Crime e Castigo

Crime e Castigo Fiódor Dostoiévski




Resenhas - Crime e Castigo


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Tarcísio 06/07/2010

Alguns dizem que a inveja é a arma dos incompetentes. Outros, mais populares, diriam que a inveja é uma m#$%@ mesmo. Independente da opção escolhida tenho que confessar que esse pecado capital tomou conta de mim durante o contato que tive com Crime e Castigo. Eu adoraria ser capaz de começar com um papel em branco e finalizar com uma obra de mais de setecentas páginas cheias da mais pura e deliciosa literatura.

Ítalo Calvino escreveu que a única razão que se pode apresentar para ler os clássicos da literatura é que lê-los é melhor do que não lê-los. Obviamente que existem clássicos que podem agradar e outros que não, dependendo do gosto do leitor. Crime e Castigo representou praticamente minha primeira incursão por essa riqueza. E eu não poderia ter começado melhor.

A impressão que se tem ao ler a obra de Dostoiévski é que ele tinha muita coisa a dizer sobre comportamento humano e resolveu fazê-lo por meio de um livro. Temas como inveja, maldade, riqueza, pobreza, loucura e vaidade (entre outros) são discutidos e analisados de forma preciosa.

Crime e Castigo é de leitura agradável, não muito simples, exige concentração, principalmente nos diálogos. Não prende o leitor da primeira à última página, titubeia em alguns pontos, tornando-se até um pouco cansativo. Páginas à frente, entretanto, o leitor volta a sentir aquela gostosa sensação de estar aprendendo e ao mesmo tempo tendo uma leitura prazerosa. Indispensável àqueles que realmente amam a boa literatura.
Rafael Moss 10/07/2010minha estante
Bom comentário sobre o livro.

Pra mim o único defeito nessa versão é a tradução do francês.

A versão da Editora 34, traduzida do russo, é muito mais rica que essa da Abril.


Wallas Felippe 05/08/2010minha estante
Concordo com o Rafael Moss; a Versão traduzida do Russo é muito mais rica do que essa de Abril.


Vincent Law 12/06/2011minha estante
Aprender na leitura é sempre bom.

Taí uma ótima leitura para conhecer algo construtivo. Um livro que não pode se descartado, no entanto podemos dizer que é mais para gosto do leitor querer lê-lo e e obter alguma coisa, do que ler outra coisa por apenas diversão e não incluir nada para a vida.

O Conde de Monte Cristo é uma ótima leitura com estes dois ingredientes!


Anna 19/08/2011minha estante
Voce fala muito bem, depois dessa resenha acho que vou me apressar mais pra conseguir o livro.!
Thank's


Poliana Calazans 13/11/2011minha estante
"Alguns dizem que a inveja é a arma dos incompetentes. Outros, mais populares, diriam que a inveja é uma m#$%@ mesmo. Independente da opção escolhida tenho que confessar que esse pecado capital tomou conta de mim durante o contato que tive com Crime e Castigo. Eu adoraria ser capaz de começar com um papel em branco e finalizar com uma obra de mais de setecentas páginas cheias da mais pura e deliciosa literatura." Obrigada por traduzir o meu pensamento em poucas palavras...


douglasroma 12/03/2012minha estante
É inegável a qualidade desta obra, mas, realmente, os diálogos são bastante cansativos.
Às vezes eu perdia a meada do enredo por não saber por que ele estava falando sobre aquilo.
Voltei a me concentrar ao final e me senti mais feliz ao entrar no epílogo...
Temos de ter coragem de enfrentar tal literatura.


João Souto 22/01/2013minha estante
os diálogos compõe uma sensacional trama psicológica que desenrola-se até o fim da leitura. São longos porque precisam ser para explocar a alma de cada personagem, seus conflitos, mistérios e revelar um pouco de suas intenções. Foi como ler um debate transcrito, onde pessoas reais participaram e cada uma tinha uma razão, um propósito ao falar o que falou. É sensacional explorar esse outro lado, oculto, de um personagem fictício mas incrivelmente real.


Ricardo Rocha 04/08/2014minha estante
Acho que é uma resenha muito boa mas imagino que quando vc diz "tinha muita coisa a dizer sobre comportamento humano e resolveu fazê-lo por meio de um livro". Ele estava cheio de dívidas, sozinho, faminto, não vejo como tivesse qualquer coisa a dizer sobre qualquer coisa, não como vontade. Ele tinha contas e escrever era sua subsistência, e num desmaio de fome veio a idéia do livro. De resto é tudo o que vc disse e mais algumas coisas.


thiago.castro.1612 20/12/2014minha estante
Baita livro! Chega a ser abusurdo de tao bom. A demencia, a morbidez e o pessismo do personagem chegam ser contagiantes.um verdadeiro soco no estomago, como kafka dizia que um livro tinha que ser. Um exemplo singular, dessa arte de contar uma historia e ao mesmo tempo, um manisfesto cru e pungente, sobre as fantasias e os desejos mais sordidos que habitam o amago de todo o ser humano. Eu li em seis dias, quando tinha desessete anos.recomendo.


Cleide 30/04/2015minha estante
Parabéns pela descrição. Estou ainda no ínício...página 100. Confesso que no início me perdi em alguns aspectos, porém já estou me familiarizando e gostando do enredo.


