The Casual Vacancy

The Casual Vacancy J.K. Rowling




Resenhas - The Casual Vacancy


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Czar 05/10/2012

A interna batalha de Pagford
The Casual Vacancy é uma ruptura no estilo de Rowling que, em seu primeiro romance após a série Harry Potter, nos traz uma trama repleta de “problemas de gente grande”, além de palavrões, violência, sexo, drogas e Rihanna. A narrativa é pujante e imediata. O ponto de vista varia com incrível facilidade, sendo que um mesmo parágrafo pode conter pontos de vista de mais de um personagem, tudo muito bem conduzido por um narrador onisciente.

Na história, Barry Fairbrother morre inesperadamente deixando vago seu cargo no conselho administrativo da charmosa cidadezinha de Pagford, que está para decidir o futuro de um bairro problemático e de uma clínica de tratamento de dependentes químicos, assuntos que, segundo alguns, deveriam estar nas mãos da cidade vizinha, Yarvil. A família Mollison, tradicional e exemplar, lidera esta opinião e não vai economizar esforços para atingir seus objetivos. Lutando contra mudanças estão os amigos de Fairbrother, com destaque para Parminder Jawanda e Colin Wall, que defenderão os desejos e o legado do falecido. Mas nem tudo é o que parece em Pagford. Uma verdadeira guerra está acontecendo em todas as áreas: existem brigas de classes, disputas familiares, problemas individuais e muitos outros conflitos que, mais cedo ou mais tarde, acabam emergindo, saindo da esfera privada para a esfera pública, causando traumáticas consequências.

A trama é conduzida a conta-gotas, percebem-se ótimas escolhas da quantidade de informação a ser transmitida sobre cada personagem e em que momento isso se dá, algo que mexe positivamente na nossa percepção sobre os indivíduos da narrativa. Rowling, que é uma mestra no desenvolvimento de personagens, vai desconstruindo e mostrando ao leitor o lado mais sombrio de cada um ali. Tempestades internas viram furacões a partir do momento em que os segredos deixam de ser segredos. Como os cidadãos de Pagford lidam com informações destrutivas sobre seus vizinhos e conhecidos? Como cada um lida com seus demônios? Analisando os acontecimentos, o inferno são os outros ou o inimigo está dentro de cada um de nós? E ainda: qual a parcela de culpa e responsabilidade de cada cidadão na sociedade? Para esta última pergunta a resposta da autora é clara e óbvia: todos são responsáveis por tudo e por todos, direta ou indiretamente.

Com The Casual Vacancy testemunhamos a versatilidade da autora e sua capacidade de manter uma narrativa sólida também num mundo realista (aliás, existem pessoas que não recebem a carta de Hogwarts!). J. K. Rowling é, de fato, uma das grandes storytellers de nosso tempo.
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Vania 19/11/2012

Na semana precedente ao lançamento de The Casual Vacancy – o primeiro livro de J.K. Rowling para adultos – várias entrevistas com a minha autora mais querida foram ao ar. Nelas, J.K. Rowling disse que a ideia para o novo livro surgiu em um avião durante sua turnê de divulgação de Harry Potter e as Relíquias da Morte; que escreveu The Casual Vacancy porque quis escrever e não porque acreditava precisar se provar para ninguém; e que via sua nova obra como uma comédia trágica. Assim como eu fiz com o último livro de Harry Potter, procurei não ler muitos spoilers do novo livro de JKR (e por spoilers eu me refiro também à opiniões de jornalistas que tiveram acesso ao livro antes do lançamento, ou até mesmo as próprias opiniões da Jo sobre seu novo best-seller). Quero dizer, essa é uma grande publicação! Embora não seja um livro sobre nosso melhor amigo com a cicatriz na testa, é um livro da J.K. Rowling e se você fez parte da Era Potter, certamente se encontrou com uma mistura de sentimentos dentro de você que faria Ron Weasley engasgar em seu chá. Antes de adquirir minha cópia e mergulhar em um novo mundo criado pela nossa Rainha, eu estava empolgada, ansiosa, nervosa e sim, não tenho vergonha de admitir: com muito receio. Noventa e nove por cento do meu ser tinha certeza que eu iria adorar o livro; afinal, é um livro da JKR, como não se apaixonar? Mas aquele 1% restante consistia da dúvida, da incerteza, do medo e da pergunta que apesar de parecer ter uma resposta fixa (impossível!), não queria calar: e se eu não gostar de The Casual Vacancy?

