Viva Para Contar

Viva Para Contar Lisa Gardner




Resenhas - Viva para contar


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Aione 29/05/2020

Viva Para Contar é o quarto volume da série policial D.D. Warren de Lisa Gardner, na qual, em cada livro, é narrado um diferente caso investigado pela sargento que dá nome à coleção. Dessa maneira, os livros podem ser lidos de maneira independente, ainda que haja uma evolução na história pessoal da protagonista. No Brasil, a editora Novo Conceito publicou, além desse, Esconda-se e Sangue na Neve, segundo e quinto volumes, respectivamente.

Danielle foi a única sobrevivente de uma tragédia familiar: seu pai matou a esposa e os dois filhos mais velhos antes de se suicidar. Agora, adulta e enfermeira psiquiátrica em uma ala infantil especializada, convive com o passado obscuro e com a pergunta constante do porquê de ter sido a única poupada. Então, quando duas famílias são assassinadas em condições semelhantes, a sargento D.D. Warren chega ao hospital onde Danielle trabalha, deixando-a com sensação de que a história está se repetindo. Paralelamente, Victoria é uma mãe dedicada cuja vida foi consumida pelos cuidados ao seu filho Evan.

Viva Para Contar é aquele tipo de livro capaz de fisgar na primeira página. A narrativa de Lisa Gardner, além de fluida e recheada de impacto, constrói muito bem a tensão, além de conseguir envolver pela dose certa de detalhes que colocam o leitor dentro da história. Aqui, temos as narrativas em primeira pessoa pela perspectiva de Danielle e Victoria — capazes de contribuir com as cenas mais eletrizantes e chocantes — e em terceira pessoa pela visão de D.D. Warren, o que confere um distanciamento, condizente com sua função, necessário e mais objetivo ao leitor, uma vez que as demais passagens são carregadas de emoção.

Em termos gerais, o caso policial é bem desenvolvido, amarrando as pistas deixadas ao longo do enredo e conseguindo manter o suspense até o fim. Há reviravoltas que tornam a leitura ainda mais ágil ao final e a conclusão é bastante satisfatória, oferecendo, também, uma merecida finalização às protagonistas. Comecei a leitura sedenta por um bom thriller policial e Viva Para Contar atendeu com louvor minhas expectativas.

Contudo, o que mais me fez gostar da obra de Lisa Gardner foi sua forte carga de humanidade. Mais do que a história de crimes, esse é um livro a respeito de transtornos mentais infantis, abordando todas as dificuldades envolvidas nesses casos — para as crianças e para os pais —, além das parcas possibilidades de tratamentos. Há cenas viscerais, que pedem ao leitor que respire fundo para prosseguir, e a autora foi muito feliz pela maneira sensível com que construiu as passagens, personagens e situações. Certamente, finalizei a leitura com uma visão diferente da que eu tinha antes de iniciá-la.

Sem dúvida alguma, Viva Para Contar foi meu livro favorito de Lisa Gardner, seja pela leitura voraz que me proporcionou, seja pelas temáticas abordadas. Um livro que recomendo aos fãs do gênero e aos que desejam conhecê-lo, mas com o lembrete de que há cenas um tanto quanto pesadas — e não me refiro às cenas dos crimes, algo esperado em thrillers policiais — e com potenciais gatilhos para situações de violência e abuso físicos.

site: https://www.minhavidaliteraria.com.br/2020/05/26/resenha-viva-para-contar-lisa-gardner/
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Jack's 08/05/2020

Veeeei, meus Deus. Acabei de terminar esse livro e MEU DEUS, eu super indico a vocês, ele é perfeito do início ao fim. As histórias do passado e do presente se conectam com uma só pessoa: Danielle. Leiam véi, leiam. Além de relatar histórias de crianças com problemas mentais, hospitais psiquiátricos infantis, mortes, luto, investigação, TUDO PERFEITO. Termino aqui com uma frase de Danielle pra vocês:
"Eu sou a única sobrevivente, e sobrevivi para contar está história."
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Sueli 22/08/2020