Helio 27/12/2015minha estante
Comprei ontem o ebook da Amazon (única opção: Ed Centaur), estava escrito "português", daí descubro q é português de Portugal, horrível, detesto. Alguém poderia recomendar qual é a melhor versão em Pt-Br? Obrigado.


Tati Diorio 10/01/2016minha estante
Oi Tarcisio, concordo totalmente com seu comentário sobre o livro. Inclusive sobre a leitura parecer cansativa às vezes. Para quem está lendo... não desista! Vale muuuuuito ir até o final.


Adriano 01/11/2016minha estante
Eu gostaria de ter escrito a tua resenha ! Muito consistente e ótima como chamariz para novos leitores. Meus parabéns !
Na primeira vez que tentei ler Crime e Castigo o universo do protagonista me causou tanta náusea que precisei parar a leitura antes que me instalasse num quarto escuro. Cinco anos depois, foi uma leitura extremamente agradável e envolvente.


regina.pacheco.188 02/05/2017minha estante
Concordo plenamente com a sua avaliação.
E estou de acordo também que a versão da Editora 34 é muito superior.


PHILOSOFODUTRA 25/08/2017minha estante
Dostoiévski, como nenhum outro escritor, é capaz de penetrar no âmago de seus personagens e revelar de maneira profunda e psicologicamente, os sentimentos humanos escondidos na alma, tais como, medo, angustia, pecado, culpa, raiva, ódio, inveja, amor, fé e esperança.
Nas Obras dele, os personagens estão ?nus e patentes? perante o narrador onisciente, e se sobrepõem à própria trama para dar lugar à análise do homem real de seu tempo.
O livro, Crime e Castigo, escrito em 1866, conta a trajetória angustiante e psicológica de um estudante marcada pelo pecado e pela culpa, mas redimido pelo amor de uma mulher, a prostituta Sônia.
Raskolnikov era um estudante universitário, pobre, intelectual, que residia num pequeno apartamento em São Petersburgo na Rússia, o qual movido por uma ideia fixa matou a machadadas uma velha usurária e sua sobrinha, sem nenhum motivo aparente.
Após o crime, inicia-se a trajetória de angústia e dor ocasionados pela culpa de seu pecado(crime) cometido, e por fim, o castigo, e a redenção na prisão na sibéria.
Dostoiévski neste romance nos apresenta também uma análise de como funciona a mentalidade revolucionária: Raskolnikov acreditava na tese segunda a qual alguns homens são extraordinários e podem perpetrar determinados delitos e crimes em nome de suas ideias. Por isso ele comete aquele crime torpe sem motivo aparente. O autor aproveita, ainda, para revelar essa maneira de pensar e agir presente em sua época, e também em todos os movimentos revolucionários da história, da revolução francesa à revolução bolivariana na Venezuela. Neste modo de pensar e agir, os crimes cometidos para a implantação dos ideais do novo mundo são sempre justificados e perdoados.
O autor, de certa forma, antecipa literariamente o que ocorreria no seu país em 1922 com a Revolução Russa ao Implantar o Comunismo. Hugo von Hofmannsthal, a respeito desse papel profético da Literatura, já dizia ?Nada está na realidade política de um país, que não esteja primeiro na sua Literatura.?
Freud não, mas Dostoiévski explica porque Dirceu, Jenuíno e Lula, assim como toda a turma dos petralhas, consideram-se até hoje, apesar das provas concretas que os condenam, presos e perseguidos políticos. Tudo o que eles fizeram não causou nenhum remorso ou culpa porque acreditam que o fizeram em nome da construção da nova ordem social, política e econômica.
Crime e Castigo é uma obra-prima da literatura universal, profunda e rica em desnudar os mecanismos psicológicos da alma humana, principalmente, o modo de agir dos tiranos e malfeitores da humanidade.




Fabio Shiva 27/08/2010

Tive tanto medo de ler esse livro!
Adiei e adiei o início da leitura. Uma vez começada, cheguei ao absurdo de tentar aliviar a paulada alternando com um livro de terror clichê... Agora, depois de finalmente ter acabado de ler Crime e Castigo, só posso dizer que tinha também razão ao ter medo. Não se lê Dostoiévski impunemente!

Crime e Castigo é considerado um dos maiores clássicos da literatura mundial. Não é por acaso. Mas não espere o leitor uma sucessão de frases memoráveis e passagens eruditas, recheadas de primorosos e inofensivos pensamentos. Nada disso. Dostoiévski tornou-se grande à custa de futucar fundo na alma, de remexer nos abismos do espírito, de chafurdar no lamaçal das violentas emoções proibidas.

É isso que faz sua obra imortal: a universalidade da apaixonada contradição humana. Os dramas e sofrimentos que seus personagens enfrentam poderiam muito bem ser os nossos mesmos. Pela força de sua pena, nos sentimos irmanados com as mais abjetas criaturas e os mais condenáveis comportamentos.

Dostoiévski olhou no fundo da própria alma. Não é de se admirar que tenha conseguido revelar tanto da alma de seus leitores no mesmo processo.

Tivesse eu lido esse livro há alguns anos, e o impacto teria sido ainda mais tremendo. Tempos atrás li Os Irmãos Karamázov, que chacoalhou o edifício de minha personalidade até os alicerces. Dessa vez eu estava mais preparado, mais amadurecido pela caminhada, menos disposto a pagar com meu próprio sangue pelas revelações de Dostoiéviski.

