Cruzando o Caminho do Sol

Cruzando o Caminho do Sol Corban Addison




Resenhas - Cruzando o Caminho do Sol


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Leandro | @obibliofilo_ 19/04/2012

http://leandro-de-lira.com/
John Grisham não estava exagerando quando disse: "Um romance belíssimo com uma importante mensagem.". É um livro forte, que mexeu comigo de todas as maneiras possíveis. E mesmo após ter concluído a leitura, ainda não consegui esquecê-lo. Ele conseguiu superar minhas expectativas e ainda me mostrou um outro lado do mundo, onde as pessoas — mas principalmente mulheres e crianças —, são tratadas como mercadoria e não como seres humanos, dotados de sentimentos e fragilidades.

"Sita e Ahalya são duas adolescentes de classe média alta que vivem tranquilamente junto de seus familiares, na Índia. Suas vidas tranquilas mudam completamente quando um tsunami destrói a costa leste de seu país, levando com suas ondas a vida dos pais e da avó das meninas. Sozinhas, elas tentam encontrar um modo de recomeçar a vida. Mas elas não devem confiar em qualquer um... Enquanto isso, do outro lado do mundo, em Washington, D. C., o advogado Thomas Clarke enfrenta uma crise em sua vida pessoal e profissional e decide mudar radicalmente: viaja à Índia para trabalhar em uma ONG que denuncia o tráfico de pessoas e tenta reatar com sua esposa, que o abandonou. Suas vidas se cruzarão em um cenário exótico, envolto por uma terrível rede internacional de criminosos. Abrangendo três continentes e duas culturas, Cruzando o Caminho do Sol nos leva a uma inesquecível jornada pelo submundo da escravidão moderna e para dentro dos cantos mais escuros e fortes do coração humano."

Sita e Ahalya — duas irmãs adolescentes, que possuiam uma vida agradável, moravam com seus pais e praticamente não se preocupavam com praticamente nada. Em um determinado dia, seus pais as levaram para verem o nascer do sol. Um dia comum, como qualquer outro. Porém, o destino, às vezes, consegue ser traiçoeiro. De repente, o que parecia ser um lindo passeio entre família, tornou-se um desastre total. Um tsunami aconteceu e destruiu não só uma parte da vida de cada uma, como também toda a costa leste do país onde moravam.

Em meio a todo aquele caos, várias perguntas começaram a surgir em minha cabeça: O que será que irá acontecer com ambas? Elas sobreviverão a todo aquele desastre? Elas irão conseguir alguma ajuda? Essas e outras perguntas foram surgindo e eu consegui sentir todo o sofrimento que ambas estavam passando. Foi realmente doloroso observar todo o sofrimento delas.

Os únicos parentes que restavam na família moravam muito longe e a única solução — ou melhor, explicando, melhor abrigo — era no colégio interno onde estudavam e que ficava muito longe; em outra cidade. E ir a pé, era praticamente impossível. E é justamente quando vão procurar ajuda para ir até o colégio, que tudo muda; muda para pior.

Do outro lado do continente, Thomas — um renomado advogado, filho de um prestigiado Juiz — não se encontrava em um bom momento da sua vida. Na empresa onde trabalhava; onde dedicou alguns anos de sua vida para ajudá-la, depois de um erro cometido, resolvem inesperadamente darem a ele, um ano de licença sabática. Ele tinha que tomar uma decisão difícil e com o apoio da sua mãe, resolveu voltar para a Índia — onde sua mulher, Pryia, estava — e reconquistá-la.

E é justamente quando ele volta para a Índia, que os caminhos entre ele e as irmãs — Sita e Ahalya — se cruzam e toda a história flui ainda mais. Ele vai estagiar na Aces — uma ONG que trabalha no combate ao tráfico humano.

"Como aconteceu para dormir, as meninas brigaram pela comida. O estômago de Sita doía de fome, mas ela não queria participar do combate. Ela ficou quieta em um canto, esperando que uma das meninas sentisse no coração o desejo de compartilhar. Nenhuma fez isso."
Pág.: 359

Ficou claro que ambas — Sita e Ahalya — sofreram bastante. Porém, em minha opinião, Ahalya sofreu um pouco mais. Ficou bastante perceptível — pelo menos para mim —, o sofrimento dela em proteger a sua irmã e a si mesma e acima de tudo, sobreviver a tudo aquilo que estava acontecendo com ela.

"— Você não está aqui porque eu sinto prazer no comércio sexual. Você está aqui porque existem homens que gostam de pagar por sexo. Eu sou apenas o intermediário. Alguns homens de negócios vendem objetos. Outros vendem conhecimento. Eu vendo fantasias. É tudo a mesma coisa."
Pág.: 394

Eu fiquei completamente admirado com o talento do autor. Gostei muito da sua maneira de narrar — principalmente em determinados momentos, onde ele soube conduzir de uma maneira bastante real, passando uma sensação de realidade — o que não deixa de ser, apesar de se tratar de uma obra fictícia.

