O Sol é Para Todos

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Resenhas - O Sol é Para Todos


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Ana Luiza 21/07/2016

O Sol é para Todos
O Sol é Para todos - a história de um advogado que defende um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca nos Estados Unidos dos anos 1930 e enfrenta represálias da comunidade racista. O livro é narrado pela sensível Scout, filha do advogado.

Há livros que são tão grandiosos, que abrem os nossos olhos e mudam a nossa visão do mundo de uma forma tão clara, que por alguns momentos, nos cegam. E ai me lembro do Mito da Caverna, de Platão (ok, já comecei a divagar...).
Foi assim com esse livro. Durante a leitura, ri em vários momentos!( amo histórias que são narradas a partir do ponto de vista de criança), tive que segurar pra não chorar em vários momentos (o problema de ler em lugares públicos), e depois que terminei, não consegui escrever nada. Precisei de alguns dias para colocar as ideias no lugar.
É curioso perceber que um livro que foi publicado em 1960 ainda hoje é tão atual. Entendi perfeitamente o motivo de ter recebido tantos prêmios, incluindo um Pulitzer.
Livros como esse, que retratam o racismo e a injustiça de forma tão nua nos entristecem, mas também nos agigantam por dentro, sabe?
Grata por existir pessoas que tem a coragem de escrever essas histórias.

"O tribunal é o único lugar onde todas as pessoas deveriam ser tratadas como iguais, não importa de qual cor do arco-íris elas sejam".

"- Olha, Jem, eu acho que só existe um tipo de gente: gente.
- Se só existe um tipo de gente, por que as pessoas não se entendem? Se são todos iguais, por que se esforçam para desprezar uns aos outros?"
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Charlene 19/07/2016

Sobre injustiças e esperança
O Sol é para todos, da Harper Lee, é um daqueles clássicos que a gente precisa ler. Há uma profundidade em seu enredo que acaba tornando a leitura envolvente a ponto de sentirmos muitas das emoções de seus personagens.

É um livro narrado pela Jean Louise Finch, conhecida como Scout, órfã de mãe e que vive com seu pai, Atticus, seu irmão Jem e com Calpúrnia, empregada negra que mora com eles há muitos anos.
O livro é basicamente dividido em duas partes, na primeira é possível ver o autor traçando um perfil da sociedade de Maycomb e na segunda parte, Atticus terá que defender um negro acusado (injustamente) de estuprar uma garota branca.

Com essa leitura é possível sentir revolta, indignação, mas também encantamento e esperança. É um romance que trata do amadurecimento e, sobretudo, da segregação racial.
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Pan28 16/07/2016

Depois de tanto ouvir falar deste incrível clássico, eu finalmente decidi-me a lê-lo, e ainda bem que o fiz. Estava com bastante medo uma vez que não é comum eu gostar de alguns género de clássicos, mas não foi isso que aconteceu neste caso.
Por Favor Não Matem a Cotovia (agora Mataram a Cotovia) é realmente um grande clássico com uma história incrível contra o racismo e o preconceito.
O livro acompanha a família Finch e, maioritariamente, a Scout, a filha mais nova de Atticus Finch, um advogado que é encarregue de defender um negro acusado de violação.
Na primeira parte do livro é nos descrito o dia-a-dia das personagens, o que eu achei que fosse ficar bastante aborrecido, mas a autora acabou por o fazer de tal forma que eu achei essa parte bem interessante, especialmente se tivermos em conta que só nessa primeira parte vemos um pouco do amadurecimento da Scout, do Jem (irmão mais velho) e do Dill (um amigo de ambos que vem sempre passar o verão com eles). Temos ainda a curiosidade das crianças e as consequências dessa curiosidade numa época em que não era tão bem aceite ser curioso e que as meninas deviam apenas manter-se em casa de vestido a aprender boas maneiras.
O Jem e a Scout foram personagens que me irritaram em alguns momentos do livro sim, mas acho que isso é bastante compreensível tendo em conta a idade de ambos.
A única pessoa que realmente me irritou durante todo o livro foi a tia Alexandra que defende que as mulheres devem ser só isso, mulheres paradas e bonitinhas.
Além do tema do racismo e da ideia de que é impossível mudar a forma como as pessoas de cor são vistas, a Scout levanta um tema bastante interessante ao perguntar se as pessoas que odeiam e atacam os negros não são exatamanente como o Hitler, que tanto criticavam, mas apenas mudando outro grupo da população.
Relativamente ao caso do Atticus, deram-se acontecimentos que eu considerei inesperados. Se pensarmos na época em que se situam, realmente podem não ser assim tão inesperados, mas pensando nos tempos de agora são coisas inimagináveis, e ver a forma como a população preta era tratada torna-se chocante em alguns momentos.
Depois chega o final e eu esperava apenas parte do que aconteceu. Eu achei o final extremamente bem feito e realista.
Conheço pessoas que acharam o livro bastante aborrecido, mas eu adorei e recomendo muito.
Boas leituras.

