O Trono do Sol - A Magia da Alvorada

O Trono do Sol - A Magia da Alvorada S. L. Farrell




Resenhas - O Trono do Sol: A Magia da Alvorada


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Eder 16/01/2013

O Trono do Sol – A Magia da Alvorada - S. L. Farrell
Não lembro ao certo onde li pela primeira vez sobre O Trono do Sol... Mas lembro que o que mais me chamou a atenção foi a arte da capa. Linda! Impossível não se interessar. Lendo a sinopse, eu já tinha uma certeza: eu queria aquele livro.

Porém, havia uma declaração de George Martin, que me deixou com uma pulga atrás da orelha. Mesmo me prometendo não criar expectativas muito altas para a nova série, denominada Ciclo Nessântico, tinha muito medo de me decepcionar. Afinal, a Leya fez de tudo para associar a obra de S.L Farrel ao novo fenômeno mundial As Crônicas de Gelo e Fogo. Até acrescentaram um título “extra” no tomo. O Trono do Sol não faz parte do título original, que se chama, em tradução livre, Uma Magia do Crepúsculo. Devido à desgraça em que caiu a palavra crepúsculo nos últimos tempos, aqui no Brasil não quiseram se arriscar e resolveram chamar o livro de A Magia da Alvorada.

Espera aí! A série é denominada Ciclo Nessântico, o título do livro é A Magia da Alvorada, então para quê outro subtítulo, O Trono do Sol? Pois é. Alusão a certo trono de ferro, em... Deixa para lá. O fato é que estava temeroso em encontrar uma cópia mal executada da obra de Martin, mas acabei comprando mesmo assim. Confesso que essa minha preocupação foi desnecessária.

Existem poucas semelhanças entre o Ciclo Nessântico e a obra de G. R. R Martin. Quase nenhuma. A Magia da Alvorada – O Trono do Sol, narra os acontecimentos em Nessântico, uma cidade inspirada nas cidades renascentistas européias, e o foco da trama é voltado para as disputas religiosas e pelo controle da cidade de Nessântico, símbolo de poder e riqueza.

S. L. Farrel criou toda uma estrutura hierárquica para a sociedade, o que pode confundir o leitor, principalmente no início. Além disso, vários termos foram cunhados excepcionalmente para a obra, fazendo que tenhamos que recorrer ao glossário inúmeras vezes, até nos adaptarmos. Os nomes dos personagens também são complicados, e com uma pronúncia esquisita. Mas em compensação, a narrativa é rápida e fluente, e apesar do número de páginas, é uma leitura fácil.

Infelizmente, os personagens com algumas exceções, como o mendigo Mahri e o Archigos (espécie de papa da Concézia) Dhosti Ca’Millac, são apagados e mediocremente desenvolvidos, e para mim, foi impossível simpatizar com a causa destes. A protagonista Ana Co’Seranta é apática, sem motivação própria, sempre sendo manipulada, e sofre algumas alterações comportamentais inexplicáveis. Outro ponto que me incomodou foi o destino de vários personagens. Além de primar por uma boa concepção, eu acredito que um autor deve saber sacrificá-los, para que a morte não seja algo superficial e sem importância para o restante da história, e Farrel parece não ter se aprimorado muito nisso...

Porém, o livro tem seus méritos, e um dos pontos mais interessante na obra é a crítica a algumas religiões, e aos malefícios de se considerar um livro escrito e alterado pelos homens ao longo dos séculos como algo sagrado e tê-lo como uma lei para ditar os costumes da sociedade. Fiquei decepcionado, porém, no final, porque toda essa crítica parece ter sido descartada pelo autor ao trazer os numetodos (ateus?) como inferiores, e quase se (re)convertendo à Concézia.

O final do livro, aliás, é bem fraquinho. Tenho o (mau) hábito de adotar certos autores como modelos de excelência para determinados assuntos, Bernard Cornwell é o meu modelo para batalhas, e Farrel falha miseravelmente ao escrever a guerra por Nessântico. Em toda a contenda, nada faz muito sentido, principalmente o comportamento dos generais. Além disso, o autor opta por um final preguiçoso, absurdo e incoerente, deixando vários acontecimentos sem explicações. Pode-se alegar que, como sendo parte de uma série, essas explicações virão nos próximos volumes. Pode ser, mas o epílogo dá a entender que o próximo livro se passará algumas décadas depois. E a menos que Farrel ressuscite certos personagens, algumas perguntas permanecerão sem respostas.

Talvez minhas impressões tenham sido influenciadas pelo final lastimável, e por isto dou três estrelas, mas poderia ter sido quatro (editado - reduzi minha avaliação para ficar condizente com a resenha). Mas quero deixar claro que, se tivesse a opção, três e meio seria a minha avaliação. Um bom livro - com problemas, é verdade - que promete uma série com potencial.


P.S.: Apesar da arte da capa ser magnífica, o material utilizado é de péssima qualidade. A Leya deveria tomar mais cuidado com esta questão, pois seus trabalhos estão deixando a desejar. E tem quem reclame das capas de edições econômicas lançadas no Submarino.
Lu 07/09/2012minha estante
Adorei a sua resenha: franca e bem fundamentada. Pelo o que vc descreveu, o livro está mais para uma mistura de Guerra dos Tronos com Os Pilares da Terra. Mas sem a mesma qualidade, pelo visto. Vou deixar passar este. Obrigada pelo aviso!


Eder 27/09/2012minha estante
De fato, Lu. Não é uma leitura que eu recomendaria. Sei que vou comprar e ler os próximos volumes, mas já sem muitas expectativas.


Thiago Martins 22/04/2013minha estante
Nossa gostei de saber sobre esse fato da tradução do titulo; comecei a ler há algumas semanas e parei antes da página 100 pois várias coisas não me agradaram na história até o momento, mas não desisto de livro assim tão fácil e lerei até o fim para ter uma opinião formada


Gustavo Mahler 12/05/2013minha estante
Tua resenha me animou quanto à adquirir - ou não - o livro. Parabéns e obrigado!


