Antes de Dormir

Antes de Dormir S.J. Watson




Resenhas - Antes de Dormir


262 encontrados | exibindo 1 a 16
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |


Sr_Tigeer 01/05/2013

Agoniante, tenso, instigante...
Fala ai galera :) voltando pra comentar um pouco com vocês sobre a minha experiência na leitura do livro "Antes de Dormir"

Numa sinopse que pode ser entendida de forma rápida, o livro conta a história de Christine uma mulher entre os seus 45/50 anos, que todos os dias, ao acordar, não tem a mínima ideia de onde está, o que aconteceu ou quem é o cara dormindo nu ao seu lado.

Ao lermos a premissa do livro desconfiamos de que ele possa ser ou se tornar mais um "clichê" desses muitos que vemos por ai, porém em "Antes de Dormir" o autor estreante S.J. Watson amarra a vida de Christine numa teia inteligente de mistérios, mentiras, histórias mal contadas e uma dose cavalar de suspense psicológico, quem está falando a verdade? O que de fato aconteceu para ela se tornar amnésica? Ela deve confiar em Ben? São com esses ingredientes que a história se desenvolve de forma rápida, tornando a leitura alucinante, angustiante, e muito prazerosa.

Eu gostaria de explorar mais a historia aqui na minha resenha, mas parte da dinâmica do livro é justamente descobrirmos e juntarmos esses fragmentos junto com Christine, e tentarmos desvendar o que de fato acontece ali. O autor com sua maneira eletrizante de escrever, nos brinda com um livro forte e instigante, e me fez recordar em muitos momentos os títulos fantásticos da Agatha Christie que sempre nos convidam a lógica do tudo pode acontecer.

Espero que se divirtam com cada página do livro assim como eu me diverti.

Deixem suas opiniões ai nos comentários, criticas construtivas e opiniões são muito bem vindas. Um abraço a todos e até a proxima.







Ivison.Albuquerque 01/05/2013minha estante
Existem resenhas e sinopses que levam o leitor ao princípio, meio e fim de um determinado livro, o que alimenta o desinteresse pela leitura completa e torna o desfecho da história muito previsível. Com essa resenha de Antes de Dormir, é o contrário. Fiquei curioso pra desvendar cada charada que os capítulos podem levar, e nem imaginando qual será o fim que o autor deu para Christine; se é que ela terá um fim. Bom ou ruim? Só lendo...
Surpreender: é a palavra que descreve a resenha e o fim desse livro, sem dúvidas.


Fran Castro 01/05/2013minha estante
Nossa, ta ae uma resenha de um livro que faz com que a gente queira MUITO ler o livro, você conseguiu passar a "maneira eletrizante" que o autor S.J. Watson fez em seu livro, porém deixando aquele gostinho de continuar a ler (e também ler o livro)... Parabéns amigo, você com certeza sabe deixar sua impressão do livro e nos leva a querer ler também cada obra lida por você. Novamente, você conseguiu cumprir o objetivo de uma resenha!!! #Show


Kelly 03/07/2013minha estante
Nossa já to ate procurando o livro pra comprar, Ótima resenha .


Line 19/07/2013minha estante
Sua resenha ficou ótima, sem dúvida este foi o melhor livro que li. Acabei há pouco mais de um mês e já estou com vontade de ler novamente. =D


Vania 27/05/2014minha estante
acabei a leitura agorinha mesmo, amei cada palavra, o livro é realmente muito bom e vamos torcendo para que dê tudo certo conforme a história vai se desenvolvendo, sua resenha ficou realmente muito boa, na dose certa, com o mistério que o próprio livro requer, parabéns


gustavo.galvao.142 19/01/2015minha estante
Bem mais ou menos. Livro só pega no tranco no último capítulo, cansa a quantidade de vezes que a protagonista disse que a cabeça dela estava girando/rodando...kkkk. Enfim, o livro se baseou numa premissa de que ela ñ deveria confiar no marido, fato esse exposto logo no primeiro capítulo com intuito de prender o leitor, mas depois, sem maiores explicações essa premissa é esquecida e só retomada no fim do livro. Gostei da escrita àgil e direta da autora, mas isso ñ foi suficiente para receber um conceito melhor da minha parte. nota 6.