Razoável...
O livro começou de forma muito interessante mas, exatamente por isso, eu fiquei esperando que ele ficasse ótimo no final, porém não foi o que aconteceu...
Sempre digo que gosto é muito pessoal e tenho absoluta certeza que ele deve ter sido uma leitura espetacular para outros leitores.
Acontece que eu detesto o "assassino" que durante a narrativa parece ter poderes incríveis e consegue alcançar seus objetivos de forma espetacular, deixando todos que estão em seu encalço confusos.
Por outro lado, também não gosto de policiais arrogantes que sempre quebram a cara com suas teorias precipitadas. Difícil, não é mesmo? :/
Embora eu tenha apreciado bastante a pesquisa feita pela autora sobre crianças com perturbações psiquiátricas e seus respectivos tratamentos, isso não me ajudou muito a apreciar a leitura.
Para mim não chegou a ser um livro espetacular, mas quem sabe você não adoraria? ;)
Claire Scorzi 22/08/2020minha estante
Tem na biblioteca. Fiz "leitura dinâmica" dele, justo porque suspeitei que não valia uma leitura integral, linha a linha. Só confirmei minha avaliação com a l.d. e com a sua resenha.


Sueli 23/08/2020minha estante
Você poupou um tempo precioso para ótimas leituras. Bom domingo, Claire ?


Claire Scorzi 23/08/2020minha estante
Bom domingo :)


Daniele 31/08/2020minha estante
Li faz um tempão e lembro que também não curti, até apaguei da memória o livro rs não me marcou.




esterivnz 31/05/2020

Pertubadoramente viciante
Primeira experiência com a escrita da autora e o que eu posso dizer é que é impecável,devorei o livro em 3 dias um livro de quase 500 páginas e ainda me sinto empolgada com toda onda de adrenalina que me percorreu.
A escrita dela simplesmente me sugou para dentro do livro no mesmo instante em que comecei a ler,a dinâmica também é bem interessante com capítulos intercalados entre os personagens coisa que eu adoro demais.

Não dei 5 estrelas porque o assassino não foi uma surpresa para mim já desconfiava e não ia com a cara do maldito há muito tempo,mas quanto ao resto do livro não tenho do que reclamar.

Um tema importante como crianças com doenças mentais numa clínica psiquiátrica foi um ponto forte para mim nessa narrativa,pois nunca estive tão a par do assunto e nunca me assustei tanto como a forma que uma criança pode se comportar nesse estado e o quanto seus pais sofrem para criar filhos dessa forma.
O amor dos profissionais de saúde como a personagem principal e seus aliados por essas crianças também me surpreendeu.

Amei amei amei,logo eu que prefiro thrillers com temática psicológica,amei esse policial de um jeito que não tinha amado os outros,primeiro de muitos que vou ler da Lisa com certeza!!
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Paloma Viricio 27/09/2012

Lute para viver até o fim
Por Paloma Viricio


Visão Geral

Se você presencia-se sua família ser totalmente destruída por causa de um crime tenebroso que acabasse com a vida dos membros desta... Menos você. Conseguiria seguir em frente? Acredito que é dificil até mesmo imaginar uma tragédia dessas, né? Entretanto é isso que acontece com Daniele, uma menina que sofria abusos sexuais do pai e teve que viver para contar a história de morte, tristeza da família dela. Ela cresce, forma-se em enfermagem e trabalha auxiliando crianças com perturbações mentais.

Do outro lado está D.D. Warren, uma mulher forte, decidida e detetive exemplar que consegue degustar um mega sanduíche em qualquer situação, inclusive diante de corpos dilacerados responsáveis por compor a cena de um crime recente. Na vida profissional está bem resolvida, a não ser pelo fato que esta sempre está no caminho da amorosa. Afinal, até mesmo uma mulher durona e decidida sente-se carente em algum momento da vida.

E ainda contamos com a figura de Victória, ex- esposa de Michel e mãe de Evan e Chelsea. O filho do casal nasce com um sério problema psicológico que gera a separação dos pais, o cansaço emocional da mãe e ainda pode colocar a vida dela em risco.
Assassinatos hediondos envolvendo a morte de famílias inteiras começa acontecer em Boston e D.D entra em ação. Será que ela conseguirá juntar as peças desse quebra-cabeça? Como esses três personagens principais irão se entrelaçar?