Uma coisa ficou clara pra mim logo na leitura dos primeiros capítulos; algo para o qual eu já estava preparada e era uma das razões de estar tão empolgada para ler The Casual Vacancy assim que possível: de Harry Potter o novo livro não tem absolutamente nada. Sim, a voz de J.K. Rowling marca presença nas páginas, sua habilidade com as palavras está ali. Sua capacidade de contar uma história cativante também se faz presente, embora essa última qualidade talvez demore um pouco mais para ser percebida porque esse é um livro baseado em personagens e por isso tem o começo um pouco lento. De qualquer forma, quando J.K. Rowling escreve um livro para adultos, ela escreve um livro para adultos; não é porque seu filho ou seu irmão mais novo que está no primário terminou de ler Harry Potter recentemente e está passando pelo processo de luto que nós vivemos há cinco anos, que ele vai apreciar The Casual Vacancy. Com uma linguagem pesada (honestamente, quando li cunt pela primeira vez no livro quase cuspi meu café. Como foi liberador ler algo que é considerado de extremo mau gosto escrito pelas mesmas mãos que em 10 anos o máximo que nos deram nesse campo foi um “not my daughter you bitch!“), The Casual Vacancy aborda diversos temas igualmente pesados: drogas, estupro, morte, sexo… e é claro, o grande tema do livro: responsabilidade social.

A história é contada do ponto de vista de diversos personagens, o que nos habilita a penetrar em suas mentes, conhecendo a fundo seus pensamentos, medos, desejos e inseguranças. Uma das características mais interessantes de The Casual Vacancy é a de que não existem heróis nem vilões nessa história, com a exceção de Barry Fairbrother, cuja morte é o catalisador dos acontecimentos do livro. Ainda assim, essa é minha opinião de leitora de primeira viagem; existem personagens no livro que simplesmente detestam Barry, e bem, não é assim na vida real? Quem nunca conheceu aquela pessoa adorada por todos mas que no fundo nunca realmente te convenceu que tinha somente boas intenções? De qualquer forma, Barry Fairbrother morre e os cidadãos de Pagford se dividem para eleger seu substituto no conselho paroquial. Tudo seria mais simples se Barry não tivesse sido o porta-voz da campanha para manter os Fields – conjunto de casas onde os moradores batalham contra drogas, pobreza e crime – parte de Pagford. Com sua morte, Howard Mollison e outros cidadãos que são contra os Fields devem lutar para eleger alguém com o mesmo ponto de vista.

The Casual Vacancy num geral, é uma história sobre a vida numa cidade pequena, sem começo, meio ou fim. Ela existe antes da morte de Barry Fairbrother permitir que nós a vejamos de perto, e continua muito depois de fecharmos as páginas do livro. Porque apesar de não terem passado mais de 10 anos conosco, os personagens dessa história também ficam gravados em nossas memórias e em nossos corações, e com isso aquele 1% de dúvida (e se eu não gostar?) foi finalmente dissipado junto às lágrimas ao final da história e o sorriso por ter reencontrado uma velha amiga. Bravo, J.K. Rowling. Bravo!

http://poressaspaginas.com
mauro_ftw 21/11/2012minha estante
Ótima resenha! :D
Quanto ao herói Fairbrother, eu achei muito interessante que, apesar de ser tido por quase todos como o "único exemplar" de homem bom dos Fields, por mais que ingênuo ou politicamente errado, a gente percebe, do meio para o final que, apesar de todas as suas qualidades, ele era relapso em sua própria casa. Essa também foi a minha opinião quanto alguns dos outros personagens: Kay é uma assistente social dedicada e inspirada, mas sacrifica a vida de sua filha para uma aventura romântica; Parminder é membro ativa do conselho, médica exemplar, mas desconta suas frustrações na filha disléxica; e por aí vai.
Além disso, Barry, mesmo sendo o "grande herói" do livro, não está lá; Barry - não confundir com Harry - morre no primeiro capítulo. Achei genial




Kawa 16/11/2012

É chocante como ela nos pega de surpresa, final completamente inesperado e ainda assim incrível!
A quantidade de lágrimas que derrubei com as últimas trinta páginas do livro é absurda, tão absurda quanto os eventos do mesmo.
Maravilhoso é o modo como a querida Jo consegue nos mostrar que insignificantes acontecimentos como a mudança de um mãe solteira para uma cidade de interior e a morte de um cidadão podem afetar diretamente a vida de várias pessoas. As relações descritas no livro abordam tão bem a realidade que faz com que você se perca na tênue linha que separa a ficção da realidade. The Casual Vacancy poderia ter sido inspirado em uma história real.

Sou fã da rainha há anos e pelo visto poderei levá-la comigo por toda a minha vida adulta não somente através dos livros que narram as aventuras de Harry.
Todo fã da Rowling precisa ler esse livro. E em inglês!
Jorge H Black 17/11/2012minha estante
Sua resenha descreveu tudo que eu senti através do livro. Um livro incrível, não entendo como algumas pessoas acharam fraco, a história em si é tão rica e pesada! Um livro que todos tem que ler.


Cácio 24/02/2015minha estante
Oi Kawa, ótima resenha! Qual o nível de inglês requerido pelo livro?


Kawa 04/08/2015minha estante
Olha, Cácio, o livro é bem difícil. O inglês britânico não é nada fácil, e ela faz uso de vocábulos regionais e um inglês bem coloquial.
Acho que vale a pena a tentativa, e caso você tenha muita dificuldade, vale ler com um dicionário ou o urban dictionary abertos por perto! :)

(Desculpa a demora escrota pra responder, mas é que isso aqui andou desatualizado por causa da faculdade.)




