Os Filhos de Anansi

Os Filhos de Anansi Neil Gaiman




Resenhas - Os Filhos de Anansi


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Andreia Santana 17/10/2011

Minhas leituras de Neil Gaiman: Os filhos de Anansi
Anansi, o deus-aranha africano, trazido nos negreiros para a América Central. Das ilhas do Caribe, chegou ao Reino Unido e de lá, aos Estados Unidos.

“Todas as histórias pertencem a Anansi”. Esperto, trapaceiro, sedutor, brincalhão, exímio dançarino, Anansi, o dono das histórias, é transformado pelas hábeis palavras de Gaiman no senhor A. Nancy, um velhinho simpático, com luvas verde limão e chapéu panamá. Um deus antigo, bufão, vivendo entre homens. Ele tem dois filhos: Fat Charlie Nancy e Spider.

O primeiro acha seu pai constrangedor, o segundo herdou os poderes do deus. O encontro dos irmãos, o caminho longo entre o mundo dos homens e dos deuses, a luta contra o ressentido e feroz Tigre, de quem Anansi, num passado remoto roubou as histórias… "No início dos tempos, quando o tigre era o dono das histórias, a humanidade vivia uma época de trevas e terror". Mas Anansi roubou todas as lendas e ninguém mais conta histórias sobre o tigre.

Anansi, com picardia, sutileza, sempre engana o tigre, o ridiculariza, humilha. E o tigre quer vingança…

O senhor A. Nancy está morto e seus filhos não se entendem. Mas o sangue fala mais alto. Fat Charlie descobre o poder da música e com a canção, os poderes do deus aranha. Spider aprende que para viver entre nós, precisa ser mais humano e menos divino …

A mitologia explicando a vida ordinária, é disso que o autor fala.
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Kadu Castro 08/01/2009

Gaiman continua surpreendendo
Depois de Sandman e Deuses Americanos, ao ler sobre a trama de Filhos de Anansi, pensei: "Lá vai o Gaiman fazer a única coisa que sabe de novo". Achei que seria um livro ruim.

Pra minha sorte, enganei-me! (muito embora eu ainda ache Deuses Americanos melhor)

Mesmo com a velha trama de "Deuses esquecidos vivendo em um mundo que os esqueceu", Neil Caiman consegue surpreender com uma história muito bem-estruturada e personagens muito, mas muito cativantes. Foi quase impossível largar o livro, as páginas fluem numa velocidade incrível.

Enfim, ainda bem que ele escreveu sobre o que sabe escrever. Justamente porque ele sabe escrever muito bem neste tipo de ambientação. Leitura mais do que obrigatória para qualquer fã.
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Enrique 14/02/2009

Essa é uma história sobre descobrir quem você realmente é, e de onde você realmente vem, aonde fica o seu lugar no mundo. É também uma história sobre histórias - como elas nascem, crescem, se reproduzem e somem. Mas é principalmente uma história sobre pais, filhos, irmãos - família. O poder do Neil Gaiman é conseguir injetar sentimento e humanidade até mesmo nas situações mais sobrenaturais - e é por isso que ele é meu escritor favorito.
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Thomas Aner 21/08/2013

Vale a segunda releitura
Eu li Os Filhos de Anansi duas vezes em 2006 quando adquiri um exemplar. Até então, eu só tinha lido Sandman e alguns números de Os Livros da Magia do autor, mas sabia devido a várias formas de mídia que Gaiman era/é um autor celebrado. Eu, de imediato, fui enredado pela trama e seus elementos místicos, a forma com que ele narrava a trajetória de Fat Charlie, Anansi, Spider e outros deuses antigos, mesclando nossa realidade com uma totalmente surreal e arrebatadora.

Vou reler assim que comprar outro exemplar...

site: www.thomasaner.com.br
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Karina 13/06/2013