Ainda assim, meus camaradas! Que pancada!

Pude ao menos admirar com uma certa frieza alguns dos inesgotáveis recursos literários utilizados pelo mestre russo. A maneira como ele alonga a ação, como induz o leitor a adivinhar o que vem em seguida e, mesmo assim, acompanhar indefeso cada parágrafo de agonia e suspense, só a genialidade desse pequeno truque já valeria para colocar Dost no panteão sagrado! Mas tem muito mais de onde veio esse...

Um recurso que achei particularmente engenhoso foi utilizado na apresentação do protagonista Raskólnikov. No início do livro o autor expõe cada pensamento e cada reação emocional de seu personagem até a minúcia. Logo em seguida, em uma cena de grande impacto emocional, Dost nos priva do acesso aos pensamentos e emoções de Raskólnikov. Somos apresentados apenas às suas reações externas, às suas palavras e atos. Porém com que habilidade o autor já nos havia transportado para dentro de seu personagem, tornando supérflua a descrição de seus sentimentos, pois nós mesmos já sentimos em nosso peito a sua aflição e agonia!

Pelo tema de sua história, Crime e Castigo não deixa de ser ainda um certo tipo muito especial de romance policial.

Uma obra grandiosa e inesquecível!

(20.03.09)

Evelyn Ruani 14/10/2010minha estante
Eu também adiei muito pra ler esse livro. Mas gostei de ter insistido, afinal é um classico.


Halley 29/03/2011minha estante
Agora fiquei com medo de ler....eu sou muito sensível aos livros....costumo ficar louca so de ler um romance qualquer....acho que não to preparada para ler uma obra como esta....


Luís 28/12/2011minha estante
Me convenceu a ler


Fabio Shiva 28/12/2011minha estante
Olá amigos, valeu pelos comentários!
Esse livro vale a pena ser lido! Leiam e tirem suas próprias conclusões ok!
beijos e abraços!


Cleide 30/04/2015minha estante
Adorei a narrativa! Descrição perfeita!


PHILOSOFODUTRA 28/08/2017minha estante
Dostoiévski, como nenhum outro escritor, é capaz de penetrar no âmago de seus personagens e revelar de maneira profunda e psicologicamente, os sentimentos humanos escondidos na alma, tais como, medo, angustia, pecado, culpa, raiva, ódio, inveja, amor, fé e esperança.
Nas Obras dele, os personagens estão ?nus e patentes? perante o narrador onisciente, e se sobrepõem à própria trama para dar lugar à análise do homem real de seu tempo.
O livro, Crime e Castigo, escrito em 1866, conta a trajetória angustiante e psicológica de um estudante marcada pelo pecado e pela culpa, mas redimido pelo amor de uma mulher, a prostituta Sônia.
Raskolnikov era um estudante universitário, pobre, intelectual, que residia num pequeno apartamento em São Petersburgo na Rússia, o qual movido por uma ideia fixa matou a machadadas uma velha usurária e sua sobrinha, sem nenhum motivo aparente.
Após o crime, inicia-se a trajetória de angústia e dor ocasionados pela culpa de seu pecado(crime) cometido, e por fim, o castigo, e a redenção na prisão na sibéria.
Dostoiévski neste romance nos apresenta também uma análise de como funciona a mentalidade revolucionária: Raskolnikov acreditava na tese segunda a qual alguns homens são extraordinários e podem perpetrar determinados delitos e crimes em nome de suas ideias. Por isso ele comete aquele crime torpe sem motivo aparente. O autor aproveita, ainda, para revelar essa maneira de pensar e agir presente em sua época, e também em todos os movimentos revolucionários da história, da revolução francesa à revolução bolivariana na Venezuela. Neste modo de pensar e agir, os crimes cometidos para a implantação dos ideais do novo mundo são sempre justificados e perdoados.
O autor, de certa forma, antecipa literariamente o que ocorreria no seu país em 1922 com a Revolução Russa ao Implantar o Comunismo. Hugo von Hofmannsthal, a respeito desse papel profético da Literatura, já dizia ?Nada está na realidade política de um país, que não esteja primeiro na sua Literatura.?
Freud não, mas Dostoiévski explica porque Dirceu, Jenuíno e Lula, assim como toda a turma dos petralhas, consideram-se até hoje, apesar das provas concretas que os condenam, presos e perseguidos políticos. Tudo o que eles fizeram não causou nenhum remorso ou culpa porque acreditam que o fizeram em nome da construção da nova ordem social, política e econômica.
Crime e Castigo é uma obra-prima da literatura universal, profunda e rica em desnudar os mecanismos psicológicos da alma humana, principalmente, o modo de agir dos tiranos e malfeitores da humanidade.




