Otelo

Otelo William Shakespeare




Resenhas - Otelo


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Amanda Zanella 28/08/2020

Um livro sobre confiança (ou falta)
Aquele velho clichê: nem tudo é o que parece. O livro mostra o quanto às vezes ficamos cegos e confiamos demais em pessoas que pensamos conhecer bem.
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J Bruno 22/01/2017

Otelo
Otelo, um general negro, de origem moura, case-se com a bela Desdêmona, uma das donzelas mais belas e desejadas de Veneza. A vida de felicidade que ambos almejavam se vê ameaçada pela inveja e cobiça de Iago, alferes de Otelo, que anseia por vingança por ter sido preterido na nomeação para uma patente mais alta.

Aparentando uma amizade que não devota e uma honestidade que não tem, Iago se aproxima de Otelo com o intento de convencê-lo de que Desdêmona tem um caso amoroso com Cássio, tenente de Otelo e homem de sua confiança, a quem foi dada a ascensão que Iago tanto ambicionava.

Totalmente cego e tomado pelo ciúme que passa a alimentar, Otelo se torna uma vítima fácil para o plano ardil de Iago, que aparenta conhecer bem cada um dos personagens e onde residem suas respectivas fraquezas.

"Otelo" é um clássico absoluto da literatura mundial, uma das tragédias shakespeareanas mais citadas e debatidas nos mais diversos campos do conhecimento, dentre eles a psicologia.

Otelo se tornaria um símbolo do sentimento que lhe conduz à ruína, um ciúme doentio, alimentado não pela conduta da pessoa "amada", mas por situações criadas na própria mente de quem o alimenta.
Matheus.Cantalice 02/07/2017minha estante
Resenha muito boa




Ariela 03/05/2020

Comparado com outras peças de Shakespeare, achei o livro fraco.
Apesar do enredo ser muito interessante, especialmente pela temática do ciúme, achei os acontecimentos forçados e, por isso, o desenrolar dos fatos não me convenceu. A forma com que cada personagem é caracterizada não justifica a forma que passam a agir e, para mim, esse foi o principal ponto fraco do livro.
Por outro lado, os personagens são muito interessantes e o enredo é digno de Shakespeare.
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Darllan.Senna 27/06/2018

Arrebatador!
Existem horas em que informações objetivas sobre determinado objeto acabam por destruir toda a mensagem. Se tratando de Shakespeare, a subjetividade deve ser a régua mais precisa para esta crítica. Embora não tenha lido exatamente esta versão de uma coisa asseguro, este livro é genial. Esta obra conversa com o público ao revelar em cada personagem um traço da natureza humana. Da coragem e do ímpeto exclusivamente emocional de Otelo, da pureza e inocência de Desdémona , e sobretudo da genialidade maquiavélica de Iago. Todos esses personagens perfuram nossa alma e mostram que de alguma a linguagem da alma humana é universal e atemporal. Somos o duelo entre a razão e a loucura, a honestidade e a inveja, a confiança e o ciúme. Em todas as circunstâncias quem nos governa? O que nos governa? Somos donos de nós mesmos ou reféns das circunstâncias e de nossos instintos?
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Gabriel 21/08/2020

Adorei...
Acho a melhor tragédia para se entrar em contato com Shakespeare
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Carol Omena 03/01/2013

" Pois lamentar o mal que já passou
É quase que pedir um novo mal.
Rouba a si mesmo o que lamenta em vão"

(Shakespeare em "Otelo, o Mouro de Veneza")

Embora não seja a maior peça de Shakespeare sem dúvida é a melhor, do ponto de vista da construção dramática.
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João Lucas 27/04/2020

Otelo é uma obra foda. Shakespeare misturou preconceito com vingança, ciúme e assassinato e nos entregou uma história repleta de reviravoltas. E digo mais: Iago é um dos maiores vilões da história da literatura.
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Miris 15/04/2019

Desconcertante
Shakespeare narra de forma teatral a história do mouro Otelo com sua Desdêmona. Uma história de amor e ciúmes, de jogos e trapaças ( do lado de Iago) e é claro da trágico fim do casal. Chego a conclusão que o ciúmes cego e exagerado mata a alma e a consciência de qualquer um que prove um pouco que só, de tal sentimento.
nandoescreve 16/04/2019minha estante
Foi a primeira vez que li Shakespeare na vida. Estou extremamente encantado!




mégara 02/07/2020

"Mas, para minha desgraça, não soube amar..."

acho que nunca chorei tanto com uma frase, apaixonada por esse livro
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Ranielle.Dias 19/06/2020

Otelo
Eu Amo esse livro , William
shakespeare é maravilhoso.
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Fernando Lafaiete 29/10/2017

Otelo: A tragédia transitória social de Shakespeare.

