Otelo, o Mouro  de Veneza

Otelo, o Mouro de Veneza William Shakespeare




Resenhas - Otelo


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Miris 15/04/2019

Desconcertante
Shakespeare narra de forma teatral a história do mouro Otelo com sua Desdêmona. Uma história de amor e ciúmes, de jogos e trapaças ( do lado de Iago) e é claro da trágico fim do casal. Chego a conclusão que o ciúmes cego e exagerado mata a alma e a consciência de qualquer um que prove um pouco que só, de tal sentimento.
nandoescreve 16/04/2019minha estante
Foi a primeira vez que li Shakespeare na vida. Estou extremamente encantado!




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Carol 26/02/2019

Shakespeare arrasa
Otelo é incrível, mostra aonde a pessoa chega envolvida pela ambição e ira. Sem falar nos diálogos muito reflexivos
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Spoiler & Cia 22/02/2019

Resenha A Tragédia de Otelo, o Mouro de Veneza- William Shakespeare
Esse livro provavelmente foi escrito durante a época em que o embaixador Abd el-Ouahed e sua comitiva se hospedaram na corte inglês, e com isso Shakespeare que frequentava o ambiente usou os costumes desta comitiva para escrever este livro, além disso, o livro possui semelhanças com uma obra italiana do Giraldi Cinthio, que fala sobre a questão do adultério na sociedade da época. Otelo é uma obra impactante por causa da profundidade de seus personagens, e a discussão de racismo e do papel da mulher na comunidade é extremamente atual.
“ (...)Nobre senhor, se a virtude é bela, seu genro é mais belo do que negro. (...)”
“(...) Os maridos deveriam saber que suas esposas têm sentidos como eles. Elas veem, têm olfato e paladar para o doce e o azedo, tal qual seus maridos. Por que eles nos trocam por outras? Por esporte? Acho que sim. Um esporte gerado por desejo? Creio que sim. Será a fraqueza que se desvia desse modo? Também é. E nós, não temos afeições, desejo pelo esporte e fraquezas como os homens as têm? Então que eles nos usem bem, ou então permitam que eles saibam que nossas más ações são as que eles próprios nos instruíram. (...)”
Logo no inicio entramos em contato com Iago e Rodrigo, que estão indignados com a união da filha do senador com um Mouro, e por isso estão indo em direção a casa do senador para avisa-lo disso. O senador ao descobrir que sua filha fugiu para se casar com Otelo fica revoltado, e vai atrás de Otelo para tentar separa-lo de Desdêmona .
Entretanto o casal está de fato apaixonado e já se casaram, e, portanto o pai de Desdêmona não consegue separa-los. O duque apoia o casamento, principalmente por ter Otelo em alta conta, e solicita que ele vá até Chipre ajudar a evitar a invasão turca, então ele parte para esta batalha, e Desêmona vai atrás dele.
O casal possui outros inimigos também, sendo o principal deles o Iago, que inveja o mouro. Esse personagem então arma um plano para incriminar Desdêmona de traição, e para isso usa diversos personagens, como o Rodrigo, Cássio, e sua mulher a Emília, que é uma personagem interessante que sofre em um casamento abusivo, entretanto demostra força e lealdade com Desdêmona em alguns momentos.
O livro é escrito como roteiro de peça, por ser uma tragédia. Possui uma linguagem fluida e fácil de entender, mesmo sendo um clássico de Shakespeare. A temática lembra outras obras que falam de adultério, como o Dom Casmurros, entretanto, desde o começo sabem que a mocinha é inocente, entretanto a Desdêmona é julgada a todo momento pelas ações de outras pessoas.


site: https://spoilercia.blogspot.com/2019/02/resenha-tragedia-de-otelo-o-mouro-de.html
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Aline Teodosio 19/02/2019

Se tem uma coisa de estrondosa insensatez nesse mundo é o ciúme. Este sentimento infame, que corrói e destrói almas. E foi exatamente isso o que aconteceu com Otelo, que deixou-se envenenar por Iago, seu alferes tomado de inveja. Perdeu sua lucidez, perdeu tudo.

Iago é um vilão extremamente inteligente e manipulador, que conduziu o protagonista desta história por um caminho sem volta de escuridão e podridão. Otelo, em contrapartida, mostrou-se fraco e influenciável além da conta. A peça mostra justamente isso, pessoas que se deixam cegar a tal ponto por sentimentos extremistas, que ficam impossibilitas de raciocinar com o mínimo de sensatez.
Nesses casos, nada é capaz de controlar a cólera de quem acha que está sendo enganado. A tragicidade é iminente.