Jow 20/07/2011

Um jogo de xadrez psicológico.
“O Homem respira regras. O problema é que quando essas regras entram em colapso na mente, este homem vê-se perdido e sozinho. Sua lógica não tem lógica, seu mundo virou um caos.” Jacques Le Goff

Eis que me deparo com a marca de mais um gênio da literatura. Dostoiéviski sabe entreter, chatear e se redimir de uma forma inigualável, para assim, nos mostrar o seu personagem mais complexo, um legítimo Freudiano pessimista, que buscou nos ares da filosofia Hegelianista explicar um mundo, que vive tentando fundar valores e moral. Mas, que vive na mais podre desilusão e ineficácia. Se temos um ótimo personagem, temos um brilhante livro: Este é “Crime e Castigo”

Ex-estudante de direito, Raskólnikov desenvolve uma teoria que divide as pessoas em dois tipos, ordinárias e extraordinárias. Ordinárias são as ovelhas do rebanho, não necessariamente os estúpidos, mas os incapazes de realizar mudanças. Extraordinários são os pastores, os que ditam os rumos e alteram as regras. Pessoas extraordinárias muitas vezes se vêem forçadas a cometer um crime para alcançar seus objetivos, e não hesitam em fazê-lo - e não se pode culpá-las: apenas quebrando as leis antigas é possível instituir as novas.

A ambição de Raskólnikov o faz julgar-se uma pessoa extraordinária, mas ele é um ex-estudante miserável que só se sustenta em São Petersburgo graças aos rublos que a mãe vez por outra lhe envia. Para voltar à faculdade e iniciar sua ascensão (social, intelectual, cultural), Raskólnikov decide matar um determinado personagem, e roubar seu dinheiro. O motivo do crime, porém, é um pouco menos direto e mais confuso: ele quer provar para si mesmo sua capacidade de infringir a lei se necessário; quer provar para si mesmo que é extraordinário. Tanto é assim que Raskólnikov deixa para trás a maior parte do dinheiro da sua vítima e sequer se preocupa em verificar quanto roubou.

Raskólnikov tem alguns traços de gênio incompreendido: lamenta sua pobreza, o estado do quarto em que habita e de suas roupas, mas parou de dar aulas e não aceita a proposta de seu amigo Razumíkhin para trabalhar numa tradução. A mistura de pobreza e ambição faz com que ele distorça a sua própria teoria: ele não é uma pessoa extraordinária quebrando uma lei para atingir seu objetivo, é uma pessoa cometendo um crime para se considerar extraordinária.

A tragédia pessoal de Raskólnikov é não fazer jus à sua própria idéia de gênio: após o assassinato ele tem febre, delira, desmaia, pensa em se matar, volta à cena do crime, desperta suspeitas na polícia e no juiz de instrução Porfiri Pietróvitch. A tragédia maior retratada pelo livro é a incapacidade de Raskólnikov de superar sua teoria, seu desgosto e seu ressentimento e perceber que cometeu um crime hediondo e mesquinho na sua simplicidade, e merecer o castigo que lhe virá.

Dostoiévski faz a parte mais difícil ao pegar um personagem estranho, misantropo, arrogante e egoísta como Raskólnikov e transformá-lo num protagonista cativante, por quem o leitor torce mesmo enquanto ele faz as maiores grosserias e prova só pensar em si mesmo. A partir daí bastava cumprir a promessa do título. Mas, assim como em “Os Irmãos Karamazov” Dostoiévski não se contenta em deixar as coisas do modo que a sociedade quer julgar. Ele é um escritor da realidade, pessimista por natureza, e que mesmo quando você espera um final sacramentando e sem reviravoltas, ele consegue te frustrar de um jeito genial, que só um mestre da literatura pode fazer.

Dostoiévski não foi iniciado na arte do “Final Feliz”, mas nesse livro, qualquer fim que não seja inegavelmente trágico é alegre.
Luh Costa 20/07/2011minha estante
Estou lendo esse livro. No início achei um pouco maçante, cansativo mas depois a história começou a fluir, me deixando curiosa. É um livro forte, tenso.
Resenha magnifica!
Você está cada vez melhor na arte de resenhar, rsrs. Meus parabéns!Continue assim.
Abraço
De sua fã.


Alan Ventura 21/07/2011minha estante
ótima resenha, tenho certeza que apesar de ser um livro denso, muitas pessoas decidiram lê-lo após verem tua resenha. Parabéns.


Gláucia 08/08/2011minha estante
Difícil resenhar esse livro, vc o fez com maestria, parabéns!


Maya 06/03/2012minha estante
Estou no início do livro,e já estou anciosa para saber qual será o final dessa trajetória instigante de Raskólnikov.


