Risíveis Amores

Risíveis Amores Milan Kundera




Resenhas - Risíveis Amores


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Paloma 30/12/2013

O livro mais fácil do meu escritor favorito.
Passei a reparar em Milan Kundera quando li 'A Insustentável Leveza do Ser'. Depois, passei para 'O Livro do Riso e do Esquecimento', que se tornou meu livro preferido de todos os tempos e de todos os autores.

Agora, lendo a terceira obra do escritor mais sincero que eu conheço, posso dizer que entendo bem sua personalidade. Quase como um amigo. E Milan Kundera é encantador. Ele expõe tudo o que pensa, sente, acha e observa sobre o amor, sobre as diversas formas que as mais diversas pessoas tem de amar. E mais: ele expõe o íntimo dos personagens. Ele escancara seus sentimentos e o motivo de suas atitudes, sem seu consentimento. Quando você percebe, está surpreso com o que acabou de ler.. porque é muito real. São aqueles sentimentos e sensações que você tem e que não conta para ninguém. E como ele pode conhecer tantas personalidades diferentes? Como ele pode se aprofundar tanto nas relações humanas em tão poucas páginas? E com descrições tão leves, tão fluidas, nada cansativas... e muito criativas.

'Risíveis Amores' mostra alguns contos que, ao meu ver, tratam dos desencontros amorosos. Ele pode soar machista em alguns momentos. Mas acho que ele é um mulherengo que se empresta um pouco a alguns personagens.. o que não deixa de ser algo muito interessante de se ler e conhecer.

Sou muito, muito fã desse cara.
RICARDO 12/07/2015minha estante
Muito boa sua resenha!


Edméia 26/02/2016minha estante
*Paloma, obrigada pela informaçào ! Vou colocar na minha Lista de Desejos na Livraria Saraiva, um ou mais livros deste autor ! (*Estou me familiarizando com os e-books !!! Estou curtindo !!! ).




Pandora 18/06/2010

Essa e outras resenhas em www.trocaletras.wordpress.com

Eu devorei esse livro! Li em 4 dias e fiquei muito surpresa com o autor. Esperava uma leitura densa e cansativa, mas fluiu muito bem. Não que Kundera seja simples, mas eu me identifiquei logo no primeiro momento com seu modo de escrever e mergulhei no livro.
Risíveis Amores é um livro composto por 7 contos, 7 histórias de “amor”, onde Kundera aborda diversos temas como a superficialidade dos relacionamentos, a hipocrisia dos que dizem amar, traições, mentiras, ciúmes, como nos apoiamos na imagem de nosso parceiro para promover a nossa própria imagem, entre outros.
O texto é ótimo, chocante. É muitíssimo interessante como conseguimos identificar no texto pessoas com as quais nos relacionamos (amorosamente ou não). Eu diria que é impossível terminar esse livro sem ter identificado uma figura conhecida entre os personagens (mesmo que a figura seja nós mesmos).
Imperdível! Estou ansiosa para ler outra obra de Kundera.

Edméia 26/02/2016minha estante
*Pandora, você me deixou mais curiosa ainda em relaçào a este livro !!! Obrigada !!!




Lucas Ferreira 10/12/2009

O amor é para rir?
Kudera, ao que parece, levou oito anos para escrever todos esses contos. Como havia dito no meu histórico de leitura, este é um Kundera em plena forma. A maneira como descreve o envolvimento amoroso das pessoas é a mesma em que coloca, num certo tom jocoso, a situação de se estar vivo. Todo mundo se leva a sério e todo mundo passa por bobo, por causa disso, ninguém está acima de ninguém nesse ponto. Afinal de contas, melhor rir do amor do que sofrer dele.

Vale notar que o personagem homólogo do "Dr.Havel, 10 anos depois" é muito parecido com o Tomas da "Insustentável...": médico, conquistador, proprietário de um divã e que só se entrega mesmo (e ainda com certas ressalvas) a uma mulher... Kundera já planejava esse personagem há algum tempo.

Vale a pena a leitura? Sempre.
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GH 30/11/2014

Digno de riso...

Primeiro livro que leio do autor, que é famoso por sua obra ''A Insustentável Leveza do Ser'' (que ainda pretendo ler, inclusive), e não me decepcionei. Alias, achei uma grata surpresa.

