Baudolino

Baudolino Umberto Eco




Resenhas - Baudolino


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Núbia Esther 02/03/2009

Desde que foi lançado em 2001, aquele a que muitos denominaram ser o tão esperado romance de Umberto Eco, fiquei com vontade de lê-lo. Por vários acasos do destino, destes para os quais certamente não buscamos explicações, não o li naquele ano nem nos subseqüentes. Para ser mais precisa, acabei de lê-lo ontem, dia primeiro de março de 2009. Oito anos depois.
De certa forma, só tenho que agradecer aos acasos que não me permitiram ler esta obra antes. Foi melhor assim. Como já disse (escrevi) em um fórum que participo: "A obra de Eco não teria tanto ‘eco’ se tivesse sido lida quando ainda estava no Ensino Médio". Faltava vivência, conhecimento, leitura. Sem os conhecimentos prévios acerca de determinados assuntos a história de Baudolino seria só palavras ordenadas ao acaso.
Bem, se já ouvistes falar em: traducianismo biogeográfico baseado na ocorrência do Dilúvio, surgimento de novas espécies a partir da Arca de Noé, pangênese e herança de caracteres adquiridos, antípodas, idéias sobre o paraíso terrestre ser um lugar efetivamente material e ser protegido por acidentes geográficos, patrística grega e latina, o mito de babel, Renascimento, a prensa de Gutenberg e a disseminação do livro - o que acabou por suscitar a realização de novas expedições ao Oriente, as várias crenças sobre o formato da Terra - esférica, plana ou em forma de tabernáculo?, e o mito de Atlântida só para citar alguns dos temas que de forma direta ou na maioria das vezes indiretamente são retratados por Eco. Lerás as histórias de Baudolino a admirarás o arcabouço de temas que Eco reuniu para dar mais veracidade a sua obra.
Baudolino é uma obra-prima, ao se ler a sinopse têm-se a impressão de que estamos para iniciar a leitura de aventuras constantes e inenarráveis, as quais na maioria das vezes são pautadas de muitas guerras e romances. Sinto informa-lhe, mas não é isso que te espera. Então poderás se perguntar: “Serás então a narrativa de aventuras ‘sem-graça’, guerras imaginárias e romances inexistentes?” Muito pelo contrário, as aventuras apesar de em sua maioria não serem épicas são constantes – o cotidiano de Baudolino nada tem de cotidiano e suas aventuras só não são inenarráveis porque como exímio mentiroso que ele é a tarefa de narrar o impossível é brincadeira de criança. E as guerras? São de verdade e como todas as guerras verdadeiras são palcos de muitas mortes, mas nosso herói, anti-herói ou o que queiram lhe denominar as abomina e de muitas faz de tudo para livrar os envolvidos através de ardis criativos. Romances inexistentes? Aqui acertastes, a obra é pautada de romances inexistentes, mas como o Baudolino adorava dizer: “A fé torna verdadeira as coisas...” Portanto, não se assustes se de repente deparar-se com situações inacreditáveis e seres impossíveis a fé de Baudolino fez milagres em suas histórias...
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Rick-a-book 30/10/2009

Verdade, mentira, o contrário deles e o que está entre eles.
Publicado em 2000, "Baudolino" é ambientado na Idade Média entre os anos de 1152 e 1204. Nesta obra, Baudolino, um homem que se intitula "o maior mentiroso do mundo inteiro", conta seus feitos ao historiador Nicetas Coniates, da cidade de constantinopla, durante os ataques sofridos por ocasião da quarta cruzada.

Baudolino narra sua aventura picaresca: ainda jovem, é adotado por Frederico I, o Barba Ruiva, Sacro Imperador do Império Romano, de quem aprende a língua alemã e é levado para seu castelo, onde aprende latim e política, principalmente sobre as disputas de poder que assolam o norte daquela que viria a ser a Itália. Mais tarde é enviado para Paris para estudar e ali conhece seus amigos e companheiros de aventuras: o Poeta, Robert de Boron e Kyot. Juntos, descobrem a "existência" da terra do Preste João e decidem se lançar em busca desse paraíso terrestre.

