Bonsai

Bonsai Alejandro Zambra




Resenhas - Bonsai


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Victor Piacenti 18/07/2012

Uma estranha realidade.
É um livro bem verdadeiro. Fala sobre relacionamentos rápidos, medos, frustrações e acima de tudo fala sobre a realidade (mesmo que por muitas vezes ela soe esquisita). Fala sobre como pessoas passam por nossas vidas, sobre pequenas atitudes que tomamos.. Enfim, ele fala sobre tudo um pouco, e pega bem no meio da nossa cabeça! Muito bom!
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jota 10/06/2014

Bonsai não sei
Bonsai é sobre amores (às vezes é mais sobre sexo mesmo), livros e autores. Também é sobre bonsai, claro. É um livro pequeno (ou curto), e nisso mostra ser coerente com o título.

Mas querendo ser sobre coisas tão complicadas ou extensas e fazendo com que a forma predominasse sobre o conteúdo, me pareceu que acabou não indo a lugar nenhum ou não indo muito longe, feito um bonsai.

Melhor: acabou não tendo muita graça, emoção ou humor, enfim acabou não sendo lá muito interessante para mim. E pensar que iniciei a leitura bastante entusiasmado pelo que tinha lido sobre Zambra e seu livro, críticas positivas, etc.

Aconteceu que no balanço geral da leitura apreciei apenas algumas partes ou ideias que ele lança aqui e ali, não o livro todo. Pareceu-me que a obra do autor chileno se assemelha a um grande caderno (como os que Julio preenchia) cheio de ideias para outros livros, não sei.

Lido em 08 e 09/06/2014.
thai 08/12/2015minha estante
compartilho da mesma opinião ^^




Tati 31/01/2013

Não captei a essência do livro. Achei a história vazia, superficial, sem emoção e surpresas, escrita com uma linguagem rasa.
Jana 28/01/2015minha estante
senti a mesma coisa. embora dê pra entender o que ele quis fazer, fiquei sentindo que foi tão rápido que nem ao menos criei um laço com a história.




Brisah 19/02/2020

Livro muito bom, a leitura e rápida e eenvolvente, a maneira que o autor entrelaça as histórias dos personagens é magnífica. O início do livro foi o que me motivou a ler, o autor ter exposto o final dos personagens já de início foi inovador. Adorei!
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queenmeri 16/06/2020

Encontros e desencontros
O livro tem uma escrita bem fluída e o autor consegue te envolver. A história por ser curta não tem tanto desenvolvimento dos personagens, mas conseguimos sentir suas inseguranças, anseios, amores e dificuldades ao mesmo tempo em que ocorrem encontros e desencontros entre eles, começos e fins de amizades se entrelaçam no decorrer do livro.

site: https://twitter.com/herostairswan
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Anna Azevedo 08/06/2015

O resto é literatura
“NO FINAL ELA MORRE E ELE FICA SOZINHO, ainda que na verdade ele já tivesse ficado sozinho muitos anos antes da morte dela, de Emilia. Digamos que ela se chama ou se chamava Emilia e que ele se chama, se chamava e continua se chamando Julio. Julio e Emilia. No final, Emilia morre e Julio não morre. O resto é literatura”

O chileno Alejandro Zambra é aclamado pelo público e pela crítica como uma das grandes sensações da literatura latino-americana atual. No mês passado, a Cosac Naify lançou no Brasil Meus Documentos, aguardada coletânea de contos do autor. No entanto, o assunto de hoje é Bonsai, livro-árvore que Zambra plantou, sem flores ou floreios, no terreno da prosa contemporânea.

À primeira vista, a trama de Bonsai mostra-se até que bastante simples. Eis uma história de um amor; um desses amores em que dois se esbarram e se envolvem e se apaixonam; um desses amores em que dois desistem da leitura, viram a página, rumam para outros livros, histórias outras. Julio e Emilia. Nada muito complicado. A suposta simplicidade do enredo é, porém, uma armadilha em forma perfeita. O parágrafo que dá início à narrativa sugere a projeção completa do livro-árvore. Em verdade, é apenas a sua semente.

O resto é literatura. Desde a primeira página, o autor chileno cerca o leitor em um mosaico de digressões literárias; passagens de um ou outro livro, lido ou inventado, que se proliferam no campos férteis da imaginação ou da vida sexual de um casal leitor.

