Hell

Hell Lolita Pille




Resenhas - Hell


72 encontrados | exibindo 1 a 16
1 | 2 | 3 | 4 | 5


Kathe 09/11/2020

Leitura rápida que expõe a futilidade na vida de jovens ricos. Li por recomendaçao em um site e me decepcionei com a qualidade.
comentários(0)comente



Jessé 05/07/2020

"Ela queria se sujar, tinha necessidade disso, mas isso lhe era mortal."
Ella, ou como gosta de ser chamada, Hell, é uma jovem parisiense extremamente rica que sofre por ter tudo o que sempre quis e nunca saber o que de fato quer. Ela pula entre festas, bebedeiras descontroladas, drogas das mais variadas possíveis e sexo com qualquer um que passe na sua frente. Depois volta pra casa, dorme e acorda odiando o mundo e a si mesma. Ela se odeia por todo dia viver nessa esbórnia e por não consegui sair dela. É uma vítima de si mesmo.

As coisas mudam um pouco quando ela conhece Andrea, um cara que vive no mesmo ambiente da aristocracia francesa. Eles se encantam por dividirem o mesmo estado de espírito. Engatam em um relacionamento amoroso e passam a ver sentido na vida a partir daí, porém quem é autodestrutivo não consegue se manter bem por muito tempo. Hell faz questão de também estragar esse seu pequeno pedaço de felicidade.

Provocativo e quase autobiográfico, o livro de estreia de Lolita Pille nos mostra o espírito de uma geração que brinca com o vazio enquanto permite que ele a consuma por dentro. É a febre da falta de sentido, do ódio pelo mundo e por si mesmo. É a busca desenfreada por um escape que não existe. Em suma, é a forma como um jovem rico se autodestrói enquanto ri.
comentários(0)comente



Catarina 26/04/2020

Hell
Este livro retrata bem o que se propõe: excesso de grana atrelada a vida vazia do abuso de drogas e arrogâncias. Me mostrou também que a miséria e mazela humana em nada tem a ver com dinheiro.
comentários(0)comente



Aníssima 16/09/2019

Um dos favoritos
Grandes momentos de reflexão, grandes momentos fúteis, grandes momentos pessimistas de um vazio imensurável. Há momentos que fazem pensar na futilidade não só da protagonista e no inferno que carrega em seu nome e corpo, mas na futilidade da própria existência. Esse é um livro sobre o sofrimento e o deleite de ser vazio e a incapacidade de se livrar dessa constante agridoce.
"A humanidade sofre, e eu sofro com ela" - Hell.
comentários(0)comente



Rita Nunes 09/01/2019

Fraco
Não gostei muito.. Se este fosse o primeiro livro da Lolita Pille que eu leio, eu teria desistido dela e não teria lido os excelentes "Cidade das sombras" e "Bublegum". Sinal que ela evoluiu!
comentários(0)comente



Pedro Azevedo | @arquivos_pe 08/05/2017

Hell - Lolita Pille
Lolita Pille é o tipo de autora que tem em seus livros a inteligencia e a densidade necessária para a construção de uma narração espetacular. Mas isso foi o que eu li né. Comprei Hell na bienal e comecei a ler com as expectativas em alta e não me decepcionei.

A protagonista, Hell é uma garota de classe alta que tem suas convicções bem definidas. Consumista, egoísta, bêbada e com um ''pé'' no mundo das drogas na metade do livro ela já está com o corpo todo lá a garota vive sua vida de baladas, restaurantes caros e prazeres fugazes. Dotada de um senso de realidade afiado, ela nos introduz no maravilhoso circo que é sua vida. Após realizar um aborto, os olhos dela parecem se abrir ainda mais diante da sua realidade e infelicidade. No meio de sua vidinha, Hell conhece Andrea um garoto que tem uma reputação que o precede, e se envolve com ele, o que ela não sabia é que isso iria mudar tudo.

