Doce Vampira

Doce Vampira Ju Lund
Ju Lund




Resenhas - Doce Vampira


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aurea 18/03/2012

Minha Vampira
è um ramonce em que dois seres, do mesmo sexo, de raça diferentes, se apaixonam. Nós devemos viver o amor livre de preconceitos, pois amar é um todo: com defeitos e qualidades.
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Mari Ferreira 17/02/2013

Uma coisa digo: esqueça toda e qualquer versão de qualquer obra (filme, livro, novela, série...) vampiresca já vista, Doce Vampira é um livro único e merece um destaque absoluto livre de comparações!
Resenha no blog WoW Books - acesse: https://worldofwords2012.blogspot.com

A história inicia-se quando Eduarda, mais conhecida como Duda, depara-se com um grande ‘problema’, sua mãe deseja matriculá-la numa escola privada, com o objetivo de que a filha tenha estudo de qualidade para que assim possa ingressar com maior facilidade numa faculdade/universidade.

Logo, contra seu gosto, Eduarda vê-se obrigada a aceitar já que não haveria outra opção. Diferente das meninas da escola, ela é simples, livre da preocupação de pensar o que achariam do seu jeito de ser. Já que totalmente diferente dela, a sua nova escola – onde apenas garotas estudavam – vestiam-se de forma padronizadas, no sentido estético mesmo, loiras, com bolsas, e muito gloss.

No decorrer dos dias, sendo totalmente excluída sente-se sozinha até a chegada de uma novata, chamada Ester. Esta por sua vez, possuía algo distinto, uma beleza e forma de ser que além de chamar a atenção era um tanto quanto peculiar... Pois era uma vampira, a única da escola por sinal. Logo Ester aproxima-se de Duda, para fazer um trabalho em dupla.

Desde então, a amizade das duas foi crescendo, de modo que a fizessem sentir necessidades de se encontrarem além da escola. Sendo escolhido, como ponto de encontro uma biblioteca *--*
E neste local de encontro, é que um sentimento além da amizade vem aflorando os corações das mais novas amantes. Ao declararem-se uma à outra e percebendo que era recíproco, decidem ficar juntas (claro que as escondidas).

Com o tempo foram descobertas, afinal as pessoas ao redor perceberam e boatos surgiram, por mais discretas tentassem ser.
Ester acaba sendo expulsa da escola por ser maior de idade e estar relacionando-se com uma menor - mas claro, o fato de ser vampira ajudou também. Desesperados, os pais de Duda passam a controlá-la em todos os aspectos!

Cansada desta vida, e com muitas saudades de Ester, Duda não pensa em outra coisa além de fugir com sua amada, tanto que assim faz ao completar a maioridade e com a ajuda de uma professora amigona.

Nada ocorre como planejara, indagações surgem ao conhecer sua mais nova família, sim, a Duda foi morar na casa de Ester, mas era algo temporário até então.

Estes seres de outra raça mais trouxeram mistérios do que clareza, pois sempre fugiram das dúvidas da mais nova e única integrante humana da família.

Eis o problema acima, enquanto Ester é imortal, Duda por sua vez envelhece a cada dia, restam-lhe duas opções: passar a ser de vez membro da família – tornando-se vampira – ou deixar seu amor verdadeiro e retornar ao aconchego de seus pais.

Cercada de medo e interrogações, pede um tempo a sua amada e assim pensar sozinha, mas na casa de seus pais. Diferente do que esperava, Duda fora recebida com muito amor, carinho e compreensão. Jamais cogitara viver tal situação. Mas afinal, o que escolher? Um passo errado e tudo estaria acabado, para ambos os lados, já que se escolhesse tornar vampira sabia que seus pais jamais a aceitariam, logo se preferisse ficar com seus pais e seus irmãos gêmeos, perderia para sempre seu amor.
Qual seria a sua escolha? Agir com a razão ou o coração? Será que as verdades são apenas mentiras camufladas no meio de tantos problemas, preconceitos ou até mesmo medos?

Descubra e apaixone-se pela Doce Vampira
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Rose 30/04/2014

Vocês devem estar pensando: "Mais um romance sobrenatural com vampiros!" Mas vocês se enganam, este não é apenas um "romance sobrenatural com vampiros", este é um romance homossexual, isso mesmo, vocês não leram errado e nem eu escrevi errado. É um romance homossexual entre uma vampira e uma humana. Espero que nenhum de vocês tenham preconceito e se joguem na leitura...
Vivemos em um mundo onde vampiros e humanos convivem naturalmente, com direitos e deveres como qualquer cidadãos. Claro que nem tudo é perfeito, assim como na vida real, no mundo fictício existe o mal e velho preconceito e a discriminação.
Eduarda é uma humana que foi transferida para uma escola particular contra a sua vontade. Sem se enturmar na nova escola, acabou fazendo amizade com outra aluna nova, a Ester. Elas logo se tornaram inseparáveis e com o tempo notaram que o sentimento de amizade havia passado para outro nível. Mesmo com toda a discrição que tinham, os comentários logo surgiram e claro os problemas começaram.
Duda ficou de casa-escola/escola-casa, totalmente vigiada pelos pais e se sentido mais sozinha do que nunca. Se para eles um romance com um vampiro já seria mal visto, imagine então com uma vampira! Sem chance!
Muito infeliz, Duda acaba vendo uma luz no fim do túnel e não vê a hora de completar 18 anos. O que a princípio seria a solução de todos os problemas, tornou-se um problema com "P" maiúsculo. Do romance à separação, do céu ao inferno, tudo aconteceu de uma forma em que ela não se dá conta, e nós leitores somos levados a um carrossel de emoções onde a realidade e a mente de Duda são uma confusão sem fim...
Ao longo do livro eu acabei pegando antipatia pela Duda. Sabe aquela expressão "ou dá ou desce", pois é, era isso que eu queria falar para ela. Sem maturidade para levar um relacionamento, ainda mais um com esta complexidade. Toda hora "minha vampira" ou "minha doce vampira" estava me irritando.
Como o livro é contado do ponto de vista da Eduarda, acabou que a Ester em alguns momentos também ficou a desejar. A cara de paisagem e os inúmeros segredos pareciam não ter fim.
A reviravolta que o livro deu até nos faz "entender" o "porquê" de tantas indecisões e mudanças de ideia, mas também nos leva a outros questionamentos, onde está a verdadeira realidade de tudo isso? E Ester é sonho ou realidade? Minhas respostas? Se eu falasse vocês não iriam precisar ler...