PHILOSOFODUTRA 28/08/2017minha estante
Dostoiévski, como nenhum outro escritor, é capaz de penetrar no âmago de seus personagens e revelar de maneira profunda e psicologicamente, os sentimentos humanos escondidos na alma, tais como, medo, angustia, pecado, culpa, raiva, ódio, inveja, amor, fé e esperança.
Nas Obras dele, os personagens estão ?nus e patentes? perante o narrador onisciente, e se sobrepõem à própria trama para dar lugar à análise do homem real de seu tempo.
O livro, Crime e Castigo, escrito em 1866, conta a trajetória angustiante e psicológica de um estudante marcada pelo pecado e pela culpa, mas redimido pelo amor de uma mulher, a prostituta Sônia.
Raskolnikov era um estudante universitário, pobre, intelectual, que residia num pequeno apartamento em São Petersburgo na Rússia, o qual movido por uma ideia fixa matou a machadadas uma velha usurária e sua sobrinha, sem nenhum motivo aparente.
Após o crime, inicia-se a trajetória de angústia e dor ocasionados pela culpa de seu pecado(crime) cometido, e por fim, o castigo, e a redenção na prisão na sibéria.
Dostoiévski neste romance nos apresenta também uma análise de como funciona a mentalidade revolucionária: Raskolnikov acreditava na tese segunda a qual alguns homens são extraordinários e podem perpetrar determinados delitos e crimes em nome de suas ideias. Por isso ele comete aquele crime torpe sem motivo aparente. O autor aproveita, ainda, para revelar essa maneira de pensar e agir presente em sua época, e também em todos os movimentos revolucionários da história, da revolução francesa à revolução bolivariana na Venezuela. Neste modo de pensar e agir, os crimes cometidos para a implantação dos ideais do novo mundo são sempre justificados e perdoados.
O autor, de certa forma, antecipa literariamente o que ocorreria no seu país em 1922 com a Revolução Russa ao Implantar o Comunismo. Hugo von Hofmannsthal, a respeito desse papel profético da Literatura, já dizia ?Nada está na realidade política de um país, que não esteja primeiro na sua Literatura.?
Freud não, mas Dostoiévski explica porque Dirceu, Jenuíno e Lula, assim como toda a turma dos petralhas, consideram-se até hoje, apesar das provas concretas que os condenam, presos e perseguidos políticos. Tudo o que eles fizeram não causou nenhum remorso ou culpa porque acreditam que o fizeram em nome da construção da nova ordem social, política e econômica.
Crime e Castigo é uma obra-prima da literatura universal, profunda e rica em desnudar os mecanismos psicológicos da alma humana, principalmente, o modo de agir dos tiranos e malfeitores da humanidade.




Fábio 29/07/2011

Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá. - São João 11:25

Crime e Castigo é considerada a magnum opus de Fiódor Dostoiévski, expoente romancista da literatura russa, e um dos mais inovadores de todos os tempos. Nesta obra ele explora a autodestruição, a humilhação e o assassinato, além de analisar estados patológicos que levam ao suicídio, à loucura e ao homicídio.

Raskólnikov é um monomaníaco, personagem principal do romance, tem seu nome derivado da palavra raskolnik que significa "cisma" tendo como característica a idéia fixa, a preocupação, a desconfiança. Universitário de classe baixa, a família vê no estudante a maneira de escapar da pobreza, investindo o pouco dinheiro que resta nos seus estudos, custeando sua moradia em São Petersburgo, uma vez que família mora no interior.

Não só este personagem tem nome derivado dando a característica principal de seu caráter, como vários outros, o que torna a obra mais rica, no decorrer da história Raskólnikov cria uma teoria hedionda em que alguns seres humanos não passam de parasitas insignificantes, uma vez que a morte destes não terá prejuízo a ninguém, ou melhor, será um favor alguém matar esses germes patológicos da sociedade.

Dostoiévski usa toda sua habilidade de narração que nos prende do começo ao fim, transportando o leitor para os delírios febris de Raskólnikov nas ruas de São Petersburgo. Assassinato, diligência e estratagemas da polícia, perseguição, amores arrebatadores, arrependimentos marcam esta obra perdurável.


[fabio9430@gmail.com]
Li 03/06/2012minha estante
O que percebo é que quem lê esse livro tem um quê de especial, que transborda nas palavras sobre essa tão nobre e necessária leitura, é uma prova de fogo da qual ninguém sai o mesmo.


Fábio 04/06/2012minha estante
Muito bem observado




Taci 15/07/2013

Antes de tudo, gostaria de dizer que nunca, em toda minha vida como leitora, fui tão mentalmente sugada por um livro como o fui por Crime e Castigo. Mesmo agora, depois do término da leitura, anda me sinto mentalmente cansada por ter mergulhado tão intensamente na montanha-russa sentimental que é Raskólnikov. Fiódor Dostoiévski alcançou outro nível com Crime e Castigo. A loucura de Raskólnikov, que foi não menos do que brilhantemente narrada, eleva ainda mais a literatura russa, já consagrada por seus autores sempre sensacionais em retratar os sentimentos humanos mais reais, mais crus, mesmo que sejam personagens fictícios.

Crime e Castigo não é um livro fácil de ser lido, muito menos de uma leitura constante. Dostoiévski criou uma obra densa, visceral, que em diversos momentos parece mais um furacão. Raskólnikov por si assemelha-se mais a um trem desgovernado que às vezes freia subitamente, para recomeçar o percurso rumo a lugar nenhum ainda mais descontrolado. Duvido muito que alguém não saia de Crime e Castigo com a base de si mesmo um pouco (ou muito) abalada; que Dostoiévski não balance as estruturas do leitor seja ele quem for. Sente-se uma grande angústia não só por Ródia, como por todos aqueles personagens que, em menor ou maior grau, tem uma parte da sua alma desnudada e esmiuçada por Dostoiévski.