Mah 20/05/2015minha estante
Gostei muito do livro, mas o filme deixou a desejar. Sei que não devemos esperar muito dos filmes baseados em livros, mas chegar ao ponto de mudar detalhes que no livro são relevantes pra mim foi o cumulo.




Nati Morgan 13/08/2020

O livro é muito bom, mas tenho a sensação de que poderia ter sido melhor. Também não lembro se vi ou não o filme, porque tenho quase certeza que me lembro do final desse livro, apesar de não ter lembrado do enredo todo.
O suspense te prende até o final, você não sabe em quem confiar, quem diz a verdade ou não e até mesmo a personagem principal não é uma personagem confiável, coitada. Eu não quis largar o livro justamente porque queria entender o que tinha acontecido com protagonista e o porque ela sempre esquecia as suas próprias lembranças; e eu gostei do que o autor me deu, mas como tive essa vaga sensação que sabia aquele final, não consegui dar cinco estrelas pra este livro.
comentários(0)comente



Psychobooks 23/03/2012

Classificado como 4,5 Estrelas no Psychobooks
A premissa do livro não é inovadora, uma mulher que perde a memória e quer reconstruir sua vida, mas S.J. Watson não apresenta um desenvolvimento clichê.

Christine sofre um grave acidente, todas as manhãs ela acorda sem saber onde está. Tem dias que ainda pensa ser uma criança, em outros pensa ter seus vinte anos e não sabe o que faz na cama com um homem de mais idade, quando na verdade ela tem 49 anos e é casada há muito tempo com Ben. Chris depende das fotos espalhadas pelo espelho do banheiro para saber onde se encontra e quem é o homem em sua cama. Ben tem que recontar sua história todos os dias, pois ao dormir, ela não retém as informações e ao acordar já não se lembra de mais nada. Chris sofre de dois tipos de amnésia, uma que impede que novas informações sejam armazenadas combinada com a perda de memórias de antes do acidente.

Imagine você, acordar todos os dias e ter que confiar em um homem do qual você não se lembra...

Logo no início do livro, Christine descobre que está fazendo um tratamento com o Dr. Nash sem que seu marido saiba. Encorajada por seu médico, todos os dias nas últimas semanas, ela escreve suas vagas lembranças, sensações e descobertas do dia em um diário, que fica escondido. Diariamente seu médico liga pela manhã, lembrando-a de ler o que escreveu em seu caderno. Assim, ela descobre que Ben nem sempre é sincero com ela, esconde algumas informações, mente sobre alguns assuntos, mas deve ser para que ela não sofra diariamente, deve ser.....

Antes de dormir é o romance de estréia de S. J. Watson, resultado de um curso da Faber Academy - Como escrever um Romance -, ele usa um enredo comum com personagens bem desenvolvidos, estrutura envolvente e um final arrebatador. A trama não deixa pontos soltos, todos os pequenos fatos tem correlação e papel importante na vida da personagem principal.

Continue lendo: http://www.psychobooks.com.br/2012/03/resenha-antes-de-dormir.html
Dianak 02/06/2012minha estante
Excelente livro estou adorando ler ele.


Raffa 30/12/2012minha estante
Ainda nao li ,mas anseio muito por esse livro,me chamou muito a atenção




Rafa 15/10/2020

Todas as manhãs, Christine acorda sem saber onde está. Sua memória desaparece toda vez que dorme. Seu marido, Ben, é um estranho e ele é obrigado a recontar a vida deles todos os dias - consequência de um misterioso acidente que deixou Christine amnésica. Encorajada por seu médico, ela começa a escrever um diário pra tentar reconstruir suas lembranças e seu passado. Certa manhã, ela percebe que escreveu quatro palavras inesperadas e assustadoras: "NÃO CONFIE EM BEN"! Então, ela passa a desconfiar de tudo o que o marido lhe contou. Em quem ela pode confiar? Ben realmente está mentindo?