O que dizer de Willian Shakespeare e suas obras? Teria sido Shakespear realmente um gênio? Muito se questiona sobre sua real identidade e principalmente sobre a autoria de suas principais obras.

Como é possível um homem que nem se quer possuía uma instrução educacional completa e sendo uma pessoa reclusa ter escrito histórias com cargas emocionais tão grandes? Muito se afirma que as grandes peças da era Elisabetana foram escritas por outros autores e creditadas a um rapaz, um jovem fidalgo chamado Willian Shakespear.

Otelo é mais uma peça "escrita" por esta figura emblemática. Uma tragédia envolvente que nos deixa pensativos sobre a complexidade da mente humana. Uma história sobre ciúmes que venceu o tempo e é considerada a tragédia mais famosa sobre este assunto.

Tudo se inicia quando Desdêmona, filha de um importante Burguês inglês, decide fugir e se casar as escondidas com o mouro Otelo. Como justificar este amor injustificável? Como entender este comportamento tresloucado, que faz uma jovem rica, disputada e branca, fugir e se casar um cara negro? - Devemos entender que a época em que a peça foi escrita e encenada, as questões sociais e raciais eram as que ditavam a maioria das vezes toda a política de um país.

Mas engana-se quem pensa que Otelo e sua história de amor são os grandes protagonistas desta tragédia. No meio deste relacionamento amoroso, surge Iago, a figura maquiavélica que nutre um ódio gigantesco pelo personagem principal e que por este motivo, decide manipular tudo e todos para que Otelo acredite que está sendo traído pela sua esposa e pelo seu melhor amigo, o tenente Cássio. Toda a manipulação ocorrida na narrativa, é instigante e assustadora. A frieza e ódio de Iago transcendem qualquer explicação racional. Muitas teorias são levantadas pelos estudiosos da obra Shakesperiana. Teria Otelo tido um caso com a esposa de Iago? Seria Iago apaixonado por Otelo e por este motivo não conseguia aceitar a relação do mesmo com Desdêmona? Seria Iago uma pessoa racista que não conseguia aceitar o status de Otelo na corte veneziana? Ou tudo não passou de um ato de vingança por Otelo não ter promovido Iago a tenente de seu exército? É possível encontrar explicações que justiquem os atos de friezas que muitos afirmam serem intrínsecos ao ser humano?

Os personagens são as representatividades das emoções e situações que permeiam as relações humanas e políticas. Desdêmona (a pureza e inocência), Otelo (a força política), Cássio (a fidelidade) e Iago (a razão). Toda a história assim como A Metamorfose de Franz Kafka, retrata a digressão do comportamento humano diante de acontecimentos inesperados. O casamento do "protagonista" com Desdêmona, representa o choque libertário da transição entre o travadorismo e o classicismo; e o surgimento do movimento humanista, que trará grandes mudanças sociais, culturais e políticas. Iago como a racionalidade vem pra reforçar que a razão é a pior inimiga da humanidade, pois muitas vezes ela deturpa a realidade que nos cerca. Seria a irracionalidade (a razão diminuída) a solução para os problemas do mundo?

Apesar de ser uma peça muito famosa e muito importante, Otelo é a história menos encenada no Brasil. Qual a explicação para isso? Ninguém assume a responsabilidade por tal fato. Mas muitos reforçam que em um país onde o racismo ainda é algo muito enraizado, dar visibilidade para uma obra protagonizada por um negro ainda é visto como algo desnecessário. Em pleno século XXI ainda me deparo com justificativas medíocres como essa.