O livro já está entre os meus favoritos! Foi realmente uma leitura perturbadora e ao mesmo tempo bela. O autor me impressionou de várias maneiras positivamente. Espero poder ler outras obras dele e me surpreender ainda mais. É uma leitura que deixará qualquer leitor — mesmo ao concluí-la —, pensando nela algumas vezes.

Recomendo!
Silvia 25/04/2012minha estante
Tipo de livro que eu gosto.


Leandro | @obibliofilo_ 01/05/2012minha estante
É muito bom!


Leandro | @obibliofilo_ 02/05/2012minha estante
Concordo plenamente com você, Suh! :)




Juliana @condadovelas 08/06/2021

Corban Addison – o autor do livro, escreveu essa história em 2008 – embora seja uma ficção o tema é bem real e pouco falado no nosso mundo moderno: o tráfico humano. Ele foi para Índia, Europa, Eua e mergulhou nesse submundo pra dar voz a esse livro, passou um tempo com ativistas e foi disfarçado para os bordéis de Mumbai para atender as vítimas, além de escritor, Corban é um defensor de causas de justiça, uma delas a abolição da escravatura moderna, tráfico humano e exploração sexual de crianças, o que eu acho importantíssimo pois vejo como um assunto tão pouco falado.

O livro é narrado em terceira pessoa e os capítulos se intercalam entre um advogado americano e uma menina indiana de 14 anos que é raptada junto com sua irmã dois anos mais velha após perderem toda a sua família num tsunami. O livro por si só já trata de um tema super pesado, é uma história muito bem contada, mas pra mim pareceu que o autor em muitos momentos teve um certo receio de pegar pesado e mostrar como é de fato a realidade do assunto com o leitor. Tanto que no final do livro ele diz que escreveu essa obra de uma forma mais branda, então talvez tenha sido mesmo essa a ideia; contar, mas sem chocar demais – o que pra mim foi exatamente isso que faltou.

“Cruzando o Caminho do Sol” é sim uma história emocionante e comovente do inicio ao fim e ao mesmo tempo muito revoltante tal qual como qualquer assunto que envolva o tráfico de pessoas, mas pra mim faltou o aprofundamento, faltou dar um sacode no leitor, faltou ele mostrar muito mais a realidade crua, direta e cruel do tráfico humano, quem leu Natascha Kampusch ou O Quarto de Jack sabe do que eu estou falando, eu acho que quando se trata de um tema tão pesado e que muita gente faz vistas grossas como esse, você tem que passar o máximo de detalhes e contar da maneira mais revoltante que puder pra justamente dar voz à essas vítimas, então foi por isso que minha nota foi 3/5 porque pra mim deixou a desejar:

site: https://shejulis.com/livro-cruzando-o-caminho-do-sol/
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Frans 11/04/2021

Cruzando o caminho do sol
Este livro conta a estória de Sita e Alya que após um Tsunami se encontram sozinhas e desoladas. Como milhares de outras pessoas foram sequestradas e vendidas como escravas sexuais para o comércio de tráfico humano.

A estória é perfeitamente bem construída. A leitura é fácil e fluida o que tornou este livro uma das melhores leituras deste ano. Impossível parar de ler. O final é surpreendentemente emocionante.

O tráfico humano é um crime hediondo e até hoje pouco discutido na sociedade. Movimenta todos os anos uma quantia impensável de dinheiro e está diretamente ligada ao crime organizado.

Não há solução para este horror. Como o próprio autor diz, esta indústria só terá fim quando os homens pararem de comprar sexo e deixarem de consumir pornografia. ONGs e pessoas anônimas fazem o impossível para tentar resgatar estas vidas.

Leia este livro se fosse realmente sente alguma empatia por essas vidas que estão sofrendo coisas inimagináveis. Ponha-se no lugar delas ou imagine se fosse algum parente seu. Informe-se e denuncie esta indústria da morte ?.

?A mais alta lei moral é que devemos trabalhar insistentemente pelo bem da humanidade." Mahatma Gandhi
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Campos 18/01/2021

Me surpreendeu
Ganhei esse livro faz tempo e estava na minha estante parado e resolvi que esse ano ia ler. A história que achei que seria um romance bobo ou algo assim pela capa, me surpreendeu com uma profundidade e com momentos de tristeza e tensão. Não consegui desgrudar o livro. Uma pena o autor só ter esse livro publicado no Brasil.
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Leitora Viciada 25/04/2012

