A Carne e o Sangue

A Carne e o Sangue Mary del Priore




Resenhas - A Carne e o Sangue


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Diego Piu 21/05/2020

Estudar história com Mary Del Priore é uma delícia, já é o segundo livro dela que eu devoro. Por vezes parece que você está diante de um romance de época devido a organização com que ela narra os fatos. Nesse livro temos acesso a vários trechos de cartas trocadas entre D.Pedro I, a Imperatriz D.Leopoldina (sua esposa) e Domitila, a Marquesa de Santos (com quem teve um polêmico e caloroso caso que mexeu bastante com a sociedade da época).
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Tuiza 12/07/2012

D. Pedro I e suas aventuras
O livro trata da vida amorosa de D. Pedro I, este é o assunto principal da história. A imperatriz Leopoldina aparece no livro porque grande parte dele se baseia nas cartas que ela escreveu para seus familiares na Europa, não fosse por isso, penso que ela mal seria citada.
A autora conseguiu colocar aspectos importantes da vida e dos costumes daquela época. A linguagem é, por vezes, pesada, parecida com a da época dos acontecimentos.
Aleska Lemos 14/08/2012minha estante
Acho que ela deu vida aos documentos, pois as primeiras páginas onde descreve o Rio de Janeiro na chegada de Dona Leopoldina era quase visível e paupável, por causa da riqueza de detalhes. Eu acho que talvez a linguagem não seja fácil, pois o livro não é inteiramente um romance. A autora é historiadora, se não me engano, e acho que por mais que ela não tenha escrito um trabalho acadêmico, acabou levando o jeito característico de sua profissão para a obra. Até agora não vi diálogos, só citações de cartas. Pode ser que não seja um romance para relaxar, mas com certeza está próximo da realidade.


Tuiza 14/08/2012minha estante
Pois é, Aleska, o livro apresenta um relato que não se vê nos livros escolares. Acho que nisso reside a grande qualidade do livro.




Ana Nery 17/08/2020

Bom livro, mas se quer mergulhar sobre estes personagens conheça Os livros de Paulo Rezzutti, muito mais profundos, recomendo.
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Rafaela 26/03/2020

Ótima leitura pra quem quer saber sobre o império português aqui no Brasil, sobre as traições de D. Pedro a sua esposa Leopoldina e como era sua relação com a sua "eterna amante" Domitila.
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Felipe 22/03/2013

Uma visão diferente do senso comum
D. Pedro I é uma das mais importantes figuras de nossa história. Em livros como 1822 de Laurentino Gomes é possível ter uma ideia da importância histórica da figura pública. O livro de Mary Del Priore é quase um contraponto no sentido de mostrar a figura humana de Pedro de Bragança, que como todos nós tem contradições e atitudes que podem ser mal interpretadas.
A narrativa de Del Priore cansa um pouco no sentido de fazer transcrições literárias de correspondências dos principais personagens. Apesar de ser interessante para um historiador, como a autora, ao leitor sem formação em História pode levar a um cansaço com a perda da linha narrativa.
O grande mérito do livro é mostrar uma interpretação da personalidade de D. Pedro I que não aparece tanto nos livros sobre sua figura heroica. Del Priore mostra um D. Pedro mulherengo, mau marido e pai relapso, arrogante e que abusava de sua posição. Além de tudo, com sede de poder por querer manter a família nos tronos de Portugal e Brasil.
O enredo do livro circula no casamento arranjado do então Príncipe com a arquiduquesa Leopoldina da Áustria, cunhada de Napoleão Bonaparte. Já antes do casamento Del Priore conta dos casos amorosos que o príncipe teve, como com a atriz francesas que ficou grávida e fora obrigada a sair da corte e posteriormente abortara a filha, reza a lenda que Pedro manteve o corpo embalsamado da filha por toda vida em seu escritório.
Mas o grande caso de amor do primeiro imperador não fora nenhuma das duas esposas, foi Domitila que ele próprio concedeu o título de Marquesa de Santos. Eles tiveram vários filhos que D. Pedro assumiu, concedendo inclusive títulos de nobreza a elas como a primogênita de Duquesa de Goiás. Del Priore mostra uma marquesa de Santos como ambiciosa que queria acima de tudo ser imperatriz, que usava da influencia para nomear parentes e amigos para cargos públicos e interessada em manter o conforto e dinheiro acima de tudo que ‘não queria largar o osso’. Mostra uma Leopoldina que faz o papel de coitadinha, desprezada pelo marido e boa mãe que morrera de melancolia.
Após a morte de Leopoldina, que Del Priore quase culpa Domitila, e do desejo da Marquesa de Santos de torna-se imperatriz não atendido por D. Pedro, a busca por uma nova esposa se tornou um quase obsessão da corte brasileira que era prejudicada pela forte relação entre Pedro e Domitila. Como parte das negociações para a vinda de Amélia para o Brasil estava que D. Pedro se afastasse de Domitila, que assim voltou para São Paulo. Mas Pedro não descuidou de suas filhas, conseguindo casamento com nobres europeus.
Outros acontecimentos históricos são pano de fundo para a vida amorosa de Pedro narrada no livro, como a própria Independência, a Guerra Cisplatina ou mesmo a Guerra Civil em Portugal entre Pedro e Miguel, seu irmão.
O livro é muito interessante, fica chato às vezes com tantas transcrições e mostra uma autora preocupada em desconstruir a figura heroica de D. Pedro. Bom livro.
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Érica 08/02/2014