Viva para contar é um livro forte, que trata de assassinatos em série e mostra a realidade de crianças com distúrbios mentais e a dor sofrida pelas famílias dessas que acabam integrando um final surpreendente. Você deve estar se perguntando se vale a pena ler. Claro que vale! Porém é melhor reservar uma dose dupla de fôlego e torcer que Viva para contar.

Designer e Diagramação

O livro é grande(479 páginas), mas a história é tão deliciosa e envolvente que você irá ler sem perceber que está chegando ao final. Ele tem um toque sombrio, ótima dica para fãs de segredos assustadores. A capa diz muito sobre a obra e passa sensação de suspense total. O Kit é composto por uma caixinha (que ajuda a proteger o livro), marcador, um quebra-cabeça e o livro... Sensacional.

Sobre a autora
Lisa Gardner é autora best-seller do The New York Times e já escreveu doze romances. Ela mora com sua família na região da Nova Inglaterra e está trabalhando na próxima história da investigadora D. D. Warren.

O trabalho Lute para viver até o fim de Paloma Viricio foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - SemDerivados 3.0 Brasil.
Georgia Bugov 01/10/2012minha estante
muito bom *-* eu adoro um suspense


Cris 01/10/2012minha estante
Legal esse livro. Adoro o gênero dele e estou doida pra ler!


Escuta Essa 01/10/2012minha estante
Adoro esse tipo de livro que mistura suspense, assassinatos e tudo mais!
Super resenha
Bjs
Renata
Escuta Essa


Gabi Suzart 04/10/2012minha estante
Parece ser bem interessante esse livro, ainda não li nada policial, mas minha irmã tem um livro aqui, e eu acho que vou ler para ver se me interesso pelo gênero...
Livros com três histórias, o torna mais interessante e faz com que a gente tente descobrir como os personagens iram se encontrar, pela resenha deu pra perceber que o livro prende bastante a atenção do leitor, mesmo sendo grande.
Beijoos :*


Jess 06/10/2012minha estante
Ganhei esse livro esta semana, sinceramente só li por cima a resenha, para não perder a emoção na hora em que eu for ler (sim eu tenho um pessimo costume), ms enfim pelo que pude perceber o livro nos deixa 'preso' a ele, adoro o genero policial/suspense!


Mari 08/10/2012minha estante
Eu não tinha me interessado muito pelo livro, mas depois dessa resenha, não vejo a hora de ler.


Bia 11/10/2012minha estante
Conheço pessoas que já leram e disseram que é mesmo bem forte e marcante. Fiquei muito curiosa para saber o que acontece no final.
Beijos


12/10/2012minha estante
Nossa... Adorei! Esse eu quero ler :D

Beijinhos!


Maristela 23/10/2012minha estante
Já vi que vou gostar muito desse livro. Vou acrescentá-lo na minha lista de desejados. Gostei da resenha, está ótima


Silvando 26/10/2012minha estante
Parece bom gostaria de ler.


Genilda Silva 26/10/2012minha estante
O livro parece enorme, mas a estória pelo jeito faz jus ao número de páginas.


Saleitura 27/10/2012minha estante
Maravilhosa Resenha! Viva para contar é uma história envolvente e muito emocionante. Realmente é isso que você colocou Paloma "o importante é lutar parta viver até o fim."
Bjs


joão 29/10/2012minha estante
Uma resenha incrível, espero que o livro me mostre tudo isso que você conseguiu transmitir.


Daiane 22/01/2014minha estante
Muito boa sua resenha! Excelente!!!


Hester 14/04/2016minha estante
Peguei este livro estes dias, li apenas as primeiras páginas, mas já percebi que terei que ler lentamente para poder absorver o impacto. Está me parecendo tb muito interessante, pois vejo um outro lado de uma estória. Nao é o primeiro livro desta autora, e esta parece ser uma habilidade dela. Nada é o que parece ser.