Antes da resenha, reli muito bem a sinopse, porque estou com tanta vontade de comentar o livro que não posso, de forma alguma, soltar spoilers. Respirando fundo e tentando escrever uma resenha que esteja à altura. Não apenas do livro, mas também do tema e do turbilhão de pensamentos e sentimentos que me sufocam nesse momento pós-leitura.
Confesso que demorei um pouco para ler o livro, pois os temas centrais são tão impactantes que me fizeram mais refletir e pesquisar sobre eles que ler: tráfico humano, escravidão moderna e pedofilia.
O livro é ótimo, polêmico e nos faz pensar em como existem submundos dentro da sociedade. Como as leis civis e de direitos humanos são ignoradas bem debaixo do nariz de cidadãos comuns e corretos; que jamais desconfiam que algo realmente vil, terrível, escandaloso, grotesco, possa estar ocorrendo todos os dias, bem próximo a eles. Como a realidade pode ser falsa, maquiada, escondida. Em como não conhecemos nada da natureza humana. Ou seria desumana??

O livro é bem estruturado em quatro partes e trinta e três capítulos e um epílogo. No final existe uma nota do autor, o que quase me fez bater com o livro em minha própria cabeça. Não, repito: o livro é ótimo! O problema é que após inúmeras pesquisas sobre o assunto durante a leitura, nas últimas páginas o autor deixou explicações e referências sobre "onde, como e por que" ele próprio se aprofundou, incluindo links! Acho que esta nota deveria ter sido colocada antes da história.
Talvez esteja no final de propósito, pois ao terminar, o leitor fica inquieto, revoltado, estupefato! Então vem essa importantíssima nota do autor para nos fazer jamais esquecer que o problema é global e tão antigo quando a Humanidade.
Nessa nota, o seguinte trecho me foi especial: "Se você trabalha na mídia ou detém uma plataforma pública, mesmo que seja apenas um blogue, pode utilizar essa plataforma para despertar a consciência sobre o problema."
E eu pensei se com uma resenha eu poderia fazer algo. Concluí que não acrescenta nada à luta contra a escravidão e exploração humana, mas pelo menos expresso minha opinião, não apenas sobre o livro, mas pelo tema.

A forma como o autor escreve também é bem organizada, não existem capítulos desnecessários e os acontecimentos fluem. Já nas primeiras páginas não há enrolação sobre a introdução das personagens principais e a ação se inicia rapidamente. São apresentados cenários e protagonistas.
Nos revezamos entre a Índia e a vida de duas irmãs de classe alta, bonitas e cultas, que possuem uma família feliz com pais realizados e casa á beira mar; e a vida de um advogado experiente que vive nos Estados Unidos e passa por momentos ruins no escritório em que trabalha e com a mulher que é indiana e o abandonou.
Os conflitos iniciais são intensos. As meninas ficam órfãs e perdidas após um tsunami destruir a região onde vivem. O advogado não supera um grande trauma e sente-se cheio de dúvidas e perdido quanto ao rumo de sua profissão. Sem precisar de grandes trechos impactantes ou floreios literários, o autor de forma muito simples já consegue cativar o leitor com as personagens e seus problemas imediatos. As meninas são Ahalya de 17 anos e Sita, de 15. O que fazer após perder absolutamente tudo? Casa, família e paz? O advogado é Thomas, e sua (ex?) esposa é Priya.
As personagens secundárias também são excelentes, e são muitas. Cada uma está no livro para causar determinado fato. Ninguém é desperdiçado e não fica confuso para o leitor.

O grande forte do enredo está no que acontece com essas três pessoas em destaque. Você torce demais pelas meninas, página após página. A forma como Thomas entra na vida delas é incrível (apesar do leitor já saber que isso ocorrerá). A ligação que passa a existir entre eles é forte, convincente e emocionante.
O autor nos mostra um pouco da cultura e vida na Índia, os bastidores das diversas ONGs, polícia e Justiça (não apenas na Índia) que lutam contra o tráfico humano, pedofilia e escravidão forçada. Uma enorme rede que enfrenta corrupção, desleixo político, burocracia e bandidos.
A rede contra a pedofilia/escravidão/tráfico humano é grande, eu nem imaginava que existam tantas pessoas altruístas que praticamente deixam de viver suas vidas totalmente para se dedicarem a uma causa humana tão comovente.
No entanto, a rede clandestina dessa exploração e praticante do crime contra a vida e liberdade parece maior. É muito complexa, obscura e entrelaçada.
Os cenários mudam constantemente, viajamos por três continentes e conhecemos a vida de muitas vítimas (a maioria menor de idade), heróis (só existe essa palavra para nomear as pessoas que de forma direta e indireta agem contra isso) e criminosos nojentos, desprovidos de caráter, ética, respeito e consciência.

