Um Mundo Brilhante

Um Mundo Brilhante T. Greenwood




Resenhas - Um Mundo Brilhante


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Dani Fuller 06/02/2012

Apesar de não ter procurado muito saber do que se tratava o livro... ele é daqueles que a intuição já se adianta. Em muitos percebo o quanto as primeiras páginas já nos posicionam para tal. E eu já pude sentir que não encontraria o que considero ‘brilhante’ nas próximas páginas.

Posse dizer que leio sobre quase tudo, mas dou preferência aos assuntos que gosto ou que sejam originais. Em ‘Um mundo brilhante’ não temos nem uma coisa e nem outra.... e sou direta ao afirmar que repudio todos que agem assim.

O ponto positivo está na autora que na falta de uma história interessante, pegou algo batido e narrou muito bem. Mesmo odiando tudo ela me prendeu até ao fim. São capítulos curtos que impulsionavam você a seguir.... e até a acreditar que seríamos surpreendidos.

A vontade de seguir adiante e desabafar mais sobre a frustração com a leitura será freada. Quase ninguém leu... estou sem parâmetros, mas eu sei que não entendi errado. E não vou soltar spoilers e deixar tudo ainda pior rs.

Achei as atitudes de Ben estúpidas e Sara também não é nenhuma santa, no fundo parece que cada um colheu o que plantou... a ironia é que foi feita uma justiça de certa forma.

Um livro com uma história que não acrescenta nada e faz você lamentar pela existência de certos homens e mulheres que seguem repetindo os mesmos erros por toda a história da humanidade.

Arte do livro / Capa e interior ★★★★★
Tempo de leitura / Narrativa ★★★
Objetivo / Impacto 0
Dani Fuller 14/02/2012minha estante
Pois é Steph... ahaahaha


Drêycka 25/02/2012minha estante
Concordo plenamente. Teve horas que tive vontade de jogar o livro pela janela. Em breve escreverei uma resenha bem azeda sobre ele. kkkk


Vitória S. 16/03/2012minha estante
Concordo em tudo o que você disse.

Capa linda de morrer, narrativa boa, mas conteúdo que é bom...cadê?
Até agora tô esperando o "Mundo Brilhante" e ao terminar o livro só consegui pensar em uma frase: "Qual o problema de todo mundo?"

Pois não encontrei UM personagem que me agradasse.


Thaise 30/03/2013minha estante
Também Não gostei!!


Taci 05/10/2013minha estante
Concordo com sua resenha... apesar de ter gostado muito da escrita da autora, detestei a história, mesmo assim li até o fim, adorei as descrições que envolvem Shadi e até fiz algumas anotações sobre elas, mas de resto no que diz respeito ao enredo e ações dos personagens não me agradou em nada!


Erica 27/02/2014minha estante
Eu concordo em gênero, número e grau! Eu podia ter me poupado dessa leitura, fiquei guardando esperanças de que até o final algo fosse ser diferente! Um livro que não gostei, mas não pude abandonar!


Clara 05/03/2014minha estante
Li o livro em um dia, porque gostei da narrativa que me prendeu. a forma como os capitulos foram escritos, me agradou. Fiquei esperando ser surpreendida com algo inusitado, mas algo me dizia que ia dar em nada o livro. E foi isso. final sem graça, e a autora podia ter usado a criatividade um pouco mais.




Leandro 28/02/2012

http://leandro-de-lira.blogspot.com/
Intenso. Esta é a palavra ideal para descrever este livro. É um livro que pode fascinar qualquer leitor e ao mesmo tempo, emocioná-lo. Ele pode passar despercebido, apenas como um livro qualquer, para alguns leitores. Mas também pode marcar várias pessoas interiormente de uma forma impressionante. Eu particularmente amei a estória. Espero que cada pessoa, ao término da leitura desta resenha, possa ficar interessada no livro e ao lê-lo, possa viver em um mundo, onde dependendo das suas atitudes, poderão transformá-lo em brilhante.

"Quando o professor Ben Bailey sai de casa para pegar o jornal e apreciar a primeira neve do ano, ele encontra um jovem caído e testemunha os últimos instantes de sua vida. Ao conhecer a irmã do rapaz, Ben se convence de que ele foi vítima de um crime de ódio e se propõe a ajudá-la a provar que se tratou de um assassinato. Sem perceber, Ben inicia uma jornada que o leva a descobrir quem realmente é, e o que deseja da vida. Seu futuro, cuidadosamente traçado, torna-se incerto, pois ele passa a questionar tudo à sua volta, desde o emprego como professor de História, até o relacionamento com sua noiva. Quando a conheceu, Ben tinha ficado impressionado com seu otimismo e sua autoconfiança. Com o tempo, porém, ela apenas reforçava nele a sensação de solidão que o fazia relembrar sua infância problemática. Essa procura pelas respostas o deixará dividido entre a responsabilidade e a felicidade, entre seu futuro há muito planejado e as escolhas que podem libertá-lo da delicada teia de mentiras que ele construiu. Esta, enfim, é uma história fascinante sobre o que devemos às pessoas, o que devemos a nós mesmos e o preço das decisões que tomamos."

Ben, ao sair para pegar o jornal, em uma manhã com muita neve, encontra um corpo caído de um jovem e presencia os últimos minutos de sua vida. O rapaz é socorrido, mas não consegue sobreviver. Ele não sabe como aquilo foi acontecer justo em frente à sua casa e vai em busca de respostas. O rapaz chamava-se Ricky Begay e tinha uma irmã, que se chamava Shandi. Ao conhecê-la, Ben começa sentir uma atração por ela. E esta atração resulta, em um triângulo amoroso e em problemas. Problemas estes, que podem ser vistos diariamente, na sociedade em que vivemos.

Sara, a mulher de Ben, consegue muitas vezes ser irritante. Ela é aquele tipo de mulher, que por muito tempo foi mimada pelos pais e acabou se tornando uma pessoa egoísta. O Ben já não vivia tão bem ao lado dela. Pelo fato, de nunca estar satisfeito com sua vida, após perder sua irmã e ver sua família se desestruturar. Depois deste acontecimento, foi como se sua vida perdesse certo sentido. Ele é professor de História, durante o dia e barman durante a noite.

Ao saber que sua mulher estava grávida, a decisão que iria tomar, que era a de se separar dela, é completamente descartada. Mesmo não satisfeito, não poderia deixá-la naquele momento. E em meio à descobertas, reviravoltas e problemas, a trama se desenvolve e eu me vi completamente preso à ela.

O enredo é brilhante, com personagens bem construídos e narrado na terceira pessoa do passado. A autora consegue narrar, com detalhes na medida certa, sem exagerar, consequentemente não tornando uma leitura lenta. E acrescento que este não é um livro de romance, em que você irá amar sonhar etc. Não. É um drama, sobre um triângulo amoroso, onde os personagens passam por problemas a todo instante.