O desenrolar da trama é preenchido de feitos de íntima relação com mitos inverossímeis nos dias de hoje, porém de ampla divulgação à época, e acontecimentos históricos, entre guerras e uma viagem a um mítico oriente, um mundo apenas imaginado.

Umberto Eco brinca com nosso conceito de verdade e mentira, fato histórico e mero acontecimento cotidiano, nossas noções de linguagem e compreensão cultural, nos levando para uma época de limites territoriais inexistentes em que terras e mares misteriosos e mesmo imaginários faziam parte de projetos de expansão territorial, aumento de poder religioso e comercial, alimentando ambições e cobiça de governos, negociantes, intelectuais e aventureiros, como Baudolino e seus amigos.
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André Siqueira 25/03/2021

Baudolino
É difícil escrever sobre Eco. Essa síntese de eruditismo com senso comum é tão rara que temo a confundir com uma espécie de complexo de superioridade. Mas não, não é isso. Longe, Eco é apenas ele mesmo nesse palimpsesto louco que mistura eruditismo, uma pesquisa extremamente focada em detalhes sórdidos sem coerência aparente e os pequenos absurdos desconexos do dia a dia.
O que os conecta é sua criatividade.
Não espere um texto fácil, Eco não pretende ser fácil e não esconde suas intenções. Mas, de um ponto de vista pessoal, piadas escatológicas vão te pegar de surpresa no meio de discussões teológicas que marcaram gerações e ditaram o rumo da história européia durante séculos,e isso não só me aliviou o peso da densa leitura como também me fez cair na risada com frequência.
Os momentos icônicos são muitos e tão diversificados quanto os reveses que Baudolino enfrenta, partindo de uma pobre vila camponesa e “adotado” por um rei; grande parte de sua vida e imaginação é dedicada a descoberta do mítico Preste João e seu reino, último baluarte cristão no Oriente e verdadeiro monarca exemplar, tábua de salvação da cristandade e seus valores.
A última camada de densidade textual vem anunciada: é tudo mentira, ilusão, falácia e diversão. Parece óbvio - afinal é uma ficção histórica com quase 800 anos de distância entre o acontecido e a produção textual - mas a declaração é, por si só, suficiente para transformar a mensagem de puro absurdo literário em metáfora da realidade.
Ao tornar Baudolino um mentiroso notável a dúvida se instaura na mente daquele que aprecia a obra e a sensação de perdição é deliciosa, não sei vocês mas eu lia não para desvendar o enredo, mas para ver até onde ia sua imaginação, “que tipo de absurdos me esperam nas próximas quinze páginas?” e esse tipo de motivação é raro, um sopro de boa literatura.
Linharesmaia 25/03/2021minha estante
Ótima resenha.
Conheço pouco a literatura de Eco (li apenas O Nome da Rosa- talvez sua obra mais conhecida).
Alguma recomendação para quem quer se aprofundar no autor?


André Siqueira 25/03/2021minha estante
Eu sou suspeito, curto quase tudo dele.
Meu favorito é "a ilha do dia anterior", eu tive crise de riso no meio do livro, daquelas de passar mal e chorar.
Se você está mais interessado em teoria de comunicação mesclado com romance e sente uma raiva tremenda dos meios de comunicação vai pro "Numero zero".
"História da feiura" é muitoooooo bom, mas é acadêmico, tem aquela sensação mais truncada mas ainda é genial.
Olhei tua estante rapidinho aqui é vou apostar em "Numero Zero". Acho que vai gostar =)


Linharesmaia 25/03/2021minha estante
Grato pela dica, amigo!
Já dei um print na conversa pra pesquisar mais a respeito dos livros !!!
;)




