História Social da Criança e da Família

História Social da Criança e da Família Philippe Ariès




Resenhas - História Social da Criança e da Família


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Gabriel Henrique 07/12/2020

Emaranhado e Desordem
Sendo a família a instituição mais importante de toda a existência, uma obra que contemplasse a sua cronologia seria de grande aporte informacional. O livro "História Social da Criança e da Família" pode ser considerado um "bom retalho no meio de um todo tecido bibliográfico". Esse escrito contém boas fontes, mas não as expõe coerentemente. Relatando de maneira específica, a obra não segue respeitosamente um linearidade cronológica: quando está comentando sobre um século em específico, é de se esperar, em uma perspectiva relativa, que pule outros dois séculos ou que retroceda. Ou seja, as informações estão desorganizadas. Desse modo, é um emaranhado de conhecimento posto desordenadamente.
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Vânia 27/03/2009

Definitivo
Este livro é simplesmente o "must", definitivo pra quem quer entender o significado de infância. O autor aborda o assunto pelo estudo feito com as pinturas dos séculos passados e a maneira na qual as cçs eram apresentadas e se portavam - adultos em miniaturas. Livro importante para todo e qqr educador, mas tbm uma leitura prazerosa, com informações preciosas para as pessoas de qqr área.Pra mim, nota 1000!
Ené 23/01/2015minha estante
Eu li, achei um pouco cansativo! Mas é um livro excelente em torno da concepção de criança e infância. Valiosíssimo!!!




Locimar 22/08/2020

Fiquei vislumbrando....
quando li este livro por vez primeira. Foi um desvelar medonho sobre a imagem que eu tinha sobre a criança e a infância como construção histórica e social. Nos anos seguintes iria ler "O desaparecimento da infância, corroborando que a ideia do Ariès de que assim como foi criada, a ideia de infância como fase pode desaparecer. A adultização da infância e a infantilização da vida adulta.
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Marina Fülber 02/06/2015

Admito que não esperava muito desse livro, inicialmente não me pareceu algo muito interessante. Mas, depois de iniciar e ver que toda a pesquisa se baseia na história da arte e iconografia, o autor me ganhou, a princípio, pelo amor - mas apenas no princípio, veja bem.
E descobri, nesse assunto que de início não me chamou muito, algo totalmente incrível, coisas que não se imagina, por termos a falsa impressão de que os costumes são os mesmos desde sempre, quando na verdade coisas que pra nós são tão comuns e concretas como brincadeiras ou a escola, já foram um dia totalmente diferentes. Ver esse processo, entender esse processo, é maravilhoso. E isso tudo me torna cada vez mais apaixonada pela história.
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@lidcomisso 07/11/2020

Clássico
Um livro clássico e uma leitura obrigatória para compreender o conceito de infância, ainda que seja um recorte histórico e social.
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Jhon 02/12/2020

Uma leitura bacana
Já acho a proposta do livro bem interessante, pois foge um pouco da historiografia documental tradicional. Aqui a maior parte da tese defendida pelo Philippe Aríes é embasada em uma pesquisa iconográfica de várias obras artísticas. É curioso observar como o autor faz uso de quadros e pinturas para pensar o processo de invenção da infância e da família (focando sobretudo nas transformações ocorridas na passagem Medievo-Modernidade).

E apesar de não ser a intenção da pesquisa do autor, senti falta de uma análise mais aprofundada acerca das condições que possibilitaram as transformações descritas ao longo da narrativa. Provavelmente é um enviesamento pessoal meu em relação a como gosto de pensar, mas à medida que ele ia apontando as mudanças nas épocas históricas, eu fiquei curioso em entender como se deu o agenciamento das forças no plano das relações. Não é demérito do livro; apenas uma curiosidade em pensar essa outra dimensão da invenção de modos-de-ser-criança e modos-de-ser-família nas práticas sociais.

No entanto é bom destacar que a infância de que o Áries trata aqui é bastante específica. As crianças pintadas nas obras analisadas pelo autor são europeias, brancas e ricas. Então não dá também pra pensar sua tese como totalizante e universal, pois muitas infâncias e relações familiares escapam ao que predominava na cultura aristocrática e burguesa europeia. Mas, apesar disso, não deixa de ser interessante perceber como o universo infantil foi se modificando historicamente (as crianças passando de seres considerados adultos pequenos, com pouquíssimas distinções de idade, para sujeitos pertencentes a uma delimitação específica e distinta do mundo adulto, mergulhada num campo marcado pela vida privada e pelo sentimento de família).

Outra coisa legal é que o autor vai atravessando temáticas distintas, me fazendo pensar em várias coisas relativas à disciplina/obediência, à família, à maternidade/feminilidade, à masculinidade/virilidade, às brincadeiras e jogos, enfim, uma ruma de questões que me fizeram enxergar e sentir o peso da institucionalização de uma família e de uma infância específica que vem sendo constituída há bastante tempo e que com certeza me afeta e diz respeito a mim.

Então é isto! Embora seja chatinho em algumas vezes (preciso confessar kk) é um livro muito bacana.
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