Outro ponto importante da obra são as relações de poder e a ganância. Em prol de um status de destaque e de ascensão, algumas pessoas são capazes de qualquer coisa, de passar por cima de quem quer que seja, de difamar, de roubar e até de matar. O caráter e a moralidade para essas pessoas ficam sempre em segundo plano (isso quando não desaparecem completamente).

A obra te faz refletir o tempo todo sobre as questões acerca da frágil psiquê humana. Eu (como feminista nervosa que sou) me contorci do início ao fim diante da submissão e passividade da Desdêmona e das desculpas de Otelo ao dizer que estava "defendendo a sua honra". Entendo o contexto em que a obra foi escrita, mas mesmo assim não consegui não me incomodar com essas questões, até porque, passado taaaanto tempo, esses mesmos argumentos ainda permeiam mundo afora a todo instante.

A lição que daqui tiro é: a humanidade precisa evoluir urgentemente.
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WolfGang 17/01/2019

Poético e reflexivo
Foi meu primeiro contato com um tipo de texto teatral e, realmente, fico feliz desse ter sido meu primeiro livro do gênero. Shakespeare faz seu nome em muitas partes do livro, com sentenças poéticas e reflexivas; sobre o que se julgava honra e afeição num relacionamento e sobre inveja e malfeições. História atemporal, recomendo muito.
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Maria Luise | @bookhead_ 05/01/2019

Muito mais do que só uma traição!
Otelo, um coronel de Veneza apaixona-se por Desdêmona, uma aristocrata luisiana e acabam se casando escondidos. Após resolverem tudo com o pai da moça, o casal têm a falsa esperança de que nada mais o separariam.

Porém, Iago com raiva de Otelo, por não ter sido promovido à tenente, e inveja de Cássio por ter sido o escolhido, resolve planejar sua vingança. À partir disso, Iago começa a plantar ideias na cabeça de Otelo, dizendo que este estava sendo traído por seu amigo.

Com um jeito manipulador, despreocupado e, às vezes, cômico de falar, Iago consegue fazer com que o coronel acredite em sua mentira. Além disso, Otelo que era negro, imigrante e com um complexo de inferioridade aguçado acaba achando que Desdêmona amaria Cássio justamente por sua cor e inteligência. ??
?????????
Um ponto a se observar é que os valores culturais entre Otelo e os outros são diferentes, levando esse a não acreditar que pudesse ser mentira ou que um homem inventaria tal estória, além de ser considerado um bruto perto de seus companheiros.

É interessante perceber que em várias passagens Otelo e Iago possuem conversas em forma de espelho, no estilo do método socrático, onde Iago reforça ainda mais as dúvidas e incertezas do outro.

Essa peça é muito mais do que apenas traição, mas abrange também as incertezas que carregamos dentro de nós e que tentamos supri-las nos outros. Uma curiosidade- que já é conhecida por muitos- é que há uma intertextualidade entre Otelo e Dom Casmurro, e vale a pena prestar atenção na leitura desses dois clássicos!

Amei essa peça e todos os personagens que Shakespeare criou, principalmente Iago, que até agora foi meu vilão preferido!
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Marcos 14/11/2018

O criado que mudo aos olhos dos outros fala
Um das obras-primas de Shakespeare. Com diálogos envolventes, o drama "Otelo - O Mouro de Veneza", ganha força a medida que o gênio criativo do autor escancara de forma velada e sutil a ambiguidade do ser humano. É interessante notar que nas obras de Shakespeare as personagens principais são resignados ou resolutos. Do corpo ao fim a tragédia se lança ao abismo, envolvendo amor e ódio, temas marcantes em suas obras. Em Otelo mais uma vez quem cala consente, mas na obra o fim trágico foi por mero acaso, apesar de toda artimanha do traidor, as vias de fato serve como final do enredo. Rameira, prostituta, vadia, são palavras do agressor ao agredido, do que antes que era amor virou cólera. No final da obra a tragédia vence, assim como um consentimento velado dos deuses gregos ao castigar os humanos, também o consentimento do autor para que por nem um fio de espada escape o derradeiro desenlace. Em Otelo o espírito humano repousa em valores cavalheiresco e do sentido de nobreza, e pouco se fala em alma humana como mestra do enredo, a não em sua agonia pela exatidão de como um mentir vai longe, lançando ao abismo o homem e a mulher o que era pra ser subtendido, mas tudo isto está na obra, velada, que só aparece em mouros e outras diferenças que leva o homem a escolher as aparências do que o firmamento. Esta é a obra de Shakespeare. Otelo ainda persiste, talvez mais aviltado, sem dúvida, mas com as mesmas aparências. Do velo leva a testa a dúvida. Assim é na obra de Otelo, assim é na obra de Shakespeare. Brilhante!!!
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Carol Brito 02/11/2018