FEbbem 20/11/2009

Baudolino
ATE QUE PONTO UMA MENTIRA É SAUDÁVEL? MESMO, AS CORRIQUEIRAS, CONTADAS NO DIA A DIA; MESMO AQUELAS, SEM MALDADE, USADAS APENAS PARA BONS FINS!
SERÁ A MENTIRA DE TODA RUIM? OU HÁ MOMENTOS EM QUE ELA SE FAZ BENÉVOLA?
EM BAUDOLINO; UMBERTO ECO, DEIXA ESSA QUESTÃO NO AR E NOS REMETE A REFLETIR, SOBRE AS CONSEQÜÊNCIAS DE UMA, OU MAIS MENTIRA.
BAUDOLINO QUE VIVE A MENTIRA PARA AGRADAR AS PESSOAS, ACABA PRESO A SUAS PRÓPRIAS AMARRAS QUANDO SE DEPARA COM O PIOR DOS PESARES, EM SUAS MÃOS – A MORTE DE SEU PAI!
UMA COISA É CERTA, FÁCIL NESTE MUNDO SÓ MESMO AMASSAR MINHOCA E MORDER ÁGUA, PORQUE TANTO A MENTIRA QUANTO A VERDADE SÃO COMPLICADAS DE SEREM PRESTADAS.
A VERDADE POR SI SÓ JÁ É UMA DIFICULDADE, ORA POR SUAS CONSEQÜÊNCIAS ORA PELO NOSSO PUDOR DE ASSUMIR O ERRO, SERIA ALGO COMO BOTAR O DEDO NA PRÓPRIA FERIDA E ASSINAR ATESTADO DE INCOMPETÊNCIA.
JÁ A MENTIRA É POUCO MAIS COMPLEXA, MESMO QUE A PRIMEIRO MOMENTO ELA PAREÇA O MELHOR A SER FEITO, O INDIVIDUO DEVE TER ASTÚCIA E SAGACIDADE PARA MANTÊ-LA, MESMO PORQUE ELA TOMA DIMENSÕES IMENSURÁVEIS ATÉ CHEGAR A TAL PONTO EM QUE SE PASSA A VIVER UM CONTO DE FADAS. O SUJEITO TEM QUE SER UM GÊNIO, UM MESTRE DOTADO DE EXTREMA SAPIÊNCIA.
SE LEVARMOS EM CONSIDERAÇÃO OS DADOS QUE INDICAM OS HOMENS COMO OS SERES QUE MAIS FAZEM DA MENTIRA SEU SUBTERFÚGIO (ADVOGADOS, CONTADORES E JUIZES DE FUTEBOL NÃO FORAM ENTREVISTADOS) ISSO NÃO SERÁ CAUSA GANHA E MUITO MENOS JUSTA. MELHOR NÃO CONSIDERARMOS.
CASO ISSO NÃO ACONTEÇA, O ELEMENTO PERDE TOTAL CREDIBILIDADE E PODE TROCAR O SEU NOME DE JOSÉ NÃO SEI DAS QUANTAS PARA O SIMPLES E NOTÓRIO: BAUDOLINO.
NÃO GOSTO E NEM QUERO TOMAR PARTIDO DE NENHUMA, MESMO PORQUE GOSTO DAS DUAS E FAÇO O BOM USO DE AMBAS NO MEU DIA A DIA, MAS ACREDITO QUE A VERDADE É O CAMINHO MAIS CURTO, O QUE NÃO QUER DIZER MENOS SINUOSO, A MENTIRA SÓ DEVE SER USADO EM CASOS EXTREMOS, COMO CHEGAR EM CASA DEPOIS DAS DEZ, COM O HÁLITO DE WHISKY DE SEGUNDA E CIGARRO BARATO.
UMA BOA MENTIRA: - “MAS É CLARO QUE ERA UMA REUNIÃO DE NEGÓCIOS”.
UMBERTO ECO, ALEM DE CONSEGUIR, (E EU AGRADEÇO MUITO A ELE POR ISSO) NOS DEIXAR ESSA DUVIDA, INQUIETANTE SE DEVEMOS SER OU NÃO SINCEROS, CONSEGUE TAMBÉM MANTER A LINHA DO DIALOGO DE UMA FORMA COESA E INTRIGANTE; UTILIZANDO O SURREALISMO DE FORMA SUTIL E ENCANTADORA.
É DE FATO UMA OBRA DE UM GÊNIO, UM PERFEITO MENTIROSO, COMO TODO ESCRITOR DEVE O SER, E ANTES DE TERMINAR, ME, ME LEMBREI DE OUTRA COISA QUE TAMBÉM É MUITO FÁCIL DE FAZER.
EMPURRAR BÊBADO EM LADEIRA...
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Coruja 07/02/2012

