Por Isso a Gente Acabou

Por Isso a Gente Acabou Lemony Snicket




Resenhas - Por isso a gente acabou


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Amanda Azevedo 10/06/2012

"You either have the feeling or you don't..."

Eu nunca tive um coração partido. Não diretamente. Não que a pessoa responsável soubesse. Reformulando. Eu já tive o coração partido diversas vezes, mas a dor sempre foi só minha. Eu me apaixono pelas pessoas, mas elas não sabem disso. Eu desapaixono e elas continuam sem saber. Elas me desapontam e nem se dão conta. E é assim que eu vou: eu, eu mesma e meu coração partido.

Mas essa sou eu e o meu histórico de frustrações amorosas não interessa aqui. Em Por Isso a Gente Acabou vamos conhecer a história da Min Green e do Ed Slaterton. Ela teve seu coração partido, mas a pessoa responsável soube disso. Não é Ed? Ah, Ed! Como eu gostaria de ter visto a sua reação ao receber a caixa e ler a carta da Min...

Estou contando porque a gente acabou, Ed. Estou escrevendo, nesta carta, toda a verdade sobre o que aconteceu. E a verdade é que, porra, eu te amei demais. Página 9

Ed e Min tiveram um relacionamento curto, porém intenso. E quando tudo chega ao fim, a Min resolve devolver todos os objetos que, de certa forma, marcaram o relacionamento dos dois. E junto com os objetos ela manda uma carta, nesta carta ela explica a importância de cada objeto e os motivos que os levaram a terminar.

A narrativa desse livro é contagiante, rápida, descontraída... Perfeita. Min tem um senso de humor incrível e mesmo quando fala sobre coisas não-tão-boas-assim ela não deixa o seu lado cômico de lado. Ela é inteligente, faz piadas cult e sonha ser diretora de cinema isso faz com que o livro seja repleto de referências a alguns filmes, referências estas que são todas fictícias. O que é uma pena, pois, fiquei com muita vontade de assistir aos filmes citados. A forma como ela descreve o Ed é a maneira que uma típica adolescente apaixonada descreveria, então, fica difícil não achá-lo fofo, querido, amável. Afinal, é assim que ela o vê ou via.

Como eles terminaram, é de se esperar que alguma coisa tenha dado errado. Mas o motivo do término só nos é revelado nas últimas páginas. Então, confesso que durante a maior parte do tempo eu torci pra que existisse alguma forma de eles não terminarem. Eu realmente torci por eles. Eu queria que tivesse dado certo. A vontade que eu tinha era de chorar e rir em cada página.

'Te vejo segunda!', você gritou, como se tivesse acabado de descobrir os dias da semana. A gente achou que tinha tempo. Eu acenei mas não podia responder, porque finalmente tinha me permitido sorrir tanto quanto eu queria a tarde inteira, a noite inteira, cada segundo de cada minuto com você, Ed. Que merda, acho que eu já te amava. Página 72

O livro é cheio de ilustrações, isso torna a leitura ainda mais dinâmica. Os personagens secundários são muito bem construídos e são essenciais para o desenvolvimento da história. Dentre os personagens secundários o Al, melhor amigo da Min e a Joan, irmã do Ed, foram os que mais me cativaram.

Certa vez ouvi a seguinte frase: "até o amor que não compensa é melhor que a solidão". Não lembro quem disse, onde ouvi ou se li por aí... Mas nunca consegui esquecê-la. Há quem concorde, há quem discorde. Eu discordo, sou acostumada a ser sozinha e não acho que vale a pena aguentar alguém só pra ter companhia. Mas o problema é que, na maioria das vezes, não sabemos se vai valer a pena. A gente tem que pagar pra ver, não é Min?

Seja como a Min não seja como eu! amem como se não houvesse amanhã, diga eu te amo quando realmente sentirem isso, se permita viver. E se com isso vier um coração partido, sabe o que você faz? Junte tudo que te traz lembranças, coloque numa caixa, escreva uma carta, chame o seu melhor amigo e jogue essa caixa na porta do seu ex. tump! Resolvido. É melhor viver e ter o que se lembrar lembranças boas e ruins, sim... do que ficar apenas imaginando como teria sido se você tivesse arriscado.


PS: Sim! Pra quem ainda não sabe, Daniel Handler é Lemony Snicket, o autor das Desventuras em Série.
Amanda 30/05/2012minha estante
Adorei sua resenha! Tem que ter uma ligação com o nome. Hahaha.


Cíntia Mara 16/06/2012minha estante
Sinceramente, gostei mais da sua resenha que do livro em si :)


Lisi Oliveira 01/07/2012minha estante
Adorei a resenha fiquei com mais vontade ainda de ler xD


Andresa 23/07/2012minha estante
Garota que resenha é essa?! Você deveria escrever um livro! Escreve muito bem :O


Mônica Fogaça 04/08/2012minha estante
Oi querida! Você me deixou com vontade de ler esse livro. Parabéns pela resenha. Bju


Aline 16/08/2012minha estante
Amei a resenha! Fiquei morrendo de vontade de ler...


Sabrina Mendes 24/12/2012minha estante
Ótima resenha! :) Fiquei com mais vontade de ler ainda!


Isa 07/01/2013minha estante
Caramba, você conseguiu descrever tudo o que eu senti lendo esse livro. Ótima resenha! O meu livro favorito ficou ainda mais fantástico pelo seu ponto de vista.


