Prodigy

Prodigy Marie Lu




Resenhas - Prodigy


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Arthur 20/05/2013

Continuação com a mesma qualidade de seu antecessor
Li Prodigy em fevereiro, mas só agora me lembrei de fazer a resenha da continuação de Legend, o livro que mais me surpreendeu e que se tornou a melhor leitura que fiz em 2012. Comparada à resenha de Legend, essa de Prodigy será visivelmente menor, uma vez que na primeira eu analisei o livro tomado pelo sentimento de ter encontrado, depois de meses, um livro que me fizesse entrar de cabeça na leitura. Agora, com a série já tendo se consolidado não só comigo, mas também com outras pessoas, o que importa é saber aonde esse segundo livro levou a história e se esta pelo menos manteve o nível de qualidade do primeiro.

O Primeiro Eleitor da República morreu, e sobrou ao filho assumir o poder sobre o que restou da Costa Oeste dos EUA, que se encontra em um caos desastroso. June e Day juntam-se aos rebeldes Patriotas para que possam resgatar o irmão de Day e partem para as Colônias. A fim de ajudar, porém, os rebeldes querem June e Day para matar o novo eleitor, que pode representar uma ameaça ainda maior do que seu pai.

Apesar de ser continuar a história do exato ponto onde Legend terminou, o segundo livro tem um clima bastante diferente do primeiro. Enquanto em Legend tínhamos um ponto de vista para cada dos dois mundos em que June e Day viviam - ela na alta sociedade da República e ele nas favelas do país -, agora, em Prodigy, temos a oportunidade de acompanhar dois pontos de um mesmo mundo: o do lado interno de um sistema.

Como a sinopse deixa claro, June e Day se juntam aos Patriotas após os trágicos eventos finais de Legend, crentes de que eles são a resposta para o regime ditatorial da República. É aí que Marie Lu resolve mexer com essa ideia: e se o que é mau ainda tiver esperança? E se o que for bom não for tão bom quanto parece? Mesmo não sendo um aspecto inovador, já que esse estilo de reviravolta é bastante usado abundantemente, o que o torna tão bom é a forma como a Marie Lu o desenvolve. Ela não deixa o leitor na dúvida de qual dos lados é o melhor ou o pior. Ela os coloca numa balança e você vê que ambos têm o mesmo peso. A pergunta que ela nos proporciona é: como tirar o melhor de cada sistema?

Quanto aos personagens, Marie Lu soube trabalhá-los de forma que evoluíssem enquanto os novos rumos da história eram tomados. Mesmo com a adição de um quadrado amoroso (que em 99% dos casos só tem a prejudicar a qualidade do livro) e a forma como a Tess foi trabalhada - que era uma fofa no primeiro livro, mas em Prodigy se tornou uma chata ciumenta -, o livro superou Legend em determinados pontos, embora não a ponto de superar o primeiro livro no todo.

E, por falar em pontos em que esse segundo livro é melhor do que Legend, não posso deixar de mencionar o final de Prodigy, que, mesmo com tom romântico, é desesperador! Marie Lu definitivamente sabe como manter o leitor ansioso pela próxima página. O problema é que agora, de novo, eu estou mais do que ansioso pelo próximo livro, Champion, que termina a trilogia!
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Lets 06/02/2013

Prepare-se paras os surtos!
Só para avisar, vou tentar não dar surtos ou spoilers enquanto resenho. Amei esse livro tanto quanto Legend, apesar de serem tão diferentes.


June and Day arrive in Vegas just as the unthinkable happens: the Elector Primo dies, and his son Anden takes his place. With the Republic edging closer to chaos, the two join a group of Patriot rebels eager to help Day rescue his brother and offer passage to the Colonies. They have only one request—June and Day must assassinate the new Elector.

It’s their chance to change the nation, to give voice to a people silenced for too long.

But as June realizes this Elector is nothing like his father, she’s haunted by the choice ahead. What if Anden is a new beginning? What if revolution must be more than loss and vengeance, anger and blood—what if the Patriots are wrong?

In this highly-anticipated sequel, Lu delivers a breathtaking thriller with high stakes and cinematic action.