02/11/2012

Confesso que apesar do amor infinito que eu tenho pela Goddess Rowling, fiquei com o pé meio atrás para ler este livro. Mas no fim, quando eu vi ele ali, lindo, só me chamando na livraria, não resisti. E ainda bem, porque ele só me lembrou o quanto eu a amo.

Ela já tinha avisado que era um livro adulto, mas não custa lembrar que realmente não é a mesma coisa que Harry Potter. Digo isso porque acho que muita gente vai se deixar levar pelo fato de que ela criou esse mundo maravilhoso de Hogwarts, que amamos tanto, e pode se assustar ao ler este. E já por aí gente reclamando, achando escandaloso o fato de o livro conter palavrões (e vou dizer que não são poucos). Eu particularmente achei o máximo. E posso dizer que ela soube se desvencilhar brilhantemente de Harry Potter. Volto a falar nisso mais tarde.

A história começa com a morte súbita de Barry Fairbrother, membro popular do Conselho da paróquia de Pagford, e personagem importante na vida da pequena cidade. Barry tocou a vida de todos no vilarejo, de um jeito ou de outro, de tal forma que sua morte vai causar um reação em cadeia que aos poucos revela quem realmente são os habitantes do lugar. E um intrincado jogo de poder se instala para ver quem fica com o lugar que ele deixou no conselho.

Pagford é uma cidadezinha do interior da Inglaterra, predominantemente de classe média. Mas há um distrito, Fields que é a peça central na disputa de poder. Fields foi um projeto de desenvolvimento que começou nos anos 50, e ali moram as famílias mais carentes, drogados e prostitutas. Não é um lugar muito agradável, e ainda abriga uma clínica de reabilitação, que se situa num prédio alugado do próprio Conselho da paróquia. É um local afastado do centro de Pagford, na divisa com a cidade vizinha de Yarvil. Como uma mancha para os cidadãos bem estabelecidos de Pagford, Fields é o centro de uma disputa: de um lado, há os que acham que o lugar deve permanecer sob jurisdição de Pagford, mantendo a clínica aberta; de outro, os que defendem que ele deve voltar à tutela de Yarvil, e que a clínica deve ser fechada.

Barry, sendo original de Fields, e que teve a sorte de ter um bom acompanhamento, conseguiu vencer na vida e defende o lugar com unhas e dentes. Para sustentar seus argumentos, ele tenta usar uma das habitantes do lugar, Krystal, filha de uma viciada e garota problemática que ninguém aceita na escola onde os filhinhos dos esnobes de Pagford frequentam. Mas Barry, que além de ser conselheiro, é também treinador do time de remo feminino da escola, que vem tendo bons resultados. ele viu em Krystal um potencial que ninguém imaginava, e aos poucos vai mudando a menina. Mas sua morte repentina, aos 40 anos vai desencadear uma cadeia de eventos que podem por abaixo tudo pelo que ele sempre lutou.

Do outro lado, estão principalmente os Mollisons, família proeminente da cidadezinha. Encabeçada por Howard, dono da delicatessen local, e mais tarde do único café-restaurante do lugarejo, ele é um dos mais ferrenhos opositores de Barry. E, claro, com sua morte, a qual ele não lamenta muito, apesar de manter as aparências, logo vê a oportunidade perfeita de eleger seu filho Miles para a vaga. Howard é obeso, mas não está nem aí para sua forma física, o que mais tarde vai se provar um erro. É todo sorrisos e bajulação, mas sempre das pessoas que lhe interessam. É o verdadeiro político, e acredita que ser membro do Conselho é o equivalente de ser membro do parlamento inglês.

Miles, seu filho, é casado com Samantha, mas o casamento é infeliz. Enquanto Miles quer mais é seguir os passos do pai, aos poucos se tornando como ele, Samantha fantasia sobre um dos membros da boy band favorita da filha, e afoga as mágoas na bebida. Trata com sarcasmo tudo que tenha a ver com Pagford e o Conselho. Só o marido não faz ideia do que ela sente, está totalmente alheio ao seu sofrimento.

Opondo-se aos Mollison está Parminder Jawanda, médica geral e casada com o cirurgião-gato do loca. Parminder era muito amiga (ou seria algo mais?) de Barry e, como ele, defende seus ideias. É uma mulher determinada e exigente, sempre disposta a ajudar quem mais precisa. Mas ironicamente, quando se trata de sua filha Sukhvinder, ela não enxerga. Volto a falar de Sukhvinder daqui a pouco.

Também ambicionando a vaga de Barry está Colin Wall, vice-diretor da escola local, pai de Fats, e que tem um segredo que mantém a todo custo. É mais um que vive de aparências e tem uma relação complicada com o filho, e sua mulher, Tessa, espécie de psicóloga da escola, que trabalha com Krystal, na escola. Tessa sabe muito bem do problema do marido, e tenta de alguma forma conciliar pai e filho. Colin, entre outras coisas, sofre de TOC e se vê na obrigação de preencher o lugar de Barry pois se considera o único que está à altura.