site: http://presa-nas-palavras.blogspot.com/2016/07/por-favor-nao-matem-cotovia-resenha.html
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Renata Céli 11/07/2016

Todos deveriam ler este livro
Livro clássico que se passa nos anos de 1930 quando um homem negro foi acusado de estuprar uma mulher branca, apesar de não haver provas. Um advogado, Atticus Finch, é designado a defender o acusado no tribunal e ele passa a ser retaliado pelo povo da cidade, que é muito racista e não se conforma por ele ter concordado em pegar o caso. Mesmo com todos "contra" ele, Atticus segue firme nas suas convicções, pois como ele mesmo diz: "A única coisa que não deve se curvar ao julgamento da maioria é a consciência de uma pessoa."

O livro é narrado pela filha de Atticus, a Scout, que é uma menininha ingênua, mas que ao longo da leitura vai amadurecendo e aprendendo como o mundo funciona (ou seria como o mundo "não funciona"? Porque o livro é tão perturbador, o racismo é tão cruel, que dá para percebermos que realmente o mundo está do avesso e precisa melhorar exponencialmente). Infelizmente, a história, apesar de se passar há vários anos, ainda é muito atual.

Esse livro ainda vai ficar na minha cabeça por anos e anos e lágrimas vão continuar caindo sempre que eu falar sobre ele. Mesmo assim, é um livro que todos deveriam ler, extremamente necessário para nossa sociedade. Como disse Barack Obama: “Este é o melhor livro contra todas as formas de racismo”. Por favor, leiam!
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Cristiane 09/07/2016

Leia Esse Livro!
Não é fácil lidar com esse livro. A maneira como ele descreve o preconceito, a honra, o certo e o errado de uma maneira tão simples e ainda assim tão complexa é realmente algo difícil de explicar e doloroso de sentir. "Você só consegue entender uma pessoa de verdade quando vê as coisas do ponto de vista dela." uma frase usado logo no começo do livro com uma verdade que quase ninguém vê, a maioria das pessoas não para pra pensar nos sentimentos dos outros, ou quem ele realmente é, ou por quê. Esse livro nos faz pensar o por que existe tanto preconceito sendo que somos todos iguais, por que alguns se acham melhores que outros quando isso na verdade não é verdade. Esse livro fala sobre algo tão importante, tão profundo e com a delicadeza e inocência de uma garota de 6 anos. É realmente algo que todos deveriam ler antes de morrer.
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Gabriel Sam 07/07/2016

O Sol é para Todos (Harper Lee, 1960)
Neste que é o único romance da autora publicado durante sua vida, somos colocados frente a frente com o problema do racismo, sem disfarces, escancarado, numa exposição que só poderia partir dos ingênuos (porém sinceros) olhos de uma garotinha. O Sol é para Todos é um livro simples e ao mesmo tempo complexo; profundo, porém cativante; antigo, porém sempre atual. Uma das mais belas obras da literatura mundial.

site: http://gabrielcomletras.blogspot.com.br/2016/06/o-sol-e-para-todos-harper-lee-1960.html
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Leandro 26/06/2016

Leandro Nascimento
O livro conta perfeitamente a história de um advogado que defendeu um negro, em momento que não existia uma igualdade de raça. A história é uma bela narrativa do séc XX em uma cidade do interior do Estados Unidos, a autora dramatiza muito bem a história em diversos capítulos. No entanto, o fim deixou a desejar,me pareceu que faltou enredo no final. Mesmo assim, recomendo a leitura.
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Mila 26/06/2016

