Uma Breve História do Cristianismo

Uma Breve História do Cristianismo
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Resenhas - Uma Breve História do Cristianismo


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Ricardo Silas 20/07/2016

Um pouco sobre cristianismo primitivo e seu legado
Ao mensurar o predomínio histórico do cristianismo, é comum ver teólogos afirmarem que o desenvolvimento da civilização ocidental tem uma dívida impagável com a fé e a cultura cristã. Bilhões de pessoas parecem crer fielmente que a revelação divina é a melhor explicação para tamanho êxtase religioso. Mas, se quisermos compreender os primeiros fatores responsáveis pelo alvorecer dessa gigantesca religião, deixemos de lado as supostas intervenções sobrenaturais e façamos uma breve viagem pela história.

A começar pelos últimos dias de Jesus Cristo, parte da elite romana, também formada por autoridades judaicas, fez oposição contra o homem então aclamado pelo povo como o verdadeiro messias. Por onde passou, Jesus acolheu pobres, enfermos e minorias para com eles dividir pães e peixes e iluminá-los com exemplos de sabedoria. Seus sermões eram uma heterodoxia aos rituais estabelecidos pelas leis mosaicas, e logo um núcleo de líderes judeus pressionou Pôncio Pilatos, que governava a província da Judeia, a sentenciar o suposto filho de Deus a uma das penas mais perversas da época: a morte por crucificação. O objetivo era sufocar aquele ousado sistema de crenças, amamentado no seio herético do judaísmo, até fazê-lo desaparecer do Império Romano. Todavia, crucificar o líder que tanto inspirou o populacho trouxe efeitos indesejáveis para a ordem dominante. Pouco tempo depois, o nazareno foi transformado em mártir, um ícone da plebe urbana. Mas, como ficaria evidente, não foi somente o santo sacrifício que atrairia novos prosélitos.

Do século I ao início do século IV d.C., difunde-se em diversas províncias romanas o movimento popular mais tarde denominado como cristianismo primitivo. Costuma-se descrever seus correligionários como criaturas humildes, cuja formação moral se baseava em atos de cooperação, afeto e caridade. Dizem ainda que eles eram tolerantes e de temperamento inteiramente dócil. Mas um retrato menos angelical da fé cristã não esconde as imperfeições de sua prática. Afinal, inseridos num ambiente de discórdia repleto de idólatras de deuses romanos, é natural que os incipientes cristãos os demonizassem quase ininterruptamente. Tertuliano exclamava que uma das mais regozijantes recreações do paraíso era contemplar, lá de cima, o sofrimento dos que iriam arder no fogo do inferno. “Como não irei admirar-me e rir e rejubilar-me e exultar ao ver tantos monarcas soberbos e tantos deuses falsos gemendo no mais fundo abismo das trevas”, disse ele.

Mesmo menosprezando o politeísmo, os ensinamentos de Cristo eram acessíveis a quem se dispusesse a aceitá-los. Pelas periferias e centros do Império Romano, ainda que a contragosto e embaraço, monoteístas se esforçavam para instruir seus adversários quanto aos recentes preceitos divinos. Ao apostatarem da idolatria politeísta, os novos fieis se amontoavam aos crescentes sectos judaico-cristãos. Além disso, e por mais insólito que pareça, os cenários de enfermidade epidêmica garantiram ao cristianismo uma notável simpatia das multidões. Quando epidemias infernizavam a população romana, os cristãos primitivos, em sua maioria mulheres, faziam linha de frente no cuidado aos moribundos, garantindo, consequentemente, uma imensa quantidade de admiradores. O elo entre eles era tão forte a ponto de as inúmeras campanhas de perseguição religiosa fracassarem na missão de enfraquecer as primevas comunidades. Era mais vantajoso ser torturado e morto na vida terrena do que renunciar à promessa de vida eterna do Todo Poderoso.