Allexxy 08/01/2013minha estante
belamente escrito... adorei o livro


Bianca 08/01/2013minha estante
Cara... Esse primeiro parágrafo parecia que eu estava lendo meu pensamento! :o Sério, você tipo, me descreveu também!! rsrs Já estava com vontade de ler esse livro agora então, que uma pessoa tão parecida comigo gostou, acho que vou amá-lo! ;)


Lucas 13/01/2013minha estante
Apesar de não ter gostado do livro, sua resenha me fez ter pensado melhor no livro e agora acho que até gosto mais um pouquinho dele, muito bem! :D


Dri 18/01/2013minha estante
Quando eu terminei o livro eu não tinha uma opinião formada sobre ele rsrs
Mas assim que eu li sua resenha me fez pensar melhor!
Parabéns você escreveu muito bem =D


Len 26/02/2013minha estante
Adorei o livro,mas vou ter de discordar da sua resenha
é um livro bom sim,mas nao é um livro feliz ou bonito.É uma historia triste( ainda que comum )de uma garota que se apaixonou e nao teve um final feliz.Dizer pra se permitir amar soa ironico num livro que o final é esse.


Lunna 14/05/2013minha estante
Eu nunca torci para eles ficarem juntos. O Ed é um babaca do início ao fim do livro. Mas o livro é bom porque a Min é legal. No final do livro quando ela se descreve, é exatamente assim que eu me vejo. Td garota legal tem pelo menos um relacionamento fracassado como o dela.


Nathália 29/06/2013minha estante
gostei da resenha, mas tenho que falar: que ódio do ed quando ele não vai atrás dela. Parece que a Min se enganou e junto com ela me enganou também sobre o Ed e no fim, tá lá, ele é um babaca!


Paula 08/02/2014minha estante
Muito boa sua resenha!


Carol 28/02/2014minha estante
Ameeeeeei a resenha!!!
Tenho alguns livros par ler mas, vão ficar pra depois, esse é o meu escolhido para ser o próximo, me convenceu!


Edra 01/05/2014minha estante
Adorei a resenha! Quero esse livro a-g-o-r-a!


Lara 07/05/2014minha estante
Meu Deus!!! Graças a sua resenha mais um livro entrando na minha lista imediata de livros!! Amei a resenha você escreve muito bem. Já tentou escrever um livro?


Nat ☆ 03/07/2014minha estante
vc escreve mt bem. esse primeiro parágrafo ??? mt amor, me descreveu. parabéns pela resenha xx


Ca 02/01/2015minha estante
Ótima resenha!


Paulinho 22/01/2015minha estante
Moça, a senhora conseguiu me definir em um parágrafo. Até assustei.


Dafne 30/01/2015minha estante
Cara, não li toda a resenha por medo de spoiler mas amei o começo (a parte pessoal) e o "PS". Lemony Snicket é divo! kkkkk


Dafne 31/01/2015minha estante
OI, voltei com o livro lido e nossa, achei que tinha sido a única a amar o Ed e em seguida odiá-lo. Mas enfim, não sabia que as citações do livro eram fictícia tava começando a ficar preocupada com a minha falta de cultura, mas isso é bem a cara do Lemony. Enfim, livro pra matar a gente do coração e a sua resenha meio que colocou um band-aid nele. PS: Veríssimo que me perdoe, mas eu prefiro cercar o coração vazio e economizar a alma, até ter certeza do maldito caráter da pessoa.


Sam 26/07/2016minha estante
Que resenha maravilhosinea ?




Fernanda 25/06/2013

Resenha: Por Isso a Gente Acabou
Link da resenha no blog Segredos em Livros:

http://www.segredosemlivros.com/2013/06/resenha-por-isso-gente-acabou-daniel.html

Resenha: “Por isso a gente acabou” mantém uma história descontraída do começo ao fim. É aquele tipo de enredo simples e ao mesmo tempo envolvente, que faz com que o leitor se imagine dentro da pele dos próprios personagens, ou como seria se vivesse as situações narradas. Terminar um relacionamento é difícil e viver com determinadas coisas que exercem algum poder de lembrança torna tudo mais complicado ainda. Imagine você ter a oportunidade de poder colocar tudo em uma caixa e devolver todas essas memórias ao seu ex. Fico imaginando o quanto ter que reviver os fatos seja difícil, mas e se a pessoa ao qual você está determinado a devolver tudo, não aceite nada disso? Acredito que o sofrimento seria maior por ter que passar por algo tão constrangedor. Minerva – Min – Green não pensou em nada disso quando resolveu juntar todas as coisas que lembravam o relacionamento com Ed Slarteron, numa caixa. É tudo tão significativo o que nos é apresentado que é perceptível a maneira como a personagem central se mostra determinada e confiante para seguir em frente.

“O dia está lindo, ensolarado e tudo mais. É daqueles dias em que você acha que tudo vai dar certo etc. Não era o dia para isso, nem para nós, que saímos de 5 de outubro a 12 de novembro. Mas já é dezembro e o céu está claro para mim. Estou contando por que a gente acabou, Ed. Estou escrevendo, nesta carta, toda a verdade sobre o que aconteceu. E a verdade é que, porra, eu te amei demais.” Pg.09

Por outro lado gostaria muito de ter visto a reação de Ed ao ler a carta de Min e abrir a caixa. Mesmo que a relação dos dois tenha sido rápida, os objetos apresentados continham um significado maior simplesmente pelo fato de ter uma representação no envolvimento de ambos. Mesmo que sejam umas tampinhas de garrafa ou um simples caminhãozinho. E quem nunca teve na vida, um relacionamento fracassado? Acredito que o grande diferencial nesta trama é poder avaliar todos os sentidos de um lado relevante, ou seja, cada passo dado na relação entre Min e Ed. Ele não soube dar o devido valor para ela e pelo menos a garota conseguiu perceber a tempo, mesmo que ainda tenha se machucado e se decepcionado. A vida é assim mesmo...quer dizer, relacionamentos são assim, cheio de altos e baixos.