Os Filhos de Anansi - Neil Gaiman
Neil Gaiman, criador de Sandman, logo dispensa apresentações, tem no currículo Coraline e muitas obras memoráveis. E em Os Filhos de Anansi não foi diferente, o autor nos presenteia com uma obra recheada de surpresas, bom humor e excelente conteúdo, que realmente me surpreendeu, por sua leveza na escrita, e por tudo o que foi apresentado na obra.
Charlie Nancy, sempre foi um garoto gordinho, e seu pai que era muito popular na região e muito sedutor, o apelidou de Fat Charlie. O problema era que tudo o que seu pai dizia, pegava.
O garoto sofreu muito nas mãos de seu pai, sempre fazendo o garoto passar vergonha em frente aos colegas, e sempre o enganando. Quando a mãe de Fat Charlie morreu, ele foi para a Inglaterra, morar com sua tia. E lá passou a viver, todos os anos de sua vida, sem nunca mais ver o pai.
Agora, após vinte anos, Charlei cresceu, e não é mais nada nada gordinho. Esta noivo, e precisa decidir se irá convidar seu pai para o casamento, ou não.
Rosie, sua noiva, decidiu que é sim necessário chamar o pai de Charlie. É um casamento, é o melhor momento para que possam voltar à amizade, é o momento do perdão. Já Charlie acha que seu pai irá acabar com o casamento, ele não precisa passar por uma humilhação pública, no dia mais feliz e também nervoso de sua vida, certo?
Mas é impossível competir com a adorável Rosie. Então decidem chamar o Sr. Nancy para o casamento!
Mas quando liga para a senhora Higler, uma vizinha que morava ao lado de sua antiga casa, descobre que seu pai esta morto.
Agora Charlie Nancy se vê obrigado a voltar para o local onde nasceu e que viveu um período de sua infância. O local onde passou as maiores vergonhas de sua vida, provocadas pelo seu próprio pai.
Ele não esta chateado com a morte, ele só esta indo ao funeral por uma questão de respeito.
Mas quando chega ao local, ele descobre que sua vida não era nada do que imaginava.
Seu pai era uma espécie de feiticeiro, uma aranha, Anansi.
E Fat Charlie, não é filho único, ele tem um irmão. E para ter contato com esse irmão, ele precisa conversar com uma aranha. Que coisa bizarra. Fat Charlie não pode acreditar que aquelas senhoras que o viram crescer estejam contando tamanho absurdo a ele.
Mas quando volta para a Inglaterra, ele não consegue parar de pensar nesse tal irmão.
Charlie que tinha uma vida pacata, e toda cheia de regras. Em um momento de “fraqueza mental” pede pra uma aranha que apareceu em sua casa, pedir para seu irmão fazer uma visitinha a ele.
E Spider, irmão de Charlie, aparece.
Spider é o oposto do irmão, enquanto Charlie é um cara normal, que passa totalmente despercebido, e muito inocente.
Spider é sedutor, sensual de uma maneira única, e não tem uma pessoa no mundo que não se interesse por ele.
Charlie fica atordoado, e pra piorar a situação, Spider herdou o lado mágico da família.
Mas tudo começa a ficar perdido, quando Spider se apaixona por Rosie. Charlie começa a perder tudo, toda a sua vida entra em conflito. Ele precisa se livrar do irmão, mas pra isso. Ele precisará entrar em um mundo mágico. Um mundo de histórias e fábulas. Ele não poderia prever que, para colocar tudo de volta nos eixos, teria que mergulhar de cabeça no sombrio e enigmático mundo dos Deuses.

Charlie conseguirá recuperar a sua vida?
Mas esse não é o único ponto principal da trama. Charlie se vê envolvido com a policia, ele corre sério risco de vida, pois o seu antigo patrão, um corrupto, vem usando-o. Muita coisa acontece nessa obra, é impossível não se encantar, deveria ser um livro obrigatório.
Os Filhos de Anansi é uma mistura perfeita de elementos místicos, folclore e comédia da vida cotidiana.
Charlie conseguirá recuperar a sua noiva?
Conseguirá se livrar de seu irmão?
Conseguirá entender toda a linhagem Anansi?
Gaiman passeia pela realidade e pela fantasia de uma maneira única e com muito humor.
Casa de Livro Recomenda.





Como?
Você quer saber se Anansi parecia uma aranha?
Claro, exceto quando tinha a aparência de homem!



Titulo: Os Filhos de Anansi
Titulo Original: Anansy Boys.
Autor: Neil Gaiman
Ano: 2005
Páginas: 344
Editora: Conrad

Boa Leitura

Casa de Livro Blog

Karina Belo






Antigamente todos os animais queriam que as histórias tivessem o nome deles, na época em que as canções que criaram o mundo ainda estavam sendo cantadas, na época em que ainda estavam cantando o céu, o arco-íris e o oceano. Foi nessa época, quando os animais eram gente, mas também era bicho, que Anansi, a aranha, fez todos de bobo, principalmente o Tigre, porque queria que as histórias tivessem o nome dele.