"Basta que seja verdade, e nós o colocaremos", disse Baudolino, "o importante é contar fábulas".
Estive bastante ansiosa para começar este volume – Eco é um dos meus autores favoritos (mais que favorito, se for para ser sincera: ele flutua num patamar acima dos meros mortais...) e eu já tinha ouvido falar muito bem desse específico título.

Em Baudolino, Eco, mais uma vez, tece em torno de nós uma teia que mistura fato e ficção, romance e História, subvertendo esta para inserir seu protagonista, Baudolino, num furacão de guerras, política, conquista, cruzadas... E, num golpe de mestre, nos apresenta essa história contada por um homem que se auto intitula o maior mentiroso do mundo.

Resgatado por nosso herói pícaro em meio à Invasão de Constantinopla perpetrada durante a Quarta Cruzada, em 1204, é o historiador (e prodigioso gourmet) Nicetas Coniates o grande ouvinte de Baudolino. Enquanto aguardam para fugir da cidade (cristã) arrasada pelos cruzados (que supostamente deveriam estar indo para Jerusalém, retira-la da mão dos infiéis...), Baudolino narra para Nicetas suas aventuras e desventuras desde que era um moleque, quando foi adotado pelo Imperador do Sacro Império Germânico Frederico I, o Barba Ruiva até a viagem pelo Oriente em busca do reino do Preste João.

Baudolino é um poeta, um filósofo, alguém com incrível capacidade para aprendizado de línguas (basta ouvir algumas palavras e ele já começa a falar fluentemente), uma imaginação portentosa e um mentiroso de marca maior. Por todas essas qualidades, acaba ficando a seu cargo criar um reino mítico, imaginário, dos confins do Oriente – reino esse que daria legitimidade ao poder de seu pai adotivo frente ao Papa e às sempre beligerantes cidades italianas (não unificadas e sempre dispostas à briga).

É este o reino do Preste João, cujos domínios compreendem quase que o próprio Jardim do Éden, e cujos súditos perpassam todas as raças – de humanos a sátiros, gigantes a criaturas de um pé só e os próprios Reis Magos (e seus corpos são vendidos como relíquias a certa altura da história) do Antigo Testamento.

Mais que isso: ele é o verdadeiro senhor do mítico Santo Graal, perdido no passado, reencontrado por Baudolino, cuja missão de vida se tornará retornar a relíquia em nome de Frederico I ao todo poderoso Preste João.

Em seu caminho são traçadas mil e uma intrigas políticas, surgem amores proibidos, há ataques de mantícoras e quimeras – e vislumbra-se, de longe, o reino mítico tão procurado, tão aguardado. Ao final das contas, a condição de existência do reino do Preste João é simplesmente ter sido ele imaginado por Baudolino e seus amigos.

Este é um tema recorrente nas obras de Eco – a confusão entre ilusão e realidade, proposital ou não, pelos personagens. Em O Pêndulo de Foucalt temos a construção de uma mentira por um grupo de editores que acaba sendo levada a sério demais por seus clientes; no A Ilha do Dia Anterior há um jovem que pode ou não estar alucinando com um duplo, um gêmeo, a quem responsabiliza por todas as suas desgraças.

Creio, contudo, que em nenhum outro de seus livros, Eco tenha levado tão longe essa mistura. Com seus cheiros e texturas próprias, suas criaturas mitológicas e personagens históricos, o mundo que ele cria para Baudolino é complexo, absurdo, maravilhoso - e para nós, um banquete literário.

