A Disciplina do Amor

A Disciplina do Amor Lygia Fagundes Telles




Resenhas - A Disciplina do Amor


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Luiza 05/11/2012

A busca pela essência
'A Disciplina do Amor', de Lygia Fagundes Telles é um livro de fragmentos. E, como ela mesma diz em um deles, que podem não aparentar uma ligação, mas ela (a autora) é a linha que os une. E isso basta.
O livro fala de sua viagem para a China, seu medo de avião, seu medo de dentista, sobre sua infância, sobre amor, sobre desamor, sobre marrecas selvagens, sobre disco voador, sobre qualquer coisa que lhe venha. Mas, sobretudo, seu livro trata da existência. Feminista assumida (desde pequena, ainda que tenha descobrido depois, mas com orgulho), Lygia se esforça por mostrar as coisas como elas de fato são, deixando de lado seus preconceitos e ideias. Afinal, a função do escritor é ser testemunha de seu tempo, coisa que ela o faz com maestria. Lygia explora o mundo de um jeito muito particular, mas preciso. Criando imagens de um todo que são aparentemente apenas isso: imagens de um todo; Mas só aparentemente. Em sua narração, Lygia vai mostrando a coisa estudada (por falta de expressão melhor) por partes e é dessa forma que nós temos essa imagem profunda (do todo) das coisas, buscando a sua existência íntima. Aos poucos, descobrir-se-há a essência.
Inquietante na sua veracidade, o livro é rápido e gostoso de ler. Confesso que fiz pausas para absorver melhor o texto - o que considero um ponto positivo. 'A Disciplina do Amor' é uma exploração da vida e um retrato de uma sociedade. Lygia não teme a verdade e a enfrenta com sua narração muito bem trabalhada - fruto, creio eu, de muito trabalho e escritos.
E, se ficou curioso sobre o título, deixo isso como mais um motivo para ler o livro.
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Augusto 30/12/2015

Fragmentos
Muito bom esse livro, tanto o projeto gráfico quanto o seu conteúdo. Nele Lygia vai fazer um trabalho permeado por memória e ficção, umas perspectiva recorrente nos seus últimos trabalhos, e que eu particularmente gosto.
O livro é composto por pequenos textos, fragmentos, que também podem ser vistos como contos, gênero dominado pela autora.
Esses fragmentos falam sobre a autora, suas viagens, suas relações pessoais. Eventos significativos em sua vida, como a primeira noite de autógrafos. Fatos curiosos, como o aparecimento de um Disco Voador. Ou situações cotidianas que lhe suscitaram alguma reflexão sobre a vida. Essas últimas as mais frequentes nesse livro.
A cada novo livro lido, eu tenho a certeza de que essa é minha autora favorita.
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Ka Lizzy 05/02/2009

Um livro sobre...
...Um livro sobre tudo!
Um clássico de nossa querida escritora brasileira Lygia Fagundes Telles.
Um ahistória de vida, uma lição...Só lendo pra saber!
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joaninnha 18/02/2009

Livro perfeito para carregar na bolsa e ler de pouco em pouco. Perfeito para ser lido de uma só vez. São contos, fragmentos, frases, observações, pensamentos... Da minha coleção de livros dela, esse é um dos meus preferidos.
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Gabi 18/02/2012

Lydia é definitivamente minha escritora favorita. todo o chame, toda melancolia e toda psicologia encontrada em uma unica escrita. Esse livro pode ser visto como um diário pessoal da autora, o que é bem legal, pois tentar descobrir as metáforas de cada frase dá uma enorme vontade de terminar-lo. temas totalmente variados sem perder o nexo. MARAVILHOSO.
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Giselle 22/02/2014