Admito que pensei uma estória totalmente diferente, e várias partes me pegaram disprevinidas. Principalmente enquanto June e Day estavam separados. A estória tem pontos fortes, que lembrar de respirar é super necessário, e outras partes que a leitura é interrompida para a procura de um lencinho (Principalmente no final!!) Ops, surtando. Marie Lu continuou com uma narrativa de tirar o fôlego e prender atenção. Enquanto não estava lendo, ficava pensando no livro e qual seriam os próximos passos de June e Day (e isso me deixava louca!). Várias perguntas que ficaram em aberto em Legend são respondidas, mas é claro que outras mais surgem (para nossa alegria)

Os personagens continuaram fortes, e seus interiores completamente expostos. Não consegui deixar de amar June e Day, mesmo eles tendo feito alguma burradas (que só pra constar, dava vontade de entrar no livro e dar um tapa em cada um). A Tess, que eu gostava bastante, ficou irritante. Alguns personagens que apareceram bastante em Legend, aparecem pouco em Prodigy, e outro(s) que só deram uma pequena aparição, aparecem bastante, como Anden, mas ele me deu raiva varias vezes (afaste-se delaaa!!) apesar de ser fofo. Os novos, bom..tem que ler para entender. Se eu falar, é spoiler :/

Esperei por esse livro durante o ano de 2012 interiro. Um ano de espera e minhas preces foram respondidas. Não fui decepcionada pela Marie Lu. Fui surpreendida.

Agora a agonia da espera vai começar de novo. Champion, o terceiro livro da trilogia só lançará em 2014 (Deus que me ajude!), mas tenho certeza que vai valer a pena.

Fica aqui um quote de Prodigy pra deixar um gostinho de quero ler:

"He holds me with his gaze. It’s hard to describe Day to those who have never seen him before – exotic, unique, overwhelming. He’s is very close now, close enough for me to see the tiny rippled imperfection in the ocean of his left eye. His breaths come out hot and shallow. Heat rises on my cheeks, but I don’t want to look away.
“We’re in this together, right?” he whispers. “You and me? You want to be here, yeah?”
There’s guilt in his questions. “Yes,” I reply. “I chose this.”
Day pulls me close enough for our noses to touch. “I love you.”"
Junior 12/02/2013minha estante
ahhh... essa sua resenha só me deixou mais curioso ainda. quero mto ler, mas (ainda) nao tenho habilidade de ler em ingles... vc sabe qdo ira lançar aqui no Brasil pq tá demorando demais...


Lets 12/02/2013minha estante
Entao..pelo que eu vi, está previsto para esse semestre. Mas nao sei dizer quando.




spoiler visualizar
Karen 26/03/2013minha estante
Os spoilers estão só no final e bem sinalizado, pode ler sem medo ;)




Ju Serra 08/04/2013

Prato cheio pra quem gostou de Jogos Vorazes...
Essa vai ser uma resenha dupla de Legend e da continuação Prodigy que li (em inglês) em seqüência.

Legend é um ótimo livro, desses que não dá pra largar até acabar (na verdade, mesmo após acabar você fica desesperado pra ler a seqüência, o que eu fiz imediatamente). A autora usou um artifício de dupla narração/perspectiva que funcionou muito bem, criando um clima de “gato e rato” que ficou muito dinâmico e interessante. O ritmo ágil, a história envolvente e bem amarradinha, e os cativantes personagens principais são o ponto alto desse livro.

Em Prodigy, a autora manteve a dupla narração, mas não conseguiu manter o mesmo vigor do primeiro. Enquanto Legend eu li desesperadamente em 2 dias, Prodigy foi em mais de uma semana (se bem que ter lido em inglês pode ter atrasado um pouco). A verdade é que a primeira metade (ou seria dois terços?) do livro é bem arrastada. Mas de um ponto em diante, a história engrena e fica emocionante até o final. Aliás, o final é desesperador, só que agora não tem como sair correndo pra ler a seqüência, já que o livro 3 (Champion) só será publicado em 2014. Não tem jeito, agora é segurar a ansiedade.

Não dá pra negar que essa é mais uma série que (como tantas outras) mirou na trilogia Jogos Vorazes - o já tão familiar “Young Adult (YA) que se passa num futuro distópico”; mas Legend tem qualidades que fazem com que ele se destaque do resto. Legend não é tão bom quanto Jogos Vorazes, mas está bem a frente de outras séries do estilo, como Divergente e Gone.

Embora essa mira em Jogos Vorazes seja bem óbvia, em Legend a autora conseguiu ter mais originalidade e se distanciar razoavelmente da obra de Suzanne Collins. Já em Prodigy, ela não conseguiu manter a mesma originalidade e em muitos momentos a associação com Jogos Vorazes é latente, chegando a repetir frases emblemáticas de JV (“Lembre-se de quem é o inimigo”, por exemplo.)