Antes de Dormir não é um thriller psicológico habitual, muito por conta de sua estrutura complexa, que pode tanto te agradar ou te fazer detestar o livro, sem meio termos. O grande acerto do escritor SJ Watson é fazer você sentir a angústia que Christine sentia ao acordar e não se lembrar de nada, e ao mesmo tempo, tentar buscar a verdade nessa condição tão desfavorável. O final me surpreendeu positivamente, foi um plot muito bem formulado!

Mas tenho que ressaltar que o livro tem alguns furos e o meio da história ficou um pouco arrastado. Mesmo assim, os pontos positivos superam essas falhas, fazendo valer a pena a leitura!!

Esse foi o livro do mês de setembro do Clube dos Thrillers!
comentários(0)comente



Fabiana 19/06/2012

Previsível!
Não é de admirar que os direitos desse livro para o cinema já estejam comprados. Parece até que foi articulado para se torna um roteiro hollywoodiano.

Me senti atraída pelo tema amnesia, thriller psicológico, mas tirando o bom enredo (uma história realmente bem contada!), o livro não tem profundidade, complexidade, não explora em nada a questão da amnesia, do drama real de quem vive nesse estado. Enfim, é um suspense bem escrito, mas não deixa de ser um livro comercial, um blockbuster, um "sessão da tarde".

Antes dos últimos capítulos eu já sabia do seu desfecho e toda a leitura perdeu um pouco a graça; o livro parecia ainda mais superficial.

Sabe quando vc assiste a um filme cujo roteiro já é bem bem manjado e mesmo sabendo o que vai rolar, você continua assistindo por que no geral o filme não é ruim?

Me incomodou bastante também clichês típicos de livros comerciais: o mau é muito mau, o bom é sempre muito bom, a mocinha-vítima é sempre a mocinha-vítima e o final, ah o final é sempre feliz! (me lembrei de ter lido em uma das resenhas que a pessoa não gostava quando o autor deixa o final em aberto - o final é notadamente explícito e muito, mas muito previsível!)

Não é surpreendente, não é complexo, não tem personagens bem construídos (mesmo a protagonista), na última página até me pareceu haver um erro da trama (aquele parte manjada que os personagens ficam explicando os fatos a luz do drama já solucionado!), mas ainda sim seu tempo não é perdido.

Juliana Walker 28/07/2013minha estante
Concordo com o previsível. Mas a leitura me aborreceu logo no inicio. Achei muito enrolado a forma e monótono a narração da personagem.


Kelviane 20/02/2014minha estante
Concordo Tbm. Gostei de lê-lo, mas não foi nada surpreendente. E como a Juliana comentou, a narrativa é muito monótona.
Não foi um dos piores, mas como vc falou, só mais um livro comercial!




Mell 12/08/2020

Antes de dormir
De início o livro me pareceu, A paciente silenciosa, um livro que eu fiquei chocada e amei, estou na vibe de suspense e eu gostei muito. A princípio, fiquei tentando desvendar o mistério, em certo momento comecei a duvidar de todos e por fim, senti algo semelhante a minha alma, ter saído do corpo, com uma simples pergunta. Achei a escrita maravilhosa, inteligente e que nos prende do início ao final, não consegui conter minha ansiedade e li o mais rápido que consegui ( parando em certos momentos, para, fazer expressões digna do livro ) e no final, era meio o que eu havia imaginando. Super indico.
comentários(0)comente



CACAU 28/03/2012

Muito Bom.
A história de Cristine nos prende do começo ao fim, sem perder o fio. O autor sabe como nos levar a virar as páginas sem mesmo ter percebido que o fizemos. Gostei bastante. É um triller psicológico, com artimanhas , e que a cada momento nos faz imaginar diferentes finais para o livro. Ontem estava no meio do livro, resolvi continuar minha leitura e só parei quando acabei(às 01:50). Recomendo.
Jonara 29/06/2012minha estante
Fiz exatamente a mesma coisa. A partir da metade, não consegui parar de ler até terminar!


