O céu dos suicidas

O céu dos suicidas Ricardo Lísias




Resenhas - O Céu dos Suicidas


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Rosa Santana 01/06/2012

O CÉU DOS SUICIDAS, Ricardo Lísias, Alfaguara, 186 páginas

Nunca ouvira falar em Ricardo Lísias. Nunca escutara referência alguma a "O Céu dos Suicidas" até o dia em que, procurando sugestões no site da Cultura para presentear um amigo, me deparei com aquela lindeza de capa. Eu, uma pretensa colecionadora de cédulas e de selos, vejo um livro 'falando' delas e deles. Cuidadoso trabalho da editora!

Depois, o título me tocou forte: como já tive suicida na família e já ouvira, sobejamente, o vatícinio religioso para esses casos, fiquei imaginando de que falaria essa narrativa... Como estariam entrelaçados o céu, os suicidas, as cédulas, os selos?

Coloquei a foto da capa no facebook, conclamando meus amigos a darem opinião sobre o livro. Qual não foi minha surpresa: muitas e muitas recomendações.

Com esse estado de espírito me lancei a esse "Céu..."! Com que emoção acompanhei o insone e ansioso narrador contando seu drama: o de um colecionador sem coleção, porque as doara; o de um rapaz (ele mesmo) propenso a tonturas, taquicardias, crises de choro devido à culpa e ao remorso porque seu melhor amigo se enforcara uma semana depois de ter estado como hóspede em sua casa, ocasião em que já manifestara tendências suicidas, cortando-se com gilete, ao que o anfitrião lhe advertira que "na minha frente não iria se cortar. Na minha casa, não." (56)

Torturado pela culpa e pela dor de imaginar o sofrimento do amigo mesmo depois de morto, o personagem narrador (que tem o mesmo nome do autor, Ricardo Lísias) segue a vida, tentando provar que "as religiões estão erradas quanto ao destino dos suicidas" (164). Começa a ter problemas no trabalho de consultoria, palestras sobre coleção/colecionadores e se sente agredido por todos os que o cercam. E agride!

Ri e chorei acompanhando o personagem na sua tentativa de "limpar as feridas", de se tornar menos tenso, mais tranquilo, de ver o mundo como um lugar hospitaleiro e voltar-se para suas coleções já que sua "alma é a de um colecionador" (20) e, como tal, precisa tratar seus problemas "como se fossem uma coleção"(23), organizando e reorganizando-os na sua cabeça, até solucioná-los.

Assim se nos apresenta "O Céu dos Suicidas": como uma coleção dos dolorosos problemas do narrador, Ricardo, que os catalogou, organizou e reorganizou, para, ao final, já remido e purificado, oferecer ao amigo suicida - e aos leitores - nos parágrafos com que finaliza seu livro. Porque a narrativa é, como disse Aristóteles, uma forma de cartase! Nessa mesma linha, afirmara Santo Agostinho: "Se tua dor te aflige, faze dela um poema"! "O Céu dos Suicidadas" é esse poema!

...

Trecho que destaco:

"Uma coleção é como um amigo: é preciso saber tudo. Quem tem uma grande amizade sabe que, mesmo que estejamos longe dela, uma lembrança sempre retorna. Em uma viagem de trabalho, você deve estar preparado para, sem planejar, encontrar algo que interesse para sua coleção. É como oferecer um presente a esse grande amigo.
Aqui está, André." - página 186
Jeff 01/11/2013minha estante
"uma forma de cartase" catarse


Rosa Santana 24/04/2014minha estante
Obrigada, Jeff!! Não tinha reparado nesse "deslize". Só relendo, agora, o consegui!!




Jow 31/08/2012

Um Céu para quem fica.
"Sometimes we find things we're not looking for
and we lose the sense of reason

Sometimes we lose what we are caring for
and then face the day without them"

Tonight I Dance Alone - Sonata Arctica


O que confere autenticidade a uma vida? E o que se busca com a atividade do colecionismo? Duas perguntas que permeiam uma obra de singela narrativa, mas de gigante capacidade questionadora sobre o sofrimento de quem não conseguiu viver e abriu mão da própria vida, multiplicado pela dor de quem ficou e não consegue entender o porquê de um ato tão extremo.

Em “O céu dos suicidas”, a desestabilização dos fatos que parecem levianos demonstra a capacidade de Ricardo Lísias em exprimir o sentimentalismo cru e exposto. Não há tempo para leviandade na sua escrita! O desespero também é uma peça fundamental do jogo, que favorece mais a indefinição do que as saídas complacentes ou redentoras: assim é a ficção, talvez, porque assim é o mundo, e Lísias não rejeita a identificação pouco mimética, mas muito profunda, complexa.

Depois do suicídio de André (personagem que recebe de Lísias o nome de um amigo que se matou em 2008), o narrador passa a sofrer de ansiedade, insônia, “saudades de tudo” e uma quase síndrome de Tourette: ninguém escapa ileso aos seus impropérios. Ele é intolerante, infantil e narcisista; não possui senso de humor, paciência, sustentabilidade emocional; de tão descompensado e rabugento, chega a ser divertido. O personagem “Ricardo Lísias” é uma hipérbole, imagem distorcida pelo espelho da auto representação, como o Malkovich visitante do próprio cérebro no filme “Quero ser John Malkovich”. Mas a auto ficção, no livro, não é apenas um dispositivo de modelagem do eu, “escrita de si”. O que está em jogo é um verdadeiro autoensaio, catalisador de epifanias: para “Ricardo Lísias”, o gesto afetivo que torna possível a expiação de sua culpa pela morte do amigo; para Ricardo Lísias, a escrita como experiência de catarse, que pode ajudá-lo a ultrapassar seus impasses, seja lá qual for.

Não há no livro, desenvolvimento psíquico ou amadurecimento do protagonista. “O céu dos suicidas” não é um romance convencional, mas uma narrativa que busca a domesticação do personagem que narra. A ancoragem provisória, possível, de alguém que dificilmente deixará de estranhar o mundo, e as pessoas que nele habitam. É um livro que aborda a indiferença, a impessoalidade e a coisificação dos seres humanos.

Os momentos mais belos de O céu dos suicidas são aqueles em que Ricardo busca saber para onde a alma de André poderá ter ido. Como se sabe, as religiões são implacáveis com os suicidas, praticamente todas elas os condenam veementemente. Nos templos, igrejas, sinagogas ou qualquer outra espécie de casa de Deus, não há consolo, afago, clemência e nem piedade com aqueles que optam por tirar suas próprias vidas. Nem com estes e nem com os que ficam. A dor e, principalmente, a raiva do protagonista após cada acolhimento frustrado são latentes. Ao procurar o psiquiatra, que também em nada lhe ajuda, o narrador se abre: “Um dos nossos amigos, um cara muito espiritual, acho que a palavra é essa, espiritual, disse que em todas as religiões, ou praticamente em todas, os suicidas sofrem muito e na maior parte das vezes não vão para o céu”.

Ninguém lhe diz a única coisa que precisa ouvir, que seu amigo “vai para o céu” mesmo sendo um suicida. E é pensando nisso que Lísias descortina todas as mazelas coisificadas do ser humano. O livro aborda o desejo de consolo de quem sofre a perda por não entender como uma pessoa tão boa não pode entrar no céu graças a uma atitude extrema. O paradoxo se instala quando Ricardo se pergunta o porquê da tão falada misericórdia de Deus não alcançar os suicidas.

Por fim, o livro expõe a necessidade do ser em se sentir acolhido; e é apenas isto o que busca o personagem, sem conseguir, em cada um dos pequenos capítulos: a delicadeza desinteressada, capaz de restituir sua dignidade.
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Tito 15/07/2013

Dissolução / redenção. E vai tomar no cu, vai todo mundo tomar no cu.
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Elis 17/10/2013

Enlouquecer aos borbotões
Primeiro contato com o autor e vos digo: ducaralho. Terminei o livro chorando, aos soluços. Daquelas narrativas que se lêm em uma sentada, 4 horas, o silêncio absoluto dominando sua alma. O personagem sofre, grita, esperneia como uma criancinha, xinga deus e todo mundo e muito mais, e ao final você fica com aquela sensação boa de ter conversado com um amigo, ouvido uma história de um colega. Sensação boa que somente bons escritores conseguem produzir. Ducaralho.
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Pedro 03/08/2015

Uma pena
Impressionado pelo quão ruim esse livro é.
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aline naomi :) 17/11/2015

Decepcionante... =(
Por ter lido várias críticas positivas sobre este livro e entrevistas com o autor, eu estava bastante empolgada para ler, mas a leitura acabou sendo decepcionante.

O enredo (suicídio de um amigo próximo) é interessante, mas o protagonista não me causou empatia. Como se trata de “autoficção”, o protagonista é, supostamente, o próprio autor, mas não dá para saber o quanto o protagonista tem do próprio autor; fiquei pensando que se o protagonista for igual ao autor, só posso concluir que o autor é chato, arrogante, mimado e tem Transtorno Intermitente Explosivo – eu mesma cheguei a este diagnóstico, porque para xingar sozinho na rua e insultar e falar palavrões para pessoas que ele mesmo procura para conversar, a pessoa não deve ser normal.

Ao longo da leitura, me questionei se o autor escreve “autoficção” só para chamar atenção para si mesmo ou se está fazendo literatura (e se esse livro pode ser considerado “literatura”). A maior parte do livro parece um depoimento sobre uma experiência pessoal do tipo que são publicados em revistas e sites que publicam esse tipo de conteúdo. E, no fim das contas, fiquei com a impressão de que o tema principal era mais o problema psiquiátrico do protagonista que veio à tona e não exatamente o suicídio do amigo.

Comecei a ler “Divórcio”, do mesmo autor, e parece melhor. Vamos ver.
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Felipe 13/01/2021

Não curti muito o livro, mas o autor conseguiu com eu chorasse ao ler a sua escrita. É uma obra meio autobiográfica. O personagem principal é muito irritante e chato pra caralho. Super arrogante. Ele é um colecionador que conta como ele lidou com a morte de um amigo que se matou.

A empatia tem que ser forte para que o leitor consiga entender um lado do Ricardo. Acho que foi isso que me fez chorar com livro. Além de ter me identificado com certas passagens.
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gaglianoni 17/03/2013

LÍSIAS, O céu dos suicidas
“Penso em coleções o tempo inteiro, dou cursos, ofereço consultoria e escrevo sobre isso. Mas não tenho sequer um conjunto de cartões-postais” (p. 70).

É um romance da própria consciência o que o jovem escritor paulistano Ricardo Lísias realiza com O céu dos suicidas. Colocando a si mesmo como autor-narrador-protagonista, ele personifica uma consciência desesperada, que tenta sair de si mundo afora em busca de algo que a unifique e realize, um eu que a resguarde, através da memória. Sempre que volta a si, embate-se com seu eterno futuro do pretérito; o que foi, o que poderia ter sido, a contingência do passado negada, sobrecarregada pelos efeitos presentes. Porque é justamente uma lembrança retumbante que transforma o sustentáculo da consciência em uma coleção de cacos: o eu, culpado – pela impotência, pela apatia –, fragmenta-se.

Trecho inicial de resenha publicada no Blog da Livraria 30porcento - http://30porcento.com.br/blog/lisias-o-ceu-dos-suicidas/
idailza.salguei 09/12/2014minha estante
Um livro que preciso ler, já que como namoro o suicídio há anos e não gostaria, realmente, de ir para " o "inferno," o "umbral' sei lá. Se bem que, o autor não é o dono da verdade.... Mas promete aliviar o meu sofrimento., e pensar que,os ficam (não muitos) não serão outros Ricardos, seria gratificante...Não creio que o livro seja uma apologia ao suicídio pois quem "precisa ir", vai, independente de qualquer coisa!




Trauti 29/07/2013

O livro levanta uma questão que me incomoda há bastante tempo: o suicídio do ponto de vista das religiões. Apesar de achar que o autor poderia ter trabalhado melhor no assunto e aberto uma discussão mais proveitosa pós-leitura, as cento e poucas páginas conseguiram provar que Ricardo Lísias (ambos, autor e personagem) tem uma visão parecida com a minha - preferimos não acreditar na punição cruel que sofrem aqueles que se mataram. Ricardo chega a citar a visão espírita diante do suicídio e só pude concordar com ele: é difícil de reproduzir aqui o que eles acham ser a realidade post mortem.

“O Céu dos Suicidas” tem valor por levantar uma questão ignorada pela sociedade, trazer como tema paralelo as coleções que também não tem muito espaço no Brasil, mas peca na simplicidade com que o enredo é construído e acaba varrendo ótimos argumentos para debaixo do tapete; assim como o mundo varre os cordeiros problemáticos para debaixo da terra.

site: http://bonjourcircus.blogspot.com.br/2013/05/o-ceu-dos-suicidas-ricardo-lisias.html
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Sheila 27/11/2013

Os suicidas também merecem o céu?
Sempre ouvi dizer que quem comete suicídio acaba sofrendo muito "do outro lado" e não vai para o "céu". Mas, eu nunca havia parado pra pensar sob o ponto de vista de Ricardo, protagonista dessa trama bem articulada, que tenta justificar através do bom coração de André, seu melhor amigo, porque ele mereceria ir para o céu mesmo depois de ter tirado a própria vida.

No decorrer do texto, Ricardo sofre as consequências dessa morte e tem crises de insônia, irritação, angústia, dúvidas, medo e talvez remorso por ter virado as costas para o amigo num momento crucial de sua vida. Entra em conflito com os outros e com ele mesmo e tem dificuldade para livrar-se desse tormento.

É um livro de leitura fácil e por não ter trechos enfadonhos, com muitas repetições, desperta curiosidade a cada final de página e faz o leitor terminá-lo em uma única sentada.

Vale a pena ler.
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jota 04/01/2015

Colecionando tramas e traumas...
Autoficção, O Céu dos Suicidas, tem um grande mérito: é uma história curta, que se lê rapidamente e até com certo prazer, pois há várias passagens engraçadas que quase sempre terminam com o narrador mandando alguém tomar naquele lugar impublicável. Impossível não rir ou ao menos não sorrir.

Suas idas e vindas por lugares, cidades, países, me fizeram lembrar um pouco de Campos de Carvalho e mais de um crítico achou o livro engraçado, ou de um “humor encabulado”. Afinal de contas, Ricardo Lísias trata aqui do suicídio de André, que não ajudou devidamente num momento crítico da vida do amigo.

Paralelamente à trama maior do suicídio de André, que o incomoda absurdamente como um trauma, Lísias desenvolve pequenas tramas, fragmentos de ficção, que o envolvem no papel de um professor universitário - hoje ele não coleciona nada, mas colecionou tampinhas de garrafas e selos na infância - que presta assessoria a colecionadores, um deles, por exemplo, que coleciona taxímetros.

Quase sempre é agradável ou interessante seguir a “coleção de tramas” exibida pelo autor, mas o final do livro me pareceu ficar aquém de tudo que lemos antes (e que nos divertiu de alguma maneira). Mas era para ser um livro engraçado ou ele errou mesmo na mão?

Lido em 03 e 04/01/2015.
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Sharon 27/08/2012

Tenso!
eguindo o Lísias no facebook e lendo as resenhas que ele compartilha... não consegui segurar. Quebrei a promessa que fiz aqui no blog de não comprar mais livros pra mim esse ano... e aproveitei a promoção contínua de desconto na 30porcento. Olha que eu acho que é uma das últimas livrarias virtuais com exemplar disponível! E está R$ 23,80. Eles mandam no Registro Módico, dá uns 4 reais de frete!

Compra lá! (não é publieditorial não, é só que eu valorizo barateza.

