Baudolino

Baudolino Umberto Eco




Resenhas - Baudolino


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Guilherme 21/06/2020

"... posto que a vida jamais será suficiente para percorrer toda a Terra, não nos resta senão ler todos os livros."
Mas Baudolino percorreu boa parte da Terra, foi adotado por um imperador e viu seres fantásticos. Pelo menos foi o que ele disse. Mas Baudolino segue por uma Terra plana para atravessar um rio impossível e chegar a uma nação que ele próprio criou. Para apreciar uma história de ficção você tem que dar concessões ao autor, entortar a sua realidade para se acomodar a uma outra.

Com exceção a Sherlock Holmes não sou muito fã de histórias de detetive, mas eu acho que Umberto Eco esta entrando para o rol de escritores (por enquanto só 2) que me conquistam com seus mistérios de assassinatos; é mais para o final do livro que aparece esse caso.
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Kika.Bonezzi 17/09/2019

Desafio de leitura - Baudolino
Eu já tinha assistido ao filme O nome da Rosa, baseado no livro dele, mas este foi meu primeiro livro do autor. Meu cunhado me emprestou e já foi logo me avisando que a história era muito doida. Baudolino não só é de ficção histórica, mas é ao mesmo tempo um livro de fantasia. O autor mescla dados históricos da destruição de Constantinopla na época das Cruzadas a lendas e crenças populares da Europa e Ásia dos tempos medievais.
O personagem principal, que dá nome ao livro, é tão inteligente quanto esperto, hábil com idiomas e criativo com invenções nas quais até ele parece acreditar. De campesino ele passa a protegido do imperador Frederico Barbarossa, que o adota e o envia para estudar na universidade em Paris. Lá ele conhece seus companheiros de farra e de aventuras. São eles que vão acompanhá-lo numa aventura épica em busca de uma mentira inventada por ele.
Ao meu ver o fio condutor da história é um estudo filosófico acerca das “verdades” da vida e do universo. Ao longo de toda o livro os encontros de Baudolino e seu bando são pretextos para refletir sobre essas questões fundamentais da existência, ética, justiça, fidelidade, amor.
Durante sua viagem em busca do reino do Preste João encontram os gimnosofistas, filósofos indianos que viviam pacificamente nus no meio da floresta. Algumas das discussões de que mais gostei:
“ ̶ Mas pelo que entendo, praticais o amor e o respeito recíproco, não matais animais, nem tampouco vossos semelhantes. Segundo qual mandamento o fazeis?
̶ Nós o fazemos justamente para compensar a ausência de qualquer mandamento. Somente praticando e ensinando o bem podemos consolar nossos semelhantes pela falta de um Pai.”
“ ̶ Qual é o mais feroz dos animais?
̶ O homem.
̶ Por quê?
̶ Pergunta a ti mesmo. És também uma fera que tem em si mesma outras feras e por desejo de poder quer tirar a vida de todas as outras feras."
Por outro lado, eu percebi que não tenho muita paciência com descrições longas de batalhas ou cenários mirabolantes. Na verdade, quando li Senhor dos Aneis já tive dificuldade em avançar na leitura desses trechos e agora pude confirmar que realmente esse não é meu estilo de leitura preferido, por mais que seja bem escrito, criativo e original.
Também achei interessante observar o grau de detalhes das referências históricas com as quais fui aprendendo e relembrando fatos estudados há muito tempo. Da mesma forma, admiro o estudo feito pelo tradutor, Marco Lucchesi, para ser fiel à obra original. Em geral não nos damos muita conta, lendo um livro estrangeiro traduzido para o português, do trabalho que tem o tradutor, não simplesmente em traduzir a obra, mas em reescrevê-la, guardando o tom literário dado pelo autor e mantendo-se fiel à intenção do autor em cada frase. Sobre traduções e a proliferação de más traduções e anglicismos na nossa língua, vale a pena ler o artigo de Juliana Cunha.
Baudolino é uma leitura que vale a pena, é um aprendizado e uma diversão ao mesmo tempo. Vou incluir outros títulos de Eco nas minhas próximas listas, com certeza.

site: https://medium.com/@kikabonezzi
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Biblioteca Álvaro Guerra 01/06/2019

Em seu quarto romance, o autor homenageia o santo protetor de sua cidade natal, Alexandria. A trama é protagonizada por Baudolino - adolescente, criativo e mentiroso que conquista o imperador Federico Barbarossa e se torna seu filho adotivo - e Niceta Coniate, personagem inspirado em um historiador e orador que viveu na corte de Constantinopla.