Então os pássaros se dispersaram, e a rua estava vazia. O vento brincou com algumas penas sobre a calçada cinzenta.
Fat Charlie ficou ali, de pé, e sentiu-se enjoado. Se algum dos transeuntes havia notado o que acontecera, não chegou a esboçar nenhuma reação. De alguma maneira, tinha certeza de que ninguém além dele virá aquilo.
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Rosem Ferr 26/02/2015

“Anansi é o dono de todas as histórias”
Bem Vindos ao Universo de Neil Gaiman...

Nesta trama bem humorada e repleta de referencias da mitologia africana, são ressaltadas “ a la Fontaine” fábulas que caracterizam o comportamento oportunista, trapaceiro e egoísta do Deus Anansi – Aranha – que como Criador e Nomeador de todas as coisas, intitula-se possuidor do direito sobre tudo e todos, de modo que vê o mundo como um gigantesco parque de diversões que só existe para seu prazer e deleite.

Ops! Dentro de seu universo mítico talvez as coisas possam funcionar assim, no entanto, no mundo real o jeito “Anansi” de ser irá estabelecer o verdadeiro caos na vida de um de seus herdeiros.
Charles Nancy (Anansi), desconhece a verdadeira origem de seu pai, e seus poderes, quando inesperadamente sua pacata e mediócre vida suburbana é invadida pela chegada de seu irmão Spider Nancy, que é o tipo de “Cara” que todo homem quer ser, descolado, bem articulado, sedutor e ótimo em tudo, mas principalmente em transformar a vida de Charles em um inferno:

“ - Ele está tornando minha vida um inferno – respondeu Fat Charlie – Eu só quero
que vocês façam com que ele vá embora. Mais nada. Vocês podem fazer isso ?

Aí é que o circo pega fogo, preparem seus corações, pois Neil Gaiman não é considerado o Mestre da ficção fantástica por acaso...A medida do caos entre a desordem da racionalidade humana, os labirintos do inconsciente e o mundo mítico de Gaiman:

Os sonhos, elemento sempre presente nas narrativas de Gaiman serão o fio condutor na trama dessa brilhante teia de incríveis personagens, ora como transporte para profundidades do inconsciente, ora como validação de outras possíveis realidades, ou seja, mundos paralelos.

“HÁ LUGARES MÍTICOS. ELES EXISTEM, CADA UM A SUA MANEIRA.
Alguns pairam sobre o mundo. Outros existem sob o mundo, como o esboço de uma pintura.”

Os arquétipos utilizados estabelecem uma fusão hibrida : Seres míticos/personas do cotidiano e esteriótipos humanos/seres míticos, assim nos identificamos tanto em um mundo como no outro com uma gama de personagens fascinantes, engraçadas e complexas em suas dualidades.

Se tudo começa dentro de uma normalidade que beira ao tédio é simplesmente para ser subvertido em grau máximo, assim o mundo de Charlie é virado de cabeça para baixo, e nesta jornada ele sera “ absolutotalmente” como diz Coats, transformado.

“Onde havia uma mulher, como se fossem dispersos por um disparo de uma
arma, havia agora uma nuvem de pássaros voando em todas as direções.”

Vários vilões ?

Somos conduzidos ao amago das personagens, descobrimos seus defeitos e fragilidades, chegando a momentos estonteantes que já não sabemos mais quem são os bons ou os maus, chegando a um ponto que gregos e troianos estão cobertos de razão, é como se Gaiman sussurra-se nas entrelinhas: Divirta-se fique do lado que quiser, porque “tudo é da lei”.

A narrativa é deliciosamente pontuada de alusões a clássicos da literatura como Macbeth, O processo, A metamorfose, O corvo; do cinema de Hitchcock ao mágico de Oz; até a programas de talk show, mas principalmente a citação de muitas músicas, pois “ ESTA HISTORIA COMEÇA ...com uma música”.

Assim, vamos ouvindo essa trilha sonora conforme fazemos a leitura, a música da virada de Charlie em um verdadeiro Anansi é “Under the Boardwalk”, que tratando-se de Gaiman deve ser a versão Rolling Stones.

Enfim são 14 capítulos, subdivididos em cenas curtas, que conferem ritmo e fluidez as 344 paginas desse excelente livro, em uma viagem que nos leva da Florida para Londres, de Londres para a Florida e então para um Mundo mítico, dele para a Florida, e de novo a Londres e tudo mistura-se, digo os Mundos, até chegarmos a uma Ilha do Caribe onde se definira essa trama de pura adrenalina onírica.
Simplesmente Fantástico !