A edição é da Alfaguara, 2012, 186 páginas. Chegou na quarta no IBGE, mas só peguei na mão quinta, por conta de uma viajem a serviço. Comecei a ler assim que o Tomás dormiu, 21:30 e terminei às 22:30. Nunca tinha lido tão rápido na vida, acho. E fazia tempo que eu não terminava um livro tremendo de nervoso.


A história, por si só, já é difícil. O narrador conta como tem vivido após o suicídio de seu grande amigo André. Como é compreensível, ele tem vivido mal. Insônia, culpa, raiva, dúvida, horror... tudo junto. E no ritmo do Lísias, os pensamentos e ações vão acontecendo tão rápido que parece que estou ouvindo o narrador na minha frente. É a história do Ricardo (o nome do narrador é Ricardo Lísias, como o escritor) da forma que o Ricardo está contando, como ele quer contar, e não como um narrador onisciente chatonildo faria, com viagens interiores e narrativa psicológica, que eu detesto.

Que mais? Eu não sei falar muito sobre livros que eu gostei! Então, se vocês também gostarem, procurem os outros livros do Lísias. Eu li, no começo do ano, "O livro dos mandarins". Tem o mesmo ritmo, e, apesar de o assunto ser mais leve - o mundo corporativo -, também tem muita tensão.

É isso.

Mais livros tensos, suaves, infantis, adultos, doidos, sérios, comuns e raros: www.quitandinha.blogspot.com
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PEDRO 09/07/2013

Esperava mais.
Confesso que esperava mais de um livro escrito por um autor tão admirado quanto jovem e de um tema tão instigante quanto perturbador. Embora a linguagem seja fluida e escorreita, e os capítulos ordenados em forma de cadeia de pensamentos e fatos, o que torna a leitura leve e prazerosa, sinto que a obra se perde em assuntos ancilares, deixando de lado o que realmente leva o leitor a adquirir a obra, uma inquietação despertada por questionamentos de todas as religiões, em todos os tempos. Sinto que o autor se houve com prudente afastamento do tema, só tocado 'en passant'. Nos momentos em que tocado, todavia, não deixou de passar emoção. Ficou com 'gostinho de quero mais'.
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Marcia Saito 15/12/2013

Um escolha nada provável, mas emocionante
Dentro de meu período de experimentações de novas literaturas, quis conferir este livro, que concorre ao prêmio Literário de São Paulo. Em umceu_suicidas_div post do outro blog (que aliás tenho que colocar por aqui), mencionei que participei da mesa literária com os finalistas do prêmio de Literatura. Assim que tive uma oportunidade, peguei o livro do Sr. Lísias.
Uma das regras que ouvi falar era que não se pode ter ideias pré-concebidas antes de iniciar uma leitura nova. Sabendo que, por seu título sugestionar, pode dar um encaminhamento errado para a história. Explicando: sabendo o que vai ter, não concluir ou supor nada antes de ler tudo, até o fim.
Caí no começo nessa armadilha. Houve momentos que passei mal (mesmo) ao ler o sufocamento de sentimentos da enveredagem psicológica torturante passada por seu personagem.
Mas, mesmo assim continuo a leitura, atendo-se ao fato de manter o foco e a expectativa de toda história pode mostrar muito mais, se insistirmos nela até o final.
Angustiada, não só por passar certos problemas pessoais aliada ao tipo de leitura, fiz o método de ler por grupos de palavras. Favoreceu tb o fato de que cada "capítulo" ser escrito em duas páginas, a leitura transcorreu rápida mas sem perder qualquer detalhe importante e sentido da história.
Cúmplice ao que à jornada do personagem, acompanhava como uma vigília a cada passo que desenrolava.

Chorei quando finalmente oferecem a ele ajuda aos anseios dele, além de uma resposta à sua aflição, que era uma explicação que respondesse ou confortasse para sua questão com relação ao suicídio.

Uma leitura de escolha pouco provável, de desenrolar paciente e desfecho de emocionar.
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