Otelo serviu de transição e como reforço para que mudanças sociais significativas acontecessem na Inglaterra. E quem ou o que servirá de transição para que ocorra mudanças da hipocrisia e intolerância para a tolerância social? Justificativas racionais que defendem o racismo como a apresentada acima, devem ser combatidas. Talvez a racionalidade seja de fato a nossa pior inimiga.
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Maria Luise | @bookhead_ 05/01/2019

Muito mais do que só uma traição!
Otelo, um coronel de Veneza apaixona-se por Desdêmona, uma aristocrata luisiana e acabam se casando escondidos. Após resolverem tudo com o pai da moça, o casal têm a falsa esperança de que nada mais o separariam.

Porém, Iago com raiva de Otelo, por não ter sido promovido à tenente, e inveja de Cássio por ter sido o escolhido, resolve planejar sua vingança. À partir disso, Iago começa a plantar ideias na cabeça de Otelo, dizendo que este estava sendo traído por seu amigo.

Com um jeito manipulador, despreocupado e, às vezes, cômico de falar, Iago consegue fazer com que o coronel acredite em sua mentira. Além disso, Otelo que era negro, imigrante e com um complexo de inferioridade aguçado acaba achando que Desdêmona amaria Cássio justamente por sua cor e inteligência. ??
?????????
Um ponto a se observar é que os valores culturais entre Otelo e os outros são diferentes, levando esse a não acreditar que pudesse ser mentira ou que um homem inventaria tal estória, além de ser considerado um bruto perto de seus companheiros.

É interessante perceber que em várias passagens Otelo e Iago possuem conversas em forma de espelho, no estilo do método socrático, onde Iago reforça ainda mais as dúvidas e incertezas do outro.

Essa peça é muito mais do que apenas traição, mas abrange também as incertezas que carregamos dentro de nós e que tentamos supri-las nos outros. Uma curiosidade- que já é conhecida por muitos- é que há uma intertextualidade entre Otelo e Dom Casmurro, e vale a pena prestar atenção na leitura desses dois clássicos!

Amei essa peça e todos os personagens que Shakespeare criou, principalmente Iago, que até agora foi meu vilão preferido!
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JJ 12/11/2010

Otelo, ao contrário do que se espera quando estamos diante de uma obra similar, expõe de maneira clara a intenção e o objetivo dos personagens na maioria do tempo. O maior exemplo é a figura de Iago, que não se preocupa nem um pouco em esconder sua vilania. Porém, a primeira vingança trazida por Shakespeare em Otelo é alcançada por Rodrigo, que na primeira cena atinge sua meta ao ouvir de Barbâncio, pai de Desdêmona, que se arrepende de negar àquele a mão de sua filha, agora casada com o personagem-título.

Ao contrário de Noite de Reis e Júlio César, Otelo é uma peça mais popular, inclusive na linguagem. Sendo assim, há muito espaço para falas que são verdadeiras lições do autor inglês. Uma das minhas preferidas é: "Quando os remédios são inúteis, os pesares que se ligavam a nossas esperanças acabam pela própria inutilidade dos remédios. Chorar um mal que passou é o meio mais seguro de para pedir um novo mal. Quando não pode ser salvo o que carrega a fortuna, a paciência torna a injúria derrisória. O roubado que ri rouba o ladrão. Rouba-se a si mesmo quem lamenta em vão" (pg. 36-37 da edição lida). Cinco frases belíssimas, independente do contexto.

A forma como Shakespeare constroi o personagem Iago é formidável. Um ponto de virada na trama se dá na pg. 40 quando o alferes (oficial subordinado) de Otelo instiga Rodrigo para auxiliá-lo na segunda vingança da trama, concluindo o I Ato. A tragédia de grandes proporções que está por vir é trabalhada da melhor forma, tanto que Otelo, no momento central da peça, dá uma pista ao dizer: "O sangue começa a dominar minhas inspirações mais tutelares, e a cólera, cobrindo com o seu negror meu melhor juízo, trata de guiar meu julgamento!" (pg. 60)

Nesse passo Iago vai exercendo total domínio sobre todos os personagens de Otelo, às vezes agindo de maneira direta, outras vezes plantando a discórdia, permitindo ao seu interlocutor alcançar sozinho a conclusão que ele tenciona. Uma fala sua resume tal entendimento, quando acuado ao final da peça ele diz: "Eu lhe disse o que pensava, e nada mais disse do que ele pudesse conhecer e fazer a constatação por sim mesmo" (pg. 134). Com um texto que entrega quase tudo "mastigado", Shakespeare evita deixar algo subentendido. O lado negativo para os que não leem no idioma original é que o uso das palavras como um jogo, dando a elas duplo sentido, não permitem que o leitor interprete sempre da forma que o autor quis. A tradução é bem feita, mas as notas explicativas tiram o impacto do texto.