Livro disponível para empréstimo nas Bibliotecas Municipais de São Paulo. De graça!

site: http://bibliotecacircula.prefeitura.sp.gov.br/pesquisa/isbn/8501060267
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JRieffel 05/06/2018

Devido a um excesso de descrições e muitos adjetivos para um mesmo objeto ou circunstância, as vezes o livro se torna um pouco enfadonho.
Mesmo assim é uma boa aventura e bastante interessante para quem procura enriquecer o vocabulário.
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Simone.Sardinha 18/09/2016

Mundo mágico
Baudolino é um romance histórico, repleto de fantasia em um misto de sonho e realidade.
O livro, escrito pelo escritor italiano Umberto Eco e publicado em 2000, ambienta-se na idade média entre os anos de 1152 e 1204. Nele, Baudolino, protagonista do romance, narra toda sua trajetória de vida ao historiador Nicetas durante a invasão dos bárbaros à Constantinopla.
Baudolino era um grande mentiroso, mas um mentiroso que também tinha coração enorme e usava suas artimanhas para ajudar as pessoas, mesmo que tivesse que contar uma mentirinha só.
Ao longo da história de Baudolino, nos pegamos pensando o que exatamente era verdade e o que era enfeitado e imaginado por ele, afinal, mentiras não faltavam. Porém, não só de mentiras vivia o protagonista, mas também de amor, amizade e lealdade.
A história dá asas a nossa imaginação porque objetivando chegar ao reino de Padre João, Baudolino sai pelo mundo e depara-se com lugares e seres inusitados, chegando inclusive a apaixonar-se por uma Ipásia, ser feminino meio humano e meio carneiro, com a qual inclusive tem um filho. Ciápodes, cinocéfalos, e outros, também fazem parte de sua jornada. Assim como as guerras e brigas por poder, traição e a perda de entres queridos.
De uma forma brilhante, Umberto nos leva a viajar com Baudolino. A forma de dispor os capítulos do livro, de amarrar a história e de descrevê-la em detalhes, nos permite ter uma perfeita visão de onde exatamente ela acontece e nos permite se envolver com os personagens, como se pudéssemos nos transportar para aquele momento. É realmente emocionante!
Vale a pena ser lido, com paciência e atenção!
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ElisaCazorla 29/03/2016

Mentir para contar A Verdade
Já ouvi muitas pessoas preocupadas e interessadas em entender as histórias, os princípios e os possíveis ensinamentos que se encontram na bíblia, mas ouvi pouquíssimas pessoas que procuravam jogar luz e entender este livro em si. Um livro que tem sido usado como ferramenta de controle de nações por gerações e gerações.
Baudolino não fala da bíblia, mas fala de como um objeto sem valor pode se transformar numa rara e importantíssima relíquia para ser respeitada, venerada, adorada. Baudolino nos faz pensar sobre como transformamos as várias histórias e crenças em verdades absolutas.
O fanatismo religioso, qualquer que seja (até mesmo quando a política se torna um tipo de religião), é perigosíssimo. Precisamos ter um pensamento mais crítico. Precisamos nos preocupar sim com o explicável e o racional. Nem sempre poderemos encontrar explicações racionais para tudo o que vivemos e sentimos. Mas, nos deixar levar facilmente por contos sobrenaturais e mitologias incríveis sem dar qualquer chance ao debate ou à crítica é mais do que ignorância e ingenuidade, é também muito perigoso.
Para mim, este livro é um convite ao pensamento crítico.
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Rosanateca 17/11/2015

Baudolino
Magistral como toda obra de Umberto Eco, Baudolino trás todo o imaginário da Idade Média. Uma narrativa muito interessante, e ao final ficamos pensando o que é fato e o que não é. Leitores recem-chegados ao universo do autor podem estranhar as citações em latim , as referências históricas, mas nada que impeça a leitura.
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Volnei 30/05/2015

Baudulino
Nesta sua obra Eco faz uma mistura de ficção e realidade com relação aos personagens. O resultado são diversas situações cômicas. Uma narrativa divertida e acessível, tanto para quem busca a erudição de Eco como para quem apenas quer ler uma boa aventura

site: http://toninhofotografopedagogo.blogspot.com.br
ElisaCazorla 09/03/2016minha estante
Sua resenha não explica os motivos de sua nota ter sido baixa. Achei que fosse apontar algumas críticas ou pontos negativos de seu ponto de vista.