Cris.Pimentel 01/07/2020

Sem palavras
Esse livro é excelente, mas precisava vir com um alerta sobre seu conteúdo.
Não me impressiono fácil, estou acostumada com temas fortes e cenas brutais, mas nada me preparou para ler sobre crianças... me tirou do eixo algumas vezes. Acho que não saber deu uma maximizada no susto.
Então, aqui fica o alerta ESTE LIVRO É PESADO E TEM CRIANÇA ENVOLVIDA.
É um Thriller com uma pegada bem psicológica também, tem muita coisa para refletir, é excelente, então se você acha que encara um desafio, não deixe de ler.
Recomendo
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Jullie 02/05/2012

Perturbador.
“A porta se abriu. Um retângulo de luz forte em meio à escuridão. A sombra do meu pai passando pelo limiar da porta.

- Oh, Danielle – disse ele, cantando, com a voz mais clara. – Minha bela e pequena Dani. – Em seguida, ele encostou a arma contra a própria testa e puxou o gatilho.”

Danielle Burton é uma sobrevivente. Quando era apenas uma criança, seu pai, sem motivo aparente, assassinou a família toda, menos ela. Danielle então teve de passar por anos de terapia, se formou em enfermagem na faculdade e dedica sua vida a cuidar de crianças “psicóticas”.

Victoria é uma mãe solteira e uma lutadora. Ela nunca sabe como será o dia de amanhã: Se Evan, seu filho de oito anos, será a criança doce que lhe dará abraços e dirá que a ama, ou se será um assassino frio que a ameaçará com uma faca escondida da cozinha.

Duas famílias distintas que se cruzam quando outras duas famílias são assassinadas de um modo... curioso. Ao que parece, ambas apontam para o pai como assassino: Ele mata a família toda e depois se mata. Mulher, crianças, bebês, ninguém escapa. E a detetive D.D. Warren é chamada para investigar o caso.

Em meio a muitos mistérios, crianças problemáticas, xamãs, pais desesperados e enfermeiros traumatizados, D.D. precisa desvendar o caso antes que o assassino faça sua mais nova vítima... e acabe com mais uma família.

Bom, então eu era a pessoa que nunca tinha lido nenhum livro policial (ou melhor, tinha, mas foi uma experiência traumática) e, quando os kits novos da Novo Conceito chegaram, Viva Para Contar acabou chamando minha atenção e eu peguei no mesmo dia para ler. Agora posso dizer com certeza que pretendo ler mais livros assim.

Em primeiro lugar, temos os mais diversos tipos de narração. O livro é narrado por três pontos de vista diferentes e temos primeira pessoa, terceira pessoa, narração no presente e narração no passado. Sim, a Lisa quis brincar bastante. Mas, por incrível que pareça, não tornou o livro confuso e fez muito sentido.

Os personagens que são narrados em primeira pessoa são aqueles mais complexos, que precisam extravasar seus pensamentos. Se a narração fosse em terceira pessoa, teria ficado superficial demais, e todos os traumas que eles possuem são de suma importância para a trama. O mesmo acontece com a narração entre presente e passado. No presente, é como se as coisas estivessem acontecendo naquele momento, e ela contribui para o elemento surpresa, indispensável para um dos personagens.

Então, mesmo trabalhando com diversos estilos de narração diferentes, Lisa soube como dosar tudo direitinho na obra, fazendo com que você se sinta exatamente como ela queria que você se sentisse em primeiro lugar.

Outra coisa surpreendente é o tema. Lisa aborda crianças psicóticas e algumas cenas são realmente chocantes. Fiquei com medo de Evan, de verdade. As coisas que ele falava para a mãe, e como depois de repente ele era todo amoroso... Juro, foi tremendamente perturbador.

“- Vou mata-la no meio da noite. Mas vou te acordar primeiro. Eu quero que você saiba.
Estendo os comprimidos novamente.
- Você trancou a gaveta das facas – cantarola ele. – Você trancou a gaveta das facas. Mas será que escondeu todas as facas? Será, será, será?

Pág. 26”

Danielle é outra personagem que tem seus próprios medos e monstros, e era bastante irritante no início... mas, ao longo da narrativa, você começa a compreendê-la, ao mesmo tempo em que ela mesma amadurece. Quer dizer, como você seria se sua família toda tivesse sido assassinada pelo seu próprio pai?