E para mim, pior que esses bandidos de corpos e corações são os que os apoiam! Sim, o consumidor. O sujo cidadão que paga para estuprar menores de idade. O que acessa vídeos e fotos, dando visitas a sites de pedofilia. Pessoas da pior escória da sociedade, que participam de grupos secretos e frequentam bordéis onde as mulheres e crianças são prisioneiras, exploradas, escravizadas.
Existem ainda os participantes indiretos, os cúmplices, os omissos e os que auxiliam indiretamente. Às vezes escondem uma pessoa na própria casa por uns trocados. E mesmo os que nada fazem, mas sabem "onde ou quem". Sabem e ignoram!

A vida que elas são obrigadas a ter não é vida nem prisão; é o inferno na Terra. Enganadas, raptadas, presas, espancadas, envergonhadas, estupradas, humilhadas, marcadas para sempre. Jogadas de um lado para o outro, como se suas vidas não valessem nada. Ah, mas valem! São negociadas descaradamente, suas vidas são barganhadas. Elas veem dinheiro sujo enriquecendo bolsos podres.
Mesmo as que não sofrem o abuso sexual, sofrem a escravidão e espancamentos durante trabalhos pesados forçados ou são obrigadas a traficarem drogas. Algumas sofrem um pouco de tudo, e a grande dor não é apenas física; é psicológica, emocional, espiritual.
Sonhos e inocência são arrancados delas da pior forma possível. Algumas são vendidas ou exploradas pelos próprios parentes, outras desaparecem e a família nunca mais as encontra, sem ao menos imaginar se estão vivas.

O autor mostra em detalhes esse mundo terrível e chocante.
Me interessei pela parte jurídica e burocrática, pois por ser advogado envolvido com os direitos humanos internacionais, tendo entrevistado vítimas e salvadores e tendo se aprofundado diretamente no esquema desses crimes, ele soube nos apresentar a batalha diária para tentar salvas essas pessoas.
Quanto aos abusos por elas sofridos, o autor nos comove na medida certa, sem nenhum melodrama. Afinal, não há a necessidade disso. Tudo que acontece com elas já possui dor e sofrimento necessários para nos atingir fortemente. Por diversas vezes tremi, imaginando o sofrimento das meninas.

Percebi o quanto sou egoísta e finalmente formei uma opinião sobre isso. Porque antes, por mais que eu me comovesse com histórias assim, uma pequena e injusta parte de mim pensava em como essas mulheres caíam nessa rede. Como deviam ser ingênuas. Por que permaneciam? Por que não escapavam, denunciavam? Ingenuidade, na verdade, minha. Na maioria das vezes: simplesmente não há como fugir e/ou resistir! Me senti uma completa idiota e sem coração por um dia ter pensado essas coisas sobre as vítimas de escravidão e prostituição forçada.

Apesar de ser ficção, com personagens criadas para isso, imagino quantas "Sitas", "Ahalyas", "Natalias", "Ivanas", "Natashas" sofrem nesse mundo. Não importa o nome, nem nacionalidade, idade ou como caíram nas garras imundas desses criminosos. O que importa é que cada uma é um ser humano, e deveria ter o direito a uma vida livre e normal. Nem consigo imaginar.
Admirável a força, a coragem, a esperança e a fé das irmãs do livro, e também de Thomas!
O autor incrimina a sociedade, informa como tudo acontece, choca o leitor e nos arranca lágrimas por cada menina desse mundo, não importa a etnia, que se perde e quase sempre morre nessa rede de escravidão e prostituição.

Não deixem de assistir ao booktrailer. Ah, e a pulseirinha do kit da Novo Conceito é uma das coisas mais fortes presentes na história.


Trechos:
"'Então esta noite eu vou ser vendida também', pensou ela. O horror que isso lhe causava a deixou entorpecida. Ela vestiu seu traje de sedução e foi atrás de Sumeera pelas escadas,"

"Ele tranquilizou, persuadiu, bajulou, e, finalmente, implorou para que o chefe da ACI não desistisse da operação. No final, o homem aquiesceu, mas cortou um terço de seu contingente e jurou que eles estavam só perdendo tempo."

"O mundo podia roubar sua liberdade; podia acabar com sua inocência; podia destruir sua família e arrastá-las por caminhos além de seu entendimento. Mas não podia privá-las de sua memória."

"Ela colocou a mão sob o sári e esfregou Hanumam com seu polegar. Ela tentou rezar, tentou acreditar que o macaco não era apenas um pedaço de cerâmica, que o verdadeiro Hanumam vivia e procurava por ela, mas sua fé não foi capaz de sustentar o peso de seu temor."