O resto é literatura. De “Tantalia”, o segundo capítulo de Bonsai, brota metaliteratura. Nele, o conto “Tantalia”, do argentino Macedonio Fernández, é o prenúncio do fim de um amor, esse amor entre dois, dois que poderiam ser Julio e Emilia. O enredo: um casal faz de uma planta o símbolo de seu relacionamento. Com o passar do tempo, o casal se dá conta de que o amor deles fatalmente irá acabar quando a planta morrer. Então, camuflam aquela plantinha em meio a outras idênticas, para que não presenciem o fim. Mesmo com o artifício, a perda e a morte da planta-amor são certas. Uma história, enfim, que os afeta profundamente. Uma história que se transmuta não em morte, mas na vida. A vida dos dois.

O resto é literatura. O resto é Julio. Julio sem Emilia. Um rapaz que começa a escrever um livro que não é seu. Uma representação. Uma projeção de livro-árvore. “Escrever é como cuidar de um Bonsai”.

O resto é literatura. O resto é o bonsai; réplica de árvore e, ainda assim, árvore; réplica de árvore que, ainda assim, se revela completa. Complexa. Árvore mínima, metonímia, de uma árvore maior, um livro maior.

Como a dor que se talha e se detalha, o processo de cultivo do bonsai é metáfora da criação literária. O livro-árvore é, pois, talhado e detalhado em uma escrita cuidadosamente lapidada, sem quês nem porquês. Clara como o que se vê, profunda como o que não. Literatura que se frui como quem admira a beleza compacta de um bonsai.

Zambra cultiva em sua jardinagem uma narrativa concisa, precisa, preciosa, valendo-se da ferramenta quase óbvia da polissemia das palavras. Tal qual Julio (cuja história não termina), “procura a maior sistematicidade, invadido que está por um vislumbre de plenitude”. Sem sobras, faz revelar uma única, porém riquíssima, textura na paisagem. Simples – mas em nada simplório -, o livro-árvore se ergue surpreendente: pequeno em sua grandeza, grande em sua pequenez.

Há quem diga que os “romances de capítulos curtos, de quarenta páginas, que estão na moda” sinalizam a morte das grandes narrativas, árvores da natureza. Alejandro Zambra mostra que a verborragia é dispensável ao romance. Seu Bonsai é o verso mínimo, a prosa poética, o pouco que diz muito. Da podagem, o resto. E o resto é literatura.

site: http://www.aescotilha.com.br/literatura/contracapa/o-resto-e-literatura-alejandro-zambra
Edu_H_ 01/09/2015minha estante
Muito bonita sua resenha. :)




thaisameraki 14/01/2014

um livro sobre amor, livros ou um livro sobre quem ama livros?
um livro escrito sobre um livro que se está escrevendo, outros lendo, ou um livro pra se escrever uma (cinco) história (s) de amor? o chileno alejandro zambra, magistral e modesto, dedicou poucas (e densas) linhas (na edição brasileira: cosac naify, 64 páginas diagramadas em 92) a um romance feito por beiras, assim como a arte da poda, essencial no bonsai. maría, gazmuri, anita e andrés (miguel)aparecem, desaparecem, voltam e completam as páginas de julio e emilia.
são escritos, acima de tudo, pra quem compreende que amar dói, reconforta, faz desconfiar, acreditar, descobrir, inspirar e respirar. afoga. causa apneia e solidão. é o mundo, é ninguém. cotidianos complexos, rotina boa. distração, entusiasmo e destruição. afinal, "qual o sentido de ficar com alguém se essa pessoa não muda a sua vida?". se escrever é como a arte de fazer podas em plantas, viver um romance é como a busca das palavras que se encaixam. "Agora resta Emilia, sozinha, interrompendo o funcionamento do metrô".

"bonsai" é como o que queria ter escrito e que jamais chegarei próximo de fazer, infelizmente. e como a vida também pode ser justa, "bonsai" é algo que me faz ser melhor do que eu era antes.
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Alexandre Kovacs / Mundo de K 09/01/2014

Alejandro Zambra - Bonsai
Editora Cosac Naify - 96 páginas - Tradução de Josely Vianna Baptista - Lançamento no Brasil em Maio de 2012.

O romance de estreia do premiado e jovem autor chileno Alejandro Zambra, publicado originalmente em 2006, parte da irresistível ideia de comparar literatura com a arte de cultivar um bonsai, já que como o próprio Zambra definiu em seu site: "escrever é podar os ramos até tornar visível uma forma que já estava ali". A comparação é perfeita e qualquer pessoa que já tenha passado pela experiência de desenvolver um texto e lidar com a eliminação de palavras, sejam elas substantivos, advérbios ou adjetivos, irá se identificar imediatamente com o paciente trabalho de criar uma réplica artística de uma árvore em miniatura.