Ainda durante os três primeiros séculos após a crucificação de Cristo, sectários dos deuses gregos e romanos tentavam satisfazer os prazeres efêmeros desta vida, enquanto os servos do messias buscavam algo mais duradouro e etéreo no post-mortem. Eles tinham a mais intensa certeza na ressurreição, na conseguinte ascensão de Jesus aos céus e, sobretudo, na derradeira promessa de que ele, desta vez em esplendor e glória, viria salvar seus escolhidos. Paulo de Tarso, por exemplo, acreditava fielmente que viveria tempo suficiente para prestigiar o segundo advento de seu mestre. A tarefa de preparar o mundo para o iminente Dia do Juízo era entregue a cada recém-convertido. Todos precisavam cumprir seu dever missionário de evangelizar os vizinhos, parentes, amigos, forasteiros, bandidos, escravos, bárbaros, enfermos e incréus. Não havia crueldade maior do que recursar-se a espalhar as boas-novas de vida eterna e salvação. Não fosse o impacto dessas crenças fundamentais, os cristãos certamente não teriam conquistado a devoção de tantos defensores.

O que sucede o Édito de Milão (313 d.C.) e a presença do Imperador Constantino no I Concílio de Niceia (325 d.C.) lançaria a cristandade na grande disputa pela hegemonia espiritual. A partir daí, encontrar um adversário à altura ficaria cada vez mais raro. Prova disso é que o longo milênio que demarcou o período da Idade Média fez do direito romano, da filosofia grega e de inúmeras instituições monárquicas meros apêndices de imponentes organismos eclesiásticos. Apóstolos inspirados nas palavras do messias, alguns deles inseridos no próprio cristianismo primitivo, compuseram uma teologia que mais tarde se tornou a essência do Novo Testamento bíblico e o fundamento de toda atividade intelectual posterior. Nas gerações seguintes, querelas públicas, concílios ecumênicos, fogueiras santas, caças às bruxas e técnicas criativas de tortura formariam o vasto repertório de sincretismo clerical.

Embora a historicidade de Jesus seja contestável, mais se discutiu sobre seu caráter, se ele era Deus ou homem, do que sobre todas as ciências naturais juntas. Polêmica semelhante também afetou o preparo do pão da Eucaristia: alguns o queriam bem fermentado, outros sem fermento algum. Para os pais da Igreja, negligenciar tais assuntos, por mais escrupulosos e extravagantes que fossem, era consentir em passar a eternidade acorrentados aos demônios do inferno. Se em meados do século XX o cristianismo granjeou quase um terço da humanidade, não foi porque o poder do Espírito Santo se manifestou em nossos corações, ou porque Jesus pregou com lábios divinos, mas sim porque, a princípio de tudo, os cristãos primitivos, resistindo a pressões inimagináveis, semearam as ideias que tornaram possível a sobrevivência de suas crenças. Se devemos agradecê-los ou amaldiçoá-los pela herança que deixaram, isso cabe discutir em outra ocasião.

site: http://www.universoracionalista.org/um-pouco-sobre-cristianismo-primitivo-e-seu-legado/
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Neto 15/11/2015

Fácil de ler
É um livro fácil de ler... não se aprofunda muito, mas isso já é esperando quando se tem que contar mais de 2000 anos de história. Recomendo.
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Fidel 05/08/2015

Em "Uma Breve História do Cristianismo", escrito por Geoffrey Blainey, autor de "Uma Breve História do Século XX" e "Uma Breve História do Mundo", você será convidado a conhecer a fascinante história sobre a origem e a expansão do cristianismo.

Após a leitura, chega-se a conclusão que: com a palavra e com a espada, com a redenção e morte, os seguidores de Jesus Cristo espalharam pelos quatro canto do mundo aquela que viria ser a mais importante e influenciadora religião do mundo, cujos números são grandiosos em todos os sentidos. A história mostra isso.

O autor de forma breve conta a história do cristianismo desde um pouco antes do nascimento do menino Jesus até o final do século XX onde ele faz, ao final, uma breve reflexão sobre o cristianismo: O cristianismo vai acabar? Indaga o autor. Não há resposta no livro quanto ao fim do cristianismo, mas fica evidente a poderosa influência que a religião teve no mundo como forte agente transformador.


De origem Judaica, Jesus foi preparado pelos sacerdotes judeus para um propósito: aquele que continuaria a missão de Moises de conduzir povo a libertação. Porém, dissidente, Jesus se posicionou em oposição contra o que ele não concordava no judaísmo, sobretudo em relação a postura dos sacerdotes. Desta forma, Jesus começa uma luta solitária contra uma parte do judaísmo e contra a opressão do governo romano.

