O Sol Também Se Levanta

O Sol Também Se Levanta Ernest Hemingway




Resenhas - O Sol Também Se Levanta


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GCV 23/03/2009

Ah, a Espanha...
Primeiro, confissão particular: quando terminei de ler, pensei "Poxa vida, mas sobre o que é esse livro?". Aquela dúvida me corroeu. Sentei então na varanda e comecei a divagar.

Precisei então rememorar todo aquele vinho, os copos de champagne, as touradas, os piqueniques, as trutas frescas, as viagens... Embora o cânone a leia como uma obra sobre a geração do entre-guerras, minha leitura nem levemente tocou nisso. Eram tantos bares, e bebedeiras, e novos amigos a fazer que a guerra não precisava ser lembrada: afinal, "uma geração vai, e outra geração vem; mas a terra para sempre permanece. Nasce o sol [The sun also ariseth], e o sol se põe, e apressa-se e volta ao seu lugar de onde nasceu" (Eclesiastes, 1:5-6; de onde, aliás, saiu o título).

Então todo aquele vinho, os copos de champagne, as touradas, os piqueniques, as trutas frescas, as viagens, já faziam mais sentido do que qualquer guerra. E isso basta.
Adriana F. 23/08/2009minha estante
Não li o livro, mas não consegui evitar de comentar esta resenha: Linda! Li apenas um livro do Hemingway e é um dos meus grandes favoritos EVER. Depois de ler esta resenha, procurarei conhecer a obra!


Bell 01/06/2010minha estante
Não entendi. Você quis dizer que a preocupação em "viver o momento" deles era tão grande que as lembranças da guerra não importavam mais? Que ela tinha ficado para trás enquanto eles "celebravam o momento?



Ariba 23/11/2010minha estante
Me senti da mesma forma que você qaundo acabei de ler esse livro.


wolfbraga 23/02/2013minha estante
Discordo completamente de você. Esse livro e sobre uma geração perdida sim. superficial, sem rumo, vivendo apenas 10% do que se pode viver e se afogando no álcool (como a geração perdida de agora se afoga em drogas mais pesadas). Do mesmo modo que Hermann Hesse retratou as profundesas da alma do periodo entre guerras Hemingway fez o caminho inverso ficando na superficie. Pena que isso tenha lhe custado a sanidade e depois a a vida.


Renan Machado 10/12/2014minha estante
Também não entendi muito quando acabei de ler. Só fui entender quando assisti o filme "A Doce Vida", que também é sobre uma geração que afoga as mágoas no copo e na cama. O que fica mesmo é o estilo leve e bem humorado do Hemingway mesmo em cenas complicadas.


Luiz Marcelo 15/02/2016minha estante
Galera, é justamente o oposto. Eles bebem o tempo pq estão fugindo. Não é que não precisam lembrar da guerra, eles querem esquecê-la. Não tem nada de festivo, a não ser na aparência. É pra fugir da guerra, que tirou amigos e parentes deles. Jake ta na merda, perdeu a virilidade na guerra, ficou brocha e isso o impede de ficar com a mulher q ama (e q o ama), pq não consegue consumar o amor. Isso é curtição?




Aline 30/09/2011

Teor Alcoólico 40%
Jake, Brett, Bill, Mike e Cohn bebem. Bebem Whisky. Bebem Vinho. Bebem Cerveja. Bebem Martini. Bebem Absinto. Bebem em Paris. Bem em Pamplona. Bebem em Madri. Entre uma dose e outra, se amam e se odeiam. E participam da Festa de São Firmino, espécie de Sapucaí com ímpetos de crueldade contra os animais.