Daiane 08/10/2012minha estante
Amei sua resenha a ponto de ter raiva de mim mesma por estar presa em uma promessa,de não ler nenhum livro antes de acabar a coleção que estou lendo.Que pena que não posso ler desde já este livro.


Thamires 31/10/2012minha estante
Comigo aconteceu quase isso. Da
parte 3 em diante a história me
envolveu de uma forma que eu não
consegui para de ler até o fim, e
só terminei de madrugada.




Jon O'Brien 22/04/2020

Um livro de estreia muito bom, mas com problemas
Antes de Dormir é um livro difícil de resenhar, tanto que demorou um tempo depois de terminar a leitura para que as ideias se aquietassem e eu soubesse como escrever tudo o que senti. Quer acompanhar esse turbilhão de sentimentos comigo? Vem ver a resenha!

Antes de Dormir, do S.J. Watson, é um livro diferente, e isso fica evidente desde a leitura da sinopse. Christine Lucas é uma mulher de meia-idade que, depois de dormir, acorda com um lapso de memória gigantesco. É uma condição que, da forma como é explicada no livro, não existe na vida real, mas penso que poderia acontecer se fosse uma condição de origem psicossomática.

Ela acorda com um homem ao seu lado, um homem com uma aliança no dedo, e acredita que fez sexo casual com um homem casado. A surpresa vem quando se olha no espelho e se vê pelo menos vinte anos mais velha do que achava ser. Logo, o homem, que diz ser seu marido Ben, lhe explica que ela sofre de uma condição rara de amnésia e que sempre que acorda não se lembra dos últimos anos de vida. Em alguns casos, acorda achando ser uma criança.

Cativou, não é? No início do livro, somos realmente sugados pela atmosfera de desconfiança e inquietação. Christine, por sugestão do seu médico, está escrevendo um diário. Um dia, acaba encontrando nele a seguinte frase: “Não confie em Ben.” Se não pode confiar no próprio marido, em quem poderia confiar?

O livro tem uma escrita sumariamente lenta, principalmente no começo. É uma lentidão que não é chata porque, ao menos no início, há a curiosidade para saber o que está acontecendo. Até a metade, esse sentimento de inquietação é alimentado, mas a partir dali a leitura fica um pouco mais fraca, um pouco mais cansativa. Parece rodar, rodar e não levar a nada.

Entretanto, no momento em que começamos a nos aproximar do final e nos despedimos do diário de Christine para voltar à sua narração, o ritmo começa a ficar mais acelerado, com um suspense palpável, ao mesmo passo que Christine começa a se lembrar das coisas com exatidão. Então, surge o clímax. Nesse ponto, eu já estou ensandecido pela obra, com medo de ficar como a Christine e totalmente perdido, precisando repassar alguns pontos na mente com frequência. Garanto: isso que o autor me proporcionou foi um trabalho incrível e que merece atenção.

A partir daí, para mim, há uma queda significativa na qualidade da obra. Somos apresentados à revelação do mistério, que é menos engenhosa do que parecia ser no início, e as cenas ocorrem de maneira muito rápida; mal dá para sentir o que a protagonista sente. Fico pensando que o ritmo poderia ser um pouco mais rápido do que antes da revelação, mas não precisava ter uma mudança tão abrupta.

Agora, sobre outros aspectos do livro, preciso dizer que a construção da personalidade de Christine é muito bem-feita, embora os outros personagens não sejam tão explorados assim (nem acho que deveriam). Não há muita descrição do cenário, mas eu até que gostei da escrita do autor, que usa algumas figuras de linguagem e ao mesmo tempo é bem pontual.