São 7 contos sobre relacionamentos amorosos, mostrando suas superficialidades, mentiras, hipocrisias e tudo mais. Apesar de simples, é bem original, criativo e muito bem escrito.
O conto dois e o último foram os que eu mais gostei.

Daora desse livro é que com certeza você á amigo ou conhece alguém parecido com algum personagem da história, isso se ele não for você mesmo...
Raphael 11/08/2015minha estante
Milan Kundera simples?




Thati Ferrari 23/10/2009

Milan Kundera não se cansa de ser o melhor.

É incrível como a cada livro que leio ele consegue me envolver mais e mais. Declaradamente " A Insustentável Leveza do Ser" é meu livro preferido, mas Risíveis Amores me encantou tanto que o outro quase perdeu o seu posto.
Estava a algum tempo querendo lê-lo, mas ele me caiu nas mãos de um forma tão sublime que percebi que este era o momento de deixar mais uma vez este Tcheco adentrar a minha vida .
Risíveis Amores é constituído de sete histórias de amor extremamente originais, onde é trabalhado a falta de comunicação dos seres.
" O equívoco, seja ele de situações ou de sentimentos, é o que torna rísiveis os amores ...", diz o texto na contra-capa. Kundera nos leva através dos personagens à situações do dia-a-dia onde eles poderiam ser nós, onde involuntariamente você se identifica com alguma atitude ou pensamento contido no personagem.
Percebemos como é tão difícil se relacionar quando um simples diálogo não existe, quando nos equivocamos achando uma coisa que na realidade é outra.
Nem sempre expressamos o que realmente sentimos, esse medo do ridículo ou da situação pitoresca nos traz o envolvimento errado, uma ilusão perante aos fatos, uma utopia.
Ele desconstroi isso e nos convida a dar um basta na solidão humana e se abrir para atitudes mais palpáveis.
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RICARDO 31/07/2015

O eu absoluto
Uma obra essencial para os fãs de Milan Kundera, que embora não tenha a profundidade d´A insustentável leveza do ser - até mesmo por não ser essa a proposta do livro - Risíveis Amores não foge ao estilo "existencialista" do autor.
No decorrer dos contos o leitor reflete sobre uma visão dos relacionamentos que de tão óbvia parece oculta ao senso comum romântico. Kundera tem o talento de esmiuçar as mesquinhezas e os dilemas que se escondem em cada pessoa, bem como a hipocrisia que teima em ocultar o que temos de mais humano.
Ao demonstrar relacionamentos pouco convencionais, seja pela diferença de idade ou por desejos sexuais que se firmam não no corpo do outro mas na própria vontade, na própria imaginação, o autor quebra alguns paradigmas e demonstra que um relacionamento pode ir muito além dos binômios tradicionais como beleza/feiura, amor/aversão.
Em especial gostei de "O jogo da carona". O conto faz um retrato do paradoxo da situação da mulher em uma sociedade machista, talvez essa não tenha sido a intenção do autor, mas ao colocar a personagem em uma condição ambivalente de "mulher certa, mulher pra casar" e "mulher desejada" ao mesmo tempo, fica claro como o homem, por mais que se aparente progressista, começa a desvalorizar a companheira ao mesmo tempo em que a deseja sexualmente, o que ocorre de certa forma em "Eduardo e Deus".
Digo que talvez essa intenção de evidenciar o machismo não tenha sido objetiva por ter achado a obra em geral bem machista, mesma impressão que tive em " A insustentável leveza do ser". O autor é apenas um autor e quanto mais honesta sua obra, mais interessante ela se torna, porém, é preciso ressaltar a ótica preponderantemente masculina e enviesada na qual a mulher é apenas parte de algo mais complexo (uma personagem no grande teatro que é a vida de cada homem).
Outra crítica é a frivolidade de alguns personagens, sendo o individualismo uma constante. A preocupação com a estética e o olhar do outro é quase excessiva. Os homens bem sucedidos e espirituosos seduzem mulheres jovens e cheias de vida, as mulheres mais velhas aparecem ora como ridículas, ora como a imagem de um passado de beleza frente a um sujeito que fracassou e que apenas procura nelas o resgate de seu tempo áureo.
A obra não deixa de ser um retrato interessante de uma sociedade vigiada, Kundera cultua o profissional liberal, os médicos, os artistas e também os professores, refletindo a necessidade da liberdade para ser feliz, para construir e debater ideias e até mesmo para amar, mesmo sendo esse amor, no mais das vezes, machista e individualista.
Recomendo o livro, afinal ler é sempre melhor que não ler. O posfácio é bem interessante e possibilita um crescimento do leitor em relação a análise literária. Se você não é fã de obras como O Estrangeiro e acredita que o ser humano está no mundo para ser maior que suas mesquinharias e vaidades, é possível que se sinta incomodado ao ler, mas nem que seja para criticar ou ter um processo de catarse como tive em "O Jogo da carona", vale a pena a leitura.
Camila Lobo 10/05/2016minha estante
Ricardo, excelente resenha. Compactuo com o que você pesou sobre o possível machismo do Kundera e o convicto machismo de seus personagens. Além de individualista, todos os protagonistas são sarcásticos, manipuladores e egoístas. Todos me soaram iguais de certa forma.