Dos adultos, vale também destacar Simon Price, pai de Andrew, que é um homem que gosta de isolamento e também sempre preocupado em manter as aparências. E ele tem o que esconder. Abusa tanto verbal como fisicamente dos filhos, usa a copiadora da empresa para fins pessoais, para lucrar mais (não é só uma cópia aqui e outra ali, é ilegal) e não tem problema nenhum em comprar produtos roubados. Desde que ninguém saiba o que ele faz. Sua esposa é submissa e concorda com tudo que o marido faz. E ainda Gavin, o melhor amigo de Barry, mas que é um covarde que não consegue nem terminar da namorada, Kay, assistente social que mudou de Londres por causa dele, e trabalha com a família de Krystal, e também defende a clínica e Fields. Ela é mãe de Gaia, mas é tão necessidade de um homem que não enxerga que Gavin não vê a hora de se ver longe dela.

Os adolescentes da trama são tão densos como os adultos, e são, para mim, o ponto forte do livro. Andrew, apaixonado por Gaia, mas que não tem coragem de falar com a garota, é quieto e melhor amigo de Fats. Andrew é tímido, mas esperto e apesar de ser melhor amigo de Fats, não tem nada do temperamento dele. Fats é o típico adolescente indiferente a tudo. Se rebela contra o pai fumando e namorando Krystal. Faz questão de ser “autêntico” e abusa verbalmente de Sukhvinder, menina tímida e que secretamente se corta com uma gilete para compensar o bullying e a carência afetiva da mãe. gaia, amiga de Sukhvinder, está em Pagford contra a vontade e é a única que percebe que o relacionamento da mãe com Gavin não vai a lugar nenhum. Todos eles tem em comum a indiferença dos pais, e vem de lares instáveis, apesar das aparências.

Aparências estas, aliás, que vem abaixo depois da morte de Barry, através de postagens reveladoras de alguém que assina como “O fantasma de Barry Fairbrother”. aos poucos, as máscaras caem e todos os podres da sociedade de Pagford fica exposta. A repercussão dessas postagens vai afetar a vida da pacata cidade como um terremoto, e nada mais será o mesmo.

A narrativa tem vários pontos de vista, de vários personagens, e, diferente de GRRM, o narrador em terceira pessoa às vezes passa de um para outro em questão de um parágrafo. Por isso, demora um pouco para engrenar a leitura, mas depois que a gente pega o ritmo, vai fácil. O livro é marcado pela ironia e Rowling faz com a sociedade de Pagford mais ou menos o que Machado de Assis faz com a sociedade carioca do final do século XIX, arrancando as máscaras de cada uma das personagens de modo implacável. Rowling cresceu com autora, seu texto está ainda melhor, mas ela continua tratando com maestria e sutileza temas universais, e mais um vez, ela trata do tema de depressão mito bem, sem um a vez mencionar isso. Vale a leitura.

Trilha sonora

Uma música que tem importância enorme no livro é Umbrella, da Rihanna, featuring Jay-Z. Affirmation, do savage Garden (AMO!) também cai bem. Perfect memory, do Remy Zero é boa para o final (se não quiser spoiler, não veja o vídeo). Ainda Here without you, do 3 Doors Down, Broken, do meu amado Lifehouse, Aftermath, do Adam Lambert, Firework, da Katy Perry, Fuckin' perfect, da Pink e Ghosts of you, da Chantal Kreviazuk.

Se você gostou de The casual vacancy, pode gostar também de:

coleção Harry Potter – J. K. Rowling;
O jogo do Anjo – Carlos Ruiz Zafón;
A Sombra do vento – Carlos Ruiz Zafón;
O prisioneiro do céu – Carlos Ruiz Zafón;
A menina que não sabia ler – John Harding.
PS: não coloquei o nome do livro em português porque fiquei na dúvida se é “Morte súbita”, como está na sinopse (que eu peguei no Skoob) ou se é “Uma morte súbita”.

Originalmente postado em: natrilhadoslivros.blogspot.com
mauro_ftw 21/11/2012minha estante
engraçado, sempre que me perguntam se era bom, eu usava machado de referência; "se você gosta de Dom Casmurro, você gostará de The Casual Vacancy"
ótima resenha :)


23/11/2012minha estante
Obrigada Mauro!

Eu estou estudando Machado na faculdade e a cada aula de literatura brasileira, o professor falando de Machado e do conto A causa secreta, Dom Casmurro, etc. e parecia que ele estava falando desse livro.

Beijos!


23/11/2012minha estante
Obrigada Mauro!

Eu estou estudando Machado na faculdade e a cada aula de literatura brasileira, o professor falando de Machado e do conto A causa secreta, Dom Casmurro, etc. e parecia que ele estava falando desse livro.

Beijos!


Joana 16/01/2013minha estante
Estou no começo do livro e confesso que não fiquei muito animada para terminá-lo. Mas depois de ler essas resenhas me interessei mais pela história e acho que valerá a pena. Dom Casmurro é meu livro favorito (depois de Harry Potter, então espero realmente gostar de The Casual Vacancy.