Demonão e Titília
O triângulo amoroso que aconteceu entre D. Pedro I, sua esposa D. Leopoldina e a amante Domitila de Castro sempre me chamou a atenção. Lembro-me claramente do meu professor de história, ainda no cursinho, falando que ele assinava as cartas como Demonão quando estavam de bem e como Sua Majestade Imperial Dom Pedro de Alcântara I.

Desde aquele tempo ficava imaginando e lendo coisinhas aqui, coisinhas ali sobre esse relacionamento e como ele, em conjunto com o temperamento pouco afável em relação à sua esposa, causou a possível depressão que acometeu D. Leopoldina e levou-a à morte.

Lógico que caí de amores quando, na livraria, dei de cara com A carne e o sangue: A Imperatriz D. Leopoldina, D. Pedro I e Domitila, a Marquesa de Santos, da Mary del Priori. Para começar, já sabia que a escritora era uma excelente prosadora desde que li o seu Histórias Íntimas – outro excelente livro sobre o Brasil (só que este aborda nossa sexualidade, do passado ao séc. XXI).

Na verdade, Mary é um artigo raro – uma historiadora que escreve com leveza, graça tornando os eventos históricos pitorescos e agradáveis. Tem-se uma bela e rica aula de história sem ranço.

Assim, minhas expectativas para o novo livro eram bem grandes. Cultivadas ao longo dos anos... E não me desapontei!

Para começar, o título que coloca os dois itens que acompanharam D. Pedro ao longo de sua vida: a carne, devido ao seu conhecidíssimo apetite sexual que obrigava pais zelosos a trancarem as filhas em casa, e o sangue, sua herança aristocrática que lhe impingia obrigações, das quais ele procurava não fugir.

D. Leopoldina não era bela, tampouco D. Pedro, mas ambos possuíam o “sangue” – o elemento maior que definiu a união de ambos. Os dois descendentes de realezas europeias e era o que bastava. Devemo-nos lembrar que Kates e Graces tornaram-se possíveis apenas desde o séc. XX.

Quando de sua chegada ao Brasil, Leopoldina surpreendeu-se com a informalidade dos trópicos – aqui não se lia, nem se ia ao teatro, nem a festas, sentavam-se no chão e comiam-se com as mãos. (Combinemos que, afora alguns detalhes, continuamos do mesmo jeito – mas isso é outra história). A corte, até então nas mãos de D. Carlota Joaquina, a qual nutria profundo desprezo pelos trópicos (exceção feita aos machos tropicais), não foi adaptada aos costumes europeus.

E aqui, convenhamos, D. Leopoldina não fez da corte sua imagem ao chegar, uma princesa de família tradicional e rica, finamente educada e instruída – antes se submeteu e recolheu-se. Obviamente, os humores de D. Pedro, muito ausente e muito podador – retirava-lhe até mesmo a mesada, muito contribuíram para fazê-la triste e recolhida.

Além disto, ao enamorar-se de Domitila de Castro, D. Pedro, famoso por seus excessos, passou a tratá-la com deferência que ofendia a honra da imperatriz. Chegou a instalá-la em uma casa anexa ao palácio de onde tomava conta da amante pela janela questionando-lhe sobre as visitas.

O livro ainda é rico por trazer transcrições de cartas e bilhetes. Traz ainda fotos dos envolvidos – o que certamente é um detalhe a ser mencionado: é inegável o quanto este tipo de registro enriquece a narrativa.

Por exemplo, ri muito quando li o trecho em que D. Pedro pede a Domitila que não se lave para o próximo encontro de modo a preservar os seus odores. Ele ainda recheava suas cartas com desenhos de seu membro e relatos de como este o incomodava, por exemplo, quando estava com alguma doença.

Enfim, um livro de história, escrito por uma historiadora (e não um jornalista) que é delicioso de se ler e nos mostra nossa história de maneira pitoresca e interessante.