By Rosem Ferr.


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25/01/2016

Neil Gaiman é sempre uma boa opção para quem gosta de Literatura Fantástica.
Monstros, espíritos, criaturas antropomórficas, magia, viagens a mundos paralelos... tem um pouco de tudo isso neste livro.
A história gira em torno de Charles Nancy, um homem normal que descobre ser filho de Anansi (o deus-aranha). Descobre, também, que possui um irmão (Spider Nancy), que herdou os poderes do pai. Esse irmão provocará uma reviravolta ao aparecer em sua vida.
Segundo li na internet, mitologia africana e referências a arquétipos também permeiam a história.
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Clube do Farol 26/02/2017

Os Filhos de Anansi. Clube do Farol.
Resenhado por: Vini

"Histórias são teias conectadas fio a fio. E você deve seguir cada história até o centro, porque o centro é o final. Cada pessoa é um fio da história."

Conheci as obras do Neil Gaiman primeiramente pelas HQs (mais precisamente "Sandman") e depois decidi ir para os livros. Descobri que Neil Gaiman é um abusador da imaginação quando comecei por Deuses Americanos (quem sabe um dia eu tenho coragem e faço resenha dele), mas acho que a melhor opção para começar é Os Filhos de Anansi, que é algo que já te prepara para os próximos livros dele mostrando a magia, as descrições, a fantasia moderna e o poder da música.

"Essa história começa, assim como a maioria das coisas, com uma música. Afinal de contas, no começo havia as palavras, e elas vinham acompanhadas de uma melodia. Foi assim que o mundo foi feito, que o vazio foi dividido e que a terra, as estrelas, os sonhos, os pequenos deuses e os animais vieram ao mundo. Eles foram cantados."

Nas primeiras páginas conhecemos Charles Nancy, um homem inseguro, reservado e o mais discreto possível, também conhecido como Fat Charlie ("Charlie gordo" em tradução livre) apelido dado por seu próprio pai; Sr. Nancy um velhinho de chapéu fedora verde e luvas de cor limão, simpático, alegre, mulherengo e sacana que adora pegadinhas; e Rosie a noiva de Fat Charlie.
Notamos, no começo do livro, que Charles tem uma relação conturbada com seu pai, já que o mesmo vivia pregando peças nele quando era criança.
O livro é cheio de misticismo, magia africana e caribenha, mostra o poder das músicas e das palavras. A História se inicia com Charles recebendo a notícia da morte de seu pai e depois desse acontecimento, Charles, é mergulhado forçadamente nesse mundo místico da cultura africana.
A História mostra bem como em certos momentos nossos pais nos envergonham, e todo mundo que já passou vergonha por causa de qualquer parente vai sentir a agonia de Charles em vários momentos do livro.

"Depois de crescer, as dúvidas infantis se solidificaram em uma certeza sólida de que a Vida, do nascimento ao túmulo, era tudo o que havia, e todo o resto era imaginação. Tinha sido uma coisa boa de acreditar, pois lhe permitira lidar com a dor da vida..."

Esse foi um livro um tanto difícil de resenhar, já que para quem pretende ler existem algumas surpresas no começo do livro que eu não gostaria de estragar numerando-as. É uma história bem humorada e bem construída, e uma coisa que o Neil Gaiman faz que é genial nos livros dele é: pegar uma pessoa comum e expor a loucura que é a fantasia.
Os Filhos de Anansi é um excelente livro para quem quer começar a literatura do Neil Gaiman e se acostumar com os abusos que ele faz com a sua imaginação.

"Coisas impossíveis acontecem. E quando acontecem, a maioria das pessoas apenas lida com elas. No dia de hoje, como em todos os dias, cerca de cinco mil pessoas na face da Terra vão experimentar coisas que acontecem uma vez em um milhão, e nenhuma delas vai recusar a acreditar nas provas que seus sentidos lhe oferecem. A maioria vai dizer, em sua própria língua, o equivalente a: Que mundo estranho, não é? E depois vai seguir em frente."

site: https://clubedofarol.blogspot.com.br/2017/02/resenha-os-filhos-de-anansi.html
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Marina 11/07/2017

Um pouquinho mais de Anansi <3
Quando eu li Deuses Americanos já havia achado Anansi um dos melhores deuses. Ele é cativante, divertido, com um senso de humor muito interessante. FIquei muito feliz quando soube que tinha um pouco mais sobre ele escrito por meu autor preferido e adorei o livro!

