Othello

Othello William Shakespeare




Resenhas - Otelo


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sirlani.lopes 19/01/2021

Achei péssimo.
Linguagem ruim.
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Vasya 17/01/2021

Iago, O Fofoqueiro Insuportável
“Ela me amava pelos perigos por que eu havia passado, e eu a amava por ter ela se compadecido de mim.”



#22 - Essa é a primeira releitura desse livro esse ano, então provavelmente meus pensamentos irão mudar já que estou estudando essa obra (não é nada para meio acadêmico não caso alguém queria saber) e talvez no final ache tudo o que eu escrevi aqui uma grande bobagem... ou não, mas vamos ver.


Primeiro: Iago talvez nem seja esse grande mestre da lorota, ele só está cercado de idiotas. Meu deus quanta gente burra, ninguém conversa entre si, ninguém pega esse homem no pulo, ah não dá não, sabe aquela vontade entra na história e gritar “OI!!! VAMOS ACORDA PRA VIDA GALERINHA!!!” Ele mente a torto e a direito o tempo todo com uma facilidade que vou te dizer…


Segundo: Iago é muito desocupado e rancoroso, Jesus amado, desde o início ele está lá tramando a desgraça alheia por causa de um negocinho:

“O começo dos dois foi violento, e você será testemunha de uma separação correspondente.” (claro que testemunharemos, você que vai causar seu safado)

*

"Odeio o Mouro. Meus motivos têm raízes no coração; os seus têm tanta razão de ser quanto os meus. Vamos agir em conjunto na nossa vingança contra ele. Se você conseguir presenteá-lo com um par de chifres, estará presenteando a si mesmo com um prazer e a mim com um divertimento..” (???????????)

Meu filho vai arranjar um hobby


Terceiro: Otelo é muito burro! Até parece que foi criado em um circo pra ser esse grande palhaço #pelamordedeus, acredita em qualquer coisa que dizem pra ele. Mas ao mesmo tempo que você se irrita com ele você sente pena, porque olhando do ponto de vista dele e pensado em tudo o que ele tem que suportar por ser quem é, vamos dizer que é até fácil entender porque ele acaba acreditando na primeira pessoa que parece leal (não to dizendo que foi ok ele ter matar a desdêmona não hein)

“Otelo – Esse homem é de uma honestidade excessiva, e conhece, com um espírito instruído, todas as qualidades da conduta humana.”

Olha como ele é ingênuo. Dá uma dó só de ver.


Quarto: É assustador pensar em como essa peça é mega antiga e ainda hoje vemos que esses tais “crimes de honra" acontecerem com tanta frequência. A vida de um mulher é algo tão descartável a tanto tempo que você realmente não consegue ter outro sentimento se não o de revolta enquanto vai lendo, Otelo e um dos personagens que eu não consigo ter um apreço real no final da leitura, ele poderia ter seguido tantos caminhos mas prefere ferir e matar sua amada por acusações de terceiros que ele nem fez questão de investigar seriamente.


Quinto: A soberba de Iago e algo engraçado e fácil de se encontrar nos dias de hoje, ele trata Otelo com um burro (asno) e por alguma razão acha que é melhor/superior que o outro, serio se ele se empenhase em fazer as coisas pra melhorar sua propria vida ele claramente iria longe mas ele esta tão ocupado em destruir a felicidade alheia que isso se perde. Ele tem inteligência e lábia (o que e muito mais importante sejamos honesto) mas ele e um merdinha invejoso que não suporta saber que Otelo, o negro e superior a ele.

“O Mouro é de natureza aberta e generosa: acredita ser honesto todo homem com aparência de honesto, e deixa-se levar docilmente pelo nariz, assim como o são os asnos.”


O mau caratismo de Iago mostra como as aparências não são nada quando a gente realmente para pra pensar.

Por isso que Otelo por pouco não é a minha peça favorita do sr. Shakespeare (Macbeth ainda é tudo pra mim) mas essa obra com certeza está em segundo lugar por ter todos esses elementos que movem o mundo até hoje.

Ps: Vocês sabiam que quando procuramos Iago no google a definição é “indivíduo astuto, que arma intrigas; velhaco.” por essa eu não esperava!


