, em 9 de outubro de 1893 e faleceu em 25 de fevereiro de 1945. Foi poeta, escritor, crítico literário, musicólogo, folclorista, cronista ensaísta e um dos pioneiros da poesia moderna brasileira, com a publicação de seu livro Pauliceia Desvairada, em 1922. Durante sua infância foi considerado um pianista prodígio, tendo sido matriculado no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo em 1911. Recebeu educação formal apenas em música, mas foi autodidata em história, arte e, especialmente, poesia. Em 1922, ao mesmo tempo em que preparava a publicação de Pauliceia Desvairada, trabalhou com Malfatti e Oswald de Andrade na organização de um evento que se destinava a divulgar as obras deles a um público mais vasto, a Semana de Arte Moderna, que ocorreu no Teatro Municipal de São Paulo entre os dias 11 e 18 de fevereiro. Depois de trabalhar como professor de música e colunista de jornal, ele publicou seu maior romance, Macunaíma, em 1928. No fim de sua vida, tornou-se o diretor-fundador do Departamento Municipal de Cultura de São Paulo, formalizando o papel que ele havia desempenhado durante muito tempo como catalisador da modernidade artística na cidade e no país. Andrade morreu em sua residência, em São Paulo, devido a um enfarte do miocárdio, quando tinha 51 anos. Dadas as suas divergências com a ditadura, não houve qualquer reação.

Empreste esse livro na biblioteca pública

Livro disponível para empréstimo nas Bibliotecas Municipais de São Paulo. Basta reservar! De graça!

site: http://bibliotecacircula.prefeitura.sp.gov.br/pesquisa/isbn/9788542811131
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Daniel 17/07/2019

Uma história de amor proibido (ou quase isso)
São Paulo, década 20. Os patriarcas das famílias mais abastadas da cidade, temendo que seus filhos homens "se percam no vício do jogo e mulheres", contratam preceptoras estrangeiras, mulheres maduras e cultas, para iniciarem, de forma segura, seus garotos nas "artes do amor". Uma dessas mulheres é Fraulein Elza, uma alemã de 35 anos, contratada pelo milionário Souza Costa para iniciar seu filho Carlos, de 15 anos, na vida sexual.
A obra causou grande alvoroço quando de sua publicação em 1927, tanto por expor uma situação típica sufocada pela hipocrisia da sociedade paulistana da época, quanto por apresentar inovações estéticas pouco usuais na literatura brasileira do início do século XX. A narrativa tem um ritmo conciso, dinâmico e quase cinematográfico, com frases curtas e diretas, repletas de neologismos, de modo a imprimir no leitor o impacto de um momento. O narrador por vezes se intromete na história, expondo opiniões irônicas e reflexões que ajudam a penetrar na mente das personagens. A mente, aliás, que é assim como em Contos Novos um dos grandes trunfos de Mário de Andrade. A construção psicológica das personagens é primorosa, com forte influência da psicanálise freudiana. Fraulein é um misto de mãe, amante e mestra de Carlos, com quem desenvolve uma relação ambígua.
Com descrições imediatas e inserções criativas, Mário de Andrade desenvolve aqui mais um grande exemplar do Modernismo brasileiro.
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Tati Iegoroff (Blog das Tatianices) 13/05/2019

Para adentrar os clássicos
Amar, verbo intransitivo não é uma leitura das mas fáceis, mas garanto que possui suas singelezas e aborda o amor de uma maneira peculiar: como algo que pode (deve, na verdade) ser ensinado a um jovem.

Laura e Felisberto Souza Costa são um casal tradicional, católico. Junto de seus filhos Carlos, Maria Luísa, Laurita e Aldinha, eles formam uma interessante família rica e paulistana, que mora em Higienópolis.

A questão é que as coisas começam a mudar um pouco quando Souza Costa decide contratar Elza, uma alemã, para ensinar sobre o amor a Carlos. Elza, porém, entra na casa da família como “professora de alemão”, língua que ensina a Carlos e Maria Luísa, os filhos mais velhos. E ela também ensina piano e costura para as meninas. Na casa, Elza é chamada de Fräulein que, se não estou enganada (eu não sei nada de alemão), pode significar “senhorita”.

