Manifesto do Partido Comunista

Manifesto do Partido Comunista Karl Marx
Friedrich Engels




Resenhas - Manifesto do Partido Comunista


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everton2040 16/12/2009

Deve ser lido para que possamos entender um pouco dessa mentalidade perversa do comunismo, e aprender a identificá-la no nosso dia a dia.
Se antigamente existiam líderes, declarados descaradamente como comunistas, hoje o comunismo é camuflado, e eles raramente se identificam como sendo desse grupo.


Marcos N. 22/11/2009

Um humilde fichamento do "Manifesto Comunista"
O Manisfesto está dividido em quatro partes, na ordem: Burgueses e proletários, Proletários e comunistas, Literatura socialista e comunista, e, por último, Posição dos comunistas diante dos diversos partidos de oposição.

Na primeira parte, os autores já surpreendem com uma bombástica introdução teórica: A história de todas as classes até hoje existentes é a história das lutas de classes. Essa premissa desenvolve-se mostrando que desde a invenção da escrita, s homens dividem-se em classes antagônicas, cujo antagonismo perdura até transformações revolucionárias, que alteram a própria organização social, ou pela destruição das classes rivais até então.

Tecendo novamente as etapas cruciais do passado histórico humano, mostra como a última classe dominante, a burguesia, chegou ao poder. Oriunda dos burgos da Idade Média, ex-servos que se envolveram como o comércio e só se beneficiaram com os novos mercados e com a demanda de novas mercadorias, a partir da Expansão Marítima). Nas palavras dos autores: a burguesia moderna é o produto da de um longo processo de desenvolvimento, de uma série de transformações no modo de produção e de circulação.

Concomitante às transformações econômicas, Marx e Engels, percebem que a burguesia conquista a soberania política do Estado representativo moderno. O executi-vo não é senão um comitê para gerir os negócios comuns de toda burguesia. Depois de traçado o histórico econômico e político da classe dominante no capi-talismo, os autores apontam uma das características mais decisivas da classe. Como o objetivo da classe é o lucro, ela será capaz de destruir os legados mais sólidos de todas as sociedades anteriores. Até os ideais burgueses, que serviram de base à consolidação de sua vitoriosa revolução estarão em perigo. Tudo o que era sólido se desmancha no ar, tudo que era sagrado é profanado e os homens ao obrigados finalmente a encarar sem ilusões a sua posição social e as relações com os outros homens. O próprio Estado é ameaçado pelos burgueses na ânsia de conquistar novos mercados, novas matérias-primas, novos consumidores. Essa, talvez seja uma das mais pioneiras previsões e des-crição do fenômeno da globalização.

Na opinião dos autores, a contradição maior do capitalismo será a crise super-produtiva. Para eles, chegará um ponto em que não haverá mais mercados, as indústrias, as mercadorias e os comércios serão excessivos, assim como a própria civilização. Desvendado o universo burguês, tem-se o debruçar ao entendimento do proleta-riado enquanto classe, com seus homens e mulheres explorados e vitimados desde a infância. Os aspectos de toda exploração são explicitados: operários, constrangidos a vender-se a retalho, são mercadoria, artigo de comércio como qualquer outro; em con-seqüência, estão sujeitos a todas as vicissitudes da concorrência, a todas as flutuações do mercado.

Apontadas características da classe trabalhadora, os autores diferenciam suas fases de desenvolvimento. De início, ainda perdida na nova sociedade capitalista, en-xergam-na como classe favorável do retorno ao modo de produção feudal. Posterior-mente, a massa maciça dos operários não é ainda o resultado de sua própria união, mas da união da burguesia que, para atingir seus fins políticos, é levada a pôr em movimento todo o proletariado. (...) Durante essa fase, os proletários não combatem seus inimigos, mas os inimigos de seus inimigos. (...) Todo o movimento está desse modo concentrado nas mãos da burguesia e qualquer vitória alcançada (...) é uma vitória burguesa. Só quando a classe operária cresce, se fortalece e toma consciências de suas características, que começam haver triunfos, sobre a classe burguesa, responsáveis por unir anda mais os trabalhadores.

