O céu dos suicidas

O céu dos suicidas Ricardo Lísias




Resenhas - O Céu dos Suicidas


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Ana 16/03/2021

Coleções são como pessoas.
Ricardo é um professor universitário, especialista em coleções, que ministra, palestras e consultorias para colecionadores, apesar de não ter nenhuma coleção. Seu mundo é destroçado com o suicídio de seu amigo André. O Céu dos suicidas o autor usa as coleções como metáfora para temas como transtorno obsessivo compulsivo, problemas de relacionamento, depressão, negação, perda e sentimento de culpa. Em meio a um processo de luto Ricardo e com uma personalidade difícil e egocentrista sai em busca de respostas.
[...] quero te dizer algumas coisas: você é um ótimo filho, só que se tornou mimado e arrogante. Você não ouve ninguém, [...] atropela todo mundo e se sente o dono da verdade. [...] você sempre se achou melhor que os outros, nunca aceitou os próprios limites e quando é contrariado age como um moleque. (pág. 129).
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Felipe 13/01/2021

Não curti muito o livro, mas o autor conseguiu com eu chorasse ao ler a sua escrita. É uma obra meio autobiográfica. O personagem principal é muito irritante e chato pra caralho. Super arrogante. Ele é um colecionador que conta como ele lidou com a morte de um amigo que se matou.

A empatia tem que ser forte para que o leitor consiga entender um lado do Ricardo. Acho que foi isso que me fez chorar com livro. Além de ter me identificado com certas passagens.
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Jefferson Vianna 03/07/2018

Uma leitura que deixou a desejar...
Encontrei o livro "O céu dos suicidas" numa visita à Biblioteca Mário de Andrade/SP, após ler alguns textos de contracapa, decidi realizar o empréstimo do exemplar, visto que o título e o possível conteúdo chamaram a minha atenção. Iniciei a leitura com entusiasmo, certo de que se tratava de um livro poético, singelo e/ou revelador; já nas primeiras linhas percebi que a leitura tomaria um outro rumo, mas optei por não abandonar. As primeiras páginas prenderam a minha atenção, creio que pela curiosidade, mas o desenrolar da narração tornou-se cansativa e repetitiva demais. Um dos pontos que mais me desagradou durante a leitura foi o uso excessivo de palavrões (mesmo que representando os sentimentos do personagem), além disso o livro não tem uma lógica (se tem somente o autor poderia nos explicar). Após concluir a leitura a sensação foi a de que li uma história confusa, talvez tenha sido a intenção do autor... Visto que o personagem principal sofre de alguns transtornos após o suicídio do seu melhor amigo, algo que ele supostamente poderia ter evitado. Quem me conhece bem sabe que eu não sou de criticar livros, evito ao máximo expor uma opinião negativa a respeito da leitura, mas priorizo a sinceridade e a honestidade para com as pessoas que acompanham as minhas resenhas e infelizmente mesmo se tratando de um livro elogiado por alguns, eu não encontrei pontos que pudessem classificá-lo como positivo.
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karla.mauricio 07/02/2018

Não tem jeito
Achei ruim. Aprendi que se deve parar de ler livros ruins.
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Bia Onofre 21/06/2017

Irritante, mas ótimo!
O desequilíbrio do protagonista ao mesmo tempo que nos irrita, nos fascina. Conseguimos sentir seu peso e até mesmo a vontade de ajudá-lo. Gostei muito dos capítulos curtos, que facilitam a leitura e são curtos e diretos. Só achei que o fim deixa a desejar. Poderia ser um pouco mais trabalhado. Foi um final abrupto e , na minha opinião, merecia um pouco mais de nuvens. Afinal, o leitor queria sentir o "céu"!
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Aldo Jr. 20/04/2017

Um suspiro
Tiro curto, leitura rápida, nem por isso, menos empolgante.
Os capítulos são breves reflexões sobre os dias e as reações de alguém que, após uma briga, perde um grande amigo por uma corda no pescoço. O resto é uma jornada de auto conhecimento onde o autor passa alguns ensinamentos interessantes a respeito da perda e do movimento de seguir adiante.
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Simone.Sardinha 25/03/2017

meio sem sal
Livro: O CÉU DOS SUICIDAS
Autor: Ricardo Lisias
Literatura Brasileira

O livro conta a história de um colecionador de selos que não sabe como lidar com o suicídio de seu melhor amigo.
Na verdade o livro é praticamente uma autobiografia embora o autor tenha afirmado em entrevistas que o personagem principal do livro não é ele.
Indo na contramão da opinião de todos porque o autor tem sido realmente elogiado, o livro não me agradou, talvez pelo tema. Mas, não deu liga e eu não tinha vontade de continuar lendo. Terminei a leitura na marra. Vide minha resenha que não foi nem um pouco interessante.
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@mi.chxl 13/10/2016

Em ambiente muito parecido com o "Divórcio", uma homenagem à amizade.
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aline naomi :) 17/11/2015

Decepcionante... =(
Por ter lido várias críticas positivas sobre este livro e entrevistas com o autor, eu estava bastante empolgada para ler, mas a leitura acabou sendo decepcionante.

O enredo (suicídio de um amigo próximo) é interessante, mas o protagonista não me causou empatia. Como se trata de “autoficção”, o protagonista é, supostamente, o próprio autor, mas não dá para saber o quanto o protagonista tem do próprio autor; fiquei pensando que se o protagonista for igual ao autor, só posso concluir que o autor é chato, arrogante, mimado e tem Transtorno Intermitente Explosivo – eu mesma cheguei a este diagnóstico, porque para xingar sozinho na rua e insultar e falar palavrões para pessoas que ele mesmo procura para conversar, a pessoa não deve ser normal.

Ao longo da leitura, me questionei se o autor escreve “autoficção” só para chamar atenção para si mesmo ou se está fazendo literatura (e se esse livro pode ser considerado “literatura”). A maior parte do livro parece um depoimento sobre uma experiência pessoal do tipo que são publicados em revistas e sites que publicam esse tipo de conteúdo. E, no fim das contas, fiquei com a impressão de que o tema principal era mais o problema psiquiátrico do protagonista que veio à tona e não exatamente o suicídio do amigo.

Comecei a ler “Divórcio”, do mesmo autor, e parece melhor. Vamos ver.
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Pedro 03/08/2015

Uma pena
Impressionado pelo quão ruim esse livro é.
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jota 04/01/2015

Colecionando tramas e traumas...
Autoficção, O Céu dos Suicidas, tem um grande mérito: é uma história curta, que se lê rapidamente e até com certo prazer, pois há várias passagens engraçadas que quase sempre terminam com o narrador mandando alguém tomar naquele lugar impublicável. Impossível não rir ou ao menos não sorrir.

Suas idas e vindas por lugares, cidades, países, me fizeram lembrar um pouco de Campos de Carvalho e mais de um crítico achou o livro engraçado, ou de um “humor encabulado”. Afinal de contas, Ricardo Lísias trata aqui do suicídio de André, que não ajudou devidamente num momento crítico da vida do amigo.

Paralelamente à trama maior do suicídio de André, que o incomoda absurdamente como um trauma, Lísias desenvolve pequenas tramas, fragmentos de ficção, que o envolvem no papel de um professor universitário - hoje ele não coleciona nada, mas colecionou tampinhas de garrafas e selos na infância - que presta assessoria a colecionadores, um deles, por exemplo, que coleciona taxímetros.

Quase sempre é agradável ou interessante seguir a “coleção de tramas” exibida pelo autor, mas o final do livro me pareceu ficar aquém de tudo que lemos antes (e que nos divertiu de alguma maneira). Mas era para ser um livro engraçado ou ele errou mesmo na mão?

Lido em 03 e 04/01/2015.
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Jeff 06/01/2014

Ricardo Lísias e dura arte de perder
Neste O céu dos suicidas, Ricardo Lísias confirma estar entre os melhores escritores da literatura contemporânea no Brasil. Retomando o estilo nervoso de seus livros anteriores, desta vez a ansiedade vem ao primeiro plano, e o que vemos é uma pessoa completamente ferida a buscar uma resposta, mas a procurar também uma redenção impossível. É um sujeito que expia sua culpa, dividindo-a com o leitor", escreve Pedro Meira Monteiro para a orelha do livro.

Para o professor da Universidade de Princeton, o narrador criado por Lísias "lembra um caçador sonolento que tentasse acertar o alvo no meio da noite, lutando para que seus olhos não se fechem. Mas o caçador (que corre atrás do sentido) é vencido sucessivas vezes pelo cansaço e pelo desespero, entregando-se impotente ao mundo dos loucos e dos delirantes: momento em que o sujeito não consegue fechar os ouvidos ao grito agonizante do que o cerca.

site: http://oglobo.globo.com/blogs/prosa/posts/2012/04/28/resenha-de-ceu-dos-suicidas-de-ricardo-lisias-442382.asp
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Marcia Saito 15/12/2013

Um escolha nada provável, mas emocionante
Dentro de meu período de experimentações de novas literaturas, quis conferir este livro, que concorre ao prêmio Literário de São Paulo. Em umceu_suicidas_div post do outro blog (que aliás tenho que colocar por aqui), mencionei que participei da mesa literária com os finalistas do prêmio de Literatura. Assim que tive uma oportunidade, peguei o livro do Sr. Lísias.
Uma das regras que ouvi falar era que não se pode ter ideias pré-concebidas antes de iniciar uma leitura nova. Sabendo que, por seu título sugestionar, pode dar um encaminhamento errado para a história. Explicando: sabendo o que vai ter, não concluir ou supor nada antes de ler tudo, até o fim.
Caí no começo nessa armadilha. Houve momentos que passei mal (mesmo) ao ler o sufocamento de sentimentos da enveredagem psicológica torturante passada por seu personagem.
Mas, mesmo assim continuo a leitura, atendo-se ao fato de manter o foco e a expectativa de toda história pode mostrar muito mais, se insistirmos nela até o final.
Angustiada, não só por passar certos problemas pessoais aliada ao tipo de leitura, fiz o método de ler por grupos de palavras. Favoreceu tb o fato de que cada "capítulo" ser escrito em duas páginas, a leitura transcorreu rápida mas sem perder qualquer detalhe importante e sentido da história.
Cúmplice ao que à jornada do personagem, acompanhava como uma vigília a cada passo que desenrolava.

Chorei quando finalmente oferecem a ele ajuda aos anseios dele, além de uma resposta à sua aflição, que era uma explicação que respondesse ou confortasse para sua questão com relação ao suicídio.

Uma leitura de escolha pouco provável, de desenrolar paciente e desfecho de emocionar.
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