A trama foi muito bem elaborada e correu no ritmo certo. Os capítulos são bem curtos, então você fica naquela “vou só ler o primeiro parágrafo do próximo”, e acaba lendo o capítulo todo. Aliás, Lisa soube muito bem como terminar cada capítulo, te deixando louca pelo próximo.

Não sei se o final chega a ser total e completamente surpreendente, mas é um final muito bom. Tudo se encaixa e a últimas páginas passam voando de tanta ação e adrenalina. Se todos os livros policiais forem assim, acabei de me tornar fã do gênero hahaha

Viva Para Contar é um livro que toca em assuntos delicados, e que faz isso de uma maneira excepcional. O mais assustador é pensar que existem crianças assim por aí, e famílias anônimas que passam pelos mesmos dramas das personagens. É uma história forte, que choca e faz pensar. Como seria sua vida se fosse um sobrevivente? Se tivesse um familiar psicótico? Será que só o amor é mesmo o suficiente em uma hora dessas? Será que você sobreviveria? Será que viveria para contar?

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Resenha originalmente postada no blog julianagiacobelli.com

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Daiane 22/01/2014minha estante
Muito boa sua maneira de falar sobre a estória. Sua resenha deixa uma grande vontade de ler o mais rápido possível este livro, parabéns !!!




Maria Viviane 04/09/2020

MARAVILHOSA!!!
Lisa Gardner é simplesmente incrível, estou apaixonada pela sua escrita, a forma perfeita como ela conclui o desfecho das histórias, amei esse livro, já virei amante de um bom suspense, quem gosta pode ler sem medo porque é perfeito.
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Ju 22/01/2013

Viva Para Contar
Eu adiei por muito tempo a leitura desse livro. Sinceramente, achava que a história não era para mim. Que ia me deixar extremamente assustada e talvez até me fazer ter pesadelos. E eu realmente odeio quando passo por isso.

Mas me enganei muito a esse respeito. Viva Para Contar tem uma história fascinante e, embora tenha algumas partes nojentas e outras bem aterrorizantes, me prendeu do início ao fim.

O assunto me interessa, fala sobre a mente humana. Trata de crianças com problemas psiquiátricos, um tema sobre o qual eu não conhecia nada. É um ótimo livro para abrirmos nossa cabeça e nosso coração, e para aprendermos a ver uma criança, aparentemente desobediente ou teimosa, com outros olhos.

Quem dá título à história é Danielle Burton. Uma garota que, aos 9 anos, teve que lidar com o assassinato de sua mãe e de seus dois irmãos por seu pai, e o posterior suicídio deste. Ela nunca conseguiu entender porque ele não a matou.

"Será que aquilo significava que me amava mais do que aos outros, ou me odiava mais do que aos outros?"

Agora, com 34 anos, Danielle trabalha como enfermeira em uma unidade psiquiátrico-pediátrica, e procura ajudar crianças que, em sua maioria, já passaram por vários traumas familiares. E eu senti um calafrio já na página 10 do livro, quando ela afirmou:

"Eu sei o que você está pensando. Você acha que escolhi essa carreira para salvar crianças perdidas, assim como eu. Ou, talvez, de maneira ainda mais heroica, você acha que escolhi essa profissão para evitar tragédias como aquelas que aconteceram à minha família. Entendo o que você está pensando. Mas você ainda não me conhece."

E, no capítulo seguinte, somos apresentados a Victoria. É um capítulo completamente perturbador, com um final surpreendente.

A história é eletrizante, muitíssimo bem escrita e realmente nos coloca dentro de um mundo desconhecido por quem não pertence a ele. É impressionante o jeito que a autora amarra a história de várias personagens, e o final é de perder o fôlego.

Recomendo a leitura para quem gosta de um bom suspense, e também para todos os pais. Doenças mentais são um tema complicado e delicadíssimo, mas que precisa ser encarado de frente, para que suas consequências possam ser ao menos minimizadas.

"Você se esforça quando é pai ou mãe. Você ama além de qualquer defeito. Você luta além de qualquer dificuldade. Sua esperança vai muito além de qualquer decepção. Mas você nunca pensa, até o último minuto, que tudo isso pode não ser o bastante."