Os fãs podem argumentar que a história trata das relações humanas e de seus conflitos. E eu responderia o seguinte: pois então me arranja um pano de fundo melhor, porque eu não gosto de bêbado e abomino touradas.
Aline 30/09/2011minha estante
Já estou esperando a represália, uma vez que a minha foi a única resenha que critica o livro negativamente. Hehehe


Matheus 13/03/2013minha estante
Fui me busca deste livro por causa do ótimo "Meia Noite em Paris", de Woody Allen. Nunca havia me interessado pelos grandes escritores americanos, como Hemingwuay e Fitzgerald. Comprei o livro esperando uma história que mostrasse como era o universo dos boêmios que iam dos EUA para a capital francesa, e depois para a Espanha. Mas o livro está mais para um diário de viagem, do qual fiquei esperando, até quase o final, um acontecimento singular que despertasse minha atenção. Não aconteceu. Não é que Hemingwsy não fosse um grande escritor; eu é que não gosto de histórias que parecem não ter objetivo, que são só um relato do cotidiano. Quando pego um livro, quero ver algo diferente do que eu veria num filme da sessão da tarde. Quero emoção, quero profundidade, quero personagem pelos quais torcer ou ao menos me interessar. E em O Sol Também se Levanta, não encontrei nada disso.


Edison Garreta 19/12/2013minha estante
Faltou dizer que além de tudo isso, o livro é chato.


Benedictus 30/12/2014minha estante
Hemingway escreve muito bem, mas concordo com você, as sequências de bebedeiras são um pé no saco, e mais, as intermináveis descrições das paisagens, do recolhimento aos aposentos de Jake são chatas demais. Terminei de ler o livro por teimosia e por esperança de encontrar uma boa trama, mas senti pena de mim mesmo em não ter lido outros clássicos que na época gostaria de ter lido.




Raphael 13/11/2012

O Sol Também se Levanta
Hemingway é um dos meus favoritos. Um homem que não se preocupava com histórias épicas e fantásticas, pois sabia que nenhuma história é boa se não se sabe contá-la. E ele sabia e sabia que sabia - confiança que quase nenhum escritor tem.

Li alguns comentários sobre como esse livro não tem gênero definido ou trata apenas sobre superficialidades, tornando-se, então, um livro sobre nada. Bom, esse é o livro sobre nada mais profundo que eu já li na vida. Para aqueles que precisam de um gênero para se situar, o gênero é a vida. É isso que acontece nesse livro - a realidade.

Tente imaginar por um segundo, viver sua vida de forma normal após ter lutado em uma guerra. Amigos seus foram assassinados em sua frente e você matou alguns jovens da sua idade, com os seus sonhos e desejos. Tudo isso em nome de alguma coisa, eles te disseram, mas essa coisa nunca veio, ou pelo menos não para você. Tudo que você tem é sangue nas mãos e um ferimento que te impede de demonstrar o amor àquela que você ama. Agora tente passar por isso sem se tornar um tanto cínico, como os personagens "tão superficiais" do livro.

A bebida, as festas, a luta contra a natureza, tudo isso é uma grande compensação, com o objetivo de superar ou fazer esquecer todas as perdas. É tudo falso, então uma hora explode, mas é só isso que é possível fazer, adiar a explosão a qualquer custo.

Esse livro não deve apenas ser lido. Deve ser analisado. Cada caso, cada personagem, cada palavra, está no livro por algum motivo muito maior que simplesmente contar uma história para animar o leitor.

Obs.: Não indicado para aqueles que precisam ser emocionalente masturbados por tudo e por todos.
Maria Ferreira / @impressoesdemaria 03/05/2014minha estante
Suas resenhas são as melhores!


Flávia Lira 03/04/2016minha estante
Puxa Raphael adorei suas palavras, caraca! por isso gosto de ler resenha antes de começar o livro antes de qualquer expectativa é melhor começar com a essência. Vou atrás desse livro.




Fabio 22/10/2010

Em primeiro lugar preciso dizer que estou falando de Ernest Hemingway. Seria equivalente ao comentar algo sobre a obra de Machado de Assis. Inclusive, na minha opinião pessoal, eles tem estilos um pouco parecidos, mas temas completamente diferentes.