(resenha originalmente publicada em www.owlsroof.blogspot.com)
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Guilherme 21/06/2020

"... posto que a vida jamais será suficiente para percorrer toda a Terra, não nos resta senão ler todos os livros."
Mas Baudolino percorreu boa parte da Terra, foi adotado por um imperador e viu seres fantásticos. Pelo menos foi o que ele disse. Mas Baudolino segue por uma Terra plana para atravessar um rio impossível e chegar a uma nação que ele próprio criou. Para apreciar uma história de ficção você tem que dar concessões ao autor, entortar a sua realidade para se acomodar a uma outra.

Com exceção a Sherlock Holmes não sou muito fã de histórias de detetive, mas eu acho que Umberto Eco esta entrando para o rol de escritores (por enquanto só 2) que me conquistam com seus mistérios de assassinatos; é mais para o final do livro que aparece esse caso.
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SakuraUchiha 01/04/2015

Como de costume, Eco lhe garante diversão!
Situado em abril de 1204 na agitada capital do Império Bizantino, Constantinopla, e a Quarta Cruzada está prestes a bater Constantinopla. E há Baudolino, jovem de origem camponesa simples, que é um mentiroso estelar e linguista. Esta aptidão para línguas chama à atenção do Imperador Frederico Barbarossa, que irá mantê-lo por perto. Barbarossa depois envia-o à Paris para estudar, e Baudolino ocupa com caracteres estranhos. Mas logo ele tem um novo objetivo a perseguir: encontrar o Santo Graal e para trazê-lo como um presente para o Preste João, o lendário governante cristão regente sobre o Oriente. E assim o nosso herói vai viajar do Ocidente para o Oriente, finalmente retornando para a sua aldeia natal. Barbarossa se ​​afogou enquanto isso, e Baudolino diz a maioria de sua história para o historiador grego Niketas Choniates.
Boa prosa, personagens fascinantes, uma pitada de história, e uma baciada de fantasia se reúnem nesta novela recontando a busca ao longo da vida de Baudolino, ministro de Frederico Barbarossa e consumado mentiroso.
Como de costume, Eco lhe garante diversão, e isso, em várias línguas. Ele nos guia através de longos discursos filosóficos e tenta puxar a perna do leitor uma vez ou outra. Um livro maravilhoso, inteligente que é de uma leitura muito interessante.
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Edubrandao 24/06/2009

Uma verdadeira obra prima
Baudolino é um dos livros que não canso nunca de reler. É um livro complexo, cheio de idéias e conceitos, e que além disso consegue reunir comédia, romance, ação e suspense na mesma trama.

A História é recontada, parodiada, tendo em diversos eventos importantíssimos a influência direta de Baudolino, um gaoroto mentiroso da Fraschetta, adotado pelo imperador.

Além das curiosidades históricas, o livro disserta sobre diversos temas, como o amor platônico que Baudolino sentia pela madrasta; diversas heresias que a Igreja Católica condenou e são abordadas de maneira brilhante no livro; a própria natureza de Deus e do ser humano é discutida no livro.

São tantos temas que é impossível enumerar todos em um pequeno comentário como esse.

A diversidade de idéias, temas e acontecimentos históricos requer um pouco de conhecimento prévio, mas isso só valoriza o livro, na minha opinião, um dos melhores que já li...

Enfim, recomendo muito a leitura, é uma obra que acrescenta bastante coisa para se pensar.
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Mônica Firmida 13/07/2009

Nem me lembro da história; só me lembro que não gostei e parei de ler.
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Aniêgela 11/05/2010minha estante
foço minhas as palavras de Mônica Firmida: "Nem me lembro da história; só me lembro que não gostei e parei de ler."







Ramon Cristian 16/08/2020

Impressões do livro
Baudolino foi o primeiro livro que li do Umberto Eco, é um livro muito interessante, dá para perceber que foi escrito por uma pessoa muito inteligente e com uma bagagem cultural muito grande.

Foi a partir de Baudolino que consegui ler livros maiores. A história é tão cativante que nem dá desânimo por ele ser de um tamanho maior.

O livro é ambientado na Idade Média e conta a história de Baudolino, um jovem viajante que desbrava o mundo por terras desconhecidas e povos com culturas totalmente diferentes.

No primeiro capítulo tem uma parte que é escrito em português antigo, achei muito interessante, até para ver a evolução da língua.