Postada originalmente em: http://entrepalcoselivros.blogspot.com.br/2012/10/resenha-viva-para-contar.html
Lua 23/03/2013minha estante
Investigação policial, suspense *--* já é um bom motivo para lê-lo , adorei a trama mostrando a vida de três pessoas diferentes e como algum acontecimento essas vidas se cruzam. Bem o tipo que prende o leitor do inicio ao fim.


Adriane Rod 29/03/2013minha estante
Já curti o livro, sem nem mesmo lê-lo.

:D


Thaís 07/04/2013minha estante
Amo livros de suspense \o/ não sei porque sempre que eu leio um eu fico imaginando como seria um filme do livro kkkk a resenha só enche a gente de mais curiosidade, por isso a ada dia minha lista de desejados cresce mais e mais ^^


Baah 14/04/2013minha estante
sou apaixonada por suspenses,, fico naquela expectativa de saber o desenrrolar dos fatos, esse livro é otimo!!


Dani 15/04/2013minha estante
''A história é eletrizante'' é basicamente o que li milhares de vezes a respeito desse livro rsrs
Sua resenha me fez o favor de me deixar ainda mais obcecada por esse mistério rsrsrs




Yasmin 15/06/2012

Inquietante e Interessante

Recebi o kit de Viva Para Contar no início do mês e não estava muito empolgada. Afinal ele é o quarto livro da série "D.D. Warren" e não gosto muito de ler livros assim. Contudo tinha que admitir que li Myron Bolitar fora de ordem e não teve nenhum problema, portanto existia uma grande chance de não ter problemas em relação à continuidade. O que mais me chateou foram as pessoas que aprovam livro no Skoob aprovar sem essa informação. O livro é o quarto da série e não adianta esconder. É minha obrigação como blogueira e acima de tudo como leitora divulgar que ele é o quarto da série e não um livro avulso. Tirando esse fato que me chateou bastante (já corrigiram) só tenho elogios para o livro. D.D. é uma personagem ótima e a autora desenvolve a trama com muita naturalidade e habilidade.

Antes de falar sobre a história do livro preciso dizer que ele é narrado por vários personagens. A cada novo capítulo um personagem. Temos em primeiro lugar Danielle, a enfermeira psiquiátrica e única sobrevivente de um massacre. O pai matou toda a família e a deixou para trás. Quase 25 anos depois ela ainda não superou o trauma. Depois conhecemos D.D., a detetive linha dura e apaixonada por comida. Ele estava no meio de um dos raros encontros arranjados quando recebeu o chamado. Um assassinato aconteceu no subúrbio. A família toda morta e o pai, possível assassino, estava em estado crítico no hospital. A próxima personagem é Vitória, mãe de Evan, uma criança de 8 anos com problemas psiquiátricos, uma criança instável, que pode explodir a qualquer momento e vive ameaçando a mãe de morte.

É nesse cenário que se desenvolve a história de "Viva Para Contar". O tema central é crianças com distúrbios comportamentais, emocionais e psiquiátricos, mentais. A autora fez uma pesquisa excelente para desenvolver tão bem a trama. Danielle trabalha na ala de psiquiatria infantil do hospital de Boston e é lá que grande parte da trama de passa e se desenrola. Lisa Gardner conseguiu descrever com precisão como funciona o tratamento dessas crianças e o que as levam para aquela ala. No meio da história conhecemos um pouco desse universo. Crianças tão traumatizadas que não se desenvolvem e tornam-se selvagens. D.D desconfia que a família Harrington não foi morta pelo pai, mas pelo filho mais novo, Ozzie. Um garoto com indícios de psicopatia. No meio de várias possibilidades e reviravoltas acompanhamos dia após dia a investigação e os rumos inesperados que ela toma. Estaria aquilo tudo ligado ao passado de Danielle?

Fiquei consternada com algumas passagens e foi muito bom aprender um pouco sobre esse universo. Não tenho proximidade com o assunto e não conheço ninguém com esse tipo de problema, mas gosto de tudo que envolve o estudo de doenças mentais e psiquiátricas. Foi interessante e triste a narrativa da autora. Ela conseguiu mesmo que superficialmente falar de um tema que muitos fogem. Ninguém imagina que o filho não seja apenas mal criado, ou apenas bagunceiro. Poucos são os pais que admitem que o problema dos filhos deles vai além do comum a toda criança. Não gosto nem de pensar na angústia e na tristeza que deve ser ter um filho que se não tratado pode virar um psicopata, uma pessoa que cometerá monstruosidades antes mesmo de completar 18 anos.