Por fim, posso dizer que é um livro bem bacana de se ler (um grande livro de estreia!) e que nos faz filosofar por alguns momentos. Recomendo a leitura, sim, mas não se tornou o meu livro preferido, como achei que seria em dado momento da leitura. Espero que tenha gostado da resenha. Obrigado por ler e até mais!

site: https://redipeblog.wordpress.com/2020/04/22/resenha-antes-de-dormir-s-j-watson/
comentários(0)comente



spoiler visualizar
comentários(0)comente



Carla Sol 24/08/2020

Vale cada minuto da leitura!
Que livraço!! Estou até agora embasbacada com todo o desenrolar da história.

Aqui conhecemos uma protagonista perdida na própria vida. Não se reconhece, não lembra do seu marido, do seu passado desde quando sofreu um acidente que a fez perder a memória permanentemente. Cada dia é uma surpresa ao saber sobre si mesma até que em determinado momento encontra um diário em que ela mesma vem escrevendo sobre a passagem de seus dias e de tudo o que vem descobrindo no caminho.

A escrita é fluida, instigante e a cada capitulo há um acumulo de curiosidade sobre o que se passa com a protagonista. O final é algo completamente inesperado e chocante.

Em suma, é um livro intrigante e que ao longo da trama te entrega mais e mais sobre os mistérios que envolvem o casal principal até que no final todo o quebra cabeça é encaixado, gerando um quadro perfeito. Gostei muito mais do livro que da adaptação cinematográfica. Vale cada minuto da leitura.
comentários(0)comente



Saulo 20/09/2012

A construção do texto é boa, flui bem, é rápida e empolgante. A narrativa, em si, nos remete a passar as páginas de forma acelerada. S. J. Watson é um bom escritor, inegável. Sua primeira obra é uma proposta bem construída e narrada elegantemente. Porém, a história é ordinária. A tecla usada já está gasta, muito batida, mole e arriscadamente propensa ao fracasso. Mas tenho que levar em conta o puritanismo literário do autor. Poucos romances de estreia valem a pena ser lidos devido à incongruência dos fatos e de uma narrativa maçante e desagradável de ser lido.
Antes de Dormir é um bom livro, categoria B. Não passa disso, infelizmente. A história criada por S. J. Watson, por ser uma trama comumente vista em cinema (REVELAÇÃO, com Harrison Ford) e em livros, não pôde dar um devido posicionamento narrativo para ganhar 5 estrelas aqui no Skoob.
Mas fica a dica: livro legal, estilo Harlan Coben, que você pode ler sem maiores preocupações em se está entendendo ou não a história.
comentários(0)comente



Araggorn 21/03/2012

Um ótimo thriller psicológico!
Passei no horário do almoço pela livraria Saraiva e dei de cara com esse livro. Uma bela capa e uma citação da Tess Gerritsen que dizia: “Simplesmente o melhor romance de estreia que já li”. Li a sinopse e achei o assunto clichê, mas fiquei curioso e comprei.
Eu estava certo. Foi só abrir o livro e não parar mais de ler. A história fala de um assunto abordado em filmes e outras histórias – a amnésia.
Christine dorme todo dia sabendo que vai acordar no dia seguinte sem se lembrar de nada ou acorda sem se lembrar de nada e aprende forçadamente sobre sua frágil condição sabendo que quando dormir de novo vai esquecer de tudo. Se pararmos pra pensar realmente é confuso pra nós e uma idéia que só de pensar nos aterroriza. Imagina não lembrar das pessoas que amamos, quem realmente somos, logo, em quem confiar? Como saber que aquilo que vivemos é verdade ou algo inventado por alguém ou por sua imaginação? O pior é não saber sua própria identidade. Uau! O livro me deixou tenso vendo a protagonista acordar ao lado de um homem toda a manhã sem saber quem é e o que aquele homem fazia ao seu lado? O homem tem que explicar pra ela toda a sua vida, como se conheceram, que dia e ano estavam.
A história é escrita na forma de thriller e nos deixa com os nervos em frangalho. S.J. Watson já está na minha lista de autores preferidos. Isso tudo com um livro de estreia bombando em quarenta países.
S.J Watson também criou uma personagem que considero uma heroína. Um homem com sensibilidade para criar uma mulher de fibra e com força de vontade para conhecer seu passado. Tudo isso com ajuda do Dr. Nash, que pede que ela escreva um diário para que ao acordar de manhã possa lê-lo. Porém, quanto mais ela investiga sobre seu passado sente-se tomada por um terror profundo e primitivo.