Uma delícia de leitura
Do começo ao fim a gente se envolve completamente com a narrativa da Harper Lee e vai com ela acompanhando o desenrolar dessa deliciosa aventura infantil com os irmão Jem e Scout, seu pai Atticus e o amiguinho Dill. Muito bem contada, a história desse livro traz personagens fortes e intensos em sua simplicidade, fazendo com que o leitor participe dos acontecimentos em que se envolvem, das tramoias infantis, dos simples fatos ocorridos na escola, do dia a dia de uma pequena cidade no interior do Alabama de muitos anos atrás. Enquanto o advogado Atticus luta para defender um negro em um julgamento executado por uma cidade onde o preconceito ainda mantém raízes fortes, as crianças acompanham tudo de perto, enxergando o desenrolar dos fatos com sua experiência infantil. O livro é narrado em primeira pessoa e a tradução está boa. É um livro delicioso. Uma graça. Adorei e recomendo!
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ChrisGally 25/06/2016

Eu adquiri esse livro quando eu ainda tinha 16 anos, por influência de minha prima Carminha (Maria do Carmo Bastos). Era uma obra que estava na moda, por ser revolucionária, do ponto de vista dor cismo nos Estados unidos. Nesse momento, havia uma luta contra o apartheid, e este livro trazia a história envolvendo um advogado branco que defendia um negro, causando, na cidade estadunidense, uma discriminação à família desse advogado por essa atitude. É claro que eu nem tinha ideia da segregação racial naquele momento. Eu via tudo com absoluta unicidade e não conseguia entender muito bem o fato de estarem os filhos do advogado sendo ridicularizados na escola por ter um pai que amava os negros. Talvez, por causa disso, não me lembro de ter me apaixonado pela leitura, menos ainda de ter lido toda a história. Minha prima era um pouco mais velha que eu e era engajada nas lutas sociais. Ela tinha uma paixão enorme por algumas leituras que eu não tinha condições de entender ou consumir. Minha vida era completamente tranquila e não percebia muito as diferenças sociais que me circundavam. Hoje, aos 50 anos, sei o que a discriminação racial significa, sei as dores e as injustiças causadas por conta da ignorância humana. A história é simples, o enredo se desenvolve em torno de duas situações narradas pela personagem Scout: a esquisitice do vizinho Boo Radley e o julgamento de um negro acusado de estupro, cuja defesa é feita pelo pai viúvo (Atticus) das personagens centrais Jem e Scout (Jeam-Louise) Finch. Esses episódios acontecem numa cidade rural do sul dos EUA durante o período da Depressão.
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Leonardo 23/06/2016

Muito barulho por nada
Os primeiros 40% do livro consistem em um relato infantil e conciso sobre a localidade onde se desenrola a estória, que impede o leitor de sentir as emoções que o caso suscita nos habitantes da região. Nos 60% restantes, descobre-se que o advogado escolhido para defender o acusado é tolerante, mas completamente apático em todos os aspectos de sua vida, não sendo diferente em sua profissão, haja vista o seu pouco comprometido com o significado que o processo judicial representa para a época. O livro, assim, não pode ser reputado como um simbolo de luta contra o racismo e a injustiça. Apesar disso, a leitura é agradável.
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Fernanda 22/06/2016

"Eu não gostava de ler até o dia em que tive medo de não poder ler mais. Ninguém ama respirar." Pg. 29
"Em primeiro lugar, Scout - ele disse -, se aprender um truque simples, vai se relacionar melhor com todo o tipo de gente. Você só consegue entender uma pessoa de verdade quando vê as coisas do ponto de vista dela." Pg. 43
"Você é muito jovem para entender isso, mas as vezes a Bíblia na mão de um determinado homem é pior do que uma garrafa de uísque na mão de..." Pg. 62
"Essas pessoas têm o direito de pensar assim, e têm todo o direito de ter sua opinião respeitada - considerou Atticus. - Mas antes de ser obrigado a viver com os outros, tenho de conviver comigo mesmo. A única coisa que não deve se curvar ao julgamento da maioria é a consciência de uma pessoa." Pg. 135
"Filho, repito que, mesmo que você não tivesse se descontrolado, eu teria pedido para você ler para ela. Queria que você a conhecesse um pouco, soubesse o que é a verdadeira coragem, em vez de pensar que coragem é um homem com uma arma na mão. Coragem é fazer uma coisa mesmo estando derrotado antes de começar - prosseguiu Atticus. - E mesmo assim ir até o fim, apesar de tudo." Pg. 143
"Eu também achava isso - ele disse, por fim -, quando tinha a sua idade. Se só existe um tipo de gente, por que as pessoas não se entendem? Se são todos iguais, por que se esforçam para desprezar uns aos outros? Scout, acho que estou começando a entender por que Boo Radley ficou trancado em casa todo esse tempo... É porque ele quer ficar lá dentro." Pg. 283
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eneida 21/06/2016