O resumo da história é bem breve. Um grupo de amigos: escritores, jornalistas, correspondentes e afins, passam seu tempo em Paris. As primeiras setenta páginas do livro mostra a interação das personagens se movimentando entre hotéis, bares, cabarés e restaurantes. Mostrava boemia, efervescência cultural e a "geração perdida". Tudo bem descritivo...

Lembro que o livro foi escrito em 1926. A lei seca imperava nos EUA e a maioria da intelectualidade boêmia americana foi para a Europa. Principalmente Paris.

Esses amigos decidem ir para a Espanha, na cidade de Pamplona para ver o festival de São Fermin e as touradas. É isso.

O livro mostra basicamente três coisas que Hemingway mais gostava. Bebida, boemia e a força da natureza contra o homem.

É um bom livro. Um clássico.

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Bell 26/06/2010

O Sol também se Levanta conta a história de um grupo de amigos conhecidos como a Geração Perdida. Pós-guerra eles não encontram mais motivos sólidos para viver. Jake raramente fala de si mesmo, só podemos perceber seu personagem pelo modo como ele interage com o mundo, ele é esperto o suficiente para captar os problemas, mas não tem força para mudá-los. Só sutilmente chegamos a saber a real natureza do seu ferimento e como isso afeta sua vida, seu amor por Brett pelo qual ele faz qualquer coisa inclusive trair seus próprios desejos. Jake ressente-se dos outros por poderem proporcionar a ela o que ele não pode e isso reflete-se inconscientemente no tratamento que dispensa.


Uma geração de homens que se viram enfraquecidos, perdeu-se a imagem romântica do homem capaz e suficiente, pois a guerra provou não ser assim. Insegurança, tentativas de impor-se, dificuldade de criar qualquer tipo de laço, isso tornou-se essa geração. A mulher, Brett, no livro se mostra o ser dominante, apesar de ela mesma estar perdida, é ao seu redor que todos orbitam e por ela que se batem e brigam entre si. O fim do seu relacionamento com Romero se dá mais porque ele tenta mudá-la do que por auto-sacrifício.


O aumento de proximidade masculina fez surgir uma preocupação em não confundir esse comportamento com qualquer tipo de homosexualidade, como Bill deixa claro ao dizer que gosta de Jake.


Hemingway sempre escreve pouco para dizer muito, as cenas dos bois são metáforas da personalidade de Jack, assim como as corridas e a morte de um aficionado a metáfora da morte do velho mundo, pré-guerra.


Mike, sempre bêbado, confronta os outros com as perguntas que tem medo de fazer a si mesmo, seus comentários sobre uma época tão traumatizante são sempre disfarçados com piadas e grosserias.


Cohn, deslocado e tímido, encara os valores pré-guerra que ele mesmo acaba por trair e tenta recuperá-los, porém isso é impossível. Pra alguns ele é o personagem principal do livro por encarnar a metáfora maior da morte dos velhos valores. Todos ressentem-se de Cohn que não consegue mais impor-se e foge.


Não há esperança nessa novela, talvez com um leve vislumbre no capítulo da pescaria, essa é realmente uma Geração Perdida.
Itala 25/12/2012minha estante
sua resenha me fez entender um pouco melhor o livro... mas mesmo assim, não tive uma boa impressão dele... me pareceu fútil pela sequencia interminável beber-comer-dormir-brigar... enfim... valeu a leitura por ser um clássico mas... não recomendo!


bieel 26/02/2015minha estante
Nossa, enquanto lia os comentários nas resenhas fui me desanimando, mas percebi na sua resenha que não se trata da interminável sequencia de beber,comer,dormir,brigar... até porquê isso é uma característica de uma 'geração perdida' chegando a ser quase inevitável (como o filme embalos de um sábado a noite consegue) retratar, ela mostrou (sua resenha) que a superficialidade dos acontecimentos e alguns eventos não mostram apenas um conto (filme) sem objetivo, mas sim a complexidade de sentimentos envolvidos na construção de cada personagem. Estou muito empolgado para poder lê lo. thanks!