site: http://www.fabricadosconvites.blogspot.com.br/p/minhas-resenhas.html
Vitória 11/11/2014minha estante
Rose, se já estava decidida a ler o livro antes, imagine depois que li a sua resenha?
Fiquei totalmente presa nela, e com uma vontade enorme de se jogar nessa leitura.
Sempre gostei de vampiros, e o mais gostoso é que essa história foge totalmente das histórias de vampiros que eu leio. Gostei muito.
Ah, essa capa ficou perfeita !Muito linda..
Beijão :*


Clarice.Castanhola 29/06/2015minha estante
A única parte chata, digo chata porque eu sou uma leitora chata, fica por conta do final. Se eu não soubesse que era uma série eu ficaria realmente decepcionada com o final do primeiro livro, mas como sei que tem a continuação imagino que uma reviravolta imensa vai acontecer devido aos fatos do fim do livro, isso me deixa menos decepcionada e até ansiosa para ler a continuação.




Ju Lund 14/11/2012

Doce Vampira
Doce Vampira Um Romance Queer Chick
Sinopse:
Eduarda é uma jovem calada e discreta quando conhece a sensual Ester. A amizade das duas cresce com o tempo e um novo sentimento inesperado desperta. Agora Duda tem que enfrentar dois novos problemas: estar apaixonada por Ester e encarar a sua família, e, também, enfrentar a sociedade para poder continuar com sua Doce Vampira. Será que esse amor será forte o suficiente?

(venda na editora Ornitorrinco)
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Johnanttan 17/03/2013

Doce Vampira, Resenha!
Doce Vampira foi uma das melhores surpresas que tive nos últimos anos. Assim que fiquei sabendo sobre o enredo que envolvia um tema que sempre me fascinou – vampiros – aliado à uma inovação – o amor entre duas garotas, mesmo que diferentes – precisei comprar o livro e o devorei em poucos dias.

Eduarda é a típica garota insegura, o que não poderia ser diferente creio eu, afinal me pareceu desde o inicio que seus pais eram super controladores. Ao precisar se mudar de colégio, ela conhece Ester, uma linda vampira.

Doce Vampira nos apresenta um universo onde os vampiros convivem pacificamente com os “primos” humanos, tudo controlado pelo governo, tudo muito bem organizado. Aparentemente todo mundo se dá muito bem com essa situação… Aparentemente.

Continuem lendo a resenha de Doce Vampira direto do Portal Julund:
http://portal.julund.com.br/resenhas/doce-vampira-resenha-iv
jefms 18/03/2013minha estante
Uma das melhores resenhas que li de Doce Vampira, meus parabéns! Ficou muito boa mesmo!




Cristiano Rosa 10/02/2013

Diário CT: Doce Vampira
Uma aventura romântica regada de fantasia e mistérios. Assim é a trama de Doce Vampira, livro de Ju Lund publicado recentemente pela Editora Ornitorrinco. A obra de 210 página é dividida em um prólogo e 20 capítulos, narrando em 1ª pessoa momento intensos da vida de Duda, uma jovem superprotegida pelos pais.

Ambientado em um mundo onde humanos e vampiros convivem, a protagonista conhece uma colega nova na escola, Ester – uma vampira -, e elas se apaixonam. Porém como toda relação homoafetiva, elas enfrentam preconceitos.

Assim que Duda completa 18 anos, foge para morar com sua amada, e vão para a mansão dos criadores dela. O que era para ser provisório acaba sendo por definitivo, e isso incomoda a humana.

Ester explica que para viverem bem, as duas precisariam ser vampiras, e isso desconforta Duda. Em um momento de confusão, ela recusa virar uma criatura noturna e volta para casa, onde seus pais a recebem com atenção e carinho.

Porém nem tudo está tão bem quanto parece. A saudade bate e a depressão começa, fazendo com que a jovem comece a tomar remédios e mais remédios. Sentindo-se estranha, e com a ajuda de uma professora, descobre que há um grupo anti-vampiros que está manipulando seus pais e a medicando. Transtornada, volta para a casa de Ester, porém a família toda não está mais lá.

Começa então uma busca pelo amor da vida de Duda, envolvendo ciúmes, segredos, perturbações, medos e viagens. Ela é capturada pelo tal grupo e afastada de vez do mundo dos vampiros. Nessa altura do enredo, a agonia da personagem passa para o leitor, pois a descrição é tão intensa que a dor e o desespero da protagonista chegam a sair do livro.

Confesso que antes de começar a ler a história, imaginei que seria um romance pesado, com pouca aventura e envolvimento. Mas não, a escrita de Ju Lund atrai e a estruturação do texto, com flashbacks e um dos capítulos sendo narrados pela Ester, oferece ação, drama, suspense e ainda sugere reflexão.

Com uma capa simples e bela, e uma diagramação com detalhes no início de cada capítulo, a obra faz quem a lê mergulhar em um universo onde o sobrenatural anda lado a lado com o romance e, juntos, oferecem bons momentos de prazer durante a leitura. Sendo uma narrativa que surpreende mesmo quem espera muito dela, Doce Vampira conquista e ensina muito sobre o amor de um jeito mágico e único.

Fonte: http://www.blogcriandotestralios.com/?p=20120
jefms 18/03/2013minha estante
Fantástica resenha, meus parabéns!