17/01/2013minha estante
Oi Joana!

O começo é meio complicado mesmo, até a gente pegaro jeito do livro. Mas vale a pena, viu? Continue que você vai gostar.





Igor Moretto 09/10/2012

Autenticidade: Jo Rowling, palavrões e reflexões
Quem está acostumado com a linguagem, os temas e os interesses que J.K. Rowling transpassa na série Harry Potter com certeza não se familiarizará com as novas intenções da autora. Um fuck aqui e outro bitch ali nos fazem perceber que uma discussão quanto a uma clínica de re-habilitação de usuários de drogas não é tão diferente assim do que se discute no mundo real, principalmente com personagens calorosos, e que, de uma forma ou de outra, vão conseguir atingir o mais profundo pensamento filosófico que já passou na cabeça de cada leitor.

Fats, pra mim um dos personagens mais chamativos do livro, nos leva por uma viagem intelectual que nunca se fez presente em nenhuma obra da onisciente narradora e esplendorosa escritora J.K. Rowling, que parece conhecer como ninguém o que se passa na mente de um adolescente. Fats sente um comprometimento com a autenticidade que muitas vezes passa pela nossa cabeça quando discutimos com nossos pais ou tentamos avaliar nossos méritos. É como ver minha mente retratada no papel, com um nome (ou apelido), inclusivo os pontos mais autênticos da adolescência e que, talvez, pareçam, a nossos olhos, as melhores experiências da vida: o experimento, a dúvida, a necessidade pela certeza e pela autenticidade. Por mais que com Krystal Weedon Fats pareça fugir de seus conceitos.

Krystal, a personagem que liga todos os outros. Odiada por muitos e amada por poucos, pois é assim que é no mundo real, e é isso que a autenticidade demanda. Krystal demonstra através de muitos pontos e personagens o ponto negativo da fofoca, da especulação, do interesse na vida dos outros pelo simples prazer de ter no que falar. Ela demonstra que por mais que é odiada, tem um amor gigantesco pelo irmão e pela mãe viciada. Mostra que cada um tem seu valor, que cada um tem suas coisas preferidas, seus amores, seus ódios, suas singularidades. Mostra que tudo o que cada um tem não merece ser avaliado por bocas preconceituosas e fofoqueiras.

As fofocas, que são o ápice do final do livro, nos levam a certo entendimento e nos fazem pensar até onde podem chegar as verdades explícitas e as mentiras aumentadas. O prejuízo que isso causa e que parece não transparecer. Para citar um trecho do livro: “...todos parecem compreender tudo o que acontece dentro da casa daquele que é facilmente alvo de julgamentos, mas é nesse momento que perdem a verdade do que acontece dentro de suas próprias casas.”

The Casual Vacancy (Uma Morte Súbita) nos faz refletir sobre as nossas atitudes, nos faz pensar no que fazemos ao julgar os outros, nos faz querer entrar em concordância com um mundo que não está em concordância com sigo mesmo. Nos faz perceber que a meta, que naturalmente sempre é a perfeição, na maioria dos casos não é alcançada e acabam indo para um ponto onde a perfeição é supérflua e tudo que existe pra quem vê de longe por desmoronar a qualquer momento, com um pequeno e revelador post no site da comunidade. J.K. Rowling nos faz refletir por meios únicos, assim fez em Harry Potter, e assim está fazendo em The Casual Vacancy.
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Morgana Cruz 05/02/2020

2 Rs: Rowling e Rihanna
Sobre o primeiro R (R de Rowling): a parte mais complicada da leitura é se acostumar com o fato de que o livro foi escrito pela mesma autora de Harry Potter. Casual Vacancy é (realmente) um outro lado de J. K. Rowling. E que bom saber que ela foi além do mundo bruxo e conquistou seu espaço como escritora e não apenas como a criadora do universo Potterhead. (Penso que esse seja o medo qualquer pessoa que tenha feito muito sucesso com uma obra literária ou fílmica.)
Sobre o segundo R (R de Rihanna): eu não esperava ler um trecho de "Umbrella" da Rihanna em algumas partes da história. E sim, você fica cantarolando a música o tempo inteiro até mesmo depois de terminar de ler o livro (hahahaha).
Casual Vacancy gira em torno de uma morte inesperada e no que se pensava ser apenas uma vaga em um cargo administrativo. O desenrolar da história e dos diferentes personagens faz com que você nem lembre mais como foi que tudo começou, mas o plot twist deixa qualquer um com o queixo caído (tipo, whaaaaat?!?).
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Mari 15/11/2012

É inegável uma certa expectativa sobre o primeiro livro fora do universo do Harry Potter e completamente oposto à história que consagrou J. K. Rowling.

Mas sinceramente acho que o livro não entraria nem na lista dos best-sellers se não tivesse o nome da autora. Demorei um pouco mais de um mês para terminá-lo, simplesmente porque a história não te prende, não tem um clímax, não te faz perguntar "e agora, o que acontece?".