“Tudo mal revelado, a coisa toda, jogada numa caixa antes de a gente ter a chance de saber o que tinha conseguido, e foi por isso que a gente acabou.” Pg.73

Por mais que a história seja simples pelo ponto de vista de quem percebe apenas uma carta sendo enviada ao ex, acredito que o autor conseguiu desenvolver uma ótima idealização. É muito fácil se identificar com os sentimentos de Min e mais fácil ainda achar alguém parecido com a personalidade de Ed, que já quebrou o coração de alguém. Confesso que está leitura pode não ser recomendada para os apaixonados de plantão, porém visto por outro ângulo, é uma leitura que aborda uma outra visão dos relacionamentos. Talvez a mais sincera, não sei.

“Não durou muito, não ficou aberto por muito tempo, e foi por isso que a gente acabou, mas quando fecho este livro para te entregar, não penso nisso, na gente segurando o livro nas mãos para comprar e levar, porque, porra,Ed, não foi por isso que a gente terminou. Eu amo, sinto falta, odeio ter qye te devolver, essa coisa complicada, foi por isso que a gente ficou junto.” Pg.150

E o que dizer das ilustrações feitas por Maira Kalman? Deram um ar mais complexo e criativo à historia fazendo com que o leitor conseguisse visualizar com perfeição a narração descrita por Min. Um diferencial que apresentou um ponto a mais na história, bem como a bela edição feita pela Cia.Das Letras.

Link da resenha no blog Segredos em Livros:

http://www.segredosemlivros.com/2013/06/resenha-por-isso-gente-acabou-daniel.html
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Taís 10/07/2012

Um tédio só
No livro Por isso a gente acabou nos deparamos com a carta escrita por Minerva Green (Min) para o ex-namorado. A carta vai junto a uma caixa com objetos que ela colecionava e que fizeram parte do relacionamento deles. Numa verdadeira catarse, ela conta a história de cada objeto deixando os sentimentos dela virem à tona.

Essa é a ideia principal e parece bem interessante e diferente. Então, quando você compra o livro, a realidade é outra. Tédio é a melhor palavra para definir esse livro. Foi essa a sensação que me acompanhou durante quase toda a leitura.

No início, eu tentei me imaginar como um profiler e montar o perfil da Minerva e do Ed, tentei também pensar no livro como um quebra-cabeças, no qual cada suvenir seria uma peça e no fim eu teria a verdade sobre o relacionamento que não deu certo. Não foi bem isso que aconteceu, por dois motivos:

1 O escritor entrega de bandeja logo no início, que os personagens não combinam em nada e, desse modo, o relacionamento estava fadado ao fracasso;

2 A Min não é honesta nem com ela mesma, ela vive num filme criado pelo fanatismo cinéfilo dela.

E isso me leva a um dos motivos pelo qual eu não gostei do livro. A narração é feita pela Min, é a versão dela. O leitor que não gostar dela, fatalmente irá detestar o livro.

À primeira vista, o texto tenta apontar Minerva como uma garota inteligente, erudita. Então aos poucos essa imagem vai caindo e é fácil perceber que a personagem é uma garota fútil, tola, egocêntrica e que só entende de cinema. Aliás, o cinema é tudo para ela, para cada coisa que ela dissesse lá vinham pelo menos três citações de filmes antigos (que na real não existem, foram imaginados pelo escritor). Essas citações são terrivelmente chatas e aí eu fiquei desconfiada de que o escritor estava só enrolando. Tem um momento em que o Ed dá a entender que não curte isso, mas não adiantou nada, a Min continuou com suas citações até o final do livro. Não sei como o escritor foi capaz de pensar que alguma garota iria se identificar com essa chata.

Outra ilusão que logo cai por terra é a de que esse é um livro diferente, original, inovador. Lendo o texto logo percebi inúmeros clichês como o triângulo amoroso, o fato de o Ed ser um jogador de destaque no time de basquete, as festas com fogueiras, os agarramentos no banco traseiro do carro etc. Não que eu tivesse lido tudo isso, esses clichês são de filmes ruins que passavam na "sessão da tarde".

Muitas pessoas falaram sobre as ilustrações, disseram que eram lindas, que o livro era todo cheio de gravuras e muito colorido. Eu amo cores e achei que iria amar as gravuras, porém as gravuras são totalmente sem graça. Muitos artistas anônimos que trabalham nas ruas seriam capazes de fazer melhor. As ilustrações não são feias, combinam perfeitamente com o texto e com a sensação de tédio que o leitor sente ao ler o livro.

Outra coisa que eu não gostei foi o desperdício de papel. Ficou evidente de várias formas que o escritor e a ilustradora estavam enrolando, enchendo linguiça (como a minha vó diria). Quem tem o livro em mãos pode ver que, da página 88 até o início da página 91, por exemplo, é só enrolação. O leitor pode pular essas páginas, pois não têm nada relevante. Quer outros exemplos? Há vários!