D.D. é uma personagem muito boa, adorei o jeito durão da detetive. O que no começo desconfiei que ficasse clichê acabou sendo um charme a mais. Ela pode ser um pouco cabeça dura, mas me convenceu como detetive, ao contrário de muitos outros livros que fazem seus detetives muito irreais. Isso sem falar as diversas referências que ela faz a filmes e séries. Adorei a referência a Star Wars e a Senhor dos Anéis. A autora nos induz a várias conclusões erradas. O que a princípio estava claro começou a ficar duvidoso e depois de certo ponto não tinha certeza de nada. Primeiro achei que era X, depois Y e no final Z. Acabou que em um vai e volta de pistas acertei o assassino.

Leitura rápida, fluida e com o ritmo certo para uma trama policial. Nem rápido demais e nem lento. A escolha do tema também foi muito boa. Misturar uma sobrevivente de um massacre familiar com doenças psiquiátricas infantis foi original. Aliás (...)

Termine o último parágrafo em: http://cultivandoaleitura.blogspot.com/2012/05/resenha-viva-para-contar.html

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Willians 22/02/2020

Danielle Burton é a única sobrevivente de um massacre feito pelo seu pai. Quando cresce se torna enfermeira e vai trabalhar na ala psiquiátrica infantil do hospital.
Victoria Oliver é mãe de um menino com distúrbios psiquiátricos, ela vive a vida em função de Evan.
D. D. Warren é uma detetive que está investigando dois massacres que as pistas apontam para a ala psiquiátrica infantil do hospital. A vida dessas três mulheres se entrelaçam em um desfecho emocionante. Livro excelente.
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Maiara W 12/02/2020

Ótimo
Impossível parar de ler antes de terminar.
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Eli Coelho 24/06/2012

Investigação + Crianças Psicoticas + 3 narrativas instigantes = O melhor de 2012
Narrativa agil e inteligente, capítulos curtos e com muito suspense.
Acompanhamos 3 personagens em capítulos que se alternam.

DANIELLE BURTON: sobrevivente de um massacre no passado. Hoje trabalha na ala psico-pediátrica de um hospital. Narrado em primeira pessoa.

VICTORIA ORSI: uma mãe que vive um drama familiar com seu filho. Narrado em primeira pessoa com muito suspense e emoção.

D.D WAREN: investigadora de um caso de massacre familiar.O pai da família é o principal suspeito mas outro caso semelhante dá indícios de que pode ser um serial Killer que extermina famílias em seus crimes.

Inteligente representar o ceticismo de algumas familias com a medicina convencional através do personagem Andrew Lighfoot e seu tratamento mistico e alternativo.

Faltou estrela para esse livro. SIMPLESMENTE ÓTIMO.
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Bianca.Bugari 28/03/2020

Perturbador!
Danielle é a única sobrevivente de um crime trágico: seu pai matou toda a sua família e deixou apenas ela viva, se matando na frente dela quando ela tinha apenas 9 anos.
25 anos se passaram e Danielle agora trabalha com crianças com problemas psiquiátricos, vivenciando todo tipo de transtorno. Ela vive para o trabalho, não tem vida social e nem pretende ter, se isolando dentro da clínica para fugir dos pensamentos de culpa que a perseguem desde a infância. Até que coisas estranhas acontecem: próximo ao aniversário de 25 anos da tragédia duas famílias inteiras são mortas. Famílias cujo os filhos já haviam estado sob os cuidados de Danielle na clínica psiquiátrica.

D.D. Warren entra em cena e começa a investigar os crimes, fazendo as conexões e se fazendo toda hora a mesma pergunta: qual a conexão entre Danielle e todos esses crimes brutais?

Resenhas no insta @universodoscontosmacabros
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Avilla Giovanna 24/04/2020

Um bom suspense mas eu esperava muito mais. A premissa foi ótima mas a execução não atendeu às minhas expectativas.
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