Eu gostei deste estilo narrativo de Umberto Eco, pois parece que está conversando com alguém. A linguagem dele é na medida, não é muito simplificada, mas não é complexa demais. Senti uma preocupação com os leitores, sinceramente foi um dos livros mais “inteligentes” que já tive contato.

O livro é baseado nas lendas que se havia sobre o cristianismo na idade média. A saga é em busca do Santo Graal, mesmo quem não gosta muito de histórias cristãs, o livro ainda assim continua acessível a todo tipo de público, pois a história é rica e há vários elementos que aguça a curiosidade.

site: https://projetoautodidata.com/resenha-do-livro-baudolino-de-umberto-eco/
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Gofh 03/12/2009

Baudolino
A historia com uma narrativa muito interessante, no inicio foi difícil para mim me encaixar na historia, mas pouco a pouco o livro foi me cativando e em menos de 3 dias terminei de ler essa obra que é repleta de fantasias e mistérios, sem duvida alguma vale a pena ler esse livro, não somente pela diversão mas também para aprender mais sobre algumas crenças do mundo medieval e cristão.
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Rafael 09/01/2010

Acabei!
(Texto publicado no blog http://mia-geodesica.blogspot.com, com modificações)(24/08/06)

É com alívio e até com um pouco de vergonha que venho dizer que acabei de ler o livro mais demorado da minha vida: Baudolino (Umberto Eco).

O livro possui 459 páginas de texto muito bem escrito e envolvente. Um pouco pesado, por remeter a uma linguagem arcaica e medieval, mas nada que comprometa o entendimento do enredo. Trata-se das histórias da personagem homônima do título, Baudolino, um grande mentiroso, relatadas ao historiador Nicetas Corniates. Assim o descrevem a editora:

"Como um historiador às avessas, favorecido pela intimidade com o poder,com diversos idiomas e extraordinária ambição, Baudolino é uma máquina de invenções. Ao produzir relatos falsos, cartas falsas, pergaminhos falsos, traficar relíquias falsas e produzir planos e acordos baseados em inverdades, as aventuras de Baudolino se transformam numa mentira coletiva que se torna a própria história de um tempo."

É muita pretensão bem realizada por um escritor só. Realizada com maestria. A parte vergonhosa é que levei 5 meses para terminar de ler, apenas justificável pelo semestre que levei.
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Gláucia 10/06/2011

Divertidíssimo!
Umberto Eco inventou Baudolino e Baudolino inventou muitas histórias. Essa frase me levou a comprar o livro. O início quase me fez desistir pois é escrito numa letra garranchosa e num português arcaico, difícil de entender. Mas depois você engata a quinta marcha e viaja na história. Baudolino é uma espécie de mão direita do príncipe mas na verdade é "suas duas mãos esquerdas". Só faz trapalhadas, tudo na melhor das boas intenções. É extremamente divertido e bem elaborado.
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Rafael 21/02/2010

Um dos melhores livros que já li.
A resenha abaixo é de GIAN DANTON, e foi escrita no ano de 2001. Eu a COLEI literalmente por achar que diz tudo o que mais me satisfez na leitura deste livro.