"É um empreendimento ilegal que afeta praticamente todos os países do mundo e gera um lucro de mais de trinta bilhões de dólares, forçando milhões de homens, mulheres e crianças à prostituição e ao trabalho escravo."

www.leitoraviciada.com
Tainã Almeida 09/01/2015minha estante
nossa . q resenha fantastica. mas ainda estou com 2 coraçoes :( sinceramente, fiquei supeer tentada a ler , mas é drama . drama é mto ruim . nao gosto de ler/ver um drama sabendo que nao posso fazer nada (pq sabemos que o trafico humano existe . e no momento que tu ta vendo/lendo aquilo , em algum lugar do mundo uma historia pareçida com aquela pode estar acontecendo e estou aqui, lendo ¬¬ sem poder fazer nada ) tenho medo de ler essas coisas e ficar depressiva =/




Yasmin 08/05/2012

Triste e Tocante

Assim que a Novo Conceito anunciou o lançamento de Cruzando o Caminho do Sol tive aquela sensação que tenho quanto me deparo com um livro extremamente tocante e bom, mas que revira nosso mundo de cabeça para baixo enquanto lemos. A trama central do livro é um problema que quase ninguém conhece e quando conhece, quase nunca pensa nele. A venda de ser humano para uso escravo seja na rota sexual seja na rota do tráfico é uma coisa comum, muito comum, mas que as potências preferem tratar as escondidas. Tive contato o ano passado com o assunto depois de assistir um episódio de série e ir pesquisar sobre o assunto. É de arrepiar as histórias de sequestros e abusos. Mas não estou aqui para falar disso, estou aqui para falar de "Cruzando o Caminho do Sol".

O negócio é que quando vi que o livro tratava desse assunto tudo o que pesquisei voltou para minha cabeça. Os sequestros em plena luz do dia, as moças que somem sem deixar vestígio em festas, a caminho da faculdade e nos lugares mais comuns possíveis. Pessoas sendo vendidas, abusadas, torturadas, tratadas como lixo. Demorei a ler por isso. Estava evitando o tema pesado. Sabia que a leitura seria de certa forma exaustiva e forte. Não estava nem um pouco enganada. A história criada por Corban Addison é um retrato de uma triste realidade. A pesquisa que o autor fez para escrever o livro só transforma a história de Sita e Ahalya em algo mais real ainda. É perturbador pensar que agora nesse instante em algum lugar no mundo existem milhares de garotas e até garotos sendo vendidos e usados como uma coisa e não um ser humano.

Ahalya e Sita viviam com a família em uma cidade tranquila da costa da Índia. A família era da casta de comerciantes e eles tinham uma vida boa. O mar sempre foi a companhia mais agradável das meninas até o dia que de súbito aconteceu o tsunami. Ahalya escutou ao amanhecer um tremor, mas julgou não ser nada. Naquele dia ao passear na praia com a irmã e os pais ela percebeu que o mar estava estranho, as ondas estavam recuando, mas quanto viu que tinha algo muito errado já era tarde. A onda engoliu tudo. O máximo que ela conseguiu fazer foi se segurar e gritar para a irmã fazer o mesmo. Os pais não tiveram a mesma sorte, nem a empregada e nem a avó. Com a família morta as duas meninas saem em busca de ajuda. Pretendiam chegar ao colégio em que estudavam. Sem transporte elas aceitam pagar para levarem elas até lá, mas o conhecido das duas desce em um local anterior e o motorista, completamente desconhecido, as vende. Sita e Ahalya não entendem nada, mas logo na primeira noite o mundo das duas despedaça mais um pouco.

Do outro lado do atlântico o advogado Thomas passa por uma grave crise no casamento. A vontade de crescer na carreira acabou custando caro. O casamento se desgastou e chegou ao limite quando há poucos meses a filhinha do casal morreu. Era apenas um bebê. Esse foi o limite. A esposa de Thomas saiu de casa. Foi passar um tempo com os pais dela na Índia. Quando a firma em que Thomas trabalha lhe dá um ultimato ele presencia uma cena que mudará sua vida. Ele aceita a transferência de um ano para Índia e resolve trabalhar para a ACES, uma ONG que atua contra o tráfico humano.

A partir desses dois pontos a trama se desenvolve. Não vou contar mais detalhes de como a vida de Thomas e das irmãs vão se cruzar para não estragar as surpresas que o livro trás. É o primeiro livro do autor e surpreende ao narrar com destreza um assunto sério de forma crível. Um livro que apesar de conter descrições de termos técnicos não se tornou cansativo. A cada página a vontade de descobrir como tudo terminaria ia ficando maior. É impossível ler sem sentir. Todas as minhas suspeitas sobre o livro se confirmaram. É angustiante acompanhar a trajetória de Ahalya e Sita. Mexe com qualquer um ler o que elas passaram. Thomas também é um personagem muito bom. Apesar do início um pouco lento gostei bastante do todo. Passando por várias mudanças de cenários e descrições de uma cultura muito diferente o livro não perde ritmo e os fatos se desenrolam de maneira rápida a partir de certo ponto. Addison não só narrou esse universo marginalizado do tráfico, como também mergulhou na cultura indiana com sucesso. Sem explorar utilizar de cenas vulgares e pesadas demais Addison conseguiu passar sua mensagem. Ele conseguiu dar face às vítimas desse crime tão pouco divulgado e despertar nos leitores sentimentos variados.