Desde o começo já sabia que não seria tão emocionante quanto os outros livros do autor, mas mesmo assim para quem já conhece a narrativa dele, vale muito a pena. Essa história é mais suave e com personalidades que lembraram muito os seriados de comédia (com características extremistas).

Teria sido legal se a Mulher Pássaro tivesse um papel muito maior, ela foi muito mais interessante do que o tigre, e quando ela começou a agir foi a melhor parte do livro para mim. Uma pena que não tenha sido tão desenvolvida.

No geral, a história é boa e muito divertida, mas como já percebi em outros livros do autor, tenho a sensação de que o Gaiman não tem muito jeito em trabalhar o romance entre seus personagens. Não sei se sou só eu, mas nunca consegui torcer por nenhum dos casais dele. Nesse livro os casais formados são fracos, sem química e um pouco forçados a ficarem juntos para ter um final feliz. Vejo que tem obras que ele não faz questão de desenvolver até o fim esse aspecto (Deuses americanos e O oceano no fim do caminho por exemplo) e acho essas as melhores, pois são muito mais focadas no que ele faz de melhor em seus mundos.


Caue 29/05/2010

Cativante
Foi a minha iniciação nas obras do Gaiman, e foi muito prazerosa, concordo com algumas pessoas quando dizem que o livro tem uma narrativa bem cinematográfica mas discordo quando dizem que isso é um ponto negativo.
Foi usado diversos clichês de cinema sim mas eu consegui entender a idéia principal e achei que foi uma novela bem divertida e gostosa de ler.
Já tinha lido algumas obras do Gaiman mas apenas nos quadrinhos e gostei da maneira como ele escreve contos.Fiquei super interessado em ler "Deuses Americanos" e "Coisas Frágeis" graças a maneira prazerosa de narrativa que ele desenvolve
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Núbia Selen 15/01/2013

O livro conta a história de Charles Nancy, o qual tinha uma relação muito desagradável com o pai, pois este sempre o constrangia das piores formas possíveis. Por exemplo, o apelido que o pai lhe colocara, Fat Charlie, e que ele carregou ao longo da vida, mesmo que quando adulto não tivesse o peso acima da média. Depois de muitos anos, Charles Nancy fez questão de colocar um oceano de distância entre seu pai e ele, mas no momento em que está fazendo sua lista de casamento com a noiva Rosie, ela o constrange a convidá-lo. Ao ligar para uma vizinha do pai, ele descobre que tinha acabado de ficar sem pai e que deveria atravessar o Atlântico para o enterro. É então que a confusão começa, pois Fat Charlie fica sabendo que é filho de Anansi, o deus-aranha; e que tem um irmão chamado Spider.
Acho incrível como o autor consegue falar de algo que num primeiro momento parece denso e complicado, mas que na linguagem dele fica tão simples. Tudo o que falei foi só o princípio da obra e há muito mais a seguir, como a ligação com a música.
Para concluir, Neil Gaiman usa mais uma vez a fórmula de personagem principal utilizada em algumas de suas histórias, pois são desinteressantes e normais, a princípio, mas que vão crescendo durante a obra.
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Fernanda 27/07/2013

Gostei do livro pela temática diferente, a mitologia africana presente na história dá um tom exótico.
Você fica com raiva, fica feliz, se exaspera pelo personagem de Charlie, e junto com ele vai percebendo que essas são as típicas histórias de Anansi, sem uma característica de bom ou ruim, apenas uma descoberta de si mesmo, da capacidade que temos de nos reinventar.
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Natalia 20/12/2014

Resenha publicada no blog Perdidas na Biblioteca
Eu fiquei curiosa em relação a este autor, quando vi uma matéria na revista Superinteressante sobre os 10 escritores nerds que nós precisávamos conhecer. Como uma nerd assumida, lá fui eu começar a "caçar" os livros desses autores, e durante uma troca de livros pelo skoob, tive a oportunidade de adquirir este livro.
Confesso que ele não é nada do que eu esperava. Imaginava um livro sobre deuses e com alguma aventura. Porém, me deparei com uma história muito doida!

