O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá

O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá Jorge Amado




Resenhas - O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá


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Natália 18/01/2017

Um amor improvável
O Gato malhado e a andorinha Sinhá, obra de Jorge Amado que foi escrita em 1948 quando residia em Paris com sua esposa Zélia Gattai e seu filho João Jorge Amado. Quando o menino completou um ano de idade, como presente de aniversário foi escrita essa história.

Quando escreveu, não tinha intenção de publicá-lo. O texto foi colocado nos pertences de João Jorge e só foi encontrado em 1976, quando ele, vasculhando suas coisas, encontrou e finalmente tomou conhecimento da história, apesar de sempre ouvir a fábula contada pelo pai. Depois disso pediu ao artista plástico Carybé para ilustrá-la. Depois disso, ao mostrar a obra datilografada e ilustrada a Jorge Amado, ele então decidiu publicá-la no mesmo ano.

A fábula começa com um Gato Malhado de temperamento difícil; bastava ele aparecer e todos ficavam com medo e fugiam. Ele não se importava com isso. Com a chegada da primavera, o gato notou que a Andorinha Sinhá não sente medo dele.

A partir disto, nasce uma amizade entre eles, que com o tempo ganha força. Durante o outono, os bichos perceberam uma mudança no comportamento do gato, viam ele com bons olhos, já que passara a primavera e o verão sem aprontar. Até soneto ele escreveu e confessou a andorinha: "Se eu não fosse um gato, te pediria para casar-se comigo".

Mas o amor entre os dois era proibido, já que andorinhas jamais poderiam casar com gatos. Ele era visto com desconfiança por todos e a andorinha Sinhá estava prometida ao Rouxinol.

O livro traz uma fábula e usando metáforas, trata das relações sociais suas diferenças de cunho sócio-cultural existentes. Mesmo sendo escrito ainda no século XX, a história mostra questões atuais. Recomendo a leitura, não importa a idade, uma obra de Jorge Amado que vale a pena conhecer.
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Jefferson 13/01/2017

Perfeição
Como um livro tão pequeno pode provocar tanta reflexão? Certamente é literatura para todos os públicos, conhecer Jorge Amado em uma leitura tão delicada, quase que paternal em alguns momentos, é estar em constante êxtase. Esta estória leve e cheia de significados nos atinge em cheio os corações, é lição de como o outro pode despertar sentimentos e nos transformar de maneira tão vivida e intensa. Os animais retratam muitas vezes as pessoas que encontramos por aí em nossas vidas e nos causam diferentes reações. Vale a pena ler.
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Natalie 22/09/2016

Os gatos são os animais mais incompreendidos da Terra. São chamados de interesseiros, maldosos, trapaceiros, egoístas... tudo o que é considerado bom os gatos não tem, exceto a beleza e sensualidade, como muitos podem concordar. Eu tenho um amor enorme pelos felinos. Qualquer coisa relacionada a eles me interessa, pois quem realmente convive com os bichanos sabe que as coisas que falam é puro boato. São amigos e companheiros como ninguém. Não o tipo de amizade canina submissa e obediente. Algo maior, que parece entrar na alma e descobrir nossos segredos mais íntimos, com ar sábio e compenetrado.

Assim é o Gato Malhado. Rechaçado pelos animais e plantas do parque, ele vive solitário mas não se importa com isso. Por essa razão, todos os desastres que acontecem são atribuídos a ele e o pior, sem comunicá-lo. A Andorinha Sinhá é a única que não o despreza e entre os dois se desenvolve uma agridoce história de amor. Amor impossível (como muitos no parque da vida humana também o são) que é bruscamente interrompido pelo casamento da amada com um semelhante.

Nada de inovador no enredo. Relacionamentos difíceis são objeto de muitos outros livros, mas a forma cômica, um pouco romântica e com várias digressões usadas por Jorge Amado faz toda a diferença. É uma obra indicada para crianças e adultos, que poderão, cada um à sua maneira, admirar o diálogo do narrador com o leitor, rir em diversas partes e se compadecer com o destino dos protagonistas.
Antonio.Neto 08/11/2016minha estante
Agora, preciso lê-lo!




Júlia 03/01/2016

Recomendo
gosto tanto desse livro que tenho duas versões ! recomendo também capitães da areia
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Nick.Salles 06/09/2015

“O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá” é uma linda história de amor que arrebatará os corações de todos. Mais ainda, uma obra que permite uma reflexão sobre as diferenças e a intolerância existentes em nosso mundo.