Minha maior queixa à Legend é com relação à idade dos personagens, e eu acho que isso é resultado dessa mira excessiva em Jogos Vorazes. Em JV a idade dos protagonistas Katniss e Peeta (que é 16 anos) está de acordo com suas posturas e ações. Em Legend, a autora repetiu essa faixa etária para os protagonistas June e Day, só que essa idade não condiz com a realidade deles (inclusive a gente percebe que há diversas passagens em que a autora “luta” para nos convencer que os dois são tipo super-precoces). Eu achei uma pena que a autora tenha ficado tão presa à fórmula Jogos Vorazes, porque não tinha a menor necessidade. Se ela tivesse escrito exatamente a mesma coisa, e atribuído aos protagonistas uma idade mais plausível (pelo menos uns 20 anos) o livro continuaria sendo ótimo, só que mais verossímil, e quem sabe até atraísse uma audiência maior.

Na minha opinião, Legend é melhor que Prodigy, mas a série como um todo é muito boa e vale a pena. Eu não vejo a hora de ler o 3º livro.
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Nati 06/11/2017

“Everything I am familiar with is gone.”
Não sei dizer se gostei mais desse livro do que do primeiro volume - tenho a impressão que me conectei mais com os personagens no livro anterior, mas não sei se foi pelo momento em que li o livro, ou se já tinha algum tempo de lido o primeiro e isso atrapalhou...enfim. É um livro com um ritmo mais rápido, onde mais coisas acontecem e algumas respostas para questionamentos deixados pelo primeiro volume aparecem e são bem exploradas. É um livro que expande também o mundo introduzido em Legend, e dá para entender melhor como esse mundo distópico se organiza, as relações entre as culturas, tornando o enredo mais complexo - diferente de outras distopias, que basicamente só jogam com aquela noção de rebelião e governo ditatorial e opressor.

Os personagens também passam por um desenvolvimento bem interessante, mais psicológico do que físico, e gosto que a autora não faz com que tudo sejam flores entre os nossos protagonistas - existe uma semente de dúvida, um ressentimento ali, que é inclusive um dos aspectos principais da história e isso é bem trabalhado ao longo da narrativa. Os novos personagens introduzidos também foram super interessantes (amei a Kaden, ela é sensacional!) e também tiveram um desenvolvimento e um background legal.

O que eu mais gostei, no entanto, é que a Lu nos faz questionar quem de fato é bom e quem é o vilão dentro desse mundo. Será que a República é de todo ruim? Será que realmente a solução é destruí-la? A Resistência é mesmo esse mar de flores? Ou eles também tem uma agenda própria para seguir? Em quem confiar nisso tudo? A autora joga muito com esse área cinza, e é bem legal de acompanhar, então temos reviravoltas interessantes na história, principalmente mais para o último terço do livro, que é quando as coisas andam ainda mais rápido. E o final em si é um choque, deixando o leitor super ansioso para a conclusão da trilogia.

Tive alguns problemas com algumas cenas românticas e melosas meio aleatórias do Day e da June (não que eu não goste do casal, pelo contrário), que ficaram meio 'wtf' no meio de várias outras coisas. E a Tess. Pra mim a única personagem que não funcionou pra mim, nem no livro passado nem nesse - aliás, durante esse segundo livro, teve momentos em que eu queria que ela sumisse, porque ela me irritou de um jeito que eu não aguentava mais ela aparecendo.

No geral, uma sequência sólida, que não cai naquele problema do 'livro do meio' que geralmente ocorre nas séries e trilogias.
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LauraaMachado 08/08/2017

Um segundo livro impecável de uma distopia perfeita
Isto daqui não é um livro, isto daqui é um tapa na cara.

Na verdade, são vários tapas na cara.
Acho que a Marie Lu resolveu escrever a distopia perfeita. E está conseguindo!
Primeiro, porque a distopia dela faz muito mais sentido do que todas as outras que eu já vi. Não consigo realmente procurar tanto realismo assim em distopia. Quer dizer, nunca cheguei mesmo a acreditar que uma sociedade como em Jogos Vorazes pudesse acontecer. Mas isso nunca estragou nenhuma história para mim (só A Seleção, mas nem tanto). Foi só quando cheguei a Legend (mais especificamente a Prodigy, já que foi nesse livro que a distopia foi explicada) que entendi que dá, sim, para escrever um livro distópico completamente possível! E provável, aliás.