Mas vamos aos fatos: Rodion Românovitch Raskólnikov, o protagonista transtornado desta história, talvez por dinheiro ou talvez como uma forma de provar a si mesmo de que é um homem superior aos demais, resolve-se por matar uma velha usurária. Velha essa que, segundo o próprio Raskólnikov, não passava de um piolho e que sua morte foi mais um bem do que um crime. Entretanto, a irmã da velha aparece na hora errada, no lugar errado e acaba por presenciar o crime, o que leva Rodion a cometer o segundo assassinato: acaba por matar também a irmã da velha usurária. Esse então foi o crime. A partir de então, vem o castigo. Imposto de si, para si pelo próprio Raslkólnikov! E não pense que é por arrependimento que ele se perde num frenesi durante toda a história, mas sim pelo fato de não conseguir continuar com sua vida como se nada houvesse acontecido; de não ser um dos homens extraordinários, tal qual Napoleão Bonaparte [frequentemente citado por Raskólnikov como um homem que não se importaria com ninharias (como matar uma velha usurária) para atingir os seus objetivos].

E mesmo assim Ródia sofre, e como sofre! E nos leva a sofrer junto com ele, a se angustiar junto com ele. Nós os seguimos pelas ruas e becos e tabernas e cubículos de São Petersburgo sempre, e cada vez mais, com o coração apertado. Sem nos atrevermos a adivinhar o próximo passo, o que virá a seguir... A leitura de Crime e Castigo me durou mais de um mês, um tempo relativamente longo para um livro de pouco mais de 500 páginas, e mesmo assim me teria custado muito mais graças ao enorme esgotamento que ele me causou, não fosse a minha vontade por acabar com o sofrimento; o de Ródia e, por tabela, o meu.

O livro é permeado de diálogos não menos que sensacionais. A sequência do diálogo entre Porfiri e Ródia, durante seu primeiro encontro, no qual discutem o artigo de Raskólnikov (artigo esse no qual Ródia divide os homens em ordinários e extraordinários. Os primeiros são apenas os seguidores da ordem, não tem o viço para serem mais do que a massa mediana da população; já os segundos, são a nata, àqueles a quem a lei não importa, porque eles fazem sua própria lei, não necessitam seguir aquilo que desprezam, pois são superiores a tudo isso), é absurdo, no melhor sentido que a palavra pode empregar, é afiado como uma adaga. E uso apenas esse diálogo como um exemplo, até porque o que não falta a Crime e Castigo são essas discussões longas que tem o poder de fazer o leitor não desviar os olhos das palavras nem no virar das páginas.

Crime e Castigo é esmagador. Tem a força de uma machadada desferida por um homem que considera a si mesmo como extraordinário. E o é. Porque quanto mais conhecemos o íntimo e as lutas ferrenhas no interior de Raskólnikov não conseguimos não perceber, apesar de tudo, sua retidão, seu senso de justiça, seja ele distorcido ou não. Eu fui, estou e continuarei sendo constantemente sendo esmagada pela força de Dostoiévski, independentemente do incômodo que sua história causa, o final é extremamente significativo, sendo até muito bonito depois de todo o sofrimento sentido. É muito difícil não levar Crime e Castigo consigo depois de ter sido esmagada por Fiódor Dostoiévski.

site: http://vivalivros.blogspot.com.br/
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Oceano 07/01/2009

Pertubador
O livro mais pertubador que li em toda minha vida e também um dos mais dolorosos. Mostra a condição precária do intelectual moderno que não consegue sobreviver numa sociedade que não dá a mínima para seus anseios artísticos e intelectuais.Por isso, o assassinato.
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Nikolau 02/02/2010

Deve ce bom essas coisas, velho. Larguei porque não entendi lhufas broder.
Jefferson Fernando 25/08/2010minha estante
É com esses livros que se mede a mediocridade da pessoa.


Bell 10/11/2010minha estante
Hahahaha! Relaxa Jefferson, algo me diz que é vc que não entendeu a resenha dele.


Saulo 31/10/2012minha estante
nossa, quanta cultura exalando de um ser!


Ricardo Rocha 04/08/2014minha estante
errei de página...




Paulo Roberto 24/03/2013

Clássico absoluto, porém não gostei.
Que esse livro é um clássico indispensável não posso negar, mas que é chato demais, pelo menos do meu ponto de vista, não devo deixar de dizer. Divagações intermináveis, debates insuportáveis sobre o assassinato, ou seja, excessivo em tudo. Prefiro livros mais diretos como o Estrangeiro do Camus ou Admirável Mundo Novo do Huxley, ou até mesmo Memórias Póstumas de Brás Cubas do Machado. O Dostoiévski beira o insuportável, foi sem sombra de dúvidas a coisa mais massante que já li, mas é uma questão de gosto pessoal apenas.
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Ge* 14/01/2010

Porque abandonei...
É uma história profunda e inteligente. O autor tem uma intensidade inimaginável em suas palavras. De uma profundidade singular. Autor magnifico, conhecedor da psicologia humana, ele descreve muito bem e transporta a sentimentos sutis aos pesados. Porque então parei de ler?
Porque eu me envolvi tanto com a história e já estava sentindo o mesmo que o personagem principal, fiquei febril e com nauseas. Mas pra quem tem "estomago", vale a pena conferir.
Suh 22/07/2012minha estante
Interessante o que vc comentou.. Pois eu me senti da mesma maneira... Senti o "castigo" do mesmo modo e isso me envolveu demais, foi até um dos motivos por eu ter continuar lendo




