Baudolino

Baudolino Umberto Eco




Resenhas - Baudolino


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Biblioteca Álvaro Guerra 01/06/2019

Em seu quarto romance, o autor homenageia o santo protetor de sua cidade natal, Alexandria. A trama é protagonizada por Baudolino - adolescente, criativo e mentiroso que conquista o imperador Federico Barbarossa e se torna seu filho adotivo - e Niceta Coniate, personagem inspirado em um historiador e orador que viveu na corte de Constantinopla.

Livro disponível para empréstimo nas Bibliotecas Municipais de São Paulo. De graça!

site: http://bibliotecacircula.prefeitura.sp.gov.br/pesquisa/isbn/8501060267
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Rieffel 05/06/2018

Devido a um excesso de descrições e muitos adjetivos para um mesmo objeto ou circunstância, as vezes o livro se torna um pouco enfadonho.
Mesmo assim é uma boa aventura e bastante interessante para quem procura enriquecer o vocabulário.
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Simone.Sardinha 18/09/2016

Mundo mágico
Baudolino é um romance histórico, repleto de fantasia em um misto de sonho e realidade.
O livro, escrito pelo escritor italiano Umberto Eco e publicado em 2000, ambienta-se na idade média entre os anos de 1152 e 1204. Nele, Baudolino, protagonista do romance, narra toda sua trajetória de vida ao historiador Nicetas durante a invasão dos bárbaros à Constantinopla.
Baudolino era um grande mentiroso, mas um mentiroso que também tinha coração enorme e usava suas artimanhas para ajudar as pessoas, mesmo que tivesse que contar uma mentirinha só.
Ao longo da história de Baudolino, nos pegamos pensando o que exatamente era verdade e o que era enfeitado e imaginado por ele, afinal, mentiras não faltavam. Porém, não só de mentiras vivia o protagonista, mas também de amor, amizade e lealdade.
A história dá asas a nossa imaginação porque objetivando chegar ao reino de Padre João, Baudolino sai pelo mundo e depara-se com lugares e seres inusitados, chegando inclusive a apaixonar-se por uma Ipásia, ser feminino meio humano e meio carneiro, com a qual inclusive tem um filho. Ciápodes, cinocéfalos, e outros, também fazem parte de sua jornada. Assim como as guerras e brigas por poder, traição e a perda de entres queridos.
De uma forma brilhante, Umberto nos leva a viajar com Baudolino. A forma de dispor os capítulos do livro, de amarrar a história e de descrevê-la em detalhes, nos permite ter uma perfeita visão de onde exatamente ela acontece e nos permite se envolver com os personagens, como se pudéssemos nos transportar para aquele momento. É realmente emocionante!
Vale a pena ser lido, com paciência e atenção!
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Ramon Cristian 18/09/2016

RESENHA DO LIVRO BAUDOLINO DE UMBERTO ECO
Baudolino foi o primeiro livro que li de Umberto Eco, é um livro muito interessante, dá para perceber que foi escrito por uma pessoa muito inteligente e com uma bagagem cultural bem grande.

Li este livro muitos anos atrás, então a história não está muito fresca na minha memória. Foi a partir de Baudolino que consegui ler livros maiores. A história é tão cativante que nem dá desânimo por ele ser de um tamanho maior. O livro é ambientado na Idade Média e conta a história de Baudolino, um jovem viajante que desbrava o mundo por terras desconhecidas e povos com culturas totalmente diferentes. No primeiro capítulo tem uma parte que é escrito em português antigo, achei muito interessante, até para ver a evolução da língua.

Eu gostei deste estilo narrativo de Umberto Eco, pois parece que está conversando com alguém. A linguagem dele é na medida, não é muito simplificado, mas não é complexo demais. Senti uma preocupação com os leitores, sinceramente foi um dos livros mais "inteligentes" que já tive contato.

O livro é baseado nas lendas que se havia sobre o cristianismo na idade média. A saga é em busca do Santo Graal, mesmo quem não gosta muito de histórias cristãs, o livro ainda assim continua acessível a todo tipo de público, pois a história é rica e há vários elementos que aguça a curiosidade.

Baudolino é muito bom em mentiras, e por causa disso sua vida vai ter uma reviravolta, suas doces (perigosas) palavras adoça o coração do Fredrico I. Este rei deu uma ótima educação para o garoto, mas Baudolino se apaixonou pela mulher do Fredrico! A partir daí que começa a aventura, pois ele sai do lugar onde vivia para fugir desse amor e encontra amigos durante a jornada. A partir daí começa as fortes emoções do livro.

site: https://ramoncristian.com/resenha-do-livro-baudolino-de-umberto-eco/
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ElisaCazorla 29/03/2016