Gabriela 10/01/2013

Retrato da Lost Generation
Já havia ouvido falar que se tratava de um livro bobo, onde as pessoas apenas bebiam e de alguma maneira tinham grana pra isso. Aquela coisa Manoel Carlos, mas com brigas.
Blasfêmia.
O livro começa com uma frase de Gertrude Stein: "You are all a lost generation" (Vocês todos são uma geração perdida).
E assim ficou conhecida a geração de autores americanos vivendo em Paris no período pós Primeira Guerra, começo da Grande Depressão (turminha que ficou famosa por ser retratada no filme Meia Noite em Paris).
O enredo gira ao redor de duas personagens: Lady Brett e Jake Barnes.
Lady Brett é uma mulher linda e especialista em manter homens ao seu redor o tempo todo. Gosto muito da maneira que Hemingway tece a personagem. O mais legal? É descrita como uma mulher andrógina, de cabelos curtos e forte. Yet, "a damned fine-looking woman".
Um dos meus trechos favoritos é a descrição de Lady Brett andando pelo caos da fiesta caótica em Madrid, como se a festa fosse feita em sua homenagem. A narrativa esconde o estilo do autor no ritmo do andar de Lady Brett. Lindo.
É uma personagem apaixonante, mas muitas vezes odiada pela facilidade com que ilude, descarta e mantém os homens ao seu redor, conseguindo tudo o que quer deles, da maneira que lhe convém. Eu, particularmente, adoro. E também vai gostar quem gosta de um mal-feito. Lady Brett representa a tal "imoralidade feminina" em sua face mais adorável.
Jake Barnes é um rapaz educado, rico, inteligente. É ele a linha que segura o livro, que é cercado por personagens caóticas como Lady Brett e o judeu Robert Cohn. Todos alcólatras e precisando desesperadamente de um terapeuta.
Jake parece ser o único homem equilibrado, que todos confiam, e é o fio condutor do livro. Apesar de (também) apaixonado por Lady Brett, Jake tem um pequeno problema: um ferimento de guerra que o tornou impotente. E talvez por isso mesmo mantenha sua sanidade.
Razões pra amar o livro: uma heroína masculina, um herói impotente.
O enredo gira ao redor da viagem que as personagens, entediadas com a rotina de cafés e festas em Paris, decidem fazer até Madrid assistir as touradas e corridas de touros.
Um retrato divertido e melancólico da Lost Generation.

Anotações randômicas sobre o livro:
- Hemingway gosta tanto da palavra "swell" quanto Cole Porter (ou seja, muito);
- Razão pra amar: uma heroína masculina, um herói impotente;
- É.muita.cerveja;
- Notei um pouco de anti-semitismo na descrição do Robert, mas talvez isso seja um vício da minha geração politicamente correta;
- Cerveja não resolve nossos problemas existenciais, mas ficar sóbrio também não;
- A Espanha é uma coisa meio bárbara;
- As touradas eram uma desculpa pra espanhol fazer uma festa de vários dias, tipo o Carnaval;
- Ser impotente é foda, mas te mantém nos eixos;
- A Lady Brett não desembolsa um centavo pra nada;
- Toureiros são gatos;
- Gertrude Stein estava certa, e Hemingway sabia muito bem disso.