Fat Charlie, que apesar de ter o apelido de Fat (gordo) não é gordo, esta de casamento marcado com Rosie. Durante os preparativos para a cerimônia, Rosie pergunta para Charlie se ele não vai convidar o pai para o casamento, e Charlie logo afirma que adoraria não convidar o pai, pois o mesmo passou a vida inteira de Charlie fazendo-o passar vergonha. Inclusive, o apelido de Fat Charlie, foi o pai dele que colocou.
Rosie se nega a acreditar que Charlie terá coragem de deixar o pai de fora da cerimônia e pede que ele ligue para uma vizinha, já muito idosa, que morava na rua em que Charlie cresceu e peça o telefone do pai para ela. Porém, quando Charlie entra em contato com esta senhora, ela lhe informa que seu pai morreu e que ele precisa viajar para a Flórida para o enterro. Uma mistura de tristeza (afinal, o pai dele morreu) e felicidade (por nunca mais correr o risco de passar vergonha por causa do pai) toma conta de Charlie, e ele viaja para o enterro.
Chegando lá, a velhinha (que não vive sem uma caneca de café nas mãos) leva Charlie para a casa do pai após o enterro e revela que o pai dele era na verdade um deus, e que ele tem um irmão que foi mandado embora quando ele era pequeno.
Como assim ele foi mandado embora? Porque ele nunca viu o irmão? E como assim o pai dele é um deus? Deuses podem morrer de infarto?

A velhinha lhe diz que se ele quiser encontrar com o irmão, basta ele pedir para uma aranha encontra-lo e ele aparecerá. Uma noite, Charlie encontra uma aranha em seu apartamento, e meio que de brincadeira, pede que a aranha leve um recado ao irmão dele: Ele gostaria de conhece-lo.
Pronto! No dia seguinte, Spike esta parado em sua porta, ansioso por conhecer o irmão. Mas Spike é um deus, e como um deus, faz apenas o que quer, logo, ele decide levar o irmão para "sofrer" adequadamente com a morte do pai deles. O "sofrimento" inclui bebidas, mulheres e música!
Um deus sabe como sofrer a dor de uma perda, não?!
No dia seguinte, Charlie esta com uma garota na cama, uma baita ressaca e muito atrasado para o trabalho, mas esta tudo bem... afinal, seu mais novo irmãozinho decidiu ir trabalhar no lugar dele, e garantiu que ninguém notará a diferença entre eles (mesmo eles não sendo gêmeos... coisas de deus!)
Só tem um pequeno probleminha... Rosie!
Ele tinha um encontro marcado com Rosie e quem acaba indo neste encontro é Spike!
Spike sempre achou que as mulheres fossem apenas objetos descartáveis, mas com Rosie as coisas parecem um pouco diferentes, e o que seria apenas uma visita rápida para conhecer o irmão, pode ser prolongada para conseguir ganhar o coração de Rosie. Afinal, isso não deve ser tão difícil quando Rosie pensa que esta saindo com o noivo e não com o irmão dele, certo?

Esse é o começo de uma história muito doida, onde teremos a disputa dos irmãos pela Rosie e pela casa (já que Spike se recusa a ir embora). Como Spike é um deus, Charlie precisa utilizar artilharia pesada contra o irmão, ou seja, precisa da ajuda de um outro deus.
Charlie vai até o começo (ou o fim. Depende de que lado da montanha você aparece) do mundo, onde os deuses vivem para tentar encontrar alguém que o ajude a se livrar do irmão.
Charlie e Spike são filhos do deus Anansi (A aranha), que segundo a mitologia africana é o deus das histórias. Na verdade, é um deus que engana todos os outros deuses com sua lábia e por isso, nenhum outro deus quer ajudar Charlie. Todos tem ressentimentos com o pai dele. Porém, uma deusa decide ajuda-lo, mas não sem antes pedir algo em troca.. .e essa troca pode se mostrar muito perigosa, tanto pra Charlie, quanto para Spike.