Otelo
A tragedia conta a historia de Otelo que é envenenado pelo considerado fiel amigo ao ciume pela sua fiel e amada Desdêmona
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DiRock S. 13/07/2018

Não precisam de causa para o ciúme
Otelo é a obra onde o ciúme protagoniza o caos. Escrita por volta de 1603, trata da trama romântica do general mouro Otelo com a esposa veneziana Desdêmona, alvo de conspiração do sub-oficial Iago após se sentir injustiçado com a promoção de Cássio pelo general.

A história é apresentada de forma objetiva, desenvolvida somente pelo diálogo entre os personagens. Os desfechos podem soar um tanto abruptos quando comparados ao romance, mas as falas sustentam as consequências das poucas, mas decididas ações de cada um.

Os personagens principais da obra possuem defeitos aproveitados no enredo. A imagem de cada um se desconstrói perante os outros personagens com suas verdadeiras faces diante da mentira.

De uma leitura rápida e agradável, vislumbre o comportamento realista dos humanos envolvidos na conspiração, que agem conforme a respectiva posição social até o momento da sua fraqueza explorada, quando surpreende com seus improvisos que resultam em ações trágicas.

site: https://xpliterario.com.br/xp-leitura/otelo/
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Darllan.Senna 27/06/2018

Arrebatador!
Existem horas em que informações objetivas sobre determinado objeto acabam por destruir toda a mensagem. Se tratando de Shakespeare, a subjetividade deve ser a régua mais precisa para esta crítica. Embora não tenha lido exatamente esta versão de uma coisa asseguro, este livro é genial. Esta obra conversa com o público ao revelar em cada personagem um traço da natureza humana. Da coragem e do ímpeto exclusivamente emocional de Otelo, da pureza e inocência de Desdémona , e sobretudo da genialidade maquiavélica de Iago. Todos esses personagens perfuram nossa alma e mostram que de alguma a linguagem da alma humana é universal e atemporal. Somos o duelo entre a razão e a loucura, a honestidade e a inveja, a confiança e o ciúme. Em todas as circunstâncias quem nos governa? O que nos governa? Somos donos de nós mesmos ou reféns das circunstâncias e de nossos instintos?
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Biblioteca Álvaro Guerra 11/05/2018

O ciúme ficou clássico a partir de Otelo e Otelo é citado sempre como símbolo do ciúme.
Shakespeare vai fundo ao construir esta tragédia onde explora várias faces da alma humana. O pérfido Iago conduz Otelo ao ciúme infernal e enlouquecedor. O bravo mouro, veterano de terríveis batalhas e representante militar do reino de Veneza, capital dianto do mais mesquinho sentimento de ciúme em relação a bela Desdêmona...

Empreste esse livro na biblioteca pública

Livro disponível para empréstimo nas Bibliotecas Municipais de São Paulo. Basta reservar! De graça!

site: http://bibliotecacircula.prefeitura.sp.gov.br/pesquisa/isbn/8525410177
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Ana 04/04/2018

Ciúme...
Otelo, general mouro, recebe uma promoção e torna-se governador.
Casado com a linda Desdêmona, vive feliz ao lado da esposa. Os dois amam-se muito.
Iago, com inveja da promoção que o mouro recebeu, arma uma teia de intrigas
para que Otelo pense que Desdêmona o trai com o tenente Cássio.
Otelo acaba caindo na armadilha do ciúme.
O livro original é dividido em atos e cenas, pois é teatro, mas essa edição que li
é da série Reencontro e está em forma de prosa.
Vale muito a pena, mas se o leitor quer conhecer a obra original, melhor ainda.
Lindas ilustrações de Rogério Borges.

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