Contudo, o livro é muito bom. Só não gostei do final. Em minha opinião, foi como se o Ben, em meio a tantos erros e problemas, provocados muitas vezes por suas atitudes, não tivessem sido resolvidos e ele decidiu deixá-los de lado e continuar sua vida, com Sara e de certa forma, contra a sua vontade. O caso da morte do Ricky é investigado e as pessoas responsáveis pela morte do rapaz, são presas. E só são presas, pela grande contribuição de Ben, para descobrir quem havia provocado aquela morte.

O foco principal do livro é mostrar, em minha opinião, que qualquer atitude que você tomar, virá consequências depois. Você será o responsável por todas elas. E se serão boas ou ruins, depende de quais foram as suas atitudes.

Recomendo!
Mi Monteiro 27/12/2013minha estante
Confesso que fiquei confusa com tantas opiniões divergentes, mas cada um sente o livro conforme sua maturidade e criatividade, comecei e a leitura é super agradável...vou em frente considerando sua resenha....Obrigada!!!


Nandha 10/04/2014minha estante
Gostei da sua argumentação final "qualquer atitude que você tomar, virá consequências depois". O livro é realmente sobre isso, sobre as consequências das nossas decisões, das mínimas possíveis, das pequenas coisas que acontecem na nossa vida e que mudam totalmente nosso destino. Particularmente, também gostei bastante desse livro.




Thay Gomez Pilha Flutuante 14/08/2012

Simplesmente, belo
O professor Ben Bailey vai lá fora ver a neve de Flagstaff, que sempre o fascina, e pegar o jornal do domingo. Mas acaba encontrando um jovem terrivelmente machucado, morrendo na frente de sua casa. Posteriormente, ele descobre que foi um crime racista e se dispõe a ajudar no que for preciso para descobrir a identidade do assassino. Enquanto o jogo vai ficando mais perigoso, ele ainda precisa lidar com a difícil relação que se habituou a ter com a noiva Sara; tem de controlar a atração inevitável pela bela e exótica Shadi e ainda resolver as dúvidas em sua carreira e futuro.

"Ben se ajoelhou novamente no chão (...) Ele colocou a mão com força contra o peito do garoto, esperando. Quando não sentiu nada além da resistência do osso, debruçou-se e encostou a orelha no peito, tentando ouvir algum sinal de vida. Ele não sabia o que encontraria, mas sabia que não era aquilo. Não era para ser o silêncio, que repentinamente parecia ser mais alto do que uma dúzia de tambores. (P.15)


O que você faria se abrisse a porta de manhã e visse uma pessoa morta na sua calçada? Você ligaria para a emergência e rezaria para virem logo, para levarem o corpo, de forma que você pudesse esquecer aquilo de vez? Ou você se importaria com o porquê daquele evento, ou com a vida que aquela pessoa perdeu, as pessoas que amou e que nunca mais o verão? E por que aquilo aconteceu justo na porta da SUA casa?

UM MUNDO BRILHANTE é um livro simples, inteligente e humano, que retrata algumas das tragédias da vida e suas marcas inexauríveis. Analisando pela capa, título e subtítulo, eu imaginava uma grande jornada em busca de autoconhecimento. Este não deixou de existir, mas houve muito mais do que eu esperei. Ele foi muito bem escrito e revisado e este é um ponto super positivo. Além de tudo, é mágico.



"Não havia como compartilhar aquela dor com alguém que nunca conhecera a tristeza. Seria como tentar explicar o que é a cor vermelha a um homem cego. Tentar descrever a neve a alguém que nunca sentira frio." ( P. 31)



É uma história dinâmica, de fibra, sobre as escolhas que não podemos nos negar a fazer. E dadas as credenciais da autora, não poderíamos esperar menos dela. UM MUNDO BRILHANTE tem referências a brilho, iluminação e cor por todo o texto, e nos apresenta personagens demasiadamente reais, vivos, críveis.

* BEN é uma alma fraturada, trincada, fragmentada. A cada nova situação em sua vida, ele precisa lidar com os traumas do passado doloroso, os esqueletos no armário do espírito, as memórias que não o abandonam no sono e no tempo desperto. Questiona, o tempo todo, os motivos que o levaram ao ponto em que está: Doutor em História, ele ensina numa faculdade, mas ganha muito melhor trabalhando por meio período no bar Jack’s; ainda se envolve demais em um crime racista que culminou, literalmente, debaixo de sua janela, e os eventos que se seguem mudam o curso de sua vida.

* Sua noiva, SARA é a típica filha única de pais ricos que nunca teve uma decepção na vida e agora parece encarar todas de uma vez; naturalmente, acompanhar o processo de decepção de alguém que acabou de descobrir que o mundo não é cor-de-rosa pode chatear quem ama os outros só pelo seu lado positivo.

* Já SHADI BEGAY não é uma mera coadjuvante, irmã da vítima. É uma mulher misteriosa, reservada e consciente do mundo ao seu redor; determinada, mais forte do que aparenta e arrependida pelo fracasso no relacionamento com seu irmão – e principalmente por acabar de perder todas as chances de consertar isso.

* Porém, mesmo dadas as circunstâncias especiais, minha personagem favorita foi DUSTY. A sua presença especial me pareceu o que norteou muitos dos acontecimentos que levaram ao fim daquela história. É difícil explicar isso sem soltar spoilers. Recomendo que leiam e entendam.


"Não são os fios individuais que compõem as imagens, mas a maneira como eles são trançados."(P. 96)

Além da morte, dos crimes de ódio, das atrocidades humanas, o livro traz outro debate interessante e contínuo sobre a sombra de um relacionamento desgastado: as mentiras naturais, os diálogos forçados, a intolerância, a falta do poder de escolha, a quebra da confiança e a fragilidade de uma pessoa em ruínas. A meu ver, Ben é uma pessoa cheia de feridas abertas que não resistem a extremos. Um homem traumatizado pelas duas grandes perdas da infância, que detesta hospitais durante o dia e que, por ironia do destino, quer se casar com uma Enfermeira! Alguém que esconde, por trás da calma cotidiana e alienada da rotina, uma personalidade obscura e instável, um pequeno pavio esperando a chama.

Gostei de conhecer um pouco sobre a cultura dos navajos americanos, e gostaria de ter lido mais sobre eles. Os capítulos curtos são um ponto a mais, sempre objetivos, mas nem por isso pecam contra a profundidade, porque existe a eterna teia flutuante entre os eventos do passado e sua influência no presente, e Ben está sempre no limiar. Simplesmente, amo reviravoltas e adorei vê-las no livro, foi consistente e lógica a forma como a autora abordou os flashes e os eventos presentes, e sua forma de ver os humanos.