Tiago Doreia 27/02/2014minha estante
Gostei muito da resenha, me fez ver com outros olhos o livro, e confesso que mudei de opinião quanto à lê-lo, ou não. Valeu


Luan 21/07/2014minha estante
Muito boa sua resenha. E confesso que só gostei do Mahri, e isso no começo e no meio do livro, enquanto ele ainda é um personagem misterioso, a partir do momento que ele começa se revelar perde bastante o charme.


JonLiberato 11/11/2017minha estante
A sua resenha foi de grande ajuda e esclarecedor para mim. Eu até me arriscaria em ler está trilogia, porém, só pelo fato em ser da editora Leya, sei que as páginas e fontes irão me incomodar e muito! Fato que ocorreu quando eu comprei os 05 livros das Crônicas Gelo e Fogo. Devolvi tudo! Infelizmente, o material da Leya segue de péssima qualidade!




Fernando Lafaiete 29/05/2020

O Trono do Sol: A Magia da Alvorada (O Ciclo Nessântico #01)
******************************NÃO contém spoiler******************************
Resenha postada originalmente em https://www.mundodasresenhas.com.br/

Nessântico, um reino poderoso, mágico e que desperta o desejo de muitos. No trono do Sol senta-se Marguerite ca'Ludovici, uma rainha admirada por muitos, que preza pela paz, pelo diálogo e pelo bem do povo. Contando com a ajuda de Dhosti ca'Millac, o líder religioso do reino, a poderosa mulher tenta lidar com as lutas daqueles que remam contra a fé do reino, ao mesmo tempo que passa a ser ameaçada por um poderoso nobre, antes aliado, agora inimigo e que deseja sentar-se no trono que lhe pertence. Entre intrigas palacianas, levantes de rebeldes, questionamentos religiosos, e o despertar de uma poderosa magia proveniente de uma jovem sacerdotisa, vamos adentrando em uma trama enigmática que nos levará a embates que moldará Nessântico e tudo que lhe sustenta. S. L. Farrell tece uma narrativa capaz de encantar os fãs de George R. R. Martin e Brandon Sanderson, construindo um mundo que poderia ser resumido - sem medo de errar - como uma mistura de "As Crônicas de Gelo e Fogo" e "Mistborn".

Remodulando temas atuais que ainda causam discussões calorosas, o autor nos imerge em um universo ricamente criado, que entrega equilíbrio e discussões acerca da fé e do que acreditamos. Até onde a palavra de Deus é válida quando defendida em prol de poucos? Com o desenvolvimento de personagens tridimensionais, o eficaz escritor vai nos levando a uma jornada repleta de questões e enigmas que enriquecem a narrativa e que nos deixa com a pulga atrás da orelha, como um bom livro de fantasia adulta deve fazer. Em quem devemos acreditar e que desfechos devemos aguardar só o tempo dirá. Com bons momentos de ação e com uma trama onde tudo e todos exercem suas funções de maneira eficiente, contribuindo para a fluidez e dinamismo da obra, a leitura de "O Trono do Sol: A Magia da Alvorada" torna-se em algo marcante, indo além de apenas mais uma leitura.

Óbvio que apesar de minhas audaciosas comparações presentes no primeiro parágrafo (como muitos podem considerar), não inicie a leitura da fantasia de S. L. Farrell esperando encontrar uma cópia ou um romance espelho dos títulos mencionados anteriormente. As comparações são válidas, mas cautela e bom senso também são importantes por parte de quem se propor a ler. A escrita de Farrell é rica, ágil e detalhada. Mas o ritmo e crescimento dos personagens e situações são acelerados muitas vezes de forma desproporcional, atropelando muitas vezes alguns desenvolvimentos de personagens e podendo dar a impressão de uma narrativa desesperada. As contextualizações ocorrem, mas são seguidas quase que imediatamente por resoluções apressadas que em obras de Martin e Sanderson levariam (e de fato levam) vários outros volumes para ocorrer.

As questões políticas e religiosas são muito bem trabalhadas e nos ajudam a entender com profundidade as ações, motivações e até mesmo a construção social do universo nessântico e dos personagens. O início da leitura pode causar estranhamento, já que também conta com palavras próprias, e esse é um aspecto importante a ser reforçado. Nada que deva amedrontar quem já é acostumado com alta fantasia, mas que deve ser encarado com cautela pelos leitores novos no gênero. Como estar no meio de um tabuleiro de xadrez, embarcar na leitura de "O Trono do Sol: A Magia da Alvorada" e acompanhar os passos dos ambiciosos personagens é o mesmo que ficar no aguardo de quem dará o xeque mate primeiro. Personagens dúbios e uma intrigante e inteligente narrativa elevam o robusto romance de S. L. Farrell a um elevado nível de excelência.  Claro que como toda obra, pode não agradar a todo muito. Mas se gosta de política, magia, batalhas, intrigas e armações, Trono do Sol é mais um livro que você não pode deixar passar. Eu mal posso esperar para iniciar a leitura do segundo volume. Em minha lista de fantasias favoritas da vida, Trono do Sol já ocupa um lugar especial.
Jhony 29/05/2020minha estante
depois dessa resenha tenho obrigação de colocar este livro na lista


Fernando Lafaiete 29/05/2020minha estante
Leia mesmo Jhony... Eu gostei demais. Espero que goste tanto quanto eu. :)




Marcos 12/05/2012

Resenha do livro O Trono do Sol - a Mágia da Alvorada (3canecas.com)
www.3canecas.com



Uma guerra por Nessântico está a ponto de acontecer e alianças devem ser formadas, traições acontecem e não se sabe em quem confiar e qual lado os personagens estão. Não subestime e nem confie em ninguém, porque as trevas estão se aproximando e se aproveitando do desejo de poder, daqueles que farão de tudo para ter o Trono do Sol.