Sah (Blog Pérolas Literárias) 10/03/2013

Doce Vampira, resenha III!
Leiam a resenha de Doce Vampira. Um romance Queer Chick escrito com muito carinho pela JuLund para todos nós.

Resenha:
JE FERAI UN DOMAINE. OÙ L’ AMOUR SERA ROI. OÙ L’ AMOUR SERA LOI.

OÙ TU SERAS REINE. NE ME QUITTE PAS. NE JAMAIS ME QUITTER.

“CRIAREI UM PAÍS. ONDE O AMOR SERÁ REI. ONDE O AMOR SERÁ LEI. E VOCÊ A RAINHA. NÃO ME DEIXE. NUNCA ME DEIXE.”

Como começar a resenhar esse livro? Foi essa a primeira pergunta que me veio à cabeça.

Doce Vampira é um romance Queer Chick, nunca tinha lido nada assim, claro que já li romances homossexuais, mas não me prenderam na leitura como esse mundo criado por JuLund. Ainda não sei o que mais me surpreendeu nessa leitura, se a total insegurança de Eduarda ou as evasivas de Ester.

Vamos por partes: Eduarda é transferida de escola por sua mãe, logo em seu primeiro dia de aula percebe que a rapaziada do colégio é do tipo “estereotipada”. Ela não se encaixa e tem vontade de desaparecer da escola.

Até que ela conhece Ester, a única vampira da escola. Sim, vampira; todos sabem da existência dos vampiros e convivem com isso normalmente, assim achamos...

Continuem lendo a resenha de Doce Vampira direto do Portal Julund:
http://portal.julund.com.br/resenhas/doce-vampira-resenha-iii

Bjos
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Bia Rodrigues 07/02/2013

Doce Vampira é o livro que tem me feito suspirar nas ultimas semanas. A Ju conseguiu aquilo que a varias series sobre vampiros eu venho procurando: Algo novo. E devo dizer que a historia não é simplesmente original, e também sensacional e o único sentimento que fica ao termino da leitura é: Eu preciso de mais!

Três palavras conseguem descrever esse livro: Inovador, surpreendente e viciante. Inovador eu já expliquei a ração - pois a autora conseguiu fazer de um tema tão falado algo novo -, surpreendente por em nenhum momento me permitir "adivinhar" a historia. Quando eu tinha certeza de algum fato a Ju me mostrava nas paginas seguintes que eu estava completamente errada, e isso foi com certeza uma das melhores coisas dele. Viciante porque não tem como não querer mais quando algo é tão surpreendente e único.

Eduarda - para quem já leu, nossa querida Duda - é uma personagem maravilhosa, uma das primeiras humanas que se apaixona por um ser de outra especie e demonstra não ser louca, ela esta apaixonada, mas ainda assim quer conhecer mais sobre Ester, tem medo do mundo que Ester vive, e não tem medo de questiona-lo. Já Ester é como todo vampira, linda, maravilhosa... Completamente deslumbrante. Em diversos momentos eu tive duvida em relação aos meus sentimentos pela personagem, mas nas ultimas oitenta paginas do livro eu consegui perceber que gosto dela.

"Tem dias que não há uma citação bonita para se dizer. Tem dias que simplesmente acaba."

A escrita da Ju é rápida, ela não enrola os fatos, as coisas vão acontecendo muito rápido o que pode parecer ruim falando dessa forma, mas não foi. Ela soube conduzir isso muito bem para tornar o livro rápido porem ainda assim rico em informações, permitindo que a imaginação de tudo que esta acontecendo seja perfeita. Um detalhe realmente marcante é sua capacidade para descrever personagens, eu tenho a imagem exata de cada um que fez parte dessa historia.

A diagramação de Doce Vampira é uma perfeição a parte. A atenção que a editora deu para todos os detalhes é perfeita. Cada começo de capitulo já te deixa com vontade de ler só por ser tão lindo. Não encontrei nenhum erro na digitalização do livro, então caso tenha não é nada exagerado, pois eu não percebi.

Indico Doce Vampira a todos que gostam de literatura fantástica e estão louco por algo novo.
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CrisGomes 08/03/2013

Resenha de Doce Vampira, de Ju Lund
Um romance que começou como amizade. Quantas vezes já vimos isso? O romance de Duda e Ester seria como outro qualquer se não fossem dois detalhes: elas são do mesmo sexo e são de raças diferentes.

Duda é uma adolescente de 17 anos que acabou de se mudar para uma escola privada por imposição de seus pais. Ester é uma vampira de mais de 100 anos, mas que acaba de se matricular na escola onde Duda estuda. Nem uma das duas tem amigos na nova escola e quando as elas ficam sem par para fazer um trabalho, se juntam e daí nasce uma grande amizade que acaba se transformando em algo maior e mais forte do que elas poderiam imaginar; inevitavelmente, Duda e Ester começam um romance que tentam esconder do resto do mundo.

“Mas o amor é assim, não há regras, você o vive ou sofre por ele.”

...
Leia a continuação da resenha em

http://portal.julund.com.br/resenhas/doce-vampira-resenha-ii


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Paula 16/07/2013

Eduarda (Duda) sempre estudou na mesma escola pública até que no último ano sua mãe resolveu transferi-la para uma particular para que a filha fosse mais bem preparada para entrar em uma faculdade. Duda não queria mudar de escola, o pai não achava necessário, mas a mãe, sempre dura, conseguira convencer o pai.

A nova escola possuía um horário diferente, fazendo com que Duda passasse mais tempo lá do que em casa, os professores não eram muito receptivos e os alunos eram um pouco esnobes. Três dias de aula e nada de se enturmar, até que uma novata apareceu e como Duda ficou de lado, sozinha. A novata era bonita, de uma beleza incomum e vestia-se muito bem, parecia-se até mesmo com uma modelo.

