O Nome da Rosa

O Nome da Rosa Umberto Eco




Resenhas - O Nome da Rosa


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Helena.Jablonski 30/06/2020

A escrita de Umberto Eco é, indiscutivelmente, de enorme genialidade e erudição. No entanto, as alusões religiosas que permeiam a trama são cansativas.

O cenário religioso de uma abadia italiana no século XV é palco de uma sucessão de eventos misteriosos, que vão se desenvolvendo ao longo da obra. Além da investigação em si, construída de forma muita inteligente e com uma resolução que faz valer a pena a leitura, o autor desenha o contexto geral da fragmentação da fé católica.

Senti que essa riqueza de detalhes e a demasia de informações relacionadas ao catolicismo da parte final da Idade Média fez com que o texto perdesse sua fluidez. Ainda assim, enalteço o trabalho minucioso do autor.

Não basta gostar de romances policiais e mistério, é preciso se interessar também pelo contexto em que o enredo se desenvolve.
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Maycon.Felipe 22/06/2020

O nome da Rosa e a semiótica de Eco
Essa obra-prima do escritor italiano Umberto Eco, talvez seja a melhor obra do ano que li até agora.
O nome da Rosa é um dos livros mais extraordinários já escritos e com um final surpreendente. As frases em Latim enriquecem o enredo e no final do livro tem as traduções que nos permitem compreendê-las.
A biblioteca da abadia é fantástica e ao mesmo tempo tão escondida dos olhos das pessoas, que eram obrigadas a aceitar doutrinas dogmáticas na decadente Baixa Idade Média.
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Renato 20/06/2020

Um livro brilhante e antológico, que nos leva a refletir sobre o poder de deter o conhecimento em uma época em que o acesso a este conhecimento era extremamente controlado, some-se isso a uma trama de crimes passionais cometidos para se preservar este restrito
acesso ao conhecimento. Obra formidável!!!
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Michael.Santos 17/06/2020

O nome da Rosa dispensa comentários! Um monge franciscano acompanhado de um noviço, um mosteiro cheio de mistérios e assassinatos, a idade média e sua inquisição, tem como este enredo dar errado?
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Alessandra @euamolivrosnovos 11/06/2020

Em meados do século XIV, um mistério espantoso assombra um mosteiro franciscano na Itália. Adso e seu sapientíssimo mestre Guilherme precisam investigar uma morte que aparenta envolver muito mais do que um simples acaso.

Suspeita-se que muitos monges locais estejam cometendo heresias e desvirtuando os ensinamentos cristãos. Outro ponto é que o Abade, embora tenha solicitado ajuda, proíbe terminantemente o acesso à biblioteca, portadora de muitos segredos.

Um jogo de interesses perigoso polariza importantes nomes da Igreja e de fora do clero. Ambos têm encontro marcado na abadia para discutir seus pontos de vista em meio a tantas outras confusões.

Este era um livro que eu era louca para conhecer e não poderia ter tido uma experiência melhor. O autor escreve com maestria e é de fato um grande professor ao longo das páginas. O leitor é arrastado para inúmeras argumentações memoráveis, tanto relacionadas à teologia como à forma de governar e enxergar o mundo a seu redor.

Adso é um monge iniciante, ainda jovem, com muitas dúvidas e despreparado para o que encontra nos demais companheiros de hábito. Já Guilherme, figura importante, mesmo com tanta experiência como inquisidor ainda assim se surpreende com as barbaridades que se sucedem nos dias passados como hóspede do local.

Uma história repleta de passagens marcantes e belas que, com certeza, tem razão em ter conquistado seu posto de grande obra. Apesar da quantidade de páginas, não se deixe assustar, é uma leitura fluida e gostosa, em que se vence os capítulos com muita facilidade.