A escrita é pesada e realista, o conteúdo é denso e reflexivo, há trechos e períodos que o leitor não consegue respirar devido ao conteúdo que a autora passa, como ela passa. É um livro excelente, mas entretanto não é para qualquer um. Dispa-se de seu senso moral e de sua pureza estética e mergulhe no universo de Lolilta Pille, é uma viagem que vai te mostrar que não existe vida perfeita. Desprezo, infelicidade e fuga. Isso é Hell.

site: https://www.conversaurbana.com/single-post/2016/08/21/Hell-Lolita-Pille---Resenha
comentários(0)comente



rafazaakar 28/08/2016

ZaaKar.com Resenha - HELL
Cuidado, pode ter alguns Spoilers!!! Mas leia mesmo assim!

Sinopse: "Esta obra, best-seller na França, faz um relato cínico da juventude parisiense do terceiro milênio. O livro é um misto de romance e relato confessional. A autora Lolita Pille é jovem, rica, usa drogas, gasta fortunas em roupas e causou muita polêmica ao lançá-lo . A protagonista é um alter ego da autora, despreza os que não pertencem ao meio e faz sexo como quem troca de roupa".


***

“Sou o mais puro produto da geração Think Pink; meu credo: Seja bela e consumista” – Pág. 06.

Sobre a autora
Lolita Pille, francesa nascida em Sèvres, no dia 27 de agosto de 1982, lançou seu primeiro livro, intitulado “Hell” em 2003 e rapidamente se tornou um fenômeno de vendas na França. “Hell” foi traduzido para diversas línguas e se tornou um best seller no mundo todo. O livro é uma crítica ao estilo de vida de jovens parisienses ricos que preenchem seu tempo usando drogas, indo a boates e fazendo compras em lojas de grife. Segundo a própria autora o livro é baseado no seu dia a dia, embora não seja auto-biográfico. Em 2005, Pille lançou seu segundo livro, “Bubble Gum”, a história de uma aspirante a modelo/atriz que faz de tudo para alcançar a fama, e em 2010, lançou seu terceiro livro, “Cidade Penumbra”.

“E vocês que sonham com a nossa opulência dourada e esplendorosa... É tudo fajuto, só folheado” – Pág. 20.

Sobre o livro
Elle, é rica, linda, mora no bairro mais rico de Paris, gasta todos os dias em roupas e tranqueiras o que nós, meros seres periféricos, ganhamos por mês para a sustentação de nossa família. Mas na cabeça dela sua vida é um verdadeiro inferno, sem sentido. Por isso resolveu se autonomear Hell (Inferno em inglês). Para ela sua vida não mais tem sentido. A rotina – compras, social com as amigas, jantares, festas, álcool e drogas – já não era mais o suficiente. Ela estava literalmente exaurida de toda a sua vida.
Cero dia ela se lembra que vai fazer um aborto. Sua mãe a leva até o médico, tudo como nos conformes. Depois de tudo feito ela decide ir fazer compras, afinal, nada como compras para distrair. Mas então ela para em frente a uma loja infantil e cai aos prantos. Soluça de tanto chorar. É nesse momento que um gentil rapaz a oferece um lenço e uma possível carona até em casa. Ela recusa, agradece a gentileza, nota que seu carro é bem caro e que ele é bem gostoso, e vai embora.
Mal sabe Hell que acabara de esbarrar com o homem que mudará sua vida e também destruirá seu coração.

“E um dia a gente se descobre jogando sozinho. O outro tira suas bolas de gude, toma suas cartas, e você fica plantado lá, como um babaca, diante de uma partida inacabada... Esperando. Porque é isso que você pode fazer, esperar. Parar de esperar, isso seria dizer que acabou” – Pág. 151.