A edição da Novo Conceito está perfeita. Não encontrei erros e a fonte é do tamanho ideal para não atrapalhar a leitura. A editora também manteve no final do livro a lista de links que o autor indicou. Muitas editoras retiram essas listas e Novo Conceito acertou ao mantê-la. As notas de rodapé também foram bem úteis. Não encontrei informações sobre adaptação para o cinema, mas pelo enredo duvido que vá demorar a sair um filme do livro. É uma história que leva tempo para você digerir e como o autor disse no final do livro é impossível não se envolver com a história de pessoas que passaram por isso. É inimaginável e inconcebível que esse mercado não seja investigado e punido com rigor. O final da história de Sita e Ahalya foi (...)

Termine de ler em: http://cultivandoaleitura.blogspot.com.br/2012/05/resenha-cruzando-o-caminho-do-sol.html

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Lara 06/05/2020

Um livro e uma importante mensagem
Publicado em agosto de 2012 com 442 páginas, Cruzando o caminho do Sol, apesar de ser classificado como um Romance, eu (particularmente) não o consideraria como tal, se eu dividisse o livro em quatro, o romance propriamente dito começaria a ser destacado a partir dos 3/4.

Eu classificaria a leitura como intermediária graças a sua linguagem rebuscada e detalhada, e em dado momento exigindo de nós um grau de conhecimento da área jurídica e da cultura indiana, bem como uma concentração a qual o leitor iniciante tem uma certa dificuldade de obter, inclusive uma ótima opção para quem precisa enriquecer o vocabulário. Nada que não se espere de um livro escrito por um advogado.

O livro faz o paralelo entre a história de duas Irmãs que tiveram sua família e casa devastados por um tsunami na costa leste da Índia, Ahalya (17) e Sita (15) e Thomas Clark (um advogado) que estava passando por momentos conturbados pessoal e profissionalmente. No trabalho a sua moral e ética estavam sendo colocados a prova ao ter que defender litigiosamente um caso que iria totalmente contra os seus princípios e os de sua mulher (Priya) que acaba por abandoná-lo voltando a Mumbai, o que nos leva aos problemas pessoais que eram constantemente acentuados pela diferença cultural e pioraram (muito) principalmente depois que sua filha recém nascida (Mohini) morrera com apenas meses de vida marcando a vida do casal.

Ahalya e Sita vinham de uma família tradicional indiana, os Ghai, que lhes forneciam uma vida financeira tranquila e uma educação de primeiro mundo, até o momento em que tiveram abruptamente que amadurecer e lidar com a consequência de cada escolha feita não somente por elas, mas cada vez mais por adultos exploradores que as viam, não como seres humanos, mas mercadorias valiosas que despertariam por sua vez, muita ganância sexual e financeiramente.

ADVERTÊNCIA DE LEITURA PARA QUEM POSSUI SANGUE FRIO E CORAÇÃO DE FERRO, SE NÃO FOR O SEU CASO, COM CERTEZA ALGUMAS LÁGRIMAS VÃO ROLAR.

Após a parte introdutória do livro, a trama começa realmente a tomar forma quando Thomas presencia um sequestro de uma garota de 11 anos no Parque, e se viu impotente diante daquela fatídica situação, os acontecimentos subsequentes só guiavam-no para uma direção que coincidia, muito inclusive, com o que seu coração queria, a sua conciliação com a sua mulher e poder fazer algo que ajudasse crianças iguais a aquela que fora sequestrada e que tinha ele a certeza, seria submetida a todo tipo de humilhação, abuso e tortura. Ele embarca numa árdua tarefa em uma ONG em Mumbai (cidade natal de sua esposa), e a partir daí começa a conciliar o resgates de crianças e Beshyas* de prostíbulos e zonas onde eram abertamente comercializadas tanto para prostituição quanto para tráfico de drogas, e a reconquista de Pryia e de seu pai que sempre se manifestou contra a sua união. Foi neste contexto que conheceu Ahalya e começou a busca por Sita que havia sido vendida para o tráfico no mesmo dia da invasão do Bordel onde elas se encontravam.

O livro foi muito bem organizado em capítulos e "livros" e conciso nas horas certas. Muitas coisas aconteceram entre as quais citei, vilões com requinte de crueldade, muito sofrimento mas também muita fé, esperança, resiliência, persistência e amor. Valeu a pena cada minuto que passei lendo este livro, mas não sei se o releria, eu o descreveria como uma experiência única e enriquecedora devido a sua intensidade, objetividade e por ser claro e indelével.