CGarrido 29/04/2015

O que posso dizer do livro neste momento: finalmente terminei de lê-lo! Achei que iria ser uma estória bem interessante e de início parecia dinâmico e fluido. Entretanto, um pouco adiante a leitura se tornou arrastada, desgastada e eu pensei em abandonar várias vezes. Terminei aos trancos e barrancos. Como todo livro do autor, a linguagem é rebuscada, e não sei nem o que a tradução fez que algumas palavras não existem no dicionário do Kindle. Não posso negar que existe um enredo. Bem, além disso, eu não sou especialista em "Umberto Eco", mas ele parece aficionado por monges/padres, os títulos "O Nome da Rosa", "O Cemitério de Praga" e "Baudolino", esses são os que eu conheço, possuem este personagem se destacando.
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SakuraUchiha 01/04/2015

Como de costume, Eco lhe garante diversão!
Situado em abril de 1204 na agitada capital do Império Bizantino, Constantinopla, e a Quarta Cruzada está prestes a bater Constantinopla. E há Baudolino, jovem de origem camponesa simples, que é um mentiroso estelar e linguista. Esta aptidão para línguas chama à atenção do Imperador Frederico Barbarossa, que irá mantê-lo por perto. Barbarossa depois envia-o à Paris para estudar, e Baudolino ocupa com caracteres estranhos. Mas logo ele tem um novo objetivo a perseguir: encontrar o Santo Graal e para trazê-lo como um presente para o Preste João, o lendário governante cristão regente sobre o Oriente. E assim o nosso herói vai viajar do Ocidente para o Oriente, finalmente retornando para a sua aldeia natal. Barbarossa se ​​afogou enquanto isso, e Baudolino diz a maioria de sua história para o historiador grego Niketas Choniates.
Boa prosa, personagens fascinantes, uma pitada de história, e uma baciada de fantasia se reúnem nesta novela recontando a busca ao longo da vida de Baudolino, ministro de Frederico Barbarossa e consumado mentiroso.
Como de costume, Eco lhe garante diversão, e isso, em várias línguas. Ele nos guia através de longos discursos filosóficos e tenta puxar a perna do leitor uma vez ou outra. Um livro maravilhoso, inteligente que é de uma leitura muito interessante.
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Camila Faria 08/03/2015

As memórias e aventuras de Baudolino, filho adotivo do imperador Frederico Barba Ruiva e mentiroso por natureza. Uma deliciosa fábula medieval, que mistura narrativa fantástica, mistério e muita aventura. Imperdível para quem é curioso a respeito da Idade Média e do universo (mitológico?) cristão, já que aborda temas como o Santo Graal, por exemplo. E as questões políticas retratadas são super atuais, é bem interessante fazer um paralelo com os dias atuais.

site: http://naomemandeflores.com/os-tres-ultimos-livros-1/
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IvaldoRocha 08/07/2014

Na minha opinião o melhor livro de Umberto Eco que já li no mínimo no mesmo patamar do Nome da Rosa
Como todo livro de Umberto Eco fica fácil perceber o trabalho de pesquisa que deve ter sido realizado. É impressionante como você se deixa levar pelas artimanhas de Baucolino.
O Baudolino apreendendo a mentir é simplesmente impagável. Acrescente sempre alguma coisa de verdade incontestável às suas mentiras, para que ela tenha um ar de credibilidade.
Lembra um pouco a política de hoje.
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Lista de Livros 24/12/2013

Lista de Livros: Baudolino - Umberto Eco
“Mas, afinal, isso tudo é conversa; quando um guerreiro entra numa cidade, não há religião que resista.”
*
“Na juventude temos a inclinação de nos apaixonarmos pelo amor.”
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“Não há nada mais injusto do que o castigo para o justo que pecou, meus amigos, porque para o pior dos pecadores perdoa-se o último dos pecados, mas ao justo nem sequer o primeiro.”
*
Mais em:

site: http://listadelivros-doney.blogspot.com.br/2010/07/baudolino-umberto-eco.html
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Luciano 07/07/2013

Bom, mas...
Comprei este livro após ter lido O Nome da Rosa.
Me decepcionei um pouco pois o livro apesar de ser bom é difícil de ler. As áridas e detalhadas descrições às vezes quase me fizeram abandonar o livro.
Eco parece querer demonstrar sua erudição e cultura em cada página do livro. Há por exemplo trechos em latim!
Quem leu e gostou de o Nome da Rosa, e espera encontrar neste livro uma história tão boa quanto, pode se decepcionar.

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Elaine P. 21/07/2012

Maravilhosa fábula medieval
"Baudolino" é uma fábula medieval riquíssima, repleta de personagens comuns à literatura da época - de um cuidado e precisão que só Umberto Eco é capaz.

Minha vídeo-resenha: http://youtu.be/B0pTZp7BAXg
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