(publicado no jornal cultural "Conhece-te a ti mesmo")
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Dani 10/07/2012

A história nua e crua
O livro é muito bom, pois conta com detalhes a história do triangulo amoroso mais famoso do Brasil.A autora faz um retrato realista da corte Portuguesa no Brasil de 1800.
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ely 27/03/2013

A pesquisa feita para esse livro é ótima. A leitura gostosa nos leva ao túnel do tempo. Mas o deixa o gostinho de quero mais...
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Wilton 26/04/2014

Exagerado
A Carne e o Sangue entrelaça as histórias de Pedro 1º, de Leopoldina e da marquesa de Santos para revelar os bastidores do triângulo amoroso mais famoso do país. Mary Del Priore penetrou nos mais profundos sentimentos dos envolvidos.
Colheu informações preciosas sobre a personalidade dos 3 principais personagens – e sobre a história do país durante o Primeiro Reinado.
A leitura é fácil. No entanto, muitas vezes, não encontramos correspondência entre os títulos e o conteúdo dos capítulos.
Também constatamos que certos assuntos poderiam constituir um capítulo à parte, sem misturarem-se em um só.
Essas observações não deslustram a arte da historiadora que, embasada em ampla bibliografia, contou com brilhantismo um pouco da rica História do Brasil.
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@andressamreis 15/08/2018

Necessário
A princípio escolhi este por que queria algo leve para ler. Sou historiadora e estava um pouco saturada de historiografia pesada.

Mas qual minha surpresa em conhecer os detalhes da promiscuidade sexual do nosso D. Pedro I e ver como usava o tesouro nacional ao seu bel prazer, literalmente!
Mantinha suas amantes, ofertava-lhes jóias e com a Marquesa de Santos, a favorita, todos os limites foram ultrapassados. Toda a família tinha títulos de nobreza, mesadas, presentes, cargos... Uma festa!!!
Terminei minha leitura "leve" mais indignada ainda com este país e nossa História.
Livro bom e de leitura fluida.
Acredito que a obra foi pensada para ter um apelo popular, pois não tem a regidez dos métodos historiograficos.
Não há discussão teórica!
É uma boa e envolvente narrativa do triângulo amoroso Pedro-Leopoldina-Domitila a partir da pesquisa de centenas de cartas.
A historiadora Mary Del Priore conseguiu equilibrar o popular e o científico em uma narrativa de bom senso.
Recomendo
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Clarissa 08/06/2018

Triângulo amoroso real
Excelente livro sobre a história do Brasil, tratando da relação entre D. Pedro I e sua primeira esposa, Imperatriz Leopoldina, e a amante, a Marquesa de Santos (uma das precursoras do tráfico de influência nos altos escalões). Mary Del Priore escreve de forma leve e envolvente.É um livro delicioso de se ler.
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Manda 26/08/2020

gostei, uma boa leitura
um livro que apresenta bem toda a relação dos 3, de forma rápida e sem rodeios, e sem uma romantização desnecessária.
foi uma leitura bem rápido e que gostei muito.
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Bia 11/04/2018

O Livro aborda a questão da vida amorosa de D. Pedro, com sua esposa a princesa Leopoldina, e sua amante Domitila, a obra é maravilhosa, pq a escritora tem uma linguagem e uma naraçaõ muito boa, ela enfatiza os problemas políticos do Brasil, e consegue relacionar com a vida pessoal de D. Pedro, um homem que gostava muito de sexo, isso é claro, pela quantidade filhos, que teve , que era amoroso e ao mesmo tempo, violento, sendo que possivelmente agrediu sua esposa, fato que é muito discutido pelo historiadores, que enviou pelos das partes intimas para sua amante e cartas picantes.
Salienta a esperança da princesa quando veio morar no Brasil, de gostar do pais, de se adaptar ao ambiente, entretanto ao decorrer do livro, vai sendo analisado que ela começou a odiar o pais, ser uma pessoa fria e melancolia, que não sente prazer realizando nenhuma atividade.
Traz á baila a questão a disputa de poder entre D. pedro e seu irmão Miguel, a qual forçou D. Pedro voltar a Portugal, e deixar seu filho D. Pedro II, em território brasileiro para governar depois.
É um livro bem interessante e fascinante, gostei muito de ver as intimidades de Pedrão, que era safadão como dizia um ex-professor meu, é muito bom recomendo.
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Nat 02/04/2016

Esse é um livro de não-ficcão, baseado em vários livros e cartas que nos apresenta a (verdadeira) história de D. Pedro I e suas duas mulheres, a princesa Leopoldina e a amanda Domitila. Primeiramente, ele tinha uma amante e queria se casar com ela que não era uma nobre. Mas como seu casamento já estava arranjado e Leopoldina já estava a caminho do Brasil, fizeram-no desistir. Então casou-se e começou a engravidar Leopoldina (sim, ela teve muitos filhos, e vários não sobreviveram). Depois, conheceu Domitila e tiveram um caso que durou sete anos. D. Pedro I fez muitas coisas em benefício da amante, como nomeação de parentes e vantagens políticas. Ela também engravidou algumas vezes. Leopoldina é retratada como uma pessoa resignada do que a vida reservou a ela e Domitila como uma mulher com certa garra, capaz de comandar o próprio negócio, por exemplo. Aparentemente, D. Pedro era um tarado sexual (rs) na verdade, era um homem de paixões avassaladoras. O caso com Domitila acabou somente após a morte de Leopoldina, pois D. Pedro I não conseguia arrumar uma nova esposa. Adorei o livro e a forma como foi escrito. Mary Del Priore é historiadora e professora carioca.
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