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Felipe 13/01/2021

Eu gostei, mas tenho que dizer que exagerado é a palavra que vem a cabeça com tudo o que acontece no final. Provavelmente curtiria muito mais se assiste uma adaptação da obra.
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Haroldinho 31/12/2020

Ao meu ver, Iago é um personagem secundário que rouba a atenção para si. Mesmo nas cenas em que concorre com Otelo, sua articulação se sobressai. Um típico vilão (?) por quem, a certa altura, nutrimos certo apreço. No geral, uma trama bem bolada sobre a decadência dos valores humanos com uma sutil discussão sobre racismo como pano de fundo.
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Steph Mostav 26/12/2020

Uma queda injusta
Com essa, termino a releitura das quatro grandes tragédias de Shakespeare esse ano e a experiência foi bem rica comparada às primeiras leituras. Em Otelo, temos o conflito entre o íntegro protagonista e a maldade mesquinha, invejosa e racista de Iago. Ao contrário das três outras peças, esta se desenvolve com unidade temática, sem enredos paralelos para além da crise emocional de Otelo. Sobre ele, é importante frisar que desde o início é apresentado como uma pessoa nobre e respeitada, tão íntegro que não concebe que Iago possa ser tão dissimulado. Assim, ele não é ingenuamente enganado pelo vilão, e sim uma vítima de um mal motivado por questões de classe, raça e hierarquia. Como todos os heróis trágicos, Otelo aprende através do sofrimento, mas o culpado por sua queda não são suas próprias atitudes e sim a manipulação cruel e engenhosa de Iago. Afinal, o herói digno do início não é o mesmo Otelo que o ciumento irracional que busca vingança do final e o responsável por essa mudança é Iago, que se aproveita da fragilidade identitária de Otelo. Aproveitando-se das vulnerabilidades do herói, Iago o atinge onde ele é mais vulnerável: na diferença entre os universos culturais de Otelo e Desdêmona, na sua constante e quase aflita vontade de se reafirmar como cristão e rejeitar suas origens para ser aceito no contexto cultural e político de Veneza, sendo um homem negro em meio à soldados, líderes e nobres brancos. É Iago quem corrompe as virtudes de Otelo, como a valorização que aquele dava à livre iniciativa de Desdêmona para escolher muito mais do que poderia se ainda vivesse com o pai. Essa liberdade é distorcida pela influência de Iago como sendo algo degenerado e um claro sinal de infidelidade. Desde o ínicio, Otelo luta para se afastar dos estereótipos racistas que associam à imagem dele, como no julgamento do início, em que tem de provar que seu casamento com uma nobre como Desdêmona não foi fruto de bruxaria e o seu relacionamento com uma mulher branca não é sexualizado e "monstruoso" como os personagens racistas tendem a caracterizá-lo. O sucesso de Iago é atingir esse casamento, que "é importante para Otelo menos como uma relação sexual do que como um símbolo de que é amado e aceito como uma pessoa, um irmão na comunidade veneziana. O monstro em sua mente, hediondo demais para ser mostrado, é a desconfiança, que ele até agora reprimiu, de que é valorizado apenas por sua utilidade para a Cidade. Não fosse por suas funções, ele seria tratado como um bárbaro negro." A meta de Iago é não só destruí-lo, como ruir tudo ao seu redor, como fez a Rodrigo, que corrompeu até que o tolo apaixonado tornar-se potencial assassino. Iago sente desprezo por todos os que manipula e, como um personagem que deseja destruir os outros, nunca funciona sozinho, mas em contraste com alguém. Outra relação de contraste é entre a visão idealizada de amor de Desdêmona e o pensamento mais realista de Emília, mas nesse caso as diferenças não impedem que se forme um lindo laço de amizade entre as duas. Dentre todas as quatro grandes tragédias, Otelo é aquela da qual mais torcemos pelo sucesso do protagonista, porque dentre todas as quedas, a sua foi a mais injusta.
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Sergio.Vianna 19/12/2020

A Semente do Mal
Me impressiona o fato que em 1603, o grande dramaturgo William Shakespeare, já falava sobre racismo em uma estória extremamente pesada. Otelo é vítima e vilão, acaba cedendo à mentiras contatadas por seu próprio amigo, Iago.

Shakespeare consegue contar uma estória que permanece atual mesmo centenas de anos após sua escrita, pois a felicidade alheia continua incomodando aqueles que nutrem inveja e destilam o ódio.
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Nanda 13/12/2020

Trágico
Foi o primeiro livro de Shakespeare que eu li e gostei bastante. Já conhecia um pouco da fama do autor quanto ao tom trágico de suas histórias, mas mesmo assim fiquei surpreendida. A leitura foi fácil e bem interessante.
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Lais Isabelle 11/12/2020

Em Otelo, vemos a transição de um personagem nobre, honrado,digno a um homem cego pelos ciúmes, violento, perturbado?
O final é trágico, mas é uma história que consegue apresentar personagens tão diferentes e complexos em poucas páginas, sendo impulsionados pelos sentimentos que os domina, sejam eles bons ou ruins.
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Dayani.Deysi 06/12/2020

iago entenda
gostei da leitura, passei a maior parte com raiva do iago. Pelo amor de Deus homem, ninguém gosta de você.
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Martinha.Souza 27/11/2020

Trágico
Mais uma grande obra de Shakespeare
Um drama cercado por inveja, cobiça, ciúmes e um desfecho impressionante.
Otelo se embebeda da inveja e cobiça de
Iago e passa a desconfiar e desprezar sua amada e doce Desdêmona. O ciúmes o corrói e ele passa a acreditar nas palavras venenosas de Iago, provocando um desfecho trágico digno de Shakespeare
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ingrid 03/11/2020

Minha opinião
Você já ouviu dizer que Dom Casmurro é o Otelo brasileiro? Não? Pois então, a pesquisadora Hellen Caldwell disse isso. Quer saber o motivo? Eu te conto.