Conforme relata o autor, Jesus não criou a religião cristã e nada escreveu sobre a sua doutrina. Orador excepcional, levara as suas mensagens para os seus ouvintes através da fala. É provável que um dos motivos pelos quais Jesus não usava a palavra escrita tenha sido o fato da maioria do povo para quem ele pregava ser analfabeta. Nesta circunstâncias, Jesus sabia que palavras proferidas e ações tinham mais poder que palavras escritas. Conforme Blainey, quem ficou com a incumbência de escrever sobre Jesus e seus testemunhos foram os seus discípulos cerca de 70 anos após a sua morte. Mas neste período o cristianismo crescera muito e isso mostra que Jesus usou estratégia certa. Jesus foi um discidente que ao dizer não para algumas posições na estrutura do judaísmo e se mostrar muito influente com o povo criava o seu caminho para o calvário.

site: http://fideldicasdelivros.blogspot.com.br/
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Antonio Volnei 01/06/2015

Uma breve história do cristianismo
Nesta obra o autor nos dá uma breve lembrança de como surgiu o cristianismo no mundo, chegando até os dias de hoje de uma forma clara e resumida

site: http://toninhofotografopedagogo.blogspot.com.br/
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Wilton 29/01/2015

O autor tratou o complexo tema do cristianismo com distanciamento e imparcialidade. Soube situar os sucessos e os reveses da crença baseado em fatos muito bem contextualizados. A obra é amparada por extensa bibliografia. O Professor Geoffrey Blainei humanizou a aridez da narração contando episódios interessantes e traçando a biografia de personagens importantes do mundo religioso e político. Merece as cinco estrelas.
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Ana Caroline 13/11/2014

Tendencioso, não gostei muito. Mas tem bastante fatos históricos.
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Valtair 25/01/2014

É ... O Livro é exatamente o que eu imaginei , bem o lado histórico da coisa ! Só não entendi porque o autor chamou muitas igrejas protestantes de seita ! Se bem que para o catolicismo romano todas igrejas protestantes são consideradas como seitas , o que não é verdade ! Mas legal ! Valeu a pena !
Alex 24/11/2015minha estante
Segundo o dicionário:

seita
sf (lat secta) 1 ant Qualquer escola filosófica, cujas doutrinas ou métodos divergiam dos seguidos geralmente.




Cleuza 22/01/2014

História da igreja católica
O livro trata basicamente da história da igreja católica. Tudo bem que a igreja católica é realmente uma das principais referências religiosas. Porém, o autor vai bem fundo no detalhamento de fatos e personagens específicos do catolicismo e passa bem superficialmente por fatos e personagens importantes de outras religiões cristãs, as quais ele chama de "seitas".

No final, ele se desculpa pelos erros... De fato, talvez tenha faltado uma leitura mais cuidadosa... da Bíblia! Assim, ele não cometeria equívocos como este:
"Segundo Thomas Chalmers, "só se vive uma vida plena quando se aceita totalmente Cristo como salvador."

Segundo Chalmers??? Ou segundo o próprio Jesus???

O autor faz um convite à reflexão, dizendo que "o indivíduo tem o direito de dizer que não acredita em Deus. Mas calar-se e fugir à discussão sobre a natureza humana que cerca todo o conceito de "Deus" é não perceber por que o cristianismo faz tanta gente pensar há tanto tempo."

Assim, para quem gosta e deseja entender as raízes da igreja católica, é um bom livro.
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Lampião Letrado 17/07/2013

Cuidado, terreno instável!
Tecnicamente, um livro chato pra quem não gosta de Datas, Locais, Nomes e mais nomes - eu gosto e engulo fácil.
Historicamente, um livro repleto de mocinhos e vilões, fatos, planos, mudanças e desfechos.
Em se tratando dos personagens, encontrei só dois: Deus x Homem. Sim, basicamente a história do cristianismo - como mostra o livro - é baseada no que Deus disse, e em carne fez pelo Filho; do outro lado o que o Homem entendeu e o que fez achando que estava ajudando, coisa que somos especialistas, querendo sempre melhorar aquilo que Deus deixou sob a nossa responsabilidade.
Cito iluminados e bem-aventurados citados no livro, como Sto Agostinho e São Francisco de Assis.
O livro só detalha os fatos - sem puxar sardinha pra ninguém -, mas eu ficava furioso com as bárbáries - físicas, espirituais e ideológicas - feitas em nome de Deus e de Cristo, que causou o grande caos segregacionista que vemos hoje.
Um livro simplesmente fundamental, pra qualquer religioso, historiador ou sociólogo.
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Ana 27/05/2013

Uma investigação imparcial.
Leia a resenha em nosso blog:

Meu Livro na Bolsa

Acesse http://meulivronabolsa.blogspot.com.br/2013/05/titulo-historia-docristianismo-uma.html

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Erikson 21/05/2013

Leitura bem fácil, tranquila e acessível. Apesar de ser um tanto superficial por não falar muito sobre alguns pontos relevantes.