A estrutura deste romance "miniatura" é construída sobre o intenso e breve caso amoroso de Julio e Emilia, que se relacionam tendo basicamente o sexo e a leitura como elo de ligação. O comprometimento de Zambra com a brevidade ou concisão da narrativa é tão firme que ele arrisca tudo já no primeiro e desconcertante parágrafo, oferecendo corajosamente ao leitor a própria conclusão do livro:

"No final ela morre e ele fica sozinho, ainda que na verdade ele já tivesse ficado sozinho muitos anos antes da morte dela, de Emilia. Digamos que ela se chama ou se chamava Emilia e que ele se chama, se chamava e continua se chamando Julio. Julio e Emilia. No final, Emilia morre e Julio não morre. O resto é literatura:"

Na verdade o argumento do romance é muito mais rico do que uma breve história de amor. Alejandro Zambra é um daqueles autores como Borges, Vila-Matas e outro chileno famoso, Roberto Bolaño, que sabem utilizar a literatura como personagem. Assim é que a aproximação de Julio e Emilia se dá através de Em busca do tempo perdido de Marcel Proust, romance que ambos fingem já ter lido; na cama os dois se esmeram para parecer Emma Bovary de Flaubert e a origem da separação do casal é o conto TanTalia de Macedonio Fernández — a história de um casal que decide comprar uma pequena planta para simbolizar o amor que os une, mas que percebe tarde demais que a morte da planta será também a morte desse amor.

"As extravagâncias de Julio e Emilia não eram apenas sexuais (que existiam), nem emocionais (que eram muitas), mas também, digamos literárias. Numa noite especialmente feliz, Julio leu, meio de brincadeira, um poema de Rubén Darío que Emilia dramatizou e banalizou até transformá-lo num verdadeiro poema sexual, um poema de sexo explícito, com gritos, com orgasmos. Então virou um hábito o lance de ler em voz alta — em voz baixa — toda noite, antes de trepar. Leram 'O livro de Monelle', de Marcel Schwob, e 'O pavilhão dourado', de Yukio Mishima, que foram razoáveis fontes de inspiração erótica para eles. Mas logo as leituras se diversificaram a olhos vistos: leram 'Um homem que dorme' e 'As coisas', de Perec, vários contos de Onetti e de Raymond Carver, poemas de Ted Hughes, de Tomas Tranströmer, de Armando Uribe e de Kurt Folch. Até fragmentos de Nietzsche e de Émile Cioran eles leram."

Alejandro Zambra, nascido em 1975, já é um nome de destaque na literatura chilena tendo sido selecionado pela revista Granta para a edição especial dos melhores jovens romancistas em língua espanhola em 2010 e visitado o Brasil em 2012 quando participou da FLIP em uma mesa especial com Enrique Vila-Matas, segundo informações da editora Cosac Naify, Zambra também é crítico, professor de literatura e, como não poderia deixar de ser, um diligente leitor de manuais, revistas especializadas e livros técnicos sobre o cultivo de bonsai, nada mal para um jovem autor.
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Matheus.Andrade 29/06/2020

Triste ou melancólico?
Uma novelinha bem despretensiosa sobre um amor com prazo bem definido. "No final ela morre e ele fica sozinho", anuncia Alejandro Zambra, nas primeiras palavras.
Bonsai é uma história que se constrói pelas lacunas. O autor põe um tom de "eu avisei" bem parecido com Desventuras em Série, porém desenvolve o enredo com bem menos intensidade.
Apesar disso, ainda consegue surpreender no desfecho anunciado. Mesmo não sendo exatamente um roteiro feliz, é uma obra melancólica, fofa, ideal pra refrescar a mente depois de um livro denso - exatamente como fiz.
Alejandro Zambra não dilui a história numa tragédia, uma missão bem difícil, já que a felicidade, na vida dos personagens, realmente se encontra em momentos breves e prazerosos. O fim, a morte, em Bonsai, são apenas os únicos desfechos possíveis.
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Juh Estrela 16/06/2020

Bonsai
É um livro singelo. De rápida leitura mas que possui certa profundidade.
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Paula 24/10/2012

Bonsai
O bonsai é uma réplica artística de uma árvore em miniatura, e possui dois elementos: a árvore e o recipiente. Assim como o bonsai, a alta literatura também é dicotômica, há a forma e o conteúdo. Será que o romance “Bonsai” pode ser adjetivado assim?