Otelo é um respeitável veterano de guerra que se casa escondido com Desdêmona, para sua desgraça. Primeiro porque o pai da moça não aceita o casamento, basicamente por Otelo ser negro. E, segundo, porque Iago fica louco de inveja de Otelo e começa a traçar um plano que levará o mouro de Veneza à ruína.

Se aproveitando do fato de que Otelo é recém-casado e precisa viajar a negócios e deixar sua esposa, Iago começa a lançar insinuações sobre a deslealdade de Desdêmona, levando Otelo à loucura e ao delírio por causa disso. Louco de ciúmes e manipulado até às tampas por Iago, vemos a derrocada de um homem que era, acima de tudo, justo e amoroso.

Otelo enquanto obra não tem defeitos. A peça é viciante, cumpre seu papel de retratar a sociedade em que seu autor estava incluído e prende o leitor a si. Já o Otelo personagem é decepcionante. Ele passa de alguém carinhoso para um homem bruto e agressivo, tudo porque acha que sua esposa o traiu com Cássio (outro pobre coitado que não tinha nada a ver com nada).

Iago é um capeta. Totalmente manipulador, ele cria uma rede de intrigas e leva todos, ao seu redor, na palma da mão. Sem caráter e sem escrúpulos, ele é o primeiro culpado pelo fim trágico dessa história, um final que traz revolta.

Sobre a comparação: em ambas as histórias temos um marido enciumado e incapaz de acreditar na inocência de sua esposa, embora Bentinho pareça um santo perto de Otelo. Tanto Dom Casmurro como Otelo são obras poderosas, em que o ciúme é retratado como o principal causador da ruína dos protagonistas. E, claro, ambas são brilhantemente bem escritas.
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Matheus 23/10/2020

Das peças de Shakespeare que li até agora, essa foi a mais interessante. Iago é um dos vilões mais tenebrosos que já li, justamente por fazer ações que são possíveis de acontecer na nossa realidade, uma mente bem fria. Uma tragédia de qualidade que mostra muito como o racismo e a intolerância religiosa também estão tão escancarados em pequenas ações.
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stellinha 15/10/2020

Ciúmes!
Foi muito interessante conhecer os personagens através desse leitura. Eu já os conhecia de longa data, mas só de ouvir falar.
O Mouro, Desdêmona, Iago, Rodrigo, Cássio, Emília.
A mola mestra dessa tragédia é o ciúme mas também podemos falar do jogo do poder, da inveja, da ambição.
O Mouro casa-se com sua amada Desdêmona sem o consentimento do pai dela. Ele é um grande guerreiro mas é um estrangeiro e vê-se que não tem a educação da amada. Todos ficam abismados quando ela o escolhe como marido porque recusou vários pretendentes.
Então, Iago, esse grande vilão de Shakespeare, começa a sua vingança, pelas beiradas. Fazendo uma intriga aqui, outra ali, coloca uma desconfiança na cabeça de cada pessoa com quem fala. Fica um leva e traz.
Ele com sua astúcia, inteligência e por ser considerado honesto, consegue tudo que quer. A cada um Iago vai dando ordens, soltando algum veneno, montando armadilhas que no geral funcionam. Suas intrigas fazem com que pessoas sejam depostas de seus cargos, um dos desejos dele é subir de patente, mas outro desejo também é acabar com o Mouro ao qual todos reconhecem com bom militar.
Tanto fez que conseguiu que o Mouro duvidasse do amor sincero de Desdêmoma e no final todos têm um final trágico.
"Mas os ciumentos não atendem a isso; não precisam de causa para o ciúme: têm ciúme, nada mais. O ciúme é monstro que se gera em si mesmo e de si nasce."
Eu fiquei com a impressão de que Iago gostava de ser ruim. Tão ardiloso e tão eficiente em suas estratégias.
"Disse-lhe o que pensava, sem que houvesse contado nada além do que ele próprio julgara natural e verdadeiro."
A leitura é prazerosa!
Joandesori 17/10/2020minha estante
Bom gosto. Terei que ler.


stellinha 17/10/2020minha estante
Sim. É bem interessante!




Hanns 14/10/2020

Indescritível
Shakespeare brinca com a situação mas aos mesmo tempo pontua diversas pautas dentro da narrativa, apesar da situação em determinados momentos ser absurda ela acaba por retratar um cenário muito provável na vida real.
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