Mentir para contar A Verdade
Já ouvi muitas pessoas preocupadas e interessadas em entender as histórias, os princípios e os possíveis ensinamentos que se encontram na bíblia, mas ouvi pouquíssimas pessoas que procuravam jogar luz e entender este livro em si. Um livro que tem sido usado como ferramenta de controle de nações por gerações e gerações.
Baudolino não fala da bíblia, mas fala de como um objeto sem valor pode se transformar numa rara e importantíssima relíquia para ser respeitada, venerada, adorada. Baudolino nos faz pensar sobre como transformamos as várias histórias e crenças em verdades absolutas.
O fanatismo religioso, qualquer que seja (até mesmo quando a política se torna um tipo de religião), é perigosíssimo. Precisamos ter um pensamento mais crítico. Precisamos nos preocupar sim com o explicável e o racional. Nem sempre poderemos encontrar explicações racionais para tudo o que vivemos e sentimos. Mas, nos deixar levar facilmente por contos sobrenaturais e mitologias incríveis sem dar qualquer chance ao debate ou à crítica é mais do que ignorância e ingenuidade, é também muito perigoso.
Para mim, este livro é um convite ao pensamento crítico.
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Rosanateca 17/11/2015

Baudolino
Magistral como toda obra de Umberto Eco, Baudolino trás todo o imaginário da Idade Média. Uma narrativa muito interessante, e ao final ficamos pensando o que é fato e o que não é. Leitores recem-chegados ao universo do autor podem estranhar as citações em latim , as referências históricas, mas nada que impeça a leitura.
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Volnei 30/05/2015

Baudulino
Nesta sua obra Eco faz uma mistura de ficção e realidade com relação aos personagens. O resultado são diversas situações cômicas. Uma narrativa divertida e acessível, tanto para quem busca a erudição de Eco como para quem apenas quer ler uma boa aventura

site: http://toninhofotografopedagogo.blogspot.com.br
ElisaCazorla 09/03/2016minha estante
Sua resenha não explica os motivos de sua nota ter sido baixa. Achei que fosse apontar algumas críticas ou pontos negativos de seu ponto de vista.




CGarrido 29/04/2015

O que posso dizer do livro neste momento: finalmente terminei de lê-lo! Achei que iria ser uma estória bem interessante e de início parecia dinâmico e fluido. Entretanto, um pouco adiante a leitura se tornou arrastada, desgastada e eu pensei em abandonar várias vezes. Terminei aos trancos e barrancos. Como todo livro do autor, a linguagem é rebuscada, e não sei nem o que a tradução fez que algumas palavras não existem no dicionário do Kindle. Não posso negar que existe um enredo. Bem, além disso, eu não sou especialista em "Umberto Eco", mas ele parece aficionado por monges/padres, os títulos "O Nome da Rosa", "O Cemitério de Praga" e "Baudolino", esses são os que eu conheço, possuem este personagem se destacando.
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SakuraUchiha 01/04/2015

Como de costume, Eco lhe garante diversão!
Situado em abril de 1204 na agitada capital do Império Bizantino, Constantinopla, e a Quarta Cruzada está prestes a bater Constantinopla. E há Baudolino, jovem de origem camponesa simples, que é um mentiroso estelar e linguista. Esta aptidão para línguas chama à atenção do Imperador Frederico Barbarossa, que irá mantê-lo por perto. Barbarossa depois envia-o à Paris para estudar, e Baudolino ocupa com caracteres estranhos. Mas logo ele tem um novo objetivo a perseguir: encontrar o Santo Graal e para trazê-lo como um presente para o Preste João, o lendário governante cristão regente sobre o Oriente. E assim o nosso herói vai viajar do Ocidente para o Oriente, finalmente retornando para a sua aldeia natal. Barbarossa se ​​afogou enquanto isso, e Baudolino diz a maioria de sua história para o historiador grego Niketas Choniates.
Boa prosa, personagens fascinantes, uma pitada de história, e uma baciada de fantasia se reúnem nesta novela recontando a busca ao longo da vida de Baudolino, ministro de Frederico Barbarossa e consumado mentiroso.
Como de costume, Eco lhe garante diversão, e isso, em várias línguas. Ele nos guia através de longos discursos filosóficos e tenta puxar a perna do leitor uma vez ou outra. Um livro maravilhoso, inteligente que é de uma leitura muito interessante.
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Camila Faria 08/03/2015

As memórias e aventuras de Baudolino, filho adotivo do imperador Frederico Barba Ruiva e mentiroso por natureza. Uma deliciosa fábula medieval, que mistura narrativa fantástica, mistério e muita aventura. Imperdível para quem é curioso a respeito da Idade Média e do universo (mitológico?) cristão, já que aborda temas como o Santo Graal, por exemplo. E as questões políticas retratadas são super atuais, é bem interessante fazer um paralelo com os dias atuais.

site: http://naomemandeflores.com/os-tres-ultimos-livros-1/
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IvaldoRocha 08/07/2014

Na minha opinião o melhor livro de Umberto Eco que já li no mínimo no mesmo patamar do Nome da Rosa
Como todo livro de Umberto Eco fica fácil perceber o trabalho de pesquisa que deve ter sido realizado. É impressionante como você se deixa levar pelas artimanhas de Baucolino.
O Baudolino apreendendo a mentir é simplesmente impagável. Acrescente sempre alguma coisa de verdade incontestável às suas mentiras, para que ela tenha um ar de credibilidade.
Lembra um pouco a política de hoje.
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Lista de Livros 24/12/2013