Essa foi minha parte favorita desse livro, as explicações do que levou à sociedade atual, a criação da República, a separação dos EUA. Além, é claro, do outro lado, das Colônias. Sério, foi tudo tão bem pensado e lógico, que não sei como ninguém tinha escrito uma distopia assim antes! (Como se todo mundo fosse gênio como Marie Lu, né?)

Os personagens continuam extremamente humanos, lógicos, profundos, com suas fraquezas e uma interação entre si que faz tanto sentido, que dá para sentir que eles existem de verdade! Não existe um único diálogo que não é natural ou que é forçado. Nem um pensamento na narrativa assim.
Foi incrível ver o Day crescendo e se entendendo como celebridade até, como modelo para o povo. Mais ainda foi ver a June questionando a revolução. E, meu deus, que questão mais importante que a Marie Lu colocou! E eu aqui achando que esse livro ia ser uma grande guerra e revolução, uma bagunça anarquista. Mas ela ainda conseguiu se provar ainda mais inteligente do que no primeiro livro!

Preciso ressaltar aqui a relação entre Day e June. Acho que os dois são os personagens que fazem mais sentido como casal que eu já vi. Como acontece na vida real, não tem só uma pessoa interessada neles, não é como se o mundo se resumisse a eles. Isso é necessário, tanto que fica mega natural, não só mais um triângulo ou quadrado amoroso. É vida real mesmo. Mas em nenhum momento existe alguma dúvida de que os dois não estão interessados em mais ninguém além um do outro. Mas é claro, um desafia o outro, melhora o outro, instiga o outro. Eles reconhecem um no outro algo que tem neles mesmo, ao mesmo tempo que vêem como podem melhorar. Isso é absolutamente tudo que você pode pedir em outra pessoa. Impossível não ter romance.

Mas a melhor parte para mim é que o romance é um detalhe. É parte deles, mas vai mais além do que isso. Eles confiam na opinião um do outro, e eu acho que é principalmente porque eles se identificam um com o outro. Eles entendem a força do outro, como o outro teoricamente não depende deles, mas como são melhores juntos, se completam. Que. Casal. Mais. Incrível. Meu deus, Marie Lu. Meu deus.

Mas, como a Marie Lu é mesmo maravilhosa e não faz só média, é claro que ainda reservou tapas na cara para o final do livro. O enredo em si já é ótimo, bem desenvolvido, lógico, mas também surpreendente. E definitivamente inteligente. Ela trabalhou a política da história melhor do que qualquer outra distopia, e com bem mais maturidade também. Mas ela sabe ser trágica. E ela (infeliz e felizmente) não foge de um problema, só vai na direção deles. Então, sim, eu já acabei esse livro chorando litros e com medo, porque eu tenho a forte impressão de que ela vai fazer um final sofrido. É a cara dela, definitivamente é a cara dessa história.

Estou quase me proibindo de ler Champion, só para não ter que encarar o que me espera no último livro. Já disse que estou com medo?
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Bárbara 18/11/2013

Não é Legend
Ok. Como começar? Quando peguei Prodigy para iniciar a leitura eu estava no meio de uma crise-pós-livro-perfeito-necessito-da-continuação-agora!, portanto, não consegui me focar muito na história. Mas... O livro é ótimo: meticulosamente construído com muitas cenas do Day dando uma de Ezio Auditore e da June Holmes sendo o prodígio da República. E claro, hoje em dia não escrevem mais livros sem colocar alguns homossexuais no meio... Além disso, consegui ficar muito irritada com o preconceito do Day por pessoas ricas, como ele pode amar a June se despreza tanto gente rica? Enfiam, a June... É a June: ela é top. E o Anden, sério, cara de cabelos pretos e olhos verdes, educado e cavalheiro: é o meu tipo. Já deu pra imaginar né... Lá vai eu torcer pela ponta errada do triângulo de novo... Não me canso disso... Ou sim.

Pois é, como já escrevi: Prodigy não é Legend e ponto. Foi uma leitura incrível, claro, mas não tanto quanto Legend que... não sei, foi simplesmente perfeito!

PS: não entendi como a República pode se intitular república sendo que se trata de uma ditadura militar onde o povo não tem qualquer participação política?
E porque "Primeiro" Eleitor se não existe um "Segundo"? Talvez seria Primeiro Eleito, não?
A edição de Prodigy também foi muito malcuidada. Encontrei vários erros escandalosos em diversas partes do livro.
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