Veja a resenha completa em http://olhareseleituras.blogspot.com.br/2012/07/algumas-coisas-que-voce-precisa-saber.html
Léo. 22/11/2012minha estante
Concordo em genero, numero e grau!!
Extremamente tedioso e cansativo! Precisei de três meses pra terminá-lo.


Gabriela 24/12/2012minha estante
Eu tinha acabado de ler "A Culpa é das Estrelas" e "O Morro dos Ventos Uivantes", ambos com personagens cheios de personalidade, de gênio forte quando decidi comprar este. Nem preciso dizer o que achei dele né? Vi ele na prateleira, li atrás, a primeira página e por ter 13 anos, pensei que seria um livro com o qual eu iria me identificar. No inicio, eu até fui lendo, era descontraído. Mas quando cheguei na página 50 já não aguentava mais, insisti comigo mesma pra terminar de ler mas até hoje não o fiz. Me arrependo até mesmo de ter começado, é uma escrita muito monótona.


Janielton 13/11/2013minha estante
Também achei entendiante. Meio que virou um martírio lê-lo. Abandonei a leitura


Lee 16/03/2014minha estante
É muito mimimi para um livro só.


Cynthia 03/07/2014minha estante
Vcs ainda conseguiram terminar...o meu tá entregue ao relento e acho q vai fikar por lá...


Denise Gabrielle 26/07/2014minha estante
ALGUÉM QUE ME ENTENDA! Eu realmente tentei ler esse livro para saber porque afinal eles terminam, mas falhei!




Kimberlly 17/06/2012

Por Isso A Gente Acabou | http://www.ultimoromance.com/
“Ou você tem o sentimento ou não tem”, é o que canta Hawk Davis na música que Minerva Green tanto gosta. E, se você quer saber, Min não tem mais o sentimento, então é chegada a hora de Ed ler a carta com todos os motivos pelos quais seu namoro com a garota “das artes” chegou ao fim. É hora de ele saber toda a verdade. É hora de ele receber de volta todas as coisas que fazem com que ela se lembre dele. É hora de ela deixar todas essas coisas na porta da casa dele, dentro da caixa azul que tem a tampa rabiscada: You either have the feeling or you don’t. Ou você tem o sentimento ou não tem.

Um livro que na verdade é uma carta, é isso. Por Isso A Gente Acabou, do mesmo autor americano que, além de outros livros como The Basic Eight, Watch Your Mouth e Adverbs, também escreveu Desventuras em Série como Lemony Snicket, descreve o caminho percorrido até o rompimento de um casal apaixonado. É através da carta que aponta os momentos em que os objetos agora devolvidos ganharam importância que conhecemos o jogador de basquete extremamente popular e a apaixonada por filmes antigos que acha basquete extremamente chato. Podemos ver duas pessoas que pensam de forma diferente, agem de forma diferente, mas que decidem deixar que o resto do mundo se dane, afinal o que importa é o amor que sentem, não o que os outros dizem, certo?

A coisa toda com Por Isso A Gente Acabou é que Daniel Handler tinha nas mãos a munição para escrever um livro maravilhoso e, no entanto, o que eu tive nas mãos foi apenas uma forma genérica de romance adolescente. Eu sinceramente senti que não haveria diferença entre ler ou não. A história toda é algo bem comum, afinal quase todo mundo já passou por um rompimento, mas não vá achando que é por isso que ele me pareceu...dispensável. Não tenho nada contra os autores explorarem coisas que acontecem todos os dias com inúmeras pessoas, muito pelo contrário, mas é claro que é possível transformar isso em algo interessante, no mínimo.

Ed e Min começam um namoro a toda velocidade e logo estão fazendo juras de amor, mas o tempo de vida do relacionamento é curto. Eles não me convenceram juntos em momento algum e saber que não acabariam juntos não ajudou muito. Tive esperanças de que o motivo final do fim do namoro dos dois fosse fazer a grande diferença no livro, porém pouco antes da metade eu já sabia exatamente o que ia acontecer. Não precisa ser nenhum gênio.

Com exceção da irmã de Ed e do melhor amigo de Min, outros personagens quase não aparecem, o que achei uma pena, pois gostei muito mais de Al e Joan. Min até é legal, firme nas decisões, mas sua loucura por filmes e sua mania de comparar tudo a eles irrita. Tive a impressão de ter perdido a piada várias vezes. E Ed? O que mais me incomodou foi a sensação de estar vendo nele a cópia da ideia de típico garoto popular e garanhão de colégio na maior parte do tempo.

Agora, preciso dizer que as ilustrações são maravilhosas. Todo o trabalho gráfico é impecável, mas isso não é capaz de salvar um livro.

Apesar da decepção, Handler me deu uma ideia, então talvez vocês ainda ouçam a história de um exemplar do livro que foi deixado numa caixa bem bonita bem na porta do autor.
Raquel Moritz 24/01/2014minha estante
Hehehehe, adorei a última frase :P


Ju - LiteRata 23/08/2016minha estante
Kim, mal comecei o livro e também estou com essa sensação de ter perdido várias piadas. Não estou achando que o livro não compensa por enquanto, mas agora vou com mais calma, quanto a empatia com o casal, ainda não senti também. Provavelmente não vai ser um livro marcante.