Conta de forma bem imparcial a história do cristianismo até os dias de hoje e faz um resumo das várias seitas e religiões derivadas do mesmo, além de trazer vários fatos e curiosidades sobre as mesmas e seus principais personagens.

"Até o século 20, mais horas de estudo foram dedicadas à vida de Jesus do que à Física, à Química e talvez todas as ciências combinadas"

"É provável que a expansão do cristianismo tenha sido favorecida por um fator inesperado: As epidemias."

"Até alguns papas tiveram filho ilegítimos."

"Um livro de 200 páginas precisava da pele de cerca de oitenta animais nos primeiros séculos"

"Entre os séculos sétimo e décimo, as forças do islã capturaram mais da metade de todos os territórios cristãos do Europa e da Ásia".

"A reforma lançou algumas sementes da democracia moderna"

"É tal o prestígio da ciência atualmente, que suas falhas foram esquecidas, enquanto os equívocos dos líderes cristãos são contados e recontados"

"Em 1900, pregadores e professores cristãos tinha alcançado quase todos os territórios habitados do mundo"

"O cristianismo é uma das coisas mais odiosas da face da Terra" Lenin

"Por influência do rádio e da televisão, muita gente se sentia mais inclinada a tomar um refrigerante do que a receber a santa comunhão"

"Em 1900, ninguém poderia prever o rápido declínio da Europa como coração do cristianismo"

"O cristianismo vai morrer, vai encolher e desaparecer. Hoje somos mais famosos que Jesus Cristo" John Lennon

"É notável como um homem que viveu há dois mil anos, não ocupou cargo público, e nunca visitou um lugar que ficasse a mais de dois dias a pé de distância do local onde nasceu, possa ter exercido tanta influência"

"O cristianismo está em declínio nas nações mais prósperas, mais instruídas e mais materialistas, mas não em todos os lugares"
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Targino 28/04/2013

Uma breve mesmo!
Até a parte que ele fala de Martin Luther é excelente, após isso fica um pouco tanto quanto muito chato só melhora quando ele fala do Papa João Paulo II.
Mas é uma ótima literatura muito essencial para o conhecimento sobre religião independente de qualquer 'seita' ramo do cristianismo.
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Kah 30/01/2013

Para quem se interessa por religião.....
Para quem se interessa por religião, é um bom começo. Ele explica toda a história do cristianismo (na minha opinião faltam algumas vertentes do cristianismo), mas sem se aprofundar muito. Ás vezes, ficava com a sensação, de "quero mais", pois começa, uma história, mas não se aprofundava tanto. Mas enfim,para quem quer ter um bom início com a história do cristianismo, este é um livro que recomendo.
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Philipe 18/01/2013

Toscamente parcial
Apesar de afirmar se posicionar nas páginas iniciais em uma postura imparcial, não é isso que se observa ao longo do livro.
Até mesmo as cruzadas são consideradas "historicamente injustiçadas" pelo autor, pelo seguinte motivo: "as cruzadas recuperaram apenas uma parte do território que tinha sido tomado pelas forças do islã".
Não encontrei qualquer crítica à cegueira que a religião impõe às pessoas. O autor escolhe deliberadamente apenas o que há de positivo e favorável ao cristianismo para desenvolver a obra.
Um outro fato que me chocou foi a inexistência de notas de rodapé e citações fundamentadas. O autor realmente espera que o leitor se curve à sua autoridade e aceite tudo aquilo que diz? Tudo deveria ser baseado em fontes confiáveis e transparentes ao leitor.
Me decepcionei.
MARIO 11/03/2016minha estante
O fato dele não ter falado aquilo que você esperava, não significa que não foi imparcial.




Dexter 23/11/2012

Um documentario bem elaborado abrangendo um tema questionador, que conta a historia do cristianismo desde Jesus até os dias de hoje de um forma bem explicada.

Minha Nota: O Historiador Geoffrey Blainey aborda este tema critico de forma, que quando chegamos a ultima pagina ficamos sem nenhuma duvida.
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