O autor Jorge Amado, em 1946, exilado na França, escreveu uma fábula para homenagear o primeiro aniversário de seu filho: “O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá”. O texto, delicado e simples que comove gerações, ficou perdido durante 27 anos e só foi publicado em 1976, com a exigência feita pelo autor de que nada fosse modificado do original.
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Mirian 05/06/2014

O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá
O temperamento do gato malhado não era dos melhores. Sua fama de encrenqueiro era tanta que, quando ele aparecia no parque, todos fugiam: a galinha carijó, o reverendo papagaio, o pato negro, a pata branca, mamãe sabiá, os pombos, os cães. Até as flores se fechavam à sua passagem. Ao descobrir que todos os bichos tinham medo dele, o gato fica arrasado. Mas logo retoma sua indiferença habitual, pois não se importa com os outros.
O que ele não sabia é que havia alguém que não tinha nem um pouco de medo dele: a andorinha Sinhá. Num dia de primavera, o gato percebe que ela foi a única que não fugiu quando ele apareceu. A andorinha justifica sua coragem: ela voa, ele não. Desde aquele dia a amizade entre os dois se aprofunda, e no outono os bichos já vêem o gato com outros olhos, achando que talvez ele não seja tão ruim e perigoso, uma vez que passara toda a primavera e o verão sem aprontar.
Durante esse tempo, até soneto o gato escreveu. E confessou à andorinha: “Se eu não fosse um gato, te pediria para casares comigo…”. Mas o amor entre os dois é proibido, não só porque o gato é visto com desconfiança, mas também porque a andorinha está prometida ao rouxinol.
Com grande lirismo, a história do amor de um gato mau por uma adorável andorinha assume aqui o tom fabular dos contos infanto-juvenis. Além de se transformar em um improvável caso de paixão, a narrativa mostra como duas criaturas bem diferentes podem não apenas conviver em paz como mudar a maneira de ver o mundo.
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nessinha 28/04/2014

O temperamento do gato malhado não era dos melhores. Sua fama de encrenqueiro era tanta que, quando ele aparecia no parque, todos fugiam: a galinha carijó, o reverendo papagaio, o pato negro, a pata branca, mamãe sabiá, os pombos, os cães. Até as flores se fechavam à sua passagem. Ao descobrir que todos os bichos tinham medo dele, o gato fica arrasado. Mas logo retoma sua indiferença habitual, pois não se importa com os outros.
O que ele não sabia é que havia alguém que não tinha nem um pouco de medo dele: a andorinha Sinhá. Num dia de primavera, o gato percebe que ela foi a única que não fugiu quando ele apareceu. A andorinha justifica sua coragem: ela voa, ele não. Desde aquele dia a amizade entre os dois se aprofunda, e no outono os bichos já vêem o gato com outros olhos, achando que talvez ele não seja tão ruim e perigoso, uma vez que passara toda a primavera e o verão sem aprontar.
Durante esse tempo, até soneto o gato escreveu. E confessou à andorinha: “Se eu não fosse um gato, te pediria para casares comigo…”. Mas o amor entre os dois é proibido, não só porque o gato é visto com desconfiança, mas também porque a andorinha está prometida ao rouxinol.
Com grande lirismo, a história do amor de um gato mau por uma adorável andorinha assume aqui o tom fabular dos contos infanto-juvenis. Além de se transformar em um improvável caso de paixão, a narrativa mostra como duas criaturas bem diferentes podem não apenas conviver em paz como mudar a maneira de ver o mundo.
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Pedro Cortat 08/01/2014

Grande história, pequeno livro.
Um livrinho tão pequeno, mas com uma história tão bonita, tão poderosa. Sinceramente acredito que é um dos melhores livros que existem, nem tenho o que dizer, só que recomendo a leitura tanto para adultos quanto para crianças. Para todos, universal e fascinante!
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Gabi 24/12/2012

Uma história de amor impossível escrita em 1948, como presente de aniversário para seu filho. Apesar do destaque ser o gato malhado e a andorinha Sinhá, percebe-se o triângulo amoroso: vento, madrugada e o tempo. Boa história para encerrar o ano.