Len 26/02/2013

Ideia simples, desenvolvimento ótimo.
No inicio da leitura pensei em dar 3 estrelas...depois 4....e no final acabei até favoritando.

O livro se trata de uma historia muito simples,até um pouco previsível em algumas partes,mas que nao há como nao se identificar: a dor de um término e a ilusão de se gostar de alguém diferente demais de nós.

Desde o início dá aquela curiosidade em saber o que o Ed fez pra Min ter tanta raiva dele,e pela forma que ela o xinga,a gente já imagina que não foi pouca coisa.O pior é que lá pela metade do livro tudo parece estar bem entre os dois, e a gente se força a não ficar feliz ou não se apegar porque sabe que o final não vai ser bom.A cada vez que a Min se dizia feliz,eu ficava triste por saber que não ia durar.

Agora sobre os personagens,preciso dizer que adorei a Min.Ela é divertida,interessante e adorei o fato dela querer ser diretora de cinema.Vi pessoas criticando o fato dela citar autores e filmes fictícios todo o tempo. Nao achei ruim,mas se o autor citasse cenas de filmes existentes talvez fosse mais fácil a identificação.Afinal, quem nunca se sentiu num filme?fica ai a crítica.

Ed é um MALDITO.
Por mim a Minerva ja deveria ter terminado com ele logo na primeira vez que o sujeito fala merda.Aqui vai algumas pérolas desse infeliz:

"-Se ele não é gay e você sempre andava com ele, é porque ele queria ser. Ou é namorado ou quer ser namorado ou é gay. Só tem essas opções". Ou seja,logo ve que o cara não acredita em amizade verdadeira entre homem e mulher,ja acha que qualquer cara se aproxima com interesse(coisa q ele parece fazer bem)

" Mas você acabou de dizer que não toma café.
Mas isso eu sei. Se não for preto, é para menina ou gay." Afinal o cara tem de provar que é macho até na bebida.Pqp.

" O Al não é gay falei.
O cara faz bolo." MINHA NOSSA..EM QUE SÉCULO ESSE MENINO VIVE??

Entre outros absurdos,como sair com metade do colégio e mesmo assim ter a audácia de diz que A EX que é rodada.Por que esses termos pejorativos só sao usados para se referir a meninas?Enfim,ta ai meu repúdio a esse machista e todos os pensamentos asquerosos dele.

Uma das coisas que mais me afasta de romances sao os malditos estereótipos de genero e fico grata pelo autor nao ter transformado a Min numa adolescente babaca que endeusa o cara que gosta e perde todo o amor próprio,e também nao fica separando "coisa de menino e coisas de menina" ( CHEGA DISSO NO MUNDO,PFVR )Minerva Green tem personalidade,e mesmo assim faz seus esforços em participar de um mundo que nao é o seu.Namorar um cara com gostos diferentes e cheio dos amigos estúpidos,saber que seus amigos também nao gostam do cara que vc esta saindo....enfim,coisas até bem clichês mas q faz com que a gente entenda cada pensamento da Min.No final da vontade de abraça-la e dizer que entende.

"parei um segundo e tentei descobrir, como todas as garotas em
todos os espelhos de todos os lugares, a diferença entre namorada e puta." tenho certeza que nesse mundinho infeliz que a gente vive todas as garotas ja devem ter se perguntado o mesmo (ainda que desnecessário,já que meninos não são condenados por isso)

Fica aqui meu pedido ao Daniel Handler escrever um segundo livro contando qual receita a Joan (linda!) fez com a carne do irmão depois q descobriu o que ele aprontou com a Min.


Ah! E eu garanto vai ter gente querendo fazer igual a Min hein?

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Bruna 04/12/2013

E é por isso Ed, que a gente acabou.
Naturalidade. Acho que é essa a palavra para descrever este livro. Afinal, o que há de mais natural do que se apaixonar, terminar e se magoar?

Min Green está de coração partido.. Mas se sente pronta para deixar aquele seu breve relacionamento com Ed Slaterton para trás. Ela guarda numa caixa tudo àquilo que teve um significado pro casal - ou pra ela. E escreve uma carta a caminho da casa do Ed, onde ela deixará a caixa na porta da frente -aquela que ninguém usa.

O livro é a carta de Min. E eu adorei o modo como ela descreve os acontecimentos, sentimentos e pensamentos que lhe ocorreram. É de um jeito natural. Tudo, tudo, tudo. Você sente, através das palavras dela, o amor e a mágoa que ela sente pelo Ed. Sabe, eu daria tudo para saber da reação dele ao ler a bendita carta! De verdade!

O livro é recheado se citações de filmes antigos, os quais por sinal, ouvi dizer que são fictícios. Portanto, não vá procurá-los na locadora, ou numa loja, ou no Google.

Enfim, é um história incrível. Nada de clichês chatos, romance exagerado, melação demasiada. Apenas.. naturalidade. Tai, não falei que essa era a palavra para melhor descrever este livro? haha
Bárbara 06/05/2014minha estante
Também queria a reação dele, se ele ainda amava ela, e o que aconteceu com a Annette...




Karen 07/12/2013

Uma palavra para este livro: decepcionante.
Min é uma garota interessante, daquelas cults, que tem um ar de quem sabe de várias coisas e esconde muitos segredos, que você só saberia se fosse realmente merecedor. Ed é um dos capitães do time da escola, forte, alto, bonito, completamente diferente de Min.