RICARDO 05/11/2018minha estante
Obrigado Camila, não me recordo bem do livro mas tive essa impressão também




Craotchky 27/11/2015

Profundamente Humano
"Atravessamos o presente de olhos vendados, mal podemos pressentir ou adivinhar aquilo que estamos vivendo. Só mais tarde, quando a venda é retirada e examinamos o passado, percebemos o que foi vivido, compreendendo o sentido do que se passou."

Não tinha nenhuma expectativa com esse volume. Tal como é frequente acontecer em situações tais, não tinha muito a perder. Adianto que achei um livro regular, e que o que possui de diferente, ao menos para mim, é o tema. Não, não há romance, amor, sentimentos ou sexo, como talvez o título pode sugerir. Aqui encontram-se tragédias amorosas, imutáveis desencontros. Praticamente não há romantismo.

Incrível é que Kundera consegue, não sei bem explicar como, ser superficial e profundo simultaneamente. Sua linguagem é leve, descontraída, mesmo tratando de temas profundos das relações humanas. O livro fala essencialmente do lado humano, pessoal, íntimo; de nossas relações com os outros, e sobretudo, com nós mesmos.

Kundera aborda vários aspectos das relações pessoais. Como as pessoas veem de forma tão diferente às outras. Como uma leve mudança no ponto de vista pode afetar sua opinião sobre alguém que você julga conhecer bem. Como as pessoas se conhecem apenas superficialmente umas às outras e o quanto conhecem tão pouco de si mesmas.

O livro é composto de sete contos de leitura surpreendentemente rápida. As situações podem ser meio forçadas, mas não é esse o foco proposto. Um certo machismo é palpável, porém muito leve, nada agressivo, e talvez nem intencional. Foi uma daquelas leituras diferentes, que me proponho a fazer de vez em quando para expandir um pouco mais meus horizontes literários. Um bom livro; não tenho do que reclamar.
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Lys Coimbra 11/09/2015

Um livro simples
Se você já leu "a insustentável leveza do ser", talvez alimente muitas expectativas com relação a "risíveis amores". Comigo foi assim.
É claro que são propostas completamente diferentes, mas é inevitável esperar que o livro seja tão bom quanto a obra-prima de Kundera.
Não é um livro ruim, até porque, duvido que MK escreva algo que não seja bom, mas hoje eu recomendaria àqueles que não conhecem o autor que não comecem por "a insustentável leveza do ser", pois assim não há o risco de esperar algo tão grandioso das outras obras. O primeiro contato com o estilo de Kundera agradará muito e o gosto por sua obra seguirá uma reta ascendente.
"Risíveis amores" é um livro de contos. São sete contos que abordam a natureza humana, seus tropeços, fraquezas e instintos, daquele jeitinho todo especial que nos faz reconhecer algo de nós mesmos em alguns dos personagens.
Gostei especialmente de "ninguém vai rir","o jogo da carona" e "Eduardo e Deus", mas são todos bons.
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LaraF 03/03/2010

kundera tem a fantastica habilidade de dizer coisas sem nada dizer. histórias cheias de sentimentos, intrínsecas e muito cruas e reais (caracteristica tb do autor). o amor em suas mais variadas formas se mostram nesse livro, e o que podemos perceber ao fim de tudo é q a vida humana é cheia de pequenas confusões de interpretações, comunicação intruncada e nominações equivocadas... Kundera não simplifica a vida, mas nos faz olhar para ela sem aqueles óculos de fantasia, nem de medo. A vida é...e isso basta.
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Fendrich 06/02/2018

"O jogo da carona" é uma preciosidade. Kundera vai muito além de "A insustentável leveza do ser".
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Desirée 15/01/2014

Risíveis Amores
"Atravesso o presente de olhos vendados, mal podendo pressentir aquilo que estou vivendo... Só mais tarde, quando a venda é retirada, percebo o que foi vivido e compreendo o sentido do que se passou..."