S.J. Watson tem a mente afiada e sabe explorar um drama da condição humana a ponto de nos sentirmos sufocados!!
comentários(0)comente



LarissaRChaves 02/09/2020

Nasci amanhã, hoje eu vivo, ontem me matou
Christine todo dia acorda como uma criança, uma adolescente, mas nunca se sentindo uma adulta. Todos os dias se esquece de tudo que aconteceu. Ben, seu marido, é o responsável para lhe dizer sobre sua vida todos os dias. Mas será que ela pode confiar nele?

Que livro fantástico!! Todo dia eu me surpreendo lendo um livro. Como uma autora pode ter tanta criatividade para fazer livros assim? É uma história que você viaja. Demais. A única coisa que conseguimos pensar é: o que eu faria se fosse essa mulher?

A narrativa é muito diferente. A maior parte da história é contada pelo diário dela, que ela começa a ler no começo do livro e vai até quase no final. A gente entra nas memórias dela de modo incrível.

O final eu amei, muito bem colocado e bem feito. Eu já sabia o que seria, já imaginei tudo que a autora colocou e interliguei todos os pontos. Pena que a última frase do livro deixou um suspense, uma interrogação, que eu queria muito saber a resposta.

Indico demais pra qualquer um que goste do gênero. Valeu muito a pena!!
Li 02/09/2020minha estante
Adorei o resumo, me deu vontade de ler, até já adicionei na minha lista rsrs


LarissaRChaves 02/09/2020minha estante
Aproveita que ta no kindle unlimited. Muito boom thriller




Carlozandre 20/01/2014

Ficção da Desmemória
O filme Amnésia (2000) chamou a atenção para o talento do cineasta Christopher Nolan - mais tarde elogiado diretor das adaptações de Batman para o cinema. Montado em blocos narrativos ordenados de trás para diante, para dar ao espectador a mesma noção de desorientação na narrativa vivida pelo protagonista, trazia Guy Pearce como um cara que, após ser atacado por um criminoso e ficar à beira da morte, desenvolve uma condição neurológica que o impede de fixar memórias recentes. Tudo o que o sujeito vive e testemunha simplesmente desaparece de sua cabeça após um determinado período que agora não me lembro se era de sete ou de 15 minutos. Como ele está obcecado por encontrar o ladrão que matou sua esposa e o deixou naquela situação, ele toma notas obsessivas em polaroides que usa para se guiar na selva desmemoriada dos contatos cotidianos. Quando algo é de fato muito importante, ele tatua na pele como um lembrete. Apesar da engenhosidade e da qualidade narrativa do filme, há um furo básico de roteiro na história que somos convencidos a deixar de lado, já que Amnésia é tão bacana: o personagem toma notas e tatua mensagens para si mesmo porque sabe que sua memória é fugaz, mas mesmo esse conhecimento refere-se a uma condição posterior ao tal ataque. Logo, pelos próprios postulados narrativos do filme, passados 15 minutos (ou sete, faz tempo que vi o filme), ele não deveria lembrar de nada, inclusive do fato de não se lembrar de nada depois de sete minutos (ou 15, você entendeu).