Na iminente derrocada do capitalismo, quase que certamente, se unirão aos pro-letariados, burgueses (principalmente os ideólogos que chegaram à compreensão teórica do movimento histórico em seu conjunto, mudando assim automaticamente de classe) e outras classes menores (camadas médias e lúmpen-proletariado). No entanto, só a classe proletária pode ser considerada verdadeiramente revolucionária, pois ela não é saudosista (como as reacionárias camadas médias), nem passiva, prostituída e oportu-nista (como o lúmpen-proletariado).

É na segunda parte que os autores relacionam intimamente o partido comunista e o proletariado, alinhando suas origens, comportamentos, interesses e objetivos (este último abrangeria a supressão da propriedade burguesa, derrubada da supremacia bur-guesa e a conquista do poder político pelo proletariado). Depois da comprovada relação, eles refutam uma série de ataques e objeções que o partido sofre a partir de suas polêmi-cas propostas, como a supressão da propriedade, da liberdade, da pátria, da família, da educação e da família, enquanto concepções burguesas. É nesse trecho que constam definições plausíveis a respeito de propriedade, capital e trabalho.

Enumeram ainda dez medidas que seriam postas em prática pelos países mais adiantados (aqueles onde o capitalismo já desenvolveu um proletariado capaz de supe-rá-lo). São elas: expropriação da propriedade fundiária e emprego da renda da terra para despesas do Estado; imposto fortemente progressivo; abolição do direito de herança, Confisco da propriedade de todos os emigrados e rebeldes; centralização do crédito nas mãos do Estado por meio de um banco nacional com capital e com monopólio estatal; centralização de todos os meios de comunicação e transporte nas mãos do Estado; mul-tiplicação das fábricas nacionais e dos instrumentos de produção, arroteamento das ter-ras incultas e melhoramento das terras cultivadas, segundo um plano geral; unificação do obrigatório para todos, organização de exércitos industriais, particularmente para agricultura; unificação dos trabalhos agrícola e industrial; abolição gradual da distinção entre a cidade e o campo por meio de uma distribuição mais igualitária a população pelo país; e finalmente, educação pública e gratuita a todas as crianças; abolição do trabalho infantil tal como ainda é praticado em algumas fábricas pelo mundo conjuntamente com a combinação da educação com a produção material etc.

Na terceira parte, são apresentadas três criticadas vertentes de socialismo e co-munismo que precederam o de Marx e Engels. Entre eles o socialismo reacionário, sub-dividido em feudal, pequeno-burguês e alemão (ou verdadeiro socialismo), que con-sistia em um tipo um saudosismo reacionário que, disfarçado sobre a simpatia com o proletariado e o discurso crítico, ansiava pelo retorno a um momento histórico onde a grande burguesia industrial ainda não era dominante. Também perceberam o que deno-minaram de socialismo conservador burguês, praticado por aqueles que não apostam na revolução, mas em reformas no próprio modo de produção capitalista. Havia também, para eles, um socialismo/comunismo crítico-utópico, onde se enquadrariam aqueles que desejariam a melhoria das condições de vida, sem o necessário prejuízo da burguesia. Finalmente na quarta parte, o panfleto ressalta algum dos pontos da segunda parte para fazer um convite à ação:

PROLETÁRIOS DE TODOS OS PAÍSES, UNIVOS!


geovani 16/02/2011

Perda de tempo ler isso.


Rafayane 31/10/2009

Leitura "obrigatória"
Esse livro deveria ser lido por todas as pessoas!
Ele é simplesmente incrível...
Mesmo pra qm não é socialista ou comnista, ele traz uma verdade sobre a história da luta de classes, magnifica!
Possui linguagem fácil, e entende-se facilmente.
É bom tb não sermos anacrónicos...
Pois eles escreveram esse livro em um momento totalmente diferente do nosso.
E tb para os socialistas não adianta qrer ser radical enquanto a ele, pois pra nossa realidade algumas alterações podem/devem ser feitas.
Mas é simplesemente incrível!
Leiam!
Brasileiros uni-vos!!!
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Alberto 25/12/2015

Um lixo histórico
- Defende abertamente a ideia de genocídio/extermínio da suposta "classe burguesa". Para ato tão extremado e nojento, não apresenta nenhum argumento válido, ou dados críveis.