As duas interagiram pela primeira vez em um trabalho em dupla e depois desse dia ficaram muito unidas, fazendo trabalhos juntas e estudando, indo à biblioteca e conversando. Demorou, mas as duas fizeram amizades, especialmente pelo esforço de Duda em ser sociável e ter uma vida escolar normal. Mas nem todos gostavam de Ester, não por ser novata, mas por ser a única aluna vampira na escola.

Os vampiros haviam "saído de seus caixões", coisa que pessoas maldosas diziam, há um bom tempo. Eles viviam em harmonia com os humanos, deviam ser respeitados, possuíam direitos e deveres e não saíam por aí mordendo pessoas para se alimentar. Sua alimentação era controlada pelo Estado.

Duda não via problema algum em Ester ser uma vampira, sempre achara uma bobagem categorizar, separar ou rotular. As duas socializavam com aqueles que eram mais abertos e sendo Ester mais calada, não fazia amizades, apenas acompanhava Duda.

Se antes os dias de Duda eram insuportáveis, agora, com Ester, tornaram-se agradáveis. A amizade delas fora como uma luz em sua vida e as duas conversavam muito, com Duda contando tudo para a vampira. A garota sentira que encontrara a melhor amiga do mundo. Mas enquanto a amizade tornava-se cada vez mais forte, algo mudava em Duda. No começo, ela pensou que fosse uma mistura de carinho e admiração, depois notou que era mais que isso. As duas eram extremamente inseparáveis e quando não estavam juntas Duda sentia-se incompleta e até mesmo triste.

"Uma transformação do sentimento, algo transcendente, simplesmente aconteceu. Eu não sabia como, mas a amizade tornara-se amor." (p. 26)

Duda tentou se convencer de que invertera o sentimento, mas percebeu que se sentia como alguém apaixonado. Afastou-se um pouco de Ester, que fez o mesmo. Ambas perceberam que extrapolavam a conexão que possuíam. Mas não conseguiram se manter separadas por muito tempo.

"E assim, consolidamos o sentimento, a reciprocidade. Acho que foi tudo ao seu tempo e aconteceu porque o destino havia nos reservado uma à outra. No mesmo lugar em que abrimos nossos corações, Ester me chamou pela primeira vez de Petite." (p. 27)

Duda nunca estivera tão feliz, mas o sonho teve fim. As pessoas começaram a falar e a fofoca que rondava a escola chegou aos ouvidos de seus pais, mesmo as duas sendo discretas e manterem seu relacionamento em segredo. Ester acabou sendo expulsa da escola e os pais de Duda proibiram a amizade das duas, fazendo o maior escândalo. Duda estava de castigo, a internet fora cortada, o celular era restrito, não recebia mesada, não podia sair sem autorização e o clima na escola era péssimo.

Anestesiada e sem ânimo Duda enfrentava uma situação terrível em casa, com sua mãe olhando-a atravessado e seu pai, que já era calado, ignorando-a completamente, como se ela não existisse. Seus dois irmãos mais novos apenas diziam besteiras sobre o assunto. Além disso, sua mãe tinha uma teoria completamente sem fundamento, dizendo que tudo aquilo acontecera por causa de um feitiço. Seu pai a levara para consultas em um psiquiatra mal-humorado que receitava-lhe remédios que Duda fingia tomar. Na escola todos seguiam a orientação de proibição total e na casa de Duda haviam sido instaladas câmeras e até mesmo um vigia noturno fazia rondas na área. Seus pais foram mais longe e ameaçaram internar Duda se ela pensasse em fazer qualquer coisa que viesse desonrar a família.

A vida de Duda só começou a ter sentido novamente quando recebeu um bilhete de Ester e as duas começaram a se corresponder por meio desses bilhetes através da professora de Química de Duda. Ester lembrava que Duda teria dezoito anos e assim poderia tomar as suas próprias decisões, pelo menos era o que a lei dizia e Ester iria esperar a sua decisão: amizade ou amor.

Renovada, Duda não tinha dúvidas quanto ao que sentia por Ester, mas sabia que sua família nunca aceitaria a relação das duas: 1) Duda havia se apaixonado por uma garota; 2) Essa garota era uma vampira. Só havia uma forma das duas ficarem juntas: fugindo.

Depois de inventar algumas desculpas para seus pais Duda conseguiu dar uma escapadela de casa e se encontrar com Ester, finalmente estava com a sua vampira e ansiava por uma vida com ela, apenas ela. Mas Ester quer levar Duda para a casa de sua família, apenas por uma noite.

"- Agora ouça, Ester. Quero ser sua, pelo tempo que eu existir. Agora, se você vai continuar a me querer quando eu estiver velha, isso realmente não sei. E também não importa, quero viver o agora e o amanhã, no máximo.
- Amor, não deseja ser igual a mim? - indagou-me um pouco esquisita." (p. 40)

Os dias iam passando e nada das duas saíram da casa da família de Ester, o que incomodava e muito Duda. Louise, que transformara Ester, era altiva e extremamente educada, mas mesmo assim assustava qualquer um com seus olhares. Ester ficava muito diferente perto dela e Louise parecia ver Duda com desdém, apesar de lhe tratar com cordialidade. Nicolás, marido de Louise, era forçadamente simpático e John, irmão de Ester, encontrava-se fora de casa. Até mesmo os empregados, como mordomos e faxineiros, todos homens e vampiros, agiam de forma estranha.

Apesar de amar Ester, as coisas não estavam certas. Ela queria viver sozinha com Ester, a estadia das duas na casa da vampira seria apenas para as duas conseguirem se ajeitar, mas Louise se intrometia muito, até que informou Duda que ela deveria escolher logo outro nome para depois de sua transformação, pois cada vampiro era batizado com um assim que transformado, o que deixou Duda sem reação. Ela não havia pensado na hipótese de ser uma vampira. E para ficar com Ester ela teria que ser uma, ou sua família não a aceitaria.