O livro mistura a mitologia africana, com a história de Charlie, porém, Charlie não é um personagem que nos cative. Ele tem uma vida medíocre; trabalhando em uma empresa que não gosta; atura uma sogra que ele odeia; a noiva quer casar virgem e ele não vê a hora de que essa espera acabe e ainda tem que lidar com o fato de que o irmão dele é mil vezes mais descolado e charmoso do que ele.
Durante a história, vamos acompanhando Charlie na descoberta de quem realmente é Spike, seu pai e até ele próprio, mas essas descobertas acabam ficando enroladas no meio da história dele com Rosie e das velhinhas doidas da Flórida que mais parecem um quarteto de bruxas do que qualquer outra coisa. Acabamos que ficamos sem torcer pelo personagem. Na verdade, nós passamos a torcer pelo Spike (como eu disse, ele é bem mais charmoso que o irmão), o que mostra um contrassenso na história, já que o "mocinho" é Charlie!
Eu achei a história muito confusa; com muitos elementos e não me apeguei aos personagens, mas, isso não quer dizer que o livro seja horrível. Ele só é... fraco.

site: http://www.perdidasnabiblioteca.blogspot.com.br/2014/05/os-filhos-de-anansi-por-neil-gaiman.html


Literatura 15/08/2015

Eu sou apaixonada por Neil Gaiman. Inventei até um nominho: Neil Gaimete.

Sem decoro, sou Neil Gaimete de carteirinha.

Então, ler Os Filhos de Anansi, Editora Intrínseca, 330 páginas, não exigiu de mim nenhum esforço, ao contrário, foi uma tarefa agradabilíssima.

O livro conta a história de Charles Nancy, um homem que passa facilmente despercebido.

Tímido, possui um emprego comum, chato e burocrático, um noivado morno, dificultado pela sogra que o odeia, e uma péssima relação com o pai, fruto de uma infância repleta de decepções com o homem.

Sua vida simplesmente vira de ponta cabeça ao descobrir um irmão gêmeo que desconhecia, e que lhe faz perceber que seu pai era Anansi, a Aranha. Um trapaceiro deus africano que é conhecido por sua lábia, sua astúcia e suas mentiras.

A partir daí, a vida de Charles nunca volta a ser a mesma, e ele aprende a encontrar a mágica herdada do pai dentro de si.

Charles é um personagem apático, resmungão e de difícil conexão. O ponto alto da leitura é quando Spider (seu irmão) toma seu lugar por um dia e passa a tomar todas as atitudes que Charles deveria ter tomado durante a vida. Por mim, Charles podia nem voltar, troca por Spider que fica melhor.

A história conta também com um vilão terrível, (que eu não vou chamar pelo nome pra não estragar sua leitura) daqueles de ficar se contorcendo na poltrona, esperando que o desgraçado morra no próximo parágrafo.

Veja resenha completa no site:

site: http://goo.gl/bquMXf
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PorEssasPáginas 24/08/2015

Resenha dupla: Os Filhos de Anansi - Por Essas Páginas
Olá pequenas aranhas! Aqui é o Felipe e hoje vamos falar de Os Filhos de Anansi do queridinho Neil Gaiman. Esta é a primeira vez que leio algo do autor, apesar de já ter ouvido falar do mesmo (e quem não ouviu?), mas confesso que não me surpreendi nem vi tudo o que o povo fala do mesmo. Anansi entretém, é bom, mas se você espera algo épico ou vem com esse pré-conceito de que o autor é a última bolacha do pacote… este livro vai te decepcionar. Agora se você deixar esses pré-conceitos de lado, vai descobrir que Anansi é muito divertido.

Eu (Karen! Oi, eu também li esse livro!) já tinha lido outras obras do Gaiman. Obras MUITO boas, como Coraline e alguns contos, inclusive de Doctor Who (isso sem contar alguns episódios épicos que ele escreveu). Ou seja, gosto muito do autor e estava esperando um livro incrível, e vocês sabem aquela história de, quanto maiores as expectativas…

…maior é o tombo. E sim, eu me decepcionei.

Lembra aquele parente bizarro que você tem na sua família? Aquele tio tagarela, cantor de karaokê de quinta que se veste muito mal? Esse é o pai de Charlie Nancy o protagonista de Filhos de Anansi, carinhosamente apelidado pelo pai de “Fat Charlie”. Após a morte desse figuraço, Fat Charlie descobre que seu pai era um deus e que tem um irmão também deus. Em um momento de embriaguez Fat Charlie conversa com uma aranha e pede para que seu irmão – Spider – o visite, o que desencandeia uma série de péssimas decisões para nosso protagonista.

Conforme avançamos na história descobrimos que nada é como parece em Filhos de Anansi, o irmão de Charlie não é tão poderoso e esperto quanto aparenta, as vizinhas (e possíveis amantes) de seu pai podem ou não serem bruxas, o chefe de Charlie além de ser um porre, é um ladrão. E todos esses personagens te prendem no livro muito bem, cada um com sua própria história e também se entrelaçando com Charlie formando uma teia – há! – muito bacana. Bem, foi o que eu achei, e você, Karen?