Em Baudolino, Umberto Eco faz o que sempre fez melhor: contar histórias ambientadas na Idade Média. Seu outro grande sucesso, O Nome da Rosa, também acontece na chamada Idade das Trevas e talvez venha daí seu sucesso.
Eco tem outros textos, mais acadêmicos, em que compara a Idade Média com nossa época e diz que as semelhanças são maiores que as diferenças.
De fato, é grande a semelhança do período em que se passa Baudolino (1152 –1204) e os dias atuais.
Na época reinava na Europa o Imperador Frederico, que gastava mais tempo administrando os conflitos entre as cidades italianas do que com qualquer outra coisa. Da mesma forma, os pequenos países do Oriente Médio têm dado grande dor de cabeça para o todo-poderoso de nossa época, o presidente norte-americano George W. Bush.
E, se os italianos tinham o ouro de seu tempo (as especiarias), os mulçulmanos têm o ouro atual (o petróleo).
“Vale a pena viver nessas terras, onde todos parecem ter feito voto de suicídio, e onde uns ajudam os outros a se matarem?”, diz Baudolino, à certa altura do livro. Parece estar falando dos países do Oriente Médio, mas está se referindo à Itália.
Coincidências à parte, o livro vale pela inventividade. A história é contada a partir do relato de Baudolino, um mentiroso por natureza, que acabou sendo adotado pelo imperador Frederico após fazer uma previsão absolutamente falsa: “Quando se diz uma coisa que se imagina, e os outros dizem que é exatamente assim, acaba-se por acreditar nela, afinal. Assim, eu vagava pela Frascheta e via santos e unicórnios na floresta, e quando encontrei o imperador, sem saber quem fosse, falei em sua língua, e disse-lhe que São Baudolino me dissera que ele conquistaria Terdona. Disse-lhe isso para contentá-lo, mas para ele era conveniente que eu o dissesse a todos, e de modo especial aos mensageiros de Terdona, para que eles se convencessem de que também os santos estavam contra eles, eis a razão pela qual me comprou de meu pai”.
O livro começa com Baudolino salvando Nicetas, um sábio da corte de Constantinopla à época em que ela foi invadida pelas tropas européias. Nicetas faz um favor a seu salvador: ouve e escreve seu relato, na tentativa de contar a história de uma época.
Mas a empreitada é difícil. Baudolino é tão mentiroso que o sábio não consegue distinguir, entre o que ele fala o que é real e o que é falso. Muitas vezes o que parece real é falso e o que é falso parece real.
Baudolino é uma espécie de Forrest Gump da Idade Média. Com uma diferença: enquanto Forrest era um tolo, Baudolino é um espertalhão mentiroso.
A graça do livro está justamente aí: em ouvir uma história sem estar certo da idoneidade de quem a conta. De todos os fatos narrados, muitos são mentira e muitos são verdade, mas é impossível separa o joio do trigo.
Baudolino dá a impressão de ter sido escrito para provar uma das teses mais importantes de Eco: a obra aberta.
Na década de 60, quando o mundo das artes era sacudido por uma vanguarda pós-moderna, Eco escreveu um livro definindo o que ele chamou de Obra Aberta em oposição ao que ele chamou de discurso persuasivo, ou fechado.
O discurso persuasivo traz a mensagem pronta para o receptor. O leitor de um livro tem apenas o trabalho de descobrir o que o escritor pretendia com seu livro. Uma única leitura era a permitida.
A obra aberta revolucionava o sentido da arte forçando o receptor a ter participação ativa no processo de fruição. Assim, cada pessoa que lesse um livro ou ouvisse uma música deveria ter um entendimento próprio sobre seu significado. Já não havia mais certezas a serem desveladas. O próprio conceito de realidade é colocado em questão. Pela teoria da relatividade, cada observador teria sua própria interpretação de realidade, dependendo do ponto em que estivesse observando determinado fenômeno.
Da mesma forma, em Baudolino, realidade é o que o protagonista conta, mas ele pode estar mentindo e, assim, a realidade é relativizada. O leitor não deve confiar nem mesmo no narrador.
Mas não é necessário conhecer o conceito de obra aberta para gostar de Baudolino. Eco, como sempre, consegue transformar temas complicados (como a política medieval) em uma leitura deliciosa que envolve uma história policial, lendas medievais, uma expedição em busca do Santo Graal e até uma referência à Alexandria, cidade natal do escritor.
Outro destaque é a capa, belíssima, com impressão em prata.
Um livro para ler e reler e encontrar novos significados a cada nova leitura.
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Fabio Di Pietro 20/04/2010

Mitológico
Só pelo autor este livro dispensa comentários, mas para aqueles que estão acostumados com um Umberto Eco mais "filósofo", este livro apresenta uma história muito bem elaborada onde não sabemos se o que autor-narrador nos conta o que foi por ele vivenciado, ou ele nos mente. Para aqueles que gostam do clima da idade média, busca pleo graal, lendas e mitos que povoaram aquela época sobre o local (na terra) do Paraíso eu recomento!
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