Cito aqui esse episódio para mostrar como histórias envolvendo perda de memória recorrente podem ser tão intrincadas quanto as que abordam viagem no tempo, com o risco de deixar pontas soltas não importa o quanto o resultado seja bacana. Outra produção cinematográfica que lida com esse mote é um dos poucos filmes simpáticos e assistíveis de Adam Sandler: Como se Fosse a Primeira Vez (2004), no qual ele se vê condenado a cortejar dia após dia a mesma garota vivida por Drew Barrymore, vítima de um acidente de trânsito que também a deixa impossibilitada de manter memórias recentes depois de 24 horas. Todos os dias, mesmo anos após o acidente, ela acorda acreditando viver ainda a mesma manhã anterior ao desastre. Embora regido pela mesma lógica bobinha de qualquer comédia romântica, o filme se vê compelido a arranjar um final feliz que é, também, condizente com a proposta da memória: o casal fica junto, blá, blá, mas ela não recupera a memória perdida, e precisa ser relembrada todas as manhãs de que casou e já tem uma filha, e que a vida seguiu depois daquela manhã.

E por que falei de dois filmes em um blog de livros? Na verdade eu não estava falando necessariamente dos filmes, e sim da força existente na ficção da desmemória. Justamente por a memória ser uma ferramenta fundamental para a invenção da própria identidade, apagar a memória de um personagem ou impedi-lo de adquirir novas lembranças é levar a narrativa a um ponto de abismo que sempre provocará curiosidade e representará um desafio para que a história que se segue a esse recurso tão radical seja digno não apenas do recurso em si, mas da personagem vitimada por ele. É difícil dotar de dignidade um protagonista que não tem uma das ferramentas mais comuns à construção pessoal de qualquer dignidade: a possibilidade de selecionar, dentro de suas próprias memórias, aquelas que corroboram sua própria narrativa pessoal – o choque dessa narrativa com as narrativas dos outros é também um tema de eleição da grande arte por ser outro dos aspectos fundamentais da vida.

Antes de Dormir (Record, tradução de Ana Carolina Mesquita), thriller que marca a estreia literária do inglês S.J. Watson, é, a seu modo, outra obra a encarar esse desafio. É, podemos dizer, uma versão dark da premissa que Como se Fosse a Primeira Vez desenvolveu como comédia romântica – e acrescentando a dificuldade adicional de estar bastante consciente do furo de roteiro essencial em Amnésia: se você não guarda memórias novas, mesmo esse fato está fora de seu alcance. É o que acontece com Christine, a protagonista do livro. Já na primeira cena, ela acorda na cama com um homem que não conhece e sem lembrar de como chegou ali. O homem é grisalho e usa uma aliança – conclusão imediata: em consequência de uma noite bem pegada, ela foi para a cama com um homem casado. Numa escapada ao banheiro para tentar organizar as ideias, ela tem o verdadeiro choque: seu rosto, seu corpo, suas mãos, parecem ter amadurecido da noite para o dia:

“O rosto que vejo me olhando de volta não é o meu. O cabelo não tem volume e está bem mais curto do que costumo usar, a pele nas faces e sob o queixo é flácida, os lábios, finos, a boca, curvada para baixo. Dou um grito, um grito contido sem palavras que se transformaria em um berro de choque caso eu o deixasse sair, mas então noto os olhos. A pele ao redor deles está marcada com rugas, é verdade, mas apesar de tudo vejo que são os meus olhos. A pessoa no espelho sou eu, porém com vinte anos a mais. Vinte e cinco. Mais.”