O Trono do Sol – A Magia da Alvorada foi um daqueles livros de leitura fácil e que as páginas viram sozinhas. Um livro de fantasia no qual S. L. Farrell, soube encaixar bem os ingredientes dos quais aprecio nos livros do gênero e foi com esses ingredientes, que o livro me conquistou e me fez apreciá-lo e claro querer o próximo. Este próximo volume deve sair em breve por aqui, mas esse assuntou deixo para um próximo post.

Religião, Política, Guerra e Feitiçaria ingredientes que criaram uma obra cativante, em um mundo fantástico onde todos buscam por poder e reconhecimento. O livro é dividido em capítulos e dentro destes contém a narrativa na perspectiva dos personagens, algo semelhante para quem está acostumado com os livros das Crônicas de Gelo e Fogo. Desta forma conseguimos acompanhar a trama, com a visão de todos os personagens envolvidos e isso faz com que você não queira parar de ler, na ânsia de saber o que vem a seguir.

No desenvolvimento deste novo mundo, o autor criou personagens complexos e com personalidades únicas, entretanto existe toda uma hierarquia e títulos que de inicio são complicados de entender. Ao final do livro existe um glossário que ajuda no entendimento e também temos apêndices que explicam esse novo mundo.

Nas terras de Nessântico fica o centro dos acontecimentos e essas cidades são governadas, pelo dono do Trono do Sol a intitulada Kraljica (Imperatriz), que tem ao seu lado uma forte religião, chamada concénziana que é controlada por um representante e líder da fé chamado de Archigos, com seus liderados que tem o dom de controlar a energia do Ilmodo, um poder que pode ser moldado e usado de varias formas.
Patty 08/10/2013minha estante
Eu odiei esse livro!! rs rs




Nadine 18/12/2013

Não sei por que as pessoas odiaram tanto esse livro. Deve ser por causa do tamanho dele, do formado e etc que todo mundo deve ter pensado que era uma espécie de game of thrones novo, apesar de o autor ser diferente e ele não ter obrigação nenhuma de fazer uma história tipo game of thrones só por que agora é o que tá fazendo sucesso.

Eu gostei muito da história, o cenário é todo bem construído, a sociedade, os mapas, as hierarquias e tal, bem original e bem interessante também. Game of thrones não é o único livro de fantasia que presta.
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Vinícius 04/04/2013

Não é porque Martin indicou que você encontrará um "A Guerra dos Tronos pt.2"...
Certamente muitos se interessaram por "O Trono do Sol" por causa da indicação de George R.R. Martin, o amado criador das Crônicas de Gelo e Fogo. Tendo lido esta, parti em busca de materiais similares, e cheguei a este livro, escrito por S.L. Farrell (cuja versão brasileira ainda conta com a capa feita pelo francês Marc Simonetti, reforçando as "semelhanças"). Mas embora o gênero seja fantasia, a proposta desta obra é bem diferente.

Primeira coisa; o título em inglês não é "O Trono do Sol", e sim o que aqui no brasil ficou como subtítulo: "A Magia da Alvorada". Uma relação com o Trono de Ferro de Westeros? Creio que sim. À medida que o livro se desenrola vemos que o tal Trono em si não tem relevância nenhuma na história. Não é ele o foco, e sim aqueles que o possuem e os que desejam.

Intrigas. Sim, este é o mote da história. Nisto Farrell se assemelha a Martin, mas não pense que é um trabalho derivativo. Seja pela política, pela força, pela religião, os personagens aqui almejam o poder. A narrativa é em formato de POVs (Points of Views), mas ao contrário das Crônicas os capítulos são bastante curtos e o número de personagens narradores é bem maior - alguns servem mais como "transição": só possuem um capítulo e já morrem neste -, além do fato de que o livro está dividido em "movimentos", agrupando capítulos.

Concordo com aqueles que dizem que a narrativa do livro cansa, especialmente no início. De fato não é fácil decorar termos como "kraljica" e "kraljiki" (impertariz e imperador), "vatarh" e "matarh" (pai e mãe), "archigos" e "a'teni" (equivalente ao papa e aos cardeais da Fé Concénziana, religião dominante em Nessântico), dentre diversos outros temas exclusivos deste mundo criado por Farrell, com muitas palavras apresentando uma derivação do francês. Mas depois de um tempo você se acostuma com esse universo tão único.

Como é de se esperar num primeiro livro de uma série, a narrativa só "pega fogo" a partir da página 200, com o que eu chamo de "evento catalisador". A maioria dos personagens não possui muito carisma ou desperta grande interesse, com exceções sendo o comandante Sergei Ca'Rudka, o misterioso mendigo Mahri, o archigos Dhosti Ca'Millac ou o enviado Karl Ci'Villiomani. Reviravoltas não faltam: o livro está cheio delas. Portanto, prepare-se para várias surpresas.

Entre os pontos negativos devo salientar a demora pro livro "pegar" o leitor, algumas passagens WTF, a falta de carisma de alguns personagens e o modo como o epílogo foi escrito.

Os positivos são: os detalhes do universo de Nessântico, as reviravoltas e as batalhas no fim do livro.

Bom, esta é a minha primeira resenha aqui. Espero ter sido útil. 4 estrelas para "O Trono do Sol" (e que sua continuação chegue logo aui no Brasil!)
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G. Turquia 24/06/2012

Sabem, quando peguei o livro, pela primeira vez, senti que tinha uma estranha "conexão" com ele. A capa me chamava, o título me deixava curioso e a sinopse me deixavam de boca aberta.

Não liguei muito para a citação de Martin na capa, afinal, nunca li os livros dele e nem quero ler (assisto Game of Thrones, apenas), mas, pelo que eu vejo da série e soube da minha melhor minha que leu o livro, a saga do Trono do Sol é muito diferente da saga do Trono de Ferro.

Vamos lá, a série, que possui trés livros, conta a história de Nessantico, a cidade mais poderosa e admirada do seu mundo. Todos querem ir para Nessantico, muitos queriam GOVERNAR Nessantico. É nisso que a história gira. Contada de diferentes aspectos, através de diferentes pessoas, Nessantico se prepara para o jubileu do reinado de sua governante, a kraljica Marguerite, enquanto o seu filho, Justi ca'Mazzak, já está impaciente para subir ao poder. Nesse tempo, o governante de Firenzcia, uma das terras controladas pelos Domínios (nome dado ao império de Nessantico), cansado de ser o menos importante tenta secretamente gerar uma guerra para chegar ao poder da cidade. Na cidade,o archigos Dhosti ca'Millac, o "papa" da fé concenziana, a religião oficial dos Domínios, se depara com uma guerra, enquanto os numetodos, seita recente que acredita que não é preciso da fé em Cénzi, deus principal da religião, para moldar o Ilmodo, energia invisível que gera os feitiços (essa é uma das principais doutrinas da Concénzia), fanáticos como Orlandi ca'Cellibreca querem acabar com eles como se fossem uma infestação de ratos e, quem sabe, subir ao trono de archigos.

Na história, há muitos personagens, principais e secundários, que eu não citei nessa minha sinopse (mal feita).

Acho que o livro vai admirar a todos, pois ele trata de assuntos como fé, política, guerra, conspirações, culturas e magia. É possível ver um reflexo da história do nosso mundo, embora a história do mundo de Nessantico seja originalmente só dela.
Eu citei magia, mas não espere nada igual a Harry Potter nesse livro. Sim, a magia é um elemento extremamente importante no livro, mas não torna nada cansativo (embora batalhas envolvendo a magia sejam vista entre as páginas).
Enfim, termino o livro, louvando a Cénzi por ter criado uma história tão magnífica, que recomendo a todos, de todos os gostos a ler.
E quem for ler, uma dica, vá nos apêndices (principalmente o "Dicionário" e "Trechos da Concórdia de Nssantico") para não se perder, e atrapalhar a cabeça em certas coisas que ocasionalmente passam no livro.

Essa é a minha primeira resenha, então, não me matem. :D
E eu acho que eu deixei uma boa impressão do que eu pensei do livro...SENSACIONAL!!!
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Maya 25/09/2020

Difícil de parar
Os capítulos desse livro são super curtos e ele é dividido em blocos onde cada capítulo é a vivência de um personagem. Quando você pega pra ler quer terminar um bloco todo de uma vez. Muitas reviravoltas e o misto de política, magia e religião é muito interessante.
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Albarus Andreos 07/01/2013

Não confie nas recomendações no rodapé das capas...
O Trono do Sol - A Magia da Alvorada (Editora Leya, 2012) é o primeiro livro da série O Ciclo Nessântico, do norte-americano S. L. Farrell (ou Stephen Leigh, outro pseudônimo utilizado pelo autor). Farrell não é nenhum iniciante, embora O Trono do Sol seja o primeiro livro dele publicado no Brasil. É um acadêmico que ensina escrita criativa na Northern Kentucky University, foi indicado e ganhou vários prêmios por sua ficção ao longo dos anos e escreveu várias histórias para o universo compartilhado Wild Cards (editado por George R. R. Martin). Aliás, muito convenientemente, há uma frase de Martin na capa deste livro: "Uma mistura deliciosa de política, guerra, feitiçaria e religião em um mundo repleto de imaginação. Um lugar fascinante, e que estou ansioso para visitar de novo."

Uau! Eu também, mestre Martin! Só por isso já ficaria tentado a ler o livro, mas... como já sou macaco velho com estes "textos de marketing encomendados" que povoam as capas e contracapas dos livros americanos ("...vencedor do prêmio do Boston Tribune...", "...best seller do New York Times...", "...melhor livro da lista do Chicago Sun...", e blá, blá, blá...), então já fico com um pé atrás. Alguma coisa sempre me diz que propaganda demais para um produto (infelizmente é isso, caro leitor: livro é um produto) é sinal de que a coisa não "se vende sozinha".

E o livro se inicia com um choque de realidade! Já na primeira página percebemos que a obra é impregnada por uma batelada de termos inventados pelo autor (ponto para Farrell, deve ser assim mesmo!), usados por todo o livro, que simplesmente o deixa incompreensível sem um verdadeiro "curso" inicial (retiro o ponto que dei... Afinal, neologismos e a criatividade permeando o vernáculo de um livro deve ter limites, senão tira a atenção do essencial e passa a ser um estorvo)! São pronomes de tratamento, termos, nomes próprios (com uma curiosa inflexão basicamente francesa, mas também italiana/ alemã) que não param de aparecer. Logo vemos que há um enorme glossário, mapas, anexos etc. lá no final do livro, e até uma orelha, na contracapa que é destacável (interessante!), uma "tabuinha de referência rápida" e que pode ser usada como marcador de página, porque ali está uma lista das dezenas dos principais neologismos empregados na obra. Imagine então: para você ler vai precisar de um verdadeiro dicionário à tiracolo.

Acontece que eu comecei a ler e estes termos "tremendamente assustadores" são mais inofensivos do que eu imaginava. O próprio contexto da obra já vai explicando os seus significados. As vezes você simplesmente ignora o troço e continua lendo e a história funciona mesmo assim. Dá a impressão que o contexto acaba digerindo bem a abundância de palavras estranhas (devolvo então o ponto extra à Farrell).