Quando percebeu que seu número de celular havia sido trocado e descobriu que seus pais haviam ido até a casa dos pais de Ester tentando entrar em contato, o que ninguém informou Duda, ela resolve voltar para a casa dos pais, ao menos para pensar no que está acontecendo.

Agora seus pais estão diferente, aparentemente. E afirmam que tudo irá mudar: irão aceitar e respeitar suas escolhas. Mas será que realmente estão dizendo a verdade? Em quem confiar agora?

Li Doce Vampira, de Ju Lund, através do Book Tour organizado pelo World of Words e Pepper Lipstick. Vocês podem imaginar que a história talvez pareça com Crepúsculo (garota se apaixona por vampira na escola) mas posso afirmar que as duas histórias não tem absolutamente nada a ver. Doce Vampira foi uma leitura que me surpreendeu, com uma narrativa em primeira pessoa que não dá para colocar defeito, é um livro extremamente bem escrito e possui um enredo cheio de mistérios e surpresas, muito bem elaborado, que prende o leitor e não deixa nada a desejar.

Duda é uma garota livre de preconceitos e de sua amizade com Ester nasce um lindo amor, mas infelizmente a história das duas é perturbada quando o preconceito existente na família de Duda torna o romance impossível. E quando conseguem ficar juntas tudo parece estar contra elas, ou pelo menos os mistérios que existem na casa de Ester deixam Duda inquieta, fazendo-a não se sentir mais segura naquele local. O amor e o carinho que sua família nunca demonstrou surgem como um bálsamo para suas dúvidas e sua tristeza, mas as aparências podem enganar.

Doce Vampira possui um final de deixar o leitor com o queixo caído, é perturbador e pede, definitivamente, uma continuação.

Outra coisa, a diagramação é perfeita! Adorei o aspecto clean da capa e por dentro o livro é um charme, bem feminino e com páginas e fonte que ajudam muito a leitura fluir.
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Mari 19/06/2013

Resenha: Doce Vampira
Tenho que começar essa resenha dizendo que o livro me surpreendeu muito.

O design, a capa e a diagramação do livro estão muito bem trabalhados e a narrativa é bem leve, o que não deixou a leitura cansativa. Sem contar que ela é bem simples e rápida.

A história me surpreendeu por vários motivos, um deles é que DV foi o primeiro romance que li, onde os protagonistas são um casal homossexual.

Na história, vivemos em um mundo onde vampiros existem e já são aceitos normalmente, mas é claro que existem ainda discriminação e preconceito.

E é nesse contexto que vive Eduarda, uma humana que foi transferida de escola contra a sua vontade, mas é em sua nova escola que ela conhece Ester, uma vampira, e logo se tornam melhores amigas.

Só que com o tempo a amizade vai se transformando em um sentimento mais profundo, e então elas começam a manter um relacionamento as escondidas. Mas um tempo depois, os pais de Eduarda descobrem e a proíbe de ter qualquer contato com Ester.

Depois dias de angústia e saudades, Eduarda finalmente consegue fugir com Ester, já que tinha alcançado a maioridade.

Mas nem tudo é um mar de flores ...

Dúvidas, mistérios, desconfianças, intrigas, ciumes, confusão, saudade, arrependimento ...

A Ju conseguiu criar uma obra viciante onde nada se pode esperar e o tempo todo surge revelações bem inesperadas.

Eu adorei a história, ela é realmente inovadora e ao mesmo tempo original, e pede por uma continuação.

Esse livro faz parte do booktour realizado pelo blog WoW Books em parceria com a autora Ju Lund.

Gostaria de agradecer pela oportunidade e dizer que valeu muito á pena ter participado do BT.


Espero que vocês tenham gostado da resenha e que se interessam pelo livro !!
Beijos !!!

Esta resenha pertence ao blog 'Apaixonada por Livros'
http://insaciavelmenteapaixonada.blogspot.com.br/
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Kalita 24/12/2015

Resenha: Doce Vampira - Ju Lund (AVEC Editora) | Fofocando Sobre Livros
Oi meu povo!


Que tal uma fofoca sobre o livro Doce Vampira da Ju Lund? Está doidinho pra saber qual é a fofoca hein? Então vamos lá!


O livro Doce Vampira vai contar a historia do amor de duas garotas, a Duda (Eduarda) e Esther, sendo Duda uma humana e Esther uma vampira (diferente hein?). O problema central do livro é o preconceito, vamos ver o preconceito contra o homossexualismo e contra raça, ou seja, como se não bastasse ter que lidar com os homofobicos, ainda terão que lidar com o preconceito contra o vampirismo, é mole? Não, com certeza não vai ser fácil pra essas duas ficarem juntas. Outra coisa bem complicada é a questão das famílias das duas, sim você leu certo, agora imagina aí, a maioria de nós tem familiares ao nosso lado nas horas que precisamos de um ombro amigo ou quando precisamos de uma base, de alguem que nos firme, Duda (a humana) não tem, muito pelo contrário, ela sofre opressão da própria familia, com mãe e pai preconceituosos, Duda vai contar com amigos e é claro com seu amor. A família de Duda vai colocar muitos obstáculos entre o amor das duas (e quando eu digo "muitos obstáculos", quero dizer que vão fazer de tudo pra separar as duas). Vamos ver seitas, muito preconceito (chega a dar raiva) e pessoas que não sabem o verdadeiro significado do amor.


O que eu achei.

Bom gente, eu enlouqueci (na verdade eu já sou meio louquinha rs) de amores pela escrita da autora. No 1° capítulo eu fiquei com o pé atrás, porque da tristeza de Duda, era tão deprê ver a Duda daquele jeito sem saber o motivo, vou explicar: no 1° capítulo vemos uma Duda triste e depressiva, porque da saudade que ela sente do seu amor (Esther), a família de Duda tinha achado um jeito de separar as duas e por não ver mais esperança de reencontrar o seu amor, Eduarda se encontrava em um estado de depressão.

Foi por isso que fiquei meio desconfiada no início da leitura, mas logo tudo é explicado e você começa a se apaixonar e torcer pra que essa história de amor dê certo.