Nennhum personagem é carismático, são todos falhos e com problemas de relacionamento em suas respectivas famílias. É o garoto problemático adotado por um pai perturbado e uma mãe que tenta pôr panos quentes na relação entre os dois; uma indiana que sofre bullying (do menino adotado) na escola e é vista como a 'ovelha negra' pela mãe que não lhe dá carinho; uma garota-problema que tem a mãe viciada em heroína e tem que cuidar do irmão mais novo; uma mulher casada insatisfeita com sua vida; um cara que é apaixonado pela viúva do seu melhor amigo; e outros personagens dignos de uma novela das 21h.

Não sou falsa moralista, mas achei desnecessário o estupro e o sexo no cemitério. É p/ chocar? O máximo que pensei foi "WTF?"..

Enfim, as duas estrelinhas são pela consideração à autora que criou a melhor história da minha adolescência.
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nathiconti 04/01/2013

JK não é JK sem matar personagens que gostamos. Gostei bastante do livro. Como tinha previsto, a primeira metade dele é mais parada para que conheçamos bem os personagens para que suas ações futuras façam sentido. Adoro como nós conseguimos visualizar cada um deles e como eles parecem muito reais. Quem não tem uma tia Shirley na vida? Também gosto da narrativa da JK, mudando de narrador a todo momento, sem nos confundir. A obra é muito verossímil e não traz nenhum grande plot twist (fora a parte do ghost), mas mesmo assim nos prende, principalmete no final. Isso acontece justamente por essa primeira parte do livro. Nós nos apegamos aos personagens o suficiente para nos importarmos com o que acontece em suas vidas e não somente com grandes reviravoltas mirabolantes. Ainda gostaria que a o começo tivesse sido um pouco mais animador, mas como o ritmo é justificável, tudo bem. "Good girl gone bad, take three, action
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Psychobooks 07/03/2013

Classificado como 3,5 estrelas
(resenha feita pela colaboradora Sabrina Inserra)


Antes de começar a falar sobre o livro de fato, cabe um adendo: eu sei que vocês já sabem disso, mas nunca é demais enfatizar: esqueçam Harry Potter!!!! Essa história não tem absolutamente nada a ver com a saga que tanto amamos nem no conteúdo, nem na escrita! Aliás, já fica a dica de que o livro não é indicado para menores! (Sério, já teve gente que me perguntou e eu não aconselho. Tanto pelo conteúdo de violência, sexo e drogas, quanto pela escrita mesmo... Se você está na faixa dos 12 aos 15, 16... Espere mais um pouquinho!)

Tendo dito isso, também vale dizer que quando ouvi falar sobre o lançamento de The Casual Vacancy fiquei com um pé atrás. Não queria criar muitas expectativas e tinha até um certo receio do que leria. E foi melhor assim! Consegui desvincular uma coisa da outra e focar apenas no livro!

A história se inicia no dia fatídico da morte de Barry Fairbrother. O fato de ele ser um dos cidadãos mais queridos de Pagford já poderia ser uma tragédia por si só... Mas o acontecimento tem um agravante: Barry era um membro do Conselho da cidade e a vaga casual deixada por sua morte vai ser o estopim para uma verdadeira disputa política entre os moradores da região.

E que moradores! Um dos fatores que fizeram este livro ser bastante abandonado foi justamente a forma com que a autora foi introduzindo os personagens na história. Visualizem: Pagford é uma microcidade, com poucos habitantes. Porém, em vez de irmos os conhecendo aos poucos, ao longo da narrativa, já somos apresentados a todos de uma vez sério, acredito que as primeiras 50, 60, ou 70 páginas iniciais se resumem à introdução de cada um, com direito a família, filhos, profissão e, é claro, a sua reação à morte de Barry. Isso tornou a primeira parte do livro um tanto maçante.

Aliás, a impressão que tive é que essa cidadezinha não possui uma única alma que se salve, digamos assim. Se por um lado as suas complexidades, duplicidades e segredos fazem com que eles se aproximem bastante da realidade, por outro passam um sentimento de desilusão na humanidade. Não sei vocês, mas a imagem mental que fiz deles são de pessoas constantemente frias e infelizes (me julguem). Cabe aqui uma curiosidade que percebi logo no começo: o trocadilho com o nome do morto: Fair (justo) brother (irmão)... Já é meio que uma pista, afinal, pelo que vamos percebendo ao longo da leitura, ele era uma das poucas pessoas gentis e legais da cidade.

E talvez seja justamente por isso que os outros personagens sofrem um impacto tão grande com a sua morte... A cidade acaba se dividindo entre aqueles que admiravam Barry e lutam pelos seus ideais e por aqueles que, por causa de disputas políticas, o execram.