A história do livro não é envolvente, mas é bastante real, uma história boba que para Min - uma adolescente como todas as outras - é uma história de amor. Após o término dos dois, ela decide pegar todas as coisas que guardou do relacionamento e escrever uma carta, acho que mais para tirar aquilo tudo de dentro dela, compartilhando com Ed sobre seus pensamentos, coisas que aconteceram e ele não sabe, pra tentar tirar um pouco da cabeça dela sobre eles, contando pra ele, escrevendo sobre o por quê deles terem terminado.

A melhor parte do livro é que só no final a gente realmente entende o que aconteceu, mas mesmo assim, achei ruim a forma que o livro terminou, eu basicamente fiquei pensando "tipo, perdi meu tempo lendo este livro so para descobrir que o final é completamente sem graça?". Achei ruim o enredo todo...
Rafael 24/08/2014minha estante
"tipo, perdi meu tempo lendo este livro so para descobrir que o final é completamente sem graça?" [2]
Melhor descrição sobre o livro, rsrs.




Karol Rodrigues 25/05/2013

Já ouviu falar do autor Lemony Snicket? Aquele, que escreveu a coleção de Desventuras em Série? Então, esse é o pseudônimo que ele usou para escrever os doze livros de sucesso. Para Por Isso a Gente Acabou, ele resolveu o usar seu verdadeiro nome: Daniel Handler. A obra, que foi lançada ano passado, ganhou a diagramação da Cia das Letras e as belas ilustrações (confira aqui) da Maira Kalman, que conseguiu deixar o livro mais lindo do que ele já é. Inclusive, acredito que ele só ficou lindo por causa desse diferencial.

O livro é basicamente uma carta (gigantesca) que a personagem Min Green escreveu para o seu ex-namorado, Ed Slaterton, com o qual namorou algumas semanas. Irritada e completamente arrependida de ter vivido esse tempo com o atleta, lindo e popular da escola, ela decide juntar todas as coisas que um dia fizeram parte do relacionamento dos dois, colocar em uma caixa, e deixar em frente a casa dele. Bom, a carta não é nada agradável de se ler.

"Estou contando por que a gente acabou, Ed. Estou escrevendo, nesta carta, toda a verdade sobre o que aconteceu. E a verdade é que, porra, eu te amei demais."

Por Isso a Gente Acabou tinha tudo pra ser um livro perfeito, mas o autor pecou em alguns aspectos. A narrativa é cheia de referências que o leitor não consegue identificar na história. É como ler uma piada interna sem fazer parte do que causou tal graça. A leitura demora pra engatar e é fácil olhar pro lado quando se estar lendo e quando voltar a leitura, não saber onde parou e o que aconteceu. Acredito que tudo seria mais fácil se o livro todo fosse lido de uma só vez. Fiz isso no fim de semana e acabei terminando a obra bem mais satisfeita do que quando eu comecei.

Apesar dos pontos negativos, o real entretenimento da obra ficou por conta das ilustrações, que não fariam sentido algum se o livro não fosse escrito do jeito que foi. A ilustração aparece, ela conta como e quando aquele objeto fez parte da vida deles e depois destrincha toda uma história e o rancor que ela guardou depois que eles terminaram o relacionamento. Interessante e criativo, mas infelizmente não foi o suficiente para se tornar a melhor história.

"Este é o ingresso do primeiro filme que a gente assistiu, que diz: Greta em Fuga, Matinê, 5 de outubro, uma data que vai me provocar para sempre."

Há humor, mas também há algumas repetições de diálogos que acabam cansando. Por ser apaixonada por filme, Min vive comparando todos os acontecimentos da vida dela com alguma cena de um filme aleatório. É exatamente nesse ponto que eu me senti fora da piada interna. Os filmes da obra são totalmente fictícios. Se o autor tivesse feito referências reais, talvez a história ficasse mais interessante.
Andréia 19/06/2013minha estante
Alguém imaginou uma trilha sonora pra esse livro, ou uma música para Min e Ed?


Karol Rodrigues 25/08/2014minha estante
Eu não costumo imaginar trilha sonora para os livros, Andréa. Mas acho massa quem consegue associar a narrativa com músicas. Infelizmente não tenho nenhuma ideia pra você :(




Sandi 16/10/2013

Por Isso a Gente Acabou- Daniel Handler
Resenhas boas são sempre mais difíceis de escrever. Como contar para todo mundo que o livro te arrebatou, principalmente quando esse livro não é unanimidade entre os leitores? No fim, acredito que os livros que amamos não passam de um reflexo de nós mesmos. E, Por Isso a Gente Acabou do Daniel Handler tem muito sobre mim.

O livro é uma carta de uma adolescente, Minerva, para seu ex-namorado contando todas as razões pelas quais o relacionamento não deu certo. Cada momento do namoro é resumido por um objeto que Min enviará para ele junto com a carta. Sabe aquelas lembranças que a gente acaba guardando do passado e não fazem bem algum? Minerva resolveu se livrar delas em grande estilo.

Embora a sinopse seja extremamente clichê e simples, o que me prendeu nesse livro foi o modo como o autor desenvolveu o relacionamento do casal. Ed é o típico cara popular, que namora todas e Min é a menina alternativa, com uma paixão extrema por filmes. Sessão da tarde? Não! Aqui a narrativa é crua, real e o autor descreve cada parte desse namoro,as boas e ruins. Por isso tanta identificação: é impossível não ver um reflexo de nós mesmos nas atitudes dos personagens. Quem nunca se apaixonou pela pessoa que obviamente é errada?