Carlos Patricio 29/04/2012

Um dos melhores que já li
Adorei tanto a parte do Crime (a descrição da ação, do momento do assassinato)
quanto a parte do Castigo (as conversas com o detetive)
Psicologia de nível!
Indispensável.
O tamanho do livro compensa.
Volnei 18/09/2016minha estante
O que me dificultou na leitura deste foi o nome dos personagens mas fora isso o livro é bom. Veja em minha estante o livro Poema pedagógico de Anton Makarenko da mesma editora deste é um ótimo livro


Carlos Patricio 01/10/2016minha estante
vlw pela dica, antonio




Lucas 09/01/2011

Profundo, difícil e de leitura pesada mas simplesmente fantástico
De uma profundidade incrível, Crime e Castigo é um mergulho no mundo da psicologia, no qual o leitor irá conhecer nos mínimos detalhes a mente febril de Rodion Románovitch e seu círculo íntimo. Trata-se de um ex-estudante de direito que vive à beira da miséria em Petersburgo, o qual acaba por criar uma teoria de que os homens se dividiriam em dois grupos: extraordinários e vulgares, os primeiros estariam livres de qualquer regra moral, decidiriam o rumo da civilização. Já os vulgares são as pessoas normais que obedeceriam aos extraordinários (Rodion sempre citará como seu exemplo favorito o líder francês Napoleão Bonaparte).
Atormentado, Rodion comete um crime bárbaro, com uma descrição arrepiante de Dostoiévski, retratando o terrível castigo que sofre após o acontecimento, a expiação pautada por singular sofrimento que o leitor compartilha em pormenores. Mas a obra não se limitará à psicologia de Rodion, mas também a de seu excêntrico amigo Razumíkhin, sua irmã Dúnia, a mãe, a prostituta Sônia, etc.
Dostoiévski levará o leitor ao limite, fazendo-o compartilhar dos pensamentos de um suicida momentos antes de se matar, do ato do crime, da vida na prisão, da loucura dos pensamentos, etc.
A estória se limitará a cidade de Petersburgo, mais especificamente nas regiões pobres do subúrbio russo, dentro de quartos apertados, tabernas imundas, famílias necessitadas, muito calor, muita bebida e personagens delirantes.
Obra riquíssima, difícil de ler, sem dúvida, mas extremamente gratificante, um orgulho para aquele que tem a coragem de enfrentá-la.
O leitor deve estar preparado para a leitura, ter bastante tempo e paciência principalmente, já que os parágrafos são, muitas vezes, gigantes, as descrições e os diálogos chegam a tomar muitas páginas.
Literatura de verdade para leitores obstinados!!
Rodrigo 09/01/2011minha estante
Achei muito bom o teu comentário, só não achei uma leitura tão dificil, algumas partes se tornam um pouco monotonas e para mim a genealidade do livro está na tecnica da amnésia, a coisa de ele não lembrar de fato como tudo aconteceu durante o seu "sono" dá um toque especial ao livro!


PHILOSOFODUTRA 28/08/2017minha estante
Dostoiévski, como nenhum outro escritor, é capaz de penetrar no âmago de seus personagens e revelar de maneira profunda e psicologicamente, os sentimentos humanos escondidos na alma, tais como, medo, angustia, pecado, culpa, raiva, ódio, inveja, amor, fé e esperança.
Nas Obras dele, os personagens estão ?nus e patentes? perante o narrador onisciente, e se sobrepõem à própria trama para dar lugar à análise do homem real de seu tempo.
O livro, Crime e Castigo, escrito em 1866, conta a trajetória angustiante e psicológica de um estudante marcada pelo pecado e pela culpa, mas redimido pelo amor de uma mulher, a prostituta Sônia.
Raskolnikov era um estudante universitário, pobre, intelectual, que residia num pequeno apartamento em São Petersburgo na Rússia, o qual movido por uma ideia fixa matou a machadadas uma velha usurária e sua sobrinha, sem nenhum motivo aparente.
Após o crime, inicia-se a trajetória de angústia e dor ocasionados pela culpa de seu pecado(crime) cometido, e por fim, o castigo, e a redenção na prisão na sibéria.
Dostoiévski neste romance nos apresenta também uma análise de como funciona a mentalidade revolucionária: Raskolnikov acreditava na tese segunda a qual alguns homens são extraordinários e podem perpetrar determinados delitos e crimes em nome de suas ideias. Por isso ele comete aquele crime torpe sem motivo aparente. O autor aproveita, ainda, para revelar essa maneira de pensar e agir presente em sua época, e também em todos os movimentos revolucionários da história, da revolução francesa à revolução bolivariana na Venezuela. Neste modo de pensar e agir, os crimes cometidos para a implantação dos ideais do novo mundo são sempre justificados e perdoados.
O autor, de certa forma, antecipa literariamente o que ocorreria no seu país em 1922 com a Revolução Russa ao Implantar o Comunismo. Hugo von Hofmannsthal, a respeito desse papel profético da Literatura, já dizia ?Nada está na realidade política de um país, que não esteja primeiro na sua Literatura.?
Freud não, mas Dostoiévski explica porque Dirceu, Jenuíno e Lula, assim como toda a turma dos petralhas, consideram-se até hoje, apesar das provas concretas que os condenam, presos e perseguidos políticos. Tudo o que eles fizeram não causou nenhum remorso ou culpa porque acreditam que o fizeram em nome da construção da nova ordem social, política e econômica.
Crime e Castigo é uma obra-prima da literatura universal, profunda e rica em desnudar os mecanismos psicológicos da alma humana, principalmente, o modo de agir dos tiranos e malfeitores da humanidade.