- Haja estômago para terminar um livro com textos tão desconexos, superficiais e cheios de um emocionalismo barato.

- Ironia: o comunismo teria como um dos seus objetivos principais acabar com os tais "preconceitos de classe". Neste ponto, apenas conseguiu aprofundar os preconceitos da época em que foi escrito e aprofunda-los hoje com uma nova roupagem, com a desculpa esfarrapada de agravar os conflitos existentes para gerar uma ditadura (!).

- Ignora completamente de que bens materiais precisam ser criados com base em ideias, que por sua vez se baseiam na observação da realidade e criação dos corretos conceitos.

- A edição da Boitempo contém vários ensaios escritos por comunistas, ajudando a dar um panorama sobre o pensamento comunista até o final dos anos 1990. Se é que podemos chamar algo tão grotesco de pensamento.

site: https://www.youtube.com/channel/UCeXBsdbdKU53SFdc5-ZYeVA


Junior 04/09/2010

Panfleto político
Este livro deve ser compreendido no seu contexto histórico; não é a base teórica do socialismo científico (este papel deve ser atribuído a O Capital).

Trata-se, na verdade, de um panfleto didático que tenta esclarecer a população européia da época as idéias do autor sobre a luta de classes e as intenções da classe trabalhadora unida - são os "comunistas", termo que então viria a se consolidar.

Dos livros de Marx, creio que este é o de leitura mais simples!
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Jarbas 22/08/2013

Manifesto do Partido Comunista
Bom, este livro mostra como estava sendo conduzido o capitalismo. Não foi surpresa que surgisse um documento tão verdadeiro como o Manifesto do Partido Comunista, trazendo esperança e progresso a situação dos trabalhadores. Motivou diversos movimentos de trabalhadores, que ajudou a amenizar os problemas relacionados a absurda exploração que sofriam há várias décadas, ao enfatizar a igualdade entre os homens e ao afirmar que os pobres, os pequenos, os explorados, enfim os proletariado também podem ser senhores de suas vidas.Com um texto racional, apaixonante e irônico deixa transparecer a origem comum com homens e mulheres de outros tempos.
Encomendado a Marx e a Engels, intelectuais então quase desconhecidos, um de 30 e o outro de 28 anos, a elaboração do Manifesto saiu com um texto claro e objetivo. Portanto, o Manifesto Comunista é um conjunto afirmativo de ideias, de "verdades" em que os revolucionários da época acreditavam, por conterem, segundo eles, elementos científicos e um tanto economicistas, necessários para a compreensão das transformações sociais. Nesse sentido, o Manifesto é mais um monumento do que um documento pétreo, determinante, forte com palavras e frases que queriam ter o poder de uma arma para mudar o mundo, colocando se no lugar "da velha sociedade burguesa uma associação na qual o livre desenvolvimento de cada membro é a condição para o desenvolvimento de todos."



Pablo 18/10/2009

FUI OBRIGADO A LER NO COLÉGIO, DAÍ NAO LI!
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MatPainter 21/11/2011

Passado...
Não sou esquerdista, nem tampouco de direita, na verdade, estou ainda me definindo na política, e comecei por ler o Manifesto. Pois bem, vejamos a minha opinião sobre as idéias de Marx e Engels:

Acho o Marxismo demasiado utópico, ainda mais pela época que estamos. Teria dado certo caso o proletariado realmente tivesse se unido, na época em que ele foi escrito. Mas agora, a burguesia está consolidada, e se ela cair, provável que não seja para uma sociedade igualitária.