O romance de estreia de Alejandro Zambra conta a história de um amor e do seu fim, quase que concomitantemente. Não há densidade, é tão fugaz que podemos chamar de paixão.

No prelúdio, o leitor já se depara com esse fim, pois é revelado na primeira linha que Emilia morrerá e que Julio ficará sozinho. A partir daí, cria-se uma expectativa sobre essa relação, mas nada de arrebatador acontece. Só o mais do mesmo, muita metalinguagem e intertextualidade, este último talvez justifique a leitura e até redefina a obra como um guia. Já que os encontros do casal acontecem em meio a leituras de Proust, Flaubert, Kafka, Vladimir Nabokov, entre outras.

O autor podou demais “Bonsai”, deixando-o incompleto, instaurando no leitor uma sensação de vazio. É preferível ir “Em busca do tempo perdido”.
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Hildeberto 29/05/2016

"...mas naquela noite ambos descobriram as afinidades emotivas que com um pouco de vontade qualquer casal é capaz de descobrir" (p. 11)

"Bonsai", de Alejandro Zambra, é um curto romance que, ao meu ver, poderia ter sido impresso em forma de conto (pois é muito curto e chega às 96 apenas pela diagramação). O ponto positivo é que pode-se ler o livro em apenas algumas horas. Trata do relacionamento de dois jovens, Emília e Julio. A trama da estória em si talvez não seja o mais importante, e sim as reflexões do autor sobre os relacionamentos amorosos, amor, solidão, a vida. O livro me afetou profundamente. No final da leitura, fiquei com uma sensação de desolação, pois a forma como Zambra construi sua narrativa causa um pouco de desesperança. É um livro para ser lido e sentido.
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Fernanda 19/07/2014

até que...
Foi legal a jogada desse livro. O Bonsai é sempre podado as partes que "não interessam", sendo assim, ele faz uma referência a essa forma de podar. Conta no começo a historia de um casal apaixonado e já conta que ela morre. Assim por diante ele vai contando a historia de outras pessoas que tiveram a ver com a historia do casal, e logo depois corta essas pessoas do livro. Depois vai falando da vida dele depois dessa menina que morre e que ele fica sabendo bem depois de sua morte. Nada de emocionante nesse livro, mas gostei da relação da podagem do bonsai com a podagem da historia.
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Gilberto 20/10/2013

Bonsai - Alejandro Zambra
Bonsai - Alejandro Zambra

Não é apenas um livro, é uma planta, é isso que me deixou fascinado, esteve quase fora do meu alcance de compreensão, pois além de literatura tive que pensar o pouco que entendia de plantas, para ver o sentido do livro como um todo. A impressão que fiquei após ler as resenhas é que o livro é somente sobre Julio e Emilia, mas se eu afirmasse isso estaria também afirmando que um Bonsai é somente constituído pelo seu tronco, quando na verdade a árvore, ou neste caso a história como um todo, é importante.
O livro conta a história de Julio e Emilia, de quando os dois se conhecem até a morte de Emilia, mais precisamente até quando Julio passa a saber, que ela morreu. Eles se conhecem durante uma festa, na casa de uma amiga em comum, ambos estão estudando Letras, e dizem ter lido Proust. A partir daí surge um caso amoroso, que quando o leitor começa a leitura já sabe o final, já que a primeira frase do livro é: “No final ela morre e ele fica sozinho.”, mas o que conseguiu me manter interessado é como, se desenrola e acaba este caso de amor.
Como eu disse, em uma primeira olhada parece que o livro é sobre Julio, mas acredito que o caso de amor em si é que seja a parte mais importante do livro, afinal o autor dispõem personagens secundários ao longo do livro, somente para mostrar, o que vai acontecendo com Emilia e Julio após o fim do caso deles e de que forma ele descobrirá que ela morreu. Anita é além de uma personagem secundária um gancho, para através da sua amizade com Emilia ou autor conseguir mostrar ao leitor o que se passa com Emilia na infância e após o seu caso com Julio, e assim acontecem com outros personagens secundários eles são apenas extensões da trama, criada para mostrar as vidas de Emilia e Julio antes ou após o seu caso de amor.
É no quesito tamanho que Bonsai é maravilhoso, com menos de noventa páginas o livro consegue cativar e me manter plenamente interessado, nele encontrei não só uma união perfeita de estética e entretenimento, como também um livro para se pensar por dias e anos após ter acabado ele. É uma impressão de contemplar uma planta em toda sua beleza e complexidade.
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