Isso porque o autor parece escrever muito bem! A leitura é bem fluida (até demais, o que invoca uma simplicidade pouco erudita) e quando nos deparamos com um dos "bichos esquisitos", já atinamos do que se trata, ou nem nos importamos mais. Depois de umas vinte ou trinta páginas vemos que a leitura não é complicada, em absoluto, e o marcador de páginas se torna só isso mesmo. Mas, sinceramente, penso que o susto acaba é dando uma primeira impressão ruim. Os neologismos se tornam um chiste, uma esquisitice à parte que contribui negativamente, sim, para a imersão do texto, mas podemos creditar isso tudo ao estilo do autor.

Tirar o leitor do lugar comum, de sua zona de conforto, poderia ser louvável mas, sinceramente, pelo menos neste caso, gostaria de ter sido deixado relaxando na poltrona. O lugar onde Farrell me leva pode até ser bom, mas o vôo não se faz com facilidade. Nomes, são algo MUITO importante nos livros. Podem ficar para sempre! Viram ícones, mitos, originam teses de mestrado, em suma, podem fazer parte do imaginário popular pelo menos por uma geração (quiçá, muitas delas): Aquiles, Aladjn, Emma Bovary, Dona Benta, Mickey Mouse, Azambuja, Dart Vader, Frodo, Harry Potter, Edward Cullen...

A história gira basicamente em torno de Nessântico, a cidade-estado onde se passa a trama e de Ana co'Seranta (com a tabuinha de referência você ficará sabendo o que significa este "co", na frente do sobrenome), uma o'téni (ou acólita) dedicada ao deus Cénzi, com poderes mágicos inatos que vão se aperfeiçoando de forma um pouco independente da instrução arcana convencional (o Ilmodo). Acontece que este caminho à margem da instrução oficial, é terminantemente proibido pela fé concénziana. Ana é muito bem delineada no início, vai sendo saturada por uma carga grande de aspectos psicológicos, muito bem urdidos até certo ponto, com o drama de ter a mãe doente, os abusos por parte do pai, a preocupação em controlar seus poderes (e o dilema de não poder usá-los para salvar a mãe, o que significaria ir contra a Divolonté – mais ou menos algo como "a vontade de deus").

Alguns outros personagens são apresentados, Dhosti ca'Millac, o archigos (o arqui-sacerdote) da fé em Cénzi; a matriarca governante de Nessâninco (ou kraljika), Marguerite, a "Genere'a Pace"; o filho e príncipe herdeiro, Justi; o mendigo Mahri; a mãe (ou matarh) de Ana, A(l)bini (não sei se é Albini ou Abini, já que os dois nomes, lamentavelmente, foram usados para o mesmo personagem) além de outros. As motivações e importância dramática de alguns deles mostram-se um tanto mal elaboradas, evidenciando certa falta de habilidade do autor; atos e decisões ficam um pouco no ar também, não sendo muito embasados e até gratuitos em algumas passagens. Há clichês que poderiam não ser apenas isso nas mãos de um outro escritor mais capaz minucioso.

Ao chegar ao final do livro não consegui uma boa imersão na leitura com os nomes próprios e os pronomes de tratamento usados. Como disse, nomes são muito importantes nos livros de fantasia, imprimem caráter aos personagens, dão um certo "tom" e muito do espírito fantástico da narrativa. Em O Trono do Sol eles são muito esquisitos e não consegui me divertir, realmente, devido a essa implicância que toda hora me atormentava. Mas isso é coisa minha, Ok! Talvez você não ligue.

A história titubeia muito e no evento onde a rainha (kraljika) Marguerite comemoraria seu jubileu, eu até pensei em abandonar a leitura. Até ali achei a história muito anal banal. Os incontáveis erros de revisão da obra também reduziram em muito minha atenção e provocaram muitos desconfortos: a Editora Leya chegou ao ponto de errar os nomes de vários personagens [não foi só a mãe de Ana, A(l)bini] diversas vezes, incluindo a principal, Ana co’Seranta, que apareceu também como Anna, em mais de uma oportunidade. Há mesmo construções bem mal feitas que abusam da semântica e erram tempos verbais (que Cénzi os ajude!).

Com o andar da carruagem a narrativa melhorou bastante, mas não dá para deixar de notar a superficialidade de Allesandra, a filha de Jan ca’Vörl, que embora seja ainda uma menina fica se metendo (pasmem!) nos assuntos militares do pai (e este fica num interminável afagar dos cabelos da pestinha prodígio); Marhi, o mendigo, hora salva, hora trai Ana e Karl, com uma desculpa muito mal ajambrada de que “era a única forma de conseguir ajudá-los" (para mim foi o autor mesmo que não conseguiu fazer a coisa soar melhor) e as motivações do mendigo Mahri permanecem um mistério que, pelo menos em parte, deveriam ter sido esclarecidas pelo autor. Simplesmente não entendi como Ana consegue descobrir o envolvimento dele no crime, na noite do jubileu; o enviado Karl ci’Vliomani parece um cachorrinho de Ana e não se entende afinal porque está na história a não ser para virar o par romântico da mocinha. Os dramas e os arredondamentos psicológicos da própria Ana, no início da obra, não influem muito no seu desfile pelas quinhentas e tantas páginas do livro. Ela, inicialmente, até tem certa repulsa pelo contato físico com os homens, mas fica nisso, sem neuroses mais profundas, raiva ou demonstrações de instabilidade que, imagino, deveria acompanhar o pacote e agregar interesse à narrativa.

Num trecho absolutamente bizarro, próximo ao final, Ana, para provar que a arte dos numetodos (um tipo de protestantes à religião cenziana, que parecem ser mais voltados à ciência que à fé) pode ser usada pelos ténis-guerreiros contra as forças invasoras do hïrzg (uma espécie de Kaiser de Firenczia, uma outra cidade estado), simplesmente ordena que um deles atire uma bola de fogo sobre ela. O episódio termina com um monte de corpos de seus colegas ténis carbonizados e ela sobrevive, junto com Karl, e isso é visto como um sucesso e há risos e aplausos... Como assim?! Um monte de gente morre só para a moça se mostrar e fica tudo bem???? Ficou simplesmente ridículo!

Mais adiante, depois de incontáveis perseguições, os numetodos, após serem caçados e hostilizados o livro inteiro, simplesmente resolvem virar treinadores dos ténis (os acólitos e sacerdotes) de Cénzi e os ajudam contra os invasores, assim, sem mais nem menos! Se o fato deles estarem na cidade também e que seriam caçados e mais uma vez chacinados é a razão, então poderia ficar mais palatável se o autor evidenciasse os atritos e o mal estar reinante por causa dessa união indesejada. Ficou muuuito forçado. Ana, embora seja uma crente sem qualquer outra característica prática, de repente começa a dar pitacos estratégicos nos planos de defesa da cidade de Nessântico, sitiada pelos firenczianos, ao próprio comandante das forças, Sergei ca'Rudka (um pouco menos do que Allesandra faz, mas mesmo assim é um disparate).

E mais uma vez me pergunto: se qualidade parece ser o que impede autores de fantasia nacionais de serem publicados e festejados pelas editoras daqui, não entendo como um livro com a qualidade de O Trono do Sol, pode. De modo geral, não desgostei totalmente da leitura, mas sem dúvida pensarei duas vezes antes e ler o segundo volume da série. Ao contrário de mestre George R. R. Martin, em sua declaração estampada na capa do livro, eu não estou ansioso para visitar as páginas de S. L. Farrell de novo. Como eu disse: propaganda demais para um produto é sinal de que a coisa não "se vende sozinha".
06/02/2013minha estante
Belíssima resenha. Parabéns! Quando vi este livro na livraria, confesso que fui fisgada pela linda capa e quando li a sinopse, pensei: "este livro é dos que eu gosto"... doce ilusão. Narrativa super cansativa devido a bagunça dos nomes, muitas denominações, uma mistureba só que me cansou e acabei desistindo da leitura. Infelizmente não recomendo para ninguém.


Marcus Reis 22/02/2013minha estante
Sobre como ela percebeu as intençoes do Mahri....
Pg 246-

"Ana conseguiria trazer a kraljica de volta. mesmo que não fosse capaz de cura-lá completamente.Ela conseguiria...
...mas Ana foi tomada por ima estranha náusea,uma súbita desorientação.Como se alguém tivesse balançado o mundo...

PG 483
Ana balançou a cabeça-Eu não sei oque você quer dizer-ela começou a falar,mais foi tomada por uma súbita desorientação naquele momento,e Mahri desapareceu enquanto os tenis na sacristia ganharam vidade supetão.A desorientação pareceu estranhamente familiar.Ela não conseguiu decidir exatamente por quê.

PG 541

Um instante um tremor...um breve momento de desorientação e a realidade seria dissolvida em volta dela.Como Ana sentiu quando Mahri foi até ela com a bola de vidro-È apenas o meu dedo.Poderia muito bem ser uma faca...
o breve momento de desorientação...
A dissolução da realidade...
Tão familiar...
Ana conteve uma gritinho."

Espero ter deixado mais claro...


Julio Alex 15/06/2013minha estante
Eu estava na livraria hoje e esbarrei em um livro que me pareceu ser legal, mas quando cheguei aqui no Skoob pra ler as resenhas sobre ele, esqueci qual era o título. Só me lembrava de que ele era da Leya, então fui na página da editora e esbarrei no Trono do Sol. Admito que a capa me chamou atenção e o título também, até eu ler a sinopse.
Nunca vi mais confusa e mal escrita, e putz, que espécies de nomes são esses? Só a sinopse foi suficiente pra me fazer querer ficar bem longe desse livro. O autor criou coisas tão esquisitas que nem mesmo consegui ler sua resenha inteira, de tão confuso que é o vocabulário da história. Não consigo nem me imaginar lendo esse livro. Se eu já acho esquisito "Sir" em As Crônicas de Gelo e Fogo ser "Sor" e "Mestre" ser "Meistre", imagina como eu me sentiria lendo esse livro aí? Ia no mínimo me explodir.
Enfim, obrigado por ter feito essa resenha maravilhosa; se não fosse por ela, eu certamente teria jogado R$50,00 fora :)

E outra coisa: a Leya vive com problemas na tradução, notei isso nos livros de George R. R. Martin. Eu tô lendo A Tormenta de Espadas, do GRRM, e vira e mexe o dragão da Daenerys, que é DrOgon, vira DrAgon, e Sor AlliSEr Thorne vira AlliSTEr... A editora tá crescendo, mas a qualidade da tradução continua baixa. Infelizmente, os leitores que se ferram.




Harry 14/12/2013

O trono do Sol

Sinopse: Nessântico – terra de luxúria e perigos, que durante séculos influenciou povos além de suas fronteiras. Uma cidade forte, sedutora, e que mesmo sob o efeito do comércio e da guerra abriga intelectuais, ricos e poderosos de todo o país. Um lugar muito invejado, e por isso as coisas estão prestes a mudar. Governada por Marguerite ca'Ludovici, que agora prepara-se para celebrar seu Jubileu e passar o seu legado para seu filho Justi, enquanto Jan ca'Vörl, um poderoso nobre, tenta armar uma rebelião. Archigos Dhosti ca'Millac, líder da Fé de Concénzia e aliado de Marguerite, luta para controlar fundamentalistas como Orlandi ca'Cellibrecca , enquanto eles clamam por uma ação contra aqueles que insistem em afirmar que a magia não está ligada à fé em Cénzi. Presa no meio desta disputa por poder está a jovem sacerdotisa Ana co’Seranta, cuja impressionante habilidade com a magia a torna um peão na luta pelo poder. O trono do Sol é uma trama onde o elenco ativo é um fascínio imenso, muitos dos quais se alternam na narrativa. Leitores que apreciam a construção de um mundo de intriga e ação mergulharão nesta história rica e complexa.