Quanto aos personagens, desenvolvi um sentimento de amor-ódio por cada um deles. Min tem uma personalidade forte, é determinada, mas ao mesmo tempo se torna chata com suas atitudes alternativas em excesso. Ed me conquistou muitas vezes, a ponto de eu torcer pelo casal(mesmo sabendo que em vão), mas se tornou a pior pessoa do mundo no momento da verdade. Enfim, Daniel Hadler nos trouxe personagens reais e intensos.

A forma de escrita é fluida, rápida e convincente. Alguns trechos são um espetáculo a parte e me fizeram re-acreditar que ainda há escritores na atualidade (John Green na lista) que se preocupam tanto com a forma como com o conteúdo.

Por Isso a Gente Acabou é um livro para quem tem um certo ceticismo quanto ao amor; para quem já teve experiências ruins; para quem sabe que o mundo não é cor de rosa, mas sobretudo para quem, apesar disso tudo, ainda está disposto a enfrentar essa loucura que é se apaixonar ;)

"Eu amo, sinto falta, odeio ter que te devolver, essa coisa complicada, foi por isso que a gente ficou junto.”

site: http://bora-ler.blogspot.com.br/
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Mary 23/07/2013

Ruim
Talvez tenha sido a tradução que está péssima, mas realmente não gostei. Muito tedioso. A menina fala todos os detalhes de um namoro numa carta e faz referências de filmes desconhecidos o que me deixou perdida na história. Não recomendo.
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Ana 26/12/2013

Processos mal passados
Para ser publicado, um livro tem que passar por vários processos, como todos sabemos, até finalmente chegar à livrarias e enfim às nossas queridas casas. Por Isso a Gente Acabou fez o mesmo, porém em um dos estágios mais importantes, tropeçou.
Não é culpa de Daniel Handler, se é isso que você está pensando. Nem da ilustradora. E sim do tradutor, que tinha apenas UM dever e o fez de qualquer jeito.
No meio da história, apenas para desconcentrar o leitor, aparecem palavras como "babysitter", "fodidamente" e muitos "feeling". Por mais natural que possa parecer para o tradutor, essas palavras poderiam ser traduzidas para sinônimos do nosso vocabulário, ou se não, para aquelas com significados semelhantes em nossa cultura.
A história é narrada com grande criatividade e se encaixa muito bem no perfil do eu lírico adolescente. As ilustrações são um fator muito charmoso que não atrapalha a imaginação do leitor, mas dá uma melhor aparência e sentido ao livro. O pior erro foi mesmo na tradução, que realmente pode acabar com o humor de qualquer um.
Lu 19/01/2014minha estante
eu também acho que ter deixado a palavra feeling em inglês foi importante. porque eu acho que tem um sentido diferente do que apenas "sentimento", sabe?


Ana 22/02/2014minha estante
Pensando nisso, tem sentido. "Feeling" soa bem mais adolescente que "sensação" ou "sentimento", e combina com a personalidade da Min... Concordo.




Daniel Batista 23/09/2012

Não Tenho Opinião Formada
Primeiramente, vou contar a vocês um segredo;

Sou voluntário de C.S.C. e começarei, diplomaticamente, essa resenha com o clássico "quando os sinos tocam".

Pronto, os sinos tocaram. Vamos à resenha.

Lá estava eu, feliz da vida, procurando por algo para ler há uns três meses atrás, quando encontro isso. "Por Isso A Gente Acabou", de Daniel Handler, pseudônimo de Lemony Snicket (rs), o autor de Desventuras em Série, a minha série favorita de livros.

Quanto ao livro, um pouco de decepção;

É uma história clichê de menina-cdf-apaixonada-por-menino-gatinho-da-escola-que-resolve-entregar-carta-explicando-o-término-do-improvável-namoro-deles.

Todas as 370 páginas do livro passam muito rápido, o texto é veloz devido à sua linguagem fácil e corriqueira. É muito hodierno, é muito comum. Acontece com todo mundo, né... Quem nunca teve o coração partido? Os prós do livro são esses, a história é bem construída, Min tem um senso de humor incrível (é bastante sarcástica diversas vezes no livro), há muitas gírias brasileiras MESMO, a tradução do livro é de dar inveja e as ilustrações da Maira são maravilhosas. Dão um toque de fidelidade à história que eu nunca tinha visto, que faz jus ao que se espera.


Os contras, bom... Eu confesso que esperava mais. Estamos falando do meu autor favorito de ficção, Daniel Handler (a.k.a. Lemony Snicket). É mais-que-óbvio que o 'açucareiro roubado' no meio do livro tem a ver com C.S.C., de D.E.S., e alguns fatores também contribuem: o nome "Quigley" aparece uma vez, há uma espressão, "Caso da Corte Suprema", que em inglês vira "Case of the Supreme Court", C.S.C. Enfim, há uns detalhes que indicam a vida de Desventuras em Série, mas isso não deixa o livro ficar com cinco ou quatro estrelas. Há muitos palavrões; Ed, o co-capitão do time de basquete, é a encarnação do clichê americano de menino ideal ignorante que despreza os que têm uma natureza diferente da dele (várias vezes o melhor amigo de Min, Al, é chamado de gay no livro porque gosta de cinema antigo). Há muita bebedeira generalizada no livro, e algumas... "Vadias desimportantes", por assim dizer. Para quem fez personagens excêntricos como Esmé Squalor em "O Elevador Erzats", Jacques Snicket em "Cidade Sinistra dos Corvos" e o tio Montgomery Montgomery em "A Sala dos Répteis", Ed, Al, Jillian, Trevor e os outros são meros personagens coadjuvantes fracos vivenciando aquela parte da vida que é "inesquecível", o final do colégio, as bebidas, as festas, os casos, as traições e o desenrolo complicado dos relacionamentos humanos na adolescência em sua essência. É um retrato fiel dessa época da vida, e talvez eu não tenha curtido muito o livro justamente porque não viva nesse meio; e acho extremamente desnecessário, por exemplo, colocar Min, a menina tão genial e única, que gosta tanto as coisas antigas da vida e é tão doce, para beber cerveja junto com a galera do basquete na frente de uma fogueira para 'bebemorar' a vitória do time com o namorado ignorante.