- Risíveis Amores

Milan Kundera me surpreendeu. Li sua entrevista no livro As entrevistas da Paris Review (volume 2) e fui em busca de suas obras. A insustentável leveza do ser estava esgotado nas livrarias e nos sebos não tinha mais, o que me fez ter mais vontade de ler este autor. Acabei encontrando outros títulos e optei por ler este.

O livro traz sete contos, sete histórias de amor, todas incomum e contadas de forma única. É possível rir, refletir e se impressionar durante a leitura, pois as situações de amor e sexo se desenvolvem a partir do equívoco, uma mentira ou um jogo.

site: http://papodelivro.tumblr.com/
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Joana 28/09/2014

Como está escrito na capa, são "sete histórias de amor extremamente originais." Deposi de tantos anos da publicação ainda continuam interessantes.
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Deghety 03/02/2017

Risíveis Amores
Milan Kundera é extraordinário.
Risíveis Amores reúne 7 contos que tratam de modo peculiar e com  bom humor relacionamentos amorosos e/ou sexuais.
O orgulho, egoísmo e a futilidade  são as características mais comuns entre as personagens dos contos, bem como a insegurança e modo errôneo de atribuir em outros uma "verdade" que só existe - na maioria das vezes -  nas "convicções" deduzidas, no entanto suas complexidades e reflexões são bastante pertinentes.
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Biahhy 13/05/2018

Risíveis contos
Depois de ler A insustentável leveza do ser o livro mais conhecido do autor por mim e por todos no geral, fiquei encantada pela historia e a escrita do autor que coloquei todos os livros na minha lista de querer ler. Risíveis Amores é um livro de contos do autor e consideravelmente um livro pouco conhecido do autor. O título em si risiveis amores ja traz uma visão geral e relacional a respeito do que cada um desses contos vão se tratar.

Compartilhei vários dos contos que gostei e foram os meus favoritos e um pouco da sinopse de cada um, em cada conto temos temas diferentes se interligando-se entre si desde romance, religião, questionamentos sociais e românticos. Uma espera do final feliz não é o que você terá nesses contos, mas ao mesmo tempo finais e história muito surpreendentes que me deixaram de queixo caído, pela qualidade e a desenvoltura da história, dos personagens em poucas páginas.
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Keylla 01/11/2018

"Risíveis Amores" é a segunda obra do tcheco Milan Kundera. Um livro de sete contos que traz à tona a temática do amor e do sexo na modernidade. Com pitadas de ironias e bom humor, Kundera vai nos lembrando e nos colocando nesses personagens, relembrando-nos as máscaras sociais que costumamos vestir.
Com elegância e simplicidade os seus contos nos trazem profundas reflexos da natureza e dos relacionamentos humanos. Assim, como a Ana Holanda (da Revista Vida Simples), Kundera tira das situações cotidianas o elixir para suas grandes histórias. Difícil eleger o meu favorito. Acredito que "Que os velhos mortos cedam lugar aos novos mortos" tenha um lugar cativo em meu coração: Kundera nos apresenta um reencontro emocionante entre uma mulher viúva e com um filho controlador e um homem na casa dos seus quarenta anos. Divorciado e com um emprego que lhe tira a paz. Dois corações que sofrem as tragédias da vida humana. Perdidamente apaixonados a mais de vinte e cinco anos atrás, reencontrando em uma rua qualquer. Será o destino os unindo?

Apesar do livro ter um conteúdo de amor e desejo, trata de questões humanas e existenciais. É UM KUNDERA! Só por isso é um motivo para lê-lo. Adorei a leitura.

"Não são apenas histórias de amor que fazem rir. São, também, histórias sobre tentativas de repor alguma verdade à experiência amorosa" (Kundera)
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