Os personagens desse livro são encantadores, não pelo fato de serem todos bonzinhos e amáveis, porque não são todos assim (não, com certeza não), mas pelo fato de serem tão distintos, com seus próprios medos, sentimentos, emoções e seu próprio jeito se pensar. Vemos nas ações e reações de cada um, uma personalidade muito própria (sim vemos, porque a autora consegue expressar em sua escrita a marca deixada por cada personagem, por isso conseguimos visualizar em nossa mente a expressão de cada um) e isso é encantador.


Doce Vampira é narrado em 1° pessoa por Duda, vemos nitidamente suas emoções e seus sentimentos, entramos na leitura por meio da narrativa tão viciante que não nos deixa desgrudar do livro (isso é sério, já aviso com antecedência, você vai querer comer lendo, não dormir pra ler mais um capítulo e já aviso, não tente ler enquanto anda pela casa, acredite em mim, não vai dar certo).


"Quando não estávamos juntas, sentia-me incompleta e até triste. Uma transformação do sentimento, algo transcendente, simplesmente aconteceu. Eu não sabia como, mas a amizade tornara-se amor."


O livro muito bem desenvolvido, não é longo, nem é curto, ele é ideal. Tem início, meio e fim com fatos muito bem estruturados e muitos deles datados, o que facilita nossa leitura, pois não conseguimos nos confundir com a sequência dos fatos.

Na minha opinião o tema central do livro além do amor, é o preconceito e isso fica muito nítido pra mim. Até que ponto o preconceito pode nos prejudicar? Será mesmo que temos o direito de determinar o que o outro deve fazer ou quem deve amar? Vou deixar aqui abaixo um quote do livro Doce Vampira para a reflexão de todos.


"O preconceito machuca as pessoas e, muitas vezes, deixa cicatrizes que jamais são curadas. Marca pessoas e almas para sempre."

Esse livro é favorito não só de 2015, mas da vida, obrigado AVEC Editora por me enviar esse livro para que eu o lesse pelo Kindle e obrigada Ju Lund, por contar essa história, esse livro vai muito além de uma simples ficção, é um ensinamento de vida.


Pra você que ficou curioso e quer ler o livro, vou deixar aqui os links de compra, é só clicar e você será redirecionado para o site.


Adquira em formato físico:http://www.avecstore.com.br/aaoot9y7d-doce-vampira


Adquira em formato digital:http://www.amazon.com.br/gp/aw/d/B018W5LT3Q/ref=mp_s_a_1_1?qid=1450912626&sr=8-1&pi=SY200_QL40&keywords=doce+vampira


E caso você tenha ficado muito curioso e queira ler um pouquinho, vou deixar aqui o link para o primeiro capítulo de Doce Vampira: http://issuu.com/julund/docs/doce-vampira?e=2533795/12809491#sthash.VxfH8HEi.dpuf


Bom meu leitores fofoqueiros foi isso, espero que tenham gostado e que fofoquem pros amigos.

Beijinhos em todos os meus fofoqueiros!
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Ana Luiza 11/07/2013

Resenha do blog Mademoiselle Love Books - http://mademoisellelovebooks.blogspot.com.br
Em um mundo onde vampiros e humanos convivem, teoricamente, de forma pacífica, a convivência entre as duas raças está longe de ser perfeita. Apesar dos direitos adquiridos, de serem parte da sociedade, os vampiros não deixam de ser vistos como aberrações, demônios com presas. É nessa realidade que vive Eduarda, uma garota humana completamente comum. No último ano de escola, os pais de Duda resolvem mudá-la para uma escola particular, com intuito de deixar a filha mais preparada para a faculdade. Apesar da relutância da garota, ela não tem outra saída a não ser frequentar a escola nova, onde não faz nenhum amigo a princípio.

Logo nos primeiros dias de Duda, outra estudante novata aparece. Ester é uma garota linda, obviamente de família rica, mas que não se enturma com os outros alunos pelo fato de ser uma vampira. Diferentemente dos outros estudantes, Duda logo faz amizade com a bela vampira, sentimento que cresce rapidamente e começa a se transformar em algo a mais. Quando Duda finalmente encontra coragem para se declarar a Ester, acaba descobrindo que a vampira sente o mesmo por ela e, assim, elas começam a ficar juntas.

"Entre antigas estantes de livros importados da biblioteca municipal da cidade de Sal do Sul, o nosso primeiro beijo aconteceu. E ele foi doce, ao mesmo tempo em que profundo e naturalmente perfeito. Nossos lábios pareciam moldados um para o outro, e Ester mantinha um ritmo ora delicado e ora inebriante. Outras vezes, de tirar o fôlego, a ponto de deixar todo o meu corpo tremendo.” (Pág. 28)

O namoro escondido entre Ester e Duda se mostra delicioso e ambas ficam felizes com a relação. Mas, tal felicidade dura pouco. Aos poucos, outros alunos começam a perceber que existe mais que amizade entre Ester e Eduarda e, logo, tais boatos chegam aos ouvidos da família da humana, que acaba separando as garotas. Longe de sua vampira, Duda volta para a triste rotina que tinha antes de conhecer Ester, que, agora, é ainda pior por causa da saudade que sente da vampira.

“-Eu não quero ficar com você para sempre. Eu preciso. – disse com sua voz sedosa e profunda. – Eu não choraria se fosse embora. Eu morreria.” (Pág. 122)

Entretanto, Ester mostra que está disposta a lutar pelo que sente, assim como Duda. As duas começam a se comunicar com a ajuda de uma professora da escola e, com a chegada de seu aniversário de 18 anos, a humana propõe que as duas fujam para viver seu amor. Assim, na noite após seu aniversário, Duda foge com Ester. Antes de decidirem definitivamente para onde vão, as garotas se alojam na casa da família de Ester. Lá, Duda finalmente começa a realmente conhecer o mundo de Ester.