São dois mundos diferentes que colapsam.

Se você se identifica, vá em frente, "Por Isso a Gente Acabou" é um prato cheio. Agora, se é Voluntário, se é fã de Desventuras em Série como eu, não vá esperando uma citação maior que o açucareiro na mesa; ao que parece a história vive, mas está nas cobertas de uma história boba e fútil, que nada mais é do que a vida adolescente americana.

Três estrelas pelo término de um namoro adolescente supérfluo que tinha tudo para dar errado.
Bruna W. 29/09/2012minha estante
voluntária também e me decepcionei demais :/




Lygia 24/05/2012

Por Isso a Gente Acabou
"O mundo entrou nos eixos de novo, o sorriso é por isso. Eu te amava e aqui vão suas coisas, para longe da minha vida onde você deve ficar, o sorriso é por isso. Sei que você não vê, Ed, mas se eu contar a trama toda talvez você entenda desta vez, porque mesmo agora quero que você veja."

Pode abraçar um livro pra sempre? Esse é o meu relacionamento com a nova obra de Daniel Handler. Para quem acha o nome desconhecido (ou conhecido, sei lá, rs), ele é o autor de 'Desventuras em Série', sob o pseudônimo de Lemony Snicket.

Antes de comentar sobre o livro preciso falar sobre as belíssimas ilustrações. Certamente se você pegar o livro físico em uma livraria, o compraria apenas pelas imagens da Maira Kalman, que foram responsáveis por dar o tom e ritmo certo à leitura. Tal como o livro é todo trabalhado nos detalhes, a narrativa do Daniel é assim também trabalhada; o leitor sabe a trama, sabe que o casal não está junto, e, definitivamente, ficamos curiosos e ansiosos para acompanhar o desenrolar da história para descobrir os 'isso' do término ('Por isso a gente acabou'). Sempre os detalhes...

Min, ou Minerva, faz parte do grupo dos 'normais' da escola, é a garota mediana. Nada de tão interessante, mas também não é fracassada. Ed é do grupo dos descolados, faz parte do time de basquete, é popular. Parece aquele plot de sempre, casal com pessoas de 'mundos diferentes' e aquela coisa toda que as escolas estrangeiras tem...aí pode-se pensar que a leitura é 'mais do mesmo', mas isso é um engano.

A forma de narrativa da Min, recordando os objetos e lugares especiais que passou com Ed é brilhante. Sim, ela continua sendo uma adolescente, mas a genialidade se consiste no fato de COMO é narrado. Eu acho a protagonista engraçada na sua forma de ver o seu próprio relacionamento, e a forma 'terapêutica' de lidar com o término, escrevendo sobre ele e devolvendo os objetos significativos ao Ed, é sensacional. Cada objeto tem uma história, que por sua vez, tem uma ilustração no livro.

Recomendo esse livro para qualquer idade! Sei que os jovens curtirão mais por causa da identificação, mas é inegável a leveza da narrativa, que te leva a devorar o livro em horas, te prendendo na história. Uma super pedida para qualquer ocasião.
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LadyAmnesia 28/03/2013

finalmente, acabei!
basicamente, o livro é uma desgraça.
faz duvidar que daniel handler e lemony snicket são a mesma pessoa.
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Bruh 08/06/2013

Sabe aquelas comédias românticas adolescentes onde o garoto popular, capitão do time de basquete ou futebol americano da escola, e a menina tímida e inteligente, que ninguém enxerga, se apaixonam? Sabe como o filme termina com eles juntos e felizes no começo do namoro? Pois é, "Por isso a gente acabou" conta a história que começa assim que a comédia romântica adolescente termina.
Min (apelido de Minerva, deusa romana da sabedoria e blábláblá) é a tal mocinha mencionada acima e Ed o cara popular com quem ela acaba namorando. Após o fim do romance, Min decide se livrar de tudo que a lembra do ex-namorado. Para isso ela escreve a carta, na qual o livro consiste, contanto a história dos dois, e explicando os motivos do fim do namoro, através dos objetos que marcaram o relacionamento e que estão sendo devolvidos a Ed numa caixa.
Quem leu "Desventuras em série" vai reconhecer o estilo de Daniel Handler, ou Lemony Snicket, cheio de divagações, metáforas e outros elementos característicos do autor. As ilustrações, que funcionam como a divisão de capítulos, retratam os objetos que Min coloca na caixa e facilitam a imersão no livro.
É muito fácil ler "Por isso a gente acabou" e se identificar com os personagens cheios de falhas, com a história ou se apegar a ambos, visto que são incrivelmente reais e cativantes.
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