Essa é apenas a primeira surpresa relacionada com os despertares de Christine. O homem que dorme a seu lado a coloca a par de tudo: ele se chama Ben, e a cada dia é obrigado a recontar a ela a história de ambos. Há fotos dela no banheiro, recados pendurados, alguns lembretes para que tal despertar seja mais suave, mas ainda assim, o choque é real. Depois que Ben sai para o trabalho, ela fica sozinha em uma casa que, para todos os efeitos, ela não conhece, munida de um telefone celular para emergências – embora ela não saiba muito bem o que é um celular sem que o marido explique, já que sua perda de memória parece anterior à popularização do aparelho. Só que a determinado momento, o celular toca. É um jovem médico com quem Christine vem se tratando, aparentemente às escondidas do marido. E ele a informa onde procurar um diário que ela vem mantendo há algumas semanas após cada dia de consulta. Depois que ela encontra o diário, a narrativa pula para as diversas entradas registradas nas páginas, cobrindo cerca de um mês antes da primeira cena, a que testemunhamos e que abre o livro.

Cada entrada, narrada também em primeira pessoa, acrescenta uma camada de dúvidas e de versões sobre a história de Christine: ela ficou sem memória depois de ser atacada em um hotel, onde havia ido esperar o marido para um encontro romântico. Não, talvez não fosse o marido, e sim um amante. Talvez a abnegação do seu marido, que tem cuidado dela desde então, tenha um pouco de vingança pelo ultraje? Ela teve ou não um filho – cujas evidências parecem ter sido apagadas? Por que ela parece ter se afastado de sua melhor amiga, e que relação isso pode ter com sua condição? Quem é o jovem doutor Nash, que a vem aconselhando a manter o diário. É um homem desinteressado ou tem sua agenda secreta? Por que ele vem sendo mantido escondido de Ben mesmo que o tratamento de registrar as lembranças pareça estar dando resultado, uma vez que algumas memórias sem referência clara às vezes boiam até a superfície?

São vários os desafios, como comentamos, desse tipo de narrativa. Como a história é também uma trama de suspense, a “trama se complica”: a estrutura básica de uma história de suspense é que a cada momento uma nova peça para a montagem do quebra-cabeça é apresentado ao leitor por meio do juízo avaliativo do detetive (e um bom leitor por vezes discorda desse juízo, chegando antes do fim do livro à resolução do mistério). Só que neste caso, a figura que seria a do detetive é também a da vítima: Christine só tem acesso às descobertas que anota em seu diário, e a escrita é a versão depurada do que ela viu ou viveu. E ela não tem como manter anotações de toda a sua vida, até porque depois de um determinado tempo tais anotações se tornariam inúteis porque ela não teria como ler tal massa de material escrito. O que Christine tem não é um juízo avaliativo, uma vez que seu conhecimento das pessoas que compõem sua vida presente parece ser nulo: ela tem apenas (e portanto, também o leitor, uma vez que o livro é narrado em primeira pessoa por Christine, no presente e nos diários) relatos de alguns fatos passados e versões para as perguntas mais importantes da narrativa.

Watson se sai bem desse labirinto que criou para si mesmo, embora um recurso utilizado ao fim da história para que Christine – e o leitor – tenha finalmente um quadro completo de tudo o que aconteceu com ela comprometa um pouco a solidez da narrativa por lembrar um artifício de desenhos animados da Hannah Barbera. Ainda assim, a forma como determinadas coisas ficam necessariamente em aberto ao fim do livro (leia e você vai entender) está de pleno acordo com o desenvolvimento da narrativa. E o autor consegue valer-se com competência do fato de que alguém sem memória, e portanto sem a capacidade de saber quem é, se torna extremamente frágil.

site: http://wp.clicrbs.com.br/mundolivro/2012/11/19/ficcao-da-desmemoria/
comentários(0)comente



Ju 27/09/2020

Muito surpreendente
Admito que no começo eu não estava gostando muito do livro, a narrativa estava bem lenta e até quase a metade do livro tava meio entediante, porém depois de uns 40% a história fica muito interessante e te prende demais. O plot twist é simplesmente incrível e de tirar o fôlego, vale muito a pena finalizar a leitura mesmo que a narrativa seja meio lenta.
comentários(0)comente



262 encontrados | exibindo 1 a 16
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |