A Menina que Navegou ao Reino Encantado

A Menina que Navegou ao Reino Encantado Catherynne M. Valente




Resenhas - A Menina Que Navegou ao Reino Encantado No Barco Que Ela Mesma Fez


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Yasmin 21/06/2012

Perfeito, encantador e mágico

Assim que descobri o lançamento desse livro fiquei animada. Faz um tempo já que estou nessa onda de ler livros infantojuvenis do tipo e simplesmente sabia que precisava ler logo. Aliás, fui eu que o cadastrei no Skoob. Passou um tempo até que finalmente comprei o meu e estou maravilhada. A história é bonita e perfeita. A personagem central é uma coisa e todos os detalhes do Reino Encantado criado por Catherynne M. Valente são encantadores, com o perdão do trocadilho não intencional. Uma história única. Não é atoa que fez o sucesso que fez e ganhou um Nebula antes mesmo de ser publicado da forma tradicional. Ainda vem acompanhado de uma frase de Neil Gaiman que diz tudo sobre o livro.

Setembro é uma menina de 12 anos que vive em Omaha. Sua mãe trabalha em uma fábrica de aviões enquanto o pai, que era professor, recém-convocado para o exército está na guerra. Setembro passa as tardes cuidando da casa e lendo. Sua única companhia são os livros. Até que um dia enquanto lavava xícaras ela nota o Vento Verde no alto de sua janela. De gorro, casaco, cachecol e luvas verdes o Vento convidou Setembro a subir nas costas do Leopardo das Pequenas Brisas e partir para o Reino Encantado. Setembro aceitou sem pestanejar, afinal ela já havia lido histórias parecidas nos livros. Mesmo que ela recusasse acabaria indo com o Vento Verde. Sem explicar muita coisa eles se dirigem para a cidade Ocidental, lar dos ares severos. Onde Vento Verde e os outros ventos moravam. Uma cidade sob as nuvens, extremamente fria e congelante, com construções capengas e congeladas. Depois de fazer uma oferenda a Latitude e Longitude os dois conseguem passagem para o armário entre os mundos. Como criança arrebatada Setembro tem alguns privilégios, mas Vento Verde é barrado e ela tem que seguir em frente sozinha.

A partir daí a aventura de Setembro começa. Você pode estar pensando que é mais um livro onde uma criança salva o mundo de um vilão malvado de forma corajosa e que pouco lembra uma criança. Está enganado. Setembro é tão encantadora por isso. A personagem em momento nenhum deixou de ser uma criança de 12 anos. Não é tão criança, mas ela chora e se sente sozinha. Ela é inocente, valente e esperta. Tem consciência da situação em que se meteu e tenta ser corajosa a maior parte do tempo. Conhece os irmãos bruxos e parte em direção a Pandemônio, capital do Reino Encantado. No caminho ela conhece A-até-L, um dragão alado, que se diz filho de uma dragão com uma biblioteca. Não vou explicar mais para não estragar as surpresas. O "draladoteca" passa a acompanhá-la e através de caminhos surpreendentes Setembro vive uma aventura diferente, criativa e cativante.

O mundo criado pela autora vai além de tudo imaginado no gênero. O Reino Encantado vai além dos seres e dos animais extraordinários. O reino está sob o reinado rígido da Marquesa e temos impostos, leis, escravidão e outros assuntos fortes. A narração da autora é leve, descompromissada e envolvente. É possível notar algumas referências a outros livros infantis. Todas bem colocadas e oportunas, muitas delas me fizeram rir. Usando do bom humor e de cenários completamente encantadores o livro nos transporta para uma história linda que conquista do mais novo ao mais velho. O tom de humor lembra um pouco Neil Gaiman, mas muito menos sombrio. Apesar de você pensar que é mais do "salve o mundo", lhe garanto que não é.

De rebanhos de bicicletas a uma cidade que vive eternamente no Halloween passando por uma cidade toda feita de tecido até uma ilha de pessoas partidas ao meio. Leitura rápida muito gostosa. Catherynne M. Valente tem uma escrita imaginativa, que flui e consegue preencher todos os recantos da imaginação. Seres totalmente novos e diferentes. Personagens bem elaborados, fiéis as suas características e uma trama diferente para uma jornada. O final foi surpreendente e bem diferente do que se espera para livros. Como Setembro mesmo disse a aventura dela não tinha uma missão definida e é no fim que percebemos isso. É nesse mesmo fim que torcemos para ter mais e mais de Setembro e A-até-L. É uma história para ler uma, duas, infinitas vezes. As ilustrações no início dos capítulos com as pequenas introduções dão o toque final ao livro. A cereja por cima de um bolo excelente.

A edição (...)

Termine de ler a resenha e confira algumas imagens do livro: http://cultivandoaleitura.blogspot.com/2012/06/resenha-menina-que-navegou-ao-reino.html

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House of Chick 10/09/2012

Assim que vi pela primeira vez a capa de “A Menina que navegou ao Reino encantado” ela já me chamou muita atenção. Não sei dizer se é pelo desenho, ou pelo título, mas fiquei muito interessada em ler sobre a história. Então, quando li a sinopse, fiquei encantada, pois adoro livros com histórias de aventuras e quando vi que ele foi indicado por Neil Gaiman, eu definitivamente sabia que deveria ler ele bem rápido.

O livro nos conta a história de Setembro, uma menina de 12 anos que passa a tarde inteira cuidando da casa em companhia de seus livros, pois seu pai foi, recentemente, convocado para a guerra e a mãe teve que fazer mais horas em seu trabalho em uma fábrica de aviões. Sonhadora, ela conheceu, através de suas leituras, mundos mágicos repletos de aventuras. E é por isso que quando o Vento Verde a convida para ir ao Reino Encantado ela não precisou pensar muito para aceitar a oferta e pular na garupa do Leopardo das Pequenas Brisas.

Infelizmente, ela acaba se separando de Vento Verde e acaba ficando um pouco perdida, já que não sabe muito bem para onde deve ir e nem o que fazer, sendo ajudada por diversas criaturas em sua jornada. Quando nossa protagonista chega ao seu destino final, ela encontra o reino em um momento não muito agradável, já que a rainha Malva desapareceu e uma garota malvada chamada Marquesa estava governando o local.

A Marquesa governava de forma extremamente cruel, prendendo as asas de todos os seres voadores, aplicando impostos e praticando a escravidão, além de manter muitos seres encantados presos em celas de ferro.

Em sua trajetória, Setembro faz novos amigos, inclusive com um dragão muito fofo chamado Draladoteca (vocês vão entender melhor o motivo deste nome quando lerem a história), e um menino azul chamado Sábado. E é junto deles que a nossa protagonista vive uma aventura bem interessante que nos prende do início ao fim. Os personagens são encantadores e bem trabalhados, alguns são bem diferentes do que estamos acostumados a ver por aí, aguçando ainda mais a nossa imaginação.

Continuação:
http://www.houseofchick.com/2012/09/a-menina-que-navegou-ao-reino-encantado.html
Thais 11/09/2012minha estante
Não me interessei, particularmente, por esse livro.
Apesar da capa muito bonita e de me parecer um livro bem elaborado e muito criativo, não me atraiu muito.

Mesmo assim, se tiver a oportunidade, lerei.

A resenha está muito boa, meus parabéns.

Thais Vianna - @dathais - dathais@hotmail.com


Gih 11/09/2012minha estante
Amo capaz com alto relevo, são lindas e a capa deste livro realmente chama muito a atenção.

Esses livros voltados para um publico mais infantil e juvenil sempre me chama a atenção kkkkk pela ingenuidade dos acontecimnentos do se deixar levar q só vemos nestas histórias.

"Ela conheceu, através de suas leituras, mundos mágicos repletos de aventuras" e não somos todas assim? Viajamos em cada aventura lida e aprendemos muito com ela.

E tem dragões, eu sou apaixonada por dragão!

glnemcl@hotmail.com


Lorrany 14/09/2012minha estante
Como comentei no House, só fiquei meio na dúvida de quem é efetivamente o Vento Verde, mas de resto tudo bem. ^^ Me lembrou bastante Alice no país das maravilhas, pelo menos pela indicação dos personagens e do que acontece. Parece bem fofo, mas talvez um pouco infantil demais.
A capa é lindaaaaa!

Lorrany Rodrigues


MauMau 14/09/2012minha estante
Eu simplesmente amei! Adoro quando personagens tem nomes como o dela, Setembro. O plano de fundo que eu fiz na minha FERTIL imaginação kkkkk foi de Londres nos tempos de segunda guerra, em pelo outono. Que demais! kkk
Achei bem interessante, e não tem como negar que me fez lembrar de
O Mágico de Óz!!! ^^

O livro deve ser lindo mesmo, concordo com vc. Por sua resenha percebi que gostasse mesmo, então quando alguem me perguntar de um livro como esse, já sei agora qual indicar!!!

Bjão
Mauricio Dias
maumauz@live.com


Andressa 19/09/2012minha estante
Olá!
Eu tenho um super problema com protagonistas crianças, mas acho que há alguns livros que valem a pena assim como o Harry Potter.
Parece ser uma super aventura, gostei bastante dos nomes diferentes (Draladoteca? uaehae), e a capa do livro é muito linda também!
Parabéns pela resenha!
Beijos


Vanilda 21/09/2012minha estante
Não conhecia esse livro e ainda não tinha lido nenhuma resenha dele. Fiquei encantada, para dizer o mínimo. Apesar de ter um "pouco mais de idade", eu adoro os livros de fantasia e aventura, porque li vários deles quando era criança e sempre que vejo um, quero ter para guardar também para a minha filha ler mais tarde. Veja só: dragão, marquesa cruel, uma menina corajosa ... são ingredientes mais que suficientes para fazer uma história divertida e sua resenha provou que um bom enredo não tem idade para ser apreciado. Adorei!




CooltureNews 22/08/2012

Publicada no www.CooltureNews.com.br
A ideia de que Neil Gaiman gostou deste livro com certeza é animadora, mas o que me chamou mesmo a atenção foi o nome da protagonista e, sendo meio intuitiva, fiz a escolha certa.

Poderia dizer que este livro da Catheryne M. Valente é ao mesmo tempo uma fábula e um conto de fadas sem fadas. A história começa com Setembro, uma garotinha cujo pai foi para a guerra e a mãe trabalha numa fábrica, está entediada em sua casa e então recebe a visita do Vento Verde que a convida para uma aventura no Reino Encantado.

Como diz a própria autora, Setembro é uma garotinha de certo modo sem coração ainda e por isso, ela segue o Vento Verde montada no Leopardo das Pequenas Brisas sem qualquer remorso e cavalga em direção ao Reino, onde deverá enfrentar a Marquesa, que é uma criança mal-humorada e irascível, mas que tem um belo chapéu.

Ao longo da história vamos encontrando diversos personagens vindos de diversos lugares da imaginação, de terras encantadas, que preveem o futuro em sopas ou que são filhos de uma biblioteca, cada um deles carrega uma mitologia própria, que torna tudo mais criativo.

E juntos, eles formam um enredo, que numa mistura de O Mágico de Oz e Alice no País das Maravilhas, traz momentos engraçados, poéticos, dramáticos, alguns sarcásticos e todos carregados de lições e referências pops, que o tornam extremamente original e ao mesmo tempo tão “conhecido” nosso, leitores.

Valente possui um talento único para contar histórias, criando com este livro uma nova categoria literária, o mythpunk, usado para descrever uma história folclórica ou contos de fadas que ganharam uma roupagem pós-moderna e poética. E quando se lê A Menina que navegou ao Reino Encantado, você tem a total noção do que realmente é o mythpunk e de como ele te prende e cativa a cada página. É difícil não se apaixonar por Setembro, com suas dúvidas, suas ações, sua vontade de sempre seguir em frente e de não se deixar abater.

Os sentimentos que o livro desperta, junto com a narrativa leve e simples, te levam até a última página sem nem perceber. A cada frase me sentia mais e mais apaixonada por Setembro, querendo descobrir todos os segredos deste Reino e principalmente, conhecer o final dessa aventura, onde uma criança de certo modo sem coração perde ele de vez.
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Chellot 04/09/2013

A Menina que Navegou ao Reino Encantado
Minha primeira impressão foi: Parece que o livro foi escrito por Lewis Carroll, Neil Gaiman & Terry Pratchett.

O livro mescla fantasia com um toque de humor a todo momento.

Setembro recebe uma missão, encontra um novo amigo e começa sua viagem ao Reino Encantado. Ela é uma menina muito esperta e inteligente.

Setembro entra em Pandemônio e conhece a Marquesa. Esse episódio me fez lembrar de Alice no País das Maravilhas ao entrar no Reino da Rainha Vermelha. Ela perdeu algo muito importante. Setembro é uma menina muito corajosa.

Essa Marquesa é uma tirana disfarçada. Setembro é uma menina muito inocente e não percebe as tramóias da Marquesa. Pelo menos ela ganhou um novo amigo e isso no Reino Encantado é coisa rara.

Lembrei do livro O Substituto no que se refere as crianças. Desde o livro Momo e O Senhor do Tempo não leio uma história de fantasia tão rica em detalhes e tão emocionante.


Final maravilhoso. Amei esse livro.
Heidi Gisele Borges 04/09/2013minha estante
Legal, Cláudia. Fiquei com mais vontade de ler. Volta logo pra casa, Setembro! hehehehe




Minnie 06/09/2013

Um livro para amar: A menina que navegou ao Reino Encantado (no barco que ela mesma fez)
Após a minha leitura, fiquei pensando, mal comecei minha viagem pelos livros, ainda sou muito nova, mas eu já me sinto intima dos livros, é algo como uma paixão, preciso de mais, eu estou louca por livros, estou viciada em livros.
Catherynne meu bem, que cabecinha engenhosa, hein?
O livro mais surpreendente, emocionante e perfeito do mundo, pude sentir Setembro em mim mesma, de certa forma tenho inveja dela, eu queria ter como amigos um dragão alado, um vento verde, um leopardo, um Marid (Sábado) e uma lanterna (Centelha). Adorei quando a Marquesa se revelou e disse toda a verdade no final, sim, eu sei que foi uma parte dramática mas eu não consegui evitar, Setembro sendo assim tão fria negando um pedido de uma menininha frustrada, mesmo que ela fosse vingativa e malvada, eu vi um pouco de maldade, como se Setembro pisasse em cima da dor que Maud sentia ao lembrar de um tomate (é claro que só quem já leu vai me entender) e sinceramente adorei pensar que Setembro estava pisando em cima da dor de uma garotinha nojenta que acorrentou os Dragões para que não pudessem voar, eu senti que valeu a pena ter se negado a obedecer a Marquesa e quebrar o relógio dela, Setembro enfrentou de tudo, passou por muitas coisas que qualquer um nunca nem sonharia em passar e tudo para salvar seus amigos e ela não iria desistir só por causa de uma historinha triste de uma menina do campo que tentou se vingar depois de ser chutada do Reino Encantado porque o tempo de seu relógio acabou. Se o Draladoteca e a Chave-inglesa fossem meus, eu teria feito o mesmo, pois arriscar a vida por uma amizade é de uma valentia inexplicável, até porque não se tratava somente da valentia e sim de ter a valentia para não desistir dos amigos e abandoná-los por uma bobagem. Enfim, estou muito ansiosa pra ver se essa história maravilhosa terá uma continuação tão esplêndida quanto o seu inicio. E, à você minha pequena Arrebatada Setembro, te vejo na próxima primavera!
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Monique 23/03/2015

Perfeito!
Setembro é a criança mais corajosa que eu já pude conhecer. Acho que ela não deveria se chamar Setembro e sim, Valente. Ou até poderia ser Setembro, mas, Setembro Valente.
O livro é repleto de aventuras e seres fantásticos, o que só acrescenta entusiasmo para a história. Ela fica cada vez mais empolgante ao passo que os capítulos vão construindo todo o Universo do livro. Não há um só capítulo parado.
Eu fiquei deslumbrada com tamanha desenvoltura e criatividade de Catherynne. Ela sabe bem como impressionar um leitor.
A curiosidade e o coração quente de Setembro é o que a leva conhecer tão bem o Reino Encantado. Ela poderia, simplesmente, ter sido uma criança que chega aquele mundo animada para conhecer tantas coisas novas, mas na primeira aparição de um dragão alado, ter saído correndo, chorando, gritando aos pais à noite que teve um terrível pesadelo. Como ela poderia ter ido perguntar qual era o nome daquele ser com uma corrente em volta das asas que não o permitia voar.
Ela escolheu perguntar.
Trata-se de uma história só infanto? Acho que não, trata-se de infanto-juvenil-adulto.
Certamente o mesmo público que se admira com Alice no país das Maravilhas, vai gostar de A Menina que Navegou ao Reino Encantado (no barco que ela mesma fez).
Temos, nesse livro, uma história de aventura rica em cenários e personagens notáveis, digna de um belo filme. Diferente das animações que temos hoje, onde existe um enredo simples, sem muita desenvoltura com personagens bonitinhos que viram pelúcias em questão de dias. Mas, sem muita originalidade e roteiro.
A Menina que Navegou ao Reino Encantado é fascinante em enredo, criação, evolução e término.
Amei esse livro!
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16/01/2020

Clássico caso em que o problema não está com o livro, mas sim com o leitor. É um livro absurdamente criativo e bem escrito, que em nenhum momento subestima seus leitores. Na verdade, faz exatamente o oposto: desafia a linguagem e a imaginação. Você deve estar se perguntando por que dei somente três estrelas, certo? Porque tamanha maluquice não foi para mim e tenho plena convicção de que o problema está comigo e não com o livro.

A história é sobre uma menininha de doze anos chamada Setembro que acaba indo ao Reino Encantado, um lugar obviamente mágico e diferente do nosso mundo. Lá ela vai descobrir que antes tinha uma rainha bondosa, mas agora o lugar é comandado por uma tal de Marquesa que impõe regras desagradáveis aos moradores locais. Setembro recebe uma missão da Marquesa e é aí que sua aventura pelo Reino Encantado irá começar. Tem tanta maluquice pelo caminho que nem sei por onde começar, então vou citar as que eu mais gostei: o encontro da Setembro com a morte; a moça feita de sabão que solta as frases mais legais do livro; Sábado e a história dos Marids – meu coração quase derreteu com aquele final! –, e a história da Marquesa, que me surpreendeu porque jamais esperava algo assim.

Se o Mágico de Oz e Alice no País das Maravilhas tivessem um filho, seria esse livro.
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Veneella 09/07/2012

Mais em http://www.bookpetit.com/
Resenha no blog: http://www.bookpetit.com/2012/07/menina-que-navegou-ao-reino-encantado.html

A primeira coisa que se repara no livro é o tamanho do título. Em primeiro lugar, não sei o que me fez escolher esse livro; Talvez o sussurro de um certo Vento Verde cavalgando o Leopardo das Pequenas Brisas, ou quem sabe tenha sido soprado por um Draladoteca entendedor de livros, já que é uma palavra que começa com 'L'. Mas o que importa, é a leitura fascinante e encantadora que esperava por mim.

O livro passa uma sensação semelhante à 'Alice no País das Maravilhas', com seus personagens diferentes e lugares inusitados. Com ilustrações peculiares no início de cada capítulo, acompanhadas de pequenos "resumos" sobre o mesmo, somos transportados para um mundo diferente e... impossível de pôr em palavas de tão bizarramente bem construído e imaginado. Particularmente, o livro também me remeteu a animação 'A Viagem de Chihiro' por parte de alguns elementos, principalmente as ilustrações.

Conhecemos Setembro, uma criança que, como qualquer outra, sonha com aventuras e mundos mágicos que ela conheceu através de livros e histórias, e que não pensou duas vezes antes de pular na garupa do Vento Verde e partir rumo ao Reino Encantado. O barco citado demora um bom tempo para aparecer, o que me deixou meio em dúvida no início, mas fiquei tão envolvida na história que em poucas páginas já havia me esquecido dele.

Apesar de poder ser considerado um livro infantil, em nenhum momento eu senti isso no livro. Ele faz uso considerável de palavras complicadas e a trama não é, nem de longe, simples ou rasa. Os personagens são bem desenvolvidos e trabalhados, até mesmo os mais breves, cativantes e adoráveis.

Há muitas criaturas diferentes e algumas peculiaridades chegaram a me fazer queimar alguns neurônios tentando entender mais ou menos como funcionavam. Como o "menino estranho e quase humano", Sábado, que na verdade é um Marid, uma espécie pra lá de complexa e fascinante.

Recomendo muito para quem gosta de literatura fantástica à lá Alice e para quem gosta de histórias bem pensadas e inteligentes. Foi um livro que me conquistou com seu mundo exótico, com sua beleza singular, e com a promessa de mais.
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Literatura 11/09/2012

O mundo das fadas
É possível compor uma história divertida com um script de clichês? As respostas serão as mais diversas. Sabemos pelo número de lançamentos publicados que várias narrativas abusam de um roteiro já manjado, onde personagens são levados inesperadamente para um mundo alternativo para derrotar um grande mal. Seguindo a trilha de As Crônicas de Nárnia e a saga de Harry Potter, podemos citar Desventuras em Série de Lemony Snicket, Percy Jackson e Os Olimpianos de Rick Riordan, Ciclo da Herança (Eragon) de Christopher Paolini entre outras séries que conseguiram aproveitar o contexto fantástico comum e tiveram êxito no desenvolvimento de suas histórias e personagens. Mas se conjecturarmos uma narrativa que siga uma nova abordagem, com uma originalidade que supera em muito a média dos livros de fantasia que encontramos nas livrarias, as reações seriam bem diferentes, não? Pois bem, A menina que navegou ao reino encantado (no barco que ela mesma fez) é um bom exemplo de obra que surge de tempos em tempos para superar expectativas, pois além de trabalhar com argumentos conhecidos, abusa de um exotismo crível, textualizando experiências surreais.

Apesar de ser o primeiro livro traduzido para o português de Catherynne M. Valente, a estadunidense conta com uma trajetória literária bem longa, apesar da idade, fico até perguntando o porquê de só agora publicarem um trabalho dela. Nomeada e premiada por diversas vezes, com A menina que navegou... – vou usar essas reticências a partir de agora toda vez que tratar do título – recebeu no Nebula, o Oscar do gênero sci-fi and fantasy o Andre Norton, uma das principais premiações de Ficção Científica e Fantasia, antes mesmo de ser lançado, pois tudo começara em postagens na Internet.

A história é bem singela, apresenta Setembro, uma menina de 12 anos, que mora numa pequena cidade norte-americana. Seus pais trabalham em meio ao teatro de guerra, a mãe numa fábrica de motores para aviões e o pai fora convocado para o exército. Passa o dia nas tarefas caseiras e lendo. Lendo muito por sinal, sonhando com aventuras. Tudo seguia corriqueiramente, até o dia em que uma estranha entidade aparece convidando a conhecer um reino encantado. Sem hesitar aceita e parte para uma singular jornada.

Mas o que tem de mais nesta história? Veja no Literatura:
http://bit.ly/P9D3EV
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Bruna 06/06/2013

Simples, ecantador e profundo - www.papodeestante.com
"Uma história feita com coração e sabedoria" (Neil Gaiman)

Curiosamente, esse livro começou a ser publicado em capítulos na web e adquiriu tantos fãs que acabou virando livro e ganhando os prêmios Culture-Geek Best Web Fiction of the Decade e o Andre Norton Awards 2009. E não é para menos. Se eu pudesse usar apenas uma palavra para descrever esse livro seria esta: MÁGICO. Comprei-o por recomendação de uma amiga, mas jamais - repito JAMAIS - eu iria imaginar que essa história mexeria tanto comigo.

O livro a princípio pode parecer clichê - Uma criança, um Reino Encantado, uma aventura - e de fato esses três elementos são bem batidos na literatura. Porém essa leitura se difere de qualquer outra que eu já tenha lido do gênero. Aos olhos de uma criança, este livro pode não passar disso: mais uma aventura divertida, mas uma pessoa um pouco mais madura será capaz de ver que há muito mais por trás das palavras que estão ali. Há simbolismos e paralelos com a maneira de viver do nosso próprio mundo.

Nossa protagonista chama-se Setembro, uma menina cujo pai tornou-se soldado e foi para a guerra e cuja mãe trabalha fora, portanto ela passa a maior parte do tempo em casa sozinha. E é exatamente lá que ela estava, quando o Vento Verde vem lhe convidar para conhecer o Reino Encantado.



"Era uma vez uma menina chamada Setembro, que fi cou totalmente enjoada da sua casa. Todos os dias ela lavava as mesmas xícaras de chá cor-de-rosa e amarelas e a molheira que fazia parte do mesmo conjunto; dormia na mesma almofada bordada e brincava com o mesmo cãozinho simpático. Porque ela tinha nascido em maio, e por ter uma verruga na bochecha esquerda e pés muito grandes e sem graça, o Vento Verde ficou com pena dela e, num final de tarde, voou para a sua janela, logo depois de ela fazer doze anos."



Na maioria de história de fantasia que eu li, onde a criança sai do mundo real para um mundo encantado, normalmente esse "mundo" era descoberto ao acaso. Como exemplo temos Alice que chega ao País das Maravilhas ao correr atrás do Coelho Branco, Dorothy que tem a casa levada por um tornado e vai parar no Reino de Oz ou até mesmo Susana que descobre aquele mundo de Nárnia ao meter-se no guarda-roupa. Mas com Setembro não foi assim. A personificação verde do vento é que vem até ela fazer esse convite, que aceita sem pestanejar e logo está montada no Leopardo Voador para seguir esse caminho.



"Você não é a escolhida Setembro. O Reino Encantado não escolheu você, você mesma se escolheu."



Para chegar ao Reino Encantado, Setembro tem que passar pelo Armário Entre Mundos, e lá descobre que terá que se separar do Vento Verde e seguir essa aventura sozinha.

Setembro é uma garota muito inteligente, de muitas leituras, mas nem por isso perde sua inocência e seu ar infantil. Seus questionamentos e relações que faz com as coisas encantadas e com o mundo real são profundos, mesmo que ela não se dê conta disso. Foi exatamente toda essa leveza e esse toque de conto de fadas que fala de coisas mais sérias que tanto me encantou. A escrita da autora é fascinante. Além das interferências que a narrativa possui para conversar com o leitor, há toda uma atmosfera poética nas palavras. Um grande exemplo disso é logo no início quando setembro encontra três bruxo Oi, Até Logo e Muitíssimo Obrigada.


"Qualquer criança sabe como se parece uma bruxa. As verrugas são importantes, claro, o nariz aquilo, o sorriso cruel. Mas é o chapéu que garante a coisa: pontudo, preto, com uma aba larga. Muitas pessoas tem verruga, nariz aquilino, sorriso cruel e não são bruxas, de jeito nenhum. Os chapéus mudam tudo. Setembro sabia disso, no fundo do coração, lá no lugar onde sabia seu próprio nome e que sua mãe ia continuar amando-a, mesmo sem ela ter se despedido. Por que um dia seu pai tinha colocado com chapéu com coisas douradas e, de repente, tinha deixado de ser seu pai, tinha se transformado num soldado e partido. Os chapéus têm poder. Os chapéus podem transformar você em outra pessoa."



A garota chega ao Reino Encantado em um momento um tanto quanto perturbador. Desde que a tão amada Rainha Malva desapareceu, o Reino ficou aos cuidados da Marquesa, que tem governado o lugar com mãos de ferro, acorrentando asas de seres, proibindo-os de fazer determinadas coisas e por aí vai. No início, Setembro "descola" uma missão de resgatar a colher roubada pela Marquesa dos bruxos (afinal, de acordo com a menina, ela TINHA que ter uma missão, todas as crianças que vão para reinos encantados possuem uma), mas com ao longo dessa jornada seu objetivo ganha outras formas e cores. Setembro vai descobrindo aos poucos tudo aquilo que a Marquesa tem inflingido aos seres daquele lugar e seu pequeno coração começa a ter sentimentos e desejos diferentes.



“Acho que não aguento mais ouvir o que é e o que não é permitido. Qual é o sentido de um Reino Encantado se tudo que é agradável é contra lei, exatamente como no mundo real?”



Os personagens são bem trabalhados e mesmo aqueles que passam rapidinho, são encantadores. Eu que amo dragões, me apaixonei por A-até-L, um Draladoteca (diz ele que sua mãe e um dragão e seu pai uma biblioteca) e que felizmente tornar-se um companheiro fixo da menina nessa empreitada.

Os títulos dos capítulos possuem umas introduçõezinhas que são igualmente grandes ao título do livro, como por exemplo o capítulo 1, "Saída de cena em um leopardo - Em que uma menina chamada Setembro desaparece pelas artes de um leopardo, aprende as regras do Reino Encantado e resolve um quebra -cabeças".

As palavras da autora me envolveram de uma forma que eu escrevendo ou falando será impossível de expressar a dimensão que elas alcançaram em mim. Criaturas, lugares, nada está alí por um acaso e cada um deles podem ser interpretados de formas nada superficiais, o que torna o livro altamente "quotável". Meu quote preferido acontece quando Setembro passar por uma casa de banhos e deve "lavar" algumas coisas dela, entra elas, a sua coragem.


"- Quando você nasce - disse a golem com suavidade - , sua coragem é nova e limpa. Você tem valentia suficiente para fazer qualquer coisa: engatinhar escada abaixo, dizer suas primeiras palavras sem medo, colocar coisas estranhas na boca. Mas conforme você vai crescendo, sua coragem atrai coisas viscosas e casquentas, sujeira e medo, além da consciência do quanto as coisas podem dar errado e do que é sentir dor. Quando você está a meio caminho de ficar adulta, sua coragem mal se mexe, ela está muito grudada com vivências. Assim, de vez em quando, é preciso esfregá-la e fazer as coisas andarem, senão você nunca mais vai ser corajosa. Infelizmente no seu mundo, não existem muitos lugares que oferecem o tipo de serviço que fazemos. Então a maioria das pessoas se vira com uma maquinaria encardida, quando tudo o que se precisa é de um pouco de saliva e polimento, para que elas voltem a ser paladinos, cavaleiros destemidos e leais."


A história que começa toda leve, vai ganhando densidade a medida que se aproxima do final e nos últimos capítulos é até um pouco difícil de pensar no livro apenas como uma história infantil. E que final de tirar o fôlego essa história tem!

Apesar de apresentar um fim concreto o último capítulo dá um gancho sutil e genial que sugere uma próxima história e foi só assim que descobri que se tratava de uma série chamada Faryland. Mas não se deixe levar por isso! A história REALMENTE tem um fim aqui sem a necessidade de ler um outro livro. Porém, depois de ter me apaixonado tanto por Setembro, vocês acham mesmo que eu vou deixar de ler? hahaha

Simples, encantador, inteligente. Um livro para ser lido e relido em qualquer idade. Como bônus, uma capa maravilhosa, ilustrações lindas em cada início de capítulo e até mesmo a fonte possui uma letrinha diferente. Até o preço dele é acessível, apesar de não se tratar de um livro tão famoso por aqui nas terras tupiniquins. Então não há desculpas. Leiam. Só dou estrelas para um livro no skoob quando ele se torna meu favorito e esse está com cinco. =)
Tem que haver sangue, pensou a menina. Sempre tem que haver sangue. O Vento Verde disso isso, então deve ser verdade. Tudo vai ser difícil e sangrento, mas também haverá coisas surpreendentes ou, senão por que me trazer aqui, afinal de contas? Eu estou à procura é das coisas surpreendentes, mesmo que tenha que sangrar por elas.
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fabriciovalerio 23/01/2014

Leitura Encantadora
Setembro era uma menina insatisfeita com sua vida. Também era insatisfeita com os pais e com o seu cachorro. Até que um Vento Verde entrou pela sua janela na companhia de um leopardo voador e juntos arrebataram a garotinha para o reino encantado, que havia sido governado pela boa Rainha Malva e agora estava sob os domínios da malvada Marquesa. Setembro vive uma grande jornada num conto de fadas pra lá de maluco. Lá a menina conhece bruxos, um dragão filho de uma biblioteca, uma mulher-sabonete, piratas com cabeças de cavalo, uma divertida fada pilota de velocípede e diversos outros seres incríveis, em que ela passa por situações bem esquisitas e que vale a pena conhecer. Nessa viagem, Setembro perde algo, mas enfrenta uma fantástica aventura, ganha amigos e aprende grandes valores.
A história me fez lembrar muito das Crônicas de Nárnia com as surpresas da Marquesa e com o desfecho da menina. Também tem um grande toque de Alice no País das Maravilhas, por possuir lógicas absurdas e seres inanimados que ganham emoções. A história e o livro são lindos. Me emocionei e me envolvi com tudo nele. É pura magia desde a primeira página. O final é surpreendente e me fez sorrir!
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Nat 26/01/2015

Setembro é uma menina que vive praticamente sozinha. O pai é soldado e pariu para lutar na guerra, enquanto a mãe trabalha fora de casa. Quando o Vento Verde aparece para Setembro e a convida para conhecer o Reino Encantado, a menina aceita. Montada no Leopardo Voador, ela parte rumo ao desconhecido. Para entrar no Reino Encantado, Setembro tem que passar pelo Armário Entre Mundos e o Vento Verde não pode mais acompanhá-la. Sua chegada acontece em um momento complicado, pois todos lamentam o desaparecimento da amada rainha Malva e agora a Marquesa governa o reino com mãos de ferro. Setembro acaba ganhando uma “missão”, e em sua jornada ela conhece um draladoteca (filho de mãe dragão com pai biblioteca) chamado A-Até-L, ou Éle, que se torna seu companheiro. Juntos, eles conhecem outras pessoas e seres que se juntam a ela, dando uma nova forma a seu objetivo.

Eu consegui esse livro em uma troca, depois de fazer uma pesquisa rápida e ver que o gênero era fantasia. Não conhecia a autora nem tive nenhuma recomendação sobre o livro, além da boa pontuação no skoob, mesmo assim não sabia o que esperar. No início da leitura parecia que eu estava me arrastando, confundi algumas vezes os nomes de alguns personagens. Só quando chegou na parte do dragão que adora livros, Éle, eu comecei a gostar. Não é uma história ruim, só achei devagar, mas depois que você entra no ritmo da leitura, se encanta com todos os personagens, inclusive com a Marquesa. A capa também é uma beleza, e o melhor de tudo: o livro é ilustrado, e eu AMO livros ilustrados. Recomendo porque a história, apesar de parecer clichê, consegue prender a atenção com os desenhos e com a complexidade de seus personagens.

site: http://ofantasticomundodaleitura.blogspot.com.br/2015/01/a-menina-que-navegou-ao-reino-encantado.html
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sleepingnerd 01/02/2015

A princípio, esse livro parece bastante clichê e com uma premissa batida: Uma criança que se encontra em um mundo mágico e começa uma aventura para salvá-lo. Já vimos isso em as Crônicas de Nárnia, por exemplo, onde a Lúcia encontra seu caminho para Nárnia e ela, junto de seus irmãos, ajudam a salvá-lo da Rainha Branca, ou Dorothy no Mundo de Oz, mesmo Alice em Alice no País das Maravilhas.

E, quer saber? É um clichê mesmo. Mas, afinal, o que não é cliché hoje em dia? Tudo depende de como você o usa, e a autora decidiu tomar o velho clichê da fantasia infantojuvenil e escrevê-lo de forma totalmente diferente. A história, apesar de “infantil”, é muito madura para quem está atento às mensagens sutis espalhadas na narrativa, espalhadas em cada parágrafo se você prestar atenção.

Eu senti que tudo foi se desenvolvendo conforme o livro passava, não só os personagens, mas o clima do livro em si. Embora ele tivesse esse sutil clima mais sério desde o começo, isso vai se sobressaindo conforme o livro avança e, mais para o final, você não tem mais tanta certeza de que aquele livro foi mesmo escrito para crianças, embora a narrativa nunca mude.

E que narrativa encantadora! As palavras são poéticas e mantém um clima leve, descrevendo as coisas de forma fantasiosa. Eu pude ver e sentir o Reino Encantado pelos olhos infantis de Setembro, e essa foi uma das coisas que mais gostei no livro: Apesar de se tornar mais e mais maduro, o ar mágico nunca se perdeu, mostrando assim que, por mais que ela tenha passado por diversas provações, Setembro ainda é uma criança. Uma madura, é claro, muito mais madura do que no começo, mas ela não é simplesmente um mini-adulto, e eu dou pontos para a autora por ter feito isso. Teve pontos em que a narrativa me confundiu um pouco, tendo de reler parágrafos por não ter compreendido seu sentido direito, mas isso foi diminuindo conforme eu lia.

Os personagens são bem construídos e encantadores, mesmo os que só apareceram de passagem, e aqueles que ficam com Setembro se desenvolvem durante sua aventura. Um dos meus personagens favoritos é Éle, um draladoteca (Com uma mãe dragão e um pai biblioteca). Éle é encantador e conhece tudo de A-até-L, que é o seu nome, por sinal.

Ele não é de nenhuma forma o que se espera de um dragão em histórias assim, que é ou uma besta insensível ou alguém antigo e sábio, e isso é o que o faz mais especial. O Vento Verde, também, apesar de aparecer pouco, tem um lugarzinho no meu coração. O Sábado, um garoto Marid (Uma espécie de Djinn), é encantador em sua própria forma, mas sinto que a autora não deu sua devida atenção a ele, já que é um dos companheiros de Setembro em sua aventura, e eu acredito que ela poderia ter desenvolvido sua personalidade um pouco mais.

Mas acho que, de todos, minha personagem favorita é a Setembro. Ela é forte ao mesmo tempo que frágil, e muito real. Seu desenvolvimento durante a aventura é palpável, e não tem como não amá-la. Todos os personagens são muito reais e aqueles que você achou que eram completamente maus acabam por ser bons, ao menos um pouco, o que é algo incrível de encontrar em livros. Afinal, ninguém é completamente bom, nem completamente mal. Por que os livros deveriam ser dessa forma?

O final foi completamente o oposto do que eu esperava, e eu aposto que pega todos os que leram ou vão ler completamente de surpresa. Adorei o modo como a autora terminou seu livro: Ao mesmo tempo que está concluído e pode ser fechado e deixado para lá para quem não quer continuar, tem um gancho para os próximos, parte de uma série, Fairyland, e achei isso ótimo pois satisfaz tanto quem se encantou para a história e quer continuar (Oi, eu) quanto quem acha que está bom e quer parar aqui mesmo, coisa pouco vista em livros que são parte de séries.

Agora, essa é a coisa ruim de resenhar livros favoritos (Porque, sim, esse livro se tornou um dos meus favoritos). Você olha para a resenha, aquele amontoado de palavras, e sente que não conseguiu mostrar nem metade do encanto que a história tem a oferecer, que não fez justiça a algo que você gostou tanto. Mas, afinal, é assim que funciona, não é? Espero que minhas palavras sejam o suficiente para te dar vontade de ler esse livro.
Rafaela 15/04/2015minha estante
Adorável




Gabi 25/09/2015

Des de Oz não vi cenários e personagens tão ricos.
Setembro é uma menina que está cansada das mesmas coisas da vida, e um dia quando o vento verde passava pela sua casa,ele a viu e ficou com pena desta e decidea levar ao Reino Encantado.Setembro nem desconfia que esse é apenas o princípio de uma grande aventura.Boa leitura :)
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Jessy 31/01/2016

Incrivelmente Criativo!
Setembro é uma garota que ama aventuras e após o convite de um Vento Verde e um Leopardo decide embarcar para o Reino Encantado. Ela não tem uma aventura pré definida, no decorrer da estória ela conhece uma gama de diversos personagens interessantes e cada um propõe a Setembro uma aventura diferente.

Catherynne a autora, classifica a obra como infantil, mas que sinceramente vai além da infância, É possível dentro dessa leitura embarcar em diversas reflexões e uma criatividade sem tamanho ou idade pré definida.

Inicialmente é possível sentir-se confuso, após passar por algumas páginas sentirá instigado, e em algum momento quando passar os olhos pelo relógio se surpreenderá que passou pouco tempo e em suas mãos encontrará mais que a metade do livro lido.

Á partir dessa singela resenha você pode sentir a falta de algumas palavras, mas o meu objetivo com a forma de amor que tive por esse livro é lhe convidar assim como Setembro foi convidada a embarcar nessa leitura, sem uma aventura pré definida e nem um objetivo comum.

site: https://www.tumblr.com/blog/bortolatto-jess
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