Se você se interessa pela literatura em língua inglesa da época, é uma obra essencial por ser uma bonita e cruel auto-caricatura da glamourizada Lost Generation.
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Raquel Lima 17/03/2015

Decepção
Um grupo se encontra para beber, beber, beber, uma mulher alcoólatra que todos amam e uma fiesta de touros na Espanha, todos vão . A mulher, Brett, troca algumas vezes de parceiros e por aí vai: touros , briga entre Cohn e Jake e mike e Bill e depois o toureiro Montana ...etc , etc... Está confuso e chato ? O Autor consegue ser mais ... Além de uma descrição sem sentido de fatos que em nada contribui ...Confesso, que me deu vontade de reler O Velho e o Mar ,que li dele , porque apesar de encontrar semelhança na escrita o livro é tocante, enquanto este...
Sergio Carmach 18/05/2015minha estante
O livro é realmente muito ruim. Não tem história e os personagens parecem todos uns idiotas. Vou terminar a leitura por teimosia...


Manô 24/09/2015minha estante
Também terminei por teimosia. Respeito muito Hemingway, mas achei o livro um saquinho.




Samia 26/10/2010

Jake é o narrador apaixonado por Brett, mas foi emasculado (termo usado na orelha do livro. ótimo, não é?) por um ferimento de guerra e apenas pode assistir a moça em seus vários relacionamentos. O interessante é que ele é o relacionamento duradouro da moça.
O livro conta a história de uma viagem à Pamplona durante uma fiesta de touradas. Nesta viagem vão Jake, Bill, Brett e seu futuro marido Mike e Cohn seu ex-amante. Há descrições de tourada, da fiesta, das bebedeiras, das relações entre o grupo, seus conflitos e tensões.
Nesse livro o que me chamou a atenção foi a maneira como o autor contou a história. Os conflitos, os sentimentos eram revelados por diálogos ou por fatos paralelos. Os persongens mostravam suas contradições na diferença entre a maneira de agir, de pensar e sentir. Por vezes em 5 linhas conseguimos compreender melhor o que está ocorrendo.
A personagem feminina pode até ser polêmica, mas é encantadora nos seus conflitos de consciência que não a impedem de agir. A conduta de Jake durante o livro é marcante. São dois personagens difíceis de esquecer.
Não falo mais para não revelar toda a história e seu final.
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Jonara 19/12/2012

Este livro parece um diário de viagem de um sujeito decadente e infeliz. Apesar de tudo, ele tem que continuar vivendo. Ele e seus amigos estão completamente entediados e suas vidas são deprimentes e vazias. Pra se distrair decidem ir a uma "fiesta" na Espanha, onde acontecem touradas e outras atividades típicas. Jake é um sujeito inteligente e dá pra notar isso pela maneira como ele percebe o olhar dos outros para ele. Ele sabe que seus companheiros são bem desagradáveis... no entanto, convive com eles. Ele precisa preencher o vazio de alguma forma...
Os outros personagens também são deprimentes e cínicos. Brett espalha infelicidade por onde passa. Mike, coitado, é um infeliz. Bill não é de todo mal. Cohn é imperdoavel.
Fiquei meio deprimida depois de ler porque detesto ver gente completamente sem rumo na vida, sendo esnobe e demonstrando tédio. Mas é um bom livro e retrata um pouco a decadência do pós-guerra.
Não vou me esquecer de quando eles saem para pescar as carpas, gostei especialmente deste capítulo. É o momento em que esquecem de tudo, das feridas, de Brett, Mike e Cohn... só olhar a paisagem e pescar. É bem bonito. As descrições das touradas também são muito boas, creio que o Hemingway era um "aficionado", passa muitos detalhes e uma certa paixão. É bom ver um pouco de empolgação no meio de tanto desânimo.
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Pablo Italo. 13/08/2011

Quando começei a ler o livro, me deparei com uma experiência nova. Ele não possue uma trama complexa nem ao menos uma sequência de acontecimentos que iriam acarretar uma emoção forte no final.
Em vez disso, somos atraídos para o mundo pervertido e decadente das bebedeiras. Quando você se dá conta, já está sentido o gosto da bebida descendo pela sua garganta, a atmosfera dos bares já invadiu seus sentidos e você até já começa a sentir ressaca! Achei o livro perfeito em todos os capítulos. Essa viagem à Pamplona e as personagens que a realizaram (Jake, Brett, Bill, Mike e Cohn) não vai sair de minha cabeça tão cedo. O início da obra é toda trabalhada em um ambiente coletivo, um ambiente em que todos são amigos (exceto Cohn).
Já no final do livro, quando o narrador-personagem fica sozinho, esperimentei a mesma sensação de saudade dos outros e da "fiesta" que, com certeza, o personagem sentiu.
Hemingway me deu uma visão da chamada "fiesta" e suas touradas que eu não possuia.
Peterson Boll 29/09/2011minha estante
Exato! A gente fica mesmo com saudade dos amigos que partiram, Hemingway faz com que o leitor sinta-se igual ao protagonista, o Jake. (e também como descreveste, percebe-se realmente nesta obra o fascínio do escritor pela bebida, afinal de contas,ele era alcóolatra).




CrisValmont 22/01/2010

Motivações
Em julho 1925 Hemingway acabara de chegar da celebração da fiesta de San Fermin em Pamplona, onde introduzira um grupo de amigos de Montparnasse à estética das touradas. Esses cinco amigos tornaram-se os principais personagens fictícios de O sol também se levanta, com Hemingway como o modelo de Jake Barnes, o protagonista e narrador. O autor explorou os tensos relacionamentos e francas hostilidades que a viagem motivou, documentando a fiesta e sequências anteriores da vida em Montparnasse, no estilo vivo e simples que seria a pedra fundamental da sua reputação.
Para quem quer enteder um pouco mais sobre esse livro e a Geração Perdida é só acessar: http://anosloucos.blogspot.com/2010/01/o-sol-tambem-se-levanta.html
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Júlia 20/08/2010

Leia bebendo vinho
É engraçado como quase todo mundo que leu esse livro não gostou. Eu adorei. Para mim, um dos melhores de Hemingway. Poucos escritores descrevem tão bem cenas e lugares como EH. Poucos livros me fizeram sentir no lugar em que a história acontece, quanto esse. Era como se eu estivesse o tempo todo embriagada de vinho, com pó no rosto, levantado pelas touradas.
Ok, às vezes você vai se irritar com a chatice da mocinha (ou seria megera?), mas a qualidade da escrita fará você esquecer essa mala.
Upiara 22/02/2012minha estante
Eu fico impressionado que muitas vezes as cenas são "descritas" só com diálogos




Fabio Michelete 13/03/2013

Romance Sensorial e Etílico
Mais um clássico para a lista - Ernest Hemingway, nobel de literatura, premio Pulitzer. Li uma versão ou o original de “O Velho e o Mar” na adolescência, mas não tenho quase lembrança – então peguei na prateleira este autor sem saber o que esperar.

A leitura de “O sol também se levanta” é um convite a continuar lendo mais obras do autor. Para quem espera uma novela cheia de acontecimentos, pode se frustrar. Ele não explora uma sequencia de fatos – mas trabalha com muita qualidade os personagens e suas experiências. Você acaba se vendo na pele dos mesmos, experimentando cada bebida, o calor de uma cidade, a tensão entre os amigos, a zonzeira da embriaguez, a delicia de um mergulho no mar.

É quase um “road novel” pois há vários deslocamentos do grupo de amigos, triângulos amorosos, bebidas. Mostra a vida de ricos europeus, sem preocupação alguma a não ser frequentar pontos turísticos, aproveitar a vida.

Interessante como essa vida de “sonho” para muitos gera tanto vazio no grupo. Em todo o livro, paira uma sensação de enfado com a vida, com certa inveja e perplexidade dos personagens principais por todos os que tocam seus caminhos mas possuem propósitos ou necessidades que determinam suas ações. Me pareceram mimados, que podem comprar tudo, menos a satisfação de uma realização autentica o bastante para que eles próprios pudessem em seus critérios admirar.

P.S: Percebi a tradução um tanto antiga, ou inadequada, mas nada que prejudicasse o entendimento. No exemplo: “ – Essa conversa está muito cacête – disse Brett. – Por que não tomamos um pouco de champanha?”

Frases selecionadas:

“ - Bem, eu quero ir à América do Sul.
- Escute, Robert, tanto faz um país como outro. Tenho experiência disso. Não podemos sair de dentro de nós mesmos. Não adianta.”

“E o feito que Paris inteira produzia em Robert Cohn. De onde teria Robert tirado essa incapacidade de gostar de Paris? De Mencken, possivelmente. Parece que Mencken detesta Paris e muitos jovens tiram de Mencken suas preferências e idiossincrasias.”

“Desejaria que Mike não tivesse tratado Cohn de maneira tão cruel. Mike, quando bebia, era mau; Brett sabia beber e Bill também. Cohn jamais se embriagava. Passado um certo limite, Mike tornava-se desagradável. Eu gostava de vê-lo magoar Cohn e, contudo, desejaria que não o fizesse, porque, em seguida, sentia repulsa de mim mesmo. E nisto consiste a moral: coisas que fazemos e das quais depois sentimos repulsa. Não, isso devia ser imoralidade, ponto de vista muito amplo. Quanta tolice me passa pela cabeça, à noite.”

“Saí, e fui para o meu quarto. Estendi-me na cama. A cama jogava como um navio. Sentei-me e olhei fixamente a parede, a fim de detê-la. Fora, na praça, a festa continuava. Isso me era indiferente. Mais tarde, Bill e Mike vieram buscar-me para almoçarmos juntos. Fingi que estava dormindo.”

“Entrei na água: estava fria. Quando chegou uma onda, mergulhei, nadei e voltei à superfície, sem sentir mais frio. Nadei até uma jangada, subi para ela e fiquei deitado nas tábuas quentes. Um rapaz e uma moça estavam na outra extremidade. A moça desprendera as alças de seu maiô, nas costas, e bronzeava-se ao sol. O rapaz, deitado de bruços, na jangada, falava-lhe. Ela ria ouvindo-o e apresentava ao sol as costas bronzeadas. Demorei na jangada, ao sol, até secar. Depois mergulhei várias vezes, experimentando diversas maneiras. Mergulhei profundamente, uma vez, nadei de olhos abertos, e tudo era sombrio e verde. A jangada formava uma mancha escura. Saí da água, junto dela, subi, mergulhei mais uma vez, demoradamente, e depois alcancei a praia a nado. Fiquei deitado na areia até secar, depois fui à cabina, tirei o maiô, banhei-me com água doce e me enxuguei.”


site: http://www.doseliteraria.com.br/2013/03/romance-sensorial-e-etilico-de-hemingway.html
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Ricardo 18/09/2013

No fundo o que Hemingway faz é descrever a si e a "geração perdida" Parisiense do início do século 20.
É possível encontrar lirismo na obra. Mas de forma geral, parece simplesmente a estória de um grupo de bêbados depressivos dominados por uma fêmea-alfa sedutora/ dominadora, que se diverte em Pamplona na fiesta a base de muito absinto e touradas (de gosto duvidoso, desconsiderando-se o viés cultural e temporal). Resumindo: é chato.
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Mel 15/01/2013

Por ouvir falar tanto em Hemingway e pegar a dica de O Sol também se levanta do prefácio de um clássico mundial, pequei por esperar muito do romance. Esperava mais emoção.
Achei que ou o autor se preocupou apenas em narrar a história ou eu, realmente, não peguei a essência do livro - salvo algumas passagens das touradas, principalmente a batalha final que me fez sentir muitas coisas e refletir também.
Pouco me apeguei à ele, mas gostei do final (previsível) e de conseguir me imaginar na Espanha de 1924.
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