O que esperar?
Entrei de cabeça nessa leitura achando que seria uma leitura simples e prazerosa – pelo menos foi isso que as resenhas e dicas sobre o livro diziam. Olha, sinto em dizer que não achei a leitura tão incrível assim. Primeiro que não existe um roteiro definido. Não que deva ter, mas de inicio, durante páginas e mais páginas, Hell destila seu veneno a quem quiser ouvir. Citando toda sua rotina e realidade e comparando com as pessoas menos favorecidas. Um discurso bem intrigante que me fez rir e muito, ótimo.
Mas depois disso não tem muito um clímax. Acompanhamos ela em bebedeiras, em noites e noites de drogas. Achamos que ela estava apaixonada por A, depois por B, mas então aparece Andrea e muda tudo. É nesse momento que tudo mudo e a história ganha um caminho. Mas ainda assim a leitura é difícil, pesada, apressada – e não de uma forma boa. São textões ligados e sem fim, falas que duram quatro, cinco falas. É como se Hell e Lolita não respirassem. O que acaba fazendo que que nós também não respiremos. Você se cansa facilmente da leitura.
Personagens fúteis – amei cada um deles -, contam ao leitor como é a vida da alta classe de Paris, classe essa que faz parte dos 0,01% dos 10% que são ricos, ou seja, eles são podres de ricos. Obviamente a mensagem de Pille foi passada e com sucesso: Dinheiro não traz felicidade. Da forma como eles gastam e perdem tempo, a única coisa que fica é o vazio de suas vidas.
Algo em tudo isso me lembrou a forma poética e sem pudor que eu costumo ler em livros portugueses, como a escrita de Melissa Panarello, por exemplo. É intrigante, impactante e muito, muito envolvente. Acredito que não seja o livro que vai mudar sua vida, mas vale a pena dedicar um tempinho para conhecer a história.
40/55

site: http://zaakarcom.blogspot.com/2016/10/resenha-hell.html
comentários(0)comente



Gisele Luna 27/08/2016

Livro e Peça
Eu conheci o livro através da peça Hell, que vi no Rio de Janeiro, protagonizada pela Barbara Paz. Eu achei incrivel o trabalho dela e pesquisando sobre a peça, achei o livro. O livro é um retrato da alta burguesia de paris, com ar de Gossip Girl, mais muito mais original. Mostra a falta de objetivo e vontade de uma menina burguesa mimada de uma forma que não ficamos com raiva dela, mas é um conjunto de sentimentos que nos trespassa. Desde pena até raiva
comentários(0)comente



Isa 01/08/2014

Esse livro conta a historia de Ella, mais conhecida como Hell, que cá entre nós, amei ela se chamar assim, uma garota de 17 anos, e acredite, as vezes nem eu achava que ela tinha essa idade, rica, que só anda com roupas de marca, e como todos sabem, essas pessoas não ligam pra nada, fumam, bebem, fazem de tudo, e ela com certeza não está fora disso, fica grávida, aborta, acontece de tudo nesse livro, mas claro, ela se apaixona, e sim, é por um filhinho de papai que só faz besteiras em sua vida, tem um capitulo que Andrea fala sobre sua vida, e que é apaixonado por Hell, mas claro, algo horrível acontece a ele, e sim, eu chorei muito. O restante, leia para saber, acredite o final é surpreendente, recomendo muito esse livro incrível.

Hell com certeza é um livro para ser criticado, e não amado por todos.

Lolita Pille, é uma escritora incrível, tentarei ler todos os livros dela, e também resenha-los e Hell vai ser, pra mim, aqueles livros que fazem você pensar sobre sua vida e a vida dos outros, ele com certeza vai entrar na minha lista de favoritos.

site: http://unicornsxbooks.blogspot.com.br/
comentários(0)comente



Manuela 30/04/2014

Sobre infernos.
A leitura de Hell, apesar da escrita simples, é densa. Sobretudo em função do tema, especificamente distante dos muitos que conheço (ainda que não tanto quanto desejaria).

Hell, Paris - 75016, é uma imersão no inferno.

Às primeiras linhas iniciamos o contato com Elle, que, à sua vontade, prefere ser chamada por Hell, e é ela mesma quem nos traça sua estória, tendo como ponto de partida um dia qualquer, um almoço qualquer, uma noitada qualquer - qualquer repetição de sua vida cíclica. Por que é exatamente isso que o livro retrata, o contínuo de atos, sempre os mesmos, proporcionalmente na mesma medida, mas com tendência a piorarem - se é que podemos fazer juízo de valor de uma pretensa ficção.

Se é que o livro retrata de fato uma ficção.

Chega de elucubrações.