A narrativa do livro, ainda que um pouco confusa para mim, aos poucos vai deixando claro que Elza já desempenhara esse papel — de ensinar o amor — outras vezes, mas que Souza Costa tinha certa vergonha dessa presença em casa, deixando, inclusive de contar a verdadeira tarefa de Elza para Laura, sua esposa, que, ao descobrir, fica chocadíssima.

O mais interessante do livro foi perceber como ele vai lidando com certos assuntos polêmicos e tabus da sociedade. Ao longo da história aparecem questões como os imigrantes, o preconceito de Elza — alemã — com relação aos brasileiros, o sexo para os jovens, as doenças, drogas, e até sobre o “ser mulher”.

Também gostei dos momentos em que o narrador começa a dialogar com o leitor, explicando melhor algum aspecto da história ou mesmo dando sua opinião.

O livro também é bem curto, então se você está pensando em se aventurar pelos clássicos da literatura brasileira e não sabe bem por onde começar, esta é uma boa pedida, mesmo não sendo uma leitura tão fácil. Vale lembrar que algumas coisas ficam subentendidas na história, mas que se você consegue entender o contexto dela, certamente a leitura acabará fluindo.

site: https://blogdastatianices.wordpress.com/2019/05/13/amar-verbo-intransitivo-mario-de-andrade/
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Carolina CM 08/12/2018

Livro modernista
Esperava mais. É um bom livro, mas panfletário e datado como Paulicéia.
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Daniel.Silva 11/08/2018

Uma história envolvente!
Primeiro romance modernista de Mário de Andrade, eu me apaixonei por esse livro em 1996, quando fui prestar vestibular, e era um dos livros que tínhamos de ler. Foi amor à primeira vista. De lá para cá, li mais duas vezes. É um livro apaixonante e instigante. Conta a história de uma suposta professora de alemão à casa da família Souza, uma família cristã, cheia de mistérios e contradições. A história começa, quando Elza é contratada pelo patriarca Souza Carlos para ficar em sua casa para ser professora de seu filho. Elza, que a partir de então passa a chamar-se de Fräulen, muda-se então para a casa, se fazendo passar por professora de alemão. Porém, a sua verdadeira missão é ensinar a arte de amar para Carlos, jovem de 16 anos, e filho mais velho de Sousa e ainda inexperiente.
Bom, eu não vou contar a história toda e nem como termina, claro. Fica o gostinho da curiosidade para comprar e ler o livro.
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Dreh 27/03/2018

Esse, assim como outros livros clássicos, é preciso que o leitor tenha uma maturidade para ler ou não entenderá o contexto da história.

A governanta alemã, chamada pelos demais personagens de Fraulein (existe trema, aqueles dois pontinhos, em cima do A, mas não há mais no teclado do computador), é contratada pelo senhor Sousa Costa, pai de família, para tecnicamente ensinar a língua da Alemanha aos filhos. O que sua esposa não sabe é que existia uma intenção maior por parte dele quando chamou esta mulher.

Primeiro romance escrito por Mário de Andrade, e com toda a característica da época em que ele viveu. Achei a leitura um pouco cansativa e algumas partes difícil de entender, mas conclui finalmente e agora posso dizer que li um clássico nacional.
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J R Corrêa 04/02/2018

