Every Day

Every Day David Levithan




Resenhas - Every Day


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Diego 12/09/2019minha estante
Esse livro me deixou em um estado de tristeza enorme durante semanas.




Bruna 12/01/2019

Every Day
Resenha

Every Day | David Levithan

O nome dela é A, mas não porque nasceu com esse nome, e sim porque o deu a si mesma. Não existe exatamente uma denominação para o que A é. M ser humano? Parcialmente. Desde o dia em que nasceu (ou então desde que consegue se lembrar) A tem uma característica peculiar: ela não tem corpo próprio. A existência de A se resume a passar um dia no corpo de uma pessoa de sua idade e que more próximo de onde ela adormeceu no dia seguinte. Todo dia, ao dar meia-noite, A é forçado a trocar de corpo, tornando-se assim, por mais vinte a quatro horas, uma pessoa completamente nova. Não existe, de forma alguma, como permanecer em um mesmo corpo ou de voltar para um corpo que já habitou. Ou ao menos A não tem essa habilidade. Ela não conhece ninguém como ela, e tem parcial inveja da estabilidade que as pessoas comuns têm e não apreciam devidamente.
Para conseguir viver sua vida sem atrapalhar a dos outros, A tenta viver o dia como aquela pessoa viveria, tenda a habilidade de acessar memórias da pessoa em que está para saber mais sobre ela e seu mundo, sua família e sua vida. Além disso, antes de virar a noite e ter de trocar da “vida”, A consegue definir, mais ou menos, o que aquela pessoa vai lembrar no dia seguinte.
Bem, essa é a vida de A, uma pessoa que pula de corpo em corpo, sem conseguir criar laços com ninguém e sem ter um pai ou uma mãe que seja, realmente apenas dela. Isso é, até que ela conhece Rhiannon, quando passa vinte e quatro horas no corpo do namorado dela. A percebe a pessoa amável, atenciosa, criativa cheia de vida que Rhiannon é, e por mais que tente, não consegue deixar de se apaixonar por ela. Mas para alguém tão inconstante como A, se apaixonar por uma menina é um fardo terrível e um sonho difícil de fazer se realizar.
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Tenho a impressão de que livro em inglês fluem mais rápido para mim, e como li Every Day em inglês, talvez seja por isso, mas a escrita de David Levithan é leve, fácil e envolvente. Também há o fato de ser um livro Young Adult, mas continuo a ressaltar que a leitura é prazeroso e nem um pouco cansativa. Caso você esteja muito focado, conseguiria terminar esse livro em um único dia, talvez dois.
A é uma personagem muito cativante, mesmo a existência dela sendo tão abstrata. Afinal, você não consegue ter uma imagem mental de quem é A, pois ela não tem uma imagem, apenas a do corpo em que ela está no dia em que você está lendo. Contudo, o marcante de A é sua personalidade e seu princípios. Ela sabe o que é, sabe o potencial de destruir uma vida que possui, mas sempre tenta não abalar de forma alguma a dinâmica de vida de todas as pessoas em que acaba habitando. Isso somente muda quando se apaixona por Rhiannon, e sua persistência, e talvez até ingenuidade, em tentar estar perto dela todos os dias de alguma maneira, também é um fator que torna A uma personagem ainda mais admirável.
É uma leitura rápida que nos faz ter um turbilhão de emoções ao mesmo tempo. Sentimos pena de Rhiannon, sentimos pena de A, sentimos pena das pessoas que A habita (às vezes por culpa de A, às vezes pela própria realidade em que vivem). Sentimos que A tem razão, sentimos que Rhiannon tem razão. Sentimos que os dois podem se amar, sentimos que isso seria impossível…
De qualquer modo, David Levithan conseguiu mexer com nossas emoções de forma muito eficaz ao longo da história, além, é claro, de ter conseguido ser tão original a tal ponto de inventar uma história como essa (não é a toa que vai virar filme em breve). Além disso, acho que uma das vantagens principais de se ler esse livro é que nós também, assim como A, saímos de nosso corpo. Conseguimos perceber, assim como A, como é viver na pele de tantas pessoas diferentes, com personalidades diferentes, classes sociais diferentes e, principalmente, dificuldades diferentes. São coisas, ao meu ver, inéditas ao menos em livros de YA, e é realmente mais um ponto positivo em Every Day.
Por ser um livro tão gostoso de ler, além de te fazer refletir sobre suas sortes e dificuldades, mesmo sem tirar o enfoque da trama principal, certamente recomendo essa leitura para todos que gostam de se aventurar no mundo YA de vez em quando.
P.S.: Falo em A como “ela”, pois me refiro a A ser uma pessoa, mesmo não tendo corpo. Porém, é sabido pelo livro que A não se considera sendo homem ou mulher.

4,5/5


site: https://www.instagram.com/osuwariliterario/
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Natalia.Goncalves 08/01/2016

Decepcionada
O livro tinha uma premissa que poderia ter transforma em um livro incrível, mas não foi. As várias experiências de um dia da personagem proporcionam diferentes reações aos diferentes estilos de vida levando desde a emoção à repulsa. No entanto, achei que esse amor incondicional pela Rhianon convincente e às vezes propício em alguns momentos. Enfim, não gostei
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Fran Vila Nova 27/09/2014

Bem ruinzinho ...
Livro previsível ... Totalmente bobo. A garota (a mocinha da vez) é muito devagar, indecisa, e gosta de caras que maltratem ela. Sei lá, minha pior leitura de 2014, com toda certeza.
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Aline Salmon 25/06/2014

Every answer leads to more questions.
What's more important to you, the exterior of a person or the interior? This book makes us think about love. Loving someone is much more that lust, sex , kiss or touch. It's beyond our bodies. Can we love someone beyond our body? If we can, is it important or fundamental that this person is a man or woman?
The mankind is 98% the same, so why do we keep focusing on the differences?
Very beautiful and touching book.
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Arthur 18/10/2013

O final é previsível, cruel e genial num nível que eu nunca vou esquecer esse livro pelo resto da minha vida.
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Jacob 28/08/2013

WILL ALSO MAKE YOU CRY DO NOT RECOMMEND IF YOU ARE VERY EMOTIONAL AND PRONE TO CRYING AND FALLING INTO HYSTERICS
PaulaF 26/09/2013minha estante
do you if it will be continued?




Cibele 17/03/2013

"Eu não me vejo como menino ou menina – nunca me vi. Eu me vejo como menino ou menina por um dia."

E é exatamente por essa quote acima que é tão difícil falar sobre esse livro e por isso também fico extremamente preocupada com a tradução (caso o livro seja publicado por aqui). A é apenas A. Não tem gênero. O autor David Levithan é homossexual assumido e os livros tratam do assunto de forma linda. Muitas vezes ele não é direto afirmando sua posição sobre o assunto como em Boy Meets Boy, mas usa uma maneira sutil de dizer que essa coisa de gênero é besteira e não faz a menor diferença, como em Every Day ou em The Lover’s Dictionary. Ele não diz em momento algum se está falando de um romance hetero ou homossexual, mas você não deixa de se sentir apaixonado por todos os personagens e pela história.

Na minha opinião esse é um dos melhores livros do autor e um dos melhores que li esse ano. Levithan escolheu uma história absolutamente nova pra mim e em nenhum momento caiu no clichê. Próximo ao final ele dá a entender que o livro vai ter um final óbvio, mas não vai – acredite. E você vai se apaixonar, sorrir e chorar por A em todas as suas várias vidas, pois cada capítulo é um dia e em cada um conhecemos a vida de uma nova pessoa. Em um A é a líder de torcida linda e malvada, em outro é uma menina querendo cometer suicídio, e ainda um jovem homossexual lutando por seus direitos. A não tem intenção de mudar ou mexer na vida de ninguém; chega, passa o dia e deixa as coisas como estão, mas caso precise mudar alguma coisa, tem um dia e logo aprendemos que um dia pode mudar tudo.


Resenha postada inicialmente em: http://www.euleioeuconto.com/2012/07/quinta-em-outra-lingua-every-day.html
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