Lista de Livros: Baudolino - Umberto Eco
“Mas, afinal, isso tudo é conversa; quando um guerreiro entra numa cidade, não há religião que resista.”
*
“Na juventude temos a inclinação de nos apaixonarmos pelo amor.”
*
“Não há nada mais injusto do que o castigo para o justo que pecou, meus amigos, porque para o pior dos pecadores perdoa-se o último dos pecados, mas ao justo nem sequer o primeiro.”
*
Mais em:

site: http://listadelivros-doney.blogspot.com.br/2010/07/baudolino-umberto-eco.html
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Luciano 07/07/2013

Bom, mas...
Comprei este livro após ter lido O Nome da Rosa.
Me decepcionei um pouco pois o livro apesar de ser bom é difícil de ler. As áridas e detalhadas descrições às vezes quase me fizeram abandonar o livro.
Eco parece querer demonstrar sua erudição e cultura em cada página do livro. Há por exemplo trechos em latim!
Quem leu e gostou de o Nome da Rosa, e espera encontrar neste livro uma história tão boa quanto, pode se decepcionar.

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Elaine P. 21/07/2012

Maravilhosa fábula medieval
"Baudolino" é uma fábula medieval riquíssima, repleta de personagens comuns à literatura da época - de um cuidado e precisão que só Umberto Eco é capaz.

Minha vídeo-resenha: http://youtu.be/B0pTZp7BAXg
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Coruja 07/02/2012

"Basta que seja verdade, e nós o colocaremos", disse Baudolino, "o importante é contar fábulas".
Estive bastante ansiosa para começar este volume – Eco é um dos meus autores favoritos (mais que favorito, se for para ser sincera: ele flutua num patamar acima dos meros mortais...) e eu já tinha ouvido falar muito bem desse específico título.

Em Baudolino, Eco, mais uma vez, tece em torno de nós uma teia que mistura fato e ficção, romance e História, subvertendo esta para inserir seu protagonista, Baudolino, num furacão de guerras, política, conquista, cruzadas... E, num golpe de mestre, nos apresenta essa história contada por um homem que se auto intitula o maior mentiroso do mundo.

Resgatado por nosso herói pícaro em meio à Invasão de Constantinopla perpetrada durante a Quarta Cruzada, em 1204, é o historiador (e prodigioso gourmet) Nicetas Coniates o grande ouvinte de Baudolino. Enquanto aguardam para fugir da cidade (cristã) arrasada pelos cruzados (que supostamente deveriam estar indo para Jerusalém, retira-la da mão dos infiéis...), Baudolino narra para Nicetas suas aventuras e desventuras desde que era um moleque, quando foi adotado pelo Imperador do Sacro Império Germânico Frederico I, o Barba Ruiva até a viagem pelo Oriente em busca do reino do Preste João.

Baudolino é um poeta, um filósofo, alguém com incrível capacidade para aprendizado de línguas (basta ouvir algumas palavras e ele já começa a falar fluentemente), uma imaginação portentosa e um mentiroso de marca maior. Por todas essas qualidades, acaba ficando a seu cargo criar um reino mítico, imaginário, dos confins do Oriente – reino esse que daria legitimidade ao poder de seu pai adotivo frente ao Papa e às sempre beligerantes cidades italianas (não unificadas e sempre dispostas à briga).

É este o reino do Preste João, cujos domínios compreendem quase que o próprio Jardim do Éden, e cujos súditos perpassam todas as raças – de humanos a sátiros, gigantes a criaturas de um pé só e os próprios Reis Magos (e seus corpos são vendidos como relíquias a certa altura da história) do Antigo Testamento.

Mais que isso: ele é o verdadeiro senhor do mítico Santo Graal, perdido no passado, reencontrado por Baudolino, cuja missão de vida se tornará retornar a relíquia em nome de Frederico I ao todo poderoso Preste João.

Em seu caminho são traçadas mil e uma intrigas políticas, surgem amores proibidos, há ataques de mantícoras e quimeras – e vislumbra-se, de longe, o reino mítico tão procurado, tão aguardado. Ao final das contas, a condição de existência do reino do Preste João é simplesmente ter sido ele imaginado por Baudolino e seus amigos.

Este é um tema recorrente nas obras de Eco – a confusão entre ilusão e realidade, proposital ou não, pelos personagens. Em O Pêndulo de Foucalt temos a construção de uma mentira por um grupo de editores que acaba sendo levada a sério demais por seus clientes; no A Ilha do Dia Anterior há um jovem que pode ou não estar alucinando com um duplo, um gêmeo, a quem responsabiliza por todas as suas desgraças.

Creio, contudo, que em nenhum outro de seus livros, Eco tenha levado tão longe essa mistura. Com seus cheiros e texturas próprias, suas criaturas mitológicas e personagens históricos, o mundo que ele cria para Baudolino é complexo, absurdo, maravilhoso - e para nós, um banquete literário.

(resenha originalmente publicada em www.owlsroof.blogspot.com)
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