Mas, para que vocês possam entender melhor esse racha, vale a pena dar uma contextualizada. Entre as fronteiras de Pagford e Yarvill (a cidade vizinha que é vista basicamente com desprezo pelos pagfordianos) existe uma região chamada Fields. Ali acabou se concentrando a parte da população vista como a escória: drogados, desempregados, bandidos, pessoas que vivem apenas com o subsídio do governo... É claro que o rótulo não serve para todo mundo, mas ele já é o suficiente para que as duas cidades fiquem uma empurrando a responsabilidade do lugar para a outra. Atualmente ela faz parte dos domínios de Pagford, mas o Conselho, liderado pelos Mollison, quer devolvê-la para Yarvill. Já a corrente defendida por Barry e sua turma é a de que em vez de se abster da responsabilidade pelo local, a cidade deve realizar medidas sociais e integrar os moradores da região à sociedade. Mas, com a morte de Barry o seu lugar ficou vago e é claro que os dois lados querem colocar uma pessoa com o seu ponto de vista no lugar!

Acho que já deu pra perceber a disputa, certo? Mas, se você está esperando por uma batalha épica pelo poder no estilo de Game of Thrones, vai ficar desapontado. Em The Casual Vacancy esse entrave vai se dando de forma bastante diluída e até um pouco arrastada. São muitos detalhes, muitas cenas cotidianas, muitos conflitos pessoais.

Como já disse anteriormente, o principal trunfo da narrativa é a verossimilhança com o mundo real. É inegável o trabalho que a autora teve na construção dos personagens e na representação das suas personalidades. Uma coisa que eu achei bem interessante foi que, apesar de a história ser contada por meio de diversos pontos de vista e em terceira pessoa, os personagens não escondem nada: seus medos, suas loucuras, suas obsessões e psicoses estão ali, destrinchados para todo mundo ver.

Porém, apesar disso tudo, não consegui ser fisgada pelo livro. Não me entendam mal, não é um livro ruim. É muito bem escrito, aprofundado, construído... Mas não possui aquela centelha viciante, que nos faz perder noites em claro, curiosos para saber o que vai acontecer. Em alguns momentos tive que me forçar a virar as próximas páginas mais por uma questão de preciso terminar do que por estar com vontade de ler. Mas, apesar disso, me surpreendi bastante com o final! Não esperava pelo que aconteceu!

A impressão que tenho é a de que, na tentativa de provar que pode escrever algo completamente diferente de Harry Potter, a J. K. Rowling acabou forçando um pouco a mão e carregando em partes desnecessárias. Continuo a admirando e gostando muito de sua escrita mas, infelizmente, The Casual Vacancy acabou não entrando no rol dos meus favoritos. Vamos ver o que virá a seguir...!

""Ah", said Howard. "Well now. That's the question, isn't it? We've got ourselves a casual vacancy, Mo, and it could make all the difference"."
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Si 13/12/2012

ϟ THE CASUAL VACANCY - quotes (citações)
"Their reward for enduring the awful experience was the right to tell people about it."
"A recompensa por vivenciar uma experiência horrível é o direito de contar as pessoas sobre ela."


"Kay had read the file from cover to cover. She knew that nearly everything of value in Terry Weedon's life had been sucked into the black hole of her addiction; that it had cost her two children; that she barely clung to two more; that she prostituted herself to pay for heroin; that she had been involved in every sort of petty crime; and that she was currently attempting rehab for the umpteenth time.
But not to feel, not to care... 'Right now', Kay thought, 'she's happier than I am.'"
"Kay tinha lido o arquivo do começo ao fim. Ela sabia que quase tudo de valor na vida de Terry Weedon tinha sido sugado pelo buraco negro de seu vício; que isso já a tinha custado dois filhos; que ela mal conseguia dar conta de outros dois; que ela se prostituía para pagar pela heroína, que ela já tinha se envolvido em muitos tipos de crimes mesquinhos; e que, atualmente, ela estava tentando a reabilitação pela enésima vez.
Mas ela não sentia nada, não se preocupava com nada... 'Nesse momento', Kay pensou, 'essa mulher está mais feliz do que eu.'"


"The mistake ninety-nine percent of humanity made was being ashamed of what they were; lying about it, trying to be somebody else. (...)
The difficult thing, the glorious thing, was to be who you really were, even if that person was cruel or dangerous, particularly if cruel and dangerous. There was courage in not disguising the animal you happened to be."
"O erro que noventa e nove por cento da humanidade cometia era o de sentir vergonha de quem era; mentir sobre isso, tentar ser outra pessoa.
(...)
A coisa difícil, a coisa gloriosa, era ser quem você realmente era, mesmo se tratando de alguém cruel e perigoso, principalmente se cruel e perigoso. Havia coragem em não disfarçar o animal que se era."


"It was so good to be held. If only their relationship could be distilled into simple, wordless gestures of comfort. Why had humans ever learned to talk?"
"Era tão bom ser abraçado. Seria tão diferente se o relacionamento se resumisse em simples, gestos mudos de conforto. Por que os humanos foram aprender a falar?"

"She wanted to cry so much that the muscles in her throat were painful."
"Ela queria tanto chorar que os músculos de sua garganta estavam doendo."