Hell é o próprio inferno.

A narrativa se passa na contemporaneidade, provavelmente idos de 2003, e retrata a alta sociedade parisiense, na figura de seus filhos, jovens entre 16 a 25 anos. Hell, especificamente, vivera 17 primaveras quando do início da trama que começa a ganhar os primeiros contornos em sua saída de uma clínica na qual acabara de fazer um aborto. Não há profundidade no ato, ao menos ao meu ver. Tudo é natural e cíclico, quase uma ida a uma boutique, para comprar novas roupas - coisa que faz parte do cotidiano da personagem, por sinal - exceto pelas dores que lhe cabe o ato.

Tudo é frágil. E frívolo.

Tudo é desnecessário.

Para Hell e seus pares, a baixa "corte" é composta de "babacas", desejantes de vivências como a dela. Como a deles. Que se resume a embriagar-se a cada noite, cheirar muito, foder muito e desmaiar para se preparar para o dia seguinte. Uma rotina que nunca cessa.

Até que a antítese de uma mocinha conhece sua alma gêmea. A partir de então a estória se desenrola até o seu ápice. E finais nunca valem ser contados.

A leitura é rápida e não despendeu de mim mais do que algumas horas de um dia. É por vezes enervante. Chega a ser desolador. Nem sempre agradável. E extremamente degradante. Não foi o melhor do gênero; não foi o pior.

Talvez valha.

Não sei.

Não sei.
comentários(0)comente



Rafa 05/03/2014

FAVORITO!!!
Sem dúvidas um livro que me deixa extremamente a flor da pele TODA vez que leio, e olha que não foram poucas vezes.
Parece tão fútil dizer que um livro que relata a vida de uma "puta rica" é o meu favorito, mas acho que o amor foi imediato e incondicional a partir do momento em que conheci Andrea. Hell é a personagem principal, mas sem dúvidas Andrea é tão intenso e cativante que roubou completamente minha atenção.
Acho que nunca li um livro que eu amasse tanto quanto esse, é um misto de amor e ódio que me faz querer reler toda vez que penso nele.
Ler um livro em que a personagem é tudo oque você não é e tudo oque você repudia traz tanta intensidade que te faz sentir mil coisas que você nunca pensou que pudesse sentir.
Só um gostinho dessa história ácida e louca:

“Eu sou uma putinha. Daquelas mais insuportáveis; da pior espécie. Meu credo: seja bela e consumista.”
―Lolita Pille

comentários(0)comente



Mari 29/10/2013

Elogio do sofrimento
Eu não sei o motivo, mas as produções francesas em geral, mesmo no cinema, são meio depressivas. Ou completamente depressivas haha Nos filmes franceses que assisti, sempre tem alguém que morre, uma paixão impossibilitada pela morte. A impossibilidade da realização da felicidade, como se ela não fosse possível nunca. E mesmo antes que essa paixão acabe em morte, os personagens sofrem de questões existenciais que impossibilitam que a relação flua de maneira mais "natural". Há sempre um questionamento sobre a realidade do sentimento, sobre a realidade e relevância de estar vivo.
Eu chorei depois que terminei de ler Hell. Simplesmente porque eu já passei por uma puta de uma depressão. E essas coisas parecem que deixam marcas em nós para sempre. Estão sempre ali, vigiando para atacar quando a gente está nos momentos mais vulneráveis... É como uma sombra que me acompanha por onde vou.
Me identifiquei completamente com os questionamentos existenciais da Hell. Muita gente pode ler esse livro e ver só a sacanagem, o sexo e as drogas que, na minha opinião, são apenas "o tempero" da história. Para mim, esse livro fala muito mais sobre o sentido da vida, a realidade da felicidade, a busca por uma identidade, a busca pela realização pessoal. A busca por um sentido. Afinal, o sentido para se estar vivo, pelo menos pra mim, não vem de graça já instaurado nas nossas cabelas como um chip. Acho que o sentido que cada um dá a sua própria vida é uma construção. E Hell está no processo de construção desse sentido, experimentando todas as desilusões e dores que esse processo proporciona.
No fim das contas a gente descobre que não há sentido algum e que devemos nos conformar com isso. E viver à beira do abismo com um sorriso no rosto, como se estivéssemos num desfile pela cidade. Mas é isso aí, tem que ser assim, se não é pior pra gente. É possível ver a vida a partir de outros pontos de vista. Hell vê a vida sob o ponto de vista do sofrimento. Tudo na vida pode significar sofrimento, se você assim o quiser. Mas você pode dar o play em outras formas de ver mais amenas, também funciona. Simplesmente porque não dá pra parar, é preciso continuar, estamos respirando, estamos vivos. Precisamos aprender algo com isso.
Mas talvez se eu tivesse a grana que a Hell tem, eu viveria na fossa mesmo, queimando tudo com drogas e outras futilidades haha E usando a inteligência para me machucar, como ela faz. Ela tem grana pra isso, tem tempo pra perder com o sofrimento. Enfim, é um livro polêmico, mas eu adorei. Um livro que trata de um tema que todos nós odiamos: a dor de viver.
comentários(0)comente