"Segredos. Como pequenos sapos escondidos em seu bolso. Não se pode esquecer deles porque estão sempre se mexendo ali dentro, contorcendo-se, tentando escapar. Você sabe que, a qualquer momento, um deles pode conseguir subir e pular para fora do seu bolso, revelando-se para o mundo com um coaxado estridente. E quanto mais você se esforça para tentar contê-los, para tentar escondê-los, mais se esforçam para escapar." (P. 285)


O livro foi dividido em 5 “Mundos”: Vermelho, Azul, Amarelo, Preto & Branco e Brilhante. A leitura é agradável, rápida, intensa e atrativa. Um romance marcante que você vai desejar ter na estante. Ah, mais um detalhe especial: eu arriscaria dizer que o design de capa deste livro é o mais belo do ano. É apaixonante: a imagem de fundo, com um homem à vista das montanhas, foi recoberta por uma película de brilho, que dá um charme a mais à capa. Supremo.

A NC mais uma vez se supera também na arte gráfica. Super recomendo ao público jovem e adulto! É uma leitura de tranquilidade e reflexão que pode ser presenteada sem problema algum, porque vai agradar aos públicos masculino e feminino. O final não me decepcionou, mas chegou a me deixar boquiaberta. Até porque fez todo o sentido do mundo, se você olhar para trás, para o aspecto global. Mesmo que eu tivesse preferido um final diferente... Vocês vão entender quando lerem ;-)

Um mundo brilhante, porém maculável, não pode ser perfeito. É a este mundo que queremos pertencer ou não temos escolha?

Recomendo!
Diana 12/02/2012minha estante
adorei, parabéns pela resenha.


Michelle 14/08/2012minha estante
Agora fiquei com mais vontade de ler... Parabéns pela resenha!


Thay Gomez Pilha Flutuante 14/08/2012minha estante
Diana e Michelle: obrigada pelos comentários =)
Espero que curtam o livro!




Moana Oliveira 23/04/2012

Para começar, nunca imaginei que Um Mundo Brilhante se tratava de algo tão… real. Sabe, quando eu vi a capa, li o título achei que fosse algo mais sombrio, porém não, o livro da T. Greenwood conta a história de Ben Bailey, um homem que é amante da neve, está noivo de Sara a dois anos – na verdade ele tem dúvidas se é isso mesmo que ele quer -, mora em Flagstaff com ela e sua cadela fofa, Maude, pois é lá que se sente em casa.

Para conseguir um salário decente, Ben trabalha como professor de história em uma faculdade durante o dia e a noite em um bar, enquanto Sara trabalha em um hospital local.

Na manhã seguinte ao halloween, depois de acordar ele resolve ir ver a neve, mas foi surpreendido ao abrir a porta de sua casa, viu um jovem índio caído, todo ensanguentado, com uma aparência deplorável, então chama uma ambulância para levar o garoto, mas já era tarde demais.

Ele fica intrigado com o ocorrido e resolve ir ao hospital, chegando lá conhece Shadi, a irmã do garoto. Ela pede a ajuda de Ben, já que a polícia deu o caso por encerrado, afirmando que era algo como “um jovem índio que bebeu demais”, mas eles estavam enganados, pois seu irmão não costumava beber.

E o que eu esperava aconteceu, eles se apaixonam e consequentemente Ben trai Sara com Shadi – o que me deixou muito irritada, sou escorpiana, odeio traição, não aceito por nada nesse mundo, mas não é por causa do meu signo que penso assim, acho que todas as mulheres devem pensar desse modo também -, só que Sara acaba ficando grávida e tudo leva a crer que foi proposital. Com isso, ele e Shadi se “afastam”, pois Ben se muda para Phoenix, um lugar quente, “um lugar que não o seu lugar”, entenderam?

Longe de Shadi, com casa nova, emprego novo, vida nova, Ben achava que poderia se reapaixonar por Sara, o certo a fazer, mas o mistério da morte do garoto acaba colocando muitas pessoas em risco. Uma testemunha, outro índio, é espancado depois de contar o que sabe sobre o acidente a polícia, e para piorar o que já estava ruim, Sara resolve do nada encomendar um tapete personalizado a Shadi, depois de ler uma reportagem sobre ela em uma revista na clínica.

Pra falar a verdade o livro é emocionante, me fez chorar toda vez que falavam algo sobre Dusty, falecida irmã de Ben. Mas o mistério em si é fraquinho, não me envolveu tanto quanto um mistério de Myron Bolitar (personagem de Harlan Coben).

O final, ou seja, o “Mundo Brilhante” (esqueci de falar, o livro é dividido em partes: “Mundo Vermelho”, “Mundo Azul”, “Mundo Amarelo”, e claro, “Mundo Brilhante”) foi o momento que mais me envolveu, eu já espera pelo que aconteceu, mas não deixei de me emocionar. Foi triste, mas foi lindo!
Markos 27/04/2012minha estante
Adorei sua resenha, mana!
Eu quero muito ler esse livro.

Te adoro,
Beijo.


Neu 27/04/2012minha estante
Mo, juro quem não sei como você consegue ler esse livro. A capa é linda mesmo, mas a historia é meio estranha, não gostei e larguei.

Bjo


Morgana 28/04/2012minha estante
Eu não gostei desse livro, achei meio cansativo, mas acho que se a ideia tivesse sido melhor elabora, tipo Myron Bolitar, teria ficado bem melhor.


Vanessa 02/05/2012minha estante
Fiquei um pouco confusa com relação a esse livro, diante de opiniões tão diferentes. Estava doida pra comprar mas agora já to pensando se devo...
Bjs




Yasmin 11/02/2012

Diferente, Belo, Frágil

Recebi o kit do livro através da parceria com a Novo Conceito e assim que ele chegou decidi ler, afinal desde que liberaram a sinopse eu estava curiosa sobre o livro. Qual era afinal o tema? Após ler a sinopse pensei que seria um daqueles livros que através de algo terrível a pessoa consegue se libertar e finalmente ter a vida que sempre quis. Estava enganada. Um Mundo Brilhante é um livro estranho a princípio, mas que ao passar das páginas vai se tornando complexo e emocionante.

Ben Bailey é professor-adjunto de história na universidade em Flagstaff, Arizona e trabalha o turno da noite em um bar. Mantem um noivado há mais de seis anos e já não te certeza que um dia vai se casar e que ama Sara. Não sabe como sair dessa relação e a primeira vista é um personagem bem raso e comum. Tudo muda quando em uma manhã pós-nevasca ele encontra um rapaz desmaiado, quase morto na calçada de sua casa. O rapaz é um índio da reserva, um dos muitos que vem para cidade. Ben sabe que a polícia nada vai fazer, o rapaz estava bêbado, caiu e morreu congelado. Contudo aquilo o incomoda, era nítido que ele havia levado uma surra e sem saber bem o que está fazendo Bem vai ao hospital saber do garoto. No hospital ele conhece a irmã da vítima, Shadi com quem tem logo uma ligação. Ele promete ajuda-la a desvendar a morte do irmão. A partir daí uma história de memórias passadas, perdas e compensações é construída de forma frágil e até mesmo bela.