Pode passar despercebido, mas Shakespeare embute na fala da personagem Desdêmona um entendimento moderno que iguala mulheres e homens. Sua fala nas pg. 70-71 passa, sim, uma ideia de dominação feminina sobre os atos do companheiro. Todavia, não resta dúvida sobre a dignidade da personagem que, ao contrário da Capitu de Machado de Assis, está acima de qualquer suspeita. A outra personagem feminina, Emília, ousa afirmar em uma fala na pg. 119 que as mulheres têm o mesmo direito de trair dos homens, imputando a eles parte da culpa quando o adultério ocorre por parte delas.

Aliás, é dela a explicação que serve de veredito no julgamento de Otelo, ao falar "Porém, com esta resposta as almas ciumentas não ficam sossegadas; não estão sempre ciumentas pelo motivo; estão ciumentas porque estão ciumentas. É um monstro gerado e nascido por si mesmo" (pg. 92). Não espere justiça nessa peça de Shakespeare, eis que a palavra que melhor resume Otelo é justamente a oposta.
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Luize 01/10/2017

A tragédia começa quando o pai de Desdêmona é alertado, na calada da noite, de que fora roubado, o leitor, porém, logo percebe que não se trata de um roubo propriamente dito: Desdêmona casou-se com Otelo às escondidas. E aquela sociedade não consegue conceber isso. Será que fora raptada ou fora enfeitiçada? Por que outro motivo, afinal,Desdêmona , a mulher mais cobiçada de Veneza, escolheria Otelo, ela que poderia desposar qualquer um? Ela é rica , bela, branca , nobre , ele é general, feio, negro , mouro, bárbaro. A verdade é que Desdêmona se encanta com Otelo porque vê nele o herói que faz de Veneza a cidade que é. Desdêmona valoriza Otelo porque enxerga nele um grande homem e admira a sua coragem e a sua importância para Veneza. Otelo, no entanto, não se julga à altura de sua nobre esposa. E é dessa baixa estima que Iago se aproveita para afligir Otelo.

Otelo nomeia ao cargo de tenente quem lhe apetece , por amizade, mas Iago se sente diminuído por ser preterido ao cargo e, principalmente, por ser subalterno de Otelo, a quem Iago se julga superior. O personagem Iago é maravilhosamente manipulador e conduz toda a trama para a satisfação de seus interesses.

A peça nos faz refletir sobre o amor incompreensível (que arrebata Desdêmona) , sobre o ciúme incompreensível ( que nasce em Otelo) e sobre o ódio incompreensível ( que sente Iago).
A maldade pode ser desperta em qualquer um de nós: pessoas consideradas boas também são capazes de atos cruéis, seja por ciúme, seja por inveja, seja por amor.

E a motivação do ser humano faz diferença, afinal, quando se pratica um ato cruel? Eis a reflexão que fica quando Otelo diz que fez o que fez por amar demais.
Salomão N. 01/10/2017minha estante
Uma obra-prima. Cá entre nós, é melhor que Hamlet...


Andrade 01/10/2017minha estante
Prefiro Hamlet do que Otelo.. Enfim, ótima resenha.


Craotchky 01/10/2017minha estante
Eu, por minha vez, colocaria:
1 Hamlet
2 Otelo
3 Macbeth


Luize 01/10/2017minha estante
Já eu prefiro Otelo e Macbeth a Hamlet.

Ainda falta eu conhecer mais a obra de Shakespeare para definir uma ordem de preferência. Se não me engano ele escreveu 37 peças. E eu só li 4.


Salomão N. 01/10/2017minha estante
Boa, Luize!!!!! Kkkkkkkkk.