"E minha mesa está uma desordem e também aqui dentro. Dialogar comigo mesma, pensei depois que li no pórtico do livro: 'Criastes-nos para Vós e o nosso coração vive inquieto, enquanto não repousa em Vós.' O diálogo, senão com Deus, ao menos comigo, mas me dizer o quê? Comecei a escrever estes fragmentos: fiquei sendo a narradora que me focaliza e me analisa mas sempre através de uma intermediária que seria o terceiro lado deste triângulo. Fica simples, somos três. Perfeito o convívio entre nós porque a intermediária é discreta, tipo leva-e-traz mas sem interpretações."
Assim tomei nota de que sou o outro lado deste triângulo. Ela, que deixa solta as palavras e a intermediária discreta, me apresenta seus passarinhos engaiolados nos papéis. A minha edição lida é de um "Livro livre", que encontrei em meu passeio de fim de ano. Fiquei surpresa ao encontrar essa coletânea de fragmentos da maravilhosa Lygia. Uma espécie de diário recortado, com delírios e realidades, datados aleatoriamente, como ela mesma descreve: "Inventei datas que fui deixando cair por estas páginas assim ao acaso e agora não sei quais são as inventadas e quais são as reais. Debruço-me sobre algumas para examiná-las de perto e a proximidade as torna singularmente mais distantes". Os 'personagens', que tem seus nomes abreviados, reais ou não-reais, mostram suas facetas e se escondem, deixam as histórias mais pensativa e imaginativa. Li ele em 5 dias (é um livro curto) mas seu conteúdo é de um brilho sem igual, e eu gostava de apreciar cada conto em sua singularidade. A inquietação íntima e sua observação apurada sobre o mundo, (típicas de uma ariana impetuosa) sempre me surpreendem.

Aqui um conto curto, mas super singelo:
"Só colhia as rosas ao anoitecer porque durante o sono elas sentiam o aço frio da tesoura. Uma noite ele sonhou que cortava as hastes de manhã, em pleno sol, as rosas despertas e gritando e sangrando na altura do corte das cabeças decepadas. Quando ele acordou, viu que estava com as mãos sujas de sangue."
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Italo.Pita 20/01/2019

Simplesmente Lygia...
É sempre extremamente prazeroso ler Lygia F. Telles. Nesse livro tornamo-nos, de certa forma, íntimos da escritora: dos seus gatos (pobre Iracema!), das suas viagens, do seu feminismo com ressalvas (“é preciso endurecer mas sem perder a ternura”), etc.

Mas os fragmentos que compõe esse livro de memórias e ficção versam, principalmente, sobre o amor. O AMOR DISCIPLINADO, mas “o amor tem disciplina?” questionou-lhe um antigo colega; não, nem Lygia em seu íntimo acredita na disciplina do amor. O AMOR À VIDA, “Provas? Atravessamos a rua feito um raio para não sermos atropelados. Bebemos água filtrada, passamos álcool no dedinho inflamado”. O NÃO AMOR, “Simplesmente renunciar com o coração limpo de mágoa ou rancor, tão limpo que em meio do maior abandono (difícil, hein?) ainda tenha forças para se voltar na direção da amada como um girassol na despedida do crepúsculo. E desejar que ao menos ela seja feliz.” O AMOR A VOCAÇÃO, “Aceitar o desafio da arte. Da loucura. Romper com a falsa harmonia, com o falso equilíbrio e assim, depois da morte – ainda intensos – seremos um fantasminha luminoso.”

Enfim, amar, “costurar as feridas e amar os inimigos que odiar faz mal ao fígado, isso sem falar no perigo da úlcera, lumbargo, pé frio. Amar no geral e no particular e quem sabe nos lances desse xadrez chinês imprevisível?!... Ousar o risco.”

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Jasmim 25/11/2019

A Disciplina do Amor - Memória e Ficção .
Na minha opinião é um livro meio confuso , com textos curtos , que trás a impressão de ser um livro com histórias reais mas em um outro momento parece ser história inventada que eu particularmente achei confuso, porém existem textos que são interessantes mas que ficam sem fim, esse tipo de livro vai de acordo com o gosto do leitor, podendo ser interessante para quem gosta de tentar desvendar ou imaginar além do que é lido.
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Taty 31/01/2020

Confuso...
Escolhi esse livro da autora por indicação da própria em uma entrevista alegando ser a sua melhor obra, maaas, após finalizar a leitura conclui que talvez tivesse sido melhor aproveitada se já conhecesse outras obras e o estilo dela, talvez não tivesse estranhado e achado confuso.
Durante toda a leitura achei tudo muito confuso e não me identifiquei, só aos poucos que fui acostumando e com as explicações no posfácio falando sobre os Vazios dispersos... fragmentos sem continuidade, não tem lógica narrativa e nem cronológica fiquei mais aliviada. Ufaaaa.... o livro tem essa construção fragmentada com contos, crônicas, lembranças da autora mas totalmente sem ordem e aparentemente sem ligação entre as histórias porém, depois percebemos que a ligação é a própria autora pois tudo são lembranças dela.
Enfim... boa leitura, até indico contudo, não como primeiro contato com a autora. Acho que teria curtido e aproveitado melhor se já tivesse um breve conhecimento.
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