Se também já leram deixem suas opiniões, ou se estão pensando em ler também kk.



(*) Nomes que as prostitutas recebem na Índia.
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Silvia 20/07/2012

Cruzando o Caminho do Sol
Lindo, lindo, lindo...

Duas irmãs vêem as suas vidas serem destruidas pelo tsunami, toda a sua família morreu com o desastre; somente Ahalya com 17 e Sita com 15 anos sobreviveram. Quando Ahalya e Sita acham que ja passaram pelo o pior momento de suas vidas elas são sequestradas e vendidas como escravas sexuais. Ahalya tenta com todas as suas forças sobreviver a mais este infortúnio e a sua única meta é proteger a inocência de sua irmã. Mas o mundo parece conspirar contra as duas, será que elas conseguirão vencer este Mundo de horror? Onde meninas e adolescentes são vendidas e tratadas pior do que animais.
Apesar de todo o horror vivido por estas duas meninas, o livro mostra a força do amor mais puro e mais lindo entre irmãs desde as primeiras páginas.

Este livro é forte e é impossível que você não chore em algum momento; principalmente por se tratar de uma infeliz realidade o tráfico de seres humanos, seja para o sexo ou para o trabalho forçado. É o tipo de livro que após a leitura você vai acreditar que sim o inferno existe e está aqui na terra.

Telma 21/07/2012minha estante
resenha tocante, Silvia.
Parabéns por ela.
O meu está guardadinho, esperando para ser lido.


Denis 21/07/2012minha estante
A Telma tem razão, você resumiu com emoção o livro; espero logo lê-lo.


silviacrika 21/07/2012minha estante
Nossa...parece muito bom!
Estou ansiosa pra ler.


Ana 22/07/2012minha estante
Entrou na lista de desejados pela resenha, por suas palavras muito expressivas, espero ler essa história emocionante.


Aghata Christinny 27/08/2012minha estante
Parabéns pela resenha!
Fiquei ansiosa para ler ^^




nana 09/11/2020

"Para alcançar a cura, ela compreendeu, era necessário se mexer e ter um propósito, a garantia de que a vida ainda valia a pena ser vivida."
Sita e Ahalya perdem tudo em uma tragédia natural. Sem casa, família ou dinheiro, as irmãs saem a procura de ajuda, sem saber que acabariam vítimas da exploração sexual indiana. Paralelamente, Thomas é um advogado americano que, depois de sua esposa o deixar, resolve se voluntariar num programa que atua contra o tráfico humano na Índia, sua vida acabando por se encontrar com a das irmãs.

Os capítulos são alternados entre os pontos de vista das irmãs e o do advogado, e seguindo Sita e Ahalya, conseguimos acompanhar toda sua jornada durante esta experiência completamente traumatizante, o autor não falhando em nos fazer torcer para que tudo dê certo com as meninas - já com Thomas… Eu não consegui me conectar com o advogado, achei suas motivações rasas e pouco convincentes e ele acabou se tornando, para mim, aquele típico “salvador-branco” que conhecemos de outras obras.

Resenha completa no instagram: @cortesebrochuras
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Cristine 29/06/2021

De longe, é um dos melhores livros que já li.
Apesar de não gostar de romance, em momento algum foi uma leitura entediante. Prendeu a minha atenção e ativou a minha curiosidade desde a primeira página.
A cada capítulo, uma surpresa. Chorei, sorri e, em 99% das vezes, fiquei com o coração na mão, apreensiva e revoltada.
Recomendo a leitura, mas faço uma observação: se você tem gatilhos com temas sensíveis (violência, estupro, tráfico humano, mortes...), não recomendo, pois, apesar de ser um romance, o autor, em todo o enredo, e sem censura, escreveu sobre os temas citados acima.
Gostei da escrita do autor. Fez um ótimo trabalho. E, além da mensagem passada através da história fictícia, na nota do autor, Addison reforça que a obra tem sido um projeto comunitário, e ele cita meios de como ajudar na causa.
Cruzando o Caminho do Sol é seu primeiro romance, e eu espero que as outras obras sejam tão boas quanto esta, pois pretendo acompanhar os demais trabalhos do autor.
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Zabi 15/03/2021

Perfeito
no começo não estava muito animada para ler mas, no decorrer da leitura, vai prendendo nossa atenção e nossa curiosidade. É um livro pesado de ler mas vale muito a pena
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Kari 14/11/2013