Agnes 16/02/2017

“Aquele que desperdiça seu tempo na dor, rouba a si mesmo.”
Como distinguir o bem e o mal? Essa era uma das grandes características do Teatro Shakesperiano; por meio de personagens da realeza e das classes mais necessitadas, o dramaturgo revelava o melhor e o pior do ser humano. Em Otelo, vemos a transição de um personagem nobre, honrado, digno a um homem cego pelos ciúmes, violento, preconceituoso, perturbado...

A tragédia sendo como o nome diz, perpassa o caminho do homem para o seu declínio. Desnuda a partir do seu interior ações perversas, discorridas de pensamentos baseados em suposições e não em fatos, acarretando ao drama final o grande clímax pertencente à obra.

Otelo, além de negro, fato relevante que estabelece um dos temas tratados no texto como o preconceito da época, é um personagem forte, intenso, honrado que luta a favor do governo Veneziano. Ao estabelecer uma amizade com Brabâncio, senador e pai de Desdêmona, uma figura característica da nobreza, a quem criará laços de amizade e assim concretizado em casamento, traz um dos primeiros conflitos à obra, pois ao se casar sorrateiramente, incita o ódio no pai de Desdêmona:

“Ah, seu ladrão infame, onde escondeu minha filha? Maldito que é, deve tê-la enfeitiçado! [..] se é possível que uma donzela tão doce, bela e feliz, tão avessa ao casamento , sofresse o ridículo público fugindo de minha guarda para o seio cor de fuligem de uma coisa como você que deveria ser temido e não amado?”(pg 31)

Brabâncio ao citar “seio cor de fuligem” e referir-se ao casamento como um “feitiço” revela traços importantes da época que caracterizavam o Mouro como um ser exótico, advindo de outra classe social, e por ser assim, o casamento com a nobreza branca era algo impossível.

Logo, ao ser descoberto, Otelo conta aos presentes como conquistou sua esposa. O personagem relata que a partir da curiosidade de Desdêmona sobre suas aventuras, desventuras, sofrimentos, começou a ter uma afeição por ela e por sua preocupação. E pede a Desdêmona que prove ao seu pai e aos outros que é verídico o seu sentimento e que não houve nenhum feitiço.

“Ela me amava pelos perigos pelos quais eu havia passado e eu amava porque ela sentia uma verdadeira pena de mim.” (pg 40)


Assim, provada a relação, o Senador conforma-se com a realidade, porém deixa um aviso a Otelo:

"Fique de olho nela, Mouro. Ela enganou seu pai, e pode enganá-lo também."

Partindo dessa premissa de engano, a peça começa a desenhar um conflito com um dos antagonistas mais cruéis e maléficos da Literatura Mundial, Iago. Um personagem completo, com uma sede de inveja que assusta e choca. Ele é o fio condutor essencial para a degradação de Otelo. Sendo seu alferes e homem de confiança, Iago traça um jogo com insinuações a respeito da infidelidade de Desdêmona. Para concretizar o seu plano, ele articula com Cássio, homem honrado, tenente do Mouro, tecendo acusações débeis e sem fundamento para que Otelo acredite que sua amada o está traindo e que por baixo de toda a sua delicadeza e castidade existe uma mulher ardilosa e impura.

Utilizando-se de elementos como falsas suposições de cunho sexual, um lenço perdido e brigas acarretadas pelo excesso de bebida, Iago, aos poucos, consegue transformar o Mouro em um homem paranóico, ciumento, pertubado e atormentado.

“A minha tristeza é divina: fere onde deve amar.” (pg 171)

Com um final digno de uma tragédia, Shakespeare exemplifica aos seus telespectadores o bem e o mal e como ambos podem ser despertados no ser humano, chocando a sua plateia com personagens que mostram o melhor e o pior que existe em cada um.

Uma obra atemporal e essencial.

site: https://gotasdeepifania.blogspot.com.br/2017/02/resenha-otelo-o-mouro-de-veneza-william.html
Taisa 17/02/2017minha estante
Linda resenha!


Agnes 17/02/2017minha estante
Obrigada, Taisa :). Shakespeare é essencial. Pretendo com o tempo ler todas as suas obras publicadas. :). Adoro suas resenhas tbm *-*




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