Nathy 21/09/2013

Hell yeah!
Um livro forte, bem escrito em primeira pessoa que choca, surpreende e te prende do começo ao fim...
é um livro que chama a atenção para a geração de hoje que, tem poder aquisitivo e vive de uma forma louca e inconsequente como se nada fosse capaz de para-los.
Ele trata a sociedade parisiense de uma forma nua e crua..
comentários(0)comente



Cris 21/09/2013

Apenas uma vida sem rumo
Mostra uma realidade bem crua, escrita assim pela autora, justamente pra chocar. Desde o primeiro momento é possível notar a depressão que a submete, a necessidade de degradação, de auto-destruição, e da tentativa de fuga da realidade cotidiana, seja através das drogas, sexo, álcool, compras, todas as superficialidades e vícios possíveis. Lolita é o típico fruto de uma família aristocrata, c/ pais obscenamente ricos, que provêm seus filhos de todos os bens materiais, mas não de amor ou sequer atenção.
Dizem que o trabalho dignifica o homem, e esta é a única moral que esse livro me mostrou. Eles tem absolutamente tudo, e ao mesmo tempo nada, porque não há objetivo em suas vidas. Não há para onde apontar e traçar um destino como meta. Tudo já foi alcançado para eles. Sem o menor esforço.
comentários(0)comente



Carol Moreira 08/09/2013

Despretenciosamente Inteligente
"Hell" romance de estreia de Lolita Pille surpreende. Diferente da maioria de quem lê esse livro, eu não fazia ideia de quem era Lolita e nem do que se tratava quando ele chegou às minhas mãos. Ele "Bubble Gum" e "Cidade da Penumbra"(obras posteriores da autora)estavam sendo vendidos a preço de banana na Bienal do Livro e eu arrematei os três, mesmo sem indicação. Bom, entendi porque estava com um preço tão baixo. "Hell" é destinado à um público que aqui no Brasil ainda é muito incipiente na leitura. O que dizer, é que adolescentes brasileiros em sua maioria, nao tem bagagem intelectual para entender "Hell". Posso estar sendo dura, mas tenho certeza que se lesse esse livro há 2 anos atrás também não gostaria. Por isso entendo as resenhas tão controvérsias.
Lolita consegue no mesmo livro descrever o sonho capitalista e citar que a "a propriedade é a origem da desigualdade". A sua narrativa é crua e realista, beirando a poesia. As citações são maravilhosas. Sabe quando você vê um trecho que você quer sublinhar? Em "Hell", isso acontece o tempo todo. Principalmente no primeiro capítulo! É sério, eu quero imprimir e espalhar pela cidade.
Sobre os personagens, você não vai se apaixonar por eles. Eles são o retrato de uma geração vazia.
O vocabulário é difícil, mas bonito. "Hell" é delicioso de ler, mas para que a experiência seja completa é preciso ser um leitor com uma boa bagagem, se achar que não está preparado, espere, pois vale a pena.
comentários(0)comente



72 encontrados | exibindo 1 a 16
1 | 2 | 3 | 4 | 5