Tati Kementári 31/10/2009

Uma viagem na cabeça de um criminoso
Na minha opinião, Raskolnikov, o personagem principal do livro, é um dos personagens mais fascinantes e complexos da literatura! Pertubador, questionador, conflitante...Todos os outros personagens do livro são bastante complexos e cheios de dilemas e conflitos também, algo que sempre é encontrado nos livros de Dostoiévski: sua análise psicológica é incomparável, seus personagens são muito humanos, com defeitos e qualidades, sempre interessantes e fascinantes. É um livro tão intenso e febril, que eu até lia o livro em doses moderadas e respirava um pouco depois por achar a intensidade e os conflitos insuportáveis!
A história de crime e redenção de Raskolnikov e da mulher que o ama, a prostituta Sonia, é uma obra que vale a pena conhecer! não acho que é uma viagem fácil, mas é muito gratificante.
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Peterson Boll 23/04/2010

Esgotamento
É o que senti durante ao leitura. Não em razão do livro ser entediante, muito pelo contrário, mas é que as emoções dos personagens são descritas com tanta realidade e intensidade, que acaba nos causando efeitos colaterais.
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Jonara 18/04/2010

Li há alguns anos, lembro que peguei e não consegui mais largar. Os personagens eram tão reais que em alguns pontos fiquei assustada. Raskólnikov premedita o crime, comete, e neste exato momento começa seu castigo. E esta é a mágica do livro.

As tramas paralelas são muito bem amarradas, o ritmo das reviravoltas e as reflexões e delírios do assassino me fizeram perder o fôlego e delirar com ele. O mais fantástico é como Dostoievski consegue passar a sensação de ansiedade e desespero dos personagens apenas descrevendo suas ações. O personagem age de maneira tão desesperada e atrapalhada que é visivel o que ele está sentindo, sem que o narrador tenha que usar descrições desnecessárias, que fariam a narrativa perder o ritmo.

É sem dúvida uma das melhores obras que eu li, pretendo reler um dia.
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Claire Scorzi 19/04/2010minha estante
Um dos meus favoritos também. Gostei da resenha.




natasha 12/07/2015

Übermensch
Rodion Românovitch Raskólnikov, jovem estudante oprimido pela pobreza e inconformado com a própria situação de miséria e duvidas que tanto o atormentam, se vê obrigado a largar a faculdade por não conseguir arcar com as despesas nem para alugar um lugar decente para dormir já que dorme em um cubículo que segundo suas mesmas palavras tem um grande influencia em seu estado sorumbático.
anda por uma Petersburgo quase onírica, enquanto, tomado pela ideia de grandeza, formula uma teoria absurda, a qual julga que homens grandiosos como Napoleão, ou seja, um ser extraordinário, super homem, dotado de liberdade e ditador de novas regras, o homem que passa do limite que a humanidade impõe, tem o direito e o poder de dominar homens que ele julga ordinários, inferiores, para um bem maior. Até mesmo direito ao crime se preciso. Com essa justificativa mata uma velha agiota que ele considera ''um piolho'' e se apodera de seus bens, mas nem tudo se dá como o planejado, na cena entra uma outra pessoa que ele acaba também matando e uma serie de outros imprevistos. Embora ele nunca se arrependa de seu crime e não abandona sua teoria ele acaba se tornando alguém atormentado pela própria consciência e é sua consciência e uma jovem prostituta religiosa que o induzem a rever seus conceitos. levando-o a fluir entre os opostos das teses bem construídas que levam a descrenças e a força inexplicável da crença.
Em paralelo, Porfiri Petrovich um certo juiz de instrução, o cerca e o oprime com sua ''psicologia confusa'' chegando a sufoca-lo com suas suposições.
É porem, a dualidade de sua personalidade é que me chama mais atenção, entre intenções sombrias e atos bondosos (quais nem ele mesmo entende) existe um ser sensível dotado de inteligencia, altivez, indiferença e caridade, esses traços extremos que o tornam único e ate mesmo cativante.
ler ''crime e castigo'' foi uma revolução profunda e turbulenta na minha vida, um romance tao bem escrito e traduzido que em algumas passagens era como se eu mesma sentisse e compreendesse toda a dor e agonia da personagem. Dostoiévski fez uma das melhores análises da alma e do comportamento humano, expões sentimentos comuns a todos nos, sentimentos esses que fazemos questão de esconder, porque incomoda, machuca.
romance repleto de reflexões filosóficas e psicológicas que se entrelaçam nos diálogos dos personagens desse grande clássico.
Lucas 12/07/2015minha estante
Me deixou com ainda mais vontade de ler o clássico do velho Fiódor. Bela resenha.


natasha 12/07/2015minha estante
que bom que gostou...espero que sua leitura seja tao satisfatória quanto a minha!


Lucas 13/07/2015minha estante
Preciso tirar um tempinho pra ler esse livro. Dostoiévski já é facilmente um dos meus autores preferidos. Mas estou me devendo este clássico ^^


luluisa 15/07/2015minha estante
preciso ler esse livro urgentemente




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