o livro apesar de ser destinada ao público adulto, o livro é de uma leitura fácil, Farrel criou um mundo onde politica e magia são predominantes todo tempo. Há muitos nomes e títulos a serem decorados, mas há um glossário no final que ajuda bastante. Confesso que até a página Duzentos, levei uma leitura arratada, mas depois da página duzentos, você já está totalmente ambientado nesse novo mundo, e a trama, passa a decorrer com muita fluides.
Os personagens são muito bem estruturados e cativantes, cada um com sua personalidade marcante, com sua aparência única. ao longo do livro, você descobrirá quem é quem, e porque estão lá. Ao se acostumar com o livro, as páginas passam a virar sozinhas, quando você menos espera o livro acaba, te instigando a ler o próximo.
Em suma, o livro é muito bom, não vejo falhas no livro, sim, vi um , no máximo dois erros na tradução, mas isso é relevante, S. L. Farrel criou uma obra prima.
O livro tem 580 páginas e a capa é simples, com orelhas e relevo e as folhas amareladas e com uma margem cinza que dá um certo charme durante a leitura. E a tradução é de André Gordirro.
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CooltureNews 21/07/2013

Coolture News
Um dos livros que estava com vontade de ler desde seu lançamento, e afirmo que grande parte dessa vontade não se deu através da sinopse e dos comentários sobre a obra, foi pura e simplesmente devido a capa! Sei que é errado julgar uma obra pela capa, mas essa simplesmente chama a atenção e depois que isso aconteceu comigo ai que fui procurar a sinopse e alguns comentários sobre o livro, mas isso não contribuiu em nada para aumentar ou diminuir a vontade, mas convenhamos, o preço é algo que realmente acaba espantando um pouco novos leitores e dificilmente encontrei o livro entre promoções. Mas enfim, minha vontade foi saciada e agora venho contar a vocês o que achei do livro.

Confuso? Pode ser. Afinal o autor nos joga em um ambiente totalmente desconhecido com algumas questões que deveriam ser explicadas antes ou no decorrer da história, isso não acontece, então sugiro que vocês leiam antes de tudo o apêndice que se encontra nas ultimas páginas do livro, no meu caso só fui descobrir ele quando acabei a história, uma das desvantagens de se ler em um Kindle é a impossibilidade de folhear o livro antes de iniciar a leitura.

Tenso? Certamente. Poucas são as obras onde o autor consegue unir a tensão do jogo político, com sentimentos, principalmente quando tudo isso está sendo narrado através de uma guerra, que, diga-se de passagem, é muito bem contata.

Vamos a história, aqui conhecemos a cidade/estado de Nessântico, uma verdadeira potência que está vivenciando um grande período de paz (comprada através de acordos e casamentos), sendo grande inimigo declarado os Numetodos. Voltando um pouco, Nessântico é uma cidade onde a fé Concénziana predomina, e todos que não a seguem a risca são considerados inimigos, esses são o Numetodos, mas não são os únicos.

Nessântico é governada por Marguerite ca’Ludovici e foi ela a grande responsável por esse momento de paz, mas muitos não concordam com suas atitudes, inclusive seu filho que sonha com sua morte para poder assumir o Trono do Sol. A história é contada justamente nesta época do tempo em que Marguerite já sabe que não possui muito tempo de vida. Mas seus inimigos também sabem e existe aí toda uma teia de conspiração para que seu herdeiro não assuma o poder de Nessântico.

Do outro lado temos Ana co’Seranta, moça de família simples que sofreu nas mãos de seu pai após sua mãe adoecer. Ana segue a Fé Concénziana e desde cedo chama a atenção por conseguir se desenvolver de forma diferente de seus pares. Sim, no livro existe o que podemos chamar de magia, e Ana, consegue moldá-la de forma superior aos demais, infelizmente os motivos para tal fato não nos é contado ainda.

Neste primeiro volume, temos de tudo um pouco, desde grandes conspirações, assassinatos, romances e intrigas. Com uma narrativa dinâmica e envolvente o autor consegue contar a história deste local envolvendo vários personagens e diversos pontos de vistas, todos válidos, tornando difícil escolher um lado. Sobre os personagens, eles são muito bem definidos e em nenhum momento deu a impressão que estavam fugindo daquilo que nos foi apresentado, mas ocorre sim uma evolução no decorrer da história.

Um livro que é um prato cheio para os fãs de magia, politica, guerras e relacionamentos interpessoais. Definitivamente é uma leitura que recomendo, mas procurem o glossário antes de iniciar, tenho certeza que será mais prazeroso.

site: www.coolturenews.com.br
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Mirele 12/04/2020

Uma história política
Foi difícil segurar essa leitura. Achei o começo um pouco arrastado, não gostei da forma como o autor trata o estupro, enfim. Achei algumas partes meio previsíveis demais, considerando que o forte do livro é sua trama política. Acho que o autor poderia deixar algumas coisas um pouco menos explícitas. É claro que temos algumas surpresas ao longo da trama e alguns mistérios. Alguns inclusive sem solução, deixando margem para o próximo livro. Concluindo, não é uma leitura ruim, apenas não me pegou. Acho que tive expectativa demais pelos grandes elogios que ouvi, e expectativas só servem pra serem frustradas mesmo.
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Vic 27/12/2013

Muitos acharam horrível o livro, e não estou discordando muito, mas..
Como a maioria, eu também fiquei encantada com a capa e o nome, tudo no livro, a recomendação do George R. R. Martin, então comprei. Assim que vi o glossário na última página, desconfiei do enredo, então fui foleando as outras últimas páginas, tinha mapa, tinha os nomes dos personagens, e como pronunciar cada um, as denominações ca'; co'; e outras, tinham até conceitos das palavras, que eu nem de onde foram tiradas, juro que eu tive que destacar aquela parte em vermelho do glossário e usar como marcador de página pra poder acostumar com tantos significados diferentes. Quando comprei, eu não tinha percebido aquilo, nem nada que pudesse ser fora do normal.