Há tempos eu queria ler, e não me decepcionou, realmente muito bom.É um livro doce, que nos dias de hoje alguns podem achar até bobinho, mas eu posso imaginar o impacto que ele causou na época. Não se trata apenas de preconceito racial, mas de aceitação de vários tipos de diferenças, de dor do crescimento. Americano da primeira a última página, mas merece a fama que tem, gostei muito de ter lido.
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Silvana 17/06/2016

Em O Sol é para todos, conhecemos o mundo pelos olhos de Scout, uma garota de seis anos que vive em Maycomb, pequeno município do Alabama, no inicio dos anos 1930. Ela mora com seu pai Atticus, seu irmão Jem, e Calpúrnia, a cozinheira. Essa ultima que vive em pé de guerra com Scout, mas Scout sempre perde as discussões, já que seu pai sempre fica do lado de Calpúrnia. Não tem muito o que se fazer na cidade, principalmente nas férias de verão e os limites deles para as brincadeiras é ao alcance dos berros de Calpúrnia, ou seja duas casas para um lado, até a casa da rabugenta Sra. Dubose, e três casas para o outro lado, até na residencia dos Radley. Toda vez que eles passam na frente da casa dos Radley, eles passam correndo com medo. Dizem que a casa é amaldiçoada, e que lá mora um fantasma do mal e que Boo Radley, o filho desequilibrado dos Radley, come esquilos e gatos crus.

Scout vai a escola pela primeira vez e logo no primeiro dia já fica de castigo. Primeiro porque a professora não entende ela já saber ler e escrever, mais uma coisa que é culpa de Calpúrnia já que foi ela quem ensinou Scout a ler, e depois por conta de Scout falar a verdade sobre um aluno não ter o que comer e não aceitar a ajuda de ninguém. Scout não tem culpa se a professora é nova e não conhece as famílias locais. Mas logo é verão, e Dill, sobrinho da vizinha, vem passar as férias e eles se divertem imitando as pessoas e encenando as suas cenas preferidas dos filmes de cinema. Mas isso logo fica cansativo, e por mais que eles avisem Dill, ele fica obcecado pela casa dos Radley e desafia Jem a ir até lá. A ideia é fazer com que Boo sai de casa. Mas Atticus fica muito bravo e faz eles prometerem deixar o vizinho em paz.

Mas as férias acabam e Scout tem que voltar para a escola, porque até agora ela não conseguiu convencer seu pai de que não precisa ir. E logo vem mais confusão pela frente. Scout precisa brigar com um dos alunos que diz em alto e bom som que Atticus defende pretos. Quando ela pergunta a seu pai se é verdade, ele diz que está defendendo Tom Robinson, um negro que frequenta a igreja de Calpúrnia que foi acusado de estuprar uma garota branca, e pede que Scout não brigue mais por isso, já que ela vai ouvir bastante coisa a esse respeito daqui para frente. Então ela preferiu ser chamada de medrosa à brigar, só para não decepcionar Atticus. E como se não bastasse ter que ouvir falarem de seu pai na escola, agora ela tem que ouvir em sua família também. Seu primo Francis diz a ela que seu pai adora pretos e que ele é a ruína da família. Ela não aguenta e soca a cara de Francis. Mas Scout vai ter que aprender a se controlar, porque isso será só o começo dos tempos difíceis que ela, Jem e Atticus irão passar.

Esse é o tipo de livro que eu não leria se não estivesse no desafio literário que estou participando. Mas ainda bem que estava lá, porque é uma história linda e que merece a pena ser lida. Quando vi que o assunto era o racismo, achei que a história fosse bem mais pesada, mas como é vista através dos olhos inocentes de uma criança, ela se tornou leve e agradavel, sem deixar de passar a mensagem que a a autora queria. Mensagem essa que é tão atual quanto no dia em que o livro foi escrito em 1960 e quando a história acontece em 1930. Apesar de hoje em dia o racismo ser considerado crime, isso não impede de algumas pessoas continuarem a se acharem melhores do que os negros. Infelizmente eu conheço muita gente assim. Dizem "eu não sou racista, tenho amigos negros, mas minha filha(o), não pode se casar com alguém de 'cor', imagine o que as pessoas vão pensar". Essa é a nossa realidade.

Scout, ou melhor Jean Louise, é uma criança como qualquer outra e acompanhar a história pelo seu ponto de vista foi um prazer. Quem ai que na sua infância não tinha aquela casa mal-assombrada que todos os amigos tinham medo de até passar em frente e viviam desafiando uns aos outros para entrar na casa? Foi muito bom relembrar esse tipo de coisa. E também de perceber como vemos o mundo diferente quando somos crianças. Como achamos que é tão fácil mudar as coisas e achamos que os adultos é que não querem fazer nada. Isso é mostrado pela autora nos personagens de Scout e Atticus, por vezes visto pelos filhos até como um covarde, mas pelo seu exemplo, vemos como as crianças aprendem. São as ações dos pais que ensinam e não suas palavras. Enfim, é um livro que irei reler futuramente. Ele é ótimo e indico para todos. Essa nova edição da José Olympio está maravilhosa, com uma capa linda.

"Mas antes de ser obrigado a viver com os outros, tenho de conviver comigo mesmo. A única coisa que não deve se curvar ao julgamento da maioria é a consciência de uma pessoa."

"Queria que você a conhecesse um pouco, soubesse o que é a verdadeira coragem, em vez de pensar que coragem é um homem com uma arma na mão. Coragem é fazer uma coisa mesmo estando derrotado antes de começar. E mesmo assim ir até o fim, apesar de tudo."

"Ninguém precisa mostrar tudo o que sabe. Não é educado. Em segundo lugar, as pessoas não gostam de quem sabe mais que eles. Incomoda. A gente não muda os outros falando direito, eles precisam querer aprender. E se não querem, o jeito é ficar calada ou falar como eles."

"Olha, Jem, eu acho que só existe um tipo de gente: gente."


site: http://blogprefacio.blogspot.com.br/2016/05/resenha-o-sol-e-para-todos-harper-lee.html
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ElisaCazorla 17/06/2016

Um típico 'best-seller'
Um best-seller não é, necessariamente, um adjetivo para bons livros. Acho que best sellers atingem um público muito grande e para isso devem atender a certas exigências comerciais, por isso não costumo ler best sellers.
Este livro é sempre tão bem comentado e fiquei curiosa.
O livro não é ruim, mas é juvenil, simplório, raso e superficial.
A autora aponta temas e personagens interessantes mas, não é capaz de aprofundar neles. Tive a sensação que a escolha de colocar uma criança como narradora foi uma boa estratégia para justificar essa superficialidade. Atticus é um personagem tão interessante e não é aprofundado, Robinson e sua família são interessantes mas, também muito fracamente descritos e parecem estar à margem da trama quando, acho, que deveriam ser centrais. Os Radley também ficam à margem e deveriam ser centrais. Enfim, o livro gira mais em torno das aventuras e brincadeiras de infância da Scout e de seu irmão durante o verão e a visão da criança, para mim, enfraquece ao invés de ser um ponto forte do livro.
Além disso, existem algumas frases clichês e algumas máximas que, para mim, deixam o livro ainda mais simplório.
Um livro infanto-juvenil superestimado pela mídia.
Nanci 17/06/2016minha estante
Elisa,
Por isso resisto à campanha da mídia e dos leitores que estão conhecendo a obra agora; porque li há décadas e guardei uma boa imagem do livro. Acho que não sobreviveria à releitura, quando estou mais exigente (ou mais chata :(


ElisaCazorla 17/06/2016minha estante
Você leu no momento certo, Nanci, acredito. Esse livro é para os bem jovens. Se eu tivesse lido há 20 anos teria gostado muito. Na fase que estou agora não é possível apreciar esse tipo de narrativa superficial com um final feliz hehe Fico pensando por que o livro ainda é um dos mais vendidos nos EUA...




Andy 12/06/2016

Um outro olhar...
Leitura fácil, narrativa envolvente, onde pelos olhos de uma criança percebemos o tão cruel pode ser o racismo...
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