Ben não sabe por que sente essa necessidade de ajudar Shadi, não sabe por que a companhia dela é tão leve e gratificante, mas ao mesmo tempo em que ia terminar tudo com Sara, ela fica grávida e a obrigação o mantem preso aquele velho compromisso. De pergunta em pergunta Bem reconstrói o caminho que levou o rapaz a morrer em sua calçada. Uma festa, uma briga e filhos de gente poderosa envolvida. Em uma narração simples a autora nos conduz a história da vida de Ben. Desde a infância com a irmã, passando pela perda da mesma e as mudanças drásticas e tristes que sua vida sofreu depois da morte. A perda da irmã que refletiu e reflete até hoje em suas ações. A maneira inconsciente que ele desvenda a morte de Ricky é uma forma de reviver e curar a morte da própria irmã.

É uma bela história, triste e que para os mais impacientes pode demorar a engrenar. Durante a primeira parte do livro fica aquela sensação de que ainda não começou, de que a história mesmo vai começar a qualquer minuto. O que para muitos pode ser incomodo, frustrante. Ao passar para o segundo “mundo” o ritmo melhora e essa sensação vai embora, tanto que a leitura flui perfeitamente e o livro vai embora sem o leitor perceber. É um livro que quando pega é muito bom. Um livro que ou você ama ou detesta. Não chega a ser perfeito, mas é muito bom, principalmente para quem entende as entrelinhas, os motivos e razões ocultos. Ele tem um tema verdadeiro, que vai além da (...)

Termine de ler em: http://cultivandoaleitura.blogspot.com/2012/02/resenha-um-mundo-brilhante.html

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Tamylane 20/03/2012minha estante
Falou tudo!




Ju 22/01/2013

Um Mundo Brilhante
Eu sou simplesmente alucinada por essa capa. Já achava linda pelas fotos, até que vi o livro pela primeira vez em uma livraria. Eu o peguei na mão e fiquei fazendo carinho nele um longo tempo... Imaginem como eu devia parecer uma maluca enquanto fazia isso!! hahaha... E não satisfeita, voltei à livraria nos dois dias seguintes só para vê-lo de novo! rs...

Um Mundo Brilhante conta a história de Ben Bailey, um doutor em história que trabalha como professor adjunto em uma universidade e completa a renda atuando como barman (pois é, não é só aqui que os professores sofrem com a baixa remuneração). Ele é louco pela neve, por isso mora há anos em Flagstaff, cidade que normalmente tem um inverno rigoroso e algumas vezes oferece bastante neve aos seus habitantes e visitantes.

Ben tem uma vida pacata, na verdade já se acomodou com sua situação. Mora com a noiva (a quem enrola faz vários anos para marcar o casamento) e não parece ter a menor pressa de dar os próximos passos que todos achariam naturais em sua vida.


"Ben não conseguia entender como uma pessoa simplesmente vai embora de uma vida, especialmente de uma vida que ela mesma construiu."

Eu amei e odiei o Ben. Como compreender uma pessoa tão corajosa na hora de ajudar alguém e tão covarde quando se trata de cuidar da sua própria vida? Pelo menos foi isso o que eu pensei durante quase todo o livro. No fim, senti um pouco de solidariedade por ele. Ele tem um histórico familiar complicado, e passa a história toda perdido e confuso. Sofre mais a cada página. Mas tem um objetivo, e não desiste dele. E aprende, mais pela dor que pelo amor, que promessas são para serem cumpridas.

O livro fala do preconceito e de seus efeitos. Mostra como o poder, se mal utilizado, pode ser perigoso e criminoso. Lembra-nos sempre que a vida é feita de escolhas, a cada momento. E que todas elas têm consequências.

"Amanhã você vai ter de fazer uma escolha. E quando fizer essa escolha, não vai poder voltar atrás. Nem mesmo se for a escolha errada. Nem mesmo se isso magoar alguém. Nem mesmo se magoar a mim."


Um Mundo Brilhante é um drama. Um livro sensível, que descreve tudo o que Ben pensa e sente na jornada que impõe a si mesmo. Se você gosta desse gênero, como eu, espero que tenha a oportunidade de ler! =)

Resenha originalmente publicada em: http://entrepalcoselivros.blogspot.com.br/2012/10/resenha-um-mundo-brilhante.html
Jhelp 04/02/2013minha estante
Conheço algumas pessoas que não gostaram do livro, mas eu tenho uma forte impressão de que vou adorar. Gosto muito dessa questão de refletir sobre escolhas, então é uma leitura que espero fazer em breve! E ótima resenha...


Leilane 14/02/2013minha estante
Também acho a capa linda! Normalmente não leio drama, mas cada livro tem sempre um pouco de drama, não é?
Talvez, no futuro, eu leia.
Beijo!


Lua 06/03/2013minha estante
Depois que recebi um folheto de divulgação junto com o livro A escolha, fiquei super interessada deixei até o livro de lado, só pra ler um pouco da história. Um drama realmente envolvente.


Dani 30/03/2013minha estante
Li o livro e odiei, odiei Ben e tive pena da mulher dele o livro inteiro, ele é traidor e negligente, além de covarde. Me decepcionei com todos no livro =/


Adriane Rod 01/04/2013minha estante
Eu também tenho essa relação de amor com a capa, te entendo. Eu sempre me apaixono pela capa primeiro.
Mas não sei se vou ler, muita gente fala mal dele, estou decidindo ainda.

;)

http://pseudonimoliterario.blogspot.com.br/


Baah 13/04/2013minha estante
é um otimo livro, bem forte e intrigante, eu curti muito!


Baah 13/04/2013minha estante
é um otimo livro, bem forte e intrigante, eu curti muito!


Thaís 13/04/2013minha estante
Acho que vou chorar quando ler este livro, Ele parece bem interessante e a historia é bem legal, espero que eu tenha logo a oportunidade de le-lo..




tiagoodesouza 08/02/2012

Um mundo brilhante | @blogocapitulo
Sabe aqueles livros que pela capa você pensa que verá uma coisa e na hora da leitura não é bem aquilo que você pensava? Pois bem, eu imaginava que a história seria uma jornada de um personagem por vários lugares buscando seu lugar no mundo, desistindo de toda uma vida para isso - ou algo assim. Não é isso que a gente vê ali, mas eu gostei bastante da história.