A história é interessante, bem tensa e tinha tudo para resultar num bom livro, mas mesmo assim não me conquistou. Apesar do livro não ser ruim, os personagens não me cativaram (Priya, por exemplo, no começo, pelo ponto de vista de Thomas, ela parecia uma personagem decidida e interessante, mas quando ela aparece na história é como uma mulher fragilizada, que parece uma garotinha mimada de família rica que não sabe o que quer, e que apesar de ter abandonado o marido e voltado para a Índia, quando ele aparece ela logo se torna uma adolescente apaixonada) e a história acabou não me envolvendo. Admito que para terminar o livro fui pulando vários trechos, e quase abandonei a leitura algumas vezes. O modo de escrever do autor não me agradou, achei a leitura um pouco cansativa. Lembrou-me um pouco aquela novela, ‘Salve Jorge’ (o que contribuiu para o livro não me agradar muito – novela cansativa).
Claro que essa é apenas minha opinião, nada impede que outros apreciem a leitura, principalmente quem gosta de histórias dramáticas em que tudo dá errado para as mocinhas quase que o livro todo, exceto no final.

site: http://www.orquideadepapel.blogspot.com.br/
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BANNWART 02/03/2020

Choque de realidade!
O livro nos mostra a história de meninas que são sequestradas ou enganadas e que acabam ficando a mercê de seus captores. Focando na Índia e em um advogado que busca se reaproximar de sua esposa após uma tragédia familiar, a leitura é muito dinâmica e você se vê querendo saber o que na página seguinte! Recomendo!
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Saleitura 20/04/2012

Não tem como começar a falar desse livro, sem dizer que adorei!!!!
Não tem como começar a falar desse livro, sem dizer que adorei!!!! Começa pela capa, que é belíssima, e isso já lhe faz entrar no clima.

Na primeira parte do livro, em capítulos intercalados, o autor nos apresenta os protagonistas da história. Começamos conhecendo Sita e Ahalya, adolescentes de 15 e 17 anos, acordando numa linda manhã em Chennai, na Índia, felizes com sua família. Mal sabiam que naquela mesma manhã suas vidas seriam devastadas, que um tsunami levaria seus pais e avó, deixando-as sozinhas no mundo. Elas tentam chegar ao Colégio onde estudavam em busca de ajuda, mas no caminho encontram um amigo de seu pai e confiam nele. É nesse ponto que elas passam a viver uma situação inimaginável, o tráfico de mulheres.

Em Washington, Thomas passa por um momento bem difícil. Sua esposa, uma indiana, acabara de o abandonar e voltar para a Índia. Haviam perdido a filha e Thomas a traiu. Trabalhando numa grande firma de advocacia, levou a culpa de um erro num grande processo e foi convidado a tirar umas “férias”. Thomas decide ir para a Índia tentar reconquistar a esposa e para isso se engaja no trabalho de uma ONG que luta contra o tráfico de mulheres.

As vidas dos três se cruzam e assim o autor nos apresenta essa triste realidade do tráfico de mulheres por todo o mundo. Consegue numa história muito bem escrita, nos mostrar isso na Índia, na Europa e no Continente Americano. Em cada capítulo temos o nome da cidade a que ele se refere, o que ajuda a nos localizarmos antes de lê- los. Uma história rica e que não é, de forma alguma, cansativa. Para mim foi daquelas histórias que você não quer parar de ler. É um assunto polêmico e triste, vamos nos deparar com situações bem difíceis, que serão vividas por essas meninas.

Eu não gosto de ficar escrevendo sobre as histórias que os livros nos contam para não tirar nenhuma das surpresas que são boas de irmos descobrindo. Mas se você se interessou pela história de Sita, Ahalya e Thomas, clique (http://www.editoranovoconceito.com.br/livros/detalhe/9788581630090,Cruzando-o-Caminho-do-Sol) e faça o download do primeiro capítulo.

Tenho certeza que vai querer saber mais ;) Nessa mesma página da Novo Conceito, você poderá assistir ao Book Trailer.

Leitura e resenha feita por nossa Colaboradora Luci Cardinelli

Linka da Postagem feita na saleta de Leitura
http://saletadeleitura.blogspot.com.br/2012/04/resenha-do-livro-cruzando-o-caminho-do.html
Aleska Lemos 08/09/2012minha estante
Deve ser lindo mas muito trágico.


Pandora 09/09/2012minha estante
Outro livro que trata de um tema importante e real, literatura não é só diversão é também informação e uma forma de denunciar o que está errado no mundo para que a gente possa lutar contra. Admiro autores que tratam de temas assim.




Josyyy 31/10/2020

Narrativa envolvente
Cruzando o caminho do Sol é duplamente recomendado. Por ser uma história que todos precisamos conhecer, uma realidade que precisa ser reconhecida para então, ser superada. E recomendado pela execução muito bem realizada. Trazendo uma ótima sequência dos fatos. E traz consigo um ritmo bem pontual: não ficamos entediados, mas entendemos bem o que está acontecendo. é um desses livros que após a leitura permanece por um bom tempo passeando pela sua cabeça.

site: https://divadavarzea.blogspot.com/2015/05/resenha-cruzando-o-caminho-do-sol-de.html
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