Foi mal, Felipe, mas não achei que os personagens foram tudo isso. Já vi personagens muito, mas muito mais envolventes criados por Gaiman. Em Filhos de Anansi, os personagens são rasos, exagerados, monótonos. Resumindo, é um bando de gente muito chata, e não consegui me apegar a absolutamente nenhum. Secretamente torcia para que todos se dessem muito mal só para acabar com o meu tédio. Na verdade, me senti como o Spider durante quase todo o livro: extremamente entediada.

As peripécias aprontadas pelo Sr. Nancy são sensacionais e memoráveis, dá pra sentir tanta vergonha quanto Charlie ao lê-las. Impossível não ser cativado por Spider, clássico garanhão e pilantra de última categoria enquanto ele devassa a vida de Charlie de ponta a ponta deixando o irmão maluco de raiva – a ponto de cometer uma grande bobagem.

Por que, em santa (ou deusa) consciência, o Spider quis roubar a vida de alguém tão sem graça como o Fat Charlie? A vida de deus deve ser muito chata para o Spider resolver tomar a vida do irmão mais sem sal do universo: o cara odeia o trabalho, a noiva dele dá sono e a sogra é uma peste. Tudo isso não me convenceu em Spider, que tinha tudo para ser bem divertido, mas acabou se mostrando uma enorme fraude.

Quando Charlie pede ajuda às vizinhas de seu pai para mandar o irmão embora da onde veio, e o subsequente acordo com um deus pássaro, chegamos no plot central do livro. Charlie precisa descobrir como reverter a burrada que fez, e entender a linhagem e os poderes de Anansi – seu pai. É muito bacana ver como o personagem cresce e ao jeito dele se torna um deus muito mais completo e poderoso que seu irmão. Isso foi bacana; Fat Charlie realmente cresce no livro, mas a questão é que ele demora muito, muito tempo, para isso, e por mais da metade da história é apenas arrastado pelos acontecimentos e jogado para lá e para cá feito uma bolinha de pingue-pongue. Até finalmente amadurecer, eu já tinha desistido de gostar dele. Só queria que tudo acabasse.

O folclore e o panteão criado por Gaiman são muitíssimo criativos, bem como os poderes dos descendentes de Anansi. Único ponto negativo do livro são algumas histórias de personagens que poderiam ter sido completamente descartadas ou resumidas, especificamente das personagens Rosie – a noiva de Charlie – e a Sra, Maeve uma cliente da empresa de Charlie. Entendo a importância e recorrência da noiva de Charlie, mas assim como o plot da Maeve, ela é bem chatinha.

Filhos de Anansi é um romance que poderia ser fácil, fácil um mero conto. Talvez assim fosse engraçadinho. Desse jeito, foi apenas um romance exagerado, com piadas forçadas e personagens pouco carismáticos. A prosa de Neil Gaiman, é claro, está lá, fluida e competente, tanto que, apesar de tanto pontos fracos no livro, a narrativa me conduziu até o final, e isso é um mérito; talvez, se fosse outro autor, eu simplesmente tivesse abandonado o livro. Mas isso não muda o fato de que a obra me decepcionou por completo. Pareceu, por todo o livro, que Gaiman estava apenas se divertindo às custas do leitor, jogando na história acontecimentos absurdos, com explicações pouco convincentes e aceitações rápidas demais pelos personagens; todas esses fatores combinados levaram a uma trama em que é difícil acreditar e levar a sério (e mesmo as coisas engraçadas precisam ser levadas a sério, no sentido de que o leitor precisa acreditar que aquilo é possível). Tudo tem um ar etéreo de fantasia bizarra e só. Fiquei sinceramente deprimida ao ler esse livro, porque sei que o autor é capaz de criar histórias muito mais fantásticas e envolventes.

Esta edição possui uma capa bonita, está bem revisada e diagramada porém carece de alguns detalhes entre capítulos, uma divisão interessante, quem sabe uma imagem ou uma fonte diferenciada.

Resumindo: Filhos de Anansi é criativíssimo, entretém, é uma leitura gostosa (li em um dia!). Vai te capturar com certeza. Ou não.

site: http://poressaspaginas.com/resenha-dupla-os-filhos-de-anansi
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