"...temos olhos de ver e olhos de não ver, depende do estado do coração de cada um."
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Camilla 07/12/2012

É uma obra com uma história de amor linda, sem dúvidas... mas as palavras ou o modo de contar a história do autor, não me impressionaram muito!!! Já tinha visto a peça de teatro, e é emocionante. Mas o livro não conseguiu me passar esse sentimento.
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Gres Micaeli 01/12/2012

Um presente pra quem se encanta com histórias de amor...
Em 1948 Jorge Amado escreveu O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá pra dar como presente à seu filho João Jorge. No início ele não tinha pretensão de publica-lo, mas acabou mudando de ideia alguns anos mais tarde... E ainda bem que Jorge Amado tomou essa decisão, porque apesar de ter sido destinado ao filho, a publicação dessa obra acabou tornando-se um presente pra mim também *-*
O próprio João Jorge disse: "Hoje o livro é de todos aqueles que podem se encantar com uma história de amor."

O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá é uma fábula narrada pela "manhã", que conta história do amor impossível entre um gato malhado, mal visto por quase todos os bichos, que o acusavam injustamente de diversos crimes cometidos no parque e uma bela andorinha jovem, que gostava de conversar com todos os bichos, e por alguma razão acreditava na inocência do gato.
Os dois começam a conversar, se apaixonam e vão vivendo esse amor durante as estações do ano. Mas é um amor proibido, pois espécies tão diferentes não poderiam ficar juntas.
O livro tem um desfecho triste pra quem torcia pelo casal, mas é realmente impressionante o poder que Jorge Amado tem de fazer uma história triste ser ao mesmo tempo bela!
Outra coisa que eu também adorei nesse livro foram as personagens no geral. Além dos bichos do parque, a manhã, o vento e o tempo tornam-se personagens nessa singela fábula.
Diferente das outras, essa não expõe aquela "moral da história" típica no final, mas vocês consegue perceber nitidamente vários ensinamentos nela!

Um livro curtinho que vale a pena ler e reler várias vezes *-*
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Selminha 02/09/2012

O gato malhado e a andorinha sinhá.
Uma história repleta de amor, julgamento, suicídio, cumplicidade e falsa identidade..
Tinha todos os ingredientes, pra ser uma linda história de amor, se não fosse o pré - julgamento da sociedade. Numa manhã um gato maltês desperta e com ele despertar a curiosidade da sociedade. Os animais do parque ao perceberem a presença do gato se dispersam, imaginando que ele poderia atacar a qualquer momento.
Ele não entende nada, porque tanto distanciamento? Segue em frente e se depara com uma Andorinha, que o encara sem medo, em silêncio apenas o observa-o. Ele questiona a atitude dela, e ela apenas responde: Porquê eu teria medo de um gato feio?
Eu feio!- responde o gato
Sim um gato feio, feio, feio e feio
O gato malhado sorri, não acreditando em tamanho desaforo.
Nesse momento nasce uma linda amizade, e junto com ela diversos comentários e julgamentos do que seria certo ou errado. Os animais do parque começaram a especular as atitudes do gato malhado e o comportamento da andorinha sinhá. Logo eles, que vestiam uma máscara a todo o momento e diziam ser quem realmente não eram.
Todas as tardes, o gato malhado e a andorinha sinhá compartilhavam momentos, que para eles eram essenciais: alegria, risos, silêncio, conversas. Em uma dessas conversas o gato malhado, declarou a andorinha: que se ele não fosse um gato maltês pediria a andorinha em casamento.
Esse relato gerou ainda mais comentários, a sociedade começou a imaginar diversas fantasias, começaram a declarar com crueldades, suas opiniões sem pensar no sentimento e no que realmente existia de verdade, colocando os dois em posições constrangedoras.
A riqueza da consciência que esse livro mostra é surpreendente, confesso que li duas vezes, conforme o autor diz é para crianças excepcionalmente inteligentes.
Inteligentes para entender que o Amor é troca de carinhos, é compartilhar momentos que sejam eles de silêncio, é uma cumplicidade que vai além da figura homem e mulher, que nas pequenas atitudes e pequenos gestos podemos encontrar um conforto pra sermos felizes.

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ciça 01/06/2012

como foi a minha leitura de um livro muito epecial....
EU AMEI ESTE LIVRO.
ME FEZ REFLETIR QUE NAO DEVERIA HAVER REGRAS NO MUNDO ANIMAL.
O LIVRO CONTA A HISORIA DE UM GATO E UM ANDORINHA QUE SE APAIXONAM , MAS O SEU AMOR E PROIBIDO
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