Na bela casa e cercada com os empregados e família de Ester, Duda começa a perceber que sabe muito pouco sobre sua vampira. Conforme o tempo passa, a convivência entre as duas começa a deixar de ser prazerosa, um sonho realizado, e se torna um relacionamento real, com cobranças e expectativas. Ao perceber que Ester, assim como sua família, escondem segredos, Duda começa a perceber, pela primeira vez, que um relacionamento entre pessoas de duas raças diferentes têm grandes barreiras.

“Tem dias em que não há uma citação bonita para se dizer. Tem dias que simplesmente acaba.” (Pág. 124)

Quando o assunto “transformação” surge, Duda começa a ver as impossibilidades em sua relação com Ester. A vampira e sua família desejam que Duda se transforme em vampira e eternize seu amor com Ester, mas, para uma garota de 18 anos, essa é uma decisão definitiva demais para ser tomada com um prazo de tempo. Conforme o prazo dado pela família de sua amada começa a se esgotar, Duda vai aos poucos admitindo que ainda não quer se tornar uma vampira, por mais que ame Ester. Assim, as duas se separam novamente, dessa vez, por escolha de Duda. Quando a humana volta a sua vida normal e a casa de sua família, que, estranhamente, está mais amável, percebe que nada jamais será o mesmo depois de Ester. Ainda amando profundamente a vampira, Duda pensa em voltar atrás em sua decisão. Será que é tarde demais para isso? Ou o amor pode vencer todas as barreiras? Inclusive, barreiras familiares, sociais e, até mesmo, políticas?

“Juntei o que me restava de vontade e emergi a tempo de ouvir, já na superfície, a voz da minha vampira: ‘Às vezes, só amar e ter coragem não são suficientes; às vezes, é preciso fazer a escolha na hora exata’.” (Pág. 117)

“Doce Vampira” poderia, a princípio, ser considerado apenas mais um livro sobre vampiros, mas, com detalhes pequenos e importantes, essa obra acaba se tornando inovadora, única e, simplesmente, encantadora. Tudo começa com a protagonista, uma garota humana que se apaixona por uma garota vampira. Não bastado os preconceitos de relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo, o casal encontra mais um preconceito alimentado pelo fato de serem de raças diferentes. Em uma relação vista socialmente como errada, as garotas têm de lidar com o preconceito da sociedade, mas, também, com os preconceitos que carregam em si mesmas. Ester não consegue admitir um futuro no relacionamento onde as duas não sejam da mesma raça e Duda não consegue suportar as pressões e diferenças entre a realidade de sua amada e a realidade na qual fora criada.

Externamente ao romance e conflitos das garotas, temos um cenário político-social onde duas raças não sabem conviver de forma concreta. O Governo tenta resolver a situação, criando direitos e leis, mas nos dois lados, tanto em humanos quanto vampiros, surgem organizações preparadas para defender sua raça. Em dado momento, a história de Ester e Duda se entrelaça a esse conflito maior quando a garota humana percebe que há muito mais em jogo no mundo de sua amada do que ela realmente sabia. O amor de Duda acaba a tornando uma vítima nessa “Guerra Fria” entre humanos e vampiros, que promete não ser tão fria assim em um futuro próximo.

Misturando realidade com ficção, dando toques de românticos, distópicos e críticos, Lund criou uma história gostosa de ler, que flui de forma rápida e natural. A narração em primeira pessoa da autora ficou perfeita, condiz com o perfil da protagonista/narradora e conquista o leitor logo no início. Achei legal a autora colocar um capítulo (o XVII – Revivendo Paris) narrado pela Ester, deu um toque especial ao livro e um gostinho de quero mais no leitor. Seria legal se a Lund escrevesse mais histórias na voz da nossa vampira, nem que fossem contos sobre sua vida antes de ser vampira ou antes de conhecer a Duda. A autora também acertou em cheio na trama, todos os acontecimentos foram bem elaborados e desenvolvidos, mas penso que ela poderia ter alongado um pouco mais os dois primeiros capítulos, principalmente o segundo, que conta como se desenvolveu o relacionamento da Duda e da Ester.

Quanto aos personagens, a autora os criou de forma tão completa, que eles praticamente ganham vida diante nossos olhos. Todos têm personalidades, histórias e papel na trama bem definidos. Começo falando da nossa protagonista, a humana Eduarda. Duda é uma garota comum, mas cuja vida ganha novos parâmetros ao conhecer Ester. Achei interessante como a autora mostrou que, apesar da garota amar a vampira, ela não se entregou imediatamente ao mundo da amada, isso deixou a história das duas um pouco mais real e cativante. Imagine você na situação da Duda, quem não ficaria assustado e acabaria dando um passo para trás, escolhendo ficar na sua zona de conforto? Foi legal também o modo como a garota amadureceu e percebeu que, para ficar junto da Ester, ela precisaria ceder e mudar certos aspectos de sua vida. E, claro, aceitar que o mundo tem problemas muito maiores que os conflitos entre ela e Ester. Falando na nossa doce vampira, adianto que é impossível não amá-la. Ester é bonita, elegante e inteligente, como a maioria dos vampiros. Mas, ela possui um carisma e personalidade doce que não conquista apenas a Duda, mas também o leitor. Os outros vampiros e personagens humanos também foram marcantes, mas são completamente ofuscados diante esse casal super fofo.

Uma das coisas que mais me fascinou nesse livro foi justamente o fato de uma personagem feminina e um casal homossexual me fazer suspirar como em qualquer outro livro de romance. Sou heterossexual, apesar de achar que esse é um fato que não muda em absolutamente nada a pessoa que sou, e nada tenho contra pessoas que seguem outras opções sexuais, afinal essa é uma escolha ou afinidade pessoal que, novamente, nada interfere no caráter de alguém. Entretanto, é impossível não ficar com um pé atrás na hora de começar “Doce Vampira”, visto que ele aborda um romance gay, não muito comum nos livros que vemos por aí, e que a maioria de nós teve uma criação tipicamente brasileira, extremamente religiosa e conservadora. Mas, o assunto é tratado de forma tão tranquila pela autora, mesmo que ela acabe criticando o preconceito ao homossexualismo, que é impossível não relaxar também e acabar curtindo a história, como se fosse um romance como qualquer outro.