Quando o professor Ben Bailey vai buscar o jornal no quintal de sua casa, ele esperava apenas poder voltar para dentro de casa e se aquecer. Mas ele vê algo absurdo na neve: o corpo de um jovem índio navajo nos seus últimos momentos de vida. Intrigado, Ben acaba se envolvendo mais do que devia na história do garoto e descobre que a morte dele pode ter sido causada por ódio a sua raça.

"Ben não sabia quantas pessoas haviam morrido desde quando chegara à cidade, mas parecia que sempre havia uma história do tipo, escondida em algum canto do jornal, mencionada rapidamente no noticiário ou comentada à boca pequena nos bares. Assim como a neve, era um fato de vida ali." Pág. 16.

Ben é um personagem bastante humano, cheio de erros, dúvidas e com uma carga emocional interessante por causa das perdas que teve na infância. Perda não é sempre sinônimo de morte - Ben não só perdeu pessoas queridas para a morte, mas também se sentiu abandonado quando seu pai resolveu sair de casa. E todo esse passado reflete nas suas atitudes como adulto. Ele vive a culpa pela morte da irmã mais nova e creio que isso faz com que ele queira ajudar a solucionar o caso de Ricky, o jovem navajo que ele encontrou morto.

"Não havia como compartilhar aquela dor com alguém que nunca conhecera a tristeza. Seria como tentar explicar o que é a cor vermelha a um homem cego. Tentar descrever a neve a alguém que nunca sentira frio." Pág. 31.

Shadi Begay, a irmã de Ricky, não se destacou muito para mim, embora ela seja de suma importância na história. Ela é uma artista e sempre respeitou as crenças de sua tribo, apesar de não morar nas reservas. A personagem que eu considero mais interessante é a Sara, esposa de Ben. Gostei do modo como ela foi mostrada e esperava ver uma espécie de vilã, uma vez que ela sempre teve tudo o que queria ou sempre fez tudo para tê-lo.

Eu gostei da narrativa da autora. Os capítulos são bem curtos, fazendo com que a leitura siga bem. Gostei da construção das ideias dela. Ben acaba pensando em agir de um modo muito semelhante ao do pai e, talvez por motivos egoístas, não perceba isso. O final do livro foi algo que eu esperava, mas não me decepcionei pois gosto de histórias assim. Fica mais realista. Sobre pontos negativos, bato na tecla da revisão. Embora poucas vezes, havia momentos em que a narrativa se mistura aos diálogos. Mas não é nada que dificulte a leitura.

"Ben não conseguia entender como uma pessoa simplesmente vai embora de uma vida, especialmente de uma vida que ela mesma construiu." Pág. 131.

A Novo Conceito está de parabéns pela capa do livro, com essa película cobrindo-a e fazendo com que realmente “brilhe”. A diagramação interna é aquela padrão da editora para a maioria de seus livros. Um mundo brilhante é uma leitura super recomendada para quem busca um romance, uma ficção, despretensiosa.

"Segredos. Como pequenos sapos escondidos em seu bolso. Não se pode esquecer deles porque estão sempre se mexendo ali dentro, contorcendo-se, tentando escapar. Você sabe que, a qualquer momento, um deles pode conseguir subir e pular para fora do seu bolso, revelando-se para o mundo com um coaxado estridente. E quanto mais você se esforça para tentar contê-los, para tentar escondê-los, mais se esforçam para escapar." Pág. 285.

Boa leitura!
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Leitora Viciada 22/02/2012

O livro chama a atenção de qualquer pessoa pela capa: a imagem de silhuetas encasacadas em meio a uma forte nevasca. Onde estão os flocos de neve, possui um feito delicado de glitter, como uma fina camada de gelo. O livro é lindo e com certeza um dos mais belos trabalhos gráficos da Novo Conceito. Diagramação e revisão boas, fonte de tamanho agradável.

O livro possui sessenta e cinco capítulos divididos em cinco partes: Mundo Vermelho, Mundo Azul, Mundo Amarelo, Mundo Preto e Branco e O Mundo Brilhante. A narrativa é em terceira pessoa, sempre sob a visão de Ben, o protagonista.
Os capítulos são curtos e dinâmicos, sempre se interligando, e por vezes retornando ao passado por breves períodos. A autora soube finalizar um capítulo de forma a deixar o leitor com muita vontade de prosseguir a leitura. Certas vezes o capítulo termina com uma surpresa ou gancho para novos rumos na trama.
O problema está no fato da autora terminar o capítulo bruscamente e ao iniciar o próximo, contar o que ocorreu nesse intervalo como passado, pulando o suspense máximo que ela poderia ter dado ao fato se o contasse no presente, seguindo uma linha contínua.
Agora sobre o retorno de Ben ao passado longínquo, na forma de lembrança, é uma manobra que enriquece muito a história, nos ajudando a tecer a personalidade dele.
A narrativa é envolvente, os acontecimentos são claros e nos causa diversas reações.

As personagens não são pessoas perfeitas, elas omitem, mentem, manipulam, traem. Mas não são necessariamente más. Nem boas, apenas possuem suas justificativas e metas. No entanto, apesar de admirar a autora por criar personagens reais e comuns, não me senti cativada por ninguém em especial. Nenhuma personagem me emocionou de fato, apenas em alguns momentos dramáticos e tristes meu coração foi abalado, mais pelas situações do que por apego à elas.

Agora, criar cenas e fatos bem estruturados faz parte da forma da autora escrever. Ela tece lugares e interliga vidas. E não entrega respostas de primeira, faz o leitor imaginar e julgar as ações.
Não há como não julgar personagens e pensar em como isso ou aquilo foi errado ou imprudente. Durante várias decisões tomadas pelo protagonista, tive vontade de gritar com ele. Então em pensava na história familiar dele, e mesmo não justificando certas coisas que ele faz, eu me mantinha calada e pensando que ele iria mudar.

O pano de fundo da história é um relacionamento de aparências e um assassinato. Ben está noivo de Sara, com quem vive junto há anos, possuem uma casa e até uma cachorra. Quando se conheceram, o namoro era intenso e o amor parecia forte.
Sara era uma moça perfeita, embora mimada pelos pais. Sua vida era boa, ela nunca sofreu grandes decepções, nunca perdeu um ente querido ou passou por crises financeiras. Ao contrário de Ben, que teve sua família destruída aos poucos, por um desastre. Por isso ele se apega a Sara e sua energia positiva.
Com o passar do tempo, ele foge do compromisso com a noiva, enrola para marcar a data do casamento e o casal afasta-se cada vez mais. Ele nunca está presente quando ela precisa dele, e ela torna-se amarga e manipuladora por isso.