O único ponto negativo da edição que possuo é a quantidade de frases em latim sem tradução alguma que, embora não prejudiquem o entendimento da narrativa, com certeza mereciam notas de rodapé para complementar a experiência de leitura.

site: https://www.instagram.com/euamolivrosnovos
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Leonardo 30/05/2020

Uma obra que é mais do que uma investigação de assassinatos ocorridos em um abadia da idade média
É uma obra belíssima, nos faz vivenciar a atmosfera medieval, os conflitos que marcaram a época (teológicos, filosóficos, políticos e sexuais). O livro nos mostra uma Igreja tal como ela se apresenta: santa e pecadora. No livro vemos como o conhecimento era monopólio de poucos (o que garantia o status quo), vemos construções teológicas complexas que, no fim das contas, buscam desviar a religiosidade da mensagem essencial do cristianismo (desapego e humildade). Vemos a brutalidade "benevolente" da inquisição. No livro também vemos a hipocrisia e corrupção do clero (desvios de ordem sexual, homossexualismo, assassinatos), a opressão dos humildes (ignorantes, respondendo com violência a seus anseios, vítimas do sistema). Mas há também um retrato dos verdadeiramente vocacionados (um exemplo disso são os protagonistas Adso e Guilerme, além do baixo clero, das correntes teológicas ditas "hereges"). A tudo isso juntamos, como pano de fundo, a investigação dos assassinatos ocorridos na abadia e as dúvidas vocacionais e sexuais do jovem beneditino Adso (dúvidas que nos remontam ao período barroco: carne x espírito, céu x inferno etc.). Enfim, um clássico, nada que lembre certos fast foods culturais, best-sellers pseudo eruditos. O Nome da Rosa é para quem não tem preguiça de pensar. Não é maniqueísta, simplista. Leia e tire suas conclusões sobre a Igreja da época e seu contexto histórico (Idade Média).
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Fabiana.Franco 27/05/2020

Clássico de Humberto Eco. O livro tem uma "fotografia" deslumbrante... A história é maravilhosa, surpreendente, envolvente ... Vale muuuito a pena ler este livro
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Júlia 25/05/2020

Nomina nuda tenemus
A premissa de Eco, que Guilherme de Baskerville fosse um precursor medieval de Sherlock Holmes, encontra-se infinitamente ultrapassada em grandeza e completude na figura do frei. Guilherme representa para nós o amor ao saber, e suas lágrimas no sétimo dia nos convidam a pensar sobre o valor do livro enquanto objeto do qual se obtém conhecimento dos mais variados tipos, um objeto que precisa ser protegido - coisa que o frei fez até esgotar-se sua capacidade para tal. Que obra espetacular. Umberto Eco deixa transparecer nas páginas de sua deslumbrante obra literária as marcas de um semioticista e crítico literário que marcou para sempre a história das Letras. Eu, como estudante de Letras, encontrei nessa obra novos significados e novos convites a reflexões sobre o valor dos signos, a arbitrariedade das línguas e o saber científico. Mais que uma obra ficcional, O nome da Rosa é um tratado de Eco, que remonta em si tudo que a genialidade do autor foi capaz de conter. Sem palavras (rsrsrs).
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Rafael.Montoito 18/05/2020

Uma obra-prima
Já faz algum tempinho que acabei de ler "O Nome da Rosa", mas ainda não tinha conseguido parar para escrever sobre este livro, tal qual ele merece. E nem sei se agora o consigo, pois à obra de Eco faltam adjetivos que descrevam sua qualidade narrativa, inventiva, histórica e linguística. Contudo, deixo aqui um pequeno registro, sublinhado pela opinião de achar que este é daqueles raros livros que todo mundo teria que ler antes de morrer, uma obra-prima em todos os aspectos imagináveis.
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A história se passa num convento do Norte da Itália, onde mortes misteriosas têm acontecido frequentemente. Lá chega, então, o frei Guilherme de Baskerville, cuja mente lógica e perspicaz se põe no intento de desvendar o mistério; em sua companhia, está o jovem Adso de Melk (que é o narrador da história, já em idade avançada).
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As pistas para desvendar o intrigante caso parecem estar relacionadas à majestosa biblioteca, na qual monges copistas são responsáveis por reproduzir as obras mais relevantes do conhecimento humano. A biblioteca, por si só, é um labirinto estranho, cujas salas se intercomunicam de uma maneira que só o bibliotecário conhece (o labirinto, e até mesmo a biblioteca, são uma forte referência ao escritor argentino Borges), mas a mente de Guilherme é perspicaz demais para ser enganada por algo que o homem projetou.
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Envolto em questões religiosas, disputas de poderes entre ordens distintas da Igreja, questões da inquisição e da ciência, Guilherme e Adso (que conhece o amor carnal de uma maneira um tanto inesperada e trágica), estreitam laços intelectuais e fraternais enquanto juntam as pistas: cada monge tem um papel central na história e a descrição de suas personalidades, feita por Eco, é magistral.
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Ao final, o leitor fica estupefato com o modo como o autor junta as peças espalhadas pelo romance e apresenta a revelação do segredo; o clímax, então, é de deixar qualquer amante dos livros e das bibliotecas pasmo, perturbado com a ideia de que aquilo pudesse acontecer.
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Não negarei que um ou dois capítulos me pareceram bastante tediosos, mas são também eles mostra da erudição de Eco que, em seu primeiro romance, fez uma obra que gravou seu nome na história. O filme só é bom para quem nunca leu o livro; perto das páginas de Eco, ele desaparece como poeira ao vento.
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luisasfreitas 13/05/2020