“Doce Vampira” flui com tanta naturalidade, que li o livro em praticamente dois dias e fiquei louca pela continuação. O final foi perfeito, com um toque meio “Laranja Mecânica” (quem leu o livro e também conhece a história do Alex vai entender), e completamente intrigante. Confesso que, apesar de ter boas expectativas para o livro, não esperava gostar tanto da história e me apaixonar pelo casal protagonista. A surpresa de ter em mãos uma história tão boa, melhor do que eu esperava, apenas serviu para me fazer gostar ainda mais do livro.

Algo que também desejo comentar é que percebi como o preconceito está inserido na nossa cultura quando comecei a escrever essa resenha, de um livro com um casal gay, mas tive medo de usar a palavra "gay", pensando se isso seria ofensivo ou não. O fato de termos medo de usar termos que possam gerar preconceito mostra como realmente somos preconceituosos e não aceitamos completa e verdadeiramente que esse tipo de relação não difere basicamente em nada de uma relação heterossexual. Realmente temos que lutar contra esse preconceito que passa de geração em geração, completamente despercebido, mas que fica gravado no fundo da nossa mente, e lutar para que ele pare por aqui e não passe para as gerações futuras. E toda essa minha reflexão é graças a “Doce Vampira”, que além de me divertir, me fez pensar bastante. Parabenizo a autora pela coragem e pela destreza de passar uma mensagem de forma tão sutil, mas marcante. Agradeço imensamente pela oportunidade de ler o livro e desejo a Lund todo o sucesso do mundo, com esse e todos os outros livros que vierem pela frente. Realmente espero ter oportunidade de ler outras histórias da autora, afinal ela já conseguiu me conquistar profundamente com “Doce Vampira”.

A editora também fez um trabalho incrível com o livro. As páginas amareladas deixaram a leitura mais rápida e confortável, assim como a fonte e tamanho das letras. Amei os detalhes no início de cada capítulo, eles deram um toque especial à edição. Outra coisa que adorei foi a capa do livro, que, apesar de simples, é bonita e transmite um pouco da ideia e estilo da história.

“Existem dias em que nos achamos perdidos e que tudo parece errado. Mas a vida não é tão complicada... Somos nós que a tornamos mais leve ou mais pesada. E hoje é o dia em que reencontrei a mim mesma. (...) mas a paz que sentia ainda não era completa. Tinha a impressão de que faltava algo e talvez descobrisse o que era no templo. Por toda a minha vida, senti esse vazio, e ele estava aqui de novo, menor, mas insistente. Faltava Ester, mas quem era Ester?” (Pág. 208)

Autora da resenha: Ana Luiza Ferreira (La Mademoiselle)

site: http://mademoisellelovebooks.blogspot.com.br/
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Literatura 09/04/2013

Amar, substantivo "queer"
Em um tempo de "preconceitos felicianos" e "liberdades mercuryanas", porque não celebrar o amor entre iguais? Aquele não difere de nada aquele que você conhece, cheio de sentimentos intensos e companheirismo eterno.

Eterno sim! Citando a banda inglesa Queen, que em um trecho de sua música afirmou porque não podemos viver eternamente, se podemos amar eternamente, Ju Lund nos presenteia com a suavidade de seu Doce Vampira (Editora Ornitorrinco, 207 páginas). Através do amor entre duas jovens mulheres, uma mortal e uma vampira, ela cria uma história de amor fantástica, um verdadeiro queer chick, como ela mesmo denomina, capaz de nos enternecer pelo carinho e respeito com a forma que o tema é tratado.

Veja resenha completa no site:
http://migre.me/e32U4
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Sandra 31/07/2013

DOCE VAMPIRA

Título: Doce Vampira
Autora: Ju Lund
Páginas: 208
Editora: Editora Ornitorrinco

Surpresa total...
Duas mulheres...?
Uma relação homo afetiva, mesmo nos dias atuais, ainda existe preconceito...Ainda por cima entre uma humana e uma vampira, e foi ai que me surpreendi.
A leitura é leve, onde me deparei fazendo torcida, ficando com raiva e tomando partido. A descrição das personagens e cenas é tão perfeita, que em certos momentos os sentimentos de dor, agonia ou desespero das protagonistas passam a serem nossos sentimentos também, deparei-me muitas vezes dentro do romance.
A capa é bonita e simples, ao mesmo tempo em que é instigante. Sobre a diagramação, ficou perfeita, as folhas amareladas são de fácil leitura e as letras de um bom tamanho.
Duda, daqui a duas semanas é seu aniversário.
Com 18 anos, cada pessoa pode escolher, diz a lei.
Continuo esperando sua decisão.
Amizade ou amor, a escolha é sua...
Mas, por favor, não me tema. Ainda sou eu e amo você.
E.
( Trecho - página 14 )

Será que Duda vai ter coragem o suficiente para assumir seu amor por Ester?
A palavra "saudade" nunca teve um peso tão grande quanto o que a autora passou para os seus leitores, leitores de Doce Vampira.
Tive vontade de dar colo para a Duda.
Tinha a impressão que me faltava algo e talvez descobrisse o que era no tempo. Por toda a minha vida, senti esse vazio, e ele estava aqui de novo, menor, mas insistente. Faltava Ester, mas quem era Ester?
( Trecho - página 208 ).

Ação, drama, suspense e a trama ainda nos leva a refletir sobre nossos conceitos e preconceitos. Espero ansiosa pela continuação, que a autora acaba de me prometer de presente! :)
Li, amei e recomendo.
Sandra Alvarenga
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