Quanto ao valor histórico e econômico do livro, esse não posso criticar. A análise de nosso sistema e modo de vida continuam bem atuais, e ainda nos dá um panorama de como era o Capitalismo em seu berço, e como ele funcionava - e ainda funciona. Nesse ponto, a dupla foi bem sucedida, arrisco-me a dizer que foram melhores em descrever o capitalismo do que em criar meios de derrubá-lo.
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Júlio 25/01/2016

Livro de cabeceira
Como bom comunista do djabo uso esse livro como livro de cabeceira.


josefsguimaraes 04/12/2009

Não simpatizo nada com as ideias do partido comunista. O comunismo é umregime autoritário, tira das pessoas a vontade de progredir, ser um alguém que depende do próprio esforço, e não do governo- e isso é próprio do ser humano. O comunismo manda nas pessoas, em suas vidas. É uma tirania. Mas o livro Manifesdto do partido Comunista é genial, uma nbela reunião de ideias, que reitero não considero boas, mas o livro foi um marco na política da época, e escrevê-lo levou à ira de dezenas de pessoas.
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Paulo 04/05/2010

Comentário
Não seria difícil de imaginar: primeiro os pensadores sérios fazem uma teorização inteligente e justa. Depois vêm os carniceiros e deturpam tudo em benefício próprio.

O comunismo de Marx e Engels, enfim, nunca existiu, mas sim uma sanguinária ditadura (que não era do proletariado).

Abaixo os comentários que fiz quando li o "Manifesto Comunista" em 1998:

De grande eficiência por sua concisão e objetividade, essa obra traça os eventos históricos inerentes à ascensão da burguesia pela perspectiva de quem já podia enxergar nela mesma os germes de sua derrocada.

Síntese de um pensamento, de um movimento, de uma ideologia, o "Manifesto" não abdica do raciocínio para ser panfletário, mas é estimulante em sua proposta porque encontra imagens diretas para sustentar sua argumentação: "Na sociedade burguesa, o capital é independente e tem individualidade, enquanto que a pessoa viva é dependente e não tem individualidade. E a abolição desse estado de coisas é chamada pelos burgueses de abolição da individualidade e da liberdade!"

Mas: "você nos condena a intenção de acabar com a sua propriedade. Precisamente isso. É essa, exatamente, a nossa intenção."

Interessantes ainda os comentários dos diversos tipos de "socialismos" na época, muitos deles, segundo os autores, amparados pela própria burguesia — e, por isso, fadados ao insucesso.

Apesar de os termos "burguesia" e "proletariado" não serem os mais adequados para descrever a situação atual, o "Manifesto" permanece com força, pois insiste na idéia genérica de que a única forma de haver justiça social é a partir do fim, não dos produtos, dos bens, mas da exploração que uma classe minoritária mas poderosa faz da maioria oprimida: "O comunismo não priva homem algum do poder de se apropriar de produtos da sociedade. Tudo o que ele faz é privá-lo do poder de subjugar o trabalho de outros através de tal apropriação."
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Karina 14/05/2014

Retirada do próprio livro.
"Ao longo da história da humanidade poucos documentos resistiram tanto ao tempo, mantiveram atualidade tão extraordinária e influenciaram tanto as pessoas quanto esta obra. Nos seus 160 anos de existência continua tão amado e odiado como permanece atualizado."
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Matheus 13/02/2020

só um manifesto, mas amém marx e engels
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Fly 31/12/2009

Cara, tenho vergonha desse livro... Ele é pequeno...
mas foi o livro que eu mais demorei pra terminar! :/
(não que ele seja chato, mas precisa de uma atenção maior, e uma boa base de historia).

Esse livro, nobres revolucionários... é o manual... a cartilha do comunismo cientifico!
Nada como lê esse livro pra abalar a sua ideologia capitalista completamente! :)


~> beijo especial na boca de Chicó... Meu ex-professor de sociologia.
Ele que me emprestou o livro (que eu demorei tanto pra devolver)...
e me ajudou a endoidar com nossas conversas sobre política! :D


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