Um livro de muitas camadas
?O nome da rosa? vai tratar do frei Guilherme que é chamado a um mosteiro e leva consigo o seu aprendiz, Adso de Melk, para solucionar o assassinato (que posteriormente se transformará em uma série destes) de um monge.
Ao primeiro olhar do leitor esse livro pode parecer com um romance policial, mas é muito mais que isso. As discussões, dentre muitas, que ele traz acerca de heresia, das facções dentro da religião católica, conhecimento, livros e até mesmo sobre o riso são extremamente interessantes e enriquecedoras. O pano de fundo da Europa medieval que o autor, especialista no estudo medievalista, imerge o leitor de uma forma espetacular.
No final ficarão ainda perguntas sem respostas, e essa com certeza foi a intenção do autor, deixando para a interpretação do leitor muitas coisas, inclusive o próprio título do livro.
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Rodrigo Fernandes 11/05/2020

Prolixo
A estória é boa! Mas o autor divaga as vezes em palavras em demasia; não sintetiza o pensamento. Cansativo por estender-se demais no tempo; tende a arrastar-se em assuntos que não são da narrativa em si dos acontecimentos da trama.
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Luciano 29/04/2020

Um clássico da literatura. Romance policial ambientado no século XIV. A trama policial é interessante e bem construida, mas o livro é recheado de cansativas discussões políticas, filosóficas e teológicas, que tendem a desanimar o leitor. Vale pela tom histórico e pela ambientação (mosteiro beneditino na Itália da Idade Média)
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Carolina CM 27/04/2020

Genial
Ser transportado para a idade média é inusitado. Ter que pensar com uma cabeça muito diferente onde óculos e bússolas são artefatos muito modernos, beirando a bruxaria, ao passo que unicórnios e sereias são seres absolutamente reais. Entender a política, os valores daquele tempo...só isso já é muito interessante nesse livro, mas esse é só o pano de fundo. Acompanhando a visita de um monge franciscano a uma abadia beneditina, temos reflexões e discussões muito profundas sobre o conhecimento, o acesso ao conhecimento, poder do conhecimento, ao poder que entender várias línguas pode dar, as questões políticas da época entre povo, igreja, império, justiças, injustiças, medo, amor, livros, biblioteca, laberintos...a razão de casa um, suas verdades, obediência, fé, fanatismo...até do poder do cânone literário...fala de tudo isso e ainda tem um mistério à la Sherlock Holmes a ser desvendado. Personagens densos, bem construídos, que refletem bem o seu tempo. Eu não tenho muito o que dizer sobre esse livro além de que é espetacular e gera muitas reflexões. Um livro inteligente, do tipo que seria muito lamentado se fosse queimado, extinguido, censurado ou se você, por alguma razão, não tivesse acesso à ele.
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Matheus 19/04/2020

Não à toa, um clássico
Simplesmente sensacional. A despeito da redução de questões fundamentais das teologias monásticas e reputar heresias à meras disputas de poder político da Igreja, o romance é fabuloso. Para um cristão mal formado ou um leigo incauto, convém o cuidado para não confundir fato e ficção.

A discussão sobre o significado existencial, simbólico, teológico e filosófico das bibliotecas é absurdo de tão genial.
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