Amar, verbo intransitivo
Amar, verbo intransitivo, de Mário de Andrade, conta a passagem de uma suposta professora de Alemão à casa da família Sousa ? uma família católica, mas cheia de mistérios e contradições. O enredo começa quando Sousa Costa contrata Elza para ficar em sua casa para ser professora do seu filho. Elza muda-se então para a casa, se fazendo passar por professora de alemão. Porém, a sua verdadeira missão é ensinar a arte de amar para Carlos, filho mais velho de Sousa e ainda inexperiente.
Elza, que a partir de então passa a chamar-se de Fräulen, começa a praticar aulas de alemão com Carlos e suas irmãs. No começo, Carlos não se anima com as aulas e não se aplica, pois ainda não mostra interesse por Fräulen, o que a deixa preocupada, já que nos seus trabalhos anteriores os meninos mostravam interesse mais rapidamente. Mas ele, ao reparar a inexplicável beleza de Fräulen, começa a se interessar pelas aulas e pela professora. Quando Fräulen percebe esse interesse de Carlos, regride em suas insinuações, já que seria essa a regra para fazer nascer o amor. Com esse interesse, Carlos passa a modificar sua postura, ficando mais em casa, e pede para que Fräulen lhe ensine piano e até a costurar, para mais tempo ficar ao lado dela.
Fräulen parece fazer parte da família de tão íntima que se torna de todos os membros. Entretanto, D. Laura ao perceber o interesse de Carlos pela professora e, sem saber da história, pede à Fräulen que deixe a casa. Fräulen vai até Sousa para perguntar o porquê que não contara a D. Laura o verdadeiro motivo de sua estadia na casa. Sousa conta tudo para D. Laura. Porém, Fräulen, por orgulho, decide ir embora. Entretanto, ela não queria e sofre com isso; não por amor, mas por não ter rumo. D. Laura e Sousa iniciam uma discussão sobre a permanência ou não de Fräulen na casa. Mesmo sem muito interesse de ambos, Sousa pede a Fräulen que fique e ela aceita.
Fräulen, com o consentimento agora de D. Laura, insinua-se durante a aula mais diretamente para Carlos. Ele hesita, por não saber o que fazer. Porém, ele pede para ela se aproximar novamente e a beija. Carlos vai à noite ao quarto de Fräulen e os dois tem a primeira noite de amor, que se repete algumas vezes até que Sousa, D. Laura e Fräulen decidem que o romance deve acabar de uma maneira trágica: com um susto. D. Laura suspira; já estaria acostumada com a presença de Fräulen na casa. O dia então chega; Carlos estava no quarto de Fräulen quando Sousa e D. Laura os flagram. A primeira reação de Carlos é afirmar que se precisar, ele casa. Sousa conta a verdadeira intenção com que Fräulen foi contratada. Carlos se assusta com a possibilidade de Fräulen ter ficado grávida, mesmo ela não estando. Mesmo assim, após toda a revelação, Carlos vai procurar Fräulen em seu quarto. Ela não abre a porta. Na hora de ir embora, Fräulen pede para se despedir de Carlos. Ao se despedir, ela o beijou na testa, num sinal de respeito e chora. Carlos fica diferente após a partida de Fräulen ? tornara-se homem. O sofrimento causado pela partida de Fräulen demora muito para passar. Mas passa. Carlos vai ao teatro, conversa com amigos, segue sua vida. Depois de anos, se reencontram de longe no carnaval; Carlos acena para Fräulen, mas sem sentimentos.
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André 01/02/2018

5º Amar, Verbo Intransitivo – Mário de Andrade
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Larissa 17/01/2018

Pior livro
Esse foi - de longe - o pior livro que já li. Tenho em minha mente a estranheza de quando eu constatei do que se tratava - eu esperava um livro bonitinho, romântico e cheio de água com açúcar, mas encontrei nele algo que ficou marcado em minha mente como péssimo. Não que a história seja de todo ruim, mas na época em que li era bem ingênua e esse livro me causou certo nojo.
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Ângelo 16/12/2017

Chato
Chato. A única coisa que dá para se dizer do livro. De vez em quando o autor do livro conversa com o leitor e isso quebra um pouco o gelo, mas mesmo assim o livro continua a ser chato.

Li pela primeira vez na 7ª série. Detestei mas tive que ler, pois tinha a ameaça do "vai cair na prova".

Voltei a ler 15 anos depois e continuei detestando, mas como não tinha mais nenhum tipo de obrigação ou ameaça, parei com a leitura.

Pelo visto só sendo obrigado e ameaçado pelas escolas para ler um livro tão enfadonho como este.
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Mara.Sousa 14/06/2017

Sim
Claro, só poderia ter sido escrito por ele.
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Andre.Luiz 19/03/2017

Muito bom mas com palavras , pelo menos pra mim desconhecidas, esforço extra para entende-las e não li os comentários do inicio do livro, talvez numa próxima eu leia.
Vou ler Macunaima.
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Amanda.Stabile 04/03/2017

Encantador
Fraulen, a professora de amor é um encanto. Ensinando os meninos, que após se apaixonarem viram homens. Livro encantador, nos dá vontade de ler até acabar.
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