"It was strange how your brain could know what your heart refused to accept."
"Era estranho como o cérebro podia saber o que seu coração se recusava a aceitar."
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gabils 03/06/2020

li, ou tentei ler, quando ainda era muito nova. fã de harry potter, comprei na pré-venda e recebi uma versão linda em capa dura. mas não tinha como ter conseguido ler esse calhamaço em inglês na época. hoje odeio ** então não me arrependo de não ter lido todo, tampouco tenho vontade de rele-lo. no room for terfs
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Thaise 16/11/2012

Logo que fiquei sabendo que J.K. Rowling ia lançar um livro, me animei e fiquei contando os dias para ele ser lançado; porém logo que o lançamento aconteceu li péssimas críticas sobre o livro, e como o meu ainda não havia chegado, fiquei com um pé atrás como livro, antes de ler, com um não, com os dois!

Quando o livro chegou resolvi ler com calma para apreciar a história e para ver se era tão ruim como muita gente tinha falado; e surpreendentemente começei a me envolver com a leitura e com os personagens, não achei o livro cansativo; para quem está pensando em ler associando com Harry Potter esqueça, nesse livro encontramos a escrita da J.K. Rowling mais intensa, cheia de gírias, palavrões, cenas fortes; gostei muito como ela trata o drama individual de cada habitante da cidade. Nesse livro nos deparamos não só com a vida do povo de pagford, mas também dos habitantes de um povoado que fica entre pagford e a cidade vizinha de yarvil, esse povoado é referido com “fields” no livros, e é lá que se encontra os viciados em drogas, e a personagem que mais mexeu comigo: Krystal, ela é uma personagem forte, que vive com a mãe drogada e um irmão de apenas 3 anos que vive nesse ambiente precário que é a casa deles.

Com esse livro Rowling mostrou atravésde um drama o lado ruim dos habitantes, como também o lado frágil, o egoísmo, e até onde eles podem ir para conseguir o que querem, sem ter respeito pelo próximo....


http://igotlostinpages.wordpress.com/2012/11/16/resenha-the-casual-vacancy/
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Tercetto 25/11/2012

"Morte, que talvez seja o segredo dessa vida."
J.K. Rowling mostrando que é uma ótima escritora para um público bem diferente do começo de Harry Potter. Aliás, nada da saga do bruxinho está presente aqui. Outro mundo, totalmente diferente. O mundo real, cruel, onde injustiças são cometidas e não há um barbudo montado numa moto voadora pra ajudar.

O assunto MORTE é muito presente aqui e mais marcante, pois a sensação de que isso pode acontecer (e provavelmente está acontecendo, em algum lugar do mundo) é real, física. Ficamos tristes quando perdemos herois e personagens que nos acompanharam a tanto tempo, morrendo em batalhas épicas em Harry Potter. Mas a tristeza que bate quando a velha companheira morte chega em Pagford é algo mais sentido.

Enfim, J.K. Rowling continua mostrando sua genialidade, não importa o assunto. Perfeito.
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Jojo 06/11/2012

A Presença em The Casual Vacancy
E o que é essa tal de Casual Vacancy?

A história começa com a morte de Barry Fairbrother, conselheiro da paróquia de Pagford, no interior da Inglaterra. Sua morte gera, como explicado no início do livro uma casual vacancy, ou seja, uma vaga aberta no conselho.

Mas não é disso que o livro trata. A partir das reações a morte de Barry e as atitudes dos personagens nos dias seguintes a esse evento, Rowling apresenta uma análise profunda do comportamento humano além de mostrar como uma única vida atinge a tantas outras e as consequências das escolhas de cada um.

A história é contada a partir do ponto de vista de 17 personagens. Todos eles com suas consciências e um certo nível de envolvimento na história de Barry Fairbrother e seu, agora, vazio espaço no conselho.

A incomum vida comum

Na verdade, não existe realmente uma história grande por trás do livro, um enredo. São somente os personagens, seus pensamentos, suas relações, seu cotidiano. Mas é exatamente aí que está a pérola do livro. A construção magistral de cada um dos 17 personagens principais (e mais alguns secundários).

Em termos de enredo, temos basicamente o seguinte: Pagford é uma cidade muito pequena que responde ao maior distrito de Yarvil, vizinho da cidade. Algumas décadas antes, Yarvil deu uma enganada em Pagford e desenvolveu um bairro pobre que acabou como responsabilidade de Pagford, com todas as suas crianças mal educadas e seus viciados em drogas. Agora, Pagford tem a oportunidade de devolver esse bairro para Yarvil. Fairbrother, que nasceu e cresceu nesse bairro sabe os benefícios que ter oportunidades pode dar para pessoas destituídas e quer manter o bairro em Pagford que, como cidade pequena, tem mais possibilidade de dar atenção a essas pessoas. Uns apoiam, outros não. Com sua morte, como fica?

Não parece muito, né? Mas, quando entramos na mente dos personagens, dos envolvidos nessa politicagem, muita coisa acontece. Sentimentos bons, sentimentos nobres e, principalmente, sentimentos horrorosos são mostrados, sem nenhum pudor.

A resenha ficou imensa. Pode continuar lendo em: www.asletras.com.br
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