Alguns podem não acreditar, mas ficou pior depois que comecei a leitura, principalmente a adaptação com os nomes, e a conseguir pronunciar, sem dizer que o enredo é complicadíssimo, mas lá vamos nós, eu não desisti, na verdade, nunca abandonei um livro, tanto que agora estou lendo o volume 2 desse livro. Como vi em algumas resenhas e comentários, a leitura apenas começa a ficar interessante lá pela página 200, bom, pra mim, já foi lá nas 300 pra 400 páginas. Demora muito pra gente realmente querer ler. Eu tive que me forçar a continuar a leitura. Os personagens também não eram lá essas coisas. A protagonista é sem opinião, ela faz sempre o que os outros mandam, o que eu achei um absurdo! Ela sempre quer cumprir a Divolonté - tipo a Bíblia - e a vontade de Cénzi - tipo um Deus -, certinha demais, mesmo sendo a dona do poder todo, muito manipulável. Já a rainha, parecia lerda demais, já era velha, mas muito lerda, realmente. O filho dela é um mulherengo - e olha que parece que o livro se passa em uma época mais antiga - o antigo archigos - tipo papa - era até bonzinho, mas muito debilitado de saúde já que era anão e tinha algum tipo de deficiência então não facilitava as coisas, ainda mais porque o a'téni - tipo bispo - Orlandi queria tomar sua posição, queria depor ele, e ao aplicar um golpe, dizendo ser traição, pegar o lugar do archigos Dhosti.. Isso é apenas uma parte da história, olha que têm várias.

O que eu achei mais estranho foi.. onde que Nessântico fica? O autor criou um mapa imaginário, com reinos e várias cidades, isso confunde um pouco.. demora muito tempo pra adaptar a leitura, mas hoje quando estou lendo já decorei todos os nomes e sei de todos, o difícil é explicar. Quando eu ainda estava no meio do livro, eu juro que, quando os outros perguntavam como era ler esse livro, eu xingava e dizia que era uma merda, mas assim que terminei de ler, percebi que até que não é tão ruim, ele termina com uma guerra, e finalmente as coisas ficam um pouco mais agitadas daquela cidade.

Só recomendo esse livro para adultos mesmo, quem não procura um romance nem nada assim, quem gosta de livro que fala sobre política. Eu particularmente, não me identifiquei com o livro pois tenho 14 anos, apenas terminei de ler, e estou no segundo pra não deixar incompleto, queria saber como acabava, me forcei a adaptar com os nomes e o modo da leitura. Então se você está procurando romance ou algo mais divertido de ler.. CORRE PRA BEM LONGE DESSA CAPA BONITA! Tanto porque o livro não tem nada a ver com o nome nem com a capa, o trono só faz parte da história, mas não é nada demais.
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Quebra Gelo 29/07/2014

Diferente de Qualquer coisa
Eu comprei esse livro no impulso em um sebo por causa da capa. Eu posso dizer que é uma das minhas capas prediletas, e o acabamento das páginas tira o fôlego, é muito lindo a editora Leya está de parabéns nesse sentido.
Quando eu li as resenhas após comprar eu vi muitas criticas o que estranhamente me estimulou a ler a história.
Eu devorei esse livro em três dias, e descobri no estilo de escrita do Farrel uma leitura muito relaxante, eu considero o livro mais relaxante que eu li em muito tempo. Eu não vi minha mente dispersando da leitura em nenhum momento.
O que mais me atraiu foi o universo que é lindo e as magias que são implementadas em um sistema muito criativo.
Os personajens para mim não são um ponto forte, você não vai amar de morrer nenhum deles mas analizando pelo contexto do universo (Eu sempre avalio os personajens pelo universo em que se incontram e pela história de vida deles) eu os considero muito bons e bem elaborados, cada um ocupa o seu papel sem se destacar de forma nobre ou expressiva como no livro As Cronicas de artur - Bernard Cornweel onde até o personajem secundário tem personalidade e carisma.
Eu recomendo esse livro para quem quer observar um mundo fantasioso, e grandioso pela perspectiva de vários personajens.E essa perspectiva múltipla foi uma das coisas que eu mais adorei no livro.
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Lit.em Pauta 28/01/2014

Literatura em Pauta: Seu primeiro site de críticas e notícias literárias!

"Trono do Sol lançou em um momento em que tentar evitar sua comparação com a série As Crônicas de Gelo e Fogo se torna um exercício fútil. Até a própria editora brasileira Leya, a mesma do épico de George R. R. Martin, está tentando vendê-lo a partir de seu outro sucesso, utilizando artifícios simples como colocar o nome e o depoimento de Martin na capa, deixar a fonte do título similar à usada em A Guerra dos Tronos, e "criar" um título evocativo – no original, A Magic of Twilight, ele se chama, numa tradução livre, A Magia do Crepúsculo (Crepúsculo, por sinal, e não Alvorada). Porém, antes de tudo, essa comparação é feita porque ambos os trabalhos pertencem ao mesmo gênero e ainda possuem estrutura e trama semelhantes, que contam uma história que transcorre em um mundo fantástico, repleto de intrigas e mancomunações políticas."

Prestigiem o site e confiram a crítica completa em:


site: http://literaturaempauta.com.br/Livro-detail/trono-do-sol-critica/
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