A Nascente

A Nascente Ayn Rand




Resenhas - A Nascente


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Thayna.Oliveira 23/08/2020

Expetativas atendidas. Li primeiro ele e depois que li " a Revolta de Atlas".. ambos extraordinários.
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Bruh 16/08/2020

Simplesmente empolgante
Fazia tempos que não ficava mega empolgada lendo um livro de romance como a primeira parte de A Nascente, espero que a segunda parte seja tão boa quanto.
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Carolina.Viegas 25/07/2020

Não consigo me decidir
Sabe aqueles livros que tu não gosta... mas ao mesmo tempo gosta? Pois então. Assim que me senti lendo esse livro... recomendo pelo peso da autora e para entender/conhecer o objetivismo ?
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Bruna 14/07/2020

O livro é um romance filosófico, Any Rand assim como em A Revolta de Atlas utiliza a profissão como engrenagem.

Howard Roark um arquiteto que não abre mão de suas ideias originais, que não se dobra para o modismo, suas percepções de arquitetura é no mínino excêntrica.

Roark ama o que faz, acredita em seu trabalho e não liga para opinião depreciativa, as críticas não o abala, sua autossuficiência foge dos padrões.

No decorrer de todo livro Roark leva muita pancada, é massacrado diversas vezes. Ele conhece Dominique Wynand uma crítica em arquitetura, ela é a mulher certa para ele, mas Dominique não se rende, durante toda história Dominique é um emaranhado distinto e incompreensível de ideais, a personagem mais enigmática da trama.

A leitura pode incomodar as almas altruístas, Rand tem uma escrita que deixa claro que o individualismo e egoísmo são virtudes inerente na condição humana, para um vencedor.

“Alguns desistem ao primeiro toque de pressão; alguns se vendem; alguns definham através de graus imperceptíveis e perdem sua chama, jamais sabendo quando ou como a perderam.”
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Kez.Santos 18/06/2020

Ótima leitura
Amo como são construídos e como são humanos os personagens de Rand. Interessante para quem se interessa sobre a filosofia objetivista; mesmo não sendo uma adapta dessa filosofia peguei-me refletindo bastante sobre com base nas ações e personalidade do arquiteto Howard Roark.

Não sei se intencional, mas o estilo e personalidade de Howard fez-me lembrar do grande arquiteto americano ‎Frank Lloyd Wright em alguns momentos da leitura. Intencional ou não, os paralelos entre os arquitetos são bem intrigantes.

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Layziane 12/06/2020

Como ideologicamente liberal eu sou suspeita de falar, mas assim como nA Revolta de Atlas, o livro traz uma narrativa que te prende, ao mesmo tempo trazendo críticas cada vez mais atuais. É incrível como o livro ainda continua tão recente. Indico a leitura para aqueles que não têm medo de ler a verdade.
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Cheile 26/02/2020

É bom, mas...
A história tem seu mérito, mas a leitura é cansativa. A escrita não faz com que a leitura flua. Dois volumes, quase mil páginas e me arrastei na leitura até chegar ao fim. Quem quer conhecer a Ayn Rand, não comece por A Nascente.
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Marcos 26/02/2020

Liberdade: Não pedir nada. Não esperar nada. Não depender de nada
É impossível entender este livro, sem compreender sua autora e a filosofia defendida aqui.

Ayn Rand (2 de fevereiro de 1905 - 6 de março de 1982) foi uma filosofa e escritora russo americana. Ela cresceu e estudou na Rússia, formando-se em história, e emigrou aos Estados Unidos em 1926. Ela desenvolveu um sistema filosófico chamado Objetivismo. Suas ideias filosóficas estão expostas e demonstradas em dois livros de ficção A Nascente de 1943 e A Revolta de Atlas de 1957. Ela é uma influência central entre libertários e conservadores americanos.

Objetivismo é o conceito de homem como um ser heroico, com sua própria felicidade como objetivo moral de sua vida, com realização produtiva como sua atividade mais nobre e a razão como seu único absoluto

Howard Roark, é um jovem arquiteto individualista que projeta edifícios modernistas e se recusa a se comprometer com um estabelecimento arquitetônico que não quer aceitar a inovação. Roark encarna o que Rand acreditava ser o homem ideal, e sua luta reflete a crença de que o individualismo é superior ao coletivismo. Ele valoriza a independência e a integridade.

O tema principal é ​​a luta da mente livre, criatividade e individualismo contra a opinião comum, coletiva. Roark é o próprio espírito. Ele é um arquiteto independente, pouco se preocupando com a opinião dos outros. Ele constrói para construir, para criar edifícios únicos.

A adaptação cinemática de 1949, estrelando Gary Cooper, é um acompanhante perfeito ao livro, já que o roteiro do filme foi escrito pela própria Ayn Rand.

Trata-se de história forte e inspiradora, cheia de grandes dificuldades para alcançar seu ideal.
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Laila 19/07/2019

Intrigante
Uma nova perspectiva sobre a ética e o comportamento humano. Sensacional.
Leituras e Devaneios 16/09/2019minha estante
Estou tão em dúvida se compro ou não. Pois é um livro caro. Quero ler mas estou em dúvida. Você pode me dar uma opinião?


Laila 22/09/2019minha estante
Eu compraria sem dúvidas. ? uma ótima leitura e, na minha opinião, abre a mente para uma perspectiva nova sobre o comportamento humano.


Leituras e Devaneios 01/10/2019minha estante
Obrigada




Geovane 09/02/2017

Meu interesse sobre Ayn Rand surgiu há alguns anos. Sempre houve um tipo bem especifico de pessoas que a pintasse como a maior escritora que já pisou na face da terra. Comigo não colou, não sei se pelo fato de somente pessoas com uma ideologia bem especifica a deificarem, para não julgar o livro pelas pessoas que o propagandeiam decidi abrir o meu coração e mergulhar na história do arquiteto tinhoso e fodão. E, como nunca havia me acontecido na vida, o livro foi exatamente aquilo que eu esperava: Uma espécie de testemunha de Jeová me alugando por quase 900 páginas para defender o American Way Of Life.
Ayn Rand nasceu em São Patersburgo em 1905, em uma família judia, em um dos países com as leis mais antissemitas do mundo. A garota diferentona, que queria ser escritora, viveu a revolução bolchevique que tomou os negócios de sua família, mas em troca abriu as portas das universidades para mulheres e judeus. Estudou história e filosofia, se envolveu com teatro e mudou-se para os Estados Unidos, onde se estabeleceu em NY, com a ajuda de parentes, e logo foi-se para Hollywood, para escrever peças de teatro, encenadas graças a um programa governamental para jovens artistas em época de New Deal, e produzir roteiros para filmes melodramáticos. Morreu pobre, em 1985, se sustentando com a ajuda do sistema de saúde publico.

Aspectos literários

Desde a primeira página já é de se estranhar a frieza dos personagens e como a história corre de uma maneira absolutamente tendenciosa, maquinal. Não é errado a presença de um viés ideológico em uma obra, mas o que há em “A Nascente” é uma manipulação descarada do enredo, onde tudo se torna muito previsível. Durante toda a leitura, percebe-se a voz da autora martelando em sua cabeça as mesmas coisas durante centenas de páginas (Peter Keating é um bundão, Roark é o que todos deveriam ser, Toohey nunca poderia ser, blá blá blá blá blá). Seus personagens já são totalmente revelados logo de cara e permanecem os mesmos até o fim da novela, o que é extremamente cansativo uma vez que você sabe exatamente o que esperar dos mesmos. A incapacidade de criar personagens complexos é disfarçada quando a autora diz que “pessoas com princípios” nunca mudam durante a vida, o que eu nem preciso explicar que é uma bobagem.
Aliás, Ayn Rand amava uma desculpa. A precariedade dos personagens, a previsibilidade do enredo e a escrita pobre são “justificadas” ao se dizer que seus romances são “livros de ideias” (como se Dostoiévski, Goethe ou Orwell não apresentassem ideias com virtuosismo literário). Sua escrita peca pela redundância e excesso de explicações que tornam o livro uma das coisas mais prolixas que eu já li na minha vida. A primeira regra de um aspirante a escritor é: “mostre, não diga”, mas Rand sempre diz. Em qualquer página que você abrir no livro, poderá encontrar passagens explicadas até à exaustão, criando uma narrativa irritantemente fácil. Como: “Ela falou sem ponto de interrogação, indiferente, como um simples fato. Não era sarcasmo; ele gostaria que fosse. O sarcasmo lhe teria dado algum reconhecimento pessoal : o desejo de magoá-lo. Mas a voz dela nunca mostrava qualquer relação pessoal com ele - e assim havia sido por vinte meses.” Aqui, qualquer leitor sagaz pode perceber os excessos. “Ela falou sem ponto de interrogação, indiferente, como um simples fato.” Primeiro, pontos de interrogação pertencem a linguagem escrita, não sendo possível falar com ou sem o mesmo. Se ela falou SEM PONTO DE EXCLAÇÃO, infere-se que ela fez então uma afirmação, sendo desnecessário falar que ela disse como um simples fato. “Não era sarcasmo, ele gostaria que fosse. O sarcasmo lhe teria dado algum reconhecimento pessoal: o desejo de magoá-lo” Se ela (Dominique) fizera uma afirmação indiferente
e ele (Keating) gostaria que fosse sarcasmo, o leitor espertinho entrevê que ela é apática com relação ao bundão do Peter Keating, e que uma alfinetada mostraria pelo menos uma pequena vontade de provoca-lo. Mas, não sei porquê, ela precisa emendar com o óbvio “O sarcasmo lhe teria dado algum reconhecimento pessoal: o desejo de magoá-lo. Mas a voz dela nunca mostrava qualquer relação pessoal com ele - a assim havia sido por vinte meses.”, isso depois de dezenas de páginas quase desenhando para o leitor como Dominique Fracon (pessoa autêntica, uaaaaaal) era indiferente ao marido Peter Keating (que não era diferentão) 24h por dia, ao ponto de parecer um cadáver na cama.
Há, de fato, momentos válidos na estória, como a discussão entre Toohey e sua sobrinha que o indaga sobre o altruísmo, que estaria a transformando em uma pessoa autoritária. Todavia, esses momentos quase sempre parecem um “estranho no ninho” no contexto da narrativa, parecendo aqueles clássicos merchandisings de cereal no meio de um filme tosco, só que com uma ideologia no lugar do cereal.
É impossível não perceber a falsa dicotomia ridícula no livro quando a visão da autora é de que só existem dois tipos de pessoas no mundo: as que criam e as parasitas. E Rand bate nessa tecla durante TODO O LIVRO. Os personagens fodões sempre viram abiguinhos, parecem um grupinho de colégio e concordam com tudo sempre, nunca há discordância, somente merchandising. Personagens param do nada o fluxo narrativo para se engajarem em “papos cabeça” que não combinam com o intelecto construído para os mesmos. A caricaturização é repetitiva e passa a impressão de uma autora controlando marionetes, estragando quaisquer chances de verossimilhança na história, como nos livros de Dostoiévski, onde a apesar de sabermos que o autor era um beato de extrema-direita, seu talento fazia com que seus personagens ateus e revolucionários tivessem personalidades totalmente independentes de sua visão política, contudo não deixando de levar a história ao ponto em que ele queria chegar.

Aspectos filosóficos

Se o livro é uma negação como literatura, ele ainda pode ter alguma serventia como uma provocação filosófica, não muito original e por vezes grotesca. A obra se foca em criticar o altruísmo, uma vez que a motivação de um gênio sempre viria de seu “egoísmo”, e esse sentimento seria a mola propulsora da humanidade.
Primeiro, vamos definir “egoismo” de acordo com um dicionário qualquer:

s.m.Falta de altruísmo; apego excessivo aos próprios interesses; comportamento da pessoa que não tem em consideração os interesses dos outros. Presunção; tendência a excluir os outros, tornando-se a única referência sobre tudo.[Filosofia] Tendência individual de ter em conta os próprios interesses em detrimento da submissão aos compromissos morais com os demais.

É importante ter em mente que a definição de egoísmo é e sempre foi reconhecida como supracitado. O que esse esboço de filosofia faz é dizer que egoísmo é a mesma coisa que ego, que é reconhecido por sua vez como a personalidade de um indivíduo: seus gostos, sua visão de mundo, suas noções estéticas e etc.

Significado de Ego
n.m.
1. Imagem que um indivíduo tem de si próprio;
2. Apreciação ou admiração exagerada que um indivíduo tem por si próprio;
3. Essência da personalidade de alguém;
4. (Psicologia) Designação, segundo Freud, da consciência do indivíduo, responsável pela regulação das suas ações e instintos e da percepção da realidade.

Não poderia Ayn Rand ter escrito uma apologia à personalidade? Por que
não o fez? Uma hipótese é a de que isso soaria como chover no molhado e seria pouco polêmico para o mercado editorial e para a autora que, sem méritos acadêmicos, ganhou relativa fama sendo uma babaca. A outra é que ela precisava aproveitar a sua oportunidade como uma refugiada soviética para defender o sistema vigente, não negando que sistema é guiado por egoístas, mas criando uma definição eufemista para o egoísmo, e para isso ela vai beber na fonte de Friedrich Nietzsche.

A senhora afirmava ser a maior filósofa viva em seu tempo (tempo de Camus, Beauvouir, Sartre, Lukaks, Hannah Arendt, Heiddeger e Ludwig Wittgenstein), e dizia não dever a “sua” filosofia à ninguém, exceto à Aristóteles. Ocorre que a sua aversão à quaisquer ideias de solidariedade remonta à moral nietzschiana do “mestre e do escravo”(que por sua vez é uma tentativa de voltar aos valores helênicos, assim como nossa originalíssima intelectual) e sua visão sobre o propósito idiossincrático da vida de um indivíduo nada mais é do que uma reciclagem do “eterno retorno” do filósofo alemão. Cabe aqui citar, acerca dos valores gregos aristocráticos, uma das muitas passagens enfadonhas do panfleto, em que é contado o passado de um personagem do clube dos fodões que, apesar de, juntamente à sua família, ter sido criado na miséria, sua linhagem o destacaria dos demais por haver um membro aristocrático na árvore genealógica: “Gail Wynand morava com o pai no porão de uma casa velha [...] Seu pai era estivador, um homem alto, quieto e analfabeto, que nunca fora à escola. O avô e o pai eram do mesmo tipo e nunca conheceram nada em sua família além da pobreza. MAS EM ALGUM PONTO BEM REMOTO DA LINHAGEM HAVIA EXISTIDO UMA RAÍZ DE ARISTOCRACIA, A GLÓRIA DE ALGUM ANCESTRAL NOBRE, [...] Havia alguma coisa em todos os Wynand - nos cortiços, nas tavernas e nas cadeias - QUE NÃO SE ENCAIXAVA EM SEU AMBIENTE.” “Nas noites de nevoeiro, sob um lampião a gás em uma esquina ninguém notava a figura esguia encostada em um poste, o aristocrata da idade média, O ETERNO PATRÍCIO CUJOS INSTINTOS PROCLAMAVAM QUE ELE DEVERIA COMANDAR, cujo cérebro veloz lhe dizia PORQUE TINHA O DIREITO A FAZÊ-LO, O BARÃO FEUDAL CRIADO PARA GOVERNAR, mas nascido para varrer chãos e obedecer ordens.”. É de conhecimento geral os atos de que são capazes aqueles que, por convicções sempre ideológicas, que beiram a um narcisismo esquizofrênico, se creem dotados de nata superioridade e chancelados à mandarem na humanidade, nos guiando à um mundo onde cada um fará a sua função de acordo com o seu talento, e aquiescendo àquele hierarquicamente superior, o grande pica que fará a sociedade funcionar como um relógio. Isso não se trata de coletivismo, mas sim de dividir a sociedade em camadas à fim de necessariamente privilegiar o mais forte. Qualquer semelhança com o fascismo não é mera coincidência.
A sua visão sobre o sentido da vida é particularmente influenciada pelo existencialismo Nietzschiano (faça o que lhe apetece). Ayn Rand pretende dizer qual é a motivação dos gênios (para ela seria sempre uma motivação egoísta, no sentido de satisfazer os seus anseios particulares). É um bom ponto, mas erra ao ignorar a importância do coletivo, primeiro, ignorando a importância do meio na formação do indivíduo e, segundo, convenientemente se esquecendo das muitas vezes em que motivações altruístas serviram de inspiração para grandes feitos: Alan Turig, pai da computação, adquiriu seus conhecimentos movido pela sua PERSONALIDADE, todavia, desenvolveu a sua máquina de descriptografar movido à uma latente necessidade de salvar o seu país dos nazistas, e para isso contou com a ajuda indispensável de uma brilhante equipe, com as cabeças mais geniais da Inglaterra. Nicola Tesla abriu mão de suas patentes por acreditar que a ciência não deveria ser comercializada, servindo para o engrandecimento humano. Também não faltam exemplos (menos notáveis, todavia não menos incríveis que os de Turig e Tesla) de pessoas que, movidas por uma situação desesperadora com algum familiar, encontraram forças que não conheciam para ajudar a pessoa querida, e terminaram por ir muito além de suprimir as necessidades básicas. Para Ayn Rand, a luta do personagem interpretado por Will Smith para sair da miséria e dar uma vida melhor para o seu filho em “À procura da felicidade”, seria um ato de egoísmo, pois o ato de amar não é um ato altruísta. Felizmente ela não teve filhos.
Ela foi uma grande critica de James Joyce por sua escrita ser “sem objetivo”, contrariando aquela sua ideia sobre a autenticidade do artista que ignora a expectativa geral. Seu anseio por cagar regras e dizer o que presta ou não presta parece o de uma adolescente pretensiosa que fica putinha por alguém não gostar das suas preferências musicais. E aqui vai a prova derradeira do quão escrota foi essa mulher:
- “...Nova York e a determinação do homem tornada visível. De que outra coisa precisamos? E aí as pessoas me contam sobre alguma peregrinação a algum local úmido e pestilento em uma selva aonde vão para prestar homenagem a um templo em ruínas, a um monstro de pedra olhando se soslaio, com uma barriga inchada, criado por algum SELVAGEM LEPROSO [...] que venham à Nova York, olhem e ajoelhem-se”. Essa passagem (e uma entrevista, disponível no YOUTUBE, onde diz que os palestinos, por dominarem menos tecnologias, são selvagens que merecem ser subjugados pelos israelenses) demonstra de maneira clara que Ayn Rand foi uma escritora intelectualmente limitada e babaca que escreveu para leitores intelectualmente limitados e babacas. Roark é a personificação dessas ideias, mas, ao contrário de, por exemplo, em Crime e Castigo, a personagem não passa por encruzilhadas morais ao longo da narrativa, assim fica fácil provar o seu ponto, né?!
Na tentativa de ser dramaturga, roteirista, romancista e filósofa, ela acabou sendo meia boca em tudo o que fez. E tendo um vislumbre disso, se precaveu das criticas dizendo que era, assim como Howard Roark, uma genia incompreendida, que só poderia ser criticada por invejosos. Eu devo ser então, um Elsworth Toohey com uma agenda de dominação global.
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Arnoldo 26/12/2015

Uma bela concepção do ideal humano
Uma excelente obra que trata basicamente de uma crítica à sociedade, as suas frivolidades e nulidades, ao imenso esforço desprendido por ela em direção ao nada. A autora cria uma personagem que vem a personificar o ideal humano, ele é dotado de um porte altivo, de uma força de vontade infinita, não submetendo-se a nada e a ninguém, possui uma inteligência genial e não se deixa levar pelas emoções. Ele é uma figura utópica que durante toda a trama bate-se contra uma sociedade vulgar e vazia.
Toda a história gira em torno do mundo da arquitetura, talvez porque a autora reconheça que essa área tem a capacidade de unir utilidade à beleza, onde o homem pode modelar o ambiente ao seu redor para criar algo útil e ao mesmo tempo esteticamente belo. A autora tece uma crítica a sociedade dos arquitetos ao evidenciar a sua falta de inventividade, incompetência, a prisão a modelos do passado, a um excessivo conservadorismo, a supremacia das relações sociais sobre a capacidade individual, porém essa crítica pode ser facilmente extrapolada e aplicada a diversos segmentos sociais, não havendo, aparentemente, nenhum preconceito da autora com relação a essa classe, ela simplesmente foi o instrumento utilizado por ela para delinear sua ideia.
A personagem principal luta contra essa sociedade, que a todo instante tenta submetê-lo a seus conceitos mesquinhos e antiquados, essa sociedade o golpeia incessantemente ao se ver ameaçada por um ser superior, que cometeu o crime de ser autossuficiente, que se recusa a depender de favores, que busca o reconhecimento de seu trabalho unicamente através do mérito e da competência. Uma característica interessante da obra é que o nosso “herói” nunca é derrotado, nunca sofre devido a ação de seus “inimigos”, porque devido ao seu caráter superior, todos os golpes por ele sofridos são inócuos, incapazes de afetá-lo.
Todo o texto é muito bem escrito, com um linguajar elegante e claro, a tradução também é muito boa. Toda a crítica construída pela autora é muito bem colocada, e todo o tipo de comportamento social que ela abertamente reprova é facilmente observado de maneira generalizada na sociedade em que vivemos. Também é muito agradável poder ver que todo o esforço desprendido por essa sociedade com a finalidade de subjugar o nosso herói é frustrado, pois ele é um colosso invencível. A escritora nesse ponto marca a sua ideia que o belo não pode ser corrompido pelo que é decadente, pois iria de encontro à própria essência do ideal de beleza.
É um ótimo livro, escrito por uma renomada escritora, que reúne todos os elementos para fazerem dessa obra um clássico, ou seja, um livro que permanece atual independente do passar do tempo.
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Hester 03/08/2015

Achei o livro bem chatinho. O início eu gostei, mas depois com tantas páginas, ficou aquela estória rolando no mesmo círculo. O único personagem que desde o início diz a que veio é o Roark. Tem um ideal e luta por ele. Os outros sao tao confusos, rasos, arrogantes. Talvez minha inteligencia nao tenha alcancado o livro, sei lá...
thiago ramos 26/08/2015minha estante
Termine de ler,essa enrolação se faz necessária para que você entenda a perversão que ela critica,o final do livro faz tudo ter um sentido,um sentido perturbador no final,a última parte é tão incrível,um livro que te joga pra cima,mostrando que nenhuma perversão pode deter um homem de propósito.




marcelgianni 24/06/2015

Egoístas x Altruístas - Um "novo" Ponto de Vista!
Não se trata de um resumo ou sinopse do livro (para isso basta pesquisar na web ou ver algumas outras resenhas postadas aqui), mas sim de um relato do que me chamou a atenção no livro, e que pode influenciar outras pessoas na sua decisão de lê-lo ou não. Sem o uso de spoilers, faço uma análise sucinta da obra, justificando minha nota atribuída.

Obra de cunho filosófico, com plano de fundo a arquitetura, e que está centrada em personagens (maioria) que deixam seu ego de lado para viver uma vida baseada na opinião dos outros, ditada pela maioria, e que se tornam, invariavelmente, infelizes. Do outro lado está o protagonista, o verdadeiro “egoísta”, que busca os seus ideais, procurando sua realização pessoal acima de tudo, sem dar atenção ao que pensam ou querem dele, e por isso sofre a pressão e a oposição de todo o sistema. Leitura muito interessante do ponto de vista social e filosófico, em que a autora nos faz refletir sobre a sociedade, que é dividida entre os criadores, que usam do ego humano para o progresso, e os parasitas, que apenas repetem, imitam e absorvem o que é difundido. Livro extremamente atual, apesar de ter sido publicado originalmente em 1943.

site: https://idaselidas.wordpress.com/
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Valério 28/01/2014

Aquém de Ayn Rand
Ayn Rand tem uma grande preocupação filosófica e seus livros tem como pano de fundo uma ideia central que a defende. Como se seus livros fossem exemplos práticos para mostrar ao mundo a aplicação de suas ideias.
Aqui, o ponto central é o objetivismo e o individualismo como forças motoras dos homens, da humanidade.
Esta foi a primeira grande obra de Ayn Rand - começou a ser escrita em 1936. A autora, russa, que fugiu para Nova York em 1926, vai contra toda a ideia de coletivismo e, em última instância, socialismo, que tolhem o ser humano, que podam a criatividade, e amarram os espíritos revolucionários.
Contudo, a história carece de um motor melhor. Os intuitos ficam muito claros. Se a ideia é criar uma história interessante e colocar o ideal filosófico como pano de fundo, Ayn Rand conseguiu exatamente o contrário. Aparentemente, o ideal ficou em primeiro plano e, a história, em segundo. Mesmo assim, "A Nascente" já vendeu mais de 6 milhões de exemplares.
Já em seu livro mais famoso, "A revolta de Atlas", a história muda de figura. O livro é uma interessante sucessão de acontecimentos, com suspense e reviravoltas que prendem e que também tem como pano de fundo a filosofia de Aynd Rand (mais uma vez exaltando a livre iniciativa em detrimento do coletivismo, mas sob outro prisma).
Tanto que é considerado pela biblioteca do congresso dos EUA o segundo livro mais influente da história dos EUA (atrás apenas da Bíblia). Assim, se ainda não leu nenhum dos dois, não hesite em escolher "A revolta de Atlas", mais maduro, mais interessante, e certamente sua maior obra.
thiago ramos 26/08/2015minha estante
Discordo completamente de você,os livros abordam o objetivismo de perspectivas diferentes. Enquanto A Nascente trata mais sobre a natureza do homem e mostra a decadência da figura deste,considerando o altruísmo como influência determinante(resultado da incapacidade das pessoas de terem um propósito e de pensarem por si mesmo),A revolta de Atlas trata o objetivismo com um caráter muito mais político,mostrando como o altruísmo(fruto da mediocridade dos homens pequenos que ela descreve),a mediocridade,a submissão a convenções e o senso de moral perverso que dita as relações daqueles homens,ignorando completamente o futuro e as pessoas capazes em detrimento dos incapazes,pode brecar o progresso humano.

Ainda acho A Nascente um livro melhor por tratar do objetivismo em si,sem um caráter tão político,as visões de egoísmo,o egoísmo racional de Roark, que ela defende como a real natureza do egoísmo,e que leva ao progresso,e a deturpação do egoísmo,Keating,que só leva a mediocridade e a ilusões,mas A revolta de Atlas não fica atrás,só mostra essa visão de uma perspectiva mais complexa,são vários "Roarks" lutando pelo progresso contra os "pidões e saqueadores".




Tuti | @vieiratrindade 10/01/2014

Edições duplicadas
A atual página é destinada à edição de 816 páginas da Editora Landscape. Se você possui a edição de dois volumes publicada pela Editora Arqueiro, clique nos links abaixo para obtê-las separadamente na biblioteca do Skoob.

Volume I: http://www.skoob.com.br/livro/368115
Volume II: http://www.skoob.com.br/livro/368126

Contribua para a desambiguação marcando como "duplicadas" todas as edições da Arqueiro neste link: http://www.skoob.com.br/livro/edicoes/21837

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