Não consegui deixar de imaginar quantos relacionamentos de fachada existem, quantos casais se deitam na mesma cama todas as noites, mas sonham com outras pessoas. Quantas pessoas vivem mecanicamente suas vidas sem ter a ousadia e coragem de modificá-las. Muitas pessoas não tem ao menos a capacidade de imaginar que estão vivendo de forma incompleta e depressiva. Apenas continuam a viver, mas não encontram felicidade no que fazem, seja num relacionamento, num emprego ou onde moram.
O livro é para esse tipo de reflexão. De pensarmos o quanto estamos satisfeitos com a vida que temos, o quanto somos os próprios responsáveis por nossa infelicidade. Comodidade pode ser um atraso de vida.

Além do fundo emocional, dramático e reflexivo, existe suspense no livro, criado a partir da busca incessante de Ben pelos responsáveis do assassinato de um jovem indígena, que caiu morto na calçada de sua casa. Ele não quer apenas descobrir quem matou o rapaz, mas também deseja que os culpados sejam punidos, que a justiça seja feita. Ele mergulha tão profundamente no caso, ao ponto de querer saber o porquê de tamanha violência. E o pior está no fato de parecer que ninguém se importa, apenas a irmã da vítima. Ele se envolve com a moça e com uma vida que parece não lhe pertencer, um mundo que parece irreal. Shady surge para criar mais dúvidas ainda no relacionamento de Ben e Sara.

Dilemas e buscas recheiam as páginas de Um Mundo Brilhante, uma história de arrependimentos, dúvidas e vidas conturbadas. Atos simples e impensados podem desencadear uma série de modificações irreparáveis. Ou a omissão, fingir que os problemas não existem, transformando-os numa grande bola de neve, pode ser pior que decisões erradas. Não tomar uma atitude corajosa pode ser pior que escolher o caminho errado.

Ponto positivo para os opostos dos cenários, da cidade gelada de Flastaff em relação a quente Phoenix. Esses extremos de temperatura e mundo diferentes parecem influenciar no humor de Ben. Outro ponto a favor do livro está no fundo político e sociocultural. O preconceito e racismo de muitos brancos em relação aos indígenas e o poder que cargos políticos podem trazer a algumas pessoas.

Ben para mim resume-se a um homem medroso. Ele prefere o certo e não o troca pelo duvidoso, mesmo que permaneça triste, frustrado e desmotivado. A justificativa de sua história pessoal, não é suficiente para que eu o absolva de mentir e enganar a todos. Ele se arrisca tanto para descobrir o porquê da morte de uma pessoa que ele nunca conheceu, mas é totalmente incapaz de tomar uma única atitude em relação a sua própria vida, ao relacionamento frio e a vida profissional sem sucesso. Sua noiva age de forma omissa, finge que não vê o que ocorre ao redor, achando que fugir da realidade é uma forma de fingir que problemas não existem, e que gritar e discutir por futilidades é uma forma de diminuir o vazio da relação.

O final é triste e comovente, fazendo valer toda a leitura. Drama e suspense andam juntos. Segredos e mentiras. O livro termina de forma realista, mesmo que não haja justiça em tudo. Uma história que merece ser lida, para que as pessoas reflitam sobre a forma como conduzem suas vidas. O poder da mudança começa em cada um de nós, seja para correr atrás de algo novo, ou para modificarmos nossas próprias atitudes.

Nosso mundo pode ser colorido ou preto e branco, de acordo com nossas atitudes. Nosso mundo pode mudar de cor, de acordo com nossos sentimentos. Mas todos nós devemos tentar fazer dele um mundo brilhante.

Trechos:
"De qualquer modo ninguém espera sair pela porta da frente em um domingo buscar o jornal e encontrar uma pessoa morta na calçada."

"Há muito tempo, tudo estava inteiro. Ben se lembrava daquela época como se ela pertencesse a algum outro Ben."

"Naquela noite, enquanto Sara dormia de costas para ele, Ben pensou em todas as maneiras de dizer a ela que tudo estava acabado."

"...e olhou ao redor do escritório com um sentimento de culpa, como se alguém pudesse estar espiando por cima do seu ombro."

"Em seis breves anos, ele sistematicamente transformara a vida sublime em vida miserável."

"– Amanhã você vai ter de fazer uma escolha. E quando fizer essa escolha, não vai poder voltar atrás. Nem mesmo se for a escolha errada. Nem mesmo se isso magoar alguém."

"Cada dia era um pedido de desculpas."
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Rafa 02/03/2012

Resenha - Um Mundo Brilhante - Tammy Greenwood
Eu juro que estou tremendo até agora. Que história mais inusitante que li. Foi a primeira vez que vi duas histórias diferentes e conjuntas fazerem tanto sentido e com um objetivo interligado.

Quando olhei a capa, já fiquei doido pra começar a ler, ficava imaginando “Um Mundo Brilhante”, o que significaria para mim ou para quem lesse após toda a leitura do mesmo? Na vida de Ben não há só um mundo, e sim, mais de um, um mundo após o outro, e esse outro pode ser um mundo colorido ou em preto e branco...

A história entrecortada por duas faces do mesmo. Sendo a primeira a história de Ben e seu drama familiar e sentimental, e segundo, o mistério que ronda sobre a morte de Ricky, aparecido quase morto na porta da casa de Ben numa manhã nublada. Momentos se passam, e Ben conhece Shadi.

O romance escondido de Ben junto à irmã de Ricky, Shadi, no qual ele se apaixona, quer custe o que custar descobrir quem ocasionou a morte do rapaz. É quando então, que aos poucos Ben se lembra de sua irmã Dusty, que morreu quando era pequena no bosque, e ele sente tristeza até agora em sua fase adulta, e sempre fica se lembrando dos momentos quando passou sua infância ao lado dela.

Ben mora com sua futura esposa Sara em Flagstaff, e a história no começo se passa na época de Halloween, Sara ama muito ele, e quer se casar em breve, já que ele pediu a mão dela. Há vários momentos em que Ben quer abandonar ela por causa de Shadi, mas nunca consegue, ou por causa do pai dela, ou por causa do bebê que estaria para vir. Se eu contar o resto fica chato para você ler depois... Mas olha só como Ben se sentia:

O interessante do livro, que a história não fica só na desilusão do amor de Ben com Shadi, mas sim na traição dele, e nas descobertas sobre o crime que chocou tanto ele quanto sua noiva e a cidade, noticiada mais tarde, o caso ainda não era notório na cidade no começo, no entanto ele queria que o caso fosse resolvido, que a pessoa que fez aquilo com o irmão de Shadi pagasse pelo feito.

Ben trabalhava em dois lugares, algumas vezes no bar Jack’s, e lecionava História na escola da cidade, já que possuía um doutorado em sua formação, se vangloriava por isso. Enquanto Sara trabalhava como enfermeira no hospital da cidade, ela adorava o que fazia.

Não gosto tanto assim de mistérios, mas Um Mundo Brilhante, com uma mistura de drama familiar, foi show de bola, eu estava ficando entediado por parte do personagem Ben, indeciso e tanto por quem queria ficar, resolvi deixar essa parte rolar, para ver no que daria, achei o final meio bobo, e que não surgiu para o que ele realmente gostaria que fosse, mas talvez Ben estivesse com remorso, ou com alguma culpa ou medo causada no peito.

É um livro bem confortável, tem um espaçamento perfeito, nunca cansa na leitura, com capítulos pequenos e às vezes grandes e subdividido em alguns subtítulos... Encontrei poucos ou quase nenhum erro de português, a revisão está ótima, a capa mais maravilhosa ainda. A editora deu um show nesse livro.

Recomendo, claro que sim, eu li e adorei, só peço uma coisa, sei que no começo vai desanimar porque é meio chato, mas logo a leitura engata e só vai querer largar o livro quando descobrir o que acontece com o casal Ben e Sara e o que se resolveu para o crime da morte de Ricky. Curiosos? Então, leiam!

http://www.leiturasvivas.com/2012/02/resenha-um-mundo-brilhante-tammy.html
Ju 18/12/2012minha estante
Eu gostei de Um Mundo Brilhante. Um drama que faz a gente pensar, e muito, sobre a vida e sobre o poder das escolhas. também me apaixonei por essa capa à primeira vista, e não sosseguei enquanto o livro não veio parar na minha estante.




Mari 27/07/2013

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Ben Bailey é um professor de história e, nas horas vagas, barman. Há oito anos, mudou-se para Flagstaff, Arizona, por causa da neve. Logo conheceu Sara, uma jovem enfermeira, sua atual noiva.

Numa manhã de domingo, ao acordar, ele decide pegar o jornal em seu quintal quando encontra um homem com muitos hematomas e quase morto no meio da neve. Após chamar ambulância, o desconhecido é levado para o hospital.

Sem conseguir esquecer do acontecimento, Ben vai visitar o rapaz, querendo saber sobre seu estado. Lá, conhece Shadi Begay, irmã dele.

Ao que tudo indica, o que aconteceu com Ricky Begay não foi um acidente, como dizem. Com a ajuda de Ben, Shadi tenta descobrir quem fez uma atrocidade daquela com seu irmão e o porque.

A vida de Ben fica de ponta cabeça, fazendo-o rever seus conceitos e escolhas. E seu passado, que ele tanto tentou esquecer, volta com mais força do que nunca. Será ele capaz de enfrentá-lo?

Esse não é o tipo de livro que costumo ler, mas foi interessante.

Um Mundo Brilhante mostra como nossas escolhas são importantes. Basta fazer uma que seu futuro inteiro muda. Acho que se não tivéssemos isso em mente, o livro não teria nada de inovador. A história é simples, girando em torno da morte de Ricky.

Não gostei dos personagens. A autora não trabalhou muito neles, deixando-os completamente comuns. Acho que a que mais tem características é Sara.

A principal coisa que eu gostei foi o mistério feito para encontrar o responsável da morte de Ricky. Ben meio que vira um detetive, rs.

Ao todo, a história é boa e, se você realmente gostar do assunto, vale a pena ler.

site: http://www.mundo-da-noite.blogspot.com.br/
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Rayra Mirelem 13/05/2012

Um Mundo Brilhante
O livro conta a historia de Ben, que ao se levantar de manhã e ir pegar o jornal em frente a sua casa, se depara com um garoto jogado ao chão, então é ai que toda a trama começa.

Sem querer Ben se envolve com Shadi, a irmã do garoto encontrado na neve, mas ele está noivo de Sara.

Ben se sente encurralado e não sabe qual caminho trilhar, quando sua decisão está formada, algo acontece. E então muda tudo.

"Ben não conseguia entender como uma pessoa simplesmente vai embora de uma vida, especialmente que ela mesma construiu." Pág. 131

Um Mundo Brilhante é um livro que nos faz refletir sobre os caminhos e as escolhas que trilhamos.

O livro tem uma historia muito bonita, emocionante, triste e surpreendente, confesso que ao ler a sinopse dele, nunca imaginei que o livro retrataria algo do gênero. Adorei, me simpatizei muito com a leitura e gostei bastante do modo como à autora escreve, com capítulos curtos e fácil de ler e entender, não deixando assim a historia desgastante.

Confesso que achei Ben um pouco egoísta, acho que ele tinha que ter escolhido logo no começo com quem queria ficar, pois ele ficou a estória inteira "sofrendo".

Gostava da Sara, não gostava da Shadi e em momento algum torci para ela ficar com o Ben, já o Ben foi àquele personagem que não me cativou.

Sobre o final do livro, acho que a maioria das pessoas que o leram, já concluíram precipitadamente o que iria acontecer no final, enfim, eu conclui logo no meio do livro, e mesmo tendo alguma convicção que seria "aquilo" fiquei decepcionada, pois no fundo queria algo diferente.

O livro merece nota quatro, pois mesmo eu não gostando do gênero, não gostando de alguns personagens principais, Um Mundo Brilhante, tem algo que eu não consigo definir, mas que me fez simpatizar-me com o enredo da estória.

A capa do livro é fantástica, toda cheia de brilhos, amei, nunca tinha visto uma capa assim antes, a Novo Conceito está de parabéns pela edição do livro.

http://www.rayramii.com/2012/03/resenha-promocao-um-mundo-brilhante-t.html
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Nath @_illuminath 17/02/2012

Publicado em: http://www.nathlambert.blogspot.com/2012/02/livro-um-mundo-brilhante-autor-t.html
Juro que, quando encerrei a leitura, minha vontade era botar fogo no livro, jogá-lo pela janela e que um buraco de minhoca surgisse do éter e sugasse o livro para um universo distante e onde ninguém saiba ler livros em chamas.

Mas, parando para refletir com paciência, cheguei a conclusão de que Um Mundo Brilhante é um livro excelente.

Todo livro começa na capa. A capa em si é linda, mas só pegando na mão pra você notar como ela é perfeita! Ela segue bem o nome do livro e é brilhante, um graça! A atmosfera um pouco misteriosa e fria da capa transmite bem a ideia de história.

Numa manhã como outra qualquer, Ben Bailey sai de casa para pegar o jornal, porém encontra um rapaz navajo sangrando, inconsciente e com roupas muito leves para o clima de Flagstaff. Ben chama a emergência, porém o rapaz morre. Ele sente-se muito envolvido na morte do rapaz quando conhece a irmã dele, Shadi.

Ao mesmo tempo em que banca o detetive, el tem que conviver com um aluno problemático na faculdade onde dá aula, Joe Bello, e no Jack's, bar onde ele serve bebidas e acha que é seu verdadeiro lar.
Em sua casa, ele não sente mais o que sentia antigamente por sua noiva, Sara. Acha que a convivência matou muito do que ele sentia por ela e, depois que Shadi entrou em sua vida, Ben não consegue esquecê-la.

Em meio a tentar descobrir o que realmente aconteceu na noite em que o rapaz índio morreu, salvar seu relacionamento e seu emprego, Ben se vê num grande impasse da vida, onde não sabe ao certo o que quer. Todas as escolhas parecem muito arriscadas.

O livro é realmente bom. Eu adorei o livro desde a primeira página, lia ele com gosto, e os capítulos curtos mesclados com a história rápida e de escrita fluente fazia com que eu devorasse 50 páginas rapidamente.

O único problema é que eu criei uma expectativa enorme de final feliz, problemas resolvidos e vida estabilizada, e não foi isso o que aconteceu. Não gostei do rumo final da história, mas eu gostei da história.

Ben é um personagem muito humano, e eu compreendia seus sentimentos e angústias de forma profunda. A história é bem trabalhada e mostra com realismo como a nossa vida é, mas eu dei apenas 3 estrelas pro livro por que eu esperava um final diferente, e este do livro foi muito sombrio.
Ele adicionou muitas coisa na minha vida, eu tive muitos sentimentos com relação aos personagens. Ben é muito impulsivo, muito intenso, e ele se parece muito comigo: toma decisões precipitadas, não pensa muito antes de agir, é muito protetor com as coisas que ama e acredita. Todos os personagens tem personalidades fortes e agem conforme seus pensamentos, em nenhum momento fazem a coisa certa para a história caminhar pro local ideal. Todos tomam decisões definitivas - e, muitas vezes, são as erradas.

O livro é ótimo e recomendo a leitura, mas deixo claro que não gostei do final.
Esta é a minha opinião, leia e tire suas próprias conclusões =D

site: www.nathlambert.blogspot.com
Janna 15/02/2012minha estante
Oi Nath, eu adorei o livro, mas assim como vc tbm esperei pelo final feliz e ele não veio néh....que pena...


Nath @_illuminath 15/02/2012minha estante
Realmente, uma pena! Mas ainda achei um bom livro, algo muito paradoxal...


tiagoodesouza 16/02/2012minha estante
Eu gostei do final. Era o que eu esperava que acontecesse. Vamos colocar assim: nem tudo na vida tem um final feliz ou acontece como a gente quer.


Nath @_illuminath 16/02/2012minha estante
Concordo plenamente, mas o final foi triste demais. Eu não esperava a coisa mais alegre do mundo, mas não aquilo que aconteceu.


Drêycka 25/02/2012minha estante
Só concordo com você no primeiro parágrafo: "Minha vontade era botar fogo no livro, jogá-lo pela janela e que um buraco de minhoca surgisse do éter e sugasse o livro para um universo distante e onde ninguém saiba ler livros em chamas". E essa foi minha sensação do começo ao fim do livro.


Tamylane 20/03/2012minha estante
O Ben merece o final a Sara não ;)




Annie Stephanie 04/05/2012

Um mundo brilhante
Ben Bailey é um simples professor de História. Ele vive em meio a um medíocre cotidiano entre dar aulas, trabalho extra em um bar e oferecer um mínimo de atenção à sua noiva Sara, a quem não ama mais como antes.

Certo dia, ele sai para pegar o jornal e encontra um garoto quase morto em frente à sua casa. Depois de chamar a ambulância, seria de se esperar que o dever de Ben estaria cumprido. Porém, ele se envolve com o caso do menino advindo de uma reserva indígena que fora espancado até a morte. As autoridades não têm o menor interesse em seguir com a investigação, e concluem o caso de uma maneira muito suspeita.

A situação fica ainda mais complicada quando ele se apaixona perdidamente pela irmã da vítima. E quando estava a ponto de cancelar seu noivado e ir atrás de sua felicidade, descobre que Sara está grávida.

Embora, talvez não tão dramática, sempre nos deparamos com este tipo de situação. Escolher o que é bom para nós ou pensar primeiro nas outras pessoas. Uma dessas escolhas é considerada egoísmo. A outra, falta de amor próprio. Então, a melhor saída seria pesar bem as consequências antes de agir. E não é isto o que o personagem faz, como nós mesmos na maioria das vezes.
Um sentimento que podemos perceber no decorrer da leitura é a impotência. Quando as coisas se desenrolam de maneira que não podemos impedir ou ajudar. Mas pior, é no momento em que se tenta ajudar, mas acaba-se por estragar tudo.

É uma história muito tocante e nos apresenta um extremo dilema: vale a pena escolher a própria realização, mesmo que magoando várias pessoas pelo caminho?


Leia mais em: http://muchdreamer.blogspot.com.br/
Vanessa 04/05/2012minha estante
Ótima resenha!! To super curiosa pra ler esse livro e tirar minhas próprias conclusões, pois já vi tantasopiniões diferentes... Bjs




Pâmela Marloch 17/02/2012

Olha, esse não foi uma das leituras mais empolgantes que já li, porém, ela teve uma certa trama que faz despertar uma curiosidade. é tipo um estilo novela, não é muito animador, mas por toda aquela trama você acaba tendo vontade de prosseguir com a leitura. O livro conta a história de um homem realmente perturbado! Sério, meu deu pena do cara. Já noivo á algum tempo - anos - mas com alguém que não amava - por isso a anos - moravam juntos e tudo mais. E graças a um índio que apareceu morto por causa do extremo frio na frente da casa de Ben - o homem da vida cruel - que a sua vida fica mais doida. Ele corrói corações, acaba com vidas, acaba com a sua própria vida em sentido emocional. Ele realmente não é feliz. Como diz um amigo meu, é tudo uma mascara. Ele só faz de conta, faz de conta que quer casar, faz de conta que ama sua noiva, faz de conta que quer ter uma família, faz de conta que ama o calor, sua vida é baseada num faz de contas.
Mas o bacana desse livro, é que mostra que num relacionamento conturbado a mentira é a pior maneira de querer fujir dos problemas. Seja ela a mais boba por motivos mais bobos de todos, motivos até que nem teria o porque fazer isso, não teria motivos para fazer tal coisa. Na verdade, Ben, foi um idiota! Deu pena da vida trágica dele, o cara se sentia um inútil - o sogro queria bancar tudo, tratando Ben como se fosse uma criança e precisasse de "mesada" - mas ele causou a própria desgraça com mentiras para a sua "esposa". O livro até que traz uma lição para nós, todos nós!

INCLUSIVE TEM PROMOÇÃO DESSE LIVRO NO MEU BLOG